3.0.1 Tendências do segundo choque
Visual e interactiva
The team believes visual, interactive and rich multimedia services will stimulate the evolving listening habits of young consumers and will help position digital radio on mobiles as a viable broadcast medium offering new areas for public service broadcasters and their wealth of public value content as well as revenue opportunities for commercial radio stations and network operators, who can offer their commercial services. These will include mass advertising through downloadable special offers and coupons, as well as a range of value-added content services requiring user interaction, for example competitions, music charts, shopping, voting and user generated content.”»
fonte:SWR and TTP to Revolutionise Digital Radio in Germany Euroinvestor, 04/03/2008
O paradigma da convergência
dar mais interactividade aos utilizadores
Customize - customização
«The concept of mass customization is attributed to Stan Davis in Future Perfect [1] and was defined by Tseng and Jiao (2001, p. 685) as "producing goods and services to meet individual customer's needs with near mass production efficiency". Kaplan and Haenlein (2006, pp. 168–182) concurred, calling it "a strategy that creates value by some form of company-customer interaction at the fabrication / assembly stage of the operations level to create customized products with production cost and monetary price similar to those of mass-produced products".» (wikipedia)
«Interactividade percebida»
A interactividade não é exclusiva da Net
A musica requer pouca interactividade (multitasking)
A partir do estudo A Internet em Portugal (2003-2007) , do Obercom:
- quando se pergunta se ouvem mais ou menos musica desde que utiliza a net, 88,9% dizem que ouvem igual; a mesma perguntab quanto à audição de rádio:, 89,8 dizem que ouvem igual (pag 29)
-«Quanto ao multitasking, ou seja, às tarefas simultaneamente realizadas pelos cibernautas aquando da utilização da Internet, ocorre uma clara preferência pela prática de ouvir música enquanto usufruem daquela, o que se estende a mais de metade da amostra (55,1%). Muito afastada encontra-se a prática de falar ao telefone/telemóvel, apontada apenas por 20,1% dos inquiridos; bem como a prática de falar em chats ou programas de mensagens instantâneas, pelo qual optam 19,7% dos indivíduos. Ou seja, enquanto se navega na web realizam-se essencialmente actividades que requerem pouca interactividade (como ouvir musica). As actividades que apelam a um uso mais intenso dos sentidos, como ver televisão, ou que requerem capacidade de resposta, como utilizar chats e falar ao telefone, são menos utilizadas» (pag 30)
- práticas frequentes enquanto se utiliza a interent: ouvir musica, 55,1%, ouvir rádio 12,5, utilizar chats ou programas de mensagens instântaneas (ex-MSN): 19,7%, ver televisão, 10,5%, falar ao telefone/telemovel, 20,1% (pag 30)
(notas minhas: é preciso definir bem o que é que se entende por multitasting; pressupõe por exemplo uma actividade extra para além de navegar numa determinada pagina, com ou sem net? Usar a internet é simplesmente abrir o browser ou, mais do que isso, é abrir uma pagina e navegar? Multitasking pressupõe pelo menos duas actividades. Ver televisão não é compativel com mais nada - se entendida ao mesmo tempo - a não ser que a outra função seja ter apenas a internet activa ou ligada. Se é visitar o Louvre e ver videos no Youtube gera-se um problema de alcance metafisico! Já ouvir musica e visitar o louvre online são compativeis; mas em contrapartida posso estar apenas no youtube - isso é multitasking? Não. Será correcta a afirmação «enquanto se navega na web realizam-se essencialmente actividades que requerem pouca interactividade (como ouvir musica). As actividades que apelam a um uso mais intenso dos sentidos, como ver televisão, ou que requerem capacidade de resposta, como utilizar chats e falar ao telefone, são menos utilizadas» (pag 30)»?. Pelo contrário, navegar na internet é sinonimo de interactividade. E podemos estar a navegar na net concentrados apenas numa tarefa (se excluirmos que estar ligado, só por si, é uma delas); se o critério/pergunta for: ’além de navegar na internet, o que é que faz para além da net (que não dependa da net)’ então já se pode concluir isso; eu por exemplo estou a escrever este email e ouvir a minha colecção no iTunes, porque é só ouvir...»
(5.0 Intro) O pecado capital (inevitável?) de um velho meio chamado rádio
Ninguém imaginaria, há dez anos, quando se começaram a colocar os primeiros canais de streaming em simultâneo com a emissão hertziana (simulcasting) que isso se viria a revelar o pecado capital. Meditsch já tinha avisado: quando tiver imagem deixa de ser rádio. Mas o fascinio exercido pela descoberta, o avançar muito timida e lentamente e a própria força do novo meio - a Internet - fizeram com que se tornasse inevitável: ao princípio era apenas um endereço URL onde estava a emissão online, mas quando se associa a isso um texto, uma foto, vários textos, várias fotos, estamos a criar algo de novo.
Poderia ser algo de novo mas não radicalmente novo, apenas uma evolução, por exemplo. Acontece que a rádio, pelas suas características próprias - recorre apenas a um sentido - e porque a isso foi 'obrigada' para sobreviver depois do choque televisivo, tornou-se um acto de consumo secundário, em acumulação com alguma tarefa primária (conduzir, por exemplo) e - para que isso fosse possivel - extremamente passivo.
Quando a rádio nos 'pede' que passemos a ver (textos ou imagens), obriga-nos a fazer o corte consigo própria, com a sua estruturação mais sólida: e ver já não se compadece com acumulação. à medida que mais conteúdos engrossam a página da rádio, perde-se também a passividade.
Dir-se-á que haverá sempre espaço para um consumo áudio passivo e em acumulação. Mas a ideia deve ser substituída por uma outra: haverá cada vez menos - sobretudo se nos centrarmos na rádio musical. É que a Internet não interveio apenas no mundo dos meios de comunicação clássicos. A sua afirmação fez-se explodindo em diversas áreas, uma delas a da indústria musical. A partir do momento em que a música passou a poder ser digitalizada, guardada em com,putador e enviada facuilmente por ficheiros, sugiram também os leitores digitais de áudio - que vieram disputar um espaço onde a rádio era monopolista: o da escuta portátil e em acumulação. Não interessa, neste contexto, quem vai ganhar, mas há o que antes não havia, concorrência. Mesmo no carro, templo de domínio quase exclusivo da rádio, há cada vez mais conectividade com outros aparelhos - até televisão -, sendo que não demorará muito até que o auto-rádio seja um leitor multimédia ligado à internet.
A rádio, tal como a vemos e conhecemos hoje, ou seja o consumo passivo, ficará cada vez mais restrito a determinadas situações - sobretudo quando a ideia é ouvir música. Em alternativa há um novo meio, inventado a partir da Internet, e que a rádio potenciou sem imaginar as consequências, que põe todas essas características em causa.
Depois de cometido o pecado capital, a rádio - entendida como industria estruturada - não consegue parar e acentua a tendência: é que a ambição da página na net é proporcional ao investimento realizado (não só ao nível de servidores como de meios humanos afectos a esse trabalho); e como o negócio só é viável se rentável, a ambição nos conteudos será depois proporcional às estrategias que vierem a ser encontradas para levar os consumidores para essa página, para esses conteudos; já não será possivel parar!
Dir-se-á: é como a televisão; o video não vai matar a televisão, tal como hoje a conhecemos. Falso. O video, resultado da evolução trazida pela Internet, muda hábitos de consumo de televisão, mas não significa um corte radical na forma como se consome. Ver televisão ou ver videos na internet é e sempre será um acto primário. O video faz evoluir a televisão. O video faz criar um novo meio a partir daquilo que ainda hoje se chama rádio.
(ESTE MOMENTO É DE TRANSIÇÃO, ENTRE O QUE ERA - E QUE AINDA SE VÊ, CADA VEZ MENOS PURAMENTE - E O QUE VIRÁ A SER; É O MOMENTO DA COEXISTÊNCIA, DA CRISE DE IDENTIDADE, DAS DESCONFIANÇAS, DOS ENTUSIASMOS E DAS DEPRESSÕES, DAS PREVISÕES IMPOSSIVEIS E DOS FUNERAIS QUE NUNCA SE REALIZARÃO; É UM MOMENTO QUE NÃO VAI DURAR MUITO E QUE É UM PRIVILÉGIO VIVER; POR SER DE TRANSIÇÃO TORNA-SE MAIS NECESSARIO CONHECER OS CAMINHOS QUE SE PODERÃO TRILHAR NO FUTURO; É ISSO QUE O TRABALHO PRETENDE)
A rádio continuará a ser passiva?
Um novo conceito de programação
Isto sim, é isto é que as rádios de música devem fazer
«Lincs FM will becomes the first radio station in the UK to launch an innovative new music download service, called Catch.
From tomorrow, listeners can text a five digit number while listening to the station. The station then sends back a text identifying the name of the artist and track currently being played.
A personalised web page is created where listeners can access a list of all their favourite music. They can download their chosen songs by entering their mobile phone number on the station's website.
The new service also includes a fully searchable online music store with access to over three million songs, while listeners can browse station playlists by show, hour or day and preview presenter recommendations.
Catch was founded in 2005 to work with radio stations by providing a mixture of free and paid services to listeners. Keith Briggs, Director of Operations and Presentation at Lincs FM said: “We are very excited at being the first station in the UK to roll out this service and we believe it’s something our listeners will get a lot of enjoyment from.”
Last year UBC Media launched a similar service named Cliq, whilst GCap also previously trailed a 'Hear it, Buy it, Burn it' service.»
fonte: «Lincs FM Catches Listeners Radio Today Industry News reported on Tuesday 11 March 2008.
«UBC Media plc (UBC:L) today announces that it is to name its Instant Music Buying Service ‘Cliq’. The service will allow consumers to instantly buy the music they like as they hear it on the radio. The system works by broadcasting, in a dedicated data channel, a real-time information service with track details and a “buy” button, alongside the radio station’s audio stream. Cliq is broadcasting in trial form on the digital service of Heart 106.2 in London and UBC is preparing to launch commercially later this year. The service currently operates on the ‘Lobster’ digital radio mobile phone available from Virgin Mobile.» «And don’t worry, if you’re a song or two behind, CLIQ gives you the option to buy not only the track being played on air but the recently played songs as well. As soon as you buy a song, it’s sent instantly to your very own online CLIQ account for you to download at your leisure; be that saving on to your PC or downloading on to your MP3 player.»
«Quanta escolha os consumidores querem?»
«researchers at the University of Iowa recently found that people who have only a little information about a product are happier with that product than people who have more information. "We found that once people commit to buying or consuming something, there's a kind of wishful thinking that happens and they want to like what they've bought," said Dhananjay Nayakankuppam, marketing professor at UI.» fonte: How Much Choice Do Consumers Want? emarketeer MARCH 10, 2008
Ver a audiência como activa e não passiva
"passive." McQuail (1972) and his colleagues designed a "typology of media-person interactions" which stated audiences seek out media and content for: 1) "diversion" as a means of "emotional release" or to "escape from routine or problems;" 2) "personal relationships," which offer "companionship" and "social utility;" 3) "personal identity," which provides for "self reference, reality exploration, and value
reinforcement;" and 4) "surveillance" as a means of seeking information (McQuail, 1972, p. 388)» (Free, 2005)
O desejo de controlar os conteúdos
A rádio foi o primeiro meio móvel, mas deixou de ser o único
Cuidados e desconfianças com os conteúdos gerados pelos consumidores
Ideias a partir de um texto do M&P «Estarão os conteudos gerados pelos consumidores a perder poder?», Ana Marcela, pag 10 e 11, 7/03/08
- apostar no 'cidadão reporter', mas com cautelas (filtros para evitar fraudes e violações de direitos individuais e colectivos)
- cuidados com os comentarios (gigantesco rumor; necessidade de moderação)
- os conteudos não estão a avançar tao rapidamente quanto se poderia esperar
- os direitos de autor (sobretudo em video)
- DESCONFIANÇA: «Os media tradicionais têm tido dificuldades em admitir que basearam uma historia em material originado online. Blogues (escritos por amadores e não por renovados colunistas) podcasts, wikis - e conteudos gerados pelo consumidor - não têm sido considerados fontes de informação legítimas e crediveis», relata o estudo da Deloite TMT trends 2008"
A CBS Radio (EUA) lidera a transição para o digital
«CBS Radio has agreed to share online streams from all 140 of its stations with AOL's online radio service. According to an announcement posted to CBS's Web site, the media conglomerate will now power AOL's Web radio. Financial terms were not released. "CBS Radio will drive advertising sales for AOL's more than 200 award-winning stations," the companies said in the statement, "in addition to its own online streams of more than 150 radio stations and custom channels." In the spring, CBS plans to release a new online music player that will allow audiences to toggle between stations, song titles, and album information»
fonte: «CBS Radio to power AOL's Web radio service, CNet, Greg Sandoval March 7, 2008 12:25 PM PST
«A rádio perdeu o controlo do seu sistema de distribuição»
O primeiro ano positivo na rádio da GB (desde 2004)