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Transistor kills the radio star?

O estado da rádio nos EUA

Nos EUA, "98 percent of adults listen to an average of 21 hours of radio every week. This is on a par with cable TV (19 hours/week) and broadcast TV (15 hours/week)."
A fonte é a empresa de consultoria Veronis Suhler Stevenson.
A desenvolver

50 mil programas de rádio cadastrados

A empresa RadioTime acaba de lançar um programa informático que tem 50 mil programas cadastrados (de 36 mil estações), através da internet. Mas os programas e as estações em causa tanto são terrestres como on line.
Este software tem um mérito acrescido: os programas estão arquivados no servidor da RadioTime e podem ser ouvidos a qualquer momento. Como se não bastasse, podem ser descarregados no formato mp3 para qualquer LDM (iPod ou não).
(dica Corey Deitz)

Uma explicação:
«Tim Edmonds, assistant swim coach at Stanford University, is an early user of the RadioTime service. "My wife and I love listening to 'Car Talk' on PBS. But 'Car Talk' isn't necessarily on when we have time to listen. RadioTime fixes that. Now we record every episode of 'Car Talk' and listen to it when we have time ... in the car, working in the yard, or at the gym. We love it.»

Tecnossexuais

A Visão nº 642, de 23/6/05, fala em tecnossexuais, pessoas que descreve como "infocompetentes" e atraídos pela tecnologia (os gadgets) - sempre à procura do último modelo.
Um deles conta que vai ao ginásio quatro ou cinco vezes por semana sempre acompanhado pelo seu iPod de 20gb (antes levaria o rádio?).
Uma citação: "os gadgets são um dos símbolos mais fortes da sociedade evoluída e de consumo".

NOta: e não se fala na rádio!

... passando o ouvinte ter o controlo sobre o rádio.

"Quanto à concorrência com as novas mídias, [Heródoto Barbeiro] considera que a maior se dará naquele que classifica como o templo do rádio, onde nenhum outro veículo entra, que é o carro. O director da CBN informa que a GM estuda um carro em que o rádio é comandado pela voz. O ouvinte pode pedir para sintonizar uma emissora, não a do ar, mas a da Internet. Com essa interactividade, o meio perde o controlo sobre o ouvinte, passando o ouvinte ter o controlo sobre o rádio".

CUNHA, Magda Rodrigues da, "O Valor da permanência do rádio", revista Conexão, v. 2, n. 3, Universidade Caxias do Sul, 2003, pág. 68.

Nota: também por aqui, com a tal perda de controlo sobre o ouvinte, se pode falar em choque. E em nova rádio no futuro.

"iPod guarda 10 mil músicas"

Um trabalho desenvolvido no Correio da Manhãde hoje.
"Depois do quase desaparecimento do obsoleto leitor de cassetes e de o leitor de CD estar a passar de moda, eis que a era digital nos traz o iPod. Um leitor de música apto a ler ficheiros mp3 e com capacidade para armazenar até 10 mil músicas, que pela leveza (158 gramas) é facilmente transportável."

Mais duas notas deste trabalho:
- "Para rivalizar com o iPod, lançado em 2003, as grandes multinacionais de telemóveis lançaram o contra-ataque de forma a não perder este nicho de mercado. A Nokia apresentou um novo modelo – ‘smartphone’ (o Nokia N91) – para assim concorrer com o iPod. O novo telemóvel da marca finlandesa permite guardar até 3 mil faixas, tirar fotografias, enviar emails e, claro, fazer chamadas."
- "O fundador e presidente da Microsoft, Bill Gates, acredita que brevemente os telemóveis substituirão os leitores de MP3, como por exemplo o iPod."

O Mp3 veio para ficar?

Revista Visão nº 643 (30 de Junho 05)
Página 45: anúncio ao novo Skoda Fabia Wave; "Ar condicinado, computador de bordo, rádio CD e Mp3"!
Página 47: anúncio à nova câmara de filmar digital da Samsung (Minket). Com leitor de Mp3!

Nota: estamos a falar de produtos que, à primeira vista, não teriam uma relação directa com a música. Outra nota: o Mp3 já vende (é um atractivo). Está a banalizar-se, sem dúvida.

Saudades da rádio ou a ditadura das playlists

«De vez em quando – infelizmente, cada vez mais raramente – falam-me de rádio. Da rádio. Recordam-me os “dias da rádio”, não em filme, mas nas vidas reais de uma geração que cresceu a ouvir, a consumir, a conversar sobre rádio, e escolher os seus heróis e as suas estações. Uma geração a quem foi dada, mais tarde, a última oportunidade de “fazer” rádio – isto é, imaginar, conceber e produzir programas onde o som das palavras, das músicas, e dos silêncios, eram conjugados, trabalhados, e pensados para resultarem em algo mais do que um gira-discos.
Havia música, sim senhor, mas havia mais mundo para lá da música. Havia autores e programas com autoria. Havia estilos. Havia formas de assumir o comando de uma emissão. Distinguiam-se as vozes. Nalguns casos, bastava ligar o aparelho para se perceber que “estava no ar”. Havia ambientes sonoros que só alguns sabiam criar. Enfim, havia rádio (…)
Daqui a um ano terão passado dez anos sobre o último programa que pude imaginar, conceber e produzir numa estação. É redundante perguntarem-me se tenho saudades… (…)»
Pedro Rolo Duarte, no DNA de sábado, citado por Jorge Guimarães Silva. Ver também os comentários.

Mais um contributo

Nuno Markl no seu moblog:
"Ao Podcasting falta o encanto do directo (é uma emissão pré-produzida para ser sacada da net e passível de ser colocada no iPod para ouvir quando bem se entender - daí o nome "podcasting"), mas tenho ouvido alguns podcasts suficientemente interessantes e bem feitos para me estimularem"

O DAB em ponto da situação

Austrália, Alemanha, França, Dinamarca quere, ou não o DAB? Hesitações conferidas neste texto de Jorge Guimarães Silva.

Proteste - Sapo mal classificado

O trabalho da Proteste avalia negativamente o portal Sapo, o único verdadeiramente português: mais caro, menos músicas e mais difícil de utilizar. "Mas tem a vantagem de a compatibilidade com os leitores do MP3 ser mais abrangente de o português ser o idioma reinante".
Do Sapo diz-se ainda: a música nacional é escassae, nos títulos internacionais, a oferta não cobre metade dos nomes pesquisados.

Proteste classifica música na internet

A revista Proteste(DECO) esteve a analisar seis lojas de música virtual (embora uma delas tenha sido encerrada entretanto, por problemas legais, a weblisten.com) e chegou à conclusão que são "sítios lentos e pouco práticos". No texto pode ler-se: "lojas lentas, restritivas, difíceis de utilizar e com um catálogo pobre é o triste panorama de alguns sítios que vendem música".
Mas fica provado que os preços, comparativamente com o formato clássico do CD, são bem mais baratos, com poupanças (em sitios "piratas") de 80 por cento ou de 30 por cento no iTunes.
A questão legal dos direitos também é desenvolvida. (obrigado Jorge)

Proteste - os sites consultados

Foram estes a revista diz que são seis lojas de música na internet disponíveis em Portugal):
http://www.allofmp3.com
http://www.mp3search.ru
http://www.apple.com/itunes
http://musica.sapo.pt
http://www.wippit.com
http://www.weblisten.com

O podcasting está morto!

É sempre assim: mal aparece uma nova tecnologia, alguém decreta o seu funeral.
Com os podcasts acaba de acontecer isso mesmo.
O velório é assegurado por David Coursey, para quem ""People experiment because content creation can be fun, sort of like finger-painting was back in preschool, but people also run out of creative energy, and the maintenance of a site, blog or Podcast becomes a chore," adds Coursey. "And the content gets boring, and the audience goes away (...). Podcasting will never catch on with the masses," writes Coursey. "I've been in the media all my professional life and have spent years trying to understand audience behavior. I can't always tell what the masses will like, but I am pretty good at calling losers. And as a mass medium, Podcasting will be one of them." (via Podcasting News)"

Actualizo: O que é curioso é que, enquanto alguém decreta a sua morte, outros estão a descobri-lo. É o caso deste texto no El Periódico, da Catalunha. Ou uns estão a falar cedo de mais ou outros estão ultrapassados...

A rádio está a perder investimento nos EUA

"Despite inventory reductions and the promise of digital radio, the radio business will still lose share to local cable and outdoor over the next five years, according to PricewaterhouseCoopers' Global Entertainment and Media Outlook, released Wednesday.
(...) According to PwC’s report, radio’s share of radio/localcable/out-of-home advertising fell to 63.3 percent last year from 68.4 percent in 2000. The medium has also drawn significantly less political advertising over the years. As a result, by 2009, radio’s share of advertising will drop to 58.4 percent.
O texto todo.

Música e carro, um casamento eterno?

Neste endereço encontrei um gráfico interessante: mostra o aparelho preferido pelos norte-americanos para ouvirem música.
56% ouvem na aparelhagem do carro (sendo que tanto podem ouvir rádio como gravações). E só 27% indicam a aparelhagem caseira.

Chama-se roadcasting

e permitirá - se tudo correr bem - sintonizar, no nosso carro, a música do carro da frente! Estúpido? Invasor da privacidade? É cedo para dizer. Mas também é uma forma de valorizar a rádio, permitindo mais oferta.
Apoio aqui e aqui.
(via Future of Radio)

Mais sobre o futuro da rádio

Corey Deitz: "It’s tough times for AM and FM radio. Both are under increased pressure by competition that didn’t exist just 10 years ago: Satellite Radio, Webcasting, Podcasting, iPods and mp3 players, audio content on cell phones, and more.
There is no one in high management in the traditional (terrestrial) Radio business - who at least privately - wouldn’t concede that there is worry about the future."
O texto todo aqui.

Algumas sugestões do autor:
"We are what people perceive us to be.
We need to be more than a “1 CD-a-day giveaway with all the winners going into a drawing for a $50 dollars gift certificate.”
We need to be more than radio stations which buy billboards only when ratings drop and we feel threatened.
We need to be radio stations that give away prizes our listeners care about and not just products our sponsors give us.
We need to be radio stations that give away dreams, not just prizes."

Mais televisão no telemóvel

Transcrevo o texto de Rogério Santos (porque o permalink abrange outros textos e não apenas este)
"Segundo Andrew Murray-Watson, do Sunday Telegraph de hoje, a televisão no telefone móvel será uma realidade em breve. Comenta ele, se cada britânico consome à volta de 18 horas semanais em televisão, por que não introduzir uma televisão móvel?
Todos os principais operadores de celulares estão a ultimar as suas ofertas. Esta semana coube a vez à Virgin Mobile, em parceria com a British Telecom, apresentar um serviço que permite aos seus clientes terem um telemóvel com televisão. As experiências ainda decorrem com um pequeno número de clientes em torno da autoestrada M25. O serviço comercial será lançado em 2006 se a prova piloto tiver sucesso. Há, neste momento, oferta de três canais - Sky News, Sky Sports News e uma estação de música, a Blaze. O Sunday Telegraph experimentou a tecnologia e concluiu que ela funciona. Trata-se do DAB. Dia sim dia não ou mês sim mês não, escreve-se que o DAB não serve, que está ultrapassado. No Natal passado, foi o sucesso de vendas de receptores de rádio em DAB; agora, a promessa de televisão no telemóvel através de DAB.
Entretanto, a concorrência experimenta outras tecnologias. A Orange usará a rede 3G (terceira geração de celulares). Contudo, a resolução de imagem não é tão boa como a do DAB, embora seja pioneira, pois já oferece comercialmente o serviço a £10 mensais (grosso modo: €15 mensais), que inclui o Big Brother e um canal de corridas de cavalos, aos escassos clientes que aderiram. Uma terceira tecnologia espreita e dá pelo nome de DVB-H (digital video broadcast-handheld), em desenvolvimento pela O2 em Oxford. Um analista terá dito que o DVB-H será o VHS do Betamax do DAB (traduzido por miudos: o Betamax era um sistema de gravação vídeo de melhor qualidade que o VHS, mas este acabou por triunfar graças ao marketing das empresas que o comercializaram; o mesmo poderá acontecer com o DAB, ultrapassado pelo DVB-H).
Aguardam-se desenvolvimentos tecnológicos. Duas coisas são, porém, certas: 1) o DAB não é para desprezar; 2) a televisão não vai morrer por causa da internet, pois canais temáticos e a pagamento estão a encontrar outras formas de distribuição."

O primeiro telemóvel para ver televisão

Chama-se LT-1000 e é da coreana LG - permite ver os canais hertzianos.
Informação oficial:
"LG Electronics developed world's first terrestrial digital multimedia broadcast- receiving phone (model: LG-LT1000) and unveiled it last November. This model, equipped with the company's own-developed System on Chip (SoC), enables the reception of terrestrial multimedia broadcasts and mobile communications simultaneously."

A imagem aqui.

Terminal

No mundo dos telemóveis, terminal é o mesmo que telefone, aparelho. Aquele que todos nós temos...