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Transistor kills the radio star?

8.0 Conclusões?

A rádio à procura da personalização (a pagar)

THE RACKETLETS YOU PICK THE TRACKS…FOR A PRICE: New Zealand Internet radio service The Racket has finally launched, at last revealing how it would deliver its boast of “truly personalized Internet radio.” It turns out this means users can create their own radio stations, but not in the same way as Pandora of Last.fm. For around $15 a month ($20 NZ), users select up to 500 tracks out of The Racket’s music library to create their own radio station, which then can be streamed by other users. Though The Racket allows the selection of specific tracks when creating a station, will users really pay a monthly fee when very similar services are available for free elsewhere? Listening to user-created stations is free, but includes no personalization. The web-based player — which requires a quick installation of Microsoft’s Silverlight program — features only a pause/play button and volume toggle. Considering listeners have some level of control of the stream, the absence of a song-skip feature is strange. No cover art is displayed either. There aren’t too many stations up and running just yet, but interestingly a few of them have been created by artists to promote their music. For example, industrial rock group Shihad has created a station featuring only their music, specifically promoting their most recent album. The Racket is a decent service that has plenty of room for improvement, and it will be interesting to see in what direction the site grows. — MS

fonte: MALONEY, Paul, «RAIN 8/4: RAIN Site of the Day; Social.fm/Mercorca closes», RAIN, 04/08/08

TRansistor kills the radio star?

Se o transistor, inventado em 1947, salvou a rádio do primeiro choque televisivo (tornando-a portátil, autonoma e fazendo deslocar o eixo de escuta de casa para o carro, passando a ser um consumo secundário), os (milhões de circuitos transistorados que fazem os) computadores - e a internet - ameaçam acabar com a rádio tal como a conhecemos...;

transistor kill the radio star? 

(são infinitas as) hipoteses abertas pela tecnologia

A rádio deixará de ser um fluxo contínuo de programas, mas uma oferta de determinados programas (produtos) a partir de um menu? Por exemplo, um jogo de futebol. Há alternativa ao modelo de comercialização baseado em «spots»? A publicidade visual poderá substituir a publicidade áudio (mais intrusiva)?

O relato pela rádio pode convergir com a transmissão televisiva? Para os que não podem/querem ver a imagem (televisão, telemovel), o relato pode convergir com alguns momentos-chave, e ver (no telemovel, no computador) as principais repetições - sugeridas/conduzidas pelo proprio relato? 

Mais estações será (ao contrário do que sucedeu) mais oferta?

«More radio stations do not necessarily bring about more choice for listeners and sometimes the only way to distinguish between one station and another is the station ident (the jingle that identifies the station with its name and frequency). The majority of stations in Britain follow a very similar format dominated by music" (Fleming, 2002: 6).

«(...) un lenguaje nuevo y que marca un sendero nuevo ???

"Hay una sociedad nueva que emplea un lenguaje nuevo y que marca un sendero nuevo para la radio" (Angel Faus apud Moreno Moreno, Martinéz-Costa, 2001: 204).

Como será ouvir rádio daqui a 10 anos (ou 20)?

«How will people listen to the radio in 2015? That’s the question that a group of academics put to more than 40 media ‘experts’ in Canada, Denmark, Finland, Ireland and the UK.»

- a resposta à pergunta dos especialistas do DRACE diz-nos que «by 2015 most Europeans would have digital terrestrial radio» e que «FM radio will continue to play a significant role in both Europe and Canada», e isto porque « This is attributed to the strengths of linear radio, including mobility, ease of access and localism, as well as powerful journalistic and artistic content». Não penso que assim vá ser. Para mim será mais «an increase in personalized and on-demand radio, with more listener sovereignty, personalization options and the gradual disappearance of schedules. Radio will be available when and where listeners want it»

as estações alternativas na net?

- (…)o sucesso comercial do rádio que levou seu controle a grandes conglomerados de mídia em todos os países, num efeito direto da desregulação que conduziu, como em muitas áreas da economia, a uma

concentração crescente. Embora seja localmente orientado, cada vez mais seu conteúdo é

homogeneizado. Por isso, estações de rádio alternativas, centradas na transmissão de

programas do interesse de grupos específicos, encontram na internet uma maneira fácil de

transmitir além do limite do espectro licenciado. (Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pag 7)

O adversário não é a imagem

 

O adversário da rádio não é a imagem, não são os videoclips, não é a televisão. Haverá sempre situações em que é preciso acumular tarefas e só  o meio de sentido único o poderá fazer.

O grande adversário da rádio são os novos sistemas que permitem acumular com mobilidade. O telemóvel.

A participação do público encerra riscos

Los oyentes quieren escuchar con frecuencia las canciones que les gustan. Si ponemos las preferidas demasiado poco los oyentes no las oirán con tanta frecuencia como para suponer que las vamos a emitir de nuevo. Esto no anima a una escucha prolongada y frecuente. Por otro lado, si se ponen las canciones con excesiva frecuencia, quizá les parezcan repetitivas y les haga desconectar muy rápidamente, acortándose así los espacios de escucha” (Norberg, 1998: 82)

Como se faz uma play list

February 4, 2006

“Every week GWR speaks by telephone to hundreds of people, aged om 20 to 34, about their musical tastes. Each respondent is asked to identify their current musical preferences from a shortlist of musical ‘clusters’, and then asked for their opinions on a list of current songs. The learning from this ongoing research helps in the construction of our group playlists” (informação oficial do grupo GWR [em Maio de 2005 o GWR fundiu-se com a Capital Radio e deram origem ao grupo GCap Media], apud Fleming, 2002: 16/17).

“The playlist determines what will be played, and how often it will be played. (…) In any event the selection of music is not down to personal taste but is a professional judgement that takes into account a variety of factors including the station’s target audience, how appropriate a particular track is to certain times of the day, and often whether or not it has ’scored’ well in audience research” (Fleming, 2002, 54)

Qual será o papel da música na rádio do futuro?

arch 4, 2006

« (…) pese a la facilidad que tiene, el eje de la mísica no puede ser el único motor que empuje los contenidos de este tipo de radio [digital]. Los oyentes tendrán otros medios para acceder al non stop music. Los operadores deberán buscar temas atractivos, producidos por sí mismos, externamente o sacados de los bancos digitales de los grandes grupos multimedia, para loder armar formatos que cuenten cosas, que informen, que interesen, que entretengan o que simplemente, provoquen ensoñación».
J. Marti Marti in Martinéz-Costa, 2001: 193

HÁ quem ache que não:«Considero que la musical continuará siendo la especialización más extendida a través de los diferentes soportes de producción y distribución ante los que converge la radio» (por quatro razões: históricas/peso da música ao longo de um século; a música é uma lin guagem universal; a rádio musical está muito desenvolvida na Europa e sobretudo nos Estados Unidos; menores custos económicos)
Elsa Moreno Moreno, Martinéz-Costa, 2001: 202

http://osegundochoque.blogsome.com/2006/03/04/a-musica-vai-perder-importancia/

Há futuro para projectos minoritários?

Transformando-se num agente de homogeneização cultural, assiste-te à diminuição de estações de verdadeiro serviço público (mesmo que seja esse o seu estatuto político ou administrativo, como acontece com o canal 1 da portuguesa RDP) ou ao fim de experiências não comerciais (ver capítulo 2.6 Rádios sem formato). É o triunfo da globalização dos formatos, sobretudo musicais.
Hendy cita um caso paradigmático: “New York’s WNEW-FM, often described as America’s ‘first free-form progressive rock station’ - and a mirror for the city’s cultural, musical and sexual vitality - captured only 1.4 per cent of the city’s available audience in 1999, a situation which helped propel its owners into abandoning thirty-two years of history and reformatting it as a laddish all-talk station” (Hendy, 2000: 236).
Em Portugal dois exemplos são conhecidos: o fim das rádios XFM e Voxx (ambas com emissão simultânea em Lisboa e Porto), por falta de viabilidade financeira e cujas frequências foram alienadas para estações… comerciais - desenvolvimento em 2.6.

entre o poder e o querer participar

... vai uma grande distância, certamente.

Mas neste contexto não nos interessa tanto a questão quantitativa de medir a participação, mas antes uma analise da possibilidade de participação. Só essa possibilidade é disruptiva face ao passado. Alguns participarão, a maior parte não. Mas haverá cada vez mais gente que não só pode como quer participar;  não se esqueça nem o fenomeno da cauda longa nem a possibilidade de a espiral do silêncio tambem se aplicar - estes consumidores podem ser uma minoria, mas contam e podem fazer a diferença.

Se a nova «rádio» não cumprir o que promete...

Fundamentalmente esta nueva radio desarrollará nuevos formatos especializados con una gran sinergia e interactividad de contenidos y servicios entre los diferentes soportes digitales. De lo contrario ocurrirá lo que ya presagió Bertolt Brech en su Teoría de la radio en 1932, que teniendo todos los canales disponibles, no tengamos nada que contar: "[la radio] tiene la posibilidad de decirlo todo a todos, pero, bien mirado, [hay que tener] algo que decir". O aún peor, que lo que la radio cuente, no interese a los oyentes de la era digital (Martínez Costa 2004:11).

Se Meditsch estiver certo, a rádio tem futuro

«O auge da era das comunicações eletrônicas foi marcado pelo desenvolvimento do rádio, o que vai torná-lo o primeiro veículo de comunicação eletrônica (FIDLER, 1997:145). Reafirmando a posição de Meditsch, o rádio foi o primeiro artefato eletrônico a penetrar no espaço doméstico (MEDITSCH, 1999:35), pertencendo à mesma era eletrônica da informação da TV e do computador, sendo o rádio apenas a manifestação mais precoce (MEDITSCH, 1999:15).» Rádio na Internet: desafios e possibilidades,Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006

«o rádio, como tenho insistido, contra a idéia dominante no senso comum, é um veículo da era eletrônica, sua era não está no passado, sua era é a de todos os meios eletrônicos, ele apenas foi o que surgiu antes (MEDITSCH, 1999).» (meditsch, 2001, pag 2)

A Internet continuará a ser olhada com desconfiança?

«The Internet, of course, is seen in a rear-view mirror par excellence. Its critics are prone to see it as a television screen; its devotees, including me, are inclined to see it as an improved kind of book. But the truth of the matter, yet to be fully determined, is that the Internet is and will be a combination and transformation of both books and other media such as telephone as well, and thus is something much more, much different from any prior media. The rear-view mirror cannot tell us what that is, but it can remind us not to get too mesmerized by reflections of the immediate past. The driver who looks only into the rear-view mirror, or even too often, and accords consequently short shrift to the road ahead and its new possibilities can quickly end up on the side of the road, or worse.» Levinson 16

Se a rádio tiver bons conteúdos, não é melhor do que um despertador?

«Well, we're now seeing evidence in our newest Tech Poll that the old bedside clock radio may rapidly become an endangered species.  When we asked our more than 27,000 cell phone owners what they do with these devices - other than talk - the third most-used feature was the built-in alarm.  In fact, more than half (55%) say they use the alarm feature, and that spells trouble for radio.  It means that a sizable percentage of consumers aren't waking up to Ryan Seacrest or Elvis Duran because they're being roused by their cell phones.

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It all spells trouble for a medium that was once ubiquitous, but is now being challenged by new devices and gadgets.  As we've also seen in our Tech Poll (and countless other studies), the iPod has usurped the Walkman.  And they're now finding their way into cars.  Of the growing percentage of radio listeners who now own one of these portable mp3 players, more than half say they can plug them into their cars and trucks.  And that percentage will grow every year as the automobile companies step up, and update their electronics»

fonte: FRED JACOBS; « It's Alarming» Jacobsblog, 15/07/08 [

 

Se ouvem mais no carro e vai deixar de se ouvir tanto no carro...

« no «All ABout Teens», medidos os níveis de consumo diário de media, a televisão aparece com 72%, a Internet no computador com 65% e a rádio com apenas 29%; Nesse mesmo estudo, uma pergunta curiosa, porque rara: em que períodos/situações do dia-a-dia é que a rádio faz companhia: nas viagens de carro é a resposta que aparece destacada com 67%; depois segue-se «quando estou a arrumar o meu quarto/casa», com 41% e depois três situações com 27%: «quando estou no computador», «quando estou a estudar» e «nas viagens dos transportes públicos». A ponderação qualitativa das várias respostas parece indiciar algum desinteresse, na medida em que o carro está dependente da vontade de outros (os pais, possivelmente) e a escuta poderá ser «forçada». No entanto, a afirmação não pode ser inequívoca na medida em que não fica claro se ouvem por opção ou se trata de uma imposição.» (4.0, pag 62)

A partir deste caso (real ou fictício, poderá muito bem ser verdade), mais uma reflexão: o consumo de leitores de audio digital nomeadamente no carro não só diminui o consumo de rádio mas tem outra consequência indirecta: afasta os mais novos do conhecimento/familiarização da própria rádio.

 

But All Is Not Well: Radio Is Less Dominant Among Young Consumers (pag 12)

 

 

Contra a nostalgia obsoleta...

Doug Hall: «In the past few years alone the number of alternativas to faithful old radio has exploded. Today magical, invisible audio can meet your ears via the Internet, over your cell phone, via Satellite, through your mp3 player, and so on. For much of its history radio has owned the only route to your ears. That kind of responsibility is a freedom and a curse. A freedom because it allows the creation of audio wonders great and small. A curse because the absence of competition from alternate technologies has a way of promoting a fat and happy settling, a bloated behemoth of an industry which knows how to do what it has always done, but not what it needs to do next. The status quo perpetuates nothing so much as more status quo.USADO In the years to come radio will experience the most profound challenges to its status quo ever. We are entering a time where smart thinking, novel ideas, and profound innovacion will spell the difference between relevance for future generations and quaint nostalgic obsolescence.» (Ramsey, 2005: 1) 

A rádio tem óptimas condições para se adaptar à nova realidade?

VEREMOS SE SE CUMPRE

«Los medios de comunicación que han dado el salto a Internet se diferencian sustancialmente en tres rasgos netamente distintos respecto a los media tradicionales: la visualización de las propuestas - nuevas formas -, la personalización de los contenidos - nuevos consumos- y la hipermultiplicación de mensajes - nuevos y diversificados contenidos y servicios añadidos (BURNEIT y MARSHALL, 2003). La radio es uno de los medios de comunicación que mejor resume esta transformación de los media tradicionales en su incorporación al ciberespacio, dado que altera los tres grandes pilares que han definido a esta factoría de producción de sonido: forma, contenidos y consumo (PRIESTMAN, 2002 VAN SELM, JANKOWSKI Y KLEIJN, 2004)» (Toral e Murelaga, 2007: 56)

A digitalização não traz mais variedade de conteúdos?

«Contamos con un mayor numero de emisoras que difunden sus programas a través de distintas tecnologías, sin embargo, con muy pocas alternativas» (Peñafiel, 2007: 29)