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Transistor kills the radio star?

3.0.2 O consumo passivo

Receber programas ondemand no telemóvel

«If you sometimes find yourself away from a radio you can still grab some programming on your cell phone with CelleCast.

CelleCast provides on-demand audio for a number of programs and though it is limited, there are some decent choices at the moment including "The Dr. Laura Program", "The Lou Dobbs Show", "This is America with Jon Elliott", and others talk shows and programs in various genres.

You can register for a free account with CelleCast but if you upgrade to a paid subscription, you receive more listening options. »

DEITZ, Corey, «CelleCast Provides On-Demand Radio Programming to Cell Phones», RadioAbout.com, 07/07/08

A rádio não está preparada para ser substituída por uma maquina

«After a brief introduction from Les Moonves, CBS Corp.’s (NYSE: CBS) president and CEO, CBS Radio executives took the stage attempting to convince advertisers that radio is not dead. Dan Mason, CBS Radio’s president and CEO, claimed that “$1 billion in ad dollars were spent telling you that the iPod and satellite radio will lead to the death of radio. That’s a myth. Like when you were told the eight-track tapes, cassettes and the CD would sign radio’s death warrant. To say that an iPod or satellite radio, with little or no human connection will ever replace radio is absurd.”» fonte; KAPLAN, David, @ CBS Radio Presentation: New Play.It Media Player Offers Personalization, Contextual Ads, Paidcontent.org 05 May 2008 

Canções que tocam na rádio e são compradas no iTunes

«Clear Channel Radio just announced that all of its HD2 stations are iTunes Tagging compatible. This completes a rollout that began with the company's 350 HD radio stations. Combined, that means 700 of the companies stations now allow songs played to be added to an iPod when tagged by a tagging-capable receiver.

fonte: DEITZ, Corey, Clear Channel Makes 350 HD2 Stations iTunes Tagging Compatible RadioAbout Monday June 30, 2008

 

A industria não percebe o que se está a passar

We employ hundreds of thousands of dedicated and talented individuals, from every city and town in America.  We deliver local news, weather, traffic, and sports updates every hour, every day, 365 days a year.  We raise hundreds of millions of dollars every year for local and national charities and people in need. 

How in the world did we become the bad guys?

Peter Smyth  «Why Doesn't Washington Like Free Radio?», Greater Media inc Julho 08

Oportunidades para a rádio

Radio fills de need to filter the choice (22)

Social networks on the internet are the next radio (26)

mais:

http://www.slideshare.net/gleonhard/music2-the-future-of-radio-media-futurist-gerd-leonhard

O grande dilema da rádio convencional

Quanto mais activa se tornar, menos secundária será - o que porá em causa o modelo em vigor, com a necessidade de criar um novo modelo; a transição far-se-á de uma forma dificil, tentando conciliar duas situações inconciliáveis: a rádio como elemento de consumo secundário e a necessidade de ser cada vez mais activa

Até onde poderá ir a interactividade na rádio?

de acordo com diversas definições, podemos considerar aquilo que aqui designámos por «controlo», «personalização», «produção», «partilha» ou «socialização» como interactividade.

Ora se o fizéssemos teríamos, posteriormente, de afirmar que não existe interactividade na rádio (mesmo na de consumo passivo). Como se verá, contudo, tem sido esta interactividade uma das áreas mais exploradas pela rádio quando evolui para a Internet.

Optámos, portanto, por considerar, a partir de . Também as conclusões de Rafaeli se enquadram nesta preocupação: «a interactividade corresponde à sequência entre a relação de resposta e o contexto em que a mesma se processa, de transacções que reflectem estádios anteriores do processo de troca de mensagens» (Cordeiro, 2007: 106).

Ou seja, entendemos a ideia de interactividade (ou de interacção, uma vez que, neste contexto, entendemos não fazer sentido a sua separação) com um «diálogo», como troca de mensagens, como o desejo de manifestar, influenciar, de intervir, a partir da tecnologia digital, com mediação feita por computadores, que são efectivamente potenciadores desta realidade. Embora saibamos que as perspectivas mais tecnológicas sejam muito mais ambiciosas.

A questão, mais uma vez, é que não podemos ignorar, num trabalho como este, que «todo parece indicar, que la interactividad se erige como el gran valedor del éxito que pueda tener la radio en Internet» (Toral e Murelaga, 2007: 57). O mesmo pensa Herrera: «No cabe duda de que los últimos avances en este terreno han hecho de la interactividad un elemento fundamental en el surgimiento de una nueva forma de entender la comunicación, el ocio y las relaciones interpersonales» (Herrera, 2004b: 12). Lind, Medoff e Rarick avançam com dados de um estudo realizado em 2001: «one of the factors for visiting web radio stations is the possibility of interaction with others» (apud van Selm et al, 2006: 275). Isto não significa que a rádio esteja pronta para aproveitar esta interactividade, nomeadamente se ela significar mexer com o estatuto do «gatekeeper». No estudo de van Selm et al junto de responsáveis e públicos de uma rádio online holandesa, verificou-se uma «discrepancy between radio programme hosts and 'chatters' regarding the value assigned to interactions during the web shows» (idem, 274), sendo que «this lack of enthusiasm for the contribution of chat box by programme hosts did not go unnoticed by listeners» (idem, 275). Estes autores citam um estudo de Lind e Medoff (2000) em que se faz uma análise dos conteúdos das páginas online de diversas rádios dos Estados Unidos e em que se percebe que «no more than 15 percent of the sites examined (…) provide chat opportunities for listeners» (van Selm et al, 2006: 267). E se «The BuZz web radio staff, on the other hand, showed a reluctance to provide listeners with too much influence over programme content» (idem, 279-280), percebe-se que será apenas uma questão de tempo e de vencer as resistências iniciais, uma vez que «estas posibilidades - que se prevé se consoliden en un futuro cercano - ofrecen ventajas tanto para los oyentes como para los profesionales» (Herrera, 2006). 

Ou seja, a rádio convencional, evoluindo para a realidade do consumo passivo-activo, está obrigada a aumentar os níveis de interactividade com os seus públicos. Serão cada vez mais interactivas, pode afirmar-se com segurança. Mas enquanto não deixarem que esses mesmo ouvintes influenciem directamente as escolhas, estaremos a falar no tal nível porventura mais baixo de interacção

Audiencias crescem

«According to recent industry figures, the number of radio listeners on the Internet has jumped-up drastically.

A recent report conducted by industry's audience research body, known as Rajar, has revealed that listening to radio through the Internet has become quite popular in the UK with over 14million people who regularly tune-in to the Internet based radio programs.

It is an online survey that sampled approximately 863 people; the report clearly indicates that the number of people listening to internet radio online had increased by 2.5 million in the last six months.

The survey also revealed that around 6 million people in UK have downloaded a podcast and it was also found that music and comedy are the two hot favourite genres among the UK audience.

The report also revealed that the growing number of listeners is due to the "get back" or "listen again" services provided by the radio operators that have compelled the listeners to tune-in to the programs which they have never listened before.  

The survey also provides an insight into the online/offline behaviour of audio community as well as the influence of latest audio delivery formats on the conventional radio listening.»

Internet Radio and Podcasts Draw Massive Audience

Author: Desire Athow| Date: 03 July 2008

 

Incluir a participação do ouvinte na estratégia

«They want to be your program director. In the past year I’ve observed how much this generation wants to "mash-up" or contribute to the entertainment they listen to. Hell, YouTube is the "mash-up" capital of their world. You can shoot it, add music, collaborate, stage it, fake it, steal it -- and you never need a PD (As a former PD this hurts me to write that line). Any radio strategy that doesn’t include listener participation and active input will fail. Back in the 60’s when stations first started playing "Instant Gold requests" on-air, listeners burned up the phone lines to call in a request. Radio hasn’t gone very far beyond that.»
COLLIANO, Jerry del, Gen Y Consults Radio Inside Music Media, 14/04/08

A rádio será o «google» da oferta musical na net?

 Falta saber como sairá desta nova realidade digital marcada pelo fim da, como se disse antes, lua de mel com a música. Mas, como desenvolveremos em alínea própria neste capítulo, a rádio pode fazer da crise oportunidade, transformando-se numa espécie de «google» da desregulamentação musical (com a música a chegar de tantas fontes, quem é que estará em melhor posição para controlar o excesso de oferta?).

Dar sonhos aos ouvintes, não apenas prémios (o modelo em causa)

«Corey Deitz: "It’s tough times for AM and FM radio. Both are under increased pressure by competition that didn’t exist just 10 years ago: Satellite Radio, Webcasting, Podcasting, iPods and mp3 players, audio content on cell phones, and more.
There is no one in high management in the traditional (terrestrial) Radio business - who at least privately - wouldn’t concede that there is worry about the future."
O texto todo aqui.

Algumas sugestões do autor:
"We are what people perceive us to be.
We need to be more than a “1 CD-a-day giveaway with all the winners going into a drawing for a $50 dollars gift certificate.”
We need to be more than radio stations which buy billboards only when ratings drop and we feel threatened.
We need to be radio stations that give away prizes our listeners care about and not just products our sponsors give us.
We need to be radio stations that give away dreams, not just prizes."

«A fúria e a velocidade da inovação técnica»

"Lo característico del actual momento técnico no es la abundancia de equipamiento disponible sino la furia y la velocidad con la que la innovación técnica se precipita sobre el sector de la Comunicación -y sobre tantos otros-, pulverizando las estructuras tradicionales" ((Faus Belau in Martinéz-Costa, ed, 2001: 19)

O problema é dos ouvintes...

«NAB President and CEO David Rehr delivered a keynote address Friday at the Conclave Learning Conference in Minneapolis, where he pointed to four key areas for growth in radio and called on the industry to remind people why they fell in love with the medium in the first place. "Radio is so pervasive, like water, air, and electricity, that many people take it for granted," Rehr said. "I believe we must do a better job reminding people why they fell in love with radio. We must reignite the passion." Rehr then identified "four key areas for growth – opportunities to remind consumers of the value of radio," and listed them as technology; playlist variety and format diversity; building for the future; and reigniting consumers. (...) Rehr concluded, "We have challenges ahead of us. We have battles that may seem overwhelming. But the opportunities ahead of us are incredible. Radio's future is bright. If we are persistent and consistent, we will win our battles, we will realize the enormous opportunities ahead, and ladies and gentlemen, we will make radio new again."

fonte: Rehr Calls On Radio To "Reignite The Passion", FMQB, 30/06/08

«Terrestrial radio is a dead man walking»

http://seekingalpha.com/article/83192-the-future-of-radio-is-online

Tornar a rádio um widget

Mark Ramsey: «Easy steps to turn your radio station into a web widget. A "widget" is a piece of your content that is portable. Your station's fans "embed" it on their own pages, and every time they do this they expand distribution for your content and your brand. Some companies, like Yes.com, specialize in widgetizing your radio station. But if those don't fit the bill, here are some super-easy instructions for making your own.»

Easy steps to turn your radio station into a web widget», Ramsey, 26/06/08

Streaming das rádios pode ser afectado pelos copyrights

«Streaming Royalties May Affect Terrestrial Radio. June 24, 2008 - According to an article by Tim Siglin on streamingmedia.com, terrestrial radio may soon be brought into the fight over royalties. Almost a year ago we reported on the Copyright Protection Board's decisions to enforce a set of performance royalty rates suggested by Sound Exchange and lobbyists for the RIAA. These were retroactive and focused on Internet radio broadcasters»

Video killed the radio star?

«It looks like many of the traditional media just have to fight off one Internet battle after the other as Web 2.0 alternatives lay siege to longstanding methods of communication. With the blogging boom, the social community explosion and “texting and twittering” detonating together with the wide adoption of readily accessible and portable video, the transmission of ideas, messages and announcements will never be the same»

(intr 5.2) A resposta da rádio

A resposta da rádio à digitalização e a necessidade que sente de avançar para novos territórios faz-de de várias formas, algumas conscientes e outras inconscientes (ajudas que recebe ao nivel da convergencia...); ainda assim, a preocupação de convergir (com tudo o que mexa, sobretudo telemoveis) é real

Interessam-nas as ferramentas ao dispor do utilizador (que são cada vez mais tecnologicas) e os conteudos gerados pela transição, pelo novo suporte

Os problemas da passagem para o consumo passivo-activo

«Cees Hamelink ha resaltado las dificultades de pasar de un modelo lineal de transmisión a otro interactivo: «Movernos de la transmisión a la interactividad significa dos cosas: primero, tenemos que aprender cómo conducir un diálogo y en segunda instancia, tenemos que aprender a comunicar en forma no violenta, en formas que no nos pongan en pugna» (CHerreros, 2007: 60)

Ainda a necessidade de novos conteúdos

serão necessários novos conteúdos ou novas ferramentas... técnicas?
O podcasting não é um novo conteúdo, mas aparece com a internet;

será que não estaremos perante os mesmos conteúdos-base, disponibilizados de outra forma pela digitalização e por exemplos muito mais cruzados/misturados?

confunde-se conteudos com ferramentas técnicas?

canais de streaming

«lo importante es la entrada de la radio en las aportaciones de lnternet: navegación, hiperenlaces, interactividad» (CHerreros, 2007: 39) 

Um exemplo de novos conteudos proporcionados pela digitalização (interactividade): «Juan José Millás abrió la experiencia a través de la caden SER de iniciar un relato con una frase o dejar el tema libre para que los usuarios lo continuaran. Esta experiencia era recogida luego en el periódico El País mediante una selección efectuada por el propio escritor. Es un intento de establecer unas sinergias entre las aportaciones de Internet, la radio y, en este caso final, con el periódico» (CHerreros, 2007: 98)