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Transistor kills the radio star?

Jovens e tecnologia; impossível de separar

«(...) "Nearly two-thirds of the young people surveyed said they think that the Internet, instant messaging, cell phones and other technologies make people happier, and 61% said those things make them feel closer to their family," said eMarketer senior analyst Debra Aho Williamson. "You simply cannot separate young people from technology; it is part of who they are."

Select Media and Technologies without which US Teen and Young Adult Consumers Could Not Live, April 2007 (% of respondents)

Respondents generally said living without technology would be stressful. Nearly half of young people never turn off their mobile phones, even when they're trying to relax or "chill out."

US Teen and Young Adult Consumers Who Have Used a Social Networking Web Site*, April 2007 (% of respondents)

Harris Interactive asked kids and teens in October 2006 what things made them happy. Having a PC made more than half of both groups happy. Mobile phones were more important to teens than to children.

Things that Make US Child and Teen Internet Users Happy, October 2006 (% of respondents in each group)

fonte: «Internet Keeps Young People Upbeat», eMarketeer, AUGUST 27, 2007

Publicidade online passa - já em 2008 - a da rádio (EUA)

Alguém ficará indiferente a isto?

É um marco que muitos julgariam que, tão cedo, não chegaria...

«By 2008, online advertising spending in the US is expected to surpass radio advertising spending. While not signaling the death of radio, it is an indication that radio is being subsumed into a broader sector called "audio." The Radio Trends report report analyzes the many ways that new digital and interactive technologies are changing traditional business models—altering the distribution and access of audio content. Internet and satellite radio, podcasting, high-definition radio and mobile audio services are all revolutionizing a radio industry that remained virtually unchanged for a century.

US Online Advertising Spending vs. Radio Advertising Spending, 2006-2011 (billions)

fonte: Radio Trends: On Air and Online, eMarketeer, 28/08/07

Mark Ramsey reage: «The Internet will not kill the radio star, of course. Assuming the radio star wakes up to realize he is in the Internet business, too. What say you, radio star? Is your strategy in place - yesterday?»

E Fred Jacobs até acha que podem ser boas notícias: «No, I haven't lost my mind.  While this item could be construed as depressing if you're in terrestrial radio, maybe we should look at it differently.  What other medium is as well-positioned to create digital content, and drive its sizeable cume to interact with it?  For several years, we've been encouraging radio to become multi-dimensional online, and many stations and groups have made efforts to get there. But have we gone far enough? (...) Times are changing, and radio is being challenged like never before.  But we're experts at the two things that matter most in the digital world - content creation and revenue generation.  And our ability to drive site traffic is the key to it all working together.  Let's surrender to the realities, reinvent our business models, and capture a big chunk of the growing digital revenue pie.» (fonte: «Some Good News...», Jacoblog, 04/09/07)

Mais dados:«(...) “There seems to be no reason why this market cannot find a new lease on life and benefit from the growth in the online sector,” writes Ben Macklin, senior analyst and author of the report. “Advertisers should not abandon radio in favor of the web but combine the two to take advantage of the unique attributes of each.” The report forecasts that this year ad spending on the internet will hit $21.7 billion, outstripping the $20.4 billion forecast for radio advertising spending. And by 2011 advertisers will spend nearly twice as much on the internet as on radio, according to the report, at $44.0 billion for the internet compared to $22.6 billion for radio.» (MediaLifeMag, 05/09/07)

Da era da informação para a era da recomendação (interactividade)

«We are leaving the Information Age and entering the Recommendation Age. In the past, it was difficult to gather sufficient information to make decisions, and we relied on recommendations to guide us through this lack of knowledge, based on others' prior experience. Today we have too much information, which, ironically, has made recommendations even more valuable. Now, we don't have enough time to sort through all the information, or we need higher levels of understanding to make sense of the information. So recommendations act as shortcuts through the information mass, getting us to the right, or "right enough," answer.»

fonte: Richardson, Adam, «From the Information Age to the Recommendation Age», Frog Design Mind, ?

«No corredor do infinito, tudo é possível»

«Nos mundos do entretenimento e da informação, já ultrapassámos as restrições de capacidade dos canais e do espaço de prateleira, bem como as suas exígências de uniformização. Em breve superaremos também os condicionalismos de capacidade da produção em massa. A explosão da variedade que observámos na nossa cultura, graças às eficiências digitais, irá estender-se a todo e qualquer aspecto da nossa vida. No dia de amanhã, a questão que irá colocar-se não terá a ver com as virtudes ou defeitos de um maior leque de escolhas mas sim com aquilo que realmente queremos. No corredor do infinito, tudo é possível» (Anderson, 2007: 242) 

A interactividade significa, também, partilhar informação

«Do mesmo modo, a informação acerca dos padrões de consumo, quando transformada em recomendações, pode constituir uma poderosa ferramenta de marketing. Uma informação mais aprofundada sobre os produtos, desde as críticas às especificações técnicas, pode responder a questões que, caso contrário, poderiam fazer com que o cliente se coibisse de comprar. Explicar a um consumidor por que motivo lhe é fornecido um determinado conjunto de recomendações é um mecanismo que ajuda a criar confiança no sistema e que ajuda os consumidores a dar-lhe um melhor uso. A transparência pode criar confiança, a custo zero» (Anderson, 2007: 237) 

O (aparente problema do) excesso de escolha provocado pela Internet

«(...) será que alguém precisa de tanto por onde escolher? Seremos capazes de gerir isso? Esta é a pergunta que mais se ouve nos dias que correm, à medida que a abundância da Internet se expande. A visão convencional é a de que é melhor haver mais escolhas, dado que esse fenómeno atende ao facto de as pessoas erem diferentes umas das outras, permitindo-lhes encontrar aquilo que se lhes adequa. No entanto, no The Paradox of Choice, um influente livro publicado em 2004, Barry Schwartz argumenta que o facto de haver demasiada escolha gera uma situação não só confusa como também bastante opressiva. (...) (180). A solução, descobriram, é organizar a escolha de uma forma que realmente ajude os consumidores (183) (...). A sabedoria convencional estava certa: é realmente melhor dispor de uma maior variedade de opções. Mas agora sabemos que a variedade, só por si, não é suficiente; precisamos também de informação acerca dessa variedade e de saber aquilo que os consumidores que nos antecederam fizeram com o mesmo leque de opções. O Google, com a sua aparente capacidade omnisciente para ordenar o infinito caos da Internet de forma a que surja à cabeça dos resultados das pesquisas aquilo que nós pretendemos, mostra o caminho. O paradoxo da escolha acabou por ter mais a ver com a escassez de ajuda na tomada de decisão quanto à escolha do que com uma rejeição da abundância. Organize a escolha de forma errada e ela será opressiva; organize-a da forma correcta e será libertadora.  (Anderson, 2007: 184)

A cauda longa (Anderson) aplicada à rádio?

Interrogações sobre o futuro; dúvidas; hipóteses ( a causa longa aplicada às audiencias da rádio convencional, ao numero de estações convencionais vs internet; à publicidade que é dirigida à rádio convencional???):

«Queiramos ou não, os hits vieram para ficar. O mesmo se aplica às lojas de retalho com espaço de prateleira limitado, às cadeias de televisão, ao mínimo denominador comum e a tudo o resto. Apesar de todo o crescimento do comércio electrónico, as compras online ainda perfazem menos de dez por cento do retalho norte-americano, tendo apenas excedido ligeiramente as compras por catálogo. Nem mesmo os grandes impulsionadores das vendas online esperam exceder 25 por cento dos gastos dos consumidores nas próximas décadas. Não se trata apenas da conveniência da gratificação imediata e das vantagens palpáveis da economia tradicional. Somos também uma espécie gregária, por vezes gostamos de fazer coisas com os outros. (...) Os hits podem não dominar a sociedade e o comércio da mesma forma que no século passado, nas ainda têm um impacto incomparável. E o impacto reside na capacidade dos hits servirem corno uma fonte de cultura comum em torno da qual se podem formar mercados-alvo mais segmentados. Os agregadores de sucesso da Cauda Longa têm necessidade de ambos: hits e nichos. Precisam de abarcar toda a gama de variedades, desde a mais apelativa até à menos popular, de modo a conseguirem fazer associações capazes de indicar um caminho ao longo da Cauda Longa que faça sentido para todos» (ANderson, 2007: 156) 

«Actualmente, tanto a realidade em torno dos canais de TV como a natueza efémera da televisão são resultado do estrangulamento da distribuição na área da emissão por cabo. A TV continua a viver na era do espaço de prateleira limitado, ao passo que a lição da Cauda Longa é a de que mais é sempre melhor. O crescimento da capacidade do cabo ao longo das últimas décadas perde fulgor perante o crescimento, durante o mesmo período, na área da criação em vídeo e perante a dimensão de potenciais microaudiêndas para tudo e mais alguma coisa. O TiVo poderá ter ajudado, pelo menos, a eliminar da equação a tirania do tempo, mas ainda estamos longe do modelo do iTunes, em que somos capazes de fazer o download de tudo quanto já foi produzido,a qualquer momento» (Anderson, 2007: 209)

Não é possível continuar a chamar rádio a isto; ou será?

«(...) hoje, a rádio já não é o único meio de lançar esses novos artistas. Assim, enquanto preparava a sua estreia na rádio, a Reprise pré-lançou várias faixas em sites de música na Internet, incluindo no Yahoo!, que oferece um serviço gratuito de rádio online chamado LAUNCHcast. Uma das características mais populares do LAUNCHcast é a sua estação de rádio personalizada, que permite que os seus milhões de utilizadores seleccionem os grupos e géneros musicais favoritos e depois oiçam gratuitamente essas bandas e outras semelhantes. A Reprise decidiu analisar se aquela audiência poderia ajudá-la a descobrir onde é que McKee se encaixava.

O LAUNCHcast está alicerçado em torno de um sistema de recomendação "ajustável' que selecciona, com base nas nossas preferências, que outras músicas poderão agradar-nos. Enquanto passa cada música, uma pequena janela incentiva-nos a atribuirmos uma classificação à canção, ao artista e ao álbum, numa escala de uma a cinco estrelas, que varia desde "Nunca mais quero ouvir esta" a "Não consigo cansar-me de ouvir isto", Enquanto ouvimos música e a avaliamos, o software da Yahoo! vai-nos conhecendo melhor e modificando a lista de canções que se seguem em consonância com essa percepção» (Anderson, 2007: 105) 

«As formigas têm megafones» (Anderson)

«Para uma geração de clientes acostumados a fazer as suas pesquisas de compras através de motores de buscas, a marca de uma empresa não é aquilo que a empresa diz ser, mas sim aquilo que o Google diz que é. Os novos criadores de referências somos nós. O "passa palavra" é agora uma conversa pública, levada cabo nos comentários dos blogs e nas avaliações que os clientes fazem dos produtos, exaustivamente analisados e comparados. As formigas têm megafones» (Anderson, 2007: 104) 

Rádio, internet e os novos tempos

«Houve um tempo em que só existia uma forma de fazer com que um álbum se tornasse num hit: a rádio. Nenhum outro meio chegava a tantas pessoas com tanta frequência. Não era fácil fazer parte da lista de músicas passadas por uma rádio (especialmente depois de os subornos aos DJ terem passado a ser puníveis por lei), mas assim que uma canção começava a ser emitida, ganhava logo uma elevada probabilidade de ser mais vendida. Depois, na década de 80, apareceu a MTV, que se tornou na segunda forma de criar um hit. Dispunha de uma capacidade ainda mais limitada para divulgar novas músicas, mas a sua influência sobre toda uma geração foi inigualável. No que diz respeito às editoras discográficas, esses foram tempos áureos. Tratava-se de um mercado fortemente competitivo, mas era um ramo que conheciam muito bem. Compreendiam as regras e era possível ganharem a vida se soubessem mover-se nesse meio.

Mas, agora, a rádio aparenta ter entrado num movimento de declínio termínal e a MTV já não passa tantos telediscos como antigamente. Então, de que forma se pode comercializar a música? As editoras sabem que a resposta reside na Internet e aproveitam as forças do "passa palavra" que estão a substituir o marketing tradicional na criação de tendências da procura, mas continuam a tentar descortinar a melhor forma de o fazerem» (ANderson, 2007: 103)

Pro-Am (Profissionais-Amadores)

«Este é o mundo da "produção entre pares", o extraordinário fenómeno possibilitado pelo voluntarismo e amadorismo de massa da Internet. Estamos no despontar de uma época em que a maior parte dos produtores, em qualquer domínio, não é remunerada e em que a principal diferença entre eles e os seus concorrentes profissionais é simplesmente a (cada vez menor) discrepância nos recursos que lhes estão disponíveis para ampliarem os objectivos do seu trabalho. Quando as ferramentas de produção estão generalizadamente disponíveis, todos se transformam em produtores» (Anderson, 2007: 77)

«A "produção colaborativa" criou a eBay, a Wikipédia, a Craiglist, o MySpace e forneceu à Netflix centenas de milhares de críticas a filmes. Simultaneanente, o self-service permitiu ao Google vender publicidade por uns centavos por cada clique e levou a que o Skype angariasse 60 milhões de utilizadores em dois anos e meio. Ambos são exemplos de como os utilizadores fazem alegremente, e de forma gratuita, aquilo que - de outra forma - as empresas teriam que pagar para ser feito pelos seus colaboradores. Não se trata de outsourcing, mas sim de crowdsourcing» (ANderson, 2007:234) 

Do 'consumerismo' ao 'producerismo' participativo (Doc Searls)

«(...) estamos a deixar de ser consumidores passivos para passarmos a ser produtores activos. E estamos a fazê-lo porque gostamos (a palavra "amador" vem do latim amator, "amante", de amare, "amar"). Este fenómeno é visível em qualquer parte - na amplitude em que os blogs amadores partilham da atenção que o público dispensa aos media da corrente dominante, na capacidade das jovens bandas lançarem música online sem possuírem uma editora discográfica e no facto de os consumidores dominarem a crítica online. É como se o parâmetro por defeito da produção tivesse deixado de ser "mereça o direito de o fazer" para passar a ser "o que é que o impede?" .

O escritor Doc Searls designa este fenómeno como a transição do "consumerismo" para o "producerismo" participativo: "A 'economia dos consumidores' é um sistema controlado pelo produtor, no qual os consumidores não são mais do que fontes de energia que transformam o 'conteúdo' em dinheiro. Este é o resultado absolutamente corrompido do poder absoluto dos produtores sobre os consumidores. (...) A Apple está a oferecer aos consumidores as ferramentas que fazem deles produtores. Esta prática transforma radicalmente tanto o mercado como a economia que prospera através dele» (ANderson, 2007: 67) 

Jovens querem o controlo (diz Murdoch)

«Os jovens não querem depender de uma figura divina e superior que lhes diga o que é importante. (...) Querem controlar os seus próprios meios de comunicação, em vez de serem controlados por eles", Rupert Murdoch, 2005 (Anderson, 2007: 38) 

A música continua na moda

«(...) a música não deixou de estar na moda, muito pelo contrário. Nunca os tempos foram tão favoráveis para um artista ou um fã. Mas foi a Internet que se tornou o irrevogável veículo de descoberta de nova música. O tradicional modelo de promover, vender e distribuir música deixou de ser popular. As grandes marcas e os grandes retalhistas, que atingiram dimensões gigantescas devido à máquina radiofónica de criação de hits, depararam-se com um modelo de negócio dependente dos grandes hits, ao nível da platina - que hoje em dia não existem em quantidades suficientes. Estamos a assistir ao fim de uma era. Todos aqueles que usam os tais auscultadores brancos estão a ouvir a sua própria emissora de rádio, livre de anúncios. A cultura sofreu uma transição» (ANderson, 2007: 38)

Causas para a crise na indústria discográfica

«Os problemas na indústria da música não se limitam às vendas de CD. As rádios rock, que foram durante muito tempo o veículo de marketing preferido pelas editoras, estão a sofrer os mesmos dissabores. Em 1993, os norte-americanos passavam uma média de 23 horas e 15 minutos por semana com a rádio ligada. Na Primavera de 2004, esse número tinha descido para 19 horas e 45 minutos. As audiências de rádio estão agora no mínimo dos últimos 27 anos e é a programação de música rock que parece estar a sofrer mais. (...)

Os especialistas continuam a não chegar a acordo quanto ao principal motivo, mas eis os principais candidatos:

.O aparecimento do fenómeno do iPod: Com um rádio personalizado, quem precisa de banda FM?

.O telemóvel: Os condutores a caminho do trabalho ou de casa, presos no trânsito, eram a salvação da rádio nos anos 80. Actualmente, continuamos a ficar presos nos engarrafamentos, mas optamos por falar ao telefone.

. A Lei das Telecomunicações de 1996 (EUA): Ao acrescentar mil estações de banda FM ao sinal de áudio, esta legislação aumentou a concorrência e provocou estragos no modelo de negócio dos incumbentes. A lei também flexibilizou os limites de propriedade em cada mercado, levando à...

.Clear Channel: Frequentemente acusada dos dissabores da rádio, esta gigante dos media é tanto um sintoma da feroz economia desta indústria quanto uma causa. Uma vez que a Lei das Telecomunicações nos EUA enfraqueceu o negócio das rádios locais em finais da década de 90, a Clear Channel podia ir comprando as estações em dificuldades. A empresa é actualmente proprietária de mais de 1.200 dessas estações, o que corresponde a uma em cada dez. (...)

.A punição da obscenidade pela Comissão Federal de Comunicações (FCC): Sempre fez parte das suas funções policiar aquilo que era dito nas emissões de rádio e televisão, mas a FCC raramente exerceu o seu dever com tanto vigor como nos últimos cinco anos. O principal alvo foi Howard Stern, uma personalidade "terra-a-terra" da rádio com tendência para o obsceno. Depois de incorrer em coimas sem precedentes, Stern acabou por desistir das emissões da rádio terrestrce. No final de 2005, transitou para a rádio por satélite Sirius, onde se estreou - praticamente sem censura - para uma audiência de assinantes em Janeiro de 2006. (...)» (Anderson, 2007: 37/38) 

A «cauda longa» aplicada à indústria discográfica

«O que levou uma geração dos melhores clientes desta indústria - fãs adolescentes e na casa dos 20 anos - a abandonar as lojas de discos? A resposta da indústria diz que isso se deve simplesmente à "pirataria": os efeitos combinados do Napster e de outros sistemas de partilha de ficheiros on line, bem como as cópias e trocas de CD, deram origem a uma economia subterrânea de qualquer canção, a qualquer momento, gratuita. E há algo que conduz a isso. Apesar dos inúmeros processos judiciais intentados pela indústria de discos, o tráfego nas redes de partilha de ficheiros ("P2P" - peer-to-peer) continuou a crescer, com cerca de dez milhões de utilizadores a partilharem diariamente ficheiros de música nos tempos que correm. Mas ao mesmo tempo que a tecnologia estava, de facto, por detrás da fuga do cliente, permitiu que os fãs contornassem a caixa registadora, e não só. Ofereceu também uma escolha maciça e sem precedentes no que diz respeito ao que podiam ouvir. Em média, as redes de partilha de ficheiros têm mais música disponível do que qualquer loja. Ao ser-lhes dada essa escolha, os fãs de música aproveitaram-na.» (Anderson, 2007: 34)

É isto que a rádio vai deixar de ser...

«Apesar de o fonógrafo ter elevado a música a mais do que um simples desempenho, foi a rádio que criou o ídolo pop. Nos anos 40 e 50, o programa 'Your Hit Parade' tornou-se um evento das noites de sábado, anunciando-se como 'uma classificação rigorosa e autêntica do gosto dos EUA pela música popular'. Depois, com o aparecimento e atracção da juventude pelo rock'n'roll e pelo R&B, chegaram as listas de músicas elaboradas por personalidades e a celebridade dos DJ de rádio. Na década de 50, Alan Freed e Murray "the K" Kaufman ajudaram a transformar a rádio na mais poderosa máquina de criação de sucessos musicais que o mundo alguma vez conheceu» (Anderson, 2007: 31)

Indústria automóvel puxa pela rádio na internet

«Welcome to the new generation of corporate radio, coming to you live from an auto dealership near you. Car manufacturers are racing to establish Internet radio stations and online playlisting tools as part of a new marketing strategy aimed at hip, tech-savvy young adults. The latest, and so far the biggest, effort comes from Toyota's Scion division, which in July added 17 Internet radio channels to its experimental Scion Broadband microsite. Each channel features three hours of music that is looped 24/7 and updated monthly. The company tapped Live365 for the Internet radio technology, and 15 DJs from such partners as Vice Records and Ninja Tune Records for programming. (...) If Scion's online experiment proves successful, it's likely that more consumer brands of all stripes, and not just automakers, will launch their own online entertainment sites. As yet, though, the jury's out. While the main Scion Web site averages around 750,000 hits per month, the Broadband microsite averages merely 10,000. But that's with almost no marketing to date. With the addition of the Internet radio element, the company plans to begin advertising the service in hopes of seeing traffic increase.»

fonte: «Auto manufacturers enter Internet radio race», Antony Bruno, Reuters, Aug 19, 2007

O site da Toyota: http://www.scion.com/broadband/

 

Por que é que as rádios devem ter videos na sua pagina

A propósito de um estudo Pew:

«57 million Americans watch online video content every day. That's 19% of American adult Internet users. Americans between ages 18-29 are the most video-voracious; 31% of them watch online videos every day.  What are American adults watching? News, primarily, followed by comedy, movies or TV, music and surprisingly (to some, I imagine) commercials! 13% of American adults report they have downloaded or watched video ads. The upshot of Pew's report is that word of mouth figures prominently in the spread of online video: Two out of three viewers ages 18-29 send links to video files, compared with half of Americans age 30 and older. Forty-two percent of the 18-29 year-olds send video links a few times per month or more. »

fonte: «Why everyone wants a viral video», Church of Customer, 26/07/07

Mark Ramsey dá o exemplo de uma rádio com um canal de vídeo on line nos EUA

Jornal (não... afinal sim) dá novo single de Bruce Springsteen; e a rádio?

Antes era a rádio que fazia isto...

«Radio Nowhere’, o single de avanço no novo álbum de Bruce Springsteen, ‘Magic’, vai estar disponível para download gratuito durante uma semana no site do Correio da Manhã. O tema poderá ser descarregado através de uma morada que será disponibilizada entre 28 do corrente e 3 de Setembro em www.correiodamanha.pt. sem qualquer custo adicional. (...) ‘Magic’ sai a 1 de Outubro em Portugal e é o 24.º álbum de Bruce Springsteen, de 56 anos, um dos maiores nomes do rock americano. »

fonte: «Música: 1.º single extraído do novo álbum, ‘Magic’»; Correio da Manhã, 22/08/07

ACTUALIZAÇÃO a 23/08/07: «O adiamento foi decidido pela editora do músico, que suspendeu ainda todas as acções promocionais previstas para o lançamento a 1 de Outubro. Em consequência, e ao contrário do que anunciámos na nossa edição de ontem, o CM não vai poder oferecer o download grátis do tema ‘Radio Nowhere’, o primeiro single do novo registo. Esta acção promocional deveria decorrer entre os dias 28 do corrente e 3 de Setembro. O CM, sublinhe-se, é totalmente alheio à decisão da editora que nos impede de oferecer o tema aos nossos leitores»

Actualização a 29/08/07: « editora Sony/BMG Portugal confirmou que a data de lançamento do novo álbum de Bruce Springsteen, ‘Magic’, é mesmo 1 de Outubro. Sendo assim, e tal como noticiámos na nossa edição de 22 do corrente, o CM oferece, até 3 de Setembro, o download grátis do single ‘Radio Nowhere’»