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«Depois de muitos pedidos, a NPR começou a apresentar alguns dos seus programas em serviço de podcasting a partir de 31 de Agosto de 2005. E o sucesso foi imediato: seis dias depois, o programa "Story of the Day" em podcast atingiu o primeiro lugar na lista dos programas mais descarregados do iTunes. Em 21 de Novembro, havia 11 programas na NP no top 100 do iTunes “mais do que qualquer outra empresa de media”. Acontece que a NPR não se limitou a disponibilizar o seu material como podcasting. Está também a alojar programas de estações associadas e a vender e a partilhar as receitas [«underwritings»] com elas. “Mais, lançou três podcasts originais sob a marca alt.NPR , como uma incubadora para futuros conteúdos”. Maria Thomas, vice-presidente e directora geral da NPR Online explicou o modelo de negócio: “É um modelo diferente daquele que temos na rádio. Todo o princípio baseia-se na ideia de que temos de agir de uma forma diferente relativamente a estas plataformas porque o modelo clássico pode não funcionar neste novo mundo – mas temos de estar neste mundo. Para começar, a NPR vendeu os direitos à Acura, como primeiro patrocinador de podcasts”.» O texto continua aqui. (o texto em causa traduz, em 01/12/05, as partes mais significativas do artigo “Will NPR's podcasts birth a new business model for public radio?”, publicado a 5/11/05 na Online Journalism Review, com este endereço http://www.ojr.org/ojr/stories/051129glaser/; a tradução nem sempre é literal, mas as maiores dúvidas relativamente ao texto original são colocadas junto da minha tradução; dica Ponto Media)
Luis Santos, do Atrium, aponta um caminho de sobrevivência da rádio, baseado na internet. O pretexto dele são os numeros de programas da BBC ouvidos na net: "A Rádio talvez seja o meio de comunicação mais exposto ao risco de desaparecimento. Ele são os podcasts, ele são os serviços acrescidos dos telemóveis, ele são as TV’s temáticas em ciclo contínuo (mais a sua crescente portabilidade). Aceito que assim seja. Que o risco exista. Mas - parece-me - só estaremos perante uma situação terminal se ninguém se aperceber da mudança necessária para sobreviver. A BBC aponta o caminho...e é um caminho de tranquila existência e de reafirmação do lugar da rádio. O ’radio player’ da BBC assinalou a passagem da barreira dos 250 milhões de downloads. Só em 2005 foram descarregadas 134 milhões de horas de programas - o equivalente a mais de 15 mil anos de emissão contínua." À pergunta do Luís, sobre se há lugar para a rádio no futuro tecnológico, eu respondo que sim: Há e passa (também) por aí. Uma rádio como produtora de contéudos, que também podem ser distribuídos pelo FM ou AM, mas não só. Pela Net, pelo DB, pelo satélite, pelos telemóveis. Uma rádio como grande portal de conteúdos que cada um pode seleccionar, gerir, acondicionar, programar de acordo com os seus interesses/disponibilidades. Chamar-se-á ainda rádio? Aqui está a história da Magnatune, uma resposta individual às limitações que a indústria discográfica impõe a criadores alternativos. O autor conta como chegou à constatação que tinha de encontrar uma alternativa, até porque, para além dos custos com a música, a rádio é "mainstream": "Radio is boring: everyone I know is into interesting music, yet good music is rarely played on the air. I'm into everything from Ambient, Industrial, Goth, Metal to Renaissance, Baroque, Tango, Indian Classical and New Age (and many other genres!), and so are many of my friends. Yet, these genres are barely visible in record stores, and totally absent from the airwaves. Radio is mostly about Country, Pop, and Rock, with a little bit of dull, safe classical thrown in". John Buckman decidiu então criar a sua própria editora, a que chamou Magnatune: "The goal is to find a way to run a record label in the Internet Reality: file trading, Internet Radio, musicians' rights, the whole nine-yards. " (obrigado Eduardo) O que pensam os clientes do satélite (pago) da emissão AM/FM? "The most frequently mentioned reason cited by enthusiasts for adopting satellite radio was dissatisfaction with the programming on AM/FM radio. Twenty-four percent (24%) of respondents said they adopted satellite radio to leave AM/FM, 16% because of satellite radio’s diverse programming, 13% because satellite equipment was on sale, 8% the commercial free environment and 7% because of the nationwide signal coverage provided by satellite radio.
The first wave of satellite radio adoption has occurred among highly dissatisfied AM/FM radio listeners. Satisfaction with terrestrial radio among satellite enthusiasts is low. Ninety-three percent (93%) of respondents said they were either “very dissatisfied” or “dissatisfied” with AM/FM radio. More recent satellite radio adopters were significantly less dissatisfied with AM/FM radio than those that adopted satellite radio in late 2001 and 2002. This suggests that satellite radio adoption rates may begin to decline as satisfaction rates with AM/FM radio improve. Among their favorite AM/FM radio formats, enthusiasts (who were allowed to list more than one format) mentioned: talk (50%), sports (29%), Top 40 music (27%), Adult Contemporary music (26%) and public radio/NPR (26%). The key relative advantages of AM/FM radio mentioned by satellite radio enthusiasts are: it is free (26%), provides local news/talk (13%), and provides other local content (12%) and local personalities (5%). Key negative factors mentioned by respondents are: too many commercials (48%), repetition/lack of variety (13%), and limited playlists (8%).
After adopting satellite radio, satellite radio enthusiasts, on average, reduced their AM/FM listening time by 61%. Average daily AM/FM listening time was reduced from 3.8 to 1.5 hours, while the average satellite radio listening time was reported as seven (6.98) hours a day." (excerto do estudo "Consumer Adoption of New Radio Distribution Systems", Junho 2005, págs. 6/7)
"Since radio’s inception, the industry has been threatened by a number of competing technologies including: the 8-track tape, cassette recorder, digital audio devices and perhaps most prominently, television. The advent of broadcast television in middle class America resulted in the only period of revenue loss for terrestrial radio from 1951 to 1955 (Bachman, 2005). Radio responded to television with new music driven programming models. Later, technological advancements led to FM radio, which caused internal disruption of the industry, but inevitably resulted in the AM dial embracing talk radio, today’s most popular radio format. in Consumer Adoption of New Radio Distribution Systems, pág. 9 ... não foi o satélite. Antes, na década de 80, a indústria do cabo introduziu o sistema de subscrição via tv por cabo, com o "CD Radio" e "DMX", na expectativa de atacar as audiencias da rádio terrestre. "Pioneering the idea of satellites in digital radio broadcasting, DC-based CD Radio Inc. (who recently joined forces with the 4-billion-dollar aerospace company Loral) is anxious to hit national airwaves but is waiting for the go-ahead from the Federal Communications Commission (FCC) (...) Digital Cable Radio (DCR) of Hatboro, Pennsylvania, which formed a partnership in January with Time Warner Cable, the nation's second largest cable-television operator, will make 78 digital radio channels available to its subscribers within the next year. Tom Oliver, president of DCR's competition, Digital Music Express (DMX), based in Los Angeles, says that through fiber optics and advances in compression equipment, more channels can be squeezed into the spectrum bandwidth--which translates into an enormous amount of programming potential". in Digital radio: linking the global airwaves, Omni, August, 1993 by Byron Poole. Mais aqui. Impossível? Nada é impossível... Duas empresas (uma norte-americana e outra holandesa) acabam de lançar a versão norte-americana do WebRadio, um aparelho inventado a pensar nos que queriam ouvir a missa na rádio mas não sabiam mexer no computador ou lidar com o "streaming". Portanto, este não é um aparelho a pensar em jovens amantes de gadgets ("geeks"), mas em todos aqueles que por uma razão (aquela, por exemplo) ou por outra (simplicidade...) se querem libertar do computador ("This device is part of a growing trend of freeing Internet content from the shackles of the computer", dizem os seus responsáveis. O aparelho (rádio?) também permite ouvir podcasts pelo mesmo sistema. Qual? "Users plug in their device to their home network, office LAN, or regular telephone line and connect to the PenguinRadio central database of radio stations and podcasts from PodcastDirectory.com. The radio automatically connects to the Internet and commences streaming media from broadcasters and podcasters around the world. Within seconds, the device coupled with PenguinRadio's database of stations can be operating." Um dos responsáveis de uma das empresas envolvidas no WebRadio faz esta previsão: "one day every radio will work this way". "Internet radio devices will be as common as FM in a few short years, and there will be a large market for radios of all styles and price ranges." Informação via Radio.About, «New "Web Radio" Retrieves Webcasts, Podcasts Without a Personal Computer», Corey Deitz, 2/12/05. A rádio do futuro está aqui. Não vai ser construída, pensada ou idealizada daqui a uns anos em função de pressupostos (tecnológicos) novos, mas já nasceu. Talvez ainda não nos tenhamos apercebido, mas penso que a fórmula existe e pode ser ouvida. Hoje. A rádio do futuro não vai ter lugar para a música, dizem, porque os telemóveis, os leitores digitais de áudio e os ficheiros no computador (partilhados ou comprados) vão substituir aquilo que hoje conhecemos por… rádio. Tenho uma perspectiva diferente: a música a metro, sem identidade, alinhada por uma máquina numa lógica de repetição cíclica de sucessos, talvez não tenha futuro, porque os sucessos estarão primeiro na Internet do que na rádio. Mas há vida para além disso. A música que for entendida como conceito criativo, como elemento de uma estrutura (de um programa) em que intervêm outros factores, como a voz, os sentidos, a emoção; a música que for sinal de descoberta, de surpresa nas infinitas associações, de encantamento. Com essa música, então, a rádio terá tanto para dizer como para sentir. Todas as semanas, na Internet ou aos sábados na Rádio Universitária de Coimbra, Francisco Amaral mostra uma Íntima Fracção do que será a rádio do futuro – a que mistura música com ideias, palavras com sensações. Então, copio-a para o meu computador (ou leitor digital de áudio), e levo-a para a ouvir. Em qualquer futuro. Sempre. A música foi o primeiro conteúdo da rádio, entendido com um espaço preparado especificamente para. Houve, até quem chamasse à rádio “caixa de música” (citado por Doglio-Richeri, 1981; pág 17). “La oferta musical resultaba más variada que la de palabra, aunque no podía hablarse de géneros programáticos específicos” (16). Primeiro com os muito limitados fonógrafos (“instrumento que inscreve num cilindro, geralmente de cera, as vibrações de qualquer tipo de sons, como seja a voz humana, por exemplo, e as reproduz”, “Grande Enciclopédia Universal”, Durclub/Correio da Manhã, 2004, vol 9, pág 5790), depois contratando cantores e músicos para tocar ao vivo no estúdios, a seguir com gravações de mais qualidade (com recurso a gravdores de fita, mais próximos dos discos em vinil) e finalmente transmitindo em directo concertos. “(…) la música ocupa un lugar de privilegio, pêro la preocupación de atraer oyentes (para sacar provecho de las tarifas de la publicidad comercial y justificarlas) condujo rapidamente a otorgar una mayor importancia a la música popular, música bailable y canciones, y a las variedades”, Albert-Tudesq 1982:24 in pág. 16. Embora a palavra esteja presente desde o minuto zero na rádio, a sua transformação em produto estruturado acontece mais tarde. E a informação, ainda que em sentido lato, ainda mais, sobretudo pela complexidade do processo e os receios das autoridades (1925 foi o ano em que “todas las emisoras empezaron a radiar los boletines informativos”, pág 17; poucos anos depois, já nada década de 30, jornais e agências de notícias entram em conflito porque não queriam que a rádio lesse notícias). A rádio chega ao momento de impacto com a televisão convertida “en espectáculo”, como lhe chama Marti i Marti (18), cujo momento mais alto é a recriação de “A Guerra dos Mundos” por Orson Welles, a que chamou “Invasion from Mars”: "Welles construye el nuevo género sobre los elementos característicos del medio: la posibilidad de su ubicuidad, la retransmisíon en directo, el rumor, el sonido, el silencio…” (Doglio-Richeri, apud Marti i Marti, 19) "There are two kinds of content which seem ideal. The first is news, since as we noted from our investigations (...) news in any medium appears to be primarily verbal, and so the very latest events can be conveyed to the listener without requiring him to take his eyes from what is his primary activity). Second, we can infer (...) that music is highly suitable for a medium which receives fluctuating attention, for since it does not 'refer to' things in the way that words do it does not force, though it may encourage, the exercise of the listener's imagination". CRISELL, Andrew, Understanding Radio, Routledge, Londres, 2005, segunda Edição, pág.229 A propósito desta notícia "TVI e TMN lançam no início de 2006 um projecto de «mobile TV»" (esta semana desmentida, pág. 18, Caderno de Economia), o Expresso de ontem volta ao assunto com uma nova notícia: "14 canais no bolso", dando conta do projecto da Vodafone de oferecer (por um preço que variaráentre €7,5 e €20) 14 canais por dia, em tempo real, através da tecnologia 3G. No fundo trata-se de um relançamento do mal sucedido projecto chamado "Mobile TV" (a partir do Vodafone Life), que actualmente disponibiliza o Euronews 24 horas dia e os noticiários da tVI, SIC e RTP. Algumas notas: - trata-se de um projecto condenado à partida, uma vez que não assenta na tecnologia que está a ser desenvolvida (DVB-H), mas limita-se a passar para o ecrã dos telemóveis normais um produto que é feito para ver em écrã largo (uma coisa é ver videoclipes da MTV, outra ver a serie 24 ou CSI e não conseguir ler as legendas...). - tal como os visores, as baterias dos telemoveis não estão preparadas para estas recepções (descarregam mais facilmente); - a sobrecarga da rede, a lentidão de transmissão e os cortes na recepção são outros problemas; - a mesma notícia diz que, para além da 3G, a Vodafone está a desenvolver um projecto de Mobile TV, com base na tecnologia DVB-H, com a TVI e a Nokia (isto sim já a sério) Sete dos principais operadores de rádio terrestre nos EUA associaram-se para dar força ao HD. Entre os seus objectivos estão: "coordination of formats on new multicast channels known as HD2. The bloc will also push to secure coveted dashboard positioning among top automotive retailers, and work closely with receiver manufacturers to increase marketing on new product releases. To the end, the group pledged to commit 0 million in HD-specific advertising on their stations. The group estimates that over 600 stations are delivering their primary programming signal in digital quality. The announcement is happening against a backdrop of steadily increasing satellite radio subscriptions, which are now closing in on 9 million." Acrescento isto, que me parece importante: Um dos grandes problemas para o desenvolvimento do HD, como se pode ler por estes textos, é a substituição dos actuais rádios. Pois acaba de ser anunciado um dispositivo que permite utilizar os actuais rádios. «“We are pleased to offer solutions that allow customers to receive and listen to digital AM/FM signals without having to replace their factory radios. Customers can now enjoy true CD-quality digital broadcasts with their existing vehicles’ audio systems," Dice VP of sales Jim Lucas said in a statement.» E isto: "A Clear Channel Communications, maior rede de rádio norte-americana, anunciou no mês passado que 95 por cento de suas 1,2 mil estações estarão transmitindo conteúdo digital em 2007. Se a iniciativa tiver sucesso, a empresa poderá oferecer programação gratuita capaz de rivalizar com a das rádios via satélite. "Por que pagar por alguma coisa que se recebe de graça?", pergunta John Hogan, presidente-executivo das divisões de rádio da Clear Channel, ecoando um lema do setor de rádio norte-americano." A oposição vem da indústria discográfica dos EUA, acossada por vários lados. "In other words, instead of simply marking broadcast content for downstream protection as the flag system does, RIAA suggested that all IBOC broadcasts (or at least those that include copyrighted music) be mandated to include full-time encryption of the digital broadcast signal, and that these signals only be entitled for legitimate decryption under circumstances of which the RIAA approved." Alguns excertos deste texto: "A whopping 85 percent of music listeners between the ages of 12 and 24 would rather listen to their MP3 players than to terrestrial radio broadcasts, according to a recent finding by Bridge Ratings. The report, titled “How to Make Music Radio Appealing to the Next Generation,” polled 2,000 younger listeners across the United States. Survey participants all grew up with the internet, which included easy availability to music in digital formats. While it appears that the next generation has responded negatively to traditional radio, the reasons are rooted in radio’s abandonment of the 12-24 year old over the last 10 years,” explained Bridge Ratings president David Van Dyke to Mediaweek. " Mais aqui e aqui. (via Obercom) "A Migração da Radiodifusão Analógica para a Digital O Parlamento Europeu (PE) aprovou, no passado dia 16 de Novembro de 2005, uma resolução sobre o tema "Acelerar a Transição da Radiodifusão Analógica para a Digital", sendo que a data limite para o switch-off em todos os Estados-Membros está prevista para o início de 2012. O processo de transição, que proporcionará o incremento da inovação e da concorrência nos mercados, a oferta de novas e melhores formas de radiodifusão e a libertação do espectro de radiofrequências, deverá ser conduzido pelo mercado, mas afigura-se necessário um trabalho coordenado entre os operadores e os poderes públicos relevantes. Os Estados-Membros que ainda não publicaram os respectivos planos de transição deverão fazê-lo até ao final deste ano, sobretudo para que a União Europeia (UE) não se atrase em relação aos seus principais concorrentes, designadamente, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão. Os Estados-Membros são ainda chamados a reduzir ao mínimo o período do “simulcasting” e a assegurar que as suas iniciativas políticas sejam transparentes, não discriminatórias e proporcionadas. Quer a Comissão Europeia (CE), quer os diferentes Estados-Membros, deverão garantir um nível adequado de harmonização das abordagens da regulação do dividendo espectral, com vista a satisfazer futuramente a procura de serviços no espaço pan-europeu. É ainda sugerida a criação de um Grupo de Trabalho Digital Europeu que ficará incumbido de coordenar a regulamentação a nível comunitário, os objectivos, as estratégias e os calendários dos Estados-Membros. A fiscalização dos progressos efectuados no processo de transição para o digital, assim como o auxílio à harmonização das abordagens respeitantes ao dividendo espectral, são outras das missões deste Grupo de Trabalho. Por outro lado, compete à Comissão divulgar práticas de excelência no que concerne aos aspectos ligados ao financiamento e estabelecer orientações claras em matéria de auxílios do Estado e em questões ligadas à lei da concorrência, nomeadamente, impedir a constituição de constrangimentos verticais e de monopólios horizontais. Cumulativamente, a Comissão deverá salvaguardar a distinção entre a regulamentação de redes e serviços de comunicações electrónicas e o quadro legal aplicável aos conteúdos (incluindo os audiovisuais), respeitando determinados princípios de interesse geral, em particular a salvaguarda do pluralismo e da diversidade. Outras questões afloradas respeitam ao desenvolvimento de serviços interactivos destinados a aumentar a competitividade da sociedade europeia e o nível de conhecimentos digitais; o fomento de medidas técnicas para a filtragem de conteúdos " (N.V) 30-11-2005 ACT a 19/12/05: "Realizou-se, entre 1 e 5 de Dezembro de 2005, uma reunião do Conselho dos Transportes, Telecomunicações e Energia da União Europeia (UE), que resultou num conjunto de conclusões no âmbito da transição da radiodifusão analógica para a digital." O Conselho Europeu recomendou que todos os Estados-Membros publiquem, em 2006, propostas de transição para a radiodifusão digital e tentem completar o switchover em 2012. Contudo, alguns países terão concretizado a migração para o digital, à escala regional ou nacional, antes de 2008. A diferença de calendários deve-se às divergências referentes ao desenvolvimento do mercado da televisão, à disponibilidade das frequências apropriadas e à importância atribuída às diversas plataformas de distribuição em cada Estado-Membro. (Obercom; Conclusões do Conselho Europeu sobre a transição da radiodifusão analógica para a digital; NV 16-12-2005)
A decisão da Media Capital Radio criar, através do seu portal Cotonete, um conjunto de rádios na internet dedicadas às eleições presidenciais (ou seja, com uma duração máxima de três meses) é um passo em frente na utilização que tem sido feita em Portugal das potencialidades da internet na rádio (ou da rádio na internet?). A ideia da MCR é criar sete rádios, aproveitando conteúdos da Comercial e outros próprios, para dar identidade própria aos canais (há música entre a informação), programas esses que também são disponibilizados como podcasts. Os debates televisivos serão transmitidos em directo, haverá um jornal de campanha (e notícias actualizadas), comentários e um fórum (a programação está aqui). Acho que, se as coisas correrem como prometido, esta será a maior aposta da rádio on line em Portugal. Paula Cordeiro, que já analisou detalhadamente a experiência, faz dois tipos de comentários. Um, que "A rádio presidenciais apresenta-se como uma iniciativa que pode complementar a cobertura e a informação dos restantes media, revela uma capacidade de organização e gestão de recursos que outros grupos de comunicação ainda não conseguiram ter". Noutro destaca aqui que lhe parece ser uma falha com alguma gravidade para quem pretende potenciar a própria internet: "não está a ser dada oportunidade aos ouvintes de participarem na construção da própria rádio, dado que as opiniões para o Fórum Presidenciais, um programa de antena aberta desta estação online, se faz apenas via telefone. " (o texto na íntegra aqui). PS - "O portal Cotonete, que disponibiliza em cotonete.clix.pt a emissão de rádios exclusivamente online, conseguiu este ano mais 30% de anunciantes. A publicidade é sobretudo feita em banners no site, mas também existem spots áudio inseridos nas emissões. O projecto, fundado em 2001 pelo grupo Media Capital Rádio, conseguiu no ano passado recuperar o investimento e, de acordo com o director-geral de multimedia, Carlos Marques, encontra-se já "acima da linha de água". Carlos Marques explica que a publicidade áudio ainda é "residual", representante apenas cerca de 5% das receitas, mas que um dos objectivos passa por aumentar este valor. A maioria dos spots aúdio são também difundidos nas outras rádios do grupo, embora o responsável sublinhe que alguns anunciantes fizeram campanhas áudio exclusivamente para as emissões online. O aumento de investimento publicitário no portal Cotonete segue as tendências dos EUA e Inglaterra, onde se tem verificado uma subida dos valores da publicidade na Internet, ao mesmo tempo que as tradicionais formas de anúncio na Web (como os banners e as janelas pop-up) tendem a perder eficácia." (fonte: DN)
Retirei estes dadosde uma notícia do DN de 3/12/05 ("Publicidade do portal Cotonete cresceu 30%") e que penso não ter regsitado neste espaço até agora: "Estudos recentes indicam que, nos EUA, a publicidade online feita desde 2000 suplantou já o investimento em outdoors e representa o equivalente a 80% dos valores registados nas revistas, embora os cibernautas mostrem cada vez mais propensão para ignorar ou mesmo bloquear as formas convencionais de pubÍicidade na Internet. Também em Inglaterra, a publicidade online suplantou, no ano passado, por uma reduzida margem de 0,1 %, o investimento feito na rádio tradicional. Os 968 milhões de euros gastos em anúncios na Web representaram 3,9 % de quota do mercado britânico" Através de um texto (postal?) de Rogério Santos cheguei a um artigo da edição de domingo do La Vanguardia, chamado "La radio, reinventada" (que, já agora, adquiri por 3 euros, via net). O que é que este texto tem de interessante? Basicamente fala dos podcasts e dos conteúdos audio em mp3. Mas - sobretudo através do feliz título - reforça uma ideia que também aqui tem andado a ser tratada: os podcasts, com este ou com outro nome (num depoimento que dei ao DN defendi a lógica de microcasting), vão mudar a rádio. Ela deixa de ser instantânea, irrepetível, em corrente contínua ("streaming"), para passar a ser audível onde e quando se quiser. Mais: é possível personalizá-la ao ponto de, com conteúdos de diversas origens/rádios, eu poder construir a minha rádio. A minha rádio já não será aquilo que um director de programa quis que fosse, mas aquilo que eu quero ouvir no meu computador ou leitor de audio digital (e não no receptor transistorado). Quer isto dizer que a rádio convencionar acabará? Não necessariamente, o fluxo hertziano poderá manter-se como elemento gerador de conteúdos, aproveitando o carácter instântaneo e imediato da actualidade informtiva (o directo...), mas sem carácter exclusivo do ponto de vista dos ouvintes. (tenho a certeza de que voltarei a este tema muitas vezes nos próximos anos...). Transcrevo esta notícia de hoje do DN, com o respectivo comentário pessoal (parece-me que isto não é novo, mas, a mais, não se perde...): «A NBC chegou a acordo com a Apple para a distribuição de programas de televisão nos iPods e computadores. A televisão deixa, assim, de ter a exclusividade de ser o único ecrã a disponibilizar conteúdos de todos os géneros. Ao anunciar o acordo, Jeff Zucker, presidente da NBC Universal Television, previu "dentro de um ano, vão ver-nos em muito mais plataformas. Seja num telefone celular, num iPod ou num computador. Não nos importa o ecrã". A Apple já tinha assinado um acordo semelhante em Agosto com a ABC e a NBC esperou mais de um mês pelo resultado da experiência para se decidir. A primeira experiência mostrou que a multiplicação de plataformas é favorável aos programas de televisão. No caso da ABC, desde que o seu principal noticiário passou a poder ser visto nos iPods, aumentou a audiência do programa transmitido pela televisão. O mesmo aconteceu com séries como Desperate Housewives. O preço de cada programa é de 1,99 dólares. As séries estão disponíveis um dia depois da transmissão habitual, os noticiários três horas e meia mais tarde. O acordo agora assinado disponibiliza programas da NBC, SciFi e USA Network e também antigas séries de culto como Alfred Hitchcock apresenta e Dragnet. Diz Zucker que a principal vantagem é praticamente acabar com a pirataria. Programas como Batllestar Gallactica do SciFi que, com 428 mil tentativas de pirataria por semana, está no primeiro lugar de procura pelo mercado negro, "passam a estar agora disponíveis legalmente". Os programas são passados nos iPods sem publicidade, o que pode ser considerado uma desvantagem para os anunciantes. Steve Jobbs, presidente da Apple, diz não estar prevista a inclusão de publicidade, "porque não é esse o nosso negócio. Mas nunca digas nunca...".» Comentário: O que é isto mexe com a rádio? Desde logo deve ser tido em conta um hipotético desvio da atenção da rádio (do audio, genericamente) para a imagem, a partir do momento em que a televisão deixa de ser fixa e pode ser vista em movimento (até agora a televisão precisava de estar agarrada a uma ficha eléctrica e sempre que nos movíamos deixávamos de ter contacto com ela). O audio (em musica gravada ou via rádio) não sofria concorrência. Agora há, portanto, mais um elemento a competir. Depois, sobretudo nas gerações mais jovens, há a questão dramática da perda de hábito. A partir do momento em que a rádio não converge com os novos produtos (não há receptores de FM nos iPods e em muitos telemóveis), e estes são agarrados pelas novas gerações, a rádio deixa de contar. Em contrapartida, a televisão converge e cria hábitos ainda mais fortes. Isto significa o quê? Estamos a falar do tal segundo choque que marca a rádio do século XXI. E nesta altura só vejo uma saída: a rádio posicionar-se como meio secundário em absoluto, criando produtos para serem ouvidos enquanto se faz outra coisa - porque continuaremos todos a poder libertar a audição enquanto os olhos ou as mãos desempenham um tarefa primária. O futuro da rádio passará (também) por isto. Da notícia da Reuters "Tecnologias causam interferência no futuro do rádio" (5 de dezembro de 2005, 15h59) três razões que mostram que "O setor de rádio pode perder importância no mercado de mídia, dadas as ameaças que novas tecnologias acarretam para os seus negócios, disseram executivos de publicidade durante a Reuters Media and Advertising Summit". 1) As rádios via satélite, players digitais de música (iPod e outros) e a Internet estão lentamente desgastando o domínio das rádios sobre o entretenimento e publicidade locais. E estão a dar aos ouvintes a possibilidade de ouvirem o que querem quando querem. 2) Os dois serviços de rádio via satélite (XM Satellite Radio Holdings e a Sirius Satellite Radio) estão a oferecer mais canais, a maioria dos quais sem publicidade, por uma taxa mensal de assinatura. 3) A comercialização excessiva. O crescimento de receita das rádios vem se desacelerando desde 2003, de acordo com o Radio Advertising Bureau. Além disso, os anúncios para rádio também se tornaram menos memoráveis e criativos, disseram os executivos CONCLUSÃO: "O rádio enfrenta uma tempestade de ameaças tecnológicas", disse David Verklin, presidente-executivo da agência de compra de mídia Carat Americas. "É preciso que o setor se reinvente."
(obrigado Edgard) PS - o original da notícia (completa) está aqui: http://today.reuters.com/summit/summitarticle.aspx?type=summitNews&summit=MediaSummit05&storyid=2005-12-02T202107Z_01_FLE268238_RTRUKOC_0_US-MEDIA-SUMMIT-RADIO.xml&archived=true "No início de 2006, a TSF vai disponibilizar conteúdos de seis programas para podcasting, revelou Luís Proença, director adjunto da rádio. Rui Pêgo, director de programas da RDP, gostaria de começar a produzir conteúdos específicos para podcasting antes do Verão. A rádio portuguesa está às portas de uma revolução digital que a vai tornar perene." Também este texto: "Estamos perante a maior discussão dos últimos 20 anos, relativamente aos direitos sobre a música e a imagem." É com estas palavras que Pedro Oliveira, responsável pelo Gabinete do Direito de Autor (GDA), um serviço de apoio técnico do Ministério da Cultura, apresenta a problemática da protecção dos direitos autorais dos conteúdos divulgados para podcast." Actualização a 12/12/05: "E agora o podcast. Isto significa que os tradicionais ouvintes da Íntima Fracção terão um meio de subscrever os lançamentos dos programas, receber o objecto de áudio com o conteúdo e ouvi-lo quando e onde quiser. Mas também significa dizer que muitos novos potenciais ouvintes passarão a conhecer o IF através dos sites específicos de podcasts, principalmente através do iTunes Music Store, que tem milhões de utilizadores por todo o mundo. (...) o consagrado programa do Francisco Amaral, a Íntima Fracção, passará a ser distribuído como podcast através do GavezDois, todas as segundas às 23 horas" (via http://www.gavezdois.com/) "O casamento entre a televisão e o computador ficou esta semana mais próximo quando a Intel, um dos maiores fabricantes de "chips" do mundo, revelou os seus projectos para usar uma nova tecnologia que funde os dois aparelhos. A Intel diz estar a trabalhar com mais de 40 empresas em todo o mundo, nas áreas do cinema, música, televisão, jogos e edição de fotografia para fornecer conteúdos a computadores usando uma tecnologia designada Viiv. Com saída marcada para 2006, computadores equipados com Viiv estão projectados para controlar toda a experiência de entretenimento doméstico. Transformam a televisão num ecrã de computador com a capacidade para realizar qualquer tarefa de um computador, incluindo fazer pesquisas na internet. Operado por controlo remoto, o sistema será capaz de mostrar um filme na televisão ao mesmo tempo que faz o download de músicas para ouvir mais tarde. Ligar-se-á automaticamente como uma televisão e possuirá a capacidade-extra para gravar programas de tv. Um centro de entretenimento operado por um computador com uma plataforma Viiv será capaz de se ligar a outros aparelhos, como reprodutores de DVD, portáteis ou não." "Mais um passo na fusão do computador e da televisão",12.12.2005 - 10h34 Steven Levingston (Washington Post ) ; Público de hoje
É a maior contratação de sempre feita na rádio: a empresa de emissão via satélite contratou Howard Stern por 500 milhões de dólares e o jock começa em 6 Janeiro a tentar justificar a aposta gigantesca. Até lá a Sirius está a tentar tirar o máximo de proveito, com uma impressionante campanha de relações públicas e de publicidade, que visa conquistar o máximo de clientes/subscritores até lá. Um exemplo. Outro é o sítio de acesso ao novo estúdio de HS. Claro que um investimento tão brutal tem de ser medido. Por isso Corey Deitz pergunta como é que será possível saber se HS continua a ser o rei da rádio nos EUA? Isso remete para a dificuldade de medir as audiências nos canais satélite. De qualquer forma, a Sirius diz que tem as suas próprias formas de o medir: através da entrada de novos clientes e , “SIRIUS measures listenership and customer satisfaction by using detailed, customized customer surveys, administered regularly.” Acresce o problema da comparação com as audiências anteriores, na rádio convencional. "After all these years of judgment by ratings, maybe SIRIUS will be an oasis for Stern; a place where ratings will personally mean little". O mesmo Corey Deitz já tinha alertado para um outro problema: HS saiu da Infinity (o gigante da rádio dos EUA) devido a multas impostas pela autoridade norte-americana, a FCC. Irá Stern repetir os impropérios na Sirius? O melhor talvez, para um animador tão polémico, fosse dedicar-se ao podcasting - aí a FCC não poderia intervir (acredita-se que mais cedo ou mais tarde a FCC entrará no satélite). "If he really wanted to guarantee his artistic freedom, he just may have been seduced by the wrong technology". ACT a 14/12: Amanhã, sexta, é o ultimo dia de HS na rádio terrestre. A Yahoo reforça o impacto: "As part of his grand exit, Yahoo will usher the jock into a Yahoo-branded double-decker bus, which will careen the streets of Manhattan. The outspoken radio personality will then be the center of an exclusive event at the Hard Rock Cafe, all of which will be streamed to Yahoo users" Este estudo mostra que o DAB é uma coisa cada vez mais séria. Não sei se é definitiva, mas que está a crescerm não há dúvida. É na GB que o DAB está mais avançado. (agradeço ao Obercom os dados). "O total de horas de audição de rádio via receptores digitais (DAB) superou pela primeira vez o total combinado de horas de audição através da televisão digital e da Internet |  | De acordo com os dados recentemente publicados pelo RAJAR, o total de horas de audição através de DAB cresceu cerca de 165%, aumento substancialmente superior ao registado pela televisão digital (42%) ou pela Internet (84%). Além disso, o DAB totalizou também o maior crescimento em termos de alcance (95%), em comparação com os outros dois suportes de audição em análise (Televisão digital, 28% e Internet, 30%).
Os quadros seguintes permitem-nos avaliar a situação do DAB no Reino Unido:
Audição de Rádio por Tipo de Suporte – Duração
| Ano 2004 | Ano 2005 |
| Horas (000) | % | Horas (000) | % | Total Rádio | 440781 | 100 | 592768 | 100 | DAB | 23675 | 5,4 | 62790 | 10,6 | Televisão Digital | 23115
| 5,2
| 32820
| 5,6
| Internet
| 11026
| 2,5
| 20333
| 3,4
| AM/FM
| 360542 | 81,8 | 443393 | 74,8 |
Fonte: RAJAR
O total de horas de audição por ouvinte aumentou, passando de 24,4 em 2004, para 26,6 em 2005, sendo o DAB o suporte que registou um maior crescimento.
Audição de Rádio por Tipo de Suporte – Alcance
| Ano 2004 | Ano 2005 |
| milhares | % | milhares | % | Total Rádio | 17911 | 93,9 | 22266 | 93,7 | DAB | 2470 | 12,9 | 4819 | 20,3 | Televisão Digital | 4577
| 24
| 5872
| 24,7
| Internet
| 2738
| 14,4
| 3553
| 15
| AM/FM
| 17527 | 91,9 | 21203 | 88,8 |
Fonte: RAJAR
De notar também que este aumento do consumo de rádio digital via DAB é confirmado pelos dados publicados pelo DRDB (Digital Radio Development Bureau), que relatam um aumento de 257% nas vendas deste tipo de suporte, e prevêem uma taxa de penetração de cerca de 40% nos lares do Reino Unido em 2009. Note-se que o total de indivíduos que possuem um sistema DAB passou, de acordo com o RAJAR, de 4,5% em Setembro de 2004, para 10,5% em Setembro de 2005. |
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Há quem diga que sim: "While podcasting was originally embraced by radio as simply a convenience to listeners, the medium is proving itself to be a new, incremental revenue stream, Mediaweek writes. For example, Premiere Radio Networks, which offers subscription podcasts of high-profile radio personalities such as Jim Rome and Rush Limbaugh at - a year, has landed an advertising deal with Starburst. The deal will see Starburst paying six figures to sponsor a three-minute, customized podcast based on the Ryan Seacrest American Top 40 show. Premiere is also the first major radio broadcaster to embrace direct delivery of video to the new iPods, offering one-minute video segments of the Rush Limbaugh Show to subscribers. Clear Channel is seeing local radio podcasts catch on with advertisers, with companies like Virgin Mobile in New York, the Apple Store in Dayton, and a Mercedes-Benz dealer in Phoenix purchasing 15-second spots before the airing of the content." (28/11/05 Radio Embracing Podcasts as Revenue Stream) Por acaso cheguei à página da BBC, Radio Wales, e deparei-me com uma realidade bastante diferente daquela que temos por cá: além da emissão hertziana (FM e AM) e da transmissão pela internet, este canal da BBC tem a difusão digital, via DAB; até aí nada de novo. O que faz a diferença são as três formas alternativas de emissão, através da televisão: uma aproveitando a televisão digital terrestre , outra através do satélite digital e outra junto com o cabo (digital). Não há aqui nada que a rádio portuguesa possa explorar? "Wherever you are in Wales or the world, you can listen to Radio Wales: Online You’ll need to install Real’s free players to listen online. Get help on installing RealPlayer, and watching/listening to BBC clips online. In FM stereo Listen to Radio Wales in FM stereo. Find out the FM frequency where you are. On medium-wave Throughout Wales on 882 and 657 AM Via DAB digital radio Radio Wales is available on digital radio if you have a radio with the DAB logo. For more information on DAB digital radio, visit the BBC’s Digital Radio site. Via Freeview - digital terrestrial television Tune your Freeview box to 719 and listen to BBC Radio Wales. (This changed from channel 89 on Tuesday 18 October - you may have received an automatic update on 18 October, or you may need to retune your box - find out more.) Via digital satellite Tune your digital satellite receiver to channel 867, and listen to Radio Wales, wherever you are in the UK. Via digital cable Radio Wales can be received via digital cable television on NTL channel number 870.» É muito? É pouco? Os resultados aparecem num inquérito do INE que mostra que 31,5% dos lares portugueses têm acesso à net a partir de casa. 31,3% utilizaram a internet para consultar portais de saúde. E só 28,1% para ouvir rádio ou ver tv na internet. (via DN de hoje, sem ligação) A XM e a Sirius anunciam o lançamento no mercado dos EUA (e do Canadá?) de receptores que funcionarão como leitores de audio digital, o que já está a ser visto como uma ameaça à indústria musical: "the arrival in stores of new satellite-radio receivers that mimic iPods in their ability to store and organize hundreds of songs". "New receivers from XM and Sirius, subscribers can record far more music from satellite-radio broadcasts and manage songs as if they had bought them individually, for instance by setting up playlists and deleting songs they don’t like. Because both services offer niche channels, it becomes easy for users to quickly find artists or songs they want and store them. Sirius, for instance, offers channels such as Rolling Stones Radio and Elvis Radio". Outro excerto: "The new receivers, which are just coming to market, greatly expand what a satellite radio can do. Sirius's S50, which retails for about 0, can store one gigabyte of music, enough space for about 750 songs. That's more than a comparable iPod, because the song files hold less information than an Apple song file. The Sirius device allows users to record long stretches of programming, and then edit and organize songs much like an iPod. It also has functions helping users navigate recorded material to locate music by a particular artist. The device has been a hit since being introduced a few weeks ago and is sold out at many stores." A rádio por satélite afirma-se, entrando no campo da indústria discográfica. Esta pretende renegociar os contratos (favoráveis) que acertou com a XM e a Sirius. O grande obstáculo é que estes (apenas estes?) receptores ainda não são verdadeiramente portáteis: para receberem a emissão têm de estar ligados aquilo que chamam uma "docking station"; depois de recebidas e gravadas as emissões, são autonomos e podem funcionar como um iPod. Para serem verdadeiramente portáteis têm de receber o sinal satélite em qualquer lugar. A notícia do Wall Street Journal chama-se "Music labels see new threat from satellite radio" (por assinatura; possivel ligação aqui), por Sarah McBride, 8/12/05 Comentários aqui. (dica: Clube de Jornalistas) Resultado de seis "focus groups" conduzidos pela empresa de pesquisa Jacobs Media com jovens dos 18 aos 34 anos: "Even in Detroit, awareness of HD Radio was “vague,” said Jacobs. “Some people associate it with HDTV.” He also noted confusion with RDS, noting that some people think they have HD Radio when they see an RDS text display on their radio. " "Is radio losing its portability among youth?; HD-R awareness «vague»" 2005-12-08, A empresa Jacobs Media conduziu para a Arbitron um estudo com jovens dos 18 aos 34 anos, com base em seis "focus group". (em cidades como Baltimore, Detroit, D.C. ou L.A) Algumas conclusões são muito preocupantes para a rádio: - the notion these listeners have that radio is “losing its portability.” (radio’s notion of ubiquitousness and complete portability may be seen as a thing of the past. As Jacobs recounted it: “And then a [focus group member] looks at me and says the iPod is portable and radio is not. So I looked at him and said ‘What are you talking about?’ ”)
- the only positive feedback for terrestrial radio is that it’s free, but it was also dubbed “uninspiring” in the focus groups; - There’s a strong awareness of satellite radio Jacobs said, but there is also “much reluctance” to subscribing he added. - Cell phones appear to be the real wild card in the next generation of competition for terrestrial radio listenership. In short, Jacobs described the cell phone as “the monster that just keeps getting bigger” and a device that women have no problems incorporating into their own entertainment usage; - He offered the perception that “Radio is tethered [acorrentado] to the car,” and that younger listeners believe that “radio is tethered and the iPod is not.” Mais conclusões aqui. "A MTV Networks anunciou hoje uma parceria com a Microsoft para desenvolver um serviço de música online que estará disponível no próximo ano. O serviço designado Urge será integrado na próxima versão do Windows Media Player e disponibilizará mais de dois milhões de músicas para download, que serão comercializadas individualmente ou através da assinatura de um pacote. Os utilizadores poderão fazer o download de faixas de CDs para poderem ouvir nos leitores de música portáteis, à excepção do iPod da Apple. Integrado na nova versão do Windows Media Player, o serviço disponibilizará também música online através de rádio e programas da MTV. (...) O Urge não será compatível com os computadores Macintosh da Apple Computer ou com os populares leitores de música digital da empresa, um desafio que o serviço da MTV Networks terá de superar, considera Michael Gartenberg, vice presidente e director de pesquisa para a Jupiter Research ,em Nova Iorque. Isto porque o iPod representa cerca de 75 por cento do mercado de leitores digitais e a Apple Music Store tem concentrado a maioria das atenções dos adeptos do download legal de música. " "MTV e Microsoft estabelecem acordo para criarem serviço de música digital"
O governo da Suécia anunciou que não vai promover a digitalização da rádio hertziana através do sistema DAB. O argumento é curioso: é caro! (na Suécia??) Segundo uma notícia do Poynter Online, a Suécia segue o caminho da Finlândia. (via Ponto Media) O sistema norte-americano de HD parece ser mais barato e mais prático, embora sem tantos recursos. E no entanto, o DAB está a ser um sucesso na GB! "My immediate first impression is that satellite radio broadcasters better start worrying", diz Gary Krakow, que esteve nos ultimos dias a testar o primeiro receptor de HD, o Boston Acoustics’ Recepter Radio HD. As impressões foram boas. A ponto de Krakow dizer que "Howard Stern might be leaving terrestrial radio at the wrong time. With the release of the first real digital AM/FM radio receiver, satellite radio may have some real competition to worry about." in Digital AM/FM challenges satellite radio, MSNBC, Updated: 8:41 a.m. ET Dec. 16, 2005 "Satellite radio sound is, at best, barely passable. That’s because your satellite service provider sends only one digital signal to your receiver. The receiver then splits that signal into hundreds of audio streams: some, for voice, very narrow; others, for music, a little wider. I’ve been told these streams run from a few kbps for voice to something like 30 to 60kbps for music." By Gary Krakow, Columnist, MSNBC, Updated: 5:41 p.m. ET March 17, 2005 "As I think we can all agree, commercial broadcast radio in the United States, for the most part, sucks. AM radio has been relegated to talk and FM stations play music — of sorts. Stations are Xerox copies of similar stations, playing the same songs over and over again", diz Gary Krakow, colunista da MSNBC, neste texto "New radio formats sacrifice sound qualitity; End of radio? Banish bad radio instead!" (Updated: 5:41 p.m. ET March 17, 2005) O mercado radiofónico olha com descrédito a ideia da Clear Channel, o segundo mais grupo de rádios dos EUA, de avançar com um sistema alternativo de medição electrónica, à margem daquele que a Arbitron está a testar com o PPM. Preocupada com os atrasos e convicta de que as medições electrónicas mostrarão que há mais ouvintes na rádio (e mais publicidade...), a Clear lançou um concurso para criar um sistema próprio de medição. Responderam sete empresas, entre elas a própria Arbitron (que já se manifestou contra a ideia; mesmo assim...). As sete seleccionadas são: "Arbitron, Integrated Media Measurement, MediaAudit/Ipsos, Mediamark Research, Paladin Adsolutions, RadioStat e Simmons". “Each of the final proposals selected share common characteristics,” added Jess Hanson, Senior Vice President of Research for Clear Channel Radio. “The potential to provide information that is more accurate and timely than the current diary system, as well as the ability to gather radio listening data in a more ‘real life’ setting than a recall based methodology can. All finalists share the capability for multi-media measurement.” A Clear Channel anuncia para 3 de Março do próximo ano uma decisão sobre as empresa e os métodos escolhidos à terceira fase, seguindo-se um período de testes, que está anunciado para a Primavera. A expectativa da Clear é que o sistema esteja no terreno no final de 2006. Mais: pormenores sobre o sistema proposto pela Media Audit/Ipsos. "The companies’ system uses two types of software to measure listening: an encoded watermark embedded in a station’s signal and an audio matching technology that measures stations that are not encoded. A Smart Cell Phone that uses Ipsos’ software monitors its user’s exposure to various forms of electronic media will track these signals."
"According to CC's RFP, a rival service would have to fund a major demonstration of its service in the U.S. marketplace. The RFP also stipulates Media Rating Council accreditation, which means the ratings service has to have all its procedures and rules in place in order to undergo an audit. Arbitron is due to complete the second phase of the MRC's audit of the PPM this month, with final results expected sometime in January."
| Fitch Ratings, Parks Associates See Negative Outlook For Radio In '06 |  | December 9, 2005
Fitch Ratings has released a report on U.S. broadcasting revenue for 2006, and doesn't have very high hopes for radio's cash flow. The company predicts "low, single-digit revenue growth" next year for radio, with "high, but pressured margins." The agency expects "meaningful portions of local advertiser's budgets" to go towards radio in the near future, however the industry "continues to be threatened by secular shifts related to the proliferation of other advertising mediums and the growth of satellite radio and personal music devices." In the Fitch report, Clear Channel's much-vaunted "Less Is More" initiative is described as "still unproven," but the agency will continue to monitor its progress. Additionally, Fitch believes that new technology such as satellite radio and iPods will have far less effect on the revenues of News, Sports and Spanish language stations. And HD Radio will also bring new growth opportunities for broadcasters. In another new report, Parks Associates looks at ad spending for the rest of the decade and seeing major growth in Internet advertising, at the expense of other media. The agency predicts Internet advertising will account for 10 percent of total U.S. ad dollars spent by 2010. Additionally, almost 21 percent of Internet users reported that Internet advertising was the most relevant ad form to them, ahead of radio, newspapers and other traditional outlets. "Traditional media companies are fully aware of this ongoing change in the advertising industry," said analyst Harry Wang. "The Internet has altered the standard for the entire ad world, and traditional media have to respond by making their media platforms more interactive and results-oriented."
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As medições, muito experimentais, na rádio comercial começaram em 1936 com entrada em cena do invento de Arthur Nielsen’s, o audimetro. Em 1942, a Nielsen lançou o “Nielsen Radio índex”, baseado nesse audímetro e usando uma amostra nacional de 800 casas (http://www.nielsenmedia.com/history.html)
Na altura tinha a competição da C. E. Hooper Inc., cujos "Hooperratings" tinham entrado ao serviço em 1934. Mas em Janeiro de 1950 foi anunciado que a C. E. Hooper vendera os seus sistemas de medição nacional à Nielsen. Esta acabou por se desfazer do sistema de medição nacional em 1963, sobretudo porque o sistema se mostrou incapaz de medir a proliferação de rádios locais entretanto surgidas (fala-se na altura em congestionamento do espectro). "La empresa «C.E. Hooper Rating» utilizó el método telefónico aleataría hasta los años sesenta, antes de desaparecer, víctima de su incapacidad para proporcionar cifras de demografía o de «cúmulo» [audiência acumulada]", diz Eric Norberg, Programación radiofónica: estrategias y tácticas, IORTV, Madrid, 1998, pág. 128. Antes, contudo, em 1955 a Nielsen fizera complementar o seu sistema de audímetros com os “diários” escritos por pessoas seleccionadas em diversos pontos do país (e não apenas das grandes cidades). Foi este aliás o método que veio dar à Arbitron, criada em 1949 como “American Research Bureau” o triunfo no mercado: especializou-se em rádios locais, mais do que em redes nacionais de programação; ainda hoje os diários são utilizados.
Fonte principal: Elizabeth McLeod (Radio Ratings), 20/02/02 http://members.aol.com/jeff560/am13.html A rádio, um pouco por todo o lado, ganhou alguma importância e manteve-se como meio mais influente até a televisão se democratizar. Terá acontecido isso em todos os países - o que variou foi o momento em que isso aconteceu. Se no Estados Unidos esse domínio durou apenas duas décadas (ou menos), quanto menos desenvolvido é o país, mais a rádio assume protagonismo. Até que a televisão toma conta de alguns domínios que a rádio explorava e ela se assume sobretudo como meio secundário. Parece-me que esse tal protagonismo da rádio - e acabo de ler no Courrier Internacional nº 37 (16/12/05) um artigo sobre a importância da rádio Studio Ijambo na pacificação do Burundi - é sempre um extra, uma função provisória, algo que faz por ausência dos restantes meios. A rádio vive(rá), nos EUA ou no Burundi, como meio secundário. "Em Portugal, o principal acervo de conteúdos de rádio é o arquivo da RDP que, além dos programas da própria estação, alberga o que se conseguiu salvar do arquivo do antigo RCP, da Rádio Comercial e de outras emissoras. Jorge Guimarães Silva, autor do blogue A Rádio em Portugal, a propósito do exemplo da BBC, já chamou à atenção para a importância desses valiosos conteúdos e do interesse em serem disponibilizados ao público. Então de que é que a Rádio e Televisão de Portugal está à espera? Por que motivo não se põe o melhor desse inestimável património fonográfico à disposição dos ouvintes, quer sob a forma de edições discográficas quer nos emergentes ‘podcasts’?""(...) apesar da indústria fonográfica fazer campanhas contra a pirataria de música, mais de metade dos utilizadores ainda descarrega canções a partir da internet. Os indicadores, a partir de um inquérito feito pela empresa Mori para o fornecedor de internet AOL UK, e realizado no Reino Unido, apontam para um aumento de descarregamentos (download) de 5,7 milhões em 2004 para 24 milhões este ano." (via Indústrias Culturais) ... MAS PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA MUSICA ONLINE " | O sector do áudio tem considerado a partilha de ficheiros uma séria ameaça à sua sustentabilidade. No entanto, as opções oferecidas pelo file-sharing podem ser vistas como um elemento dinamizador do negócio da música online. |  |
|  | De facto, de acordo com o estudo “Consumer Taste Sharing is Driving the Online Music Business”, levado a cabo pelo Berkman Center for Internet and Society (Harvard Law School) e pela Gartner Inc., cerca de um quarto dos utilizadores frequentes de música online considerou a possibilidade de partilhar música com outros, um factor decisivo aquando da selecção de um serviço de música online. Além disso, espera-se que em 2010 cerca de 25% das transacções de música online sejam o resultado de partilha de opiniões e ficheiros entre utilizadores, através de elementos tais como a publicação de playlists ou ferramentas de avaliação dos diversos títulos. Tal situação resultaria, de acordo com as conclusões do estudo em análise, da enorme quantidade de ficheiros disponíveis para download na Internet, e do facto do consumidor necessitar de elementos de orientação para encontrar títulos que estejam de acordo com as suas preferências e expectativas, sendo a opinião do grupo de pares decisiva neste âmbito. ( | Partilha de Ficheiros pode Impulsionar Indústria da Música Online, OBercom, 22/12/05) |  |
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Por uma curiosa coincidência, no mesmo dia, na mesma cidade (Lisboa) vi duas vezes a mesma situação: no bar de um hotel de luxo e num restaurante, a música ambiente era (é) assegurada por iPods. Em ambos os casos, os responsáveis pela animação desses espaços entenderam substituir os CD (originais ou regravados) por músicas passadas virtualmente para os iPods - o que lhes garante, num espaço mais pequeno, uma selecção muito mais vasta, sem problemas de armazenamento e possibilidades de selecção mais vastas. O iPod veio para ficar. A propósito: "Até que chegou o "I-Pod". Ou melhor: chegaram os meus amigos e os seus I-Pod’s, cada vez vez mais potentes, cada vez mais atraentes, e tudo o que o sempre sonhei num objecto do tamanho de um maço de cigarros, milhares de músicas, a possibilidade de as ouvir como eu bem entendo a cada momento, a ligação imediata a quaisquer colunas ou ao fanhoso som de um computador, enfim, o sonho de uma vida transformado em realidade" (Pedro Rolo Duarte, DNA 23/12/05, "As mesmas canções") Mais: "according to a survey of consumer household technology purchase intentions by Ipsos Insight, the U.S. survey-based market research group. Almost a quarter of respondents (22%) anticipate buying a portable MP3 player or lower-storage Apple iPod Shuffle or iPod Nano (to use primarily for music) in the next three months, and 14% are interested in buying a portable multimedia device, such as the 30GB or 60GB iPod, Sony PSP, Creative Zen, or iRiver devices." (via Obercom)
O Parlamento françês decidiu mudar, à última hora, o rumo de um projecto-lei sobre protecção dos direitos de autor, que visa transpor para aquele ordenamento jurídico a directiva europeia com o mesmo tema, ao introduzir-lhe emendas que legalizarão a cópia ilimitada de ficheiros entre utilizadores individuais, em troca do pagamento de um determinado valor que cobrirá os preços de licença.
Aprovada com 30 votos a favor e 28 contra, a emenda introduzida estabelece que "os autores não poderão impedir a reprodução das suas obras independentemente do seu formato num serviço de comunicação online quando estas são adquiridas para uso pessoal e não com intenções comerciais, directas ou indirectas". " Tudo aqui: "Projecto-lei do Governo françês prevê partilha ilimitada de ficheiros online", 2005-12-23 16:39:00, Casa dos Bits
O Ministério Público dos EUA está a investigar as editoras (e a sua ligação ao iTunes) por suspeitas de concertação de preços (os famos ;?> No hay comentarios. Comentar. Mais um exemplo: contratou James Brown para um concerto em exclusivo na internet! E depois estará em mp3 e em podcast Pormenores: "National Public Radio (NPR) has just tapped the Godfather of Soul, James Brown, for a special live streaming event. The radio network, which has already streamed exclusive performances from a long list of well-known groups, will deliver the Brown performance on npr.org on Wednesday, December 28th. The Godfather will perform from the 9:30 Club in Washington, DC, a longtime host to countless superstars and breaking acts. The James Brown performance will be available as a downloadable MP3 on Thursday, and select songs will be included in the "All Songs Considered" podcast. Previously, NPR has offered streams and on-demand content from the White Stripes, Sigur Ros, Sinead O’Connor, Death Cab for Cutie and David Gray. The James Brown webcast and on-demand offering are part of an ever-widening media footprint for NPR, which now stretches far beyond the core terrestrial radio audience. The group is certainly not alone in its ambitions, though NPR has been quite successful leveraging its brand equity online and across new formats like satellite radio. Meanwhile, NPR has made an impressive move into podcasting, and the “All Songs Considered” podcast consistently ranks highly on aggregators like iTunes and Yahoo. Overall, the public radio network has an enviable following among higher-end, educated listeners, many of whom are glued to a member station during commutes or at the office." As perplexidades do Luís Santos têm razão de ser mas este era um desenvolvimento inevitável: a partir do momento em que há uma forma de distribuir conteúdos áudio de uma forma explosiva, por que não aproveitar aqueles programas de computador que transformam texto em voz? É o que está a fazer a Reuters. Mas não te preocupes, Luís: a voz humana nunca será substituída enquanto for sinónimo de inteligência. O que as gravações/podcasts da Reuters estão a fazer é apurar o sentido e o grão da voz – é como ter uma maquina em casa que nos lava a louça, libertando-nos de ter de o fazer e permitindo-nos ocupar o tempo com uma outra coisa bem mais interessante, em alternativa. " Digital Music Player Sales Seen Up Sharply by 2009", Friday, October 14, 2005 Global sales of digital music players are expected to jump to nearly l billion units a year in 2009, driven by consumers' desire for the pocket-sized devices and falling costs for flash memory components, research firm IDC said on Thursday. IDC predicted that annual sales of compressed audio players will reach 945.5 million units worth 5.4 billion in 2009, up from 224.9 units worth .7 billion in 2004. IDC defines these devices as everything from portable MP3 players to DVD devices and phones that can play music compressed by software. The portable flash player category, which includes products such as Apple Computer Inc.'s iPod Nano and Dell Inc.'s DJ Ditty, is expected to grow to some 124 million units in 2009 from 26.4 million in 2004. "The portable MP3 player category has seen the most growth in popularity and Apple has been a very important driver of that," said IDC analyst Susan Kevorkian. Stronger demand for players that use flash memory chips is expected to be fueled by cheaper flash prices, the expansion of services that sell songs and other media and growing consumer awareness of portable MP3 players. IDC anticipates that the maximum capacity of flash players will grow to 16 gigabytes in 2007 from 1 gigabyte in 2004. By current compression standards, that's about 4,000 songs packed onto a player in 2007, up from about 250 songs last year. What's more, music video playback on these devices is expected to drive demand for portable flash players and hard drive-based portable jukeboxes, IDC said, a feature that will be complemented by music video downloads from paid online media services. In fact, Apple on Wednesday introduced a version of its market-leading iPod that also plays videos. It also unveiled a deal with Walt Disney Co. to sell television shows like "Desperate Housewives." "We see Apple positioning the iPod with video as primarily being a music device, and video enhances that by offering the possibility of downloading music videos and other video," Kevorkian said. "It is quite possible that a next generation video-enabled iPod may have not only a larger display, but Apple may also have more content available by that point." O Sunday Times de 20/11/05 analisou 10 leitores de audio digital e apenas refere a presença de receptores FM em três. iRiver H10 5GB Sony Walkman 6GB NW-A1000 Toshiba Gigabeat F20 Apple iPod Video 30GB Archos AV500 DVR 30GB Apple iPod Nano 4GB Sony Bean 1GB MobiBlu DAH-1500 1GB SIM Creative Zen Nano Plus 1GB SIM Oregon Scientific MP120 128MB SIM
(dica: Chão de Papel)
Neste texto há mais informações sobre o assunto. Também a Proteste (nº 265; edição de Janeiro 2006) fez um teste a 16 modelos de Mp3 e 9 incluiam receptor de FM (dois deles são iPods, que parece divorciada da recepção FM); curiosamente, dos 16 modelos, 9 têm memória interna (e menor capacidade) e sete com disco rígido integrado (a partir dos dois gigas). Dos primeiros 9, sete têm rádio (Thomson PDP2762X; Samsung YP-T7X/Z; Sony NW-E505/E507; Creative Zen Nano Plus; Philips GoGear SA178; Denver MP1014 e Supratech Jazz Classic 1024 SE); da lista dos restantes sete apenas dois (o iRiver H10 e o Creative Zen Micro); Ou seja os modelos mais baratos têm este extra, os mais potentes não... A partir deste texto "HD Radio: Could it Ever Supplant FM?" (de Anders Madsen, 01.04.06, rwonline.com), e destas interrogações "Will HD Radio someday overtake analog FM in the United States? If so, how long until most commercial FM broadcast is at least accompanied by an IBOC modulated signal? Will stations ever really start turning off their analog entirely, as originally envisioned under the "hybrid" approach to a digital radio transition?", alguns destaques: - O PREÇO DOS RECEPTORES: "Tim Eby, manager of Ohio State University station WOSU(FM), agrees. "Nobody’s going to run out and buy a radio if it costs 0." For him, 0 is the target price point required for mass appeal." [a própósito: HD tuner for 0) - O RISCO DE INVESTIMENTO DOS PROPRIETÁRIOS: "According to Bob Struble, president and CEO of the company, some owners are pursuing aggressive installation and implementation, others are waiting to see what happens. But he is certain HD Radio will someday replace analog FM broadcast in the United States." - A MANUTENÇÃO DO FM (até porque existem 800 milhões de rádios analógicos nos EUA, com a respectiva inércia): ""One of the great things about HD is that it operates in tandem with analog, so that if you have an HD radio, it also picks up analog stations. There won’t be a cutoff point, (as if) that’s the end of this, and we’re starting something new ... It’s a planned transition. We’re not taking any analog stations off the air ... what we’re doing is putting HD transmitters right next to the analog transmitters." - A VENDA DE EMISSORES: "Matthew Straeb, director of business development for Continental Electronics, said, "We’re selling a lot more HD transmitters than we are analog"." A COBERTURA NACIONAL DIGITAL: "Will HD Radio signals ever be everywhere in the U.S.? "Not in my lifetime," Jensen said." "Numa análise ao investimento verificado entre Janeiro e Novembro, os mesmos cinco meios registaram uma evolução de 21,5%, face ao período homólogo de 2004, atingindo 3,3 mil milhões de euros de investimento.
Também aqui, a televisão foi o meio que mais cresceu (31,4%), alcançando os 2,2 mil milhões de euros. A segunda melhor marca foi registada pelo outdoor (11,5%), que totalizou uma facturação publicitária de 226,4 milhões de euros.
Com uma evolução mais modesta esteve a imprensa (3,6%), tendo registado 63,8 milhões de euros entre Janeiro e Novembro deste ano. O cinema, que em Novembro caiu, vê-se no acumulado a crescer 8,4%, face ao mesmo período de 2004.
A única perda registada neste meio foi protagonizada pela rádio." Menos 0,5% (171 752 contra 172 685 de 2004)
Um excerto deste artigo "Free Radio Biz Tunes Out Sat Gains", Dec. 22, 2005, By Alex Woodson and Georg Szalai, The Hollywood Reporter "Smulyan also invoked an old rule in the media industry that says newer forms of media rarely fully replace older ones. "The iPod of today was the CD five years ago and the cassette 15 years ago and the A-track 20 years ago and the citizen’s band radio 30 years ago," he said. "The reality is people have fragmentation, but we haven’t seen anything replace this particular radio experience." Dickey also suggested that despite good marketing, satellite radio has little to differentiate itself from terrestrial radio. "We’re in the content business, and the only real content that they have is Howard Stern," he said. "They don’t have any real exclusive content."
Despite all the defense talk, Smulyan did agree that traditional radio players have room to improve performance in various areas. They particularly must focus more on providing compelling content, he argued. "We have done some things, as an industry, that have not been productive," he said. "I don’t think we’ve marketed the industry too well. I think our product’s been more stale. ... I think that we’ve over-researched ourselves."
O comentário de harry Helms: "Terrestrial radio executives are increasingly acting like American auto executives in the 1970s (and in the 1980s, 1990s, and still today, come to think of it): their industry problems are due to flawed customer perceptions, negative press coverage, unfavorable government regulations, or anything/everything ad infinitum except the possibility their product isn't what customers want. " Um excerto deste artigo "Free Radio Biz Tunes Out Sat Gains", Dec. 22, 2005, By Alex Woodson and Georg Szalai, The Hollywood Reporter: "Smulyan also invoked an old rule in the media industry that says newer forms of media rarely fully replace older ones. "The iPod of today was the CD five years ago and the cassette 15 years ago and the A-track 20 years ago and the citizen's band radio 30 years ago," he said. "The reality is people have fragmentation, but we haven't seen anything replace this particular radio experience." "NYC-based MusicGremlin Inc. unveiled plans Wednesday to debut its own wireless digital audio player with integrated, interactive music service at the upcoming Consumer Electronics Show, slated to go down in Las Vegas in early January 2006. MusicGremlin's handheld Wi-Fi player with incorporated service offers direct-to-device content delivery, optimized for use over 802.11b networks, according to company officials. MusicGremlin designed its latest device with an embedded "music store" that allows users to download and share audio files, directly through their player. The MusicGremlin product can link wirelessly to other MusicGremlin-enabled devices, either locally or via Internet. "(origem: "Portable Wi-Fi Player Offers Direct-to-Device Music Downloads", Bary Alyssa Johnson - PC Magazine Thu Dec 15,11:41 AM ET; via Future of Radio) Ou seja, a música vem pelo ar! "Right now the radio conglomerates are not asking listeners what they need. They’re asking what they can get people to listen to. And that’s a very different question. If you really care about radio, if you really care about what this medium can offer the world then you should ask yourself: “What need can I answer with this medium? What can I do today to actually make someone else’s life better? What unmet needs are there, and how can radio fulfill those unmet needs for community, for civic reality, for music education, for development of new music talent, etc?” Rather than asking listeners which of our shows you like the best so we can do more of that for you, ask what role could radio play in your life - and that’s not something that you can get from a focus group." A opinião de Douglas Rushkoff, especialista em previsões mediáticas... A escrita analógica e a escuta em hiperligação Estou a preparar, em conjunto com Edgard Costa, um programa que pretende ser didáctico sobre a escuta de podcasts (o que fazer para...), a emitir numa das próximas semanas. Edgard escreveu a primeira versão do texto a pensar em ouvintes que o ouviriam no computador e encheu-o de referências visuais, como se o programa fosse o guião para um trabalho em conjunto; quando mo enviou, eu cortei essas referências visuais e ele atirou: ainda pensas na rádio tradicional, não encarnaste a rádio do futuro. O que o Edgard quer dizer é que eu penso a escrita do programa em função de ouvintes que o escutem da forma tradicional, analógica; ele, em contrapartida, já incorpora a possibilidade da escuta funcionar em hiperligação. Ou seja, estamos perante duas realidades diferentes e - penso - incompatíveis: o texto que ele me enviou é pesado, muito técnico, cheio de pormenores (a pensar na tal fusão com o computador); a versão que lhe devolvi é mais leve, independente, com menos "ruído". (excerto de um postal publicado aqui) http://www.pandora.com/ é um projecto de rádio on line (apenas nos EUA) - pretende criar canais personalizados em função dos gostos (aproximados) dos que o consultam (por artistas ou géneros), a que chamam rádios. "Just tell uson of your favorite songs or artists and we’ll launch a streaming station (...)". Existe a versão gratis, com pub, e a paga (livre de anúncios). Mas será isto rádio? O que é que é preciso para que seja rádio? A voz? Não estamos, antes, a falar de canais de distribuição de música? Ou o paradigma actual da rádio está mesmo a mudar e no futuro este microcasting (rádio a la carte, com serviço personalizado) será a marca distintiva da rádio? ACT com o contributo de Edgard Costa: "Se aceitarmos que rádio é: " ... um sistema de comunicação usando ondas electro magnéticas que se propagam pelo espaço", e que as redes wifi, cada vez mais distribuidas pelas grandes cidades, também utilizam estas ondas para transmissão de dados, e que estes dados hoje podem ser programas de rádio (enquando emissora) então isso também é rádio, bem como a rádio é digitalizável. Uma vez que se completar o processo de digitalização de todo o tipo de informação, (Livros, TVs, Rádios, etc) tudo será uma coisa só. O que distringuirá uns de outros será mesmo só a linguagem pois o meio será um só. Sim, indiscutivelmente as fronteiras do meio "físico" se diluem. Eu quero é estar aqui para ver e fazer este "admirável mundo novo"." O iPod é um fenómeno de tal maneira expressivo que já aglutina outro tipo de expressões. Uma delas é "geração iPod", expressão que retrata os jovens que estão a aderir em massa a este LAD da Apple, mas também a leitores de outras marcas (mais baratos e por vezes com maior capacidade, mas sem aquela "griffe"...). Mas geração iPod retrata de uma forma mais ampla a ligação aos telemóveis, uma geração tech (computadores e internet), que parece estar menos disposta a ouvir rádio (e a ler jornais...). Na Europa e nos Estados Unidos começa a perceber-se que há gente preocupada com isso. Neste texto sistematizei algumas informações que me foram chegando (é um texto em construção). Duas ideias: - os aparelhos de rádio têm de mudar, integrando mais funcionalidades (da mesma forma que a rádio tem de convergir com outros aparelhos); - a música está mais ameaçada; Sirius lançou o seu primeiro satélite em Julho de 2000. Juntou depois mais dois. A emissão nacional (apoiada por cerca de 100 repetidores terrestres) começou em 2001. O sucesso da tv por cabo inspirou os investidores; Prometeram um preço de arranque /mês de ,95 e cerca de 100 canais; "Both XM and Sirius have had successful IPOs, thanks in part to their unique FCC licenses. In 1997 the two companies paid a combined 2 million for the only FCC licenses to broadcast a nationwide digital signal" (Can Digital Kill the Radio Star?", by John Gartner, 2000-07-08 04:00:00.0) Desde o princípio que foi definido como mercado-alvo o automóvel. "At home people can watch TV, movies, or listen to the radio, but in cars, radio is the only broadcast entertainment available," he said. "You really have a captive audience." Sirius e XM têm os maiores estudios de rádio do mundo (os da XM, em Washington, têm 80 estúdios). "Sirius currently has 30 engineers and former DJs ripping CDs into the music archives, which can be pre-programmed into daily shows for its 50 music channels."
A rádio via satélite surge como oportunidade de negócio mas também como resposta à estagnação manifestada pela rádio hertziana. Alguns excertos do artigo Can Digital Kill the Radio Star? da Wired (2000-07-08). "Traditional radio isn't doing the job in servicing customers," said William Kidd, satellite analyst at investment firm C.E. Unterberg, Towbin. Kidd said 80 percent of all listening today in the car is radio, and that the industry -- which hasn't seen substantial change since FM was invented more than 60 years ago -- is ripe for innovation. "It's hard to imagine that the status quo will be preserved," Kidd said.(...) The broadcasters believe that customers will leap at the chance to pay for quality radio for the same reason cable TV has proven a success: better variety and fewer commercials. Radio listeners frustrated by the exclusionary and repetitive practices of the FM stations that have driven listeners to online services will identify with their specialty channels. Former DJ Tom Versen, Sirius's director of production and creative services, said traditional radio only plays one-third of the music released each year. He said ad-supported radio has stagnated towards repeating old standards instead of taking chances on new content. "If I hear 'Dust in the Wind' one more time, I'm going to run my car off the road," Versen said. " Uma perspectiva muito interessante, esta, que nos remete para o que aconteceu na década de 70, quando o FM ameaçou matar o AM. E se não conseguiu, deixou a Amplitude Modulada numa crise que se arrasta no tempo; agora é o satélite (e não só...) que ameaça o FM «"It's almost frightening, the similarities between what was happening in 1970 and today," says Lee Abrams, senior vice president and chief creative officer of D.C.-based XM Satellite Radio. He should know. He was part of the revolution that upset the long-established giant known as AM through a then-disregarded upstart known as FM. As one of the founding partners of radio research giant Burkhart/Abrams, he is credited with pioneering album rock, FM's first successful format. In commercial radio's youth, AM was the giant. It ruled the airwaves throughout the 1950s and '60s as a money-making machine. Those in charge spent more time reaping its rewards than researching and innovating. They played too many commercials -- 18 minutes or more an hour. They refused to experiment with new ideas for fear of risking the upset of their business model. They ignored evolving technologies and a new musical revolution that was taking the nation by storm. Their success made them vulnerable. The new upstart format sensed a weakness and exploited it. As Abrams recalls, five to 10 years later FM had jumped from 5 to 10 percent of the market to 85 percent. Fast forward from 1970 to 2005. Abrams thinks the smart money is on the assumption that history is repeating itself. Radio is once again vulnerable. Listeners are frustrated by the number of commercials and the lack of choices. New technology, with more options, is bursting onto the scene. And FM is still working out of a playbook that was written decades ago. His plan: "To do to FM what FM did to AM." Of course, satellite's only one of the options, and plenty of people think it's more fad than phenomenon. Its marketers have successfully touted subscriber growth. XM recently passed the 5 million mark, with competitor Sirius clocking in with just more than 2 million. That's for their entire listening universe. Local news station WTOP, for instance, can reach upward of 1 million listeners per week. » "Radio Revolution", From the November 18, 2005 print edition, Jennifer Nycz-Conner
(nos EUA): «Once upon a time, radio was a mom-and-pop industry, thanks in part to federal regulations that prohibited companies from owning more than one FM and one AM station in a market. Then came the 1996 Telecommunications Act, which allowed ownership groups to own up to eight stations per market. Corporations quickly scooped up station after station, creating the mega-owners such as Clear Channel Communications and Infinity Broadcasting. Today, Clear Channel owns close to 1,200 stations around the country. The next closest competitor is Cumulus at 303. » "Radio Revolution", washington Business Journal, From the November 18, 2005 print edition, Jennifer Nycz-Conner A rádio continua forte, é o título de um estudo da Paragon Media Strategies, que entrevistou 400 norte-americanos entre os 15 e os 64 anos. Esse estudo, cujas conclusões estão aqui, revela que apenas 3 por cento dos inquiridos diz que NUNCA ouve rádio. E diz também que mais de metade (52%) já ouviram uma rádio na net; (um em cada cinco tem um leitor de Mp3; menos de um em cada dez subscreve rádio via satélite); A maior parte (59) dos ouvintes que ouvem na net dizem que continuam a gastar o mesmo tempo com a rádio convencional; mas os ouvintes via satelite dizem que ouvem menos rádio convencional Outra das conclusões: a rádio é para 51 % a primeira fonte para ouvir musica "En la década que va de los años 40 hasta los 50, la radio se fue transformando en un medio de comunicación masivo tanto en América como n Europa. En los Estados Unidos, la radio ya había acreditado sus magníficas posibilidades como soporte publicitario y fue precisamente la publicidad que en adelante sería su única fuente de financiación. Este modelo de explotación comercial del medio radiofónico tendria una importancia decisiva para el desarrollo de una programación competitiva destinada a conseguir el máximo número de oyentes, con el fin de atraer la inversión de los anunciantes". Martí-Martí, Josep Maria, "La programación Radiofónica" apud MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004, pág. 25 "De una radio técnicamente «de penuria» (pocas emisoras y la mayor parte en AM), Europa y América pasaron a una radio «de abundancia» gracias a la implantación de la FM, circunstancia que aconteció a partir de los años 60. Este cambio en la tecnología de difusión tenía lugar precisamente un momento en el que la aparición de la televisión era para algunos el preludio de la muerte de la radio". Jose Martí Martí apud MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004, pag. 25 "Desde el punto de vista de las estrategias de los operadores, la audienda dejó de ser un conglomerado de personas de diversa edad y condición social y cultural y se fue configurando en segmentos homogéneos, siempre en función del tipo de emisoras que escuchaban" Marti Marti apud Martinéz-Costa e Moreno Moreno, 2004: 26 "Los 80 supusieron un cambio importante, sobre todo para la radiodifusión europea. Hacía ya años que algunos movimientos sociales, principalmente en países como Italia, habían reivindicado la radio como medio de expresión libre al servicio de la comunicación y el debate social. Para ellos, los grandes medios públicos eran incapaces de reflejar en sus programaciones las nuevas demandas y además eran poco permeables a la participación activa de grupos, la mayoría de los cuales se movían al margen del sistema político imperante. La mayoría de gobiernos nacionales se enfrentaron directamente con estas reivindicaciones y persiguieron las experiencias de emisión en FM llevadas a cabo a pesar del férreo sistema de control. Pese a todas las prohibiciones, la liberalización del espectro fue inevitable y la denominada desregulación dio paso a la radio privada, comercial o comunitaria". (Marti Marti apud Martinéz-Costa e Moreno Moreno, 2004: 26) "En Europa la especialización, además de llegar más tarde en el tiempo, utilizó una vía más selectiva. En los años 70, en el viejo continente no existía ni la presión de la competencia ni la del mercado publicitario ni la de la audiencia." (idem, pag. 34) A crise que a rádio vive nos últimos anos também é resultado da falta de evolução tecnológica. A rádio, que sempre viveu associada aos desenvolvimentos tecnológicos, às pequenas grandes invenções que a fizeram sobreviver noutras décadas, não conhece desde 1960, data em que o FM estéreo foi testado pela primeira vez (na KDKA-FM de Pittsburgh), qualquer inovação significativa. São quase 40 anos de estagnação no que diz respeito à tecnologia intrínseca que serve a difusão hertziana (porque a internet é outro pressuposto). Uma consulta à lista "Broadcast History Timeline" mostra isso mesmo... (em construção) A RDP foi escolhida em 1997 para montar e gerir as redes de DAB em Portugal (e até promete as primeiras emissões experimentais para a Expo 98) A PT tambem se candidatou a gestora da rede mas a opção foi rejeitada. A proposta da RDP disponibiliza a abertura a outros operadores nacionais a preços mais favoráveis
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Transistor kills the radio star?
Um blogue de suporte a uma investigação sobre a rádio do futuro - ou o que quer que ela se venha a chamar... blogouve.se[at]gmail.com
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