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Transistor kills the radio star?

10 milhões de downloads legais este ano na GB

A propósito destes dois textosrecentes, um dado muito relevante: mais de dez milhões de musicas foram vendidas legalmente na GB só este ano. 10 milhões!
Não admira que o presidente da industria fonográfica britânica esteja eufórico:
"The BPI have announced that more than 10 million downloads have been sold this year.
In a sign that music fans in the UK are embracing legal download services, the figure is almost twice that of the whole of last year, when 5.7 million were sold in 12 months.
BPI Chairman Peter Jamieson said: “The record industry has enthusiastically embraced the new legal download services since their emergence in the mainstream little more than a year ago and now we’re beginning to reap the rewards. The battle against illegal filesharing will continue, but we are delighted to have hit this milestone so soon"."
(via NME)"

e, nos Estados Unidos, os downloads pagos triplicaram no primeiro semestre deste ano. A informação é da Nielson SoundScan (via Obercom)

Os méritos do Portable People Meter

Segundo um estudo do Radio Advertising Bureau (RAB),difícil de descarregar, a implementação do novo método de medição de audiências, o PPM, pode significar um acréscimo anual nas receitas da indústria radiofónica de 696 milhões de dólares em comparação com o método actual (obercom)

Is Satellite Radio The New Broadcasting Star?

O relatório Satellite Radio Outlook2005 da Kagan (a pagar) prevê que a rádio via satélite atingirá os 46,8 milhões de subscrições e gerará 7,6 mil milhões de dólares em 2014 (Obercom).
Excerto:
"With the addition of 2.7 mil. new subscribers and high profile content deals, satellite radio turned an important corner in 2004, making it one of the hottest sectors on Wall Street. The satellite radio industry has grown steadily since its September 25, 2001, debut. By year-end 2004, it boasted more than 4.3 mil. satellite radio subscribers, generating total annual revenues of $311 mil. between the only two FCC-licensed satellite radio providers, XM and Sirius. The development and potential growth of these two emerging broadcast powerhouses and their market-driving partnerships are the focus of Satellite Radio Outlook 2005: Analysis and Projections for the Industry. This exclusive Kagan research study offers 10-year projections estimating the industry will accomplish “more than 46 mil. subs, generating nearly $7.6 bil. in revenue by 2014.”

Para digerir muito lentamente

"Reinventar la radio" (na Universidade de Navarra)"

"Programación radiofónica..." de Martínez Costa e Elsa Moreno

María del Pilar MARTÍNEZ COSTA y Elsa MORENO MORENO (editoras)
Programación radiofónica. Arte y técnica del diálogo entre la radio y su audiencia.
Ariel, Barcelona, 2004, 383 pp.

Sobre o livro escreveu Arturo Merayo(excerto):
"Las obras sobre programación radiofónica publicadas en España son aún escasas y pocas más se pueden enumerar si añadimos las editadas en Iberoamérica. Por eso, la aparición del libro Programación radiofónica es una buena noticia para los interesados en la radio en general y, particularmente, en el concepto, naturaleza, tipología, estrategias y peculiaridades de la programación radiofónica.(...)
Luis Miguel Pedrero es el encargado de analizar la radio temática y su relación con targets específicos: cómo éstos se identifican y evalúan y cómo han de orientarse los contenidos y las parrillas. En la tipología de las radios temáticas (musical, económica, deportiva, cultural, religiosa y étnica) describe las peculiaridades de catorce emisoras. Son sólo algunos de los ejemplos más sobresalientes aunque, claro está, no los únicos. Pero sirven como excelentes ilustraciones de lo que en España es hoy la radio temática.
La radio de formato cerrado es analizada por Elsa Moreno: los contenidos de la radio-fórmula, la configuración de su identidad sonora y los tipos de formato (con más atención al musical que al Todo Noticias) son los aspectos fundamentales a los que atiende un capítulo plagado de ejemplos próximos."

Um texto MUITO interessante

Encontrei na internet este textoda espanhola Elsa Moreno Moreno, doutorada em Navarra (1998)com uma tese sobre a música na rádio. Um resumo da tese dela está aqui (tentarei ler, um dia, uma vez que não está editada).
O texto em questão (apresentado, por aquilo que percebi, numas jornadas cientificas em 2000) suscita uma série de questões directamente relacionadas com as preocupações que aqui tenho vindo a desenvolver e que continuarão a crescer.
Elsa centra a sua abordagem nos desafios que a tecnologia da rádio está a provocar à própria rádio. Eu tentarei, para o âmbito do meu trabalho, juntar uma questão exógena: a rádio está a ser pressionada não apenas por si própria mas também por elementos exteriores, como a música digital. A esse propósito, este texto de Elsa também aborda a questão da música na rádio.

Vou fazer uma digestão da coisa e voltarei ao assunto.

A internet como solução para a rádio

Corey Deitz: "KVH Industries in Middletown, Rhode Island, wants to put Internet Radio in your car. KVH already has a system that provides TV and Internet to RVs and boats.
The company feels its TracVision A5antenna could be adapted and developed into a feasible receptor for standard road vehicles to receive streaming audio.
In addition, Motorola is working on a project called iRadio. iRadio will mobilize hundreds of commercial-free Internet radio channels and incorporate a user's personal music collection to provide a listening experience for home, in the car, or on the go."

Que música está a dar

Corey Deitz fez uma listade 10 coisas que provavelmente não sabemos sobre a rádio.

Aqui.

Uma é a facilidade/possibilidade de saber que música está a passar neste momento (para combater os leitores digitais de música); só não percebi se a funcionalidade se aplica apenas à internet: "U.S. radio is now interactive. With YES, listeners of more than 1,000 top U.S. radio stations, from New York’s top urban stations to Los Angeles’ best Top 40 stations, can now identify, interact with and purchase the music playing on the radio."

Outra: "um telemóvel é um rádio (sofisticado)"

Outra ainda: é possível ouvir rádio na internet. Quer-se dizer, não é, mas pode vir a ser...

A explosão da música digital depende dos sites ilegais

"Um estudo realizado pela Qpass a 100 sites de conteúdos de música nos Estados Unidos da América e na Europa revela que um terço dos sites são pouco seguros, permitindo que os utilizadores façam gratuitamente downloads de música não autorizada como se fossem toques de telemóveis " (Obercom).

Por que é que isto é importante para o âmbito deste trabalho?
A rádio, pelo menos em Portugal, está muito dependente da indústria discográfica e da música em geral. Os ouvintes, pelo seu lado, dependem da rádio para conhecer a música de que gostam. Mas e se os ouvintes tiverem alternativas, se já não precisarem da rádio para ouvir música, ainda por cima com ganhos? É aqui que entra a música digital.
Ou seja, quanto mais a música digital crescer mais a rádio está a ameaçada (pelo menos, tal como a conhecemos por cá). E o crescimento depende - goste-se ou não - da existência de sites piratas...

Potencial de crescimento

A dúvida, nesta altura, é se o mercado de música digital se vai conseguir afirmar a ponto de conseguir desmaterizalizar a indústria discográfica. Se isso acontecer, se daqui a 10 anos os downloads tiverem substituido os CD, então isso vai ter fortes implicações ao nível dos consumos/indústria de rádio.

E os sinais mais recentes dão um sinal de crescimento para a música digital:
Obercom: "Segundo um estudo da IDC, o segmento de mercado wireless de downloads de música gerará receitas de 1,2 mil milhões de dólares e contará com 50 milhões de subscritores em 2009."

Na Índia a rádio é a preferida

"O sector rádio na Índia

A rádio como meio de comunicação de massas é ideal para a Índia, pela sua eficácia na cobertura e nos custos, segundo o relatório Indian Entertainment Industry. Focus 2010: Dreams to Reality, produzido pela KPMG para a Confederation of Indian Industry. A indústria é dominada pela emissora estatal, All India Radio (AIR), que cobre 91% do território e atinge 99% da população, através de uma vasta rede de centros de emissão.
Além da AIR, existem 21 emissoras privadas que emitem em FM nas 12 maiores cidades. A publicidade é a base fundamental da indústria radiofónica indiana, sendo que o sector actualmente gera 2,2 mil milhões de rupias e cresce 20% ao ano. No entanto, o sector vê-se confrontado com os altos impostos, sendo que algumas emissoras se vêem obrigadas a fechar por não conseguirem comportar a situação. Um caso revelador dessas dificuldades é o sector privado na cidade de Mumbai onde, na totalidade, as emissoras têm receitas de 250-300 milhões de rupias, mas custos operacionais de 550 a 600 milhões de rupias.
O sector rádio indiano revela um potencial de crescimento considerável, principalmente no sector privado, mas, segundo os analistas da KPMG, para se concretizar seria necessário que as actuais 21 emissoras em 12 cidades crescessem para 300 emissoras em 100 cidades. Tal crescimento deveria reflectir-se no investimento, passando dos actuais 40 milhões para 11 mil milhões de rupias.
A entidade reguladora da Rádio na Índia (TRAI) propôs a transição do actual sistema de taxas para um sistema proporcional às receitas de cada emissora, para travar as perdas do sector. Além desta racionalização das taxas, o governo deve promover e facilitar o crescimento das emissoras privadas que emitem em FM:
Diminuindo os entraves ao investimento estrangeiro;
Promovendo a diversidade de conteúdos e o aparecimento de emissoras focalizadas para nichos;
Permitindo que uma empresa possua diversas emissoras na mesma cidade;
Promovendo a criação de emissoras locais, com programação local.
Contudo, a nível de consumo, o sector rádio na Índia, está a renascer porque os jovens preferem a rádio à televisão uma vez que aquele meio adapta-se melhor ao seu estilo de vida, podendo ouvir música e notícias enquanto se deslocam ou usar os telemóveis como receptores." (via Obercom)

Isto impressionou-me...

O facto de a televisão se tornar mais ágil, mais próximas, com maior e melhor capacidade de resposta, por exemplo usando o computador, retira à rádio espaço de manobra para poder continuar a ser acumuladora; por outras palavras, se o tempo que tenho para estar no computador é dedicado a ver televisão, não ouço de certeza rádio.

(via Obercom)
"O primeiro serviço VOD de televisão em Itália

O RAI Click, o primeiro serviço VOD de televisão em Itália, é o único canal que pode ser acedido através da Internet. O seu sucesso deve-se à inovadora plataforma FastWeb e à organização dos arquivos de conteúdos.
O RAI Click foi o primeiro serviço VOD (Vídeo-on-Demand) de televisão em Itália. Foi lançado em 2000 por uma parceria entre o radiodifusor público RAI (60%) e a FastWeb (40%), o primeiro operador de telecomunicações Triple Play.
Até agora, o RAI Click é o único canal italiano que pode ser acedido através da Internet; é o único canal de televisão da RAI com uma licença de subscrição e uma base de clientes directa, e é o primeiro canal de televisão italiano a desenvolver formatos editoriais e comerciais que exploram as capacidades interactivas da banda larga.
De acordo com a EBU, o objectivo do RAI Click era construir um canal que oferecesse informação e entretenimento em formato VOD, distribuídos tanto através de plataforma FTTH (Fibre to the Home) como através de Internet de banda larga.
Hoje em dia, o RAI Click é um dos quatro novos ramos de media da RAI, juntamente com a RAI Sat (satélite), RAI Digit (Televisão Digital Terrestre) e RAI Net (Internet).
A qualidade do material nos arquivos da RAI e a inovadora plataforma FastWeb permitem aos subscritores do RAI Click escolher o que querem ver, quando quiserem, libertos dos constrangimentos das grelhas de programação. Por outras palavras, cada utilizador do RAI Click tem o seu serviço de televisão pessoal. O RAI Click foi o primeiro canal Pay TV da RAI.
A cadeia de valor de radiodifusão do RAI Click tem o seguinte modelo organizacional:
- Criação de conteúdos: O conteúdo provém dos canais da RAI , com programas dos seus arquivos e grelhas de programação actuais;
- Empacotamento e grelhas de programação: O RAI Click é responsável pelo desenvolvimento de conteúdos e pela organização dos mesmos em formato interactivo, com contribuições editoriais da RAI Net; pela gestão do sistema de aquisições, que providencia armazenamento automático e gestão de conteúdos de vídeo; pela gestão do sistema de conteúdos, que publica conteúdos de vídeo nas várias plataformas; e pela gestão da oferta comercial (preços, promoções, comunicação e gestão da relação de conteúdos).
- Distribuição: O RAI Click é distribuído pela FastWeb, que providencia as plataformas e arquitectura.
O RAI Click oferece 3,500 programas de televisão em Vídeo-on-Demand e 1,500 programas na Internet.
Para além disso, o VOD não é só um novo tipo de veículo de fornecimento de conteúdos, é uma nova forma de ver televisão. Para além disso, não é apenas um serviço de vídeo que as pessoas vêem nos tempos livres, introduz toda uma nova abordagem à televisão.
O desafio para as equipas editoriais, neste momento, é combinar a modalidade da radiodifusão televisiva tradicional com a modalidade que é típica da Internet e tecnologias da informação.
Para mais informações consulte o artigo “RAI Click - «I want my own TV»” publicado na Technical Review de Julho de 2005 da EBU.

"La radio en los tiempos..." (1)

Encontrei no sítio “Sala de Prensa” (obrigado Peixe) um texto de um jornalista paraguaio, colaborador do Sala de Prensa e director do Instituto Prensa Y Libertad, que é muito interessante (chama-se "La radio en los tiempos de la globalización y la digitalización"). Por várias razões:
- mostra que as preocupações sobre o futuro da rádio são planetárias (e que a rádio, tendo estádios de desenvolvimento muito diferentes no mundo, reflecte sobre si própria, na relação consigo própria);
- junta novas reflexões, nomeadamente sobre o poder da palavra;
- este trabalho partilha de algumas das prioridades do texto de Benjamin Fernandéz Bogado.
O documento, na íntegra, está aqui. Mas deixo, nos três textos seguintes, as ideias que considero essenciais. Com destaque para esta: mais do que o fascínio pelas potencialidades tecnológicas que a rádio promete (o autor fala mesmo num certo fetichismo), a aposta deveria ser na qualidade dos conteúdos – aparentemente é uma auto-crítica para o caminho que este “segundochoque” leva, mas a seu tempo tudo voltará ao seu lugar…

"La radio en los tiempos..." (2)

A crise (e o poder) da palavra

“La palabra sufre hoy de una crisis que encuentra en los medios su manifestación más plena. Es cierto que vivimos tiempos de incertidumbre, pero de ahí a que autores como Wurhan concluyan que de tanto recibir noticias y hechos transmitidos por los medios conocemos menos y sabemos aun menos en torno a cómo actuar ante estas situaciones, ya es un caso grave”

“La crisis no está en el adjetivo sino en el sujeto, es el periodista (sea analógico o digital, si vale la clasificación) el que debería redescubrirnos y maravillarnos con un mejor uso de la palabra y una articulación más creativa en torno a las posibilidades que brindan hoy las nuevas maravillas tecnológicas. Necesitamos más que periodistas, exegetas de los tiempos que vivimos y que vendrán y contadores de historias que no reduzcan el verbo ni al insulto soez que degrada y mucho menos al rumor malediciente que divide.”

“Revisar el uso de la palabra para ver cómo atraer audiencia y mantenerla a través de programas que realmente sean atractivos y que permitan entender el mundo que vivimos y por sobre todo revalorizar a su paso la palabra como el elemento fundacional de todo medio de comunicación.”

“(…) hace falta redescubrir la palabra en su fase creadora, lúdica y, por sobre todo, cercana y auténtica, no exenta de inconformismo ni de crítica.”

A rádio deve sair à procura

Uma nova ideia para os formatos actuais

“El diseño de los formatos es otra de las claves de la radio moderna que la digitalización nos presenta como desafío. Hoy tenemos que reconvertir nuestras radios en herramientas nuevas con formatos de programas que respondan a la manera como nos vemos y retratamos a la sociedad en la que vivimos. Debemos ser innovadores en la presentación de los mismos, utilizar los programas de edición que vuelven más amigables y fáciles la manera de estructuras programas y buscar captar nuevos talentos que hoy no se encuentran fácilmente en el mercado. Estamos en Radio Libre convocando a nuevos talentos de radio para que envíen en formatos wap o mp3 trabajos que han sido editados en cool edit desde sus casas y que nos presentan desafíos y fórmulas nuevos. Debemos salir del ambiente encasillado y rígido en el que vivimos durante mucho tiempo. La radio tiene que salir en busca de su audiencia, se acabó el tiempo en el que los oyentes venían y los gerentes y administradores así como los locutores disfrutaban del misterio que representaba una voz concentrada en un receptor. Hoy debemos buscar nuevos nichos imaginativos en oyentes nuevos y en espacios donde anteriormente no creíamos que fuera posible hallar quiénes nos fuercen a renovar.”

“Vivimos el siglo del conocimiento, el mismo ahora es portátil como la radio, cuya virtud de transportación fácil revolucionó el concepto de cercanía y desplazamiento de los medios.”

La radio en los tiempos de la globalización y la digitalización, Benjamín Fernández Bogado, Sala de Prensa, 81-82, Julio-Agosto 2005 Año VII, Vol. 3 (http://www.saladeprensa.org/art624.htm)

"La radio en los tiempos..." (4)

A Internet gera novos públicos, novos formatos, novos conceitos de propriedade

“La globalización, tan demonizada por muchos, es un realidad y la radio nunca huyó de ella, siempre la vio como una manera de llegar más lejos, y en ese sentido la innovación tecnológica supone hoy con Internet una maravillosa forma de acercarnos a un público nuestro que vivía muy lejos de nuestras posibilidades tecnológicas y que hoy abarata notablemente las posibilidades de estar cerca de ellos. También creo que Internet es una invitación para hacer de sus espacios y anchos de banda una programación diferente. Ciertamente hay muchos impedimentos aún en la región, pero no sería mala idea comenzar a trabajar un lenguaje en la red de redes que nos permita ganar una audiencia extra o, porqué no, hacernos propietarios de medios y con ello acabar el pretexto esgrimido por muchos y por mucho tiempo, de que no puedo ser bueno porque tengo un mal propietario de radio encima. La tecnología hoy nos permite ser dueños de nuestro propio cerebro y lengua, en ese sentido Internet es el fin de muchas excusas en las cuales algunos encontraban fundamentos y otros, simples pretextos para encubrir mediocridades y limitaciones

Apple faz explodir o podcasting

Dois excertos de uma notícia da Billboard Radio Monitor:

"Apple is reporting over 1 million new podcasting subscriptions just days after announcing the release of its new iTunes version, according to a statement on the company's Web site.
iTunes 4.9, released June 28, includes built-in podcasting support and the iTunes Podcast Directory, which gives easy access to thousands of free podcasts.
(...)
According to the latest report from technology research consultancy The Diffusion Group (released in June), the US podcasting audience is expected to approach 56 million consumers by 2010. Demand for podcasting has exploded wihin the last year: With only 0.8 million in 2004, the podcasting audience is expected to reach 4.5 million in 2005 and grow by 101% each year in the next five years."

O iPod na GR (inimigo da rádio)

A Grande Reportagem de sábado traz um trabalho desenvolvido (e bem informado) sobre o fenómeno do iPod (autor Luis M. Faria, páginas 52-55, edição nº 235).
Algumas ideias:
- é o melhor porque não há concorrência quem ofereça a mesma gama de serviços (embora não tenha sido o primeiro LDM a aparecer no mercado);
- também é uma moda, "em certos meios não se pode deixar de ter um" (e como moda pode durar pouco);
- há, por exemplo em Inglaterra, empresas que se dedicam a gravar os Cd ou vinis que temos em casa para iPods ou outros leitores digitais de música (isto para quem não tem tempo e quer ver-se livre dos discos);
- a desmaterialização das indústria musical "promete ser lenta e difícil, com os rendimentos a descer de ano para ano";

Finalmente: uma ideia muito próxima do âmbito deste trabalho - o iPod é inimigo da rádio! Porque é rival (desvia potenciais interessados em ouvir música, da rádio) e porque é muito exclusivista: ao contrário de outros LDM, não incorpora mais nenhum serviço, nomeadamente a rádio.

A música digital legal na Europa

No DN de hoje:
"Este ano foram já vendidos 159 milhões de downloads legais de música em todo o mundo, o triplo dos seis primeiros meses de 2004 (ver caixa). Seguindo um padrão de explosiva adesão popular que se verificou já nos Estados Unidos, também na Europa as vendas de música por download crescem exponen- cialmente. O reconhecimento deste comportamento positivo face ao mercado da música gravada em diversos países europeus está, entretanto, a levar a Comissão Europeia (CE) a encontrar um patamar de entendimento entre os 25 estados membros, com vista a uma agilização dos protocolos de licenciamento de música digital, promovendo uma mais fácil e eficaz competição com os serviços de vendas online americanos.
O comissário para o Mercado Interno da UE, Charlie McCreevy, defende que a inexistência de licenciamentos pan-europeus tem dificultado a implantação e expansão de alguns serviços de venda online no velho continente. "Por isso estamos a propor a criação de um protocolo de licenciamento de direitos de autor à escala europeia", declarou à BBC. No presente, as lojas online têm de enfrenter um moroso e dispendioso processo de licenciamentos para assegurar cumprimento de direitos de autor em cada um dos 25 estados membros da UE. Estas despesas e processos têm dificultado a expansão do mercado de música digital na Europa.
Eduardo Simões, da Associação Fonográfica Portuguesa, explicou ao DN que acredita que esta ideia da CE "é bem intencionada e se vier no sentido de respeitar todas as partes envolvidas é perfeito", mas se for "pretexto para diminuir garantias de títulos já consagradas não poderá atingir esse objectivo".

Seis meses em crescimento
O relatório da Nielsen sobre o primeiro semestre de 2005 revela que foram vendidos globalmente 159 milhões de downloads, ultrapassando assim os 140 milhões de todo o ano 2004. Mesmo não tendo o crescimento correspondido aos valores esperados, as vendas online representam já seis por cento do mercado total de música gravada. O relatório exibe ainda um crescimento de vendas na Europa. Só em Inglaterra, as vendas de downloads nos primeiros seis meses deste ano atingiram a marca dos dez milhões, valor que representa quase o dobro do total de 2004 (5,7 milhões, segundo o relatório anual da British Phonographic Industry)."

Tudo sobre as redes peer to peer

Já foge um pouco ao âmbito deste trabalho, mas este estudo (divulgado pelo Obercom) parece ser muito completo: "As tecnologias Peer-to-Peer são definidas como uma estrutura de comunicação em que os indivíduos interagem directamente uns com os outros, sem a necessidade de ligação a um servidor central, segundo o relatório Digital Broadband Content: Music, da Organização de Cooperação e do Desenvolvimento Económico (OCDE)."
Aqui.