Mais da música digital (i)legal
Uma dos últimos textos desta página é sobre a força que os espaços de música legal, em detrimento da música ilegal.
Junto mais um contributo: O último suplemento Computadores do Público desenvolve uma recente sentença do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA contra o site Grokster, por encorajar as pessoas a fazerem descarregamentos ilegais de filmes e de música, violando direitos de autor.
Um excerto:
A decisão do Supremo Tribunal dos EUA no caso da rede Grokster - considerando que a sua actividade viola a legislação vigente em matéria de direitos de autor - poderá abrir novos precedentes na responsabilização das redes "peer-to-peer" sobre os conteúdos partilhados entre os utilizadores.Depois da condenação e encerramento forçado do Napster - que ditou a completa reformulação deste serviço de música "on-line", pioneiro e o maior até então -, a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, comunicada na passada semana, é a primeira sentença judicial de relevo que atribui responsabilidade às redes "peer-to-peer" (P2P) sobre os conteúdos que os utilizadores partilham. A posição de Supremo Tribunal foi registada no caso MGM contra Grokster mas o seu impacto poderá afectar outros serviços, temendo-se até que venha a prejudicar as vendas de dispositivos, como os leitores de média.
Ao contrário do Napster - cujos conteúdos eram geridos centralmente -, o Grokster e o Morpheus apenas estabelecem a ligação entre os internautas, que detêm os ficheiros de música e vídeo nos seus próprios computadores. Esta diferença havia, até agora, mantido estes serviços relativamente salvaguardados de processos judiciais, já que a indústria discográfica se via limitada a dirigir os processos contra os utilizadores. Ora os utilizadores são mais difíceis de encontrar e os processos contra eles têm menor impacto global, servindo de pouco mais do que de campanha de "moralização".
A presente decisão do Supremo Tribunal norte-americano é, porém, esmagadora, tendo-se registado um voto unânime a favor da condenação do Grokster. Os nove juízes determinaram que os serviços de P2P encorajam as pessoas a fazerem o "download" ilegal de filmes e de músicas, violando direitos de autor. "Consideramos que quem distribui um dispositivo com o objectivo de promover a sua utilização para violação de direito de autor, seja demonstrado por expressões claras ou outros meios que permitam essa infracção, é responsável pelos actos resultantes dessa infracção", escreveu o juiz David Souter no veredicto do tribunal.
Os juízes do Supremo Tribunal dos EUA reverteram, assim, decisões anteriores tomadas em tribunais inferiores, que tinham considerado não serem as redes P2P responsáveis pelas acções ilegais dos seus utilizadores. A decisão agora adoptada considera que o Grokster não fez qualquer esforço para impedir a troca ilegal de conteúdos e que se autopromove como uma alternativa ao Napster (já anteriormente condenado), para além de garantir as suas receitas através da venda de publicidade, potenciada pelo elevado nível de utilização da sua rede.
Esta tomada de posição foi contestada por muitos responsáveis de empresas que operam na Internet, como Jim Pickrell, presidente da Brand X Internet, empresa com sede em Santa Monica, na Califórnia (EUA). Segundo Pickrell, em declarações à agência AP, decisões judiciais como a da passada semana trarão graves prejuízos à sua pequena empresa e a serviços de partilha como o da Grokster Inc e o da StreamCast Networks Inc.", pois vêm "desencorajar empreendedores de tomarem iniciativas e de criarem produtos que concorram directamente com os grandes conglomerados das telecomunicações" e as indústrias cinematográfica e discográfica, de certo modo simbolizadas por Hollywood.
Por que é que isto é importante, nomeadamente para os objectivos centrais deste estudo?
Quanto mais as redes ilegais fraquejarem, mais a música legal ganha força. Quanto mais música legal houver mais se desenvolve o mercado da música digital, mais baratos serão os descarregamentos, mais e melhor oferta haverá. E quando a música digital for realmente uma alternativa irá rivalizar com a rádio! (com perda para a rádio, acho)
O sucesso (perverso) dos iPods
Os iPods são responsáveis pelo aumento do numero de roubos no metro de Nova Iorque. Não há fios brancos nos ouvidos sem um ipod por baixo. Por isso a polícia pede atenção aos ipodianos….
É a Polícia de Nova Iorque que o diz: "don’t wear those iPod headphones":
Just in case you forgot that apparently rocking that iPod on the subway can get you in trouble with those of nefarious intent, the NYPD has apparently been handing out pamphlets with tips on iPod safety maneuvers:
TRANSIT SAFETY: DON’T BECOME A VICTIM! Keeping yourself and your belongings safe within the New York Transit System
LET’S STOP iPOD THEFT
* STAY ALERT
* KEEP YOUR iPOD… OUT OF SIGHT
* DON’T STAY BY TRAIN DOORS WHEN USING ELECTRONIC DEVICES
* BE ALERT FOR PICKPOCKETS WHEN LISTENING TO MUSIC
* CHANGE THE EARPIECE COLOR WHEN RIDING IN PUBLIC
(sint) Algumas ideias soltas (hipóteses)
Um amigo, que me tem estado a ajudar e promete não desistir, alertou-me para uma entrevista de um dos mais míticos realizadores de rádio em Portugal, António Sérgio (AS), no suplemento do DN de sexta-feira passada.
Do ponto de vista desse meu amigo, AS dizia algumas coisas sobre a rádio que me poderiam interessar para este trabalho. Uma frase, em concreto, despertou-lhe o interesse ("Sobre o actual estado da rádio em Portugal, António Sérgio diz que «(
) aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (
) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».") e proporcionou-me a possibilidade deste ponto da situação.
Aqui vai, ao correr do teclado:
1) Este trabalho não é sobre a rádio de hoje. É, sobretudo, sobre os desafios (problemas?) que as novas tecnologias estão a criar à rádio, tal como a conhecemos hoje;
2) Este trabalho não pretende ser um lamento sobre o estado da rádio em Portugal, embora vá centralizar a sua atenção no panorama radiofónico português; a frase de AS é um exercício saudosista, que partilho, mas irrepetível: a rádio deixou de ser ouvida em casa porque a rádio sofreu um forte choque com o aparecimento da televisão (o primeiro...) e, menos, porque deixou de ter conteúdos apetecíveis;
3) A história repete-se com o segundo choque: a televisão tirou público à rádio, mas esta conseguiu manter uma massa crítica suficiente para sobreviver; agora, com a perda previsível de mais público, que terá outras formas de consumir música, por exemplo, a rádio conseguirá manter essa massa crítica de ouvintes em quantidade suficiente para anunciantes se interessarem, para se gerar receitas que permitam investimentos (técnicos e humanos)?
4) A rádio do futuro será sobretudo voz (à mistura com outros conteúdos) e será ouvida basicamente no carro? A segunda tendência confirma o que vem acontecendo; mas a primeira será uma autêntica revolução, por exemplo, em Portugal (onde a rádio é basicamente música).
"Podcasting: The Do It Yourself Guide"
De Todd Cochrane, da editora Extreme Tech.
Mais dados aqui.
E nesse enderço há mais coisas interessantes, como este "Secrets of Podcasting : Audio Blogging for the Masses", de Bart Farkas.
Aprender mais sobre o podcasting (em livro)
Foi publicado um livro sobre o podcasting, da autoria de Todd Cochrane. Chama-se "Podcasting: The Do It Yourself Guide" e tem um excerto on line. Aqui. (via PontoMedia)
"iPod + Broadcasting = MP3"
Mais um artigo sobre o podcasting em Portugal, agora na revista "WNetrápida". "Tudo para obter e distribuir músicas para o seu iPod". `"É como se fosse um RSS, só que tudo falado".
A música (digital) será mais barata e acessível
Já aqui tinha falado no número de Julho da revista Mega Ideia, mas não sobre o mais importante: um dossier sobre música digital.
Algumas ideias soltas:
- Ao contrário do que se especulava há uns anos (com a gravação de cassetes e depois de CD), agora é a indústria da música que está a tranalhar com os fabricantes de computadores para ouvir música;
- O negócio digital vai banalizar um novo hábito: cada um fará os seus próprios álbuns e/ou compilações;
- A lógica da música ilegal (assente nas redes de partilha ilegal de ficheiros)está a passar de hábito: os custos/preços actuais são baixos, a qualidade alta;
- Faz falta um padrão (standart) para a leitura de ficheiros digitais de música (a Apple tem o seu, AAC, o MP3 é mais popular, mas o WMA também tem os seus seguidores);
Uma nota pessoal: sem CD, deixará de haver discotecas! Isto é, banalizando-se (cinco anos?) a compra de música na internet, as editoras deixarão de editar CD como até agora. A música ficará mais barata (há menos custos), mas se eu tivesse uma loja de venda de discos pensava duas vezes. Ou então serão locais onde posso ir comprar meia dúzia de músicas, levando o meu LDM (será que acabei de sugerir um bom negócio????), e beber uma cerveja...
Queimar ou Ripar
Queimar: "O termo usado para o processo de gravação de dados num CD ou num DVD. Um laser escreve a informação na superfície do disco" (Glossário "iPod + iTunes)."
Ripar: "Copiar música de um CD para a drive do PC, com recurso a um software apropriado" (Mega Ideia Julho 05)
Tudo sobre o iPod (menos o podcasting)
A revista PC Guiaeditou um livro (são 130 páginas... em português) sobre iPods, à venda nos quiosques. Em português. Na primeira página: "um livro indispensável para tirar o máximo do seu iPod". Juntamente, vem um CD-ROM com "programas esenciais para iPod" (e cinco audiobooks, de borla). O iTunes também é desenvolvido ao pormenor (com muitas explicações, imagens e um glossário atento).
Da leitura rápida que fiz (não tenho iPod...) encontrei uma palavra nova (para mim, claro...): "Queimar": "O termo usado para o processo de gravação de dados num CD ou num DEVD. Um laser escreve a informação na superfície do disco".
Curiosamente (por ser uma tradução de um texto com alguns anos?) nada se refere sobre o podcasting (será que final não é tão importante para a Apple, como apregoam?).
Mais música nos telemóveis, menos na rádio?
"Segundo o último relatório da Informa Telecoms e Media, a música no telemóvel atingirá os 11,3 mil milhões de dólares, sendo 6,8 mil milhões de dólares provenientes dos toques de telemóvel." (Obercom)
Paula Cordeiro desenvolve o tema:
"O que é interessante é a forma como, actualmente, os conteúdos para telemóveis, em especial, a música e os toques, constituem 31% das receitas de conteúdos móveis. Dos E.U.A. vem um exemplo interessante, pois a tabela Billboard Ringtone Chart (toques para telemóveis) é dominada pelo Hip-Hop e tem vendas 3 vezes superiores à tabela Hot Digital Tracks Chart (downloads digitais ). O mais curioso é que um ringtone custa $2,99 e uma música inteira custa $0,99. É uma discrepância substâncial nos valores, se considerarmos que os toques são excertos de música de fraca qualidade, embora adaptada à personalidade e gostos individuais e às características e potencialidades dos seus telefones móveis. Considerando este aspecto, a MTV está a desenvolver um novo serviço de download de conteúdos para telemóveis, que vai ser lançado no Japão este verão. Trata-se de um sistema de acesso a vídeos, cartoons e programas emitidos pela MTV, cuja expansão se prevê gradual para outros países."
"iPod Portugal"
"Pois é, um novo espaço dedicado exclusivamente à cultura iPod nacional.
Aqui poderão encontrar todo o tipo de noticias, informações, hacks, updates, passatempos, debates e ideias sobre os diversos iPods, e derivados. Queria apelar a todos os utilizadores que participem neste blog, pois ele é feito para vocês, por vocês!! :)"
Nasceu em Março e está Aqui.
"se vais copiar o CD em vez de o comprar nem vale a pena dançar"
«7 de Julho é o Dia Download de Boss AC!
Com o apoio da Antena 3, a 7 de Julho (quinta-feira), o tema "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)", do recente álbum de Boss AC "RAP - Ritmo - Amor - Palavras", poderá ser descarregado GRATUITAMENTE e LEGALMENTE da internet.
"Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)" estará disponível em MP3 no site do artista em www.bossac.com.
Trata-se de uma experiência pioneira em Portugal. Realizada com o apoio da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa), esta acção visa chamar a atenção para o facto de que os artistas vivem muito dos direitos de autor que recebem pelas suas gravações - e cada canção descarregada ilegalmente da net faz perder ao artista o dinheiro que lhe permite viver.
Ou, como Boss e o convidado especial Sam The Kid dizem em "Faz o Favor de Entrar"...
"Se andas perdido e não entendes a mensagem nem vale a pena dançar. se não nos levas a serio e não respeitas a arte nem vale a pena dançar. se vais copiar o CD em vez de o comprar nem vale a pena dançar. mas se vens em paz e tens a vibe faz o favor de entrar".»
Dia 7 de Julho, façam o favor de entrar em www.bossac.com. e descarreguem gratuitamente "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)".»
O podcasting está a democratizar a rádio
"Podcasting, barely a year old, is already democratizing radio in much the way that blogging has affected the print media, putting media distribution tools squarely within the reach of anyone with a computer, a basic microphone and an Internet connection." (via Obercom)
Eis um artigo que defende as virtualidades do podcasting.
(e que remete os interessados para um artigo sobre Adam Curry, o pai do podcasting)
Mas também não faltam previsões negativas sobre o podcasting. Aqui. Dois excertos (com uma referência a Adam Curry):
"David Coursey headlines his story with "Podcasting is Not the Next Mass Medium" (linked below). He outlines what's been said here many times: To consistently produce an interesting podcast requires more work than a hobbiest podcaster can muster. Mr. Coursey is also the first journalist I've seen that's calling a podcast what it really is - soon-to-be-corporate"
Podcasting will grow, but it will be corporate-produced programming that the listeners will flock to in the future. Only a handful of amateurs will survive the storm. (Keep in mind Adam Curry is not an amateur.)
O satélite vai chegar ao Canadá
Os detalhes aqui.
Mais do Cotonete
A propósito deste texto, aqui fica uma actualização: os podcastings no Cotonete estão a crescer devagarinho...
Música on line: os mais
Top Online Music Destinations, at Home
Unique Audience (000)
LAUNCH 4,276
AOL Music 3,742
MusicMatch Jukebox 3,360
BeMusic 1,165
MTV Networks Music 1,161
iTunes 1,011
Source: Nielsen//NetRatings NetView Week ending Oct. 3, 2004
Mais internet menos rádio (e televisão)
Obercom: "segundo o estudo da European Interactive Advertising Association (EIAA) a utilização da Internet está aumentar entre os jovens dos 15 aos 24 anos, em detrimento do consumo de rádio e de televisão".
Um excerto:
«London, 21st June 2005 15-24 year olds across Europe are spending less time watching TV and listening to the radio as a result of using the Internet, according to research from the European Interactive Advertising Association (EIAA), the pan-European trade organisation for sellers of interactive media. Almost half of 15-24 year olds (46%) are watching less TV, preferring instead to browse the web while 22% are listening to less radio. A third of those questioned are even reading less, choosing to consume information over the Internet.
Activities done less as a result of using the Internet:
Watching TV 46%
Talking on the phone 34%
Reading newspapers 33%
Reading books 32%
Listening to the radio 22%
Across Europe, this key target audience is spending almost a quarter of their media time (24%) online, more than reading newspapers (10%) or magazines (8%). In comparison, the average European devotes 20% of their media activity to the Internet. Among 15-24 year olds, TV continues to represent the largest share of media time at 31% with radio just ahead of the Internet on 27%.
Music to your ears
Music dominates online activity for this age group with the Internet providing a cheaper and more convenient means of purchasing and downloading tracks. A quarter of 15-24 year olds are now buying music online having previously purchased it in the shops. Almost half of those questioned (47%) would be prepared to pay for music download services, while 52% of youths listen to music online now instead of elsewhere.
dois terços das audiências on-line são adultos dos 25 aos 54 anos.
Mais uma ameaça?
"Com o processo de switchover em curso, surgem novas possibilidades técnicas de recepção de televisão, entre elas, a recepção portátil. No entanto, há ainda aspectos tecnológicos e de mercado a melhorar para que a implementação deste tipo de recepção seja possível.
Historicamente, a recepção portátil foi designada por um ecrã de televisão pequeno a baixos preços. Hoje em dia, contudo, existe a oportunidade de definir novos tipos de produtos baseados em ecrãs LCD. De facto, os ecrãs LCD serão capazes de aumentar a procura de produtos portáteis ainda assim, existe a possibilidade de um afrouxamento do consumo se tais produtos não puderem ser usados de forma mais geral.
O advento das transmissões DVB-H para receptores portáteis será também capaz de influenciar a percepção pública da televisão portátil de duas formas. Em primeiro lugar, irá haver uma procura de modo a receber transmissões DVB-H em televisores portáteis nos lares. Em segundo lugar, se a recepção de serviços DVB-H estiver disponível de forma alargada, o consumidor pode ser levado a perguntar porque é que a recepção dos radiodifusores normais é muito mais restrita.
Outro factor a ser considerado é o impacto da Alta Definição (AD). Se a radiodifusão no lar migrar passo a passo para a AD, podem surgir argumentos a favor de separar as transmissões AD vocacionadas para antenas receptoras fixas daquelas destinadas a ecrãs portáteis mais pequenos, com uma resolução menor e uma robustez acrescida nos parâmetros de transmissão.
Assegurar que todos os telespectadores existentes possam receber televisão digital continua a ser um dos grandes impedimentos para nos movermos para uma situação em que podemos ter o switch off analógico. Calcula-se que 25% dos lares no Reino Unido necessitarão de instalar novas antenas se desejam receber Televisão Digital Terrestre (TDT) antes do switchover. Cerca de 20% de lares não poderão receber TDT na sua região até ao momento em que se dê o switch off das transmissões analógicas.
O problema da cobertura não está apenas relacionado com a pouca densidade populacional em algumas áreas. Num determinado número de situações, a recepção em zonas de grandes urbanizações é difícil ou impossível.
É possível proceder a melhorias em algumas destas situações mas o custo de o fazer tem sido visto como um fraco investimento, devido ao curto período de tempo que resta até que verdadeiras soluções se tornem disponíveis antes do switchover.
Assim, há um forte argumento para maximizar a recepção por outros meios no período que antecede o switchover e um número de projectos do governo e indústria investigaram algumas áreas do problema, incluindo a instalação de antenas domésticas, recepção, distribuição, etc.
Apesar de cerca de um terço dos televisores portáteis analógicos usarem antenas set-top, os fabricantes decidiram não produzir qualquer produto para o mercado da televisão digital portátil. Isto acontece porque os fabricantes não vêem um mercado potencial para produtos portáteis devido à actual incerteza sobre a viabilidade deste tipo de recepção. Existe, portanto, uma situação de falha de mercado no que respeita aos receptores de TDT portátil. Isto deve-se à falta de cobertura para assegurar que tais produtos possam ter sucesso num mercado onde os sinais de TDT são geralmente fracos.
Para além disso, o advento do DVB-H, que facilita a recepção em serviços portáteis, virou as atenções para técnicas de recepção avançadas, o que pode ter benefícios para a recepção de TDT no geral.
Ainda assim, de acordo com o estudo da Digital TV Group, pensa-se que os produtos de televisão especificamente vocacionados para a recepção portátil podem ter um mercado significativo no Reino Unido, se as previsões de cobertura conseguirem identificar áreas de implementação.
Para mais informações consulte o estudo Advanced receiver techniques with emphasis on portable TV reception do Digital TV Group." (via Obercom)