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Transistor kills the radio star?

Receber downloads atraves do telemóvel

Um dos temas centrais da Mega Ideiadeste mês é a combinção entre telemóveis e música. O fenómeno não é novo, mas é revelada uma novidade (que terá sido avançada numa recente feira em Cannes): a possibilidade de receber downloads de música (como os leitores digitais) "mas com a vantagem de que não será um aparelho «inerte» mas antes um que poderá receber downloads de música através da rede móvel, algo que com os leitores actuais não é possível".

Nota: devo dizer que não atingi plenamente o significado da frase (por incapacidade de a descodificar ou por má explicação de quem escreveu), mas aguardo para ver.

No mesmo artigo: a Sony Ericsson e a Samsung devem apresentar em breve telemóveis com boa oferta de música. E A Motorola vai incorporar o software iTunes.

Podcasts em destaque na próxima Mega Ideia

A Mega Ideiadeste mês anuncia, para o próximo (edição a 28 de Julho) um dossier sobre o podcasting (prometendo, entre outras coisas, oferecer alguns podcasts, incluindo música e comédia).

O podcasting é bom para a rádio?

"Há um ano atrás o podcasting pertencia à dimensão da imaginação. Actualmente a indústria da rádio começa a descobrir as vantagens e os benefícios financeiros que o podcasting pode representar para a indústria" (obercom)

Mais aqui.

A música na rádio tradicional ameaçada

"O consumidor actualmente pode consumir música através de leitores portáteis, através do computador, do telemóvel. Perante esta realidade, a rádio tem que se adaptar aos novos hábitos de consumo e à nova cultura musical ou perderá cada vez mais audiência" (obercom)
O estudo aqui.

Um excerto: "(...)the synergy between digital music formats, portable digital music players, personal computers and the Internet has created better and more alluring alternatives to traditional radio, forcing music radio to either adapt or die."

Rádio e música compatíveis na BL

Muito interessante este estudo, divulgado pelo Obercom: "Um estudo da Management Network Group revela que os jovens procuram emissões radiofónicas e downloads de música nos serviços móveis de banda larga."

O que é que diz o estudo: de um a cinco pontos, os jovens que responderam podiam classificar cinco opções (rádio comercial, downloads, tv no telemóvel, videoclips e jogos 3D) e a rádio recebeu a maior percentagem de respostas (22% extremamente interessados, 17% muito interessados e 16% de alguma forma interessados). Segue-se a musica descarregada com 19%, 15% e 16% respectivamente.

mas o estudomerece uma atenção maior.

A música digital nos EUA não é só o iTunes

"If you're finally getting into digital tunes with a portable player and songs downloaded from an online music store, your path seems clear, right? You'll go buy one of Apple Computer's popular iPods and then hit its market-leading iTunes Music Store - correct?
Think again. At least, several pretenders to Apple's digital-music throne want you to reconsider."
Um texto muito interessante (via Obercom), aqui.

O mistério Kazaa

Australian Industry Points to True Kazaa Owner
(fonte)
June 1, 2005

Just who controls Kazaa-owner Sharman Networks? The company is a shadowy one, with off-shore ownership and secretive practices the norm. That has prompted the Australian recording industry to heavily monitor the company, including intense surveillance of the residence of Sharman CEO Nikki Hemming. The surveillance has been conducted by Music Industry Piracy Investigations (MIPI), the enforcement arm of the Australian Recording Industry Association (ARIA). Now, MIPI representative Michael Speck has pegged Hemming herself as the true controller of the various Sharman properties, with Altnet CEO Kevin Bermeister believed to control the actual Kazaa application. That information came out as part of an ongoing legal battle between Australian major labels and the massive P2P application, with deliberations resuming June 8th.
The surveillance has not been limited to just Hemming, with other locations also falling under the MIPI eye. That is part of a continued effort to clearly define the enemy, and determine just what level of control Sharman has over the FastTrack file-sharing network. While Hemming and others have continuously maintained that they have no control over the network, major labels have asserted otherwise. Now, Hemming may have to take the stand, with the CEO potentially shedding light on a mysterious and complicated ownership structure.

Varias possibilidades de rádio na internet

"(...) A rádio na Internet só pode ter emissões digitais, no entanto estes nada têm a ver com os formatos digitais hertzianos (DAB, DRM, HD Radio, etc.).
Para emitir na Internet existem vários formatos áudio, sendo que os mais utilizados são o Real Audio, o WMA, o Quick Time, e o mp3.
O Real Audio é um formato de áudio da Real networks para streaming**. Para se escutar uma emissão em Real Audio é necessário ter o aplicativo Real Player. Tem uma boa taxa de compactação, mas a qualidade está abaixo do mp3.
O WMA - Windows Media Audio - é um formato áudio desenvolvido pela Microsoft para rivalizar com o mp3.
Em altas taxas de débito o wma não supera o mp3 em qualidade sonora, mas com menores taxas de débito (menos de 96 Kbps, só voz por ex.) o wma consegue mais compressão com uma diferença de som praticamente imperceptível em relação ao mp3. Uma das vantagens do wma é o de gerar arquivos áudio cerca de 1/3 mais pequenos que o mp3.
O Quick Time é o formato áudio da Apple computer. A qualidade do áudio Quick Time é ligeiramente superior ao do mp3, mas para ser escutado necessita do aplicativo quick time player.
Finalmente, temos o mp3. Este formato é, sem dúvida, o rei do áudio digital comprimido.
O termo mp3 deriva de uma contracção de MPEG audio Layer 3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3). Inicialmente destinava-se à compressão vídeo digital, mas foi posto de lado quando se verificou que o MPEG-2 (bastante usado na edição áudio das emissoras) servia para mesma coisa. Com esta situação, a patente caiu no domínio público e o mp3 tornou-se praticamente um standard da Internet. Hoje, devido à sua popularidade, quase todos os fabricantes de CDs e DVDs incluem nos seus aparelhos leitura em mp3 (...)"
in Jorge Guimarães Silva

Podcasting mais fácil

Uma empresa de programação informática criou um software para facilitar a realização de podcastings e de videocastings. Opera com o windows e vem simplificar algo que ainda implicava alguns conhecimentos informático.

(via RadioAbout) "The U.K./Canada based software company Lionhardt Technologies has released Webpod Studiofor Windows, a software application for creating both Podcasts and Videocasts.
WebPod Studio is easy enough for beginners yet is comprehensive enough for more experiences users. Besides recording audio and video, WebPod Studio handles creation of RSS feeds, has a built-in ftp upload feature, and final creations can also be quickly burned onto CD or DVD disc.
WebPod Studio's graphical interface is simplified with icons that represent the different functions available which makes for an efficient, easy-to-comprehend process.
WebPod Studio also includes a "Teleprompter" function which scrolls your text on-screen so you can look directly into a computer-mounted camera if you're creating a videocast or not have to hassle with a piece of paper (and it's noise) if creating a Podcast.
WebPod Studio is available for Windows operating systems."

Mais aqui.

LDM amigos da rádio?

Um estudo, divulgado em Portugal pelo Obercom, da responsabilidade do Bridge Ratings & Research mostra a relação entre o tempo gasto com os leitores digitais de música (LDM) e o consumo tradicional de rádio.
O estudo já tem algumas semanas, mas exigiu uma digestão mais cuidada.
Algumas conclusões:
- analisando um período de três meses, percebe-se um aumento do tempo gasto com a escuta de rádio entre os que têm estes aparelhos há mais tempo;
- o facto novidade relativamente aos LDM é clássico: nos primeiros tempos concentra a atenção, depois a moda passa...
Ou seja, o uso dos LDM não parece afectar significativamente o tempo gasto com a rádio tradicional!

Nota pessoal: nos Estados Unidos, a indústria das pesquisas é de tal maneira banal e concorrencial que os estudos fazem-se com amostras muito reduzidas e metodologias escassas. Este é um estudo que inspira alguma desconfiança. Mas a confirmar-se, há boas notícias para a rádio: os LDM só são exclusivistas no início e não substituem a escuta da rádio tradicional (hertziana). O futuro não vai confirmar estes resultados, acredito.

determinismo tecnológico

"Para Marshall McLuhan (1911-1980), os media são tecnologias que alargam as percepções sensoriais humanas. Ao propor que o meio é a mensagem, argumenta que o significado cultural dos media não reside no seu conteúdo mas no modo como altera a nossa percepção do mundo. O impacto de qualquer tecnologia está na "mudança de escala, momento ou modelo que introduz nos assuntos humanos". O impacto particular das tecnologias dos media está no modo como alteram os "modelos de percepção rapidamente e sem qualquer resistência".
Daí se considerar McLuhan um determinista tecnológico, que define a história pela mudança tecnológica. A tecnologia da escrita induz uma mudança fundamental no modo como os seres humanos se relacionam uns com os outros, realçando a visão sobre o som, a leitura individual sobre as audiências colectivas (...)".
Rogério Santos no Indústrias Culturaisde hoje

http://industrias-culturais.blogspot.com/2005/06/determinismo-tecnolgico-para-marshall.html

Saber reagir?

As emissoras locais devem ser mais inovadoras para poderem sobreviver aos novos emissores via satelite, aos CDs, iPods, leitores de música digital segundo a opinião de espertos da indústria (obercom)

O podcasting começa a ser um caso sério

"Podcasting, the new medium burst from the confluence of iPods and audio downloads, is advancing at incredible speed as more marketers and media owners incorporate it as an extension of the radio business."

Uma série de televisão para ver no telemóvel

SINGAPORE (Reuters) - A Singapore television station will air a romantic drama series on third-generation mobile phone handsets this month in what will be a first for Asia.
The 30-episode Chinese drama series, produced by state-owned television firm Mediacorp and media regulator Media Authority of Singapore, will be released in three-minute episodes on 3G mobile phones at the end of June before being aired as a 90-minute television program by the start of 2006.
Titled "PS I Luv U," the series -- which features Taiwanese actors such as Roy Chiu -- will also be streamed by regional telecom operators on mobile handsets in other parts of Asia, including China, Hong Kong, Taiwan and Malaysia, Mediacorp said.
Mediacorp said it plans to produce at least 10 3G drama series totaling over 200 mini-episodes next year.
Across the world, broadcast and cable networks have jumped on to the 3G bandwagon, rushing to churn out content for mobile phones and collaborating with telecom operators to provide entertainment clips that can be aired over the wireless network.
Fox Entertainment Group Inc. in May 2005 launched several series of "mobisodes" -- television programs whittled down to one-minute episodes and designed specifically for the mobile medium.

In 2001, Japan's NTT DoCoMo Inc. was the first operator in the world to launch its 3G service. But the service
was not as successful as was expected because of poor geographical coverage, sluggish feeds and pricey handsets.
However, with faster wireless broadband connections telecom operators believe video-streaming could be a "killer application" for 3G, with the potential to pull in billions of dollars in revenue.

Rádio via satélite e telemóveis

Eis aquilo que parece uma boa resposta por parte da rádio (neste caso, via satélite):
"Sirius Satellite Radio on Tuesday said it reached a deal to supply music channels to telecommunications company Sprint on a mobile phone to be introduced later this year. Sirius said channels being evaluated by the two companies include new hits, classic rock, hip-hop, country and blues. ."
A notícia, aqui.

O MP3 a crescer, a crescer...

Primeiro eram apenas as músicas, depois os programas de rádio (podcasting), agora livros. Tudo serve para meter num leitor digital de música...
"The New York Public Library announced Monday that it is making 700 books — from classics to current best sellers — available to members in digital audio form for downloading onto PCs, CD players and portable listening devices."

Nota: em que é que isto é relevante? Quando mais solicitações houver, menos tempo sobra para a rádio, no sentido tradicional.

Mais sobre o WiMax

Lembram-se do WiMax?
Acabei de ler no Future of Radio que "Nokia and Inatel Collaborate on WiMAX Broadband Wireless Technology".
Um excerto:
"Nokia and Intel Corporation today announced a cooperation to accelerate the development, adoption and deployment of WiMAX technology, helping to bring new capabilities and data services to mobile users over high-speed broadband networks.
The companies will collaborate on several areas in support of mobile WiMAX technology (IEEE 802.16e) including mobile clients, network infrastructure, industry-enabling efforts and market development. For mobile devices and notebook platforms, Intel and Nokia will work closely to identify and deliver the unique power and performance requirements of the technology, and will work on base station strategies to help deploy a WiMAX network infrastructure that will provide adequate and reliable coverage."

Uma outra forma de negócio

Os downloads fazem-se sobretudo pela compra de música em armazéns virtuais, como o iTunes (a empresa da Apple tem o seu milhão e meio de músicas prontas a serem compradas), mas ainda prevalece uma forma alternativa de negócio, aquilo que é vulgarmente designado por peer to peer (e que não tem tradução em português).
Neste serviço, quem vende as músicas apenas estabelece a ligação entre dois pontos (peers), um que tem a música e outro que a quer receber.
Obviamente que é por aqui que a piratice prevalece, com empresas como a Kazaa ou a LimeWire a serem alvo de processos judiciais. A Napster já era.
Ora acaba de ser lançado um serviço, por um antigo fundador da Napster, que pretende viabilizar o peer to peer mas de uma forma legal (chamam-lhe "end-to-end solution"). Chama-se Snocap e permite ter disponíveis catálogos com milhões de músicas, assim as editoras os digitalizem (sendo que, de acordo com esta notícia da Reuters, três das quatro "majors" da indústria muscal já aderiram (a Universal, a Sony BMG e a EMI; falta apenas a Warner. Algumas independentes, como a TVT ou a Rykodisc, também).
Mais oferecerem-se para introduzir moralidade no sistema, com um sistema, baseado em impressão digital, que bloqueia as músicas piratas. Mas não são um serviço comercial, apenas um serviço de licenciamento legal.

O CD vai acabar

A revista Visão volta a um dos seus temas preferidos, pelo menos nos últimos tempos: o negócio da música, os downloads e - anunciam - o fim dos CD.
Algumas ideias do texto de Pedro Dias de Almeida, "A Industria Titanic?" (págs 137-148):
- A Transformadores, uma agência e promotora de espectáculos, vai criar na internet um sítio com a capacidade do iTunes, em que vai colocar catálogos de editoras independentes de todo o mundo;
- Alexandre Cortez, da editora: "Com o tempo, as edições digitais vão aumentar cada vez mais. O futuro da indústria está no negócio dos downloads";
- David Ferreira, da EMI: "Durante muitos anos, o futuro vai passar pela coexistência entre os suportes físicos e as vendas de música on line, estas ganhando sempre um papel cada vez maior. O problema é que estas só crescerão significativamente quando acabar a impunidade dos downloads ilegais, o que torna indispensável uma acção determinada das autoridades";
- Valdjiu, dos Blasted Mechanism, fala numa "média de 200 mil downloads semanais dos [seus] temas";
- o CD, na opinão de Inês Pereira, produtora do grupo The Temple: "Com o tempo, o CD tende a tornar-se uma peça de colecção, como são hoje os discos de vinil";
- "O próprio conceito de álbum, ou disco, pode desaparecer, quando o principal veículo de distribuição for o espaço digital, etéreo e sem fronteiras. Nada obrigará os artistas a fazerem 12 canções de uma vez ou a ocuparem os cerca de 80 minutos de um CD";

"Uma oportunidade para se recriar e reinventar"

Este texto do blogue Jornalismo PortoRádio abre nova sperspectivas sobre a rádio na internet. E remete-nos para dois textos que se recomendam: um do jornalista brasileiro Fernando Kuhne outro do professor Rosental Calmon Alves (da Universidade do Texas)

A parte final do texto de Fernando Kuhn:
"(...) algumas conseqüências da inserção do rádio na Internet já podem ser amplamente atestadas, fato indicativo da consistência das transformações e da improbabilidade de que elas retrocedam. Implicações que estão enumeradas a seguir:
1-) a remoção da barreira da distância: qualquer rádio de alcance local pode ser ouvida em qualquer lugar sem ficar à mercê das irregulares condições de propagação ionosférica.
2-) a economia: para uma rádio entrar na Internet o investimento é ínfimo, muito menor do que o necessário para a transmissão à distância nos moldes tradicionais. Uma vez comprovado, o aumento de audiência para além dos limites iniciais pode representar contratos publicitários mais interessantes.
3-) a democratização da informação e do acesso à cultura: potencializam-se as opções de escolha por parte da audiência para "ouvir" determinado país ou cultura.
4-) a horizontalização das relações emissora/ouvinte: este ganha poder com a segmentação e variedade de alternativas, podendo ouvir apenas o tipo de música que preferir, além de se comunicar com as estações de forma muito mais consistente, convidativa e imediata do que através de carta ou telefone.
5-) convergência de mídias: o som da rádio sintonizada na Internet fazendo-se acompanhar de textos e imagens, criando uma nova linguagem, diferente da que estaria chegando ao ouvinte, leitor ou telespectador comum.
6-) o surgimento de rádios virtuais e pessoais: sem a necessidade de licenciar uma emissora para a transmissão on line e investir altas somas em equipamentos, qualquer entidade ou pessoa passa a ter condições de possuir uma emissora virtual.
7-) o impacto sobre as línguas, com a possibilidade de formação de comunidades virtuais: imigrantes afastados de sua origem retomando os vínculos com a cultura e a língua que acabaram deixando para trás por falta de pessoas com quem compartilhá-las.
O rádio na Internet efetivamente autoriza o resgate de algumas utopias adormecidas: a do rádio interativo, a do rádio alternativo, do rádio educador e do rádio que abraça o mundo. Logo haverá mais emissoras transmitindo pela rede do que por ondas curtas, redundando em maior disponibilidade e qualidade de som para o ouvinte."