Blogia

Transistor kills the radio star?

GLEVAREC, Hervé, avec Michel Pinet (2003b), La radio: un espace d'identification pour les adolescents

Glevarec 2003b

Há lugar para a rádio convencional (na net) em consumo activo

A proposito da questão aqui colocada sobre o que será a web 3.0, imagine-se, perante a oferta de milhares (cinco mil, dez mil?) rádios on line, um software que funcione como alertas/tags para nomes de artistas, palavras-chave em (nome de) musicas, etc.

A partir de uma lista de termos pré-definida (e constantemente editável), posso saber não só que músicas (que me interessam) estão a tocar em qualquer site do mundo como - quando essa informação estiver de tal maneira organizada/generalizada - as que vão tocar e as que me interessam.

Dificil? «Mediaguide currently tracks the real-time airplay of more than 2,700 terrestrial radio stations in every state in the U.S. This allows Radio Companion users to see what is playing right now on any of their favorite radio stations with just a few quick clicks on their BlackBerry smartphone. They can then select the music track to have its details sent instantly to their email account, with a direct link to click-through and purchase the song online

[este cenário faz equacionar diversas questões:

- excesso de escolha exige uma forte capacidade de selecção (a busca avançada do Google já não chega...), sob pena de se tornar ingovernável; o utilizador também vai ter de se adaptar para esse consumo activo

- acentua-se a capacidade de controlo do utilizador (ele só ouve o que e se quer)

- é uma forma de valorizar os conteúdos classicos da rádio, ainda que já alterados; isto mostra que o consumo activo pode basear-se, pode partir da rádio clássica, desde que ela esteja na net, tenha o seu streaming organizado e anunciado e entre nas diversas redes de procura); isto mostra também que a escuta FM/AM é um anacronismo e que não tem condições para continuar a vigorar; que há espaço para uma emissão programada de rádio desde que se adapte às exigencias.

OUTRO EXEMPLO de como a rádio convencional pode tentar resistir, desde que se adapte - DESDE QUE EVOLUA (sem ser necessário transformar-se noutra coisa que não rádio): a rádio pode avisar os interessados das musicas que vão passar, de acordo com escolhas/opções/tags definidas por esses interessados previamente. 24 horas antes? 12  horas antes? cinco minutos? quando o utilizador quiser... Além de conquistar utilizadores que não estarão a consumir essa emissão (caso contrário não teriam subscrito os alertas - por email? por SMS?), conquista uma poderosa base de dados com os gostos desses utilizadores; gostos que não deve negligenciar se quer fazer uma emissão que se adapte aos gostos desses ouvintes. Além do mais, está a dar importancia, poder ao utilizador, seguindo aquilo que parece ser uma tendencia evidente.

O que será a web 3.0

O consumo mediático nos próximos anos, como se vê pelos anteriores, vai depender muito de como evoluir a internet; será mais social do que agora, permitindo mais comunicação e partilha; será mais inteligente, reconhecendo conteúdos? será sobretudo híbrida? As respostas condicionarão a forma como o consumo mediático - baseado na net - evoluirá.

«A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet. Esta inovação está focada mais nas estruturas dos sites e menos no usuário. Pesquisa-se a convergência de várias tecnologias que já existem e que serão usadas ao mesmo tempo, num grande salto de sinergia (...). A Web 3.0 organizará e agrupará essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta.. Por exemplo: todos os filmes policiais, que tenham cenas de perseguição de carros, produzidos nos últimos cinco anos etc.»

«A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si; a Web 2.0 é a que o mundo vive hoje, em que os mecanismos de busca como Google e os sites de colaboração do internauta, como Wikipedia e YouTube, dão as cartas. A Web 3.0 seria a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet.
De que maneira? Daniel Gruhl, um dos diretores do Almaden IBM Research Center, exemplifica. Até agora, disse ele à Folha, a rede é como uma lista telefônica com bilhões de páginas. Um mecanismo de busca como o Google permite que o usuário pesquise o conteúdo de cada página --todos os Silva, para ficar na metáfora da lista-- e mesmo utilize a "busca avançada" para restringir um pouco mais os resultados --todos os Silva de São Paulo.
"A Web 3.0 organiza e agrupa essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta", afirma Gruhl --todos os Silva que torcem para o Corinthians, votaram no PSDB e são alérgicos a frutos-do-mar, digamos. Embora a tecnologia ainda esteja na fase de pesquisa, suas possibilidades comerciais são infinitas. E as empresas não estão cegas para isso.
»

«A rádio torna-se video»

«Call it the YouTube effect if you will, but video is quickly becoming the core element of many radio station Web sites. Video also is at the heart of making your station’s Web site a revenue generator, some experts say.
“Video for a radio station’s Web site not only is a way to increase unique visitor page views but also as a revenue driver,” said Thom Callahan, general manager of the Radio Division of the Associated Press Broadcast News Center, whose company provides video content to member radio stations.
“Many of our members have been able to sell ads against video of all kinds, from local video that they shoot to news and entertainment that we provide.”
AP provides video services to radio stations as an ad-supported service, and many other suppliers of video content are doing the same, Callahan said, so the initial cost to offer video services is negligible.
(...)Video is becoming a core element of our Web sites. Growing bandwidth speeds and better codecs are making video a big part of any site,” said Halyburton.
(...) If your radio station is just beginning to dabble in video, be sure not to dominate your Web site with it, Callahan said. “It should be an enhancement and another reason to visit the Web site and ultimately listen to the radio station. Look at your online presence as just another channel to program,” Callahan [ Thom Callahan, AP] said. [PORQUÊ?]

fonte: Video Seen as Critical to Radio Industry’s Web Revenue RADIO WORLD by Randy J. Stine, April 4, 2008

 

 

Jovens (14-19) portugueses: internet e televisão; rádio não...

(Resultados do estudo All About Teens que entrevistou 500 jovens dos 14-17 anos (59%) aos 18-19 anos (41%) residentes nas areas do Grande Porto e Grande Lisboa e foi apresentado no 4° Seminário de Marketing Infantil Kids & Teens, na Fundação das Telecomunicações; entrevistas online e offline; entre Junho e setembro 2007)

- A internet faz parte dos equipamentos existentes nos lares de 87% dos jovens portugueses entre os 14 e os 19 anos residentes nas áreas da Grande Lisboa e Grande Porto.  53% têm no quarto

- «Quais destes equipamentos / serviços tens em tua casa (qualquer divisão da casa)?E destes equipamentos / serviços que referiste ter em tua casa, quais os que tens especificamente no teu quarto?» Televisão 97% (69%); computador (pc) 88% (49%); leitor de dvd 88% (32%); internet 87% (53%); sistema de som [onde podemos encontrar rádio?] 65% em casa, 38% no quarto

- «E destes equipamentos / serviços quais aqueles que tens para teu uso pessoal? 97% tem telemovel, mp3: 74%, maquina fotografica digital 56%; ipod 16%

- rádios preferidas: CIdade, 48%, RFM, 34%, Mega FM 27%, Rádio Comercial 20%, Antena 3 18%

- sites mais visitados: Google, 71%, Hi5 70%, YouTube 69%

- o que fazem na internet: messenger 88%, email 80%, ver videos (youtube...) 66%, pesquisas para a escola 63%, downloads musica e filmes, 57%, visitar sites de redes sociais (Hi5, facebook,) 56%, jogos online 43%, ver videos 42%, pesquisa de sites de musica 42%

- niveis de consumo de media (todos os dias): televisão - 72%, internet no computador - 65%, rádio 29%, jornais menos de 10% [NOTA: estes resultados parecem ser contraditórios com os do Bareme]

- Em que períodos do dia, considerando apenas os dias da semana (excluindo o fim de semana) ouves normalmente rádio? E aos fins de semana em que períodos ouves normalmente rádio (excluindo os dias de semana)? 7-11h, 31%, 11h-14h, 9%, 14h-17h, 15%, 17h-20h, 21%, 20-00h- 19%; fimde  semana (mesmos periodos): 18%, 20%, 18% 17%, 18%

- «Em que períodos/ situações do teu dia-a-dia é que a rádio te faz companhia? Nas viagens de carro, 67%; quando estou a arrumar o meu quarto/casa, 41%; quando estou no computador 27%, quando estou a estudar 27%, nas viagens dos transportes publicos 27%, quando estou a caminhar a pé para algum lado 17%, não se aplica/não oiço rádio 10%»

-« Escolhe os 5 principais temas que sejam do teu interesse: Musica 60%; cinema 49%, Moda 30%, Futebol 28%»

«Até que ponto gostas de cada uma destas actividades. Utiliza, por favor, uma escala de 1 a 10, em que 1 corresponde a não gosto nada e 10, a gosto muitíssimo: Ouvir musica 80%, ir à praia 73%, Viajar 73%, navegar na net 69% (...)»

A rádio e a cultura do quarto

«(...)l'écoute va devenir plus domestique, s'inscrire dans une «culture de la chambre» [citando Simon Frith, The Sociology of Rock]. Il semble y avoir là une très forte interdépendance entre culture et support de consommation.» (Glevarec, 2003: 87)

«L'usage dominant que les adolescents font des radios qu'ils écoutent est un usage plutôt privatif. À la différence de l'Angleterre où la possession d'un téléviseur dans la chambre des adolescents est le fait de l'ensemble des classes sociales, seule la radio est, en France, le média possédé par la majorité des adolescents dans leur chambre. La radio de la chambre est traversée par la construction d'une séparation d'avec l'extérieur, tandis que les radios partagées (la cuisine, la voiture...) sont le lien d'une discussion entre membres de la famille autour des préférences» (Glevarec, 2003: 90) 

A rádio como instrumento de socialização

«la radio est un instrument de socialisation concurrent par rapport à la famille et à l'école; enfin, la radio est un instrument nouveau par rapport aux institutions traditionnelles de légitimation culturelle» (Glevarec, 2003: 86)

Porque é que os jovens ouvem rádio musical (a ubiquidade e a disponibilidade)

«Du point de vue des adolescents, la transformation majeure qu'apportent les radios réside dans la lise à disposition et la diversification des « musiques ». Cette disponibilité est encore plus forte que pour la télévision parce qu'elle correspond à des usages moins captifs du support: les adolescents écoutent sur différents postes, chaînes et Walkmans, à domicile et à l'extérieur, seul et en compagnie. La disponibilité des différentes radios musicales offre une étendue et une ouverture à l'écoute musicale , fortement valorisées par les adolescents.» (Glevarec, 2003: 86)

A rádio e os jovens em França (como em Portugal)

«La situation en France est telle que les radios y jouent un rôle sur le plan musical et sur celui des « problèmes des jeunes». Du fai t de leur udience élevée et de leur adéquation forte avec un public adolescent, les radios « jeunes» en France sont des institutions à la fois culturelles et sociales» (Glevarec, 2003: 85). E o autor dá dois exemplos para justificar esta afirmação:  a criação em 1997 de uma rádio musical de serviço publico para o adolescentes e jovens adultos, Le Mouv', e a difusão, depois de 2002, de resultados de audiencias de rádio a paryir dos 13 anos.

«Que représente, pour les 88,5 % d'individus âgés de 11 à 14 ans et les 93,3 % âgés de 15 à 19 ans qui déclarent "avoir un contact" avec une radio au moins une fois par jour, l'écoute de ce que l'on peut appeler les "radios jeunes" (Skyrock, Fun radio, NRJ, Le Mouv', pour ne citer e les plus ciblées) ? Cette audience adolescente a plusieurs traits: 1. elle est l'audience des programmes musicaux nationaux" la plus élevée selon la segmentation des tranches d'âge retenue par Médiamétrie (l'hypothèse que la tendance générationnelle soit modifiée par la construction d'autres catégories est mince)» (Glevarec 2003b: 320)

O lugar da rádio entre os jovens (lugar de construção da adolescência)

«La radio pour les adolescents est, d'une part, un des supports d'une pratique juvénile décisive, à 'oir l'écoute de la musique, d'autre part, le lieu d'un investissement qui, chez les 14-16 ans, l'inscrit ans un véritable 'moment radiophonique adolescent' » (Glevarec, 2003, 85)

«La radio occupe une position double dans les pratiques des adolescents. Elle est à la fois un espace d'identification, à travers le "style", et un espace d'apparition de par son insertion dans la construction anthropologique de l'adolescence. Elle est traversée par une double catégorisation, identitaire et générationnelle. L'une porte sur la contribution de la radio à l'intégration, l'autre sur son apport à la construction du "moment adolescent" par rapport au temps et au monde adulte» (Glevarec, 2003b: 326) 

«D'un point de vue socio-historique, l'écoute adolescente des radios manifeste d'une part un fait générationnel - elle concerne les individus nés depuis les années 1980 -, d'autre part le moment adolescent comme moment de passage, de transformation, de questionnement et comme espace culturel propre en termes de style. Elles constituent un lieu d'identification pour certaines catégories de jeunes, à travers le genre de musique qui y est privilégié, mais aussi à travers les animateurs, les intervenants et les sujets qui s'y manifestent. » (Glevarec, 2003b: 332/14)

GLEVAREC, Hervé (2003), La Place de la radio dans l'univers culturel des jeunes, in Olivier Donnat e Paul Tolila (dir), Le(s) Public(s) de la culture, Politiques publiques et équipements culturel, Volume II, Presses de Sciences Po, 85-92

GLEVAREC, Hervé (2003), La Place de la radio dans l'univers culturel des jeunes, in Olivier Donnat e Paul Tolila (dir), Le(s) Public(s) de la culture, Politiques publiques et équipements culturel, Volume II, Presses de Sciences Po, 85-92

 

O futuro é imprevível - e o presente demonstra-o

Quando o iPod surgiu e rapidamente se transformou num gigantesco sucesso, quem imaginaria que poderia ter este desenvolvimento? Ou seja, a tecnologia digital demonstra uma capacidade de permanente renovação e de surpresa.

Se por um lado devemos ter cautelas quanto às previsões e às consequências que tecnologias futuras possam ter, por outro também não podemos perder de vista que - como hipotese - qualquer previsão corre o risco de ser conservadora e limitada quanto aos verdadeiros impactos que poderão surgir.  O iPod prova-o.

A experiência AM/FM pode passar sem alterações para a net?

Há quem defenda que a experiência de ouvir AM/FM pode ser distribuída perfeitamente e sem alterações através da net (ou, por outras palavras, que ouvir hertzianamente ou atraves da net é igual);

Para justificar a ausência de trabalho quantitativo de campo

Muito se discute sobre o impacto da internet (como novo meio) nos meios clássicos - acabam? alteram? não modificam na essência?

Neste trabalho procuramos avaliar esse impacto no caso concreto da rádio, não tanto pelo lado teórico ou pela arquietectura das especulações, mas percebendo como é que determinados utilizadores - os jovens - se relacionam com o novo e com o velho meio (a rádio musical).

Poder-se-ia ter optado por realizado um determinado trabalho de campo estatístico, ainda que qualitativo, com essa amostra de utilizadores, mas essa hipotese apresentou desde o início duas limitações:

- ocuparia espaço e tempo que impediriam certamente outras análises;

- mais importante, a realidade portuguesa, tanto quanto o demonstram os dados disponíveis, não é (ainda?) reveladora das novas tendências, por conservadora. O impacto do novo meio ainda é residual, o comportamento - à luz dos dados disponiveis - é o mesmo há 20 anos (como se verá em capitulo proprio)

Por outro lado esses dados, esse trabalho de campo tem sido feito quer pela universidade (Gustavo Cardoso) quer pela industria, sobretudo pelo lado do marketing, e se nenhum dos trabalhos é directamente vocacionado para os impactos na rádio, todos ou quase todos falam nesse aspecto e na relação dos jovens com a música e por exemplo com os leitores digitais de áudio (mp3). No caso dos trabalhos liderados por Gustavo Cardoso, no âmbito do CIES/ISCTE, apresentam a amostras que seriam imbatíveis num trabalho isolado.

Rádio: cada vez menos descobrir nova música

«As the source for exposure to new music, radio has hung onto its edge. Overall, more than half (55%) continue to name radio as their prime destination for new releases, followed by friends/other people (11%), "my kids" (5%), and music television channels like MTV (4%). Sites like Pandora, iTunes, satellite radio, and music magazines are all mentioned by 3% of respondents

«TechSurvey 2008», Jacobs Media, Março 2008

O impacto do iPod na escuta de rádio

«Similar to past studies, iPods impact radio listening. About one-fourth of those who own one say they listen to it exclusively or mostly for music (25%), especially Alternative fans and 18-34 year-olds. As the traditional Walkman verges on extinction, and the iPod becomes more universal, radio’s portability continues to be challenged»

Similar to last year’s poll, the most requested feature on future iPod/mp3 players is an FM radio tuner (34%), followed by more capacity for songs/videos (23%). Notably, Apple owners (44%) are especially desirous of being able to access FM radio on their next device.

«Additionally, 40% say they never listen to the radio while walking/working out (remember those iPod numbers), and many say they have not listened to a radio on their person as much during the past year. Additionally, at-work listening has also shown some erosion. While nearly one-fourth (23%) say they never listen to radio on the job, an additional 16% say they’re listening a little/a lot less at work. While three in ten (28%) report more listening in the workplace, that figure is down from the ’07 survey (31%).

 «TechSurvey 2008», Jacobs Media, Março 2008

Carro ameaçado (quem compra quer ligação a mp3)

«The car has always been an important center of media consumption. In the next vehicle they buy or purchase, the most important tech item (besides an AM/FM radio and CD player) is the ability to connect an iPod or mp3 player (34%). This desire, coupled with rapidly growing iPod ownership, has important implications for the radio industry. GPS is mentioned by nearly one-fifth (19%), followed by a DVD player and HD Radio (both with 13%), satellite radio (12%), and Sync (7%)»

«TechSurvey 2008», Jacobs Media, Março 2008

A fadiga ao iPod não impede o seu crescimento

«Since this poll began in ’05, we have tracked incredible gains in iPod ownership, and this year is no exception. And our studies have accurately predicted continued growth. Now, nearly six in ten respondents own one of these portable devices, an increase of 23% over last year’s poll. And the iPod’s presence in cars continues to rise.

«», Jacobs Media, Março 2008

Consumo de rádio diminui (casa)

«In-home radio listening – as was the case in the ’07 study – is diminished as respondents continue to utilize other media in their residences. (This was an alarming pattern that we saw up-close and personal in "The Bedroom Project.") In-car and at work listening, and audio streaming display positive momentum.»

«TechSurvey 2008», Jacobs Media, Março 2008

Ideia de 'Controlo-Variedade-Escolha' reforçada

«New technology continues to rapidly move into radio listeners’ lives. This year, the "big gainers" in terms of occupying their time includes streaming video, iPod ownership (and podcasting), and text messaging. Almost the entire sample now owns a cell phone and has access to a hi-speed Internet connection. Never have radio audiences had so much access to so many different entertainment and information sources. The notion of "Control-Variety-Choice" that we identified in last year’s "Bedroom Project" manifests itself throughout Tech Poll IV.»

«TechSurvey 2008», Jacobs Media, Março 2008