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Se muestran los artículos pertenecientes a Noviembre de 2005.

As origens do segundo choque também estão na própria rádio

Por outras palavras, a rádio foi evoluindo, ao longo de décadas, para um ponto em que quase obrigou os ouvintes a procurar alternativas, nomeadamente de música. A oferta era tão reduzida e repetitiva e os ouvintes queriam mais:

Corey Deitz, "Maybe Commercial Radio Didn't Know JACK All These Years", Jul 20 2005:

"Some stations had libraries of 130, 140, maybe 200 songs. Imagine that: out of all the music created over the years, it was all strained down to the safe stuff, the songs that “tested” best. These were the only songs anyone liked. Yep! Researchers and consultants were quite sure. After all, they were tested! So stations played a select amount of songs – often – to the increasing dismay of listeners who inevitably heard those same songs on similarly formatted stations with similar names from city to city. There was no escaping it.

Listeners began to wonder if there was a better way for them to obtain variety in their music. This problem was partly solved through the advent of the first portable cassette player in 1964 by the Norelco Company which begot the 8-track player in 1966 from Motorola which begot the Walkman in 1979 from Sony which begot CDs and portable CD players in 1982 from Phillips. "

Outro excerto:

"Well, I think it’s obvious who was right all along: The listeners.

They just couldn’t prove it until technology gave them iPods and other mp3 players so they could finally program their own portable stations and turn off the ones that refused to play the variety they really wanted to hear."

01/11/2005 00:57 Enlace permanente. 3.0 O segundo choque No hay comentarios. Comentar.

A luta das rádios de satélite parta se imporem nos auto-rádios

Agora é a Sirius:

"Sirius Satellite Radio will keep a major auto manufacturer in its corner, at least through 2012. The satellite underdog recently extended its exclusive deal with DaimlerChrysler, covering all Jeep, Dodge, Chrysler and Mercedes-Benz vehicles, as well as Freightliner Trucks. Sirius projected that the deal will generate an additional 750,000 subscribers in the next year alone, though some critics have questioned the company’s methodology for counting new customers. As part of the deal, all Jeep, Dodge, and Chrysler cars will continue to offer factory-installed receivers, and new buyers will enjoy a one-year trial subscription. The deal extension is part of a much larger satellite radio embrace by auto manufacturers. That support is likely to make the difference for both Sirius and XM Satellite Radio, and help both push far beyond the first-mover crowd. Already, satellite radio subscriber levels have doubled in the last year alone, and are expected to hit 10 million by Christmas. Meanwhile, auto giant General Motors recently extended its commitment to XM, and will rollout 1.55 million new XM-enabled dashboards in 2006. Honda also continued its XM deal, and is expected to deliver 550,000 factory installs next year. Sirius will release its earnings on Tuesday."

02/11/2005 09:11 Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

O telemóvel vai ser o rádio do futuro?

Há quem defenda que sim ("next-generation mobile phones are going to become the most important future delivery platforms for audio material, even eventually supplanting terrestrial radio as the medium of choice for listeners", diz Harry Helms, do Future of Radio), mas também quem ache que não.

Um deles é Jeff Duntemann, que - no seu diário on line (24/10/05) culpa as empresas de telemóveis, no caso norte-americanas - pela incapacidade em desenvolver o mercado: "I have a very capable phone, but the carrier will do almost anything to keep me from connecting it to my computer and playing around with its advanced features. Furthermore, the audio quality is still hideous, and this is what, 2005? I’ve given up on flying cars, but sheesh, I’d have expected CD-quality cellphone communication by now."

02/11/2005 10:01 Enlace permanente. 3.7 Telemóveis No hay comentarios. Comentar.

A rádio, os LDM e o «shuffle»

Um dos principais argumentos da rádio face aos aparelhos que reproduzem música é que esta permite uma grande variedade e diversidade na escuta. Por outras palavras, o ouvinte nunca sabe o que vem a seguir (mas com play lists tão reduzidas e repetitivas, quase pode adivinhar...). Em contrapartida, um leitor de CD reproduz os temas como estão alinhados no disco, sempre os mesmos, pela mesma ordem.

Esse argumento - teoricamente favorável à rádio - acaba com a presença nos LDM de um botão de busca aleatória, "shuffle", que vai buscar do universo de músicas guardadas em cada leitor uma qualquer, sem qualquer ordem prévia. Com a vantagem de evitar, ainda, os intervalos de publicidade.

"Some radio proponents point out that part of the excitement of radio is the unknown, and the fact that you never know what they’re going to play next. MP3 player owners, however, point to the little button on their devices labeled ’shuffle’ and point and laugh at the radio proponents, ceasing only to walk away and listen to the music they love while the radio proponents wait patiently through a 15-minute string of Buick commercials"

Por isso é que há quem, nos EUA, fale num novo formato radiofónico, chamado "Jack" como resposta ao iPod e ao fenómeno do "Shuffle": é um formato com uma play list muito larga e extensa, que pode surpreender a qualquer momento. 

02/11/2005 15:45 Enlace permanente. 3.0.2 O consumo passivo No hay comentarios. Comentar.

O futuro é a voz e a informação?

a propósito deste artigo, Can Radio Save Itself?, que enumera as fraquezas de um e de outro, algumas notas:

-A rádio dominou até aparecerem os leitores de mp3;

- A rádio é portátil e portável e não tem imagem; os leitores digitais de música também;

- A rádio tem muita música, mas publicidade; os LDM podem suportar mil músicas, sem publicidade (que, criativa ou não, nunca é agradável);

- A rádio é de borla e não dá trabalho; os LDM custam dinheiro, obrigam a transferir as músicas (piratas ou pagando) e exigem alguma organização interna;

- A rádio não tem o exclusivo da selecção variada e da surpresa; o shuffle dos LDM também permite isso;

- A rádio não tem melhor qualidade de som do que os LDM e estes não falham num túnel ou quando a emissão fica mais fraca;

- A rádio não é só música; é voz, é companhia, é informação. E isso os LDM não têm...

02/11/2005 15:59 Enlace permanente. 8.1 A rádio de palavra No hay comentarios. Comentar.

O futuro dos podcasts como meio secundário

Nesta altura não falta quem considere que os podcasts são nuvens passageiras, uma moda que morrerá com a próxima invenção (o videocast?).

Mas também há quem - como eu - admita que se trata mais do que uma moda. Números recentes de interesse em downloads e sobretudo o facto de haver cada vez mais áreas cobertas pela lógica do podcast, fazem-me pensar que poderá ser mais do que uma moda.

O podcast caseiro, de amador, pode estar condenado, mas a possibilidade de usar o audio para transmitir diversas mensagens tem muitas potencialidades - há cada vez mais professores a deixar as suas aulas em podcast para os alunos poderem consultar, por exemplo.

Dir-se-á: mas mal seja possível fazê-lo em video, o audio não vai perder importância? É aqui que entra uma reflexão que gostaria de partilhar: talvez o maior trunfo do podcast seja o facto de ser - como a rádio - uma mensagem secundária. Uma coisa é ter de ler uma palestra/entrevista/aula durante uma hora, outra é poder ouvi-la, enquanto faço outra coisa. Haverá circunstâncias em que tenho mesmo de a ler, mas há outras em que posso fazê-lo enquanto corro, descasco as batatas ou leio outra coisa!

É apenas uma ideia...

À descoberta do iRadio (the next big thing na rádio do futuro?)

A Motorola, fabricante norte-americano de telemóveis, prepara-se para lançar, no primeiro trimestre de 2006, o seu segundo ataque no mercado da música digital: depois do Rokr, vem aí o iRadio.

Nesta altura ainda não consegui perceber exactamente como é que vai funcionar, mas deixo algumas ideias (sem organização hierárquica):

- destina-se a concorrer com o iPod, ainda que num sistema diferente: o telemóvel é que será o centro de distribuição da música;

- a Motorola está a tentar fazer acordos com as multinacionais de música (já conseguiu a Universal) e convidou as editoras e artistas independentes a aderir. “This marries music distribution and radio. Traditional radio does not pay the artists. They pay the publishers. With iRadio every artist is being paid fairly,” said Dave Ulmer, director of marketing for iRadio. “Every time a song is played we pay the artist. We do not download and own the songs as you do with iTunes.”. (Não percebi se a ideia é criar estações de rádio baseadas na internet ou vender músicas individualmente);

- Falam em centenas de estações de rádio sem publicidade, ao gosto de cada um.  Com algumas características individualizadoras: "The music or talk programs are cached on to the cell phone for one-time play. It is erased after it’s played. Subscribers cannot rewind or fast forward. They can only pause the program. “It pauses if the phone rings. You can also pause it and pick up where you left off.”

- iRadio será ouvido em casa, no carro ou no LDM, via bluetooth e outros sistemas wireless;

- o preço da assinatura não está definido, nem os operadores que vão distribuir o serviço, mas fala-se em menos de 10 dolares por mês. "“Radio is great, but if I can just create my own playlist, like iPod, if it’s cheaper, I would prefer to do that."

(citações retiradas de "Moto Tunes to iRadio", 4/10/05)

03/11/2005 06:21 Enlace permanente. 3.7.1 iRadio No hay comentarios. Comentar.

Emissão hertziana (ou em modulação)

A emissão hertziana é feita no sistema de modulação - que pode assumir uma destas duas vertentes: ou é em frequência (FM) ou em amplitude (AM). 
A Onda Média, Onda Curta e Onda Longa são comprimentos de onda, ou seja, as emissões são em amplitude modulada (AM), da mesma forma que o FM é a frequência modulada.
Na lista de temas do segundo choque, a coisa fica assim:
5.1 Digital (com DAB, HD, DRM e sistema japonês)
5.2 Satelite
5.3 Emissão em Modulação (FM/AM)
03/11/2005 10:04 Enlace permanente. 5.3 Modulação No hay comentarios. Comentar.

A perspectiva amadora das audiências

(na perspectiva amadora, que ainda hoje vigora, nomeadamente em Portugal)

Los programadores de las emisoras empezaron a ver qué clase de audiencia tean, es decir, cómo les afectó la programación, y sabiendo que diferentes clases de gente responderían a la programación de formas diferentes, empezaron a aprender cómo situarse respecto a sus competidores según el método del intento y del error cambiando su programación para dirigirse a grupos de edad y sexo determinados" (HENABERY, R. Radio USA, Instituto de Estudios Americanos, Barcelona, 1984, págs. 4/2 apud Martí i Martí, Josep, Modelos de programación radiofonica, Feed back Ediciones, Barcelona, 1990, pág. 97/98)

05/11/2005 09:42 Enlace permanente. 6.5 Medição das audiências No hay comentarios. Comentar.

Na ressaca do primeiro choque (as consequências do aparecimento da televisão)

“La aparición de la televisión y el rápido incremento del número de emisoras de radio luchando por la audiencia local y por los anunciantes, tuvo un efecto devastador en las compañías de radio.» «Las programaciones de radio habían perdido la habilidad de atraer grandes audiências y, como resultado, recibían menos dinero de los anunciantes» (BLUME, D., Making it in radio, Continental Media, Connecticut, 1983, pág. 45 apud Martí i Martí, Josep, Modelos de programación radiofonica, Feed back Ediciones, Barcelona, 1990, pág. 98/99).

 

05/11/2005 09:44 Enlace permanente. 2.2 Décadas de 40 e 50 No hay comentarios. Comentar.

Primeiros resultados (experimentais) do PPM

Os sistemas actuais de medição de audiências em rádio variam entre as entrevistas aleatórias, ainda que representativas da amostra nacional, como é o caso de Portugal, e o sistema de “diário” (uma amostra pré-seleccionada preenche diariamente uma folha de um caderno, dando conta da rádio que ouviu e quando ouviu).

É fácil de perceber que estamos perante sistemas baratos mas sem rigor, aproximativos, que não permitem leituras diárias ou semanais (nos Estados Unidos, como em Portugal, a Arbitron faz como a Marktest, quatro leituras anuais). Não admira, também, que anunciantes e as próprias rádios já tenham contestado diversas vezes os sistemas vigentes – até pelo contraste com a audimetria.

Também por causa disso, têm sido anunciados alguns sistemas de medição electrónica, com especial destaque para o “Portable People Meter”, da Arbitron (uma pequena caixa que se transporta no bolso ou ao cinto e que identifica e regista as rádios que vão sendo ouvidas; ao fim do dia esse aparelho faz a descarga para a central, sempre sem qualquer intervenção humana).

Prometido diversas vezes, nos últimos anos, tem agora lançamento comercial marcado para 2006. O que tem atrasado o seu desenvolvimento não se sabe (fala-se na dificuldade de conseguir jovens que o transportem); sabe-se, isso sim, que nos EUA já foram feitos, pelo menos, dois grandes testes, o primeiro em Filadélfia, em 2002, e o segundo, este ano, em Houston. E que estas duas cidades serão as primeiras a experimentar comercialmente o PPM – um dos grandes operadores de rádio dos EUA, a Clear Channel, desesperada com os atrasos, prometeu avançar sozinha com um sistema alternativo, tendo desafiado outros construtores a candidatarem-se.

Dos testes feitos até agora algumas ideias podem ser sistematizadas:

- afinal ouve-se menos rádio do que a estimativa existente (que era de 15 horas e 15 minutos por semana, contra as 10 horas e 45 minutos apuradas agora);

- há mais gente a ouvir rádio do que se pensava (93 por cento contra os 86 anteriores);

- os ouvintes de rádio ouvem duas vezes mais estações do que aquilo que se sabia;

 (principal fonte:Kafka, Peter, “Is Radio’s signal getting stronger?”, Forbes, 20/09/05)

 

07/11/2005 15:02 Enlace permanente. 6.5 Medição das audiências No hay comentarios. Comentar.

Os dois problemas da rádio via satélite

- Má qualidade de som ("Satellite radio sound is, at best, barely passable")

- falta de imaginação face ao FM, copiando os formatos, programas e vozes ("Satellite radio companies have hired famous FM radio programmers from the past.  In some cases, these are the same geniuses who are responsible for perfecting today’s horrible broadcast radio formats. That means satellite music streams, while diverse, can also be monotonous, repetitive and just plain boring")

Citações de Gary Krakow, da MSNBC. com, "New radio formats sacrifice sound quality", 17/3/05

08/11/2005 08:01 Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

Uma vitória para a indústria digital de música: o Grokster fechou!

Como se pode ler na própria página, o Grokster deixou de permitir a partilha ilegal de ficheiros (peer to peer). É mais uma decisão judicial, ganha pelas editoras. A empresa vai passar para o negocio pago de transferência de ficheiros.

Mas como diz o Digital Music News, ainda há muito para fazer: The development is hardly unexpected, and Grokster was likely to face a harsh lower court review. But getting “shut down” is a relative term in the P2P world, as existing clients will continue to exist without any involvement from the company. Even so, the move is mostly unimportant to the P2P file-sharing community, which has largely abandoned the Grokster application. Moving forward, the RIAA is putting the heat on several other P2Ps, including Limewire, eDonkey, and BearShare."

Outras notícias: "O iMesh, sistema de partilha de arquivos, acaba de anunciar que vai lançar um novo serviço, desta vez legal e pago. Agora, os cibernautas já podem aceder aos 15 milhões de canções registadas sem violar os direitos de autor";

"O presidente da MetaMachine anunciou que o eDonkey vai encerrar. O responsável cede assim às exigências da RIAA, alegando não poder suportar o preço de um processo litigioso, que, acredita, venceria"

"South Korean courts have recently forced the closure of the region’s busiest peer-to-peer service. The shutdown, which occurred earlier this week, involved a file-sharing service developed by online music company Soribada"

Enquanto isso, prossegue o esforço de consolidação do negocio da musica digital: Starting today, an album of Lennon’s work called Working Class Hero will be available on Rhapsody, Napster, Yahoo and various other stores. Apple will not have the catalog, probably because of a protracted legal dispute with Beatles label Apple Corps.”

08/11/2005 13:17 Enlace permanente. 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

iPod ganha na convergência

O iPod é um sucesso de convergência. Os fabricantes de aparelhos complementares esforçam-se por enquadrar o leitor da Apple com os seus.

Agora é a XBox da Microsoft: “Microsoft has confirmed that the gaming console will support an iPod connection. Microsoft recently told C|Net News that users will be able to plug their iPods into one of the console's three USB 2.0 ports to create their own music soundtracks.”

Já a rádio FM tarda em convergir com os novos dispositivos…

08/11/2005 13:21 Enlace permanente. 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

Há mais de 500 rádios com o HD

"HD Radio Rollout Gains Momentum With 500+ Stations On-Air With Coverage Serving All Top 50 Markets - And Beyond

National Association of Broadcasters Radio Show– September 21, 2005 – There are now over 500 AM and FM stations across the country broadcasting with HD Radio technology. Stations serving every one of the top 50 U.S. markets are now providing listeners with digital HD Radio coverage, including: Detroit (21 stations on the air), Los Angeles (19), Chicago (19), Atlanta
(18), Miami (16), Boston (15), San Francisco (15), and New York City (14).

Responding to the rising demand for more music, news and information, radio broadcasters have also embraced HD Radio multicasting capabilities as a way to offer consumers new channels of unique programming on the same station frequency.
Several of the largest U.S. radio broadcasters have already launched multicast channels featuring brand extensions and diverse formats such as classical music, dance music, and local music. Many more stations are expected to include multicast channels in the coming months as this trend generates great interest and enthusiasm from both broadcasters and consumers.

"This has been a breakthrough year in the rollout of HD Radio technology. Broadcasters are converting stations at a pace of more than one per day as they
ramp up efforts to market and promote the technology to consumers," said Robert Struble, president and CEO of iBiquity Digital Corporation. "And the emergence of multicasting as the system's first killer application has been critically important.
There are now stations from Philadelphia to Seattle broadcasting additional streams of content to complement the programming on their main channels."

(via Obercom)

08/11/2005 13:25 Enlace permanente. 5.1.2 HD No hay comentarios. Comentar.

A Grã-Bretanha muito à frente na rádio digital (DAB)

"The UK is significantly ahead of the rest of the world when it comes to digital radio broadcasting thanks to enlightened legislation and regulation, and significant infrastructure and content provision by both BBC and Commercial Radio. Digital radio is now becoming highly competitive as Commercial Radio players seek new infrastructure opportunities and audiences for their new digital services. New blocks of Band III spectrum have been found which could be used for a variety of purposes.

CRCA supports the notion that at least three of the available blocks should be used to fill in gaps in current local digital radio transmission. As far as the year ahead is concerned, principle developments will be BTs Livetime data service and the fast moving Korean version of DAB (called Digital Multimedia Broadcasting or DMB) which promise the mobile end user much in the way of television and data services alongside digital radio ones."

(...)

DAB Digital Radio is a new way of broadcasting radio. Because it uses new digital technology, DAB is a much more efficient way to broadcast, and that means theres room for many more radio stations, both local and national. Some towns and cities will have 40 or more digital stations, at least double the number currently available to most people on FM.

DAB Digital Radio means diversity of listening, so while youll still find many of your old favourites broadcasting in improved, digital quality sound on DAB, youll also find a whole raft of new, specialist radio stations, unique to DAB. Some of these might be stations that are available on analogue in other parts of the country, but are only on DAB where you live. Others are brand new formats, tailored to specific demographics and tastes.

DAB Digital Radio means interference free listening with no hiss, crackle or fade; and with a DAB radio there are no frequencies to remember, just choose the station you want by name from the text display screen. National digital radio stations, both commercial and BBC, are broadcast on the same frequency across the country, so you never need to retune when youre on the move. DAB digital radios come with an LCD display on which you will see messages about the station or music to which youre listening. Many stations transmit the name of the artist, the title of the song, and sometimes whats coming up next.

DAB Digital Radio is free, there are no subscriptions

— just buy one of the many DAB radio products on the market and youre ready to go. Digital radio is currently available to 85% of the UK population, but to check you are covered, use the postcode checker at www.digitalradionow.com.

(relatório da Commercial Radio Companies Association, "Commercial Radio Pocket Book", 2005, pág 8 e 21)

09/11/2005 06:38 Enlace permanente. 5.1.1 DAB No hay comentarios. Comentar.

Uma arrumação muito mais lógica do FM inglês

Enquanto em Portugal (e em Espanha), a regra de utilização do FM é o tudo ao monte e fé em Deus, fazendo com que uma rádio nacional como a A1 tenha frequências entre o 87,7 (Beja) e o 103,8 (Elvas), na GB, a coisa tem outro nível... 

The FM band is approximately divided up as follows:

87.6 — 88.0 MHz reserved for restricted service licences (RSLs)

88.1 — 94.6 MHz BBC Radios 2, 3 and 4

94.7 — 96.1 MHz mainly BBC local radio

96.1 — 97.6 MHz mainly commercial local services

97.7 — 99.8 MHz BBC Radio 1

99.9 — 101.9 MHz Classic FM plus some commercial regional & local services

102.0 — 103.5 MHz commercial local services

103.6 — 104.9 MHz mainly BBC local radio

105.0 — 106.8 MHz commercial regional & local services

106.6 — 107.9 MHz commercial local services - typically smaller-scale services

Conventional (analogue) services appear on two wavebands. FM(sometimes called VHF) and AM(sometimes called MWor MF). On FM, different types of stations are grouped into certain parts of the band, but on AM, they are more evenly spread. Services from neighbouring countries can also be picked up on FM and AM. In darkness hours, signals come in from all over Europe on the AMband. Some radios also have other AM bands called long-waveand short-wave.

On the AM waveband, between 531 - 1602 kHz is generally used for Ofcom licensed services.

licensed services.
09/11/2005 06:48 Enlace permanente. 5.3 Modulação No hay comentarios. Comentar.

Arbitron prossegue com os testes do PPM

Houston é, nesta altura, o centro das atenções das medições de audiências em rádio (e televisão).

Há um plano de leituras mensais (bem melhor do que os trimestrais da actualidade) que começou em setembro, e vai continuar, pelo menos, até Janeiro (informação oficial aqui). Os primeiros resultados têm estas conclusões.

Segundo revela a própria empresa, há 2100 consumidores em Houston, a partir dos 6 anos (!), transportando um PPM, que detecta os sinais de rádio e televisão próximos, seja no carro, em casa ou até no cinema. A experiência de Houston conta com mais de 100 empresas de comunicação social (rádio, tv hertziana e tv por cabo).

O sistema tem vários méritos. Até os podcasts de programas de rádio são detectados! ("Podcasting is a very different distribution system for traditional radio and the successful test of the PPM should further build confidence in how well it works with all types of audio programming,” said Pierre Bouvard, president, Portable People Meters, Arbitron Inc").

10/11/2005 04:31 Enlace permanente. 6.5 Medição das audiências No hay comentarios. Comentar.

LDA e não LDM

Até agora usei - por distracção, certamente - a expressão "leitor digital de música" para descrever os leitores de mp3. Mas é muito mais correcto dizer "leitores digitais de audio". Música ou não.
11/11/2005 06:48 Enlace permanente. 3.1 LAD No hay comentarios. Comentar.

Sobre o negócio da medição electrónica das audiências (actualizado)

Há três certezas nesta altura:

- mais cedo ou mais tarde as audiências de rádio passarão a ser electrónicas, evitando a interferência humana, como na TV (que beneficia do seu estatismo/imobilidade e de um mercado publicitário muito mais forte); Um registo electrónico portátil apanhará a escuta dentro e fora de casa (o que para a rádio é fundamental, ao contrário de um audímetro que pode estar fixo, a rádio é sobretudo movimento, é ubíqua); e registará por exemplo se uma pessoa se levanta durante um intervalo comercial;

- a entrada destes sistemas está muito atrasada (há vários anos que se fala no assunto, mesmo em Portugal…) e os primeiros testes públicos do PPM são de 2002 (Filadélfia); prosseguem agora em Houston (pormenores) ;

- a Arbitron, empresa com sede no Maryland, por força do seu poder hegemónico nos Estados Unidos (assegura as audiências "nacionais" de rádio), quer liderar com o PPM. Mas tem concorrência:

Propostas nesta altura: A grande concorrente da Arbitron é a empresa alemã GfK, que apresenta diversos sistemas electrónicos de medição (de rádio e televisão), os mais conhecidos são:

- o Eurisko, da sua filial italiana Media Monitor (seleccionado pela RAJAR britânica para os testes que decorrem, juntamente com o PPM);

- o Mediawatch, da subsidiária Suiça, Telecontrol.

Uma lista completa destas e de outras ofertas pode ser vista aqui.

Além das ofertas da GfK, há o audiometro ligado ao telefone portátil da IPSOS (RSL) Media, ou os aparelhos de origem norte-americana, MobilTrack (da Herndon) e Naviguage.

Diferenças entre o PPM e o Eurisko (em construção):O PPM apenas reconhece uma espécie de subonda (“audio encoding “) emitida pelas rádios que aderem ao sistema de medição de audiências (o que significa que aquelas que não quiserem aderir também não são registadas); já o Eurisko reconhece todos os emissores e todos os sons (“sound matching”). A Arbitron reclama que o PPM detecta sinais áudio analógicos ou digitais, vindos do ar, do cabo, do satélite ou da Internet. Mas no caso do teste de Houston, a Arbitron conseguiu a adesão dosprincipais gentes dos media e também, genericmente, das industrias culturais, mas os dois operadores via satélite ficaram de fora.

Os transportadores do PPM têm de o depositar todas as noites num carregador que além dessa função, também serve para enviar as informações para o computador central, onde as informações serão tratadas;

 

As imagens dos vários aparelhos aqui.

Prazos e testes:

- Vários especialistas têm afirmado que as medições electrónicas não estarão implementadas antes de 2009; a Arbitron diz que o seu PPM será uma realidade nos Estados Unidos em 2012 e que estará nos principais mercados em 2007. Mas nem todos parecem dispostos a esperar. Um dos principais operadores radiofónicos dos Estados Unidos, a Clear Channel (responsável por 20 por cento da facturação da Arbitron), já anunciou que vai avançar por si própria, tendo desafiado as empresas interessadas a apresentarem-se até final deste ano. A Arbitron, que se assustou e apressou os testes em Houston – a primeira cidade em serviço completo, em Abril de 2006, já disse que a Clear Channel está errada e que não faz sentido, para o mercado, haver dois resultados, dois números diferentes (porque dois estudos darão sempre valores diferentes, para perplexidade dos operadores);

Também na Grã-Bretanha tem havido contestação aos números da RAJAR (executados pela IPSOS), por parte do grupo Wireless, que argumenta que a amostra de “diários” não é rigorosa e que a leitura electrónica dá muito mais ouvintes (a IPSOS defende a manutenção do sistema de “diários” paralelamente ao electrónico). A RAJAR realizou o primeiro grande teste, envolvendo três sistemas (PPM, Eurisko e MediaWatch; esta última foi excluída da primeira fase) no final de 2004.

Os testes em Filadélfia e os actuais em Houston mostram o interesse nos EUA, mas foi na parte flamenga da Bélgica que o sistema teve a sua estreia, em Maio de 2003, por iniciativa do serviço público e rádio (cinco canais) e televisão. Através da TNS, o PPM da Arbitron ganhou contratos para medir audiências de rádio no Quénia (400 PPM em 2006) e na Noruega (também para a primeira metade de 2006, de 200 para 400 aparelhos). A Noruega promete ser o primeiro país a ter uma rede nacional de PPMs só para a rádio.

Não se conhecem testes envolvendo os sistemas concorrentes, embora se saiba que a BBC assinou em 2004 um contrato de pesquisa de audiências com a GfK, visando substituir o método dos “diários”.

Ainda assim há que reconhecer que pelo menos desde 2000 que o PPM anda a ser anunciado e prometido e que, experimentado noutros locais, compreende-se algum descontentamento por parte dos agentes norte-americanos (que alimentam a Arbitron). Sabe-se que o PPM começou  ser pensado em 1992 mas sofreu vários contratempos tecnológicos (a começar pela dúvida sobre a criação de um dispositivo que exija intervenção – activo – ou que registe sozinho, passivo?) e financeiros (o sistema é caro, exige que as rádios o paguem, a começar pela codificação da sua onda).

Uma certeza final: a rádio não será a mesma depois de banalizadas as audiências electrónicas; algumas verdades vão ser postas em causa, há números que vão parecer um disparate e haverá finalmente a capacidade de programar em função de resultados (e não com base em suspeitas ou apenas tendências). Os primeiros testes em Filadélfia mostraram que as pessoas sintonizam duas vezes mais rádios do que aquelas que registavam na sua folha diária. Como se escrevia recentemente no New York Times, "if devices like the P.P.M. or data from millions of set-top digital cable boxes reveal that what Americans are seeing and hearing do not correspond to what the big measurement companies have long been claiming". (Gertner, Jon, "Our Ratings, Ourselves", New York Times, 10/04/05)

11/11/2005 11:26 Enlace permanente. 6.5 Medição das audiências No hay comentarios. Comentar.

A rádio via Internet nos carros (WiMAX)

Tenho para mim que a Internet poderá ter para a rádio do século XXI o mesmo efeito que teve o transístor para a do século passado (ou ainda maior, mas nesta altura isso é ficção).

A Internet vai alterar a diversos níveis a rádio como a conhecemos, mas há, nesta altura, alguns constrangimentos técnicos que impedem um desenvolvimento maior: o principal é que a Internet ainda não é portátil. As redes de wi-fi mostram por um lado a necessidade de introduzir mobilidade à Internet, libertando-a dos fios e, por outro, como é dramática qualquer tentativa de fazer deslocar um computador ligado mais do que 20 ou 30 metros (os hotspots de wi-fi funcionam relativamente em edifícios, mas na rua…).

Ora a rádio é mobilidade, é portabilidade, é o carro. Quando a rádio on line for uma alternativa válida de escuta, em grandes ou pequenas viagens, a rádio viverá momentos de grande felicidade.

Por isso é que há quem saúde a tecnologia WiMAX como sendo o princípio do futuro: as suas estações emissoras suportarão 50 quilómetros e isso já é um princípio para se criarem redes ao nível de cidades. Essa realidade está distante? Provavelmente. Mas, também aqui, o futuro já começou!

Outros textos deste blogue sobre o WiMAX:

- "introduz um novo desafio para a rádio, que passa pela produção de conteúdos cada vez mais dirigidos e apelativos para a sua audiência, dada a variedade de opções e a facilidade de saltar entre conteúdos"

- "Com o aparecimento de novas tecnologias sem fios e outras que certamente se seguirão, a indústria da rádio, apesar de aparentar maturidade, pode estar na verdade na sua infância"

- "Nokia and Intel Corporation today announced a cooperation to accelerate the development, adoption and deployment of WiMAX technology"

13/11/2005 15:25 Enlace permanente. 5.4.2 WiFi ou WiMAX No hay comentarios. Comentar.

O PPM em Portugal

" Marktest quer testar audímetro portátil

A Marktest prepara-se para testar, pela primeira vez em Portugal, um audímetro portátil num grupo de 50 pessoas. A empresa de audimetria ainda está em contactos com os seus clientes sobre a partilha dos custos, mas a experiência deverá avançar, confirmou ao PÚBLICO Luís Queirós, director-geral da Marktest. Este teste servirá apenas para pôr à prova a tecnologia baseada num audímetro, que tem uma dimensão semelhante à de um pequeno telemóvel, que pode ser transportado pelo telespectador ou ouvinte, e que reconhece um sinal transmitido pelas frequências de televisão e de rádio, qualquer que seja o local onde se encontre – em casa, no café. A experiência só deverá acontecer daqui a um ano, dado que depois da decisão tomada é preciso esperar pela encomenda dos aparelhos. Uma das vantagens deste sistema, desenvolvido pela Arbitron, é o seu carácter passivo, ou seja, não exige qualquer acção por parte do indivíduo participante no estudo."

(Público, 8/4/2003)

 

Três anos e meio depois...

Um comentário: não é preciso ser muito inteligente para deduzir que, das duas uma, ou as televisões aderem e pagam uma parte substancial da operação portuguesa ou o projecto de medição electrónica só arrancará quando os aparelhos estiverem tão banalizados que o seu preço não será problema. Por outras palavras, se as televisões entenderem que o actual sistema de medição estática é bom não vão querer mudar (pode ser perigoso...); sem a ajuda da televisão, a criação de um sistema electrónico de medição portátil de audiências só para as rádios não avançará tão cedo.

Um índice novo

Embora este seja apenas um blogue de trabalho, a suportar uma investigação sobre os desafios que se apresentam à rádio que temos, há alguns leitores que vão acompanhando.

Para esses, indico que actualizei o índice (na coluna da direita ou aqui) - penso que pode ser uma forma interessante de sistematizar os problemas e desafios que aí estão.

(O Blogia, empresa espanhola que aloja o segundochoque, permite categorias, mas não as hierarquiza por nome ou número. Apenas por ordem de chegada, o que faz com que cada vez que se actualizam as categorias elas fiquem ainda mais sem sentido; daí a sistematização periódica que vou fazendo)

13/11/2005 16:02 Enlace permanente. sin tema No hay comentarios. Comentar.

As rádios piratas e a internet

Recentemente a autoridade britânica das telecomunicações, a OFCOM, apreendeu - numa grande operação - mais de 50 emissores de outras tantas rádios piratas na zona de Londres.

Em Espanha calcula-se que existam mil rádios "libres" há vários anos, algumas delas já institucionalizadas.

Sabe-se que o movimento libertador do espectro aparece quando este não oferece alternativas suficientes (poucas rádios; foi isso que aconteceu em Portugal na década de 80 do século passado) ou válidas (há várias rádios mas ou não estão no mercado para compra e venda ou o produto que apresentam não satisfaz).

Sempre pensei que a internet, pela capacidade de resolver os dois problemas anteriores, mataria (a necessidade d)as rádios piratas. Pelos vistos não! Merece reflexão!

14/11/2005 15:43 Enlace permanente. 3.4 A internet No hay comentarios. Comentar.

Coisas importantes sobre o podcasting

1) Por vezes encontram-se textos de uma simplicidade notável, tão bem informados quanto sábios. "La radio en el punto de mira del podcasting" é um deles (obrigado Manuel). Alguns excertos:

- "¿es el podcasting la muerte de la transmisión radial como la conocemos? (...) depende del tipo de radio. Adam Curry, señalado por el "padre pod" por su papel en el desarrollo del podcasting, está convencido que habrá espacio para la radio tradicional, en especial en el ámbito de las noticias. "Si aparece Osama Bin Laden no corran a su ipod para enterarse, se van a decepcionar", bromeó a la BBC. Es que las radios de noticias están aisladas en parte del fenómeno del podcasting por la necesidad de cubrir en vivo algunos grandes eventos. (...) La radio ha estado moribunda desde hace un par de décadas, el podcasting revive el arte de hacer radio".

Algumas ideias pessoais: mais do que uma ameaça, o podcasting é uma oportunidade para a rádio. A dois níveis: o podcast é uma tecnologia que permite a distribuição de conteúdos áudio (e a rádio ganhará com isso, porque uma das suas limitações era ser “irrepetível”, instantânea. Agora podemos ouvir muitos dos seus conteúdos quando e onde quisermos) e tem demonstrado que há uma grande apetência por conteúdos áudio envolvendo voz, pessoas, gente, e não apenas música (a metro). Isso também é um bom sinal para a rádio. Mas a rádio do futuro não passará essencialmente pela disponibilização de conteúdos em podcasting, mas sobretudo pela rádio em directo, feita por gente (interessante, de preferência) e menos com play lists…

Outra vantagem do podcast: aumenta a interactividade, uma valor cada vez mais apreciado. A partir do momento em que só recebo no computador os podcasts que subscrevo. Os que quero, os de que gosto. Eu é que escolho! Quando ouço rádio não tenho escolha (a não ser mudar de estação ou desligar); quando subscrevo podcasts só recebo os que quero!

 


 

15/11/2005 04:08 Enlace permanente. 5.4.1 podcasting No hay comentarios. Comentar.

Recuperar a emissão em AM

Sendo o espectro radiofónico um bem escasso e rigidamente administrado pelo poder político, deve fazer alguma confusão aos gestores das rádios o abandono da emissão em AM (concretamente a Onda Média). São frequências nacionais desocupadas, emissores abandonados, dinheiro perdido.

Quando, recentemente, apareeceu uma tecnologia que digitaliza a Onda Média (o DRM) uma luz de esperança abriu-se. E é disso que fala uma notícia de hoje do Jornal de Negócios ("Media Capital já planeava rádio de informação antes da entrada da Prisa" (assinada por Daniel Vaz, pág. 39). Uma rádio de informação em AM Digital.

O problema é outro: os consumidores de rádio em Portugal (ao contrário do Brasil, de Espanha ou dos EUA) perderam o hábito de ir à Amplitude Modulada/OM, utilizando apenas as memórias das rádios em FM.

lançar um novo projecto em OM é demasiado arriscado, muito mais um projecto caro como é uma rádio de informação - é ainda mais dramático do que lançar um canal no cabo e ele ficar para além da 20ª posição, porque, apesar de tudo, funciona no mesmo "espectro", controlado pelo mesmo comando.

vai ser muito difícil recuperar a emissão em AM em Portugal.

15/11/2005 09:15 Enlace permanente. 5.3 Modulação No hay comentarios. Comentar.

Canais de música via internet (no telemóvel)

Um operador de telemóveis norte-americano, a Cingular Wireless, vai oferecer aos seus clientes um conjunto de canais de música a que chama de rádio.

Tenho dúvidas que alinhamentos musicais, em contínuo, sejam ainda rádio, mas de qualquer forma, registo mais uma tentativa da industria de telemoveis em assegurar conteúdos para oferecer aos seus clientes - os telemóveis serão os centros de entretenimento do futuro: acordo com o despertado no telemovel, ouço a rádio enquanto me levanto nesse despertador/telemovel, na viagem para o trabalho ouço a rádio ou musica e também telefono!

A notícia: "MobiRadio will offer a hefty 40 channels, including urban, rock, country, electronica, reggae, jazz, and classical. The premium service is available for a monthly charge of .99, plus kilobyte usage. Currently, the service only works on the Nokia 6620, but will soon expand to other handsets. Mobile streaming technology can now reliably deliver audio and video content, and other US carriers like Verizon and Sprint Nextel have been aggressively pushing the concept."

15/11/2005 11:32 Enlace permanente. 3.7 Telemóveis No hay comentarios. Comentar.

Um TiVo na rádio

Antes de chegar o iPod, o gadget da moda nos EUA era o TiVo, o gravador digital que agiliza a selecção dos programas preferidos e acaba com a publicidade.

E um TiVo na rádio?

Acabo de descobrir este modelo de rádio com gravação em mp3, que pode ser considerado um TiVo para a rádio. Vale a pena ler as suas características

(dica: radioxfactor)

Pode a rádio competir?

"Terrestrial radio is under fire. There are more and more outlets for the precise kind of music your listeners want to hear. These outlets and the technology needed to access them are becoming more mainstream by the day. If you think your market is so different that nothing more than the music you play will keep your listeners from seeking alternative modes of music delivery…you’re sitting right in the middle of the road and are about to get run over.

This, of course, isn’t the first time terrestrial radio listening has been threatened. There were people who felt certain the death knell of radio was the advent of the 8-track tape. 8-tracks didn’t kill radio, nor did cassettes or CDs, so why the big hoopla over satellite radio and iPods? Obviously, unlike 8-tracks and CDs, satellite radio and iPods offer a literally infinite combination of the EXACT songs your listeners want to hear. Satellite radio can provide some of that human touch missing from CDs and digitally delivered music, and in a commercial-free environment to boot. Terrestrial radio simply can’t compete with this."

Os detalhe na íntegra, aqui:

Volume 8, Number 5 -- January 31, 2005

A Few Numbers For You to Ponder
By Penny Mitchell, Operations Manager, U.S. Country, Jones Radio Networks

16/11/2005 08:10 Enlace permanente. 3.0.2 O consumo passivo No hay comentarios. Comentar.

Mais sobre o HD (e o multicasting)

- Transmite um sinal digital a partir de uma emissão analógica (FM ou AM);

- os receptores digitais são caros e raros e ainda não começou a troca nem a massificação por parte dos fabricantes (com a subsidiação de terminais?); muitas rádios esperam pela reconversão do lado dos ouvintes; outras já perceberam que se não derem o primeiro passo o processo não avança

- Criado pela iBiquity Corp. (uma entrevista ao presidente da empresa, Robert Struble, aqui);

- grande vantagem, para além da qualidade do som: o multicasting de conteúdos diferentes, a partir da emissão hertziana (dois ou mais canais); por exemplo: num canal tem a emissão normal, noutro apenas trânsito;
Sobre o multicasting...

 

16/11/2005 15:27 Enlace permanente. 5.1.2 HD No hay comentarios. Comentar.

O que a rádio via satélite tem feito para entrar nos carros

excerto de uma entrevista ao presidente da iBiquity, Robert Struble, "If You Aren't Thinking Digital, You're Smokin' Dope" (04/11/05)
By Reed Bunzel, Editor-in-Chief 
 

"Still, terrestrial radio has a lot of ground to make up to equal what satellite has done.
Yes, but I don't begrudge the satellite guys. If I had their business model and their capital, I'd be doing the same thing. But satellite paid mightily to get in cars. They threw 0 million at GM; they also paid every single receiver manufacturer to develop the radios. Our approach and business model is much different. We don't have the dollars, or a subscription model where you give radios away. But we do have the ability to say, “This is the standard. This is AM and FM radio. This is approved by the FCC, and if you don't have this in your product line two or three years from now, you will be selling black and white TVs in the age of color.” Sure, a number of people will want to pay for radio, and that's fine. But the vast majority of the country - 94 percent of people - get free, over-the-air radio, and this is the new standard."

16/11/2005 15:34 Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

O aluguer do espectro como negócio... além da rádio

Há quem veja a rádio - não, talvez, a rádio como a conhecemos hoje... - como uma plataforma para distribuir conteúdos. Para além da sua actividade central, beneficiando de canais paralelos de transmissão.

O presidente da iBiquity, que inventou e está a desenvolver a tecnologia HD nos EUA, tem feito várias declarações sobre as potencialidades da rádio do futuro. Esta declaração é uma delas: "if Microsoft is right, we’ll all be reading our New York Times on an e-tablet five years from now. Radio broadcasters will be one of the main distributors of that sort of content. Between 2:00 and 3:00 in the morning, when they’re not selling a lot of ads, they’ll be able to turn down their audio and blast out The New York Times to 100,000 e-tablets around Manhattan - and they’ll get paid for it. It’s spectrum rental. The Internet is a great way for distribution, but radio has great spectrum that’s so economically attractive compared with anything else out there - cell phones, WiFi etc.
We’re also excited about the concept of a “Buy” button. There’s no better place for an impulse purchase than when you’re sitting in traffic listening to ads. Radios will have a “Buy” button: If I like a song and want to download it, I press the “Buy” button, and that track gets downloaded in the format I want. Or, if I’m listening to an ad for 1-800-FLOWERS, I can press the “Buy” button. That stuff is very doable, and we think it’s pretty cool. Plus, the radio station gets a cut of the sale, because it occurred when that station was being listened to
." "If You Aren’t Thinking Digital, You’re Smokin’ Dope" (04/11/05)
By Reed Bunzel, Editor-in-Chief "Radio Ink"

16/11/2005 15:40 Enlace permanente. 3.0.2 O consumo passivo No hay comentarios. Comentar.

Microcasting

O microcasting é uma emissão muito limitada em FM, para um prédio ou um bairro (menos de 100 watts nos EUA, onde esta realidade está presente). A grande vantagem destas "low power FM" é que permitem uma formatação altamente dirigida a um público com um interesse comum.

Também chamadas rádios de comunidade (designação mais perto da realidade britânica)

A palavra microcasting aparece agora associada à realidade dos podcasts. "Microcasting is the new term to describe the evolution of Podcasting from both a technical and conceptual basis"

Pormenores técnicos (sobre a realidade dos EUA): "www.free103point9.org/pdf/07.microcastingbasics.pdf"

O DAB "caótico" em Espanha

Pelo menos é o que diz uma noticia publicada no El Mundo "Las radios consideran 'caótico' el proceso de digitalización",(16/11/2005 18:38) de que retiro estas ideias:

-"la fase de desarrollo es "caótica" porque, además de limitar la cobertura al 50% del territorio, donde tiene presencia, apenas tiene fuerza para que se reciba radio digital en el interior de los edificios y en muchas zonas de las grandes urbes. Todos los operadores confiaron en la tecnología DAB para el desarrollo digital, en el que ya emiten todas las emisoras, aunque las condiciones actuales "no sean muy esperanzadoras"."

- "Para recibir este tipo de señal, es necesario disponer de un receptor especial, cuyo precio en las tiendas supera todavía los 60 euros. Isaac Moreno, por su parte, pidió que las cadenas sean "pacientes" porque, a su juicio, el proceso irá avanzando a medida que los usuarios perciban más calidad y servicios en la radio digital y vean la necesidad de gastarse más dinero en un receptor, "como ocurrió con la llegada de la FM, que tardó casi 20 años en establecerse", dijo."

(dica Clube de Jornalistas)

19/11/2005 12:56 Enlace permanente. 5.1.1 DAB No hay comentarios. Comentar.

Uma característica (negativa?) da rádio satélite

Os dois operadores (Sirius e XM) não têm compatibilidade de recepção; ou seja, se quiser ouvir as rádios de um dos operadores tenho não só de fazer uma assinatura (como é normal), mas de comprar um receptor que só recebe as rádios daquele operador. Uma limitação?

Alguns pormenores aqui.

21/11/2005 01:28 Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

Clear Channel passa de 65 para 200 rádios em HD

"That is a sizeable increase over the current footprint of 65 stations, and is part of an accelerated deployment for the radio conglomerate. According to Jeff Littlejohn, executive vice president of distribution development at Clear Channel Radio, the deployment means a "higher-quality listening experience," in addition to "data services and multicasted programming". Other conglomerates are also pushing HD deployments, including Cox Communications and Infinity Broadcasting."

via Digital Music News ("Clear Channel Radio Readies 200 Digital Radio Stations")

21/11/2005 09:50 Enlace permanente. 5.1.2 HD No hay comentarios. Comentar.

Assinantes via satélite chegam aos 55 milhões em 2010?

É apenas mais um estudo, mas com números excelentes para os dois operadores de rádio via satélite nos EUA: "total satellite receiver installations will jump from 12 million today to 55 million units by 2010. That represents a 35 percent compound annual growth rate, which will be driven by a mix of transportable and in-vehicle receivers" ("JupiterResearch Projects Massive Increases for Satellite Radio")
23/11/2005 05:12 Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

Isto é que é convergência!

"A empresa americana de videogravadores digitais, TiVo, vai passar a permitir que os seus utilizadores possam ver os programas de televisão gravados nos seus iPods da Apple e na PSP da Sony.

Depois de em Fevereiro a empresa ter anunciado um update dos seus ‘aparelhos’ que permitia aos utilizadores transferir os programas para os computadores pessoais, DVDs, bem como para leitores de vídeo portáteis que suportam o formato de vídeo da Microsoft, a TiVo prepara-se agora para aproveitar o apetecível mercado dos utilizadores de iPods e da PSP.

A TiVo concorre com os sistemas digitais oferecidos pelos operadores cabo e de satélite e tem conhecido uma grande adesão nos EUA. Segundo dados divulgados pela empresa, existem actualmente 3.6 milhões de subscritores do serviço, sendo que todos os trimestres o número aumenta para mais 250 mil."

Páscoa, Sandra, "TiVo transfere conteúdos para iPods e Sony PSP", Meios e Publicidade, 22 de Novembro de 2005




23/11/2005 08:04 Enlace permanente. 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

"TVI e TMN lançam no início de 2006 um projecto de «mobile TV»

É uma notícia do Expresso (caderno de economia) de sábado passado (19/11/05) com este título: "Televisão no telemóvel" (Catarina Nunes e João Ramos). E conta que, "baseado na tecnologia DVB-H, em parceria com a Nokia", a TVI e a TMN estão a preparar para levar televisão aos telemóveis.

O Expresso tambem conta que a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) tem pedidos, além deste, da Siemens e da SGC para ensaios com a mesma tecnologia. Não há datas para um eventual concurso de emissão digital..

Algumas ideias:

- faltam produtos comerciais para inserir nesses telemóveis;

- são poucos e caros os telmóveis que podem receber esta emissão;

- para as televisões há uma fonte de receitas: venda de programas e de publicidade; para os fabricantes, há a venda de mais terminais e para os operadores, mais tráfego;

- um estudo divulgado pela Noki refere que 2010 existirão 74 milhões de utilizadores a nível mundial com tecnologia europeia DVB-H (diferente da que existe na Coreia do Sul e no Japão, onde a televisão por telemóvel já está em exploração comercial);

- Neste momento os 3 canais de televisão disponibilizam conteúdos atraés da 3G e GRPS. "Por exemplo, a Vodafone já tem televisão em directo com o serviço da Euronews, 24 horas por dia, da RTP1 (11 horas por dia) e noticiários da RTP1, SIC e TVI. O problema é que este modelo de transmissão ainda pesa no bolso do utilizador e se o acesso for muito intenso a ligação à rede vai abaixo". 

"na última edição do Mipcom, feira internacional de programas de televisão que decorre em Cannes, a «mobile tv» foi considerada a maior oportunidade na história da televisão"

A medição electrónica em Portugal

Há cerca de vinte anos que medimos as audiências de rádio através do Bareme. Contudo, em relação à televisão, este é um meio financeiramente mais fraco. Mesmo assim, temos vindo a assistir a movimentações para modificar e melhorar a forma de medição das audiências de rádio. O que é facto, é que é bastante mais complicado medir rádio do que a televisão, pela questão da portabilidade. A rádio está também muito mais fragmentada, em relação à televisão, o número de estações emissoras é bastante superior, há estações de carácter regional, aspectos que dificultam a medição. O conceito associado à escuta de rádio, levou ao desenvolvimento de um novo aparelho para medir as audiências, o portable people meter, um audímetro que acompanha as pessoas e detecta os sinais para a escuta de rádio. Na Europa, o sistema está em testes em vários países e implantado apenas na Suíça. Caminhamos rapidamente para este tipo de soluções e, em Portugal, estamos em condições de estar na primeira linha na adopção deste tipo de sistema”.

Luís Queirós, director da Marktest, in Cordeiro, Paula Santos, “Inovar para informar”, Media XXI, Setembro-Outubro 2005, pág. 76.

A tecnologia HD e a rádio de serviço público

A rádio de serviço público nos EUA tem características muito diferentes da europeia, nomeadamente da BBC – que funciona, no velho continente, como paradigma.

Não havendo rádios nacionais nos EUA, mas apenas estações associadas que podem “sindicar” algum programa, a NPR (o sistema de rádio de serviço público nos Estados Unidos, maioritariamente financiado pelos ouvintes, privado portanto, e sem lucros) possui em muitos dos principais mercados apenas uma rádio – que assim tem de se comportar em absoluto como generalista (ou seja, chegando a vários públicos ao longo de um mesmo dia ou semana).

O aparecimento de uma tecnologia que permite a criação, a partir da emissão original em FM ou AM, de novos canais digitais foi imediatamente apreendida pela NPR como algo muito importante.

No início de 2003 a NPR anunciou a sua adesão projecto de HD da iBiquity (antes designado IBOC, In-Band on Channel), criando o “Tomorrow Radio Project”.

 

2003 foi o ano dos primeiros testes do sistema multicanal (ou tecnologia “second audio”), que permite transmitir mais programação e conteúdos escritos a partir do actual espectro (essa tecnologia cria um sinal digital paralelo ao sinal analógico que as rádios hertzianas emitem), com qualidade muito próxima do actual CD, sem ser afectado pelas condições atmosféricas.

A NPR conseguiu a adesão, para este projecto, de empresas importantes, como a Kenwood, que fabricou receptores prontos a receber os novos canais digitais (com informações de trânsito, boletins de tempo ou cotações de bolsa, em texto, por exemplo, como a rádio por satélite). A HD exige novos receptores.

Nessa altura haverá milhares de estações de rádio nos EUA a emitir com HD e, para as mais de 700 estações de serviço público, será possível apresentar diversos formatos simultaneamente.

A NPR anunciou também um horizonte temporal de 10 anos para tornar todas as estações NPR a funcionar em HD, e esse é um prazo que cada empresa ou grupo de rádios terá de tomar por si próprio, uma vez que a autoridade federal das comunicações não definiu – nem definirá, pelo que se percebe – uma data para o switch off completo (ao contrário da TV), o que significa que nos próximos anos as rádios poderão continuar a utilizar as frequências analógicas actuais.

 

Uma citação do documento “NPR’s Tomorrow Radio Project”, 10/02/04, por Ralph Graves:

Os operadores comerciais vêem a qualidade de som da rádio digital e as características da PAD [«Program Associated Data», informações em texto] como uma forma de competir com a rádio por satélite. A NPR vê uma coisa diferente: como uma aplicação possível pra resolver um dos problemas mais insistentes da rádio pública. A emissão de rádio pública, globalmente, junta diversos e diferentes formatos (…). Cada género tem a sua audiência leal e em alguns casos com pouca sobreposição. Quando a sua rádio pública muda da “Morning Edition” para os “Midday Classics”, por exemplo, a audiência de notícias desliga e o público interessado em música clássica liga. As estações lutam por servir uma audiência diversa com apenas um sinal (…). Tomorrow Radio Project explorou a possibilidade de subdividir o sinal digital de 96kbps da IBOC em dois ou mais sinais viáveis de som, dando às estações a oportunidade de difundir diferentes formatos simultaneamente.

(…) De acordo com Mike Starling, vice-presidente da NPR para a área de engenharia e operações, nove dos 25 principais mercados de rádio nos EUA têm apenas uma estação afiliada na NPR. Muitos mercados pequenos são servidos apenas por uma rádio pública. Estas estações têm dificuldade em combinar os formatos que pretendem transmitir – sabendo que cada formato apenas serve uma fracção da sua potencial audiência total. Em muitos casos, não t~em horas suficientes para garantir adequadamente todos os tipos de programação que a sua audiência deseja. E uma vez que uma parte essencial do financiamento da rádio pública vem das contribuições dos ouvintes…”.

26/11/2005 03:13 Enlace permanente. 5.1.2 HD No hay comentarios. Comentar.

Notas sobre o primeiro choque

O primeiro choque refere-se ao impacto da TV na rádio: a caracterização neste trabalho começa um pouco antes, como contexto, passa pelo apogeu da rádio, segunda guerra mundial e década seguinte e pelo impacto directo da televisão e termina com as consequências/herança que ela deixa; ou seja, termina na década de 60)

Década de 30 (a subir de importância)

Décadas de 40 e 50 (apogeu e queda)

Década de 60 (renascer)

26/11/2005 05:15 Enlace permanente. 2.0 O primeiro choque (a televisão) No hay comentarios. Comentar.

Apogeu e queda

“It was during the war and for the ten years or so after it that radio enjoyed its heyday, providing programmes of distinction in every genre to audiences of many millions. (Crisell, pág. 25)

Na Grã Bretanha dois acontecimentos despertaram a televisão da letargia em que se encontrava, em parte provocada pela falta de um modelo televisivo (a televisão reproduzia a rádio, dando-lhe apenas imagem). Em 1953 a coroação da Rainha Isabel II e 1955 o aparecimento de um canal comercial, independente do Estado e do monopólio da BBC. “Two major events of the 1950s were seen, accurately, as marking its arrival as the major mass medium and less accurately as portending the very extinction of radio, whose blindness was regarded by many as an unequivocal disadvantage” (Crisell, 26). (…) “Faced with competition from first one and then two television networks, radio went into a long decline that some thought would prove terminal. Between 1949 and 1958 the BBC’s average evening radio audience dropped from nearly 9 million to less than 3.5 million, three-quarters of whom were people without television sets” (Crisell, 27)

26/11/2005 05:16 Enlace permanente. 2.2 Décadas de 40 e 50 No hay comentarios. Comentar.

O renascimento da rádio na década de 60

O renascimento da rádio acontece muito por responsabilidade de benefícios tecnológicos que surgem poucos anos antes e se conjugam naquele momento. Crisell distingue três: o desenvolvimento do som estéreo (primeiros testes em 1958); a abertura dos primeiros transmissores VHF que permitem a emissão em FM (na GB em 1955) e a construção do primeiro transístor (em 1947). “By replacing the old wireless valve, which was large, costly and consumed much primary power, the transistor allowed radios to be constructed which used less power, were more reliable, and most important of all, were much cheaper and smaller - small enough to be carried around in a hand or a pocket” (29). O transístor teve consequências notáveis, porque ao potenciar a portabilidade da rádio conduziu-a ao que é hoje: o meio secundário por excelência. “It it was at thee beginning of the 1960s that the transistor revolution began, so that at the very time when radio had lost its pre-eminence and seemed, indeed, to be facing extinction it discovered a new and apparently irreducible advantage in its very limitation. As a secondary medium it could be carried around and its messages absorbed in a way not possible even with portable television” (29).

26/11/2005 05:18 Enlace permanente. 2.3 Décadas de 60 e 70 No hay comentarios. Comentar.

Acumulação e portabilidade garantem sobrevivência

Estava a rádio a preparar-se/adaptar-se e surge a televisão a cores (na GB em 1967).Isso funcionou, de acordo com Crisell  “as a reminder, if one were needed, that television was now the major mass medium and that  in order to survive radio must seek out, and largely confine itself in to those things it could do best.” (31-32).

A televisão recebeu diversos contributos ideológicos (a programação de manhã, área que era monopólio da rádio) ou tecnológicos (cabo, satélite, digital) que a fortaleceram, sem no entanto voltarem a colocar em causa a rádio – esta já tinha assumido a sua condição de meio secundário e acumulativo, beneficiando da portabilidade. E a televisão, até agora, não compete directamente com essa realidade.

(isto pode dar passagem do primeiro para o segundo choque!)

26/11/2005 11:13 osegundochoque Enlace permanente. 2.3 Décadas de 60 e 70 No hay comentarios. Comentar.

O entusiasmo de Andrew Crisell face ao DAB em 1994:

“The development of digital audio broadcasting (DAB), a process in which the signal is digitally encoded at the station and then decoded by the radio set so that transmission noise is eliminated, promises a vast improvement in the quality of reception, to the point where radio music will sound as good as the music of a domestic CD player" (pág. 40)

26/11/2005 11:15 osegundochoque Enlace permanente. 5.1.1 DAB No hay comentarios. Comentar.

A ameaça não é apenas externa

A rádio actual também se pôs a jeito para ser confrontada com uma crise grave, ao ficar demasiado dependente da música, o que provocou, no dizer de Andrew Crisell, um “impoverishment of the medium” (Crisell, 1994: 65)  

26/11/2005 11:17 osegundochoque Enlace permanente. 3.0 O segundo choque No hay comentarios. Comentar.

Mais um exemplo do esforço que a rádio, depois da tv, fez para sobreviver

A segmentação e a formatação 

Os formatos nasceram nos Estados Unidos e Gordon McLendon [1] é apontado como o seu criador: no início da década de 50 do século passado, transformou a rádio KLIF de Dallas numa das primeiras a emitir “Top 40”. Em 1959 lançou outro formato na KABL de São Francisco designado “Beautiful Music”.

Andrew Crisell (2004: 64):

“(…) por causa do crescimento da televisão e o relegar para um quase completo plano secundário ou meio de contexto, a rádio abandonou claramente o seu padrão de programas variados, separados e «construídos», um padrão conhecido como programação mista [«mixed programming»], e adoptou, em vez disso, uma programação contínua, (…) organizada em faixas ou sequências, cada uma durando várias horas. Este resultado contínuo e especializado começou a ser conhecido como «formato» de rádio, e embora haja alguns formatos só de palavras («all-news»), consiste principalmente nos diferentes tipos de formatos musicais”



[1] Nasceu em 8 de Junho de 1921 no Texas e morreu em 14 de Setembro de 1986. Faz parte da galeria do “Radio Hall of Fame” desde 1994

27/11/2005 04:06 Enlace permanente. 2.3 Décadas de 60 e 70 No hay comentarios. Comentar.

Até final de Novembro 200 rádios em HD

só no universo do grupo Clear Channel. "The company says it is on track to air HD digital radio broadcasts on 95% of its stations in the top 100 markets by the end of 2007".

 

(HD digital radio upgrades AM and FM radio stations by adding a digital signal to the existing analog signal. The result allows AM radio to sound like FM, and FM radio to sound CD-quality. To enjoy these benefits plus additional programs that can be broadcast through a single station via multicasting, the listener must purchase a HD radio receiver)

28/11/2005 08:21 osegundochoque Enlace permanente. 5.1.2 HD No hay comentarios. Comentar.

Mercados financeiros cautelosos com Sirius e XM

"Investors and analysts are remaining cautious on the satellite radio space, despite recent surges in both subscribers and automobile installations. Morgan Stanley initiated coverage on Sirius earlier this month, and rated the stock as "overweight," while pointing to a 2008 breakeven. And Jonathan Jacoby of Banc of America Securities recently delivered a "neutral" rating on the stock, while warning of increased royalty costs and downward ARPU (Average Revenue Per User) pressures"

isto apesar de:

"labels are also eyeing a new breed of satellite receivers like the Sirius S50 that allow consumers to record sizeable chunks of satellite radio broadcasts."

(via Digital Music News)

30/11/2005 02:06 osegundochoque Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

Dois concertos em streaming na NPR

com podcast!

"NPR Prepares Two Streaming Concert Broadcasts

National Public Radio (NPR) is now putting the final touches on two streaming music concerts. The first will feature Iron and Wine, who will be performing along with Calexico on Wednesday. The second will feature Sinead O’Connor with Sly & Robbie, who will put on a show December 6th. Both will take place at the Washington, DC-based 9:30 Club, a longtime staple for underground, up-and-coming bands. NPR will position the audio webcasts as online-only events, part of a series that now has 14 performances under its belt. The webcasts, produced under the All Songs Considered banner, were originally launched in January of this year. Once the streams are completed, fans will be able to access the performances on-demand. Additionally, users can also download the entire Iron and Wine with Calexico set, and several songs from the concert will be offered in a special NPR "All Songs Considered" podcast. That is part of a platform diversification strategy being pursued by the public radio network, which is now available across satellite, online, and terrestrial radio outlets. Collectively, the streaming audio concerts have drawn 800,000 listens, and concert-related NPR pages have been viewed more than 1.75 million times. Previous performances have included Wilco, The White Stripes, The Shins, Sigur Ros, David Gray, Lucinda Williams, Secret Machines, The Kings of Leon, Bloc Party, The Decemberists, Interpol, Bright Eyes, Son Volt, My Morning Jacket and Death Cab for Cutie."

30/11/2005 02:10 osegundochoque Enlace permanente. 5.4 Internet No hay comentarios. Comentar.

"Fazer download imediatamente de tudo o que tocar na rádio!"

Do GavezDois retirei este texto: "A Samsung lançou recentemente no mercado europeu, um dispositivo chamado YH-J70SB (ou SW, dependendo da cor) que, para além de ser leitor de MP3, OGG, WMA, ASF, JPEG e MPG4, tem rádio FM e Line-In. Mas um detalhe fundamental o diferencia dos outros: tem a possibilidade de “encoding”, tanto do FM quanto do Line-in. Isso equivale dizer que, com este dispositivo, ouvir na rádio aquilo que gostamos equivalerá imediatamente a transformação deste conteúdo em ficheiro MP3, bem como de qualquer outra fonte que tenha line-out. Deixando assim de existir a diferença protectora do conteúdo da emissão versus o conteúdo obtido por download. Será o mesmo que fazer download imediatamente de tudo o que tocar na rádio!

30/11/2005 06:18 osegundochoque Enlace permanente. 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

Diagnóstico do mercado satélite dos EUA (via WP)

Um artigo do Washington Post ("XM and Sirius in Pitched Battle for satellite radio Subscribersby Annys Shin, Washington Post Staff Writer, Saturday, November 26, 2005; Page D01) suscita algumas questões muito interessantes:

- A XM lidera sobre a Sirius, mas esta conta com Howard Stern ("Coming in January. Howard Stern. Only on Sirius")para dar a volta; ("XM, with 5 million subscribers to Sirius's 2 million, has a larger share of the automobile market, with deals to install XM receivers with manufacturers of nearly 60 percent of all U.S. cars, trucks and sport-utility vehicles. As of the third quarter, XM had a bigger share of the retail market, too.")

- Os principais clientes são os automoveis e as lojas (que recebem música sem publicidade);

- O negócio está numa fase crítica: tem de descolar, sob pena de perder a credibilidade dos investidores. ("New York-based Sirius and D.C.-based XM Satellite Radio are competing for customers... this holiday shopping season. Each is expected to sign up a million subscribers during the last three months of 2005, analysts said.")

- Cada uma cobra 12,95 dolares por mês. Mas a oferta da XM é maior: ("XM offers about 150 channels of music, news, talk and entertainment. Sirius offers about 120 channels.")

- o próximo desafio é o negócio dos aparelhos receptores. Com leitores de Mp3. ("Sirius recently came out with its first wearable device, the S50, which can play downloaded digital music and several hours of recorded Sirius programming. Next year, XM will introduce its first portable satellite radio receivers combined with digital music players")

30/11/2005 06:39 osegundochoque Enlace permanente. 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.




Transistor kills the radio star?

Um blogue de suporte a uma investigação sobre a rádio do futuro - ou o que quer que ela se venha a chamar...
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