Blogia

Transistor kills the radio star?

Opiniões sobre o segundo choque

Are radio group executives underestimating the influence - or the threat - of other digital media, including satellite radio, iPods and wireless broadband technologies?
I'll give you a mixed answer. Radio has faced many challenges before, from television, 8-tracks, CDs, cell phones and even FM replacing AM. Each time, radio has adapted, changed and thrived. This is a great business; the margins and the cash flow this industry generates aren't seen very often in the business world - at least, not outside something like Tony Soprano's business. On the other hand, you'd have to be living under a rock to not believe that these new media somehow are going to change the way we do business. It is not just satellite radio; it's iPods, it's MP3s, it's the Internet, it's gaming and the whole proliferation and fragmentation of media.

(entrevista a Robert Struble, president, CEO and chairman of the iBiquity Corporation, iBiquity's Robert Struble: If You Aren't Thinking Digital, You're Smokin' Dope (04/11/05), by Reed Bunzel)

Mais sobre o HD (e o multicasting)

- Transmite um sinal digital a partir de uma emissão analógica (FM ou AM);

- os receptores digitais são caros e raros e ainda não começou a troca nem a massificação por parte dos fabricantes (com a subsidiação de terminais?); muitas rádios esperam pela reconversão do lado dos ouvintes; outras já perceberam que se não derem o primeiro passo o processo não avança

- Criado pela iBiquity Corp. (uma entrevista ao presidente da empresa, Robert Struble, aqui);

- grande vantagem, para além da qualidade do som: o multicasting de conteúdos diferentes, a partir da emissão hertziana (dois ou mais canais); por exemplo: num canal tem a emissão normal, noutro apenas trânsito;
Sobre o multicasting...

 

Pode a rádio competir?

"Terrestrial radio is under fire. There are more and more outlets for the precise kind of music your listeners want to hear. These outlets and the technology needed to access them are becoming more mainstream by the day. If you think your market is so different that nothing more than the music you play will keep your listeners from seeking alternative modes of music delivery…you’re sitting right in the middle of the road and are about to get run over.

This, of course, isn’t the first time terrestrial radio listening has been threatened. There were people who felt certain the death knell of radio was the advent of the 8-track tape. 8-tracks didn’t kill radio, nor did cassettes or CDs, so why the big hoopla over satellite radio and iPods? Obviously, unlike 8-tracks and CDs, satellite radio and iPods offer a literally infinite combination of the EXACT songs your listeners want to hear. Satellite radio can provide some of that human touch missing from CDs and digitally delivered music, and in a commercial-free environment to boot. Terrestrial radio simply can’t compete with this."

Os detalhe na íntegra, aqui:

Volume 8, Number 5 -- January 31, 2005

A Few Numbers For You to Ponder
By Penny Mitchell, Operations Manager, U.S. Country, Jones Radio Networks

Um TiVo na rádio

Antes de chegar o iPod, o gadget da moda nos EUA era o TiVo, o gravador digital que agiliza a selecção dos programas preferidos e acaba com a publicidade.

E um TiVo na rádio?

Acabo de descobrir este modelo de rádio com gravação em mp3, que pode ser considerado um TiVo para a rádio. Vale a pena ler as suas características

(dica: radioxfactor)

Canais de música via internet (no telemóvel)

Um operador de telemóveis norte-americano, a Cingular Wireless, vai oferecer aos seus clientes um conjunto de canais de música a que chama de rádio.

Tenho dúvidas que alinhamentos musicais, em contínuo, sejam ainda rádio, mas de qualquer forma, registo mais uma tentativa da industria de telemoveis em assegurar conteúdos para oferecer aos seus clientes - os telemóveis serão os centros de entretenimento do futuro: acordo com o despertado no telemovel, ouço a rádio enquanto me levanto nesse despertador/telemovel, na viagem para o trabalho ouço a rádio ou musica e também telefono!

A notícia: "MobiRadio will offer a hefty 40 channels, including urban, rock, country, electronica, reggae, jazz, and classical. The premium service is available for a monthly charge of $6.99, plus kilobyte usage. Currently, the service only works on the Nokia 6620, but will soon expand to other handsets. Mobile streaming technology can now reliably deliver audio and video content, and other US carriers like Verizon and Sprint Nextel have been aggressively pushing the concept."

Recuperar a emissão em AM

Sendo o espectro radiofónico um bem escasso e rigidamente administrado pelo poder político, deve fazer alguma confusão aos gestores das rádios o abandono da emissão em AM (concretamente a Onda Média). São frequências nacionais desocupadas, emissores abandonados, dinheiro perdido.

Quando, recentemente, apareeceu uma tecnologia que digitaliza a Onda Média (o DRM) uma luz de esperança abriu-se. E é disso que fala uma notícia de hoje do Jornal de Negócios ("Media Capital já planeava rádio de informação antes da entrada da Prisa" (assinada por Daniel Vaz, pág. 39). Uma rádio de informação em AM Digital.

O problema é outro: os consumidores de rádio em Portugal (ao contrário do Brasil, de Espanha ou dos EUA) perderam o hábito de ir à Amplitude Modulada/OM, utilizando apenas as memórias das rádios em FM.

lançar um novo projecto em OM é demasiado arriscado, muito mais um projecto caro como é uma rádio de informação - é ainda mais dramático do que lançar um canal no cabo e ele ficar para além da 20ª posição, porque, apesar de tudo, funciona no mesmo "espectro", controlado pelo mesmo comando.

vai ser muito difícil recuperar a emissão em AM em Portugal.

Coisas importantes sobre o podcasting

1) Por vezes encontram-se textos de uma simplicidade notável, tão bem informados quanto sábios. "La radio en el punto de mira del podcasting" é um deles (obrigado Manuel). Alguns excertos:

- "¿es el podcasting la muerte de la transmisión radial como la conocemos? (...) depende del tipo de radio. Adam Curry, señalado por el "padre pod" por su papel en el desarrollo del podcasting, está convencido que habrá espacio para la radio tradicional, en especial en el ámbito de las noticias. "Si aparece Osama Bin Laden no corran a su ipod para enterarse, se van a decepcionar", bromeó a la BBC. Es que las radios de noticias están aisladas en parte del fenómeno del podcasting por la necesidad de cubrir en vivo algunos grandes eventos. (...) La radio ha estado moribunda desde hace un par de décadas, el podcasting revive el arte de hacer radio".

Algumas ideias pessoais: mais do que uma ameaça, o podcasting é uma oportunidade para a rádio. A dois níveis: o podcast é uma tecnologia que permite a distribuição de conteúdos áudio (e a rádio ganhará com isso, porque uma das suas limitações era ser “irrepetível”, instantânea. Agora podemos ouvir muitos dos seus conteúdos quando e onde quisermos) e tem demonstrado que há uma grande apetência por conteúdos áudio envolvendo voz, pessoas, gente, e não apenas música (a metro). Isso também é um bom sinal para a rádio. Mas a rádio do futuro não passará essencialmente pela disponibilização de conteúdos em podcasting, mas sobretudo pela rádio em directo, feita por gente (interessante, de preferência) e menos com play lists…

Outra vantagem do podcast: aumenta a interactividade, uma valor cada vez mais apreciado. A partir do momento em que só recebo no computador os podcasts que subscrevo. Os que quero, os de que gosto. Eu é que escolho! Quando ouço rádio não tenho escolha (a não ser mudar de estação ou desligar); quando subscrevo podcasts só recebo os que quero!

 


 

As rádios piratas estão vivas!

E não morrem com a internet?

http://osegundochoque.blogia.com/2005/111401-as-radios-piratas-e-a-internet.php

As rádios piratas e a internet

Recentemente a autoridade britânica das telecomunicações, a OFCOM, apreendeu - numa grande operação - mais de 50 emissores de outras tantas rádios piratas na zona de Londres.

Em Espanha calcula-se que existam mil rádios "libres" há vários anos, algumas delas já institucionalizadas.

Sabe-se que o movimento libertador do espectro aparece quando este não oferece alternativas suficientes (poucas rádios; foi isso que aconteceu em Portugal na década de 80 do século passado) ou válidas (há várias rádios mas ou não estão no mercado para compra e venda ou o produto que apresentam não satisfaz).

Sempre pensei que a internet, pela capacidade de resolver os dois problemas anteriores, mataria (a necessidade d)as rádios piratas. Pelos vistos não! Merece reflexão!

Um índice novo

Embora este seja apenas um blogue de trabalho, a suportar uma investigação sobre os desafios que se apresentam à rádio que temos, há alguns leitores que vão acompanhando.

Para esses, indico que actualizei o índice (na coluna da direita ou aqui) - penso que pode ser uma forma interessante de sistematizar os problemas e desafios que aí estão.

(O Blogia, empresa espanhola que aloja o segundochoque, permite categorias, mas não as hierarquiza por nome ou número. Apenas por ordem de chegada, o que faz com que cada vez que se actualizam as categorias elas fiquem ainda mais sem sentido; daí a sistematização periódica que vou fazendo)

O PPM em Portugal

" Marktest quer testar audímetro portátil

A Marktest prepara-se para testar, pela primeira vez em Portugal, um audímetro portátil num grupo de 50 pessoas. A empresa de audimetria ainda está em contactos com os seus clientes sobre a partilha dos custos, mas a experiência deverá avançar, confirmou ao PÚBLICO Luís Queirós, director-geral da Marktest. Este teste servirá apenas para pôr à prova a tecnologia baseada num audímetro, que tem uma dimensão semelhante à de um pequeno telemóvel, que pode ser transportado pelo telespectador ou ouvinte, e que reconhece um sinal transmitido pelas frequências de televisão e de rádio, qualquer que seja o local onde se encontre – em casa, no café. A experiência só deverá acontecer daqui a um ano, dado que depois da decisão tomada é preciso esperar pela encomenda dos aparelhos. Uma das vantagens deste sistema, desenvolvido pela Arbitron, é o seu carácter passivo, ou seja, não exige qualquer acção por parte do indivíduo participante no estudo."

(Público, 8/4/2003)

 

Três anos e meio depois...

Um comentário: não é preciso ser muito inteligente para deduzir que, das duas uma, ou as televisões aderem e pagam uma parte substancial da operação portuguesa ou o projecto de medição electrónica só arrancará quando os aparelhos estiverem tão banalizados que o seu preço não será problema. Por outras palavras, se as televisões entenderem que o actual sistema de medição estática é bom não vão querer mudar (pode ser perigoso...); sem a ajuda da televisão, a criação de um sistema electrónico de medição portátil de audiências só para as rádios não avançará tão cedo.

A rádio via Internet nos carros (WiMAX)

Tenho para mim que a Internet poderá ter para a rádio do século XXI o mesmo efeito que teve o transístor para a do século passado (ou ainda maior, mas nesta altura isso é ficção).

A Internet vai alterar a diversos níveis a rádio como a conhecemos, mas há, nesta altura, alguns constrangimentos técnicos que impedem um desenvolvimento maior: o principal é que a Internet ainda não é portátil. As redes de wi-fi mostram por um lado a necessidade de introduzir mobilidade à Internet, libertando-a dos fios e, por outro, como é dramática qualquer tentativa de fazer deslocar um computador ligado mais do que 20 ou 30 metros (os hotspots de wi-fi funcionam relativamente em edifícios, mas na rua…).

Ora a rádio é mobilidade, é portabilidade, é o carro. Quando a rádio on line for uma alternativa válida de escuta, em grandes ou pequenas viagens, a rádio viverá momentos de grande felicidade.

Por isso é que há quem saúde a tecnologia WiMAX como sendo o princípio do futuro: as suas estações emissoras suportarão 50 quilómetros e isso já é um princípio para se criarem redes ao nível de cidades. Essa realidade está distante? Provavelmente. Mas, também aqui, o futuro já começou!

Outros textos deste blogue sobre o WiMAX:

- "introduz um novo desafio para a rádio, que passa pela produção de conteúdos cada vez mais dirigidos e apelativos para a sua audiência, dada a variedade de opções e a facilidade de saltar entre conteúdos"

- "Com o aparecimento de novas tecnologias sem fios e outras que certamente se seguirão, a indústria da rádio, apesar de aparentar maturidade, pode estar na verdade na sua infância"

- "Nokia and Intel Corporation today announced a cooperation to accelerate the development, adoption and deployment of WiMAX technology"

Sobre o negócio da medição electrónica das audiências (actualizado)

Há três certezas nesta altura:

- mais cedo ou mais tarde as audiências de rádio passarão a ser electrónicas, evitando a interferência humana, como na TV (que beneficia do seu estatismo/imobilidade e de um mercado publicitário muito mais forte); Um registo electrónico portátil apanhará a escuta dentro e fora de casa (o que para a rádio é fundamental, ao contrário de um audímetro que pode estar fixo, a rádio é sobretudo movimento, é ubíqua); e registará por exemplo se uma pessoa se levanta durante um intervalo comercial;

- a entrada destes sistemas está muito atrasada (há vários anos que se fala no assunto, mesmo em Portugal…) e os primeiros testes públicos do PPM são de 2002 (Filadélfia); prosseguem agora em Houston (pormenores) ;

- a Arbitron, empresa com sede no Maryland, por força do seu poder hegemónico nos Estados Unidos (assegura as audiências "nacionais" de rádio), quer liderar com o PPM. Mas tem concorrência:

Propostas nesta altura: A grande concorrente da Arbitron é a empresa alemã GfK, que apresenta diversos sistemas electrónicos de medição (de rádio e televisão), os mais conhecidos são:

- o Eurisko, da sua filial italiana Media Monitor (seleccionado pela RAJAR britânica para os testes que decorrem, juntamente com o PPM);

- o Mediawatch, da subsidiária Suiça, Telecontrol.

Uma lista completa destas e de outras ofertas pode ser vista aqui.

Além das ofertas da GfK, há o audiometro ligado ao telefone portátil da IPSOS (RSL) Media, ou os aparelhos de origem norte-americana, MobilTrack (da Herndon) e Naviguage.

Diferenças entre o PPM e o Eurisko (em construção):O PPM apenas reconhece uma espécie de subonda (“audio encoding “) emitida pelas rádios que aderem ao sistema de medição de audiências (o que significa que aquelas que não quiserem aderir também não são registadas); já o Eurisko reconhece todos os emissores e todos os sons (“sound matching”). A Arbitron reclama que o PPM detecta sinais áudio analógicos ou digitais, vindos do ar, do cabo, do satélite ou da Internet. Mas no caso do teste de Houston, a Arbitron conseguiu a adesão dosprincipais gentes dos media e também, genericmente, das industrias culturais, mas os dois operadores via satélite ficaram de fora.

Os transportadores do PPM têm de o depositar todas as noites num carregador que além dessa função, também serve para enviar as informações para o computador central, onde as informações serão tratadas;

 

As imagens dos vários aparelhos aqui.

Prazos e testes:

- Vários especialistas têm afirmado que as medições electrónicas não estarão implementadas antes de 2009; a Arbitron diz que o seu PPM será uma realidade nos Estados Unidos em 2012 e que estará nos principais mercados em 2007. Mas nem todos parecem dispostos a esperar. Um dos principais operadores radiofónicos dos Estados Unidos, a Clear Channel (responsável por 20 por cento da facturação da Arbitron), já anunciou que vai avançar por si própria, tendo desafiado as empresas interessadas a apresentarem-se até final deste ano. A Arbitron, que se assustou e apressou os testes em Houston – a primeira cidade em serviço completo, em Abril de 2006, já disse que a Clear Channel está errada e que não faz sentido, para o mercado, haver dois resultados, dois números diferentes (porque dois estudos darão sempre valores diferentes, para perplexidade dos operadores);

Também na Grã-Bretanha tem havido contestação aos números da RAJAR (executados pela IPSOS), por parte do grupo Wireless, que argumenta que a amostra de “diários” não é rigorosa e que a leitura electrónica dá muito mais ouvintes (a IPSOS defende a manutenção do sistema de “diários” paralelamente ao electrónico). A RAJAR realizou o primeiro grande teste, envolvendo três sistemas (PPM, Eurisko e MediaWatch; esta última foi excluída da primeira fase) no final de 2004.

Os testes em Filadélfia e os actuais em Houston mostram o interesse nos EUA, mas foi na parte flamenga da Bélgica que o sistema teve a sua estreia, em Maio de 2003, por iniciativa do serviço público e rádio (cinco canais) e televisão. Através da TNS, o PPM da Arbitron ganhou contratos para medir audiências de rádio no Quénia (400 PPM em 2006) e na Noruega (também para a primeira metade de 2006, de 200 para 400 aparelhos). A Noruega promete ser o primeiro país a ter uma rede nacional de PPMs só para a rádio.

Não se conhecem testes envolvendo os sistemas concorrentes, embora se saiba que a BBC assinou em 2004 um contrato de pesquisa de audiências com a GfK, visando substituir o método dos “diários”.

Ainda assim há que reconhecer que pelo menos desde 2000 que o PPM anda a ser anunciado e prometido e que, experimentado noutros locais, compreende-se algum descontentamento por parte dos agentes norte-americanos (que alimentam a Arbitron). Sabe-se que o PPM começou  ser pensado em 1992 mas sofreu vários contratempos tecnológicos (a começar pela dúvida sobre a criação de um dispositivo que exija intervenção – activo – ou que registe sozinho, passivo?) e financeiros (o sistema é caro, exige que as rádios o paguem, a começar pela codificação da sua onda).

Uma certeza final: a rádio não será a mesma depois de banalizadas as audiências electrónicas; algumas verdades vão ser postas em causa, há números que vão parecer um disparate e haverá finalmente a capacidade de programar em função de resultados (e não com base em suspeitas ou apenas tendências). Os primeiros testes em Filadélfia mostraram que as pessoas sintonizam duas vezes mais rádios do que aquelas que registavam na sua folha diária. Como se escrevia recentemente no New York Times, "if devices like the P.P.M. or data from millions of set-top digital cable boxes reveal that what Americans are seeing and hearing do not correspond to what the big measurement companies have long been claiming". (Gertner, Jon, "Our Ratings, Ourselves", New York Times, 10/04/05)

LDA e não LDM

Até agora usei - por distracção, certamente - a expressão "leitor digital de música" para descrever os leitores de mp3. Mas é muito mais correcto dizer "leitores digitais de audio". Música ou não.

Arbitron prossegue com os testes do PPM

Houston é, nesta altura, o centro das atenções das medições de audiências em rádio (e televisão).

Há um plano de leituras mensais (bem melhor do que os trimestrais da actualidade) que começou em setembro, e vai continuar, pelo menos, até Janeiro (informação oficial aqui). Os primeiros resultados têm estas conclusões.

Segundo revela a própria empresa, há 2100 consumidores em Houston, a partir dos 6 anos (!), transportando um PPM, que detecta os sinais de rádio e televisão próximos, seja no carro, em casa ou até no cinema. A experiência de Houston conta com mais de 100 empresas de comunicação social (rádio, tv hertziana e tv por cabo).

O sistema tem vários méritos. Até os podcasts de programas de rádio são detectados! ("Podcasting is a very different distribution system for traditional radio and the successful test of the PPM should further build confidence in how well it works with all types of audio programming,” said Pierre Bouvard, president, Portable People Meters, Arbitron Inc").

Uma arrumação muito mais lógica do FM inglês

Enquanto em Portugal (e em Espanha), a regra de utilização do FM é o tudo ao monte e fé em Deus, fazendo com que uma rádio nacional como a A1 tenha frequências entre o 87,7 (Beja) e o 103,8 (Elvas), na GB, a coisa tem outro nível... 

The FM band is approximately divided up as follows:

87.6 — 88.0 MHz reserved for restricted service licences (RSLs)

88.1 — 94.6 MHz BBC Radios 2, 3 and 4

94.7 — 96.1 MHz mainly BBC local radio

96.1 — 97.6 MHz mainly commercial local services

97.7 — 99.8 MHz BBC Radio 1

99.9 — 101.9 MHz Classic FM plus some commercial regional & local services

102.0 — 103.5 MHz commercial local services

103.6 — 104.9 MHz mainly BBC local radio

105.0 — 106.8 MHz commercial regional & local services

106.6 — 107.9 MHz commercial local services - typically smaller-scale services

Conventional (analogue) services appear on two wavebands. ‘FM’ (sometimes called ‘VHF’) and ‘AM’ (sometimes called ‘MW’ or ‘MF’). On FM, different types of stations are grouped into certain parts of the band, but on AM, they are more evenly spread. Services from neighbouring countries can also be picked up on FM and AM. In darkness hours, signals come in from all over Europe on the AMband. Some radios also have other AM bands called ‘long-wave’ and ‘short-wave’.

On the AM waveband, between 531 - 1602 kHz is generally used for Ofcom licensed services.

licensed services.

A Grã-Bretanha muito à frente na rádio digital (DAB)

"The UK is significantly ahead of the rest of the world when it comes to digital radio broadcasting thanks to enlightened legislation and regulation, and significant infrastructure and content provision by both BBC and Commercial Radio. Digital radio is now becoming highly competitive as Commercial Radio players seek new infrastructure opportunities and audiences for their new digital services. New blocks of Band III spectrum have been found which could be used for a variety of purposes.

CRCA supports the notion that at least three of the available blocks should be used to fill in gaps in current local digital radio transmission. As far as the year ahead is concerned, principle developments will be BT’s Livetime data service and the fast moving Korean version of DAB (called Digital Multimedia Broadcasting or DMB) which promise the mobile end user much in the way of television and data services alongside digital radio ones."

(...)

DAB Digital Radio is a new way of broadcasting radio. Because it uses new digital technology, DAB is a much more efficient way to broadcast, and that means there’s room for many more radio stations, both local and national. Some towns and cities will have 40 or more digital stations, at least double the number currently available to most people on FM.

DAB Digital Radio means diversity of listening, so while you’ll still find many of your old favourites broadcasting in improved, digital quality sound on DAB, you’ll also find a whole raft of new, specialist radio stations, unique to DAB. Some of these might be stations that are available on analogue in other parts of the country, but are only on DAB where you live. Others are brand new formats, tailored to specific demographics and tastes.

DAB Digital Radio means interference free listening with no hiss, crackle or fade; and with a DAB radio there are no frequencies to remember, just choose the station you want by name from the text display screen. National digital radio stations, both commercial and BBC, are broadcast on the same frequency across the country, so you never need to retune when you’re on the move. DAB digital radios come with an LCD display on which you will see messages about the station or music to which you’re listening. Many stations transmit the name of the artist, the title of the song, and sometimes what’s coming up next.

DAB Digital Radio is free, there are no subscriptions

— just buy one of the many DAB radio products on the market and you’re ready to go. Digital radio is currently available to 85% of the UK population, but to check you are covered, use the postcode checker at www.digitalradionow.com.

(relatório da Commercial Radio Companies Association, "Commercial Radio Pocket Book", 2005, pág 8 e 21)

Há mais de 500 rádios com o HD

"HD Radio Rollout Gains Momentum With 500+ Stations On-Air With Coverage Serving All Top 50 Markets - And Beyond

National Association of Broadcasters Radio Show– September 21, 2005 – There are now over 500 AM and FM stations across the country broadcasting with HD Radio technology. Stations serving every one of the top 50 U.S. markets are now providing listeners with digital HD Radio coverage, including: Detroit (21 stations on the air), Los Angeles (19), Chicago (19), Atlanta
(18), Miami (16), Boston (15), San Francisco (15), and New York City (14).

Responding to the rising demand for more music, news and information, radio broadcasters have also embraced HD Radio multicasting capabilities as a way to offer consumers new channels of unique programming on the same station frequency.
Several of the largest U.S. radio broadcasters have already launched multicast channels featuring brand extensions and diverse formats such as classical music, dance music, and local music. Many more stations are expected to include multicast channels in the coming months as this trend generates great interest and enthusiasm from both broadcasters and consumers.

"This has been a breakthrough year in the rollout of HD Radio technology. Broadcasters are converting stations at a pace of more than one per day as they
ramp up efforts to market and promote the technology to consumers," said Robert Struble, president and CEO of iBiquity Digital Corporation. "And the emergence of multicasting as the system's first killer application has been critically important.
There are now stations from Philadelphia to Seattle broadcasting additional streams of content to complement the programming on their main channels."

(via Obercom)

iPod ganha na convergência

O iPod é um sucesso de convergência. Os fabricantes de aparelhos complementares esforçam-se por enquadrar o leitor da Apple com os seus.

Agora é a XBox da Microsoft: “Microsoft has confirmed that the gaming console will support an iPod connection. Microsoft recently told C|Net News that users will be able to plug their iPods into one of the console's three USB 2.0 ports to create their own music soundtracks.”

Já a rádio FM tarda em convergir com os novos dispositivos…

Uma vitória para a indústria digital de música: o Grokster fechou!

Como se pode ler na própria página, o Grokster deixou de permitir a partilha ilegal de ficheiros (peer to peer). É mais uma decisão judicial, ganha pelas editoras. A empresa vai passar para o negocio pago de transferência de ficheiros.

Mas como diz o Digital Music News, ainda há muito para fazer: The development is hardly unexpected, and Grokster was likely to face a harsh lower court review. But getting “shut down” is a relative term in the P2P world, as existing clients will continue to exist without any involvement from the company. Even so, the move is mostly unimportant to the P2P file-sharing community, which has largely abandoned the Grokster application. Moving forward, the RIAA is putting the heat on several other P2Ps, including Limewire, eDonkey, and BearShare."

Outras notícias: "O iMesh, sistema de partilha de arquivos, acaba de anunciar que vai lançar um novo serviço, desta vez legal e pago. Agora, os cibernautas já podem aceder aos 15 milhões de canções registadas sem violar os direitos de autor";

"O presidente da MetaMachine anunciou que o eDonkey vai encerrar. O responsável cede assim às exigências da RIAA, alegando não poder suportar o preço de um processo litigioso, que, acredita, venceria"

"South Korean courts have recently forced the closure of the region’s busiest peer-to-peer service. The shutdown, which occurred earlier this week, involved a file-sharing service developed by online music company Soribada"

Enquanto isso, prossegue o esforço de consolidação do negocio da musica digital: Starting today, an album of Lennon’s work called Working Class Hero will be available on Rhapsody, Napster, Yahoo and various other stores. Apple will not have the catalog, probably because of a protracted legal dispute with Beatles label Apple Corps.”