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Transistor kills the radio star?

Para justificar a ausência de trabalho quantitativo de campo

Muito se discute sobre o impacto da internet (como novo meio) nos meios clássicos - acabam? alteram? não modificam na essência?

Neste trabalho procuramos avaliar esse impacto no caso concreto da rádio, não tanto pelo lado teórico ou pela arquietectura das especulações, mas percebendo como é que determinados utilizadores - os jovens - se relacionam com o novo e com o velho meio (a rádio musical).

Poder-se-ia ter optado por realizado um determinado trabalho de campo estatístico, ainda que qualitativo, com essa amostra de utilizadores, mas essa hipotese apresentou desde o início duas limitações:

- ocuparia espaço e tempo que impediriam certamente outras análises;

- mais importante, a realidade portuguesa, tanto quanto o demonstram os dados disponíveis, não é (ainda?) reveladora das novas tendências, por conservadora. O impacto do novo meio ainda é residual, o comportamento - à luz dos dados disponiveis - é o mesmo há 20 anos (como se verá em capitulo proprio)

Por outro lado esses dados, esse trabalho de campo tem sido feito quer pela universidade (Gustavo Cardoso) quer pela industria, sobretudo pelo lado do marketing, e se nenhum dos trabalhos é directamente vocacionado para os impactos na rádio, todos ou quase todos falam nesse aspecto e na relação dos jovens com a música e por exemplo com os leitores digitais de áudio (mp3). No caso dos trabalhos liderados por Gustavo Cardoso, no âmbito do CIES/ISCTE, apresentam a amostras que seriam imbatíveis num trabalho isolado.

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