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Transistor kills the radio star?

«Consumidores só esperam 4 segundos em sites»

«É provável que os consumidores abandonem um website se demorar mais de quatro segundos a carregar, sugere um estudo do Akamai, acrescentando que a paciência diminui com páginas que demoram muito a aparecer. Dos 1058 inquiridos, 75% disseram que não voltariam a um site que demorasse mais de quatro segundos a carregar. A Akamai consultou aqueles que fazem compras com regularidade online para saber o que eles gostam e não gostam acerca desses sites. Cerca de metade dos consumidores maduros (aqueles que compram online há mais de dois anos ou que gastam mais de 1.500 $ por ano online) consideraram o tempo que as páginas levam a carregar como uma prioridade»

fonte: «Consumidores só esperam 4 segundos em sites» Newsletter OberCom nº 17 - Março 2007, a partir de «Websites face four-second cut-off»

Hábitos a mudar na escuta radiofónica

«(...)entre 1997 e 2006 o consumo de rádio em casa decaiu cerca de 39%, enquanto que a escuta de rádio no carro subiu, no mesmo período, 65%. O automóvel é desde 2005 o local onde mais Portugueses ouvem rádio. Ou seja, a primeira evidência é a de que a Rádio tem deixado progressivamente o lar e passado para o automóvel. (...) Atendendo a que o carro é o local onde mais indivíduos ouvem rádio hoje em dia, é particularmente relevante que o tempo médio se tenha mantido próximo das 2h diárias ao longo destes 10 anos abordados. Por outro lado, o local de trabalho apresenta uma tendência de subida, reforçando valores já elevados, enquanto que em casa a ligeira descida verificada é bem menos significativa do que outros aspectos, nomeadamente o peso deste local no total da escuta de rádio, já abordado atrás»

fonte. Marktest, «Os Portugueses estão a mudar os seus hábitos de audiência de Rádio», 27/03/07

O PPM em Portugal via televisão

«(...) Em nenhuma parte do mundo existirá um sistema perfeito para medir audiências de televisão, no entanto, na Marktest Audimetria estamos conscientes e convictos de que o sistema que temos é, por enquanto, o melhor que existe. O aparecimento de televisores mais complexos com ecrans de plasma veio tornar ainda mais demorada e difícil a instalação dos audímetros, assim como aumentar a resistência dos painelistas, o que tem contribuído para diminuir a taxa de sucesso de instalação e tornar o processo mais oneroso. Muitas vezes, ouvem-se comentários que os Plasmas e os LCD's não são medidos. Isto não é verdade, no sentido em que a tecnologia que temos hoje, permite essa medição e alguns são medidos, mas por outro lado os proprietários destes aparelhos são cada vez mais resistentes a permitir que um técnico nosso possa abri-los e violar a garantia dos mesmos. Os sistemas de audimetria no futuro terão que estar atentos a estas evoluções e abertos à possibilidade de coexistência de diferentes tecnologias no mesmo painel, dependendo da situação que se deverá medir. Estão a surgir novas formas de medir as audiências de televisão, baseadas em métodos não intrusivos, quer através da introdução de um código na estação emissora, posteriormente detectado pelo meter (encoder, watermarking), quer através da utilização de uma amostragem de som ou imagem feita pelo meter, e posteriormente comparada com uma base de dados existente no Centro de Processamento de Dados, que contém a gravação dos vários canais (soundmatching ou picturematching). Para além das soluções encontradas para a identificação dos canais, existe também a preocupação em acompanhar as alterações dos hábitos televisivos em termos do local de consumo, surgindo os audímetros pessoais, que medem as audiências dentro e fora do lar.

O mais importante e divulgado audímetro pessoal é o PPM - Personal Portable Peoplemeter da Arbitron, que, pelo facto de ser passivo, permite um maior rigor no registo dos canais contactados. Os vários testes realizados, mostram que, medido por este sistema, o consumo de televisão aumenta significativamente quando comparado com o processo padrão de medição actual (Consumo fora do lar e Time Shifting). Este sistema levanta, contudo, outro tipo de preocupações e a principal é que ele está dependente da utilização de um encoder no Broadcaster. Se este se recusar a codificar a sua emissão, pode colocar o sistema em causa. Outra preocupação com este sistema, é que as pessoas têm que transportar um pequeno aparelho todo o dia e isso poderá colocar em causa, em determinadas situações, a confidencialidade dos painelistas. Hoje, existem vários tipos de soluções de medida, assim como uma maior diversidade de realidades mensuráveis, o que obriga a uma maior flexibilidade na utilização das diferentes tecnologias, dependendo apenas daquilo que se vai medir em cada lar. No futuro, a solução tecnológica designada "encoder" ou "watermarking" parece ser a que estará mais adaptada a uma medição mais rigorosa do consumo de media, pois já será dificil falar de emissão de televisão dado o papel cada vez mais importante do "Time Shifting".» (José Manuel Oliveira, da Marktest, 27/03/07)

São os telemóveis que mais estão a apostar na música

Da Vodafone Portugal:

«Lisboa, 27 de Março de 2007 – No seguimento da sua estratégia de associação aos maiores acontecimentos de música em Portugal, a Vodafone pretende reforçar a sua ligação à música através do desenvolvimento de um projecto constituído por vários eventos musicais inovadores e diferenciadores, criados e produzidos pela Vodafone Portugal e ligados, fundamentalmente, à música feita por bandas portuguesas. Denominado Vodafone Música, o projecto tem como missão sintonizar os amantes de música com os artistas nacionais. A Vodafone pretende levar os artistas portugueses ao grande público, proporcionando uma maior ligação à marca através da promoção de experiências musicais inovadoras e diferenciadoras. Em Abril, Maio e Agosto, a música sai à rua com os Concertos Flash Vodafone que levarão 6 artistas nacionais (Fonzie, Mesa, Fingertips, Loto, Mundo Secreto e Expensive Soul) a 6 cidades do país (Aveiro, Porto, Évora, Braga, Faro e Portimão). Toda a acção é realizada num único dia, diferente para cada um dos locais, numa operação “flash”, que visa partilhar a música nacional com a população de cada cidade. Em Julho, a Vodafone House Party oferece um programa inesquecível: uma festa única numa casa fantástica com um concerto ao vivo dos Blasted Mechanism. Os vencedores de um passatempo ganham a oportunidade de serem os reis de uma estrondosa festa, especialmente preparada pela Vodafone para eles e para os seus convidados. Em Setembro, o Pavilhão Atlântico recebe o Vodafone SoundClash!, que colocará grandes artistas nacionais a celebrar a música portuguesa frente-a-frente, em dois palcos. No dia 7 de Setembro, GNR, The Gift, Boss AC e Blasted Mechanism irão actuar e interagir, dando vida a um conceito totalmente inovador. Henrique Amaro dará início a esta celebração com um warm-up especial constituído só por música portuguesa. A fechar em grande estilo, actuarão os DJ Dezperados com um set original preparado exclusivamente para este evento, com música luso sónica. Em Novembro, o Vodafone Mobile Music Awards vai inundar o Coliseu de Lisboa com todo o glamour luso sónico, distinguindo artistas e personalidades da nossa indústria musical num evento único que consagra a música portuguesa.»

informação da Vodafone, 27/02/07

 

Mais iPod (como rádio pessoal...)

«Não contente em apenas escutar as músicas de seu iPod, uma adolescente de São Francisco, nos Estados Unidos, inventou um aparelho que permite que o tocador digital funcione como uma estação de rádio, transmitindo músicas para outros tocadores que estão por perto. O sistema, chamado de NoeStringsAttached, faz com que iPods e outros aparelhos semelhantes possam transmitir e receber músicas utilizando ondas de rádio FM, a uma distância de até 4,5 metros.
Kristyn Heath, a adolescente que criou a novidade, explica que o sistema consiste em duas unidades idênticas, cada uma acoplada na saída de fones de ouvido padrão encontrada na maior parte dos tocadores de CD, fitas e MP3. O usuário seleciona uma das cinco freqüências de rádio utilizadas e então opta por transmitir ou receber as músicas. Até mesmo quem não tem um tocador pode utilizar o sistema e ouvir a música que está no iPod dos outros -- basta conectar fones de ouvido ao NoeStringsAttached.  (...)  “A maior parte das pessoas da minha idade não tem muito dinheiro para gastar. Por isso, quis manter o equipamento acessível”.  A rádio FM não tem a mesma qualidade que sistemas sem fio como wi-fi ou bluetooth, mas Kristyn acredita que isso não será um problema. Ela acrescenta que o sinal de rádio ainda é um meio de transmissão popular. “Acho que a qualidade é boa o suficiente, especialmente quando você considera o preço.”»

fonte: «Aparelho faz comunicação de iPods via rádio», 27/03/2007, G1, Globo

«Sobe, sobe, internet sobe»

«O investimento publicitário em internet deverá crescer 50% em 2006. No ano passado o valor foi de 35% e para 2007 esperam-se novamente numeros na ordem dos 50%. (...) a internet é o único meio que está a crescer muito acima da média. Segundo dados da Omnicom Media Group, a internet vai crescer 50% no ano de 2006 em relação aos resultados de 2005, período onde já havia registado um acréscimo na captação de investimento na ordem dos 35%. Os números da Carat são ainda mais optimistas, já que a agência de meios aponta para este ano um acelerar na ordem dos 54% enquanto que para 2007 prevê que o meio deve crescer 50%» (SObe, sobe, internet sobe», Meios e Publicidade, Hugo Real, 12/01/07, pag 14)

(a rádio acentuará a tendência de queda - a preços reais - de menos 4% em 2004/2005 para menos 8% em 2005/2006; a maior queda comparativa entre meios)

Encontrar música quando não havia internet...

Excerto do estudo «How Kids and tweens use and respond to radio»; Arbitron, Inverno 2000:

«How do kids and tweens find out about new songs or groups?

Radio 48%

Amigos 29%

Tv 21%

Outros 13%

Revistas 3%

Internet 2%

Conclusões de um estudo de 2000 com crianças entre os 6 e os 11 anos (EUA)

- Radio is a powerful vehicle for reaching kids and tweens. Radio reaches 90 percent of children each week, and they spend eight to nine hours per week with radio.

- Kids and tweens find radio commercials informative and entertaining. Spot load or annoying commercials aren’t an issue with this group.

- Kids and tweens respond to commercials. They are interested in the products and services being advertisedand frequently request that Mom or Dad make purchases on their behalf.

- Kids and tweens are very involved with radio. They listen with their friends, attend events, play contests and seek out music on the Internet.

- Radio listening fits in with children’s lifestyles. They get ready for school with the radio and go right back to radio when the school day is over. Nights and weekends also deliver strong numbers for children.

- As Children Grow, So Does Their Time Spent with Radio

(Kids 6/8; tweens: 9/11;

How Kids and tweens use and respond to radio»; Arbitron, Inverno 2000; Survey Dates: 2/3/00 - 3/29/00; In-Tab: New York 476, Los Angeles 537, Minneapolis-St. Paul 328. (...) During the placement call there was an initial screening question as to whether any children 6-11 lived in the household. If yes, the interviewers would proceed with a standard placement interview; if no, a thank-you and good-bye;  Methodology for Callback Study: In-Tab: 358, Survey Dates: 6/23/00 - 7/12/00 Survey Methodology: The sample for the Children’s Measurement; Callback Study was drawn from the Winter 2000 Arbitron Kids’ and Tweens’ Listening Study. All in-tab households from New York, Los Angeles and Minneapolis were selected for recall)

A necessidade de reflectir sobre o futuro

«The future is unclear, but the changes need to be charted as they unfold» (Tacchi, 2000: 292).

Tacchi, Jo, 2000, The need for radio theory in the digital age, International Journal of Cultural Studies, Vol 3 (2), 289-298

MEDITSCH, Eduardo (org) (2005), Teorias do Rádio, textos e contextos, Florianópolis: Editora Insular, Vol 1

«Apple TV chega em Abril»

«Abril deverá marcar o início da comercialização da Apple TV no mercado Europeu, incluindo Portugal, depois de ontem ter iniciado a venda nos Estados Unidos, segundo a Lusa.
Este produto liga o computador à televisão, sem necessitar de fios, e permite a reprodução de conteúdos multimédia como músicas, vídeos, podcasts e fotografias. A Apple TV, cujo preço no mercado europeu deverá rondar os 299 euros, de acordo com informações da Apple Portugal, vem equipada com um disco de 40Gb e possui uma capacidade de armazenamento de 50 horas de vídeo, aproximadamente nove mil músicas e 25 mil fotografias.»

fonte: «Apple TV chega em Abril» Meios e Publicidade, 23/03/07

ainda é rádio?

«(...) from Bridge Ratings: '48% of those accessing the Internet via wireless technology seek out Internet radio. The number of Internet radio listeners accessing wirelessly will grow to 77 million by 2010 as wireless technology penetrates the average U.S. lifestyle.' "Wireless" Internet radio is another name for...radio. "Wireless technology" represents not only the WiFi connection on your PC but also - increasingly - your mobile phone, your sixth-generation iPod (just wait), even your portable satellite radio - if it's equipped with WiFi. Bridge is projecting that almost 80 million folks will get at least some of their "radio" need satisfied by "radio-like" content coming to them across numerous distribution channels which are primarily modified versions of the very items they carry today: Your PC, your mobile phone, your WiPod, your XM/Sirius Net Radio - even your new Internet-equipped car "radio."» (Mark Ramsey, Hear2.0, 22/03/07, «The coming wireless Internet radio boom»)

A internet é a primeira fonte para ouvir música

«44% of the consumers under 24 years of age that we interviewed consider the Internet to be the primary way to listen to music. That number falls to 39% of those over 24 and only 18% of those over 35. The greatest potential for growth in this area comes from this over 35 group where 22% believe that the Internet will become their primary way to listen to music in the future.

 

Aumenta a procura de conteudos wireless (rádio...)

«Of the estimated 30 million users of wireless access technology in the U.S., 75% or 23 million have wireless accessed Internet radio. In fact, 48% of those accessing the Internet via wireless technology seek out Internet radio. The number of Internet radio listeners accessing wirelessly will grow to 77 million by 2010 as wireless technology penetrates the average U.S. lifestyle. (...) The more time spent using wireless technology to access the Internet, the less time spent with traditional AM/FM radio. (...). In 2006, the average weekly time spent using Wireless connectivity to access the Internet rose to fifteen-hours-forty-five minutes. Sample:2200 Persons 15+. Margin of error: +/- 2.1%; Interviews conducted January 2 - March 1, 2007»

fonte: «The Bridge Ratings Report - The Impact of Wireless Internet , 21/03/07

 

Satélite arrefece (EUA)

«The results of a new web poll survey, conducted by Rock radio consultants Jacobs Media, consisting of over 25,000 respondents from 69 Rock-formatted stations from all over the U.S., shows that satellite radio subscribership has not changed since last year’s survey, despite extensive marketing throughout 2006. "While satellite radio continues to be a hot topic of conversation, growth for both XM and Sirius appears to have greatly slowed," Jacobs Media President Fred Jacobs comments. "Our findings also show that potential interest among non-subscribers has also diminished from our survey last year." From the 2006 to 2007 studies, the numbers are essentially unchanged – about 12% of Rockers subscribe to XM, Sirius, or both services. Men and 30-39 year-olds are most apt to be satellite radio customers.Among those who have not bought either service, only 9% say they are very likely to subscribe to XM or Sirius, with the latter having a slight edge. This is down from 12% in the 2006 study.»

fonte: «AMONG ROCKERS, SATELLITE RADIO GROWTH HAS STALLED», Jacobsmedia.com, 20/03/07

Personalização também no satélite

em vez de comprar o pacote das «cem» rádios, a Sirius vai permitir comprar canal a canal, produto a produto.

«Satellite radio customers will get the option to pay a lower price for just the channels they want if the industry’s two big providers are allowed to merge (...). An a la carte option would allow customers to pay only for the channels they want to receive. Combined, Sirius and XM currently offer more than 300 channels of programming. But some of those stations are identical and many more feature similar formats and genres. “Customers may elect to receive fewer channels at a monthly price lower than $12.95; substantially similar programming at the existing $12.95 price; or more channels, including some of the ’best of both’ networks, at a modest premium to the cost of one service,” Sirius said in the Securities and Exchange Commission document.»

fonte: «Sirius proposes a la carte radio programming», March 21, 2007, By JEREMY HERRON, ASSOCIATED PRESS BUSINESS WRITER, Detroit Free Press

Um receptor FM e internet

«The Sagem My Dual Radio 700 is a multimode radio which wants to be loved by everyone. You want Internet radio? You got it, via WiFi or Ethernet. You want FM sounds? Check, complete with RDS. MP3 player, yep via a USB port. Alarm clock? All right already, so you’ve got two programmable alarms. Throw in a big LCD screen, a remote control and two speakers – no we can’t see the other one either – and you’ve got yourself a real jack of all le trades. Apparently the price should not exceed €150.00 when it arrives next month.» («Sagem My Dual Radio 700 - Internet radio a la terrestrial», The Red Ferret Journal, 21/03/07)

e o primeiro receptor portátil de internet?

«Australian company Torian is now shipping its Infusion, which it claims is the world's first mobile Internet radio, or Wi-Fi radio. The radio, which also doubles as an MP3 player, debuted at the CeBIT conference in Germany this week. [Video: Internet radio goes mobile] If you're a real sports fan or someone who likes to listen to music from around the globe, Infusion kind of makes sense. I say kind of because while it will give you access to just about every Web radio station or Web sports broadcasts, it requires you to be in range of a Wi-Fi hot spot. If, however, you're a listener who is satisfied with the pop radio stations, then buy yourself a $10 portable radio or continue using your iPod. The company is also producing what it calls an Internet radio module that third party manufacturers can adapt to other devices like a car radio -- perhaps another nail in the coffin of satellite radio -- or your home hi-fi system. Other features of Infusion include 16 presets of your choice, MP3 player with five hours of playback, and 4GB of expandable memory plus an SD card slot, FM radio receiver, and headphones. The price is expected to be about $230» (fonte: March 21, 2007, «Infusion: World's first portable Internet radio, infoworld.com)

Traduzir e legendar o que diz a rádio (em simultâneo)

«HANNOVER - Quem precisa ouvir notícias de rádio e TV em línguas desconhecidas pode ver a luz no fim do túnel em pouco tempo. A empresa austríaca SAIL LABs, especializada em inteligência artificial e linguagem, criou um software, o ROSIDS (Rapid Open Source Intelligence Deployment System), que ataca o problema de frente. O ROSIDS produz legendas tanto de rádio e TV quanto de dados da internet através de um sistema de reconhecimento automático da fala. O que se diz é transcrito na linguagem de preferência em tempo real. O programa foi premiado na CeBIT, feira de tecnologia da Alemanha. A qualidade da tradução ainda não foi avaliada por INFO.»

fonte: «Software traduz rádio e TV com legenda no ato», Info on line, Quarta-feira, 21 de março de 2007

 

Não, isto já não é rádio...

«O rádio digital não será mais o que é hoje, ou seja, um aparelhinho pra gente apenas ouvir. Ele poderá ter um pequeno display, onde poderemos ver o nome da música e do intérprete (convenhamos: Isso sempre fez falta. Quantas músicas bonitas, alegres ou tristes eu ouvi, e queria saber o nome da música ou do intérprete mas não deram, passou e nunca mais eu soube…). Bem, esse display poderá ser um pouco mais requintado e poderemos ver então a capa do CD (ops! quase digo “capa do disco”…) ou o que seria melhor: a cara do artista. Depois, na hora do noticiário, poderemos ver as fotos das notícias, como se fosse no jornal. Ou, então, até pequenos segmentos de vídeo, em baixa resolução, como, por exemplo, o repeteco do gol do timão. Goooooooooolllllll !!!!

Ei, eu disse “vídeo”? Mas eu não estava falando sobre rádio (digital)?

Mas a TV (digital) vai continuar sendo TV, com som e imagem. E, claro, com funções interativas. Como na Internet? Talvez sim, talvez não, talvez diferente. E imagem de alta definição e som envolvente (surround). Ou então uma imagem mais normal, mas num aparelhinho que vai parecer um livro – você carrega pra lá e pra cá, pára num canto para tomar um lanche, abre o tal “livro”, e pronto: começa a assistir o seu programa favorito, seja ele um noticiário ou o capítulo de hoje da novela. Bacana. E também vai ter uns receptores ainda menores, que você vai poder carregar no bolso – seja para assistir programas numa pequena tela que não chega a dez centímetros de tamanho, seja apenas para ouvir o som, enquanto espera alguma coisa. Sim senhor! TV sem imagem, apenas som… Ei, mas não estávamos falando sobre TV… digital?

Onde termina uma coisa e começa a outra? É, estamos vivendo num mundo em que velhos conceitos não valem mais. Antigamente as coisas eram mais simples. Pão pão, queijo queijo, já dizia o ditado. Eram homens de um lado e mulheres de outro. Hoje em dia as coisas estão mais difusas, vocês entendem, não é?

Vejam por exemplo a proposta do DAB (Digital Audio Broadcasting), na Alemanha. Originalmente concebido para ser um rádio digital (ou seja, basicamente áudio), agora estão começando a transmitir jornais para serem lidos no receptor. Proposta parecida ao do DMB (Digital Multimedia Broadcasting), na Coréia: em vez de áudio, o que se transmite são programas multimídia, de video clips a joguinhos eletrônicos. E o que dizer do DVB-H (Digital Video Broadcasting for Handheld), onde o receptor é mais parecido com um pequeno computador de mão? Mais ou menos como os tais terminais de telefonia celular 3G. Ei, mas não estávamos falando de rádio, quero dizer, de televisão digital? Ah, sei lá. Esse mundo está cada vez mais confuso.»

fonte: Takashi Tome, «TV Digital, Rádio Digital e outras esquisitices no ar». 14/03/07