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Transistor kills the radio star?

O botão vermelho (das compras) Interactividade

Vai realizar-se entre 4 e 6 de Julho o Radio Festival 2005, em Edimburgo.
O
Radio Festival é um congresso que trata das questões mais importantes que preocupam a rádio - tentarei estar no do próximo ano! (via NetFm)
Alguns dos temas que ali vão ser tratados e que encontram eco nas preocupações desta página:
- Review of Digital Technologies
With the growing number of "Broadcast Platforms" being offered to the consumer/listener, how does the world’s must successful international broadcaster choose those that deserve its patronage? Are there clear benefits to be gained by going for a satellite platform rather than a terrestrial solution? How do you measure audience impact? How do you justify the financial investment? What are the technical considerations that need to be taken into account? Hopefully by the end of the session you will know the answer to these questions.
Mike Cronk & John Sykes, BBC World Service

- Interactive Radio
Where is the radio with the ’Red Button’? Well it’s here! How important is the red button or is it merely a back channel that will drive uptake of conventional and new types of radio by consumers. What can we do with it and how will it change the way we use radio?
- New technology is turning us all into the instant gratification iPod generation. Music is now processed, protected and delivered the world over. How does it actually work, what are the risks and what’s next?
- Radio Killed the Video Star
The blue-sky future of radio. Where will be in 2014? John Simons, Bob Shennan and Antonio Mendes will be gazing into their crystal balls to tell us where our industry will be. The formats, the fads, the trends, the targets. Plus Classic FM’s production duo Tim Lihoreau and Paul Kelly have accessed an incredible time machine to enable us all to listen into the future and tune down the dial in October 2014.
- Connecting With Listeners
With the phone, text, websites, email events and more, radio stations touch and collect information form their listeners in dozens of ways. This should provide opportunity to make radio more engaging, to form insights into the lives of listeners and to reach them in ways other than over the air. However, making sense of these opportunities and then tying together activity across different platforms can be difficult. We give an update on how being interactive should be part of successful radio, working across all platforms to make programming more relevant and add value to the business. Paul Alexander (dunnhumby) James Cridland (Virgin Radio)
- Radio On Mobiles / Mobile Content
Music consumers, technology and radio listening - we are experiencing fundamental change and we need to understand it to cope with it and make it work for us. The mobile stands right in the middle of this change, with technology and the consumer on either side. This session will tie together technology and listener behaviour to point you in the right direction to making mobile work for you. Tom Laidlaw (Capital Radio Group), Andy Johnson (Captial Radio Group), Pamir Gelenbe (Flytxt) and Ian James (Chrysalis Mobile)
- The Internet Opportunity or Threat
Will personalised ’one-to-one’ radio stations mark the end of broadcasting? Will ’listen again’ services mean less people listen to your live station? Where’s the money in all this anyway? Chris Kimber (BBC), Tim Benjamin (Creation)

Nota: há muita gente a pensar nestas coisas. Isso é bom!

A universalidade da internet

"Criador do DNS prevê fim da Internet em 10 anos
A facilidade também mata. Eis a crónica da morte anunciada do ciberespaço, de acordo Paul Mockapetris, o criador do Domain Name System (DNS), sistema em que assenta o registo de endereços na Internet.
Numa conferência em Santiago de Compostela, Espanha, o ciberpioneiro previu o fim da Internet nos próximos dez anos.
Mais que uma análise pessimista, a previsão aponta para um universalismo da Internet, que além de deixar de estar confinada aos computadores, se tornará cada vez mais cómoda e fácil de utilizar, a ponto de os utilizadores se esquecerem que estão a utilizá-la, enquanto meio de comunicação.
Mockapetris prevê ainda que, dentro de cinco anos, a Internet estabilize na totalidade, permitindo a integração de correio electrónico, mensagens instantâneas e voz num mesmo serviço.
Já só faltam 9 anos e 364 dias para saber se Mockapetris tem razão."
aqui. E o texto do El País.

O fim dos relógios de pulso?

A revista Visão de 2/6/05 apresenta, na página 92, um artigo muito interessante sobre o fim dos relógios de pulso, substituídos pelos telemóveis. Fim? Veremos depois.
A questão é importante para este âmbito porque é mais um exemplo de uma tecnologia tradicional, devidamente implantada a nível mundial, que é ameaçada por uma outra tecnologia que chega agora, mas com vantagens. Quais? A concentração num só aparelho de várias utilidades – uma das quais o relógio.
A reportagem conta o caso de uma miúda de 10 anos que deixou de usar relógio pouco depois de aprender na escola a ler as horas. É que o seu Nokia 3200 tem, além de relógio, o Bounce, o seu jogo preferido.
Outro caso que ali é contado: um estudante de 24 anos mantém os relógios numa gaveta de casa e só recorre ao telemóvel: “Não acordo sobressaltado com o barulho do meu relógio-despertador – posso escolher, para isso, uma música mais soft, no telemóvel”. A propósito, a rapariga também conta que grava sons da sua aparelhagem para o telemóvel, para pôr a tocar na manhã do dia seguinte.
Será uma moda, resultante do impacto dos telemóveis, e tudo voltará a ser como dantes, com o relógio a reocupar o seu espaço no pulso (um pouco como quando apareceram os relógios digitais e se previa o fim dos mecânicos, o que não aconteceu)? Ou o relógio, com o tempo, passará a ser apenas um objecto de decoração, como uma pulseira, um colar ou um piercing?
São semelhantes os desafios que se colocam à rádio tradicional: como conseguir captar a atenção para a rádio perante um aparelho que tem, além do próprio receptor de rádio, um leitor digital de música, máquina fotográfica, Internet e… televisão? Quem quererá ouvir a rádio? O que terá a rádio de fazer para sobreviver? Ou a rádio está condenada a acantonar-se, definitivamente, ao carro, por ausência de alternativas (sendo que nem isso é pacífico, uma vez que os leitores digitais – e portáteis – de música também podem ser ligados à aparelhagem do carro e, assim, substituírem a rádio)? Nesse caso, o mais preocupante é que a rádio passará a ser para uma “imensa minoria”, deixando de ter viabilidade económica (os anunciantes deixarão de investir…), de receber investimentos humanos e tecnológicos e ficando a marcar o seu próprio fim…

A rádio tradicional (AM FM) tenta reagir ao satélite

"(...) From coast to coast, broadcast radio is airing silly ads to remind America that “radio is great.” This is obviously a knee-jerk reaction to Wall Street perceptions that satellite radio is gaining momentum as broadcast radio continues to founder."
http://www.radioink.com/listingsEntry.asp?ID=302323&PT=publishersnote

Apple incorpora podcasting

SAN FRANCISCO - Apple Computer Inc. CEO Steve Jobs called podcasting "the hottest thing going in radio" on Monday and promised to make it easier for audiophiles to create and distribute the digital recordings.
(...) At a technology conference on Monday, Jobs previewed iTunes version 4.9. The software allows users to click on and subscribe to different podcasts, then automatically delivers the shows to any connected iPod — far less cumbersome than the third-party applications many listeners now need.
The newest iTunes will include a directory of podcasts, and creators will be able to register their shows with Apple's iTunes Music Store.
"We think it's going to take podcasting mainstream, to where anyone can do it," Jobs told the gathering of software developers.
Jobs' support for podcasting could make the phenomenon more popular, particularly if the iTunes store becomes the Internet's de facto repository of podcasts. Since its launch two years ago, the store has sold more than 400 million songs.
Tudo, via AP.

A rádio tradicional está a perder ouvintes

"Online music services are drawing an increasing number of U.S. consumers from traditional radio stations, threatening to decrease the latter's advertising revenues, a market research firm said Tuesday.
The largest number of defections from music radio has been among young adults between the ages of 18 to 24, which are a favorite among advertisers, TechnoMetrica said. However, a survey of more than a 1,000 U.S. consumers has found that people of all ages and economic groups are migrating to the web for music, either to buy individual songs or sign up for subscription services.
(...) Currently, about 1 in 7 adults, representing 15 million households, say they listen to music from the web, rather than on the radio, the research firm found. Among young adults, that number jumps to nearly 1 in 3, or about 9 million people."

O texto aqui. (via Future of radio)

"As maiores ameaças à rádio são externas"

Facing sluggish growth and the perception that traditional radio is on the decline, AM-FM radio operators are banding together in ways that once were improbable.
(...) the study is remarkable for another reason: it’s the product of a $5 million-a-year, industry-funded research group whose mission is to help radio station owners combat the growing popularity of subscription-based satellite radio and the iPod portable music player, among other competitive new technologies.
(...) Today radio station owners recognize that their main threats are external. "Now they’re trying to make sure they all have a seat at the (advertisers’) table," said Fries.
(...) Radio, for instance, is touting its move toward high-definition radio. The industry is also embracing a popular new practice called "podcasting," in which users can download popular radio shows onto their computer hard drives or a portable device."
fonte: Old media shout to be heard, CNNmoney, June 7, 2005: 4:33 PM EDT By Krysten Crawford, CNN/Money staff writer

A publicidade clássica ameaçada?

CNN Money

Old media shout to be heard

Newspapers, radio and magazines are spending millions to combat the perception they're obsolete.

June 7, 2005: 4:33 PM EDT

By Krysten Crawford, CNN/Money staff writer

NEW YORK (CNN/Money) - The radio industry, whose main goal is not to entertain but to help companies build consumer awareness through advertising, has discovered it's got an image problem -- and it's fighting back.
Facing sluggish growth and the perception that traditional radio is on the decline, AM-FM radio operators are banding together in ways that once were improbable.
On Tuesday a radio industry group released the findings of a new study purporting to show that a 30-second radio spot promises advertisers a far better return on investment than a 30-second television commercial.
While TV executives will likely dismiss the claims as flawed, the study is remarkable for another reason: it's the product of a $5 million-a-year, industry-funded research group whose mission is to help radio station owners combat the growing popularity of subscription-based satellite radio and the iPod portable music player, among other competitive new technologies.
Tudo aqui (via Pontomedia).

Perigos e oportunidades

Uma das ideias mais interessantes a que já cheguei, desde que comecei esta pesquisa, é que - por regra - os sistemas/dispositivos que ameaçam a rádio tal qual a conhecemos hoje são também os mesmos que lhe podem dar vida no futuro. Ou seja, as ameaças são tambem uma oportunidade! Complicado? Veja-se a Internet: pode ser a sobrevivência, mas pode acabar com a escuta clássica; o podcasting pode retirar ouvintes mas pode trazer ouvintes! Confuso?
Estou certo que voltarei a este tema muitas vezes.
Mas esta ideia de que um perigo pode ser uma coisa boa já tem cinco mil anos! O caracter chinês para descrever o conceito de crise junta dois símbolos: um quer dizer perigo; outro oportunidade! (já agora, por curiosidade...)

O sucesso de uma música sem a rádio

A Internet pode ser uma ameaça à rádio tradicional, entre outras coisas, porque permite criar mecanismos alternativos à forma como se divulgam as novas músicas.
O International Herald Tribuna de hoje conta uma história que - acredito - não será pioneira mas - estou certo - se vai repetir no futuro: como uma obscura música de um obscuro grupo norte-americano chegou à MTV e está a fazer sucesso. Sem ter passado pela rádio. Como? Fez o circuito dos blogues!

"It’s this great way for bands who aren’t going to get on the radio to get exposure," Carswell said. (...) But blogs are acting as incubators for new talent like the Hysterics. It’s doubtful that MTV would have discovered the band as quickly otherwise.
Tudo aqui: A blog flogs its own 'best of' CD, By Brian MontopolI The New York Times, IHT

Um leitor digital de música com 60 giga!!!!

Chama-se Creative ZEN XTRA 60 GB

Bitcaster e streaming!

"O bitcaster nasce da fusão de bit e broadcast, termo mais acertado para falar das emissoras de rádio e televisão que difundem conteúdos através da rede da internet, sejam conteúdos em directo ou em diferido. O streaming é uma tecnologia de transmissão que facilita a audição ao utilizador, pois não fica à espera da descarga total do ficheiro áudio para começar a reprodução dos conteúdos sonoros"
no Industrias Culturais

O problema da migração para o digital

Jorge Guimarães Silva volta a desenvolver o tema no seu A Rádio em Portugal.
"A situação que se vive é a de uma espiral viciosa: Os ouvintes não compram receptores digitais porque são caros e porque não têm oferta dos operadores; os fabricantes de receptores DAB não baixam os preços porque as vendas ainda não atingiram valores que permitisse manter a margem de lucro com receptores de menor preço; os operadores não apostam nos sistemas de radiodifusão digital porque, baseando-se nas estatísticas das vendas de receptores DAB, sabem que o número de ouvintes das emissões digitais ainda não justifica o investimento em novos equipamentos. E tudo volta ao início."

No Obercom (sobre o mesmo assunto):
"A Comissão Europeia publicou, no passado dia 24 de Maio de 2005, uma Comunicação sobre o switch-over para a radiodifusão digital. Nela salienta-se a importância de os diferentes Estados-membros avançarem com os processos de migração para a televisão digital.
A Comissão espera que, em 2010, este processo se encontre num estado suficientemente avançado e recomenda o ano de 2012 como o prazo comunitário para o switch-off analógico em todos os Estados-membros.
Ao mesmo tempo, a coordenação nos planos nacionais de transição para o digital não é muito expressiva, dado que vários países ainda não apresentaram o respectivo plano de transição ou não comunicaram à Comissão a data do switch-over."
O texto original da Comissão Europeia, aqui.

O podcasting já chegou a Espanha

cada vez é mais sério, como se percebe por este artigo do El País.
Um excerto (via Clube de Jornalistas):
"La Cadena SER ofrece un nuevo servicio, el podcasting, que hace posible descargar determinados programas y escucharlos en los cada vez más populares reproductores portátiles de música y audio en formato MP3. Esta innovadora tecnología permite a los oyentes realizar la descarga de sus espacios favoritos de forma automatizada, y escucharlos -cuándo y dónde quieran- en su reproductor de MP3.
Este servicio es cada vez más popular en mercados avanzados tecnológicamente como el de Estados Unidos, donde se calcula que unos seis millones de personas han hecho uso de esta tecnología. En el año 2004 se vendieron en Europa más de millón y medio de reproductores portátiles y se estima que en el año 2006 habrá 207 millones de unidades en todo el mundo, según datos de la consultora IDC. Con el lanzamiento que ahora anuncia, la Cadena SER se convierte en la primera cadena española de radio y en una de las primeras del mundo que ofrece podcasting.
."

Vendas de LDM sobem (França e RU)

1) Segundo o estudo La Référence des Equipements Multimédias da Médiamétrie et GFK cerca de 10% dos franceses possuem equipamento de leitura de música digital. É o principal dos equipamentos emergentes;

2) As vendas de leitores de música digital no Reino Unido continuam a registar aumentos, alterando significativamente o consumo de musica, segundo o mais recente estudo da JupiterResearch (por subscrição).
(via Obercom)

Hábitos de consumo de música digital

"Uma das principais conclusões do inquérito aplicado aos utilizadores de Internet é que 69% dos europeus inquiridos usam os seus computadores como meio para consumir música digital, sendo que 34% o faz frequentemente, sendo evidente o predomínio dos utilizadores mais jovens.
No que respeita às práticas de consumo de música digital adoptadas pelos inquiridos, a principal referência enquanto fonte de conteúdos não é a Internet, mas sim os CD's propriedade dos próprios inquiridos, sendo que as lojas on-line ainda não têm ainda relevância significativa enquanto fonte de conteúdos musicais. Apenas 29% dos inquiridos obtêem música digital em lojas on-line e apenas 9% o faz frequentemente.
(...) entre as opções, comprar uma música por 50 cêntimos que apenas possa fazer uma cópia ou comprar uma música por um euro que possa fazer com ela o que quiser, 63% dos inquiridos preferem a segunda opção. (obercom)
O estudo aqui.

2006 o ano 3G em Portugal?

Um artigo do suplemento de economia do Público de hoje (não disponível) analisa o impacto da medida, anunciada a semana passada, pela TMN: vai subsidiar a compra de terminais (telefones...) de terceira geração, de maneira a que os preços estejam próximos daqueles que a segunda geração pratica (pouco mais de 100 euros) e se massifiquem. A jornalista mostra-se convencida que nada ficará como antes, com a concorrência (Vodafone e Optimus) a terem de reagir. E, tudo isto, a fazer com que 2006 seja o ano 3G (a TMN quer um milhão de clientes até final desse ano, sendo que neste momento os clientes de telemóveis de terceira geração representam cerca de cinco por cento do total do mercado).

Música portuguesa

Este texto dá algumas orientações.

A música. Qual música? Ah, a música...

Em complemento ao texto que dava conta do facto histórico de, pela primeira vez, um toque de telemóvel ter chegado ao primeiro lugar do top de músicas mais vendidas na Grã-Bretanha (aqui), deixo ficar um endereço onde arquivei a referida música. Para a posteridade!

"Blogar" em movimento...

"Once upon a time, cellphones were for calling. Then came text messaging, followed by multimedia messaging, e-mailing, interactive gaming and a host of services that mobile phone companies seem to unveil almost weekly.
Now comes mobile blogging. That means that if you feel like updating your Web log from the road, you can. If you want to add a photo from your mobile phone, or post your thoughts on a new city, restaurant, movie, concert or ice cream shop, this is for you. And if mobile blogging sounds too offbeat, just remember that few people anticipated the success of text messaging (...)" No International Herald Tribune