3.0.1 Tendências do segundo choque
"Toda tecnologia gradualmente cria um ambiente humano totalmente novo" (McLuhan)
Não haverá convergência em 2015?
In the 1990s, the big players called that convergence. They peddled the image of multiple kinds of signals entering our lives through one box - a box they hoped to control. By 2015 this image will be turned inside out. In reality, each device is a differently shaped window that peers into the global computer. Nothing converges. The Machine is an unbounded thing that will take a billion windows to glimpse even part of. It is what you'll see on the other side of any screen.»
Kevin Kelly, We Are the Web Wired Issue 13.08 - August 2005
Mais sobre a interactividade (o que é e o que não é)
«Vende-se tudo hoje como interativo. Como se a simples presença desta palavra nos anúncios demonstrasse um comportamento de vanguarda; um exemplo a ser seguido. (...) Criou-se, desta forma, uma espécie de “terra de ninguém lingüística” na qual o termo interatividade e seus correlatos – interativo, interação... – passaram a ser ampla e livremente utilizados tanto pela linguagem oral e popular como pelas escrita e acadêmica. (...) Se interação significa “ação entre entes” (inter + ação = ação entre), então há de se pressupor que esta represente uma relação entre, no mínimo, dois agentes; uma ação mútua. Porém, muito do que se tem classificado como interativo, tem se mostrado, na verdade, apenas reativo.
Note-se que a presença marcante do prefixo inter nas palavras em questão traz consigo o “por em comum”, o diálogo que é posto em jogo pelas palavras ação e atividade. Temos então uma “ação entre entes”; uma relação entre agentes; uma ação mútua.
Gianfranco Bettetini (3) define a interatividade como “un diálogo hombre-máquina, que haga posible la producción de objetos textuales nuevos, no completamente previsibles a priori”. (4) Completando o raciocínio, Arlindo Machado (5) , lembra que há que se notar a bidirecionalidade deste processo, onde o fluxo se dá em duas direções. Um processo bidirecional de um media seria aquele onde “os pólos emissor e receptor são intercambiáveis e dialogam entre si durante a construção da mensagem”, o que não se tem podido observar na maioria de nossas relações com as novas tecnologias, ou com outros homens através destas.
Partindo desta proposta de bidirecionalidade e do conjunto de definições apresentadas, pode-se sugerir a existência de três Níveis de Interação. (1, 2 «A interatividade se dá, nestes casos, na medida em que o usuário participa de alguma atividade oferecida pelo site como cursos online, listas de discussão, salas de chats, ou outros serviços oferecidos ao visitante. Os sites que exploram os recursos multimídia da rede oferecendo, por exemplo, uma rádio online ou também a possibilidade de personalização da visita, também podem ser enquadradas neste nível»e 3) «que haja uma troca entre o produto e o usuário/consumidor. Em outras palavras, são aqueles em se pode participar ativamente da construção do produto final, sendo possível interferir em seu conteúdo»)
« Enquanto máquina, o computador, não é, pois, agente em qualquer processo. Logo, poderia haver interação entre homem e computador? A resposta é sim. Os softwares, a alma dos computadores, através de suas interfaces (21) é que interagem com o usuário. Nesse sentido, a interatividade digital ocorre quando um programa de um equipamento é utilizado para modificar um comportamento.» (...)
«É hora de se por em prática a superação do velho paradigma do emissor, receptor, meio e mensagem. Temos um ambiente comunicacional no qual, mais do que em qualquer outro, processos de feedback são vitais pois, como vimos, nada acontece na Web que não seja uma resposta a um estímulo de um usuário ou de outra máquina»
fonte:PRODUTOS INTERATIVOS PARA CONSUMIDORES MULTIMÍDIA, Maira de Moraes Em PreTextos desde 25/11/1998
Sobre a interactividade na rádio (e a hipertextualidade)
«A agregação de ferramentas conspira para que os usuários possam promover escolhas no processo de navegação na rede, alterando significativamente, a relação entre o meio de comunicação e seu usuário, possibilitando uma interação entre ambos, jamais exercitada nesses níveis anteriormente. Moraes (1998:3) relaciona interatividade a um processo bidirecional de uma mídia onde os pólos, emissor e receptor são intercambiáveis e dialogam entre si durante a construção da mensagem, o que não se consegue observar na maioria de nossas relações com as novas tecnologias, ou com outros homens através desta. E conclui (1998:8) que: ...na rede não há lugar para receptores passivos que são afogados numa avalanche de informações que percorrem uma via de mão única, necessitando-se pôr em prática a superação do paradigma do emissor, receptor, meio e mensagem (...) e que temos um ambiente comunicacional, no qual, mais do que qualquer outro os processos de feedback são vitais, pois nada acontece na WEB que não seja uma resposta a estímulo de um usuário, ou outra máquina, sendo frustrante constatar que poucos atentaram para este fato» Navegando na rede, os usuários utilizam uma interface que conduz a recursos múltiplos, abrindo novas janelas entre espaços virtuais diferentes, o que Capisani (1999:107) denomina hipermídia. Através dela, o usuário não só dispõe da união e interação de diferentes recursos (fotos, ilustrações, videoclipes, textos e arquivos sonoros e de vídeo) como da possibilidade de acioná-los de qualquer ponto, através de links (âncoras que permitem que os usuários saltem de um conteúdo para outro), que os selecionam, editam, imprimem, colam, ou ainda alteram a luz, cor, tamanho das imagens quantas vezes desejar acionando mecanismos de busca: botões, figuras, setas e/ou palavras (CAPISANI, 1999:108). Segundo Negroponte (1996:73-75) “a hipermídia é o desenvolvimento do hipertexto, designando a narrativa com alto grau de interconexão, a informação veiculada”. Trigo-de-Souza (2002:94) afirma que: ... a hipertextualidade permite ao usuário reconstruir a obra criada através das sucessivas escolhas que é obrigado a fazer em seu processo de navegação, escolhas proporcionadas pelas estruturas de links. Isso possibilita a criação de produtos radiofônicos que permitam a audição numa seqüência particular para cada ouvinte, incluindo a opção de suprimir trechos ou escolher entre dois enfoques de interesse. »(...) Kuhn acredita que o rádio na Internet autoriza o resgate de algumas utopiasadormecidas como a do rádio interativo, o rádio alternativo, o rádio educador»
fonte; Rádio na Internet: desafios e possibilidades,Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006 (5-7)
«Dar aos ouvintes aquilo que eles querem»
Listeners expect more from their radio stations than ever before. How do we accommodate them?
Eric Rhoads Eric Rhodes, Radio Ink's publisher: Give them what they want. It's the principal of all successful business... reflect the needs of your customers. Radio has usually been pretty good at this by finding out what music, what content most listeners want. This is accomplished through research, through asking them what they want. If we reflect their needs they stay with us and that is all about community... staying tuned into the things they care about in their community and reflecting content taste, whether music, talk, etc.
Corey Deitz, The Radio Borg Assimilates New Technologies: "Resistance is Futile"24/02/08, Radio.about
Além dos conteúdos, também o contexto
“[The obvious solution is to] push some of that generation of content down to the local user level,” Gleeson says. “But in the past, customers had to create a separate instance of the network controller at each local location to feed information into the central flow of data—and that gives people angst.” Moreover, this “angst” can grow with the scale of signage networks. According to Gleeson, “it’s a complex issue” for a large retail chain or a nationwide bank to efficiently localize content without compromising the overall network’s content standards and security. “We’ve gone past the complexity of network architecture to the complexity of the information flow now.”
fonte: Simplifying Local Content Control: ‘Now, Context Is King’ Feb 26, 2008 8:00 AM, By John W. DeWitt
A rádio na internet será menos dada à concentração?
Limites à interactividade (e à ideia de 'um novo homem')
Mesmo que a rádio não tenha explorado todas as potencialidades abertas por exemplo pelo uso do telefone, em articulação com a interactividade, a verdade é que a tecnologia não é potenciadora dessa interacção. ao contrário da internet, cujas potencialidades neste capitulo são - tendencialmente - infinitas.
Acontece que o facto de a tecnologia ser tendencialmente interactiva não significa que venha a ser explorada na íntegra. Os utilizadores no limite precisarão de um mediador. e a existencia de um mediador desequilibrará a relação. Poder-se-á falar em consumir-produtor, mas não só nem todos os consumidores serão tambem produtores como poucos serão aqueles que terão uma actividade regular. Ainda assim, nada será como antes. Há uma nova hierarquia, há novo sentido na comunicação, há novas centralidades a intervir, que não a do classico gatekeeper E se antes eram os meios a ignorar - muitas vezes deliberadamente (por exemplo, quantos divulgavam o seu numero de telefone para receber as queixas/contribuições dos ouvintes) - as potencialidades de interacção, neste novo cenário, são os meios (enquanto se estruturarem já não com gatekeepers mas com mediadores) a incentivar/a pedir essa participação. E haverá muitas maneiras de o fazer - de quase 'compelir' o ouvinte a faze-lo. E isso leva a que haja quem entenda que apenas muda o sentido, mas que continuam ser os meios a controlar tudo (ver por exemplo Dênis de Moraes, O Planeta Mídia: tendências da comunicação na era global, Letra Livre Editora, 1998). ou que se acentuarão as desigualdades mediáticas e sociais.
A interactividade é uma moda? «Nas emissoras de TV por assinatura, a tendência da interatividade decepcionou, até o momento, os que apostaram num meio mais democrático do que a TV aberta» (Kischinhevsky, 2007: 80 ). Mas isso só prova que haverá momentos para tudo, que o utilizador não quer ser sempre activo, que quando se senta no sofá quer ver um bom programa, e se isso significar mexer o menos possivel no comando remoto melhor. Os velhos habitos não desaparecerao, coexistirão com os novos (no caso da rádio, será relevante observar outra coisa: até que ponto os velhos habitos despertarão massa critica suficiente para continuarem a ser comercialmente viáveis).
«A indústria terá de apresentar soluções criativas para não perder audiências e/ou telespectadores, cada vez mais sofisticados» (Kischinhevsky, 2007: 81)
«Embora reconheçamos as conquistas desse novo receptor e descartemos a visão reducionista do imperialismo cultural, devemos acompanhar com atenção os movimentos das indústrias da comunicação e do entretenimento, cada vez mais imbricadas. E estas indústrias sofreram, a partir dos anos 80, um processo de concentração sem precedentes, que ameaça a diversidade na oferta de conteúdos» (Kischinhevsky, 2007: 82)
Pode haver outras explicações, mas os grandes planos divulgados na segunda metade da decada de 90 pela empresa WorldSpace para construção de uma rede global de radiodifusão via satélite (envolvendo gigantes japoneses da tecnologia) desapareceram. É que apostar com grandes investimentos em rádios que, embora tenham a vantagem da escala (uma emissão global para todo o planeta) significa recusar as potencialidade de intercação. «(...) a possibilidade de interação dos ouvintes nesse novo rádio digital via satélite é virtualmente nula. Com a defasagem de sinal, aé as formas convencionais de participação - debate ou entrevista ao vivo, por telefone - ficam inviabilizadas. A convergência tecnológica pelo menos de acordo com a visão atual da indústria de radiodifusão, vai de encontro aos ideais de livre difusão da geração podcaster. O que talvez explique sua lenta aceitação» (Kischinhevsky, 2007: 124)
(5.0) «A lenda do ouvinte passivo»
A propósito de um capitulo do livro de Kischinhevsky (2007: 67- ), a que chama de «A lenda do ouvinte passivo» (reconhecendo que está numa posição subalterna), algumas ideias:
- defende-se neste trabalho que a rádio remete o ouvinte a uma extrema passividade. Isso por vezes interessa, para potenciar a acumulação, mas a rádio não foi capaz de tecnica e conceptualmente perceber - nem que seja pelo exemplo do controlo remoto na TV - que o ouvinte tambem quer agir, controlo.
- controlo não é procurar alternativa no caso de não gostar (quantas opções tem? a variedade é real) nem muito menos desligar - que é tornar.se não-ouvinte;
- mas não se defende aqui uma visão conspirativa da recepção passiva (motivada por interesses mais ou menos obscuros das industrias e dos governos, sobretudo dos Estados Unidos, como acontece sobretudo com Armand Mattelart ou Herbert Schiller, além de varios autores latino-americanos a expressão de Kischinhevsky, «a mesma lente de lavagem cerebral ideológica» [70], inspirados certamente em Adorno). A recepção passiva resulta principalmente da plena adequação da rádio ao seu novo papel de escuta secundária (em acumulação - correr, conduzir, estudar),. transformando-se num modelo de sucesso. Não vamos ao ponto de defender que o ouvinte é«um ser submisso, passivo, que consome qualquer tipo de emissão sem se dar conta dos engodos que lhe são impingidos» (71), mas é verdade que o ouvinte - por falta de alternativa - acomodou-se. Passivo sim, submisso não. como demonstra o interesse despertado pela internet e a quebra nas audiencias da rádio ao longo dos ultimos anos. Estamos, pois, mais proximos daquilo que defende Ciro MArcondes Filho (o receptor mantem-se refem da ideologia veiculada pelos meios de comunicação) (71)
- por outras palavras recusa-se aqui a ideia de dominação por parte dos grandes interesses ou dos ouvintes anestisiados/hipnotizados: «teorias que fizeram muito sucesso especialmente nos anos 70, quando falar em comunicação era falar em dominação; basta substituir os horrorosos extraterrestres por gordos capitalistas e, voilá, estará caracterizada a sociedade subjugada pelo "imperialismo cultural" norte-americano. Nesses estudos, engendrados a partir das idéias da Escola de Frankfurt e renovados pelo conceito de idelogia desenvolvido por Althusser, o receptor era um ser anestesiado por mensagens sub-reptícias, narcóticas, de conformismo, conservadorismo, autoderrotismo, romantismo, providencialismo, em suma, estímulos à sujeição diante da ordem estabelecida» (2007: 68), tambem porque, como diz o autor, «a indústria da comunicação e do entretenimento está longe de ser um bloco monolítico como podem nos fazer pensar alguns dados quantitativos» (70) TEORIAS
- contra «a concepção hegemônica ainda [é a] mecânica, que pressupõe a existência de um emissor todo-poderoso, transmissor de mensagens de significado fechado, prontas, para o consumo de um receptor sem rosto, sem gosto, sem vontade, incapaz de reagir. Nesta hipótese, amplamente disseminada não há espaço para trocas, intercâmbios, interpretações» (72); ou seja, «a recepção é apenas um ponto de chegada, à própria educação ilumínista, em que o receptor é uma "tábula rasa", um recipiente vazio, pronto a ser preenchido pelos ensinamentos do professor-emissor.» (72-73)
- tambem nunca terá total liberdade de escolha, como defende Jesus Martín-Barbero (74; A america latina e os anos recentes)
O HD é incompatível com a(s exigências da) geração iPod
8. This is my favorite – and I’m thinking of getting into it with partners – develop the podcasting business. Podcasting is the new radio. It allows a generation that wants control of its content to start, stop, advance and enjoy content on demand – a prerequisite. No, I’d start 100 podcasts in a single genre that I could monetize (example: podcasts that appeal to 18-34 year old males, etc). Again, the consumers would not necessarily know I also own radio stations because starting now, I’m in the content business not the tower and transmitter business. The marketing of these podcasts to the next generation will also take some innovative thinking. Perhaps we can get into that in the future.» Unplug your HD equipment and make a door stop out of it. Move your emotional and financial efforts to something that has a chance to work with the next generation. Sub-channels on a band where you have no chance of attracting the next generation makes no sense. Jerry Del Colliano, Saving Radio, 21/02/08
Apostar nos conteúdos mais locais (a partir da net)
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Escuta passiva vs escuta activa
Uma das principais consequências daquilo que se antevê como a rádio do futuro é a mudança de paradiugma quanto à audição: aquilo que agora é sobretudo uma escuta passiva (feita em acumulação, ou antes de adormecer, por exemplo) poderá transformar-se numa escuta activa (conceito que precisa de ser desenvolvido), ligada às inumeras solicitações que a internet vai/está a proporcionar: ir à net ver a letra da musica, ouvir um arquivo ou um video, comprar determinado produto, produzir um conteúdo, etc.
Mesmo no carro, onde a escuta será maioritariamente passiva (porque feita em acumulação), as coisas vão mudar, a partir do momento em que os sistemas multimédia instalados de origem podem ser controlados por voz (e já não me refiro à partilha do espaço de consumo disponivel com leitores de mp3).
Neste texto têm vindo a ser defendidas algumas ideias, a partir de uma afirmação: a rádio não muda quando passa para o digital. Do meu ponto de vista, só não muda se considerarmos a escuta passiva, que provavelmente sempre existirá (mas cada vez menos...); a questão essencial é que o digital, seja na versão modesta do DAB ou do HD ou mega, da Internet, muda a essência da rádio, a partir do momento em que torna o ouvinte participante, em que o convida a participar em blogues, em votações, a emitir opinião. E isso não se faz no conforto do sofá ou enquanto se acumla com outra tarefa (a rádio tende, pois, a tornar-se um acto primário de consumo, mudando o paradigma).
Podem acompanhar a troca de opiniões aqui.
Participação do público ou aparência (simulação) dessa participação?
Levar os conteudos onde e quando os consumidores querem
«At RAB2008, we will explore how to position Radio’s assets across the increasing number of distribution channels in ways that are attractive to advertisers. New distribution channels extend Radio’s ability to meet consumer demand for our content where they want it and when they want it. Radio is uniquely positioned to do this because it is the only medium that does not change its form from channel to channel» RAB State of the Radio Industry – February 12, 2008 at RAB2008 in Atlanta Jeff Haley, 2008.
Ouvintes que votam e sugerem via SMS
O conteúdo é de tal maneira importante que...
... Mark Ramsey volta a desafiar as ideias preestabelecidas (a proposito de ligações piratas que reencaminham os streamings e que começam a ser bloqueadas nos EUA; a ideia é que quando os conteudos são bons devem estar no máximo de lugares possiveis):
«Because the audience doesn't care about what you hate. And you can't keep anything that doesn't want to be kept, so long as those ears have options other than yours. The basic advantage of owning content is that you should spread it around. If the Internet-enabled world is shaping up in such a way as I will be able to hear whatever I want from wherever I want it, are you sure you want to erect your own particular barrier and force me to access your content YOUR way rather than mine? Is your content really that unique to the world that I can't get a fair facsimile from someone else with a more open access policy? Are we learning nothing from the stupidity of the music labels? Get this straight: Hijackers are your friends. Should you share in their revenue from your content? Of course you should! And should you incentivize them to spread your content around? you bet. Should you be so stupid as to block their ability to promote and publicize what you have? Absolutely not.»
Recomendações para a rádio, a partir do iPod/iTunes
«(...) Radio operators could go to school on this generation and deliver things that they would like where they live -- which is not near a radio.
1. Intelligent people picking their own music (and maybe even talking about it).
2. Programs that can be time-delayed -- shifted forward, reversed and paused.
3. A way to get their hands on it -- mash it up -- and send it along to others.
4, No commercials, no pre-rolls (that they don't watch anyway), but links to discovery that they may eventually pay for.
The iPod is the most successful portable entertainment device since the Walkman. It has taught a new generation how to avoid the things they loath about traditional media.»
Jerry Del Colliano, iPod, I quit, Inside Music Media, 15/02/08
A rádio pública, os podcasts e novos hábitos de escuta
1. Listeners will increasingly prefer to pay for programs, not stations. Just as music buyers want individual songs, not entire albums. It doesn't make sense for me to subsidize a station for a podcast I can hear without that station. Nor does it make sense to pay for a station that mixes in lots of stuff you don't like with exactly what you love.
2. The definition of a "public radio listener" will have to be reconsidered when such a listener may - in some cases - listen to public radio podcasts but never to a radio station that airs them. If I never listen to a station but do hear numerous public radio podcasts, how can I support my favorite shows without supporting a station I ignore?
3. Public radio will have to significantly enhance their ability to solicit and encourage donations from podcast listeners for podcasts. A passive "please pledge" will not do the trick. At the very least there should be a "walled garden" that listeners elect to pay for, behind which are all kinds of goodies for premium podcast subscribers only. This is no different from the premium items stations use in their solicitation efforts now - except it's program based and online. It's not about blocking free distribution, rather it's about offering premium access to a deeper experience of the program. But we're a long way from that now: If you go to the page for NPR's Wait, Wait...Don't Tell Me, it's not even possible to support the program directly from this web page!
4. Stations will have to recognize that their value is related to the manner in which they mix public radio programs and add original local content that is a magnet in and of itself. To expect support for the station simply because it airs Car Talk will no longer be reason enough to expect support.
5. Revenue models will have to change. Revenue can and should shift to web-based models for program sponsorship, with the station affiliates sharing in those proceeds. In the long run, the stations will be supported by the programs, not vice versa.
6. More funding for public radio programs will have to come from corporate or other non-listener sponsorship.
«Todos os meios serão digitais»
« (...) within 10 years, no consumption of anything that we think about as media today -- print, TV, Internet -- everything that we think about today as media will, in fact, be delivered over IP Internet technology, and will all be digital. I don't care whether you're sitting there watching your big screen, whether you think you're reading what we would have called a magazine or a newspaper in the old days; everything will be delivered digitally, delivered digitally, which means, in fact, that the forms of the creative, the creative in the media, the creative in the advertising, the technologies which will be available for targeting, will all be fundamentally different, and be able to be improved by software. (...) as soon as you assume everything is delivered digitally, all media and all advertising will have to take that into account. The notion that you have things that are just text or just pictures or just video goes away, because everything is digital. »
BALLMER, steve, «ANA ANnual Conference», 12/10/07