Se muestran los artículos pertenecientes a Abril de 2005.

14/04/2005

Como que uma declaração de princípios

Não foram poucos os que previram a morte da rádio com o aparecimento da televisão. Mas a rádio sobreviveu. Mudou, de casa para o carro, da noite para o dia, da válvula para o transístor, mas sobreviveu ao primeiro choque tecnológico.
O segundo choque está aí à porta e a rádio ainda não percebeu os sinais. É o choque provocado pela banalização dos sistemas digitais de reprodução de música («ipods» e muitos outros), que ameaçam tirar a música da rádio; são os GPS, ligados a câmaras de vídeo, que dão a informação de trânsito em tempo real, especificamente para a minha rota; é a personalização das informações, em função dos meus interesses, enviada pelos telemóveis da terceira geração (trânsito, bolsa, meteorologia, etc.); é a possibilidade de ver, via UMTS, as transmissões dos jogos de futebol, onde não há um ecrã de televisão, em vez de ouvir o relato; é...
Como será a rádio sem a música, sem o trânsito, sem a bolsa, sem...?
O que fica para a rádio?
14/04/2005 14:44 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 1 comentario.

Downloads de música

"O mais recente estudo da Pew American Life Project “Podcasting catches on”, indica que nos Estados Unidos, mais de 22 milhões de adultos utilizam o iPod ou outros leitores de MP3 e cerca de 29% fazem downloads através da Internet, para a escuta das suas músicas preferidas, na altura que mais lhes convém. A este número, convém juntar os mais de 6 milhões de adultos que já experimentaram o Podcasting, a nova forma para descarregar emissões feitas na web para os dispositivos portáteis" (via Netfm)
O documento aqui.

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14/04/2005 06:01 Enlace permanente. Tema: 3.1 LAD No hay comentarios. Comentar.

Determinismo tecnológico em Dan Gillmor

" (...) Gillmor traz também a marca de optimismo no seu texto. Se Toffler vinha de um domínio mais identificado com a economia e a antropologia e Rheingold da comunidade das ciências exactas, Gillmor apresenta-se como jornalista. Há, em todos os textos, um determinismo tecnológico que dá pouco espaço à compreensão da apropriação social e cultural das tecnologias por parte de quem as usa - como se encontra em Marshall McLuhan." (http://industrias-culturais.blogspot.com/2005/04/ns-os-media-de-dan-gillmor-o-livro-ns.html)
14/04/2005 06:13 Enlace permanente. Tema: 9.0 Bibliografia No hay comentarios. Comentar.

Rádio digital na Holanda

A Holanda tem planos para a introdução da rádio digital comercial (TDAB: Terrestrial Digital Audio
Broadcast). Com melhor qualidade sonora, a TDAB tem múltiplas vantagens, permitindo serviços especiais como informações de tráfego rodoviário ou previsões metereológicas, jornais
electrónicos e actualização de sistemas de navegação.
Texto original aqui
14/04/2005 06:39 Enlace permanente. Tema: 5.1 Digital No hay comentarios. Comentar.

Mais sobre o podcasting

Várias ligações aqui, aqui e aqui.
14/04/2005 15:00 Enlace permanente. Tema: 3.3 Podcasting No hay comentarios. Comentar.

Uma lista de livros

14/04/2005 06:49 Enlace permanente. Tema: 9.0 Bibliografia No hay comentarios. Comentar.

Inquietações (mais...)

No Japão ou nos Estados Unidos (menos na Europa,penso) há cada vez mais pessoas a
ouvir música em casa, nos transportes publicos ou mesmo na escola, não,
já, através da rádio ou de «walkmans», mas em «Ipods» e outros
sistemas de musica digital (que permitem que eu ouça as minhas
musicas, apenas as que gosto e não as que a rádio quer que eu ouça);
nos táxis e em muitos carros particulares, os que conduzem já não
recebem as informações de trânsito pela rádio mas por sistemas de GPS,
associados a câmaras de vídeo que nas ruas informam por onde se pode
seguir ou não; isto para além dos serviços que os telemóveis de
terceira geração (UMTS) oferecem, com serviços personalizados (por
exemplo, se eu apenas circulo em determinada auto-estrada, não me
interessam outras informações; os telemóveis permitem a personalização
atraves de um SMS).

Parece-me haver aqui uma especie de "ameaça" aos actuais formatos da
rádio; ou pelo menos à forma como ela é concebida actualmente.

A rádio já sobreviveu ao choque da televisão (o primeiro choque), mas
isso obrigou a uma serie de mudanças (passar de casa para o carro, por
exemplo). Conseguirá sobreviver a este segundo choque que se prepara?
A tecnologia ameaça a rádio ou apenas a obrigará a reposicionar-se?
Que serviços estão os "gadgets" a oferecer, concorrenciais com a rádio?
Como a rádio poderá tirar partido desses "gadgets"? A rádio será, como
se percebe por aquilo que Negroponte diz, mais voz, ou o futuro da
rádio é... negro?
14/04/2005 07:01 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Will Digital Kill The Radio Star?

TAMPA - Every day, Katie Swegle can be found with plugs in her ears and white wires dangling down to a credit-card shaped gadget clipped to her waistband.
The iPod mini, a $200 digital music player from Apple Computer Inc., is a constant companion of the 19-year-old University of Tampa sophomore.
(continua)
(via Ponto media)
14/04/2005 14:50 Enlace permanente. Tema: 3.0 O segundo choque No hay comentarios. Comentar.

É o fim?

"(...) Can you imagine civilized living without someone sending news, music and talk across the airwaves to your radio? Well start doing so because believe it or not radio has suddenly become a technological dinosaur – at least in any form looking like radio today."
Tudo.
(via A Rádio em Portugal)
14/04/2005 14:23 Enlace permanente. Tema: 3.0 O segundo choque No hay comentarios. Comentar.

15/04/2005

Isto é outra coisa que não rádio!

«Internet radio stations have long been popular because of the wide variety of music they offer and the relative lack of commercials. But for those who crave musical playlists tailored to their personal tastes, it might be difficult to find a service more useful than Last.fm.

Last.fm is an online radio site -- but with a twist. It works hand-in-hand with Audioscrobbler, a small software plug-in that works with popular software music players like Winamp and iTunes. The plug-in scrutinizes the music files on users’ computers and sends the information to a server. From that, Last.fm creates a personalized Internet radio station based on each user’s taste.

fonte: «Internet Radio, Without Drudgery, wired News, 2/8/04

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15/04/2005 14:40 Enlace permanente. Tema: 3.4.3 Canais de streaming No hay comentarios. Comentar.

A ameaça

Listeners are losing interest in radio, with its poor reception and irritating commercials, and getting more interested in the digital gadgets that adapt to our listening habits as fast as those habits change
Tudo (http://www.indyweek.com/gyrobase/Content?oid=oid%3A23336)
15/04/2005 14:56 Enlace permanente. Tema: 3.0 O segundo choque No hay comentarios. Comentar.

A rádio via satélite

"If you've been Christmas shopping in electronics stores recently, you've seen the displays for satellite radio gadgets and subscriber packages. The two providers are Sirius ($12.95 a month) and XM ($9.95 a month); both offer more than 100 channels of talk and music--with more than 60 of those commercial-free. More than 3 million Americans have subscribed."
Aqui
15/04/2005 14:58 Enlace permanente. Tema: 5.2 Satélite No hay comentarios. Comentar.

18/04/2005

As playlists

O que pensa alguém que sabe o que diz sobre o papel das play lists nas rádios (portuguesas).
(obrigado Pedro)
18/04/2005 12:44 Enlace permanente. Tema: 3.0.0 A música e a indústria discográfica No hay comentarios. Comentar.

O primeiro e o segundo choques

Alguém me chamava a atenção para o facto de a terminologia aqui usada poder criar dúvidas. Na verdade, designar por o primeiro choque o "conflito" entre a rádio e a televisão (nas décadas 40/50/60 do século passado) é arriscar num nome sem agregação científica (por outras palavras, acho que nunca o vi em nenhum lado...).
Mas isso não lhe retira mérito (penso...): a ideia de um primeiro choque tecnológico só faz sentido se houver a perspectiva de um segundo. E o segundo choque tecnológico no universo da rádio está aí à porta...
Por isso, pelo menos por agora, manterei esta designação.
18/04/2005 13:03 Enlace permanente. Tema: 2.0 O primeiro choque (a televisão) No hay comentarios. Comentar.

O DAB está finalmente a descolar?

Parece impossível, mas pelos vistos há sinais nesse sentido.
Este relatório, do World Dab Forum, diz que sim...
18/04/2005 14:00 Enlace permanente. Tema: 5.1.1 DAB No hay comentarios. Comentar.

Pagar para ouvir música

Há quem defenda que a música continuará a desempenhar o seu papel na rádio porque não se paga, independentemente do "segundo choque" tecnológico.
Não concordo. Ou, pelo menos, desconfio: se os jovens britânicos gastam €220m (£150m) em toques de telemóveis e downloads de músicas via telemóvel, por que é não gastarão também em downloads para os seus ipods? («Young people in the UK will spend €220m (£150m) on ring-tones, ring-back tunes and downloading full songs directly onto their mobile phones, according to new research conducted by UK marketing consultancy Mobile Youth. With CD single sales still in decline, the consultancy argues that the ring-tone is set to become the number one marketing tool for record companies and artists to launch the CD album. As a result, the analysts believe that in future the playback of music on mobile phones will have a significant influence on how music is developed and marketed. The UK teenager spends on average €38 (£26) a year on music for their mobile phone, the group has also found.», UK youngsters increasing spend on mobile music
DM News Europe, 06/04/2005 by Leigh Phillips
 

(Origem)

"A Indústria Fonográfica Britânica publica relatório do primeiro trimestre de 2005 (BPI release 2005’s first quarterly review): o principal destaque do relatório vai para a entrada dos downloads na tabela de vendas de singles, o que, perante os primeiros resultados, parece representar uma nova “idade de ouro” para o mercado de singles, segundo os especialistas da indústria fonográfica britânica (BPI). No primeiro trimestre, as vendas de música digital registaram 300 mil downloads por semana, o que veio revolucionar as vendas, que há um ano atrás não atingiam os 20 mil downloads por semana." (Obercom)
Tudo aqui.

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18/04/2005 16:02 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

Comprar música na internet

"(...) segundo um estudo da Ipsos-Insight, os serviços de subscrição de música digital tem uma forte competição por parte das redes Peer-to-Peer e dos serviços pay-per-download. Dos 743 internautas norte-americanos que fazem downloads inquiridos pela Ipsos-Insight, 24% afirma que prefere comprar músicas individualmente e apenas 5% prefere serviços de subscrição" (via Obercom).
Aqui uma notícia sobre. E aqui o "press release" oficial
18/04/2005 15:53 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

19/04/2005

Os tempos estão a mudar...

Reconheço que esta realidade é nova para mim e que, portanto, estou à descoberta. Mas nem por isso deixo de partilhar com os eventuais interessados esta realidade espantosa: Bruce Sringsteen tem um disco novo que sai a 26 deste mês. Mas vários temas já estão na internet. Alguns, como o tema-título, podem ser comprados no i-tunes. Mas outros estão complemente acessíveis. Aqui, por exemplo*.
No caso de BS o disco fará sentido (coleccionadores, fãs, uma longa carreira), mas na lógica do (novo) mercado dos singles, as coisas estão realmente a mudar - não será muito difícil registar esses temas no computador!

* Dos três temas, Devils and Dust tem uma gravação por cima (de 30 em 30 segundos) a dizer "AOL music; first listen"; os outros estão livres...
19/04/2005 12:43 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

O mercado dos "singles"

Quando eu era pequeno, um “single” era um disco mais pequeno, geralmente com apenas duas músicas (uma de cada lado do vinil). Antes do “LP” sair, as editoras lançavam um tema para tocar nas rádios, que também era comercializado.
Com a chegada dos CD, os “singles” perderam (algum) sentido.
Mas a música “on line” está a recuperá-los, ainda que com outro sentido: há cada vez mais grupos/músicos a lançar apenas um ou dois temas, em vez de se preocuparem em gravar dez ou 12 músicas para um “disco grande”.
Com as vendas e “downloads”, é possível comprar as músicas que se quer, sem ter que “levar” com o disco todo – a quantos de nós não aconteceu ter de comprar um disco só por causa “daquela” música e ficar desiludido com as restantes (o inverso também – mas nesse caso, será sempre possível comprar todas as músicas que existirem).
19/04/2005 18:58 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

"Top britânico de singles passou a incluir downloads"

"Pela primeira vez , o «top» britânico de «singles» passou a incluir os ficheiros de música adquiridos na Internet ao lado dos CD vendidos nas lojas (...). O top de «downloads», elaborado pela Official UK Charts Company, começaram a ser feitos em Setembro do ano passado, contabilizando os «downloads» legais de mais de 20 «sites», incluindo o «iTunes» e o «Napster» (...). «É um dia histórico para a indústria da música britânica», disse ontem o presidente da Associação da Indústria Fonográfica Britânica (BPI), Peter Jamieson (...)" (in Público de hoje)
19/04/2005 20:05 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

22/04/2005

"Jovens ouvem mais rádio em Portugal"

"Segundo os dados do Bareme Rádio da Marktest, disponíveis no Anuário de Media & Publicidade 2004, os indivíduos entre os 15 e os 24 são os que mais ouvem rádio.
Numa análise para o ano de 2004, vemos como os vários grupos etários têm comportamentos de audiência de rádio diferenciados.
Os dados globais do ano para o total rádio mostram uma curva sempre descendente à medida que a idade aumenta. O grupo dos 15 aos 17 anos é o que apresenta maior audiência acumulada de véspera, de 74.6% - superior aos 58.0% da média do universo. A partir deste grupo etário, as audiências de rádio tendem a descer sempre, para atingir os 35.8% no grupo dos indivíduos com mais de 64 anos."
O documento aqui.

Comentário: esta é uma das questões mais interessantes e um dos desafios mais estimulantes. À partida parece ser um ponto positivo para a rádio, porque pressupõe uma disposição prévia para; mas por outro poderá querer indicar que ouvem mais rádio por causa da música. Tendo uma alternativa, deixarão de ouvir? É o tempo das interrogações!

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22/04/2005 10:24 Enlace permanente. Tema: 3.0.1.1 A geração iPod em Portugal No hay comentarios. Comentar.

Audiências baixam em França

"Ni les trois généralistes les plus écoutées en France (RTL, France-Inter et Europe 1) ni France-Info ne s'attendaient à des chiffres d'audience en hausse pour la période janvier-mars 2005. (...)
La présidence de Radio France notait déjà, en juillet 2004, une légère baisse de l'audience et de la durée d'écoute pour l'ensemble des radios en France, "affectant particulièrement la tranche d'écoute matinale, où se fait une bonne part de l'audience". "Il est sans doute trop tôt pour savoir si cet effritement est structurel, ou s'il s'agit d'un phénomène conjoncturel", notait alors Radio France. (...)
Or comme pour la presse ­ qui doit en outre faire face à l'arrivée des gratuits ­, indiquent plusieurs cabinets d'experts, la grande concurrente est bien sûr la Toile. Non pas qu'on écoute encore beaucoup la radio sur Internet, mais parce que depuis 2002, les loisirs numériques connaissent une forte progression. (...)"
aqui
22/04/2005 13:12 Enlace permanente. Tema: 6.5 Medição das audiências No hay comentarios. Comentar.

A tecnologia é a concorrência

"(...)Or comme pour la presse ­ qui doit en outre faire face à l'arrivée des gratuits ­, indiquent plusieurs cabinets d'experts, la grande concurrente est bien sûr la Toile. Non pas qu'on écoute encore beaucoup la radio sur Internet, mais parce que depuis 2002, les loisirs numériques connaissent une forte progression.
Qu'il s'agisse d'Internet, de ses messageries et forums ; qu'il s'agisse de la télévision, qui offre de l'information en continu dès le matin et de nombreuses chaînes musicales, clips en plus ; qu'il s'agisse enfin de la téléphonie et de tous les services ludiques et médiatiques qu'elle commence à offrir, le numérique s'impose.
D'où l'impérieuse nécessité, pour les généralistes, dont les auditeurs sont souvent âgés, d'apprendre à s'adresser aux jeunes ; et, pour les musicales, de s'engouffrer dans toutes les nouvelles formes d'échange numérique que les jeunes plébiscitent.
Sans parler de phénomène de fond en radio, modèrent des experts, un signe ne peut cependant qu'alerter les dirigeants des stations : en Grande-Bretagne les investissements publicitaires sur la Toile sont aujourd'hui supérieurs à ceux réalisés en radio."
Le Monde 18/4/05

Comentário: eis um artigo que se relaciona com as preocupações que venho partilhando/organizando neste blogue: de acordo com esta notícia, a queda das audiências na rádio francesa deve-se à concorrência "tecnologógica", a outras solicitações que os potenciais ouvintes têm. Já tenho mais dúvidas que aquilo que a notícia diz sobre a necessidade das rádios generalistas se dirigirem aos jovens seja viável.
22/04/2005 13:19 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

24/04/2005

Sinais positivos (podcasting - síntese)

Um amigo, que também trabalha na rádio, ao ler alguns dos textos deste blogue, comentou qualquer coisa deste género: “estou tramado, daqui a 10 anos tenho de arranjar outra profissão”.
Na verdade, o tom geral dos textos que aqui tenho apresentado (e estou na fase da recolha genérica, sem ser muito selectivo, à mistura com a tentativa de elaboração de um índice) é de algum pessimismo, pelo menos quanto aos formatos clássicos que conhecemos actualmente na rádio portuguesa (e não só...).
Mas, eu próprio, não estou tão pessimista.
Se a rádio sempre soube, ao longo de um século, tirar partido da tecnologia, também o poderá fazer agora. O “podcasting” pode ser uma saída: a partir do momento em que há gente interessada em receber ficheiros que não são apenas música, continua a haver espaço para a transmissão de voz ou de música fora dos circuitos massificadores. Por outro lado, o mesmo “podcasting” significa que há gente que quer fazer ou ouvir rádio. É um conceito diferente de rádio? Mas por que é que o conceito não pode evoluir? Será uma rádio de nichos? Não tenho a certeza. Mas sei que há nichos que, mesmo pequenos, têm efectivo poder de compra.
E, como síntese, retenho uma frase que li no texto “«Podcasting»: faça rádio em sua casa”, do Courrier Internacional, nº1: “Diria que o «podcasting», hoje, é o equivalente da Internet em 1995”.

PS – Há mais uma questão, que pelo menos nesta altura me parece, essencial: estaremos a falar de comunicação social? Os conceitos estão em mutação, mas para ser “social” tem de implicar um emissor e vários (muitos ou poucos…) receptores. Da mesma forma que a possibilidade de programação individual de rádios na Internet não é comunicação social (um emissor, um receptor), também a troca de ficheiros “peer to peer” (a abundância de termos por traduzir para a língua portuguesa é trágica) não o será…
24/04/2005 11:10 Enlace permanente. Tema: 3.3 Podcasting No hay comentarios. Comentar.

25/04/2005

Video clips de música

Até agora tenho falado do risco que representa para a rádio (melhor dizendo, para os formatos clássicos da rádio, assentes em música e em play lists) os downloads de música.
Mas o risco é ainda maior se lhe juntarmos a capacidade de - não apenas ouvir música - também ver os video clips. Se eu, a caminho da escola, no transporte público ou no carro do pai, tiver no meu telemóvel 100 ou 200 video clips, devidamente seleccionados, vou ouvir rádio?

A rádio ficará confinada à sua especifidade de único meio acumulativo (só ouço rádio quando não estou a fazer outra coisa que me ocupa os olhos)?
25/04/2005 10:50 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

26/04/2005

2004: o ano da "revolução" digital na música

Texto fundamental do obrigatório Obercom:
"O ano de 2004 ficará na história da música, como o ano da "revolução" digital. Ao nível do consumo de música digital verificaram-se mais de 200 milhões de downloads autorizados nos Estados Unidos e na Europa. Por outro lado, registaram-se 870 milhões de downloads não autorizados. Segundo a IFPI, embora os números da pirataria sejam alarmantes, houve uma quebra de cerca de 30 milhões de dowloads não autorizados em relação a 2003, enquanto que o número de downloads autorizados decuplicou no mesmo período."
Tudo aqui.
Com esta actualização:
"As vendas de música digital cresceram exponencialmente em 2004 com o número de serviços de música on-line a aumentar cada vez mais. Actualmente existem cerca de 230 serviços disponíveis, dos quais 150 na Europa. Os catálogos de oferta musical on-line também aumentaram, com os maiores catálogos a contar mais de um milhão de temas musicais, segundo os dados da International Federation of Phonographic Industry (IFPI) publicados no estudo The recording industry World Sales 2005 (estudo pago)".
26/04/2005 16:34 Enlace permanente. Tema: 3.2 Downloads No hay comentarios. Comentar.

A BBC na vanguarda do podcasting

A BBC anunciou que vai aumentar as suas experiências de podcasting, oferecendo mais 20 programas de rádio para o download

Comentário: que as coisas estão a mudar é a única certeza; dúvidas: em que sentido, com quem e com que resultados? Uma coisa é certa, quem já lá estiver vai ter mais facilidades. A BBCparece-me ser a primeira grande emissora a acreditar nas potencialidades do podcasting. Mas, aqui, por exemplo, há mais notícias de rádios que também aderem...
26/04/2005 17:34 Enlace permanente. Tema: 3.3 Podcasting No hay comentarios. Comentar.

Leitores de mp3

" (...) segundo os dados publicados pela JupiterResearch, os leitores de música digital crescerão 35% em 2005 e manterão uma taxa de crescimento anual de 10%" (OBERCOM 21/4/05)
26/04/2005 17:41 Enlace permanente. Tema: 3.1 LAD No hay comentarios. Comentar.

27/04/2005

Telemóveis e televisão são compatíveis?

No suplemento de Economia do último Expresso dois artigos sobre - genericamente - a converg~encia tecnológica e - em concreto - a compatibilidade entre televisão e telemóveis: "Diário de Sofia no telemóvel" conta a experiência de um programa, concebido para a internet mas que passou para a televisão e está agora nos telemóveis. Na página seguinte, uma reportagem feita em Cannes, no MIPTV, dá conta da aparente dificuldade em compatibilizar os dois formatos. Cito do autor: "Mas, no mínimo, é duvidoso que as pessoas queiram assistir à TV no pequeno ecrã portátil da mesma forma que o fazem num ecrã normal. Tirando alguns usos muito particulares e breves (...) não se imagina a viabilidade da ideia, pelo menos por agora".

Comentário: esta ressalva final é importante. O próprio autor (Luís Coelho) conta a experiência da Coreia do Sul. E recordo que, muito recentemente, vi no aeroporto de Hong Kong um enorme anúncio dando conta de "roaming" para emissões de televisão em telemóveis (qualquer coisa como: "vai para o Japão ou Taiwan e quer continuar a acompanhar os seus programas de televisão favoritos? Active o «roaming» para os poder continuar a ver em directo nesses países...).
27/04/2005 18:29 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

28/04/2005

"RR aposta em jogo para ganhar ouvintes"

«No próximo dia 4 de Maio, a Rádio Renascença organiza uma festa nas docas de Lisboa onde dará a conhecer um novo jogo, Volta ao Mundo, que será jogado nas manhãs da RR a partir das 10:30 e 11:00. O jogo, que irá decorrer entre 4 de Maio e Julho, pretende ser uma viagem imaginária à volta do mundo, num barco que parte de Lisboa e vai chegando a vários portos, locais onde um novo concorrente tentará tomar o barco. Para seguir viagem, os concorrentes têm de responder a perguntas de cultura geral sobre os locais onde o barco vai atracando. O vencedor receberá um cheque viagem no valor de 10 mil euros. Rui Pêgo disse ao M&P que este jogo, que se insere na linha de «jogos sazonais da rádio», é um investimento que tem «sem dúvida» o «objectivo de ganhar mais ouvintes». O director de programas da RR sublinhou ainda que os «jogos em antena caracterizam a RR e são um factor de identificação da estação». SP (Meios&Publicidade)

Comentário: os concursos - genericamente - são uma forma de manter uma ligação efectiva do ouvinte à rádio. Tão legítima como outra qualquer. E, nomeadamente em Portugal, há ainda muito caminho para percorrer (muito concurso para fazer...)
28/04/2005 15:52 Enlace permanente. Tema: 6.2 Os concursos No hay comentarios. Comentar.

A música digital em Portugal

«"Criou--se um sistema impeditivo da agilização de entrada da música no mercado digital", diz [Eduardo Simões, da Associação Fonográfica Portuguesa], referindo-se tanto às vendas através da Internet como para redes móveis (...) David Ferreira, da EMI Music Portugal, sublinhou que, mesmo "correndo-se o risco de adiar o futuro", neste momento (...) "Não dedicámos ainda o tempo necessário à digitalização de catálogos, nem ao ultrapassar de indefinições que impeçam a exploração do ponto de vista legal", acrescenta. E sublinha que, neste momento, o vendedor digital "que mais interessa" é o iTunes, que "não tem Portugal nas suas prioridades". E remata, esclarecendo que os detalhes a rever na directiva aprovada o preocupam, por enquanto, menos que estes outros problemas.»
in Diário de Notícias de hoje

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28/04/2005 16:06 Enlace permanente. Tema: 3.2.1 Downloads em Portugal No hay comentarios. Comentar.

Visual radio

"(...) Hewlett-Packard, Nokia and Infinity Broadcasting this week announced a plan to introduce what they call Visual Radio. The technology would combine the traditional over-the-air FM broadcast -- through a receiver included in the phone -- with text and graphics displayed on the phone’s screen.
Those text-and-graphics images could be coordinated with the broadcast -- to display the title of a song and the name of the artist, for example -- or provide information such as concert schedules, allow the user to buy ring tones from the artist or participate in radio station contests.
If some of those features sound familiar, there’s a reason -- display of artist and song title is available, for example, through satellite radio services. Traditional broadcasters are trying to fight back with new technologies, such as digital broadcasting, which allows them to transmit multiple channels and display information (song and artist, weather and traffic information and sports scores) to receivers equipped to receive them."
(dica Contrafactos)
28/04/2005 18:26 Enlace permanente. Tema: 3.4.4 Visual radio No hay comentarios. Comentar.

A tecnologia HSPDA

Dizem que é a nova paixão tecnológica e que chegará a Portugal no final deste ano. Chama-se HSDPA (High Speed Downlink Packet Access) e junta o acesso em banda larga à Internet a conteúdos em vídeo ou música.
Um exemplo.
28/04/2005 18:55 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

29/04/2005

"Mais de mil musicas em Mp3 num telemóvel"

"(...) The Nokia N91 is comparable in size to Apple’s 4-GB iPod Mini, but there’s a price differential. The Mini is $199, while the N91, to ship in Europe and Asia by the fourth quarter, is expected to sell for around $900 overseas, and $500 in the USA after discounts. Nokia hopes to have the phone here by year’s end, but needs a carrier.(...)
Most cell phones have limited internal memory — around 32 megabytes, though some higher-end phones come with slots for memory cards like those found in digital cameras. A 1-gigabyte card sells for around $70.
Samsung recently introduced a phone with a 1.5-gigabyte hard drive in South Korea, and says it will make a 3-gigabyte phone in the future.
No. 2 handset manufacturer Motorola announced an alliance with Apple last year for a non-hard drive phone that would play songs purchased at the iTunes Music Store. The phone has been delayed, primarily due to resistance from carriers about promoting Apple, says Alex Slawsby, an analyst with market tracker IDC.
Cell phones are the top-selling consumer tech device, with sales of 650 million last year, growing to 840 million in 2008, IDC says" (in USA Today)
(via Contrafactos)

Comentário: Mais uma vez estamos perante um caso de vantagens evidentes por parte da convergência tecnológica - os telemóveis vão tentar absorver os dispositivos de leitura digital em Mp3, beneficiando da vantagem de, com um mesmo dispositivo, ter não apenas o leitor, mas um telemóvel, um rádio, um...

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29/04/2005 12:37 Enlace permanente. Tema: 3.7 Telemóveis No hay comentarios. Comentar.

Um momento histórico

«Infinity, which is part of the Viacom media conglomerate that also owns CBS and MTV, announced Wednesday that it would convert its KYCY-AM station in San Francisco to the new format on May 16.
Next month, Infinity will convert an underperforming station in San Francisco to a format that will play only "podcasts," or amateur recordings distributed via the Internet to listeners' iPods and other digital music players (...)» (IHT de hoje)

Comentário: Tudo isto é tão novo que imagino a confusão que vai na cabeça dos programadores/directores de rádio nos EUA. Uma rádio só com podcasts???!!! Mas não deixa de ser uma forma inteligente da rádio reagir!!!!

Isto liga-se a isto (a BBC cede programas para podcasting), a isto (a Clear Channel também) a isto(a empresa Loyal Ears cria uma plataforma independente para permitir a cedência paga ou grátis de programas para podcasting) e a isto ("Quem vai ouvir os audioblogs que supostamente vão revoluciunar o mundo da rádio?").
29/04/2005 15:30 Enlace permanente. Tema: 5.4.1 podcasting No hay comentarios. Comentar.

30/04/2005

Protecção mediática faz existir (III)

Mas, afinal, se a convergência nunca sairá da imaginação de autores como Alvin Toffler, Nicholas Negroponte ou Bill Gates, por que é que se fala tanto?
Os autores explicam: “Nenhum produto convergente, não importa quão trivial, é lançado sem uma rajada de relações públicas favoráveis” (seja pela primazia na oferta dos últimos modelos seja por que a “loucura acumula-se por detrás de uma barreira chamada «convicção»”). Além disso, “não há nada que prejudique mais o pensamento objectivo do que a loucura dos media” (pág. 81) e “com a imprensa, os peritos e virtualmente toda a comunidade ligada à alta tecnologia a apoiar firmemente o conceito de convergência, quem poderá duvidar que um dia tudo isso não vá realmente acontecer? (pág. 87)”.
30/04/2005 18:26 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

Argumentos contra (II)

- AL e Laura Ries explicam que o conceito de convergência começou com a integração de um despertador num rádio (“uma vez que é possível combinar um relógio com um rádio de forma obter um aparelho interessante e útil, o que poderia ocorrer se todos os sectores de actividade convergissem?”, pág. 55). Mas, de acordo com os próprios, o próprio rádiodespertador não evoluiu e é hoje, na esmagadora maioria das casas, o qeu era há 20 anos (além de pouco simpático);
- As marcas precisam é de divergir (de criar novas marcas, novos produtos) para sobreviver à concorrência e não serem engolidas pelas mais fortes;
- (Quase?) todas as previsões quanto à concretização/implantação desse objectivo falharam e o que há hoje (o livro é de 2004) é apenas atrasos e categorias abandonadas;
- Associam a convergência à lógica de um canivete suíço: a maioria acha-lhe piada, até o compra, mas depois nunca ou raramente o usa (preferindo a tesoura, a chave de fendas, a pinça, o alicate, individualmente);
- As experiências até hoje conhecidas (principalmente nos Estados Unidos, mas – já agora – também em Portugal) com a televisão interactiva, que não descola; até porque ela também significa mais oferta, que pode passar rapidamente a excesso de oferta (confusão…) ou dispersão face ao mais importante (se acompanho o jogo de futebol através da câmara que segue um determinado jogador não será que perco os lances essenciais?);
- Convergência significará sempre mais botões num mesmo dispositivo. Mais confusão…
- Um meio activo (Internet) não casa com um passivo (televisão);
- A informação disponível num ecrã de computador não cabe no de um telemóvel;
- Nova tecnologia significa quase sempre mais custos, preços elevados. Ora um dos públicos-alvos, os jovens, não o têm com facilidade, para poder trocar todos os anos de novidade… Já os jornalistas/comentadores que escrevem sobre as novidades tecnológicas recebem-nos de borla (quase todos os dias…)!
- Quando precisamos de uma televisão e de um vídeo compramos dois aparelhos, em vez de um…convergente, e até mais barato. Só que quando um for para reparar, vão os dois!
As frases seguintes de Al e Laura Ries condensam os seus argumentos: “Paga-se um preço quando se tenta juntar tudo. E o preço é normalmente um sacrifício da simplicidade, flexibilidade e facilidade de utilização” (pág. 70). (…) O que aconteceu à simplicidade, confiança, vantagem, baixo custo, facilidade de utilização, pequeno e leve e à protecção contra vírus? (pág. 74)”.
30/04/2005 18:28 Enlace permanente. Tema: 4.0 A convergência digital No hay comentarios. Comentar.

Manifesto anti-convergência tecnológica (I)

Acabo de ler “The Origin of Brands” (“A Origem das Marcas”, de Al e Laura Ries, Lisboa, Casa das Letras, 2005) e, tal como o seu anterior em Portugal, “A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas”, é um murro no estômago.
Agora o tema que pai e filha abordam é o posicionamento das marcas num futuro mais ou menos próximo, contestando com inúmeros argumentos aquilo que a esmagadora maioria entende vir a ser uma marca desse futuro, a convergência tecnológica.
Acredito – e não tenho qualquer veleidade de os contrariar – que a convergência tecnológica, integrando as principais indústrias do presente (computadores, Internet, comunicação social/conteúdos, entretenimento), vai triunfar e que aquilo que Al e Laura defendem será desmentido. Mas será difícil chegar ao fim do livro sem ficar a pensar no assunto. De uma forma completamente diferente do que acontecia antes.
Os autores são sinceros quando explicam que a convergência é má para o seu negócio (as diferentes categorias, quando convergem, canibalizam-se e isso ditará o fim de muitas marcas, além de que, quando as tecnologias convergem, as pessoas não procuram novos nomes para se referirem a novas combinações), preferindo as oportunidades que a divergência, em alternativa, proporcionará. E, basicamente, o livro é sobre isso.
Mas os seus argumentos contra as potencialidades da convergência, além de bem fundamentados, estão de tal maneira bem sistematizados que vale a pena – neste contexto – invocá-los:




Transistor kills the radio star?

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