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Se muestran los artículos pertenecientes a Julio de 2005. 03/07/2005Saudades da rádio ou a ditadura das playlists«De vez em quando – infelizmente, cada vez mais raramente – falam-me de rádio. Da rádio. Recordam-me os “dias da rádio”, não em filme, mas nas vidas reais de uma geração que cresceu a ouvir, a consumir, a conversar sobre rádio, e escolher os seus heróis e as suas estações. Uma geração a quem foi dada, mais tarde, a última oportunidade de “fazer” rádio – isto é, imaginar, conceber e produzir programas onde o som das palavras, das músicas, e dos silêncios, eram conjugados, trabalhados, e pensados para resultarem em algo mais do que um gira-discos. Havia música, sim senhor, mas havia mais mundo para lá da música. Havia autores e programas com autoria. Havia estilos. Havia formas de assumir o comando de uma emissão. Distinguiam-se as vozes. Nalguns casos, bastava ligar o aparelho para se perceber que “estava no ar”. Havia ambientes sonoros que só alguns sabiam criar. Enfim, havia rádio (…) Daqui a um ano terão passado dez anos sobre o último programa que pude imaginar, conceber e produzir numa estação. É redundante perguntarem-me se tenho saudades… (…)» Pedro Rolo Duarte, no DNA de sábado, citado por Jorge Guimarães Silva. Ver também os comentários. 03/07/2005 13:30 Enlace permanente. Tema: 3.0.0 A música e a indústria discográfica No hay comentarios. Comentar. O Mp3 veio para ficar?Revista Visão nº 643 (30 de Junho 05) Página 45: anúncio ao novo Skoda Fabia Wave; "Ar condicinado, computador de bordo, rádio CD e Mp3"! Página 47: anúncio à nova câmara de filmar digital da Samsung (Minket). Com leitor de Mp3! Nota: estamos a falar de produtos que, à primeira vista, não teriam uma relação directa com a música. Outra nota: o Mp3 já vende (é um atractivo). Está a banalizar-se, sem dúvida. 04/07/2005"iPod guarda 10 mil músicas"Um trabalho desenvolvido no Correio da Manhãde hoje. "Depois do quase desaparecimento do obsoleto leitor de cassetes e de o leitor de CD estar a passar de moda, eis que a era digital nos traz o iPod. Um leitor de música apto a ler ficheiros mp3 e com capacidade para armazenar até 10 mil músicas, que pela leveza (158 gramas) é facilmente transportável." Mais duas notas deste trabalho: - "Para rivalizar com o iPod, lançado em 2003, as grandes multinacionais de telemóveis lançaram o contra-ataque de forma a não perder este nicho de mercado. A Nokia apresentou um novo modelo – ‘smartphone’ (o Nokia N91) – para assim concorrer com o iPod. O novo telemóvel da marca finlandesa permite guardar até 3 mil faixas, tirar fotografias, enviar emails e, claro, fazer chamadas." - "O fundador e presidente da Microsoft, Bill Gates, acredita que brevemente os telemóveis substituirão os leitores de MP3, como por exemplo o iPod." ... passando o ouvinte ter o controlo sobre o rádio."Quanto à concorrência com as novas mídias, [Heródoto Barbeiro] considera que a maior se dará naquele que classifica como o templo do rádio, onde nenhum outro veículo entra, que é o carro. O director da CBN informa que a GM estuda um carro em que o rádio é comandado pela voz. O ouvinte pode pedir para sintonizar uma emissora, não a do ar, mas a da Internet. Com essa interactividade, o meio perde o controlo sobre o ouvinte, passando o ouvinte ter o controlo sobre o rádio". CUNHA, Magda Rodrigues da, "O Valor da permanência do rádio", revista Conexão, v. 2, n. 3, Universidade Caxias do Sul, 2003, pág. 68. Nota: também por aqui, com a tal perda de controlo sobre o ouvinte, se pode falar em choque. E em nova rádio no futuro. 04/07/2005 00:40 Enlace permanente. Tema: 3.0.1 Tendências do segundo choque No hay comentarios. Comentar. TecnossexuaisA Visão nº 642, de 23/6/05, fala em tecnossexuais, pessoas que descreve como "infocompetentes" e atraídos pela tecnologia (os gadgets) - sempre à procura do último modelo. Um deles conta que vai ao ginásio quatro ou cinco vezes por semana sempre acompanhado pelo seu iPod de 20gb (antes levaria o rádio?). Uma citação: "os gadgets são um dos símbolos mais fortes da sociedade evoluída e de consumo". NOta: e não se fala na rádio! 50 mil programas de rádio cadastradosA empresa RadioTime acaba de lançar um programa informático que tem 50 mil programas cadastrados (de 36 mil estações), através da internet. Mas os programas e as estações em causa tanto são terrestres como on line. Este software tem um mérito acrescido: os programas estão arquivados no servidor da RadioTime e podem ser ouvidos a qualquer momento. Como se não bastasse, podem ser descarregados no formato mp3 para qualquer LDM (iPod ou não). (dica Corey Deitz) Uma explicação: «Tim Edmonds, assistant swim coach at Stanford University, is an early user of the RadioTime service. "My wife and I love listening to 'Car Talk' on PBS. But 'Car Talk' isn't necessarily on when we have time to listen. RadioTime fixes that. Now we record every episode of 'Car Talk' and listen to it when we have time ... in the car, working in the yard, or at the gym. We love it.» O estado da rádio nos EUANos EUA, "98 percent of adults listen to an average of 21 hours of radio every week. This is on a par with cable TV (19 hours/week) and broadcast TV (15 hours/week)." A fonte é a empresa de consultoria Veronis Suhler Stevenson. A desenvolver Mais uma ameaça?"Com o processo de switchover em curso, surgem novas possibilidades técnicas de recepção de televisão, entre elas, a recepção portátil. No entanto, há ainda aspectos tecnológicos e de mercado a melhorar para que a implementação deste tipo de recepção seja possível. Historicamente, a recepção portátil foi designada por um ecrã de televisão pequeno a baixos preços. Hoje em dia, contudo, existe a oportunidade de definir novos tipos de produtos baseados em ecrãs LCD. De facto, os ecrãs LCD serão capazes de aumentar a procura de produtos portáteis – ainda assim, existe a possibilidade de um afrouxamento do consumo se tais produtos não puderem ser usados de forma mais geral. O advento das transmissões DVB-H para receptores portáteis será também capaz de influenciar a percepção pública da televisão portátil de duas formas. Em primeiro lugar, irá haver uma procura de modo a receber transmissões DVB-H em televisores portáteis nos lares. Em segundo lugar, se a recepção de serviços DVB-H estiver disponível de forma alargada, o consumidor pode ser levado a perguntar porque é que a recepção dos radiodifusores normais é muito mais restrita. Outro factor a ser considerado é o impacto da Alta Definição (AD). Se a radiodifusão no lar migrar passo a passo para a AD, podem surgir argumentos a favor de separar as transmissões AD vocacionadas para antenas receptoras fixas daquelas destinadas a ecrãs portáteis mais pequenos, com uma resolução menor e uma robustez acrescida nos parâmetros de transmissão. Assegurar que todos os telespectadores existentes possam receber televisão digital continua a ser um dos grandes impedimentos para nos movermos para uma situação em que podemos ter o switch off analógico. Calcula-se que 25% dos lares no Reino Unido necessitarão de instalar novas antenas se desejam receber Televisão Digital Terrestre (TDT) antes do switchover. Cerca de 20% de lares não poderão receber TDT na sua região até ao momento em que se dê o switch off das transmissões analógicas. O problema da cobertura não está apenas relacionado com a pouca densidade populacional em algumas áreas. Num determinado número de situações, a recepção em zonas de grandes urbanizações é difícil ou impossível. É possível proceder a melhorias em algumas destas situações mas o custo de o fazer tem sido visto como um fraco investimento, devido ao curto período de tempo que resta até que verdadeiras soluções se tornem disponíveis antes do switchover. Assim, há um forte argumento para maximizar a recepção por outros meios no período que antecede o switchover e um número de projectos do governo e indústria investigaram algumas áreas do problema, incluindo a instalação de antenas domésticas, recepção, distribuição, etc. Apesar de cerca de um terço dos televisores portáteis analógicos usarem antenas set-top, os fabricantes decidiram não produzir qualquer produto para o mercado da televisão digital portátil. Isto acontece porque os fabricantes não vêem um mercado potencial para produtos portáteis devido à actual incerteza sobre a viabilidade deste tipo de recepção. Existe, portanto, uma situação de falha de mercado no que respeita aos receptores de TDT portátil. Isto deve-se à falta de cobertura para assegurar que tais produtos possam ter sucesso num mercado onde os sinais de TDT são geralmente fracos. Para além disso, o advento do DVB-H, que facilita a recepção em serviços portáteis, virou as atenções para técnicas de recepção avançadas, o que pode ter benefícios para a recepção de TDT no geral. Ainda assim, de acordo com o estudo da Digital TV Group, pensa-se que os produtos de televisão especificamente vocacionados para a recepção portátil podem ter um mercado significativo no Reino Unido, se as previsões de cobertura conseguirem identificar áreas de implementação. Para mais informações consulte o estudo “Advanced receiver techniques with emphasis on portable TV reception” do Digital TV Group." (via Obercom) Mais internet menos rádio (e televisão)Obercom: "segundo o estudo da European Interactive Advertising Association (EIAA) a utilização da Internet está aumentar entre os jovens dos 15 aos 24 anos, em detrimento do consumo de rádio e de televisão". Um excerto: «London, 21st June 2005 – 15-24 year olds across Europe are spending less time watching TV and listening to the radio as a result of using the Internet, according to research from the European Interactive Advertising Association (EIAA), the pan-European trade organisation for sellers of interactive media. Almost half of 15-24 year olds (46%) are watching less TV, preferring instead to browse the web while 22% are listening to less radio. A third of those questioned are even reading less, choosing to consume information over the Internet. Activities done less as a result of using the Internet: Watching TV 46% Talking on the phone 34% Reading newspapers 33% Reading books 32% Listening to the radio 22% Across Europe, this key target audience is spending almost a quarter of their media time (24%) online, more than reading newspapers (10%) or magazines (8%). In comparison, the average European devotes 20% of their media activity to the Internet. Among 15-24 year olds, TV continues to represent the largest share of media time at 31% with radio just ahead of the Internet on 27%. Music to your ears Music dominates online activity for this age group with the Internet providing a cheaper and more convenient means of purchasing and downloading tracks. A quarter of 15-24 year olds are now buying music online having previously purchased it in the shops. Almost half of those questioned (47%) would be prepared to pay for music download services, while 52% of youths listen to music online now instead of elsewhere. Música on line: os maisTop Online Music Destinations, at Home Unique Audience (000) LAUNCH 4,276 AOL Music 3,742 MusicMatch Jukebox 3,360 BeMusic 1,165 MTV Networks Music 1,161 iTunes 1,011 Source: Nielsen//NetRatings NetView Week ending Oct. 3, 2004 04/07/2005 18:06 Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar. 05/07/2005Mais do CotoneteA propósito deste texto, aqui fica uma actualização: os podcastings no Cotonete estão a crescer devagarinho... 05/07/2005 16:04 Enlace permanente. Tema: 5.4.1.1 podcasting em portugal No hay comentarios. Comentar. O podcasting está a democratizar a rádio"Podcasting, barely a year old, is already democratizing radio in much the way that blogging has affected the print media, putting media distribution tools squarely within the reach of anyone with a computer, a basic microphone and an Internet connection." (via Obercom) Eis um artigo que defende as virtualidades do podcasting. (e que remete os interessados para um artigo sobre Adam Curry, o pai do podcasting) Mas também não faltam previsões negativas sobre o podcasting. Aqui. Dois excertos (com uma referência a Adam Curry): "David Coursey headlines his story with "Podcasting is Not the Next Mass Medium" (linked below). He outlines what's been said here many times: To consistently produce an interesting podcast requires more work than a hobbiest podcaster can muster. Mr. Coursey is also the first journalist I've seen that's calling a podcast what it really is - soon-to-be-corporate" Podcasting will grow, but it will be corporate-produced programming that the listeners will flock to in the future. Only a handful of amateurs will survive the storm. (Keep in mind Adam Curry is not an amateur.) Mais música nos telemóveis, menos na rádio?"Segundo o último relatório da Informa Telecoms e Media, a música no telemóvel atingirá os 11,3 mil milhões de dólares, sendo 6,8 mil milhões de dólares provenientes dos toques de telemóvel." (Obercom) Paula Cordeiro desenvolve o tema: "O que é interessante é a forma como, actualmente, os conteúdos para telemóveis, em especial, a música e os toques, constituem 31% das receitas de conteúdos móveis. Dos E.U.A. vem um exemplo interessante, pois a tabela Billboard “Ringtone Chart” (toques para telemóveis) é dominada pelo Hip-Hop e tem vendas 3 vezes superiores à tabela “Hot Digital Tracks Chart” (downloads digitais ). O mais curioso é que um ringtone custa $2,99 e uma música inteira custa $0,99. É uma discrepância substâncial nos valores, se considerarmos que os toques são excertos de música de fraca qualidade, embora adaptada à personalidade e gostos individuais e às características e potencialidades dos seus telefones móveis. Considerando este aspecto, a MTV está a desenvolver um novo serviço de download de conteúdos para telemóveis, que vai ser lançado no Japão este verão. Trata-se de um sistema de acesso a vídeos, cartoons e programas emitidos pela MTV, cuja expansão se prevê gradual para outros países." O satélite vai chegar ao CanadáOs detalhes aqui. 06/07/2005"se vais copiar o CD em vez de o comprar nem vale a pena dançar"«7 de Julho é o Dia Download de Boss AC! Com o apoio da Antena 3, a 7 de Julho (quinta-feira), o tema "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)", do recente álbum de Boss AC "RAP - Ritmo - Amor - Palavras", poderá ser descarregado GRATUITAMENTE e LEGALMENTE da internet. "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)" estará disponível em MP3 no site do artista em www.bossac.com. Trata-se de uma experiência pioneira em Portugal. Realizada com o apoio da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa), esta acção visa chamar a atenção para o facto de que os artistas vivem muito dos direitos de autor que recebem pelas suas gravações - e cada canção descarregada ilegalmente da net faz perder ao artista o dinheiro que lhe permite viver. Ou, como Boss e o convidado especial Sam The Kid dizem em "Faz o Favor de Entrar"... "Se andas perdido e não entendes a mensagem nem vale a pena dançar. se não nos levas a serio e não respeitas a arte nem vale a pena dançar. se vais copiar o CD em vez de o comprar nem vale a pena dançar. mas se vens em paz e tens a vibe faz o favor de entrar".» Dia 7 de Julho, façam o favor de entrar em www.bossac.com. e descarreguem gratuitamente "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)".» 07/07/2005"iPod Portugal""Pois é, um novo espaço dedicado exclusivamente à cultura iPod nacional. Aqui poderão encontrar todo o tipo de noticias, informações, hacks, updates, passatempos, debates e ideias sobre os diversos iPods, e derivados. Queria apelar a todos os utilizadores que participem neste blog, pois ele é feito para vocês, por vocês!! :)" Nasceu em Março e está Aqui. 08/07/2005Tudo sobre o iPod (menos o podcasting)A revista PC Guiaeditou um livro (são 130 páginas... em português) sobre iPods, à venda nos quiosques. Em português. Na primeira página: "um livro indispensável para tirar o máximo do seu iPod". Juntamente, vem um CD-ROM com "programas esenciais para iPod" (e cinco audiobooks, de borla). O iTunes também é desenvolvido ao pormenor (com muitas explicações, imagens e um glossário atento). Da leitura rápida que fiz (não tenho iPod...) encontrei uma palavra nova (para mim, claro...): "Queimar": "O termo usado para o processo de gravação de dados num CD ou num DEVD. Um laser escreve a informação na superfície do disco". Curiosamente (por ser uma tradução de um texto com alguns anos?) nada se refere sobre o podcasting (será que final não é tão importante para a Apple, como apregoam?). Queimar ou RiparQueimar: "O termo usado para o processo de gravação de dados num CD ou num DVD. Um laser escreve a informação na superfície do disco" (Glossário "iPod + iTunes)." Ripar: "Copiar música de um CD para a drive do PC, com recurso a um software apropriado" (Mega Ideia Julho 05) A música (digital) será mais barata e acessívelJá aqui tinha falado no número de Julho da revista Mega Ideia, mas não sobre o mais importante: um dossier sobre música digital. Algumas ideias soltas: - Ao contrário do que se especulava há uns anos (com a gravação de cassetes e depois de CD), agora é a indústria da música que está a tranalhar com os fabricantes de computadores para ouvir música; - O negócio digital vai banalizar um novo hábito: cada um fará os seus próprios álbuns e/ou compilações; - A lógica da música ilegal (assente nas redes de partilha ilegal de ficheiros)está a passar de hábito: os custos/preços actuais são baixos, a qualidade alta; - Faz falta um padrão (standart) para a leitura de ficheiros digitais de música (a Apple tem o seu, AAC, o MP3 é mais popular, mas o WMA também tem os seus seguidores); Uma nota pessoal: sem CD, deixará de haver discotecas! Isto é, banalizando-se (cinco anos?) a compra de música na internet, as editoras deixarão de editar CD como até agora. A música ficará mais barata (há menos custos), mas se eu tivesse uma loja de venda de discos pensava duas vezes. Ou então serão locais onde posso ir comprar meia dúzia de músicas, levando o meu LDM (será que acabei de sugerir um bom negócio????), e beber uma cerveja... 11/07/2005"iPod + Broadcasting = MP3"Mais um artigo sobre o podcasting em Portugal, agora na revista "WNetrápida". "Tudo para obter e distribuir músicas para o seu iPod". `"É como se fosse um RSS, só que tudo falado". 11/07/2005 16:35 Enlace permanente. Tema: 5.4.1.1 podcasting em portugal No hay comentarios. Comentar. Aprender mais sobre o podcasting (em livro)Foi publicado um livro sobre o podcasting, da autoria de Todd Cochrane. Chama-se "Podcasting: The Do It Yourself Guide" e tem um excerto on line. Aqui. (via PontoMedia) "Podcasting: The Do It Yourself Guide"De Todd Cochrane, da editora Extreme Tech. Mais dados aqui. E nesse enderço há mais coisas interessantes, como este "Secrets of Podcasting : Audio Blogging for the Masses", de Bart Farkas. (sint) Algumas ideias soltas (hipóteses)Um amigo, que me tem estado a ajudar e promete não desistir, alertou-me para uma entrevista de um dos mais míticos realizadores de rádio em Portugal, António Sérgio (AS), no suplemento do DN de sexta-feira passada. Do ponto de vista desse meu amigo, AS dizia algumas coisas sobre a rádio que me poderiam interessar para este trabalho. Uma frase, em concreto, despertou-lhe o interesse ("Sobre o actual estado da rádio em Portugal, António Sérgio diz que «(…) aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».") e proporcionou-me a possibilidade deste ponto da situação. Aqui vai, ao correr do teclado: 1) Este trabalho não é sobre a rádio de hoje. É, sobretudo, sobre os desafios (problemas?) que as novas tecnologias estão a criar à rádio, tal como a conhecemos hoje; 2) Este trabalho não pretende ser um lamento sobre o estado da rádio em Portugal, embora vá centralizar a sua atenção no panorama radiofónico português; a frase de AS é um exercício saudosista, que partilho, mas irrepetível: a rádio deixou de ser ouvida em casa porque a rádio sofreu um forte choque com o aparecimento da televisão (o primeiro...) e, menos, porque deixou de ter conteúdos apetecíveis; 3) A história repete-se com o segundo choque: a televisão tirou público à rádio, mas esta conseguiu manter uma massa crítica suficiente para sobreviver; agora, com a perda previsível de mais público, que terá outras formas de consumir música, por exemplo, a rádio conseguirá manter essa massa crítica de ouvintes em quantidade suficiente para anunciantes se interessarem, para se gerar receitas que permitam investimentos (técnicos e humanos)? 4) A rádio do futuro será sobretudo voz (à mistura com outros conteúdos) e será ouvida basicamente no carro? A segunda tendência confirma o que vem acontecendo; mas a primeira será uma autêntica revolução, por exemplo, em Portugal (onde a rádio é basicamente música). O sucesso (perverso) dos iPodsOs iPods são responsáveis pelo aumento do numero de roubos no metro de Nova Iorque. Não há fios brancos nos ouvidos sem um ipod por baixo. Por isso a polícia pede atenção aos ipodianos…. É a Polícia de Nova Iorque que o diz: "don’t wear those iPod headphones": Just in case you forgot that apparently rocking that iPod on the subway can get you in trouble with those of nefarious intent, the NYPD has apparently been handing out pamphlets with tips on iPod safety maneuvers: TRANSIT SAFETY: DON’T BECOME A VICTIM! Keeping yourself and your belongings safe within the New York Transit System LET’S STOP iPOD THEFT * STAY ALERT * KEEP YOUR iPOD… OUT OF SIGHT * DON’T STAY BY TRAIN DOORS WHEN USING ELECTRONIC DEVICES * BE ALERT FOR PICKPOCKETS WHEN LISTENING TO MUSIC * CHANGE THE EARPIECE COLOR WHEN RIDING IN PUBLIC Mais da música digital (i)legalUma dos últimos textos desta página é sobre a força que os espaços de música legal, em detrimento da música ilegal. Junto mais um contributo: O último suplemento Computadores do Público desenvolve uma recente sentença do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA contra o site Grokster, por encorajar as pessoas a fazerem descarregamentos ilegais de filmes e de música, violando direitos de autor. Um excerto: “A decisão do Supremo Tribunal dos EUA no caso da rede Grokster - considerando que a sua actividade viola a legislação vigente em matéria de direitos de autor - poderá abrir novos precedentes na responsabilização das redes "peer-to-peer" sobre os conteúdos partilhados entre os utilizadores.Depois da condenação e encerramento forçado do Napster - que ditou a completa reformulação deste serviço de música "on-line", pioneiro e o maior até então -, a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, comunicada na passada semana, é a primeira sentença judicial de relevo que atribui responsabilidade às redes "peer-to-peer" (P2P) sobre os conteúdos que os utilizadores partilham. A posição de Supremo Tribunal foi registada no caso MGM contra Grokster mas o seu impacto poderá afectar outros serviços, temendo-se até que venha a prejudicar as vendas de dispositivos, como os leitores de média. Ao contrário do Napster - cujos conteúdos eram geridos centralmente -, o Grokster e o Morpheus apenas estabelecem a ligação entre os internautas, que detêm os ficheiros de música e vídeo nos seus próprios computadores. Esta diferença havia, até agora, mantido estes serviços relativamente salvaguardados de processos judiciais, já que a indústria discográfica se via limitada a dirigir os processos contra os utilizadores. Ora os utilizadores são mais difíceis de encontrar e os processos contra eles têm menor impacto global, servindo de pouco mais do que de campanha de "moralização". A presente decisão do Supremo Tribunal norte-americano é, porém, esmagadora, tendo-se registado um voto unânime a favor da condenação do Grokster. Os nove juízes determinaram que os serviços de P2P encorajam as pessoas a fazerem o "download" ilegal de filmes e de músicas, violando direitos de autor. "Consideramos que quem distribui um dispositivo com o objectivo de promover a sua utilização para violação de direito de autor, seja demonstrado por expressões claras ou outros meios que permitam essa infracção, é responsável pelos actos resultantes dessa infracção", escreveu o juiz David Souter no veredicto do tribunal. Os juízes do Supremo Tribunal dos EUA reverteram, assim, decisões anteriores tomadas em tribunais inferiores, que tinham considerado não serem as redes P2P responsáveis pelas acções ilegais dos seus utilizadores. A decisão agora adoptada considera que o Grokster não fez qualquer esforço para impedir a troca ilegal de conteúdos e que se autopromove como uma alternativa ao Napster (já anteriormente condenado), para além de garantir as suas receitas através da venda de publicidade, potenciada pelo elevado nível de utilização da sua rede. Esta tomada de posição foi contestada por muitos responsáveis de empresas que operam na Internet, como Jim Pickrell, presidente da Brand X Internet, empresa com sede em Santa Monica, na Califórnia (EUA). Segundo Pickrell, em declarações à agência AP, decisões judiciais como a da passada semana trarão graves prejuízos à sua pequena empresa e a serviços de partilha como o da Grokster Inc e o da StreamCast Networks Inc.", pois vêm "desencorajar empreendedores de tomarem iniciativas e de criarem produtos que concorram directamente com os grandes conglomerados das telecomunicações" e as indústrias cinematográfica e discográfica, de certo modo simbolizadas por Hollywood. “ Por que é que isto é importante, nomeadamente para os objectivos centrais deste estudo? Quanto mais as redes ilegais fraquejarem, mais a música legal ganha força. Quanto mais música legal houver mais se desenvolve o mercado da música digital, mais baratos serão os descarregamentos, mais e melhor oferta haverá. E quando a música digital for realmente uma alternativa irá rivalizar com a rádio! (com perda para a rádio, acho) 12/07/2005Tudo sobre as redes peer to peerJá foge um pouco ao âmbito deste trabalho, mas este estudo (divulgado pelo Obercom) parece ser muito completo: "As tecnologias Peer-to-Peer são definidas como uma estrutura de comunicação em que os indivíduos interagem directamente uns com os outros, sem a necessidade de ligação a um servidor central, segundo o relatório Digital Broadband Content: Music, da Organização de Cooperação e do Desenvolvimento Económico (OCDE)." Aqui. A música digital legal na EuropaNo DN de hoje: "Este ano foram já vendidos 159 milhões de downloads legais de música em todo o mundo, o triplo dos seis primeiros meses de 2004 (ver caixa). Seguindo um padrão de explosiva adesão popular que se verificou já nos Estados Unidos, também na Europa as vendas de música por download crescem exponen- cialmente. O reconhecimento deste comportamento positivo face ao mercado da música gravada em diversos países europeus está, entretanto, a levar a Comissão Europeia (CE) a encontrar um patamar de entendimento entre os 25 estados membros, com vista a uma agilização dos protocolos de licenciamento de música digital, promovendo uma mais fácil e eficaz competição com os serviços de vendas online americanos. O comissário para o Mercado Interno da UE, Charlie McCreevy, defende que a inexistência de licenciamentos pan-europeus tem dificultado a implantação e expansão de alguns serviços de venda online no velho continente. "Por isso estamos a propor a criação de um protocolo de licenciamento de direitos de autor à escala europeia", declarou à BBC. No presente, as lojas online têm de enfrenter um moroso e dispendioso processo de licenciamentos para assegurar cumprimento de direitos de autor em cada um dos 25 estados membros da UE. Estas despesas e processos têm dificultado a expansão do mercado de música digital na Europa. Eduardo Simões, da Associação Fonográfica Portuguesa, explicou ao DN que acredita que esta ideia da CE "é bem intencionada e se vier no sentido de respeitar todas as partes envolvidas é perfeito", mas se for "pretexto para diminuir garantias de títulos já consagradas não poderá atingir esse objectivo". Seis meses em crescimento O relatório da Nielsen sobre o primeiro semestre de 2005 revela que foram vendidos globalmente 159 milhões de downloads, ultrapassando assim os 140 milhões de todo o ano 2004. Mesmo não tendo o crescimento correspondido aos valores esperados, as vendas online representam já seis por cento do mercado total de música gravada. O relatório exibe ainda um crescimento de vendas na Europa. Só em Inglaterra, as vendas de downloads nos primeiros seis meses deste ano atingiram a marca dos dez milhões, valor que representa quase o dobro do total de 2004 (5,7 milhões, segundo o relatório anual da British Phonographic Industry)." O iPod na GR (inimigo da rádio)A Grande Reportagem de sábado traz um trabalho desenvolvido (e bem informado) sobre o fenómeno do iPod (autor Luis M. Faria, páginas 52-55, edição nº 235). Algumas ideias: - é o melhor porque não há concorrência quem ofereça a mesma gama de serviços (embora não tenha sido o primeiro LDM a aparecer no mercado); - também é uma moda, "em certos meios não se pode deixar de ter um" (e como moda pode durar pouco); - há, por exemplo em Inglaterra, empresas que se dedicam a gravar os Cd ou vinis que temos em casa para iPods ou outros leitores digitais de música (isto para quem não tem tempo e quer ver-se livre dos discos); - a desmaterialização das indústria musical "promete ser lenta e difícil, com os rendimentos a descer de ano para ano"; Finalmente: uma ideia muito próxima do âmbito deste trabalho - o iPod é inimigo da rádio! Porque é rival (desvia potenciais interessados em ouvir música, da rádio) e porque é muito exclusivista: ao contrário de outros LDM, não incorpora mais nenhum serviço, nomeadamente a rádio. Apple faz explodir o podcastingDois excertos de uma notícia da Billboard Radio Monitor: "Apple is reporting over 1 million new podcasting subscriptions just days after announcing the release of its new iTunes version, according to a statement on the company's Web site. iTunes 4.9, released June 28, includes built-in podcasting support and the iTunes Podcast Directory, which gives easy access to thousands of free podcasts. (...) According to the latest report from technology research consultancy The Diffusion Group (released in June), the US podcasting audience is expected to approach 56 million consumers by 2010. Demand for podcasting has exploded wihin the last year: With only 0.8 million in 2004, the podcasting audience is expected to reach 4.5 million in 2005 and grow by 101% each year in the next five years." 14/07/2005"La radio en los tiempos..." (4)A Internet gera novos públicos, novos formatos, novos conceitos de propriedade “La globalización, tan demonizada por muchos, es un realidad y la radio nunca huyó de ella, siempre la vio como una manera de llegar más lejos, y en ese sentido la innovación tecnológica supone hoy con Internet una maravillosa forma de acercarnos a un público nuestro que vivía muy lejos de nuestras posibilidades tecnológicas y que hoy abarata notablemente las posibilidades de estar cerca de ellos. También creo que Internet es una invitación para hacer de sus espacios y anchos de banda una programación diferente. Ciertamente hay muchos impedimentos aún en la región, pero no sería mala idea comenzar a trabajar un lenguaje en la red de redes que nos permita ganar una audiencia extra o, porqué no, hacernos propietarios de medios y con ello acabar el pretexto esgrimido por muchos y por mucho tiempo, de que no puedo ser bueno porque tengo un mal propietario de radio encima. La tecnología hoy nos permite ser dueños de nuestro propio cerebro y lengua, en ese sentido Internet es el fin de muchas excusas en las cuales algunos encontraban fundamentos y otros, simples pretextos para encubrir mediocridades y limitaciones.” A rádio deve sair à procuraUma nova ideia para os formatos actuais La radio en los tiempos de la globalización y la digitalización, Benjamín Fernández Bogado, Sala de Prensa, 81-82, Julio-Agosto 2005 Año VII, Vol. 3 (http://www.saladeprensa.org/art624.htm) "La radio en los tiempos..." (2)A crise (e o poder) da palavra “La palabra sufre hoy de una crisis que encuentra en los medios su manifestación más plena. Es cierto que vivimos tiempos de incertidumbre, pero de ahí a que autores como Wurhan concluyan que de tanto recibir noticias y hechos transmitidos por los medios conocemos menos y sabemos aun menos en torno a cómo actuar ante estas situaciones, ya es un caso grave” “La crisis no está en el adjetivo sino en el sujeto, es el periodista (sea analógico o digital, si vale la clasificación) el que debería redescubrirnos y maravillarnos con un mejor uso de la palabra y una articulación más creativa en torno a las posibilidades que brindan hoy las nuevas maravillas tecnológicas. Necesitamos más que periodistas, exegetas de los tiempos que vivimos y que vendrán y contadores de historias que no reduzcan el verbo ni al insulto soez que degrada y mucho menos al rumor malediciente que divide.” “Revisar el uso de la palabra para ver cómo atraer audiencia y mantenerla a través de programas que realmente sean atractivos y que permitan entender el mundo que vivimos y por sobre todo revalorizar a su paso la palabra como el elemento fundacional de todo medio de comunicación.” “(…) hace falta redescubrir la palabra en su fase creadora, lúdica y, por sobre todo, cercana y auténtica, no exenta de inconformismo ni de crítica.” "La radio en los tiempos..." (1)Encontrei no sítio “Sala de Prensa” (obrigado Peixe) um texto de um jornalista paraguaio, colaborador do Sala de Prensa e director do Instituto Prensa Y Libertad, que é muito interessante (chama-se "La radio en los tiempos de la globalización y la digitalización"). Por várias razões: - mostra que as preocupações sobre o futuro da rádio são planetárias (e que a rádio, tendo estádios de desenvolvimento muito diferentes no mundo, reflecte sobre si própria, na relação consigo própria); - junta novas reflexões, nomeadamente sobre o poder da palavra; - este trabalho partilha de algumas das prioridades do texto de Benjamin Fernandéz Bogado. O documento, na íntegra, está aqui. Mas deixo, nos três textos seguintes, as ideias que considero essenciais. Com destaque para esta: mais do que o fascínio pelas potencialidades tecnológicas que a rádio promete (o autor fala mesmo num certo fetichismo), a aposta deveria ser na qualidade dos conteúdos – aparentemente é uma auto-crítica para o caminho que este “segundochoque” leva, mas a seu tempo tudo voltará ao seu lugar… 14/07/2005 15:05 Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar. |
Transistor kills the radio star?Um blogue de suporte a uma investigação sobre a rádio do futuro - ou o que quer que ela se venha a chamar...
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