Blogia

Transistor kills the radio star?

O entusiasmo de Andrew Crisell face ao DAB em 1994:

“The development of digital audio broadcasting (DAB), a process in which the signal is digitally encoded at the station and then decoded by the radio set so that transmission noise is eliminated, promises a vast improvement in the quality of reception, to the point where radio music will sound as good as the music of a domestic CD player" (pág. 40)

Acumulação e portabilidade garantem sobrevivência

Estava a rádio a preparar-se/adaptar-se e surge a televisão a cores (na GB em 1967).Isso funcionou, de acordo com Crisell  “as a reminder, if one were needed, that television was now the major mass medium and that  in order to survive radio must seek out, and largely confine itself in to those things it could do best.” (31-32).

A televisão recebeu diversos contributos ideológicos (a programação de manhã, área que era monopólio da rádio) ou tecnológicos (cabo, satélite, digital) que a fortaleceram, sem no entanto voltarem a colocar em causa a rádio – esta já tinha assumido a sua condição de meio secundário e acumulativo, beneficiando da portabilidade. E a televisão, até agora, não compete directamente com essa realidade.

(isto pode dar passagem do primeiro para o segundo choque!)

O renascimento da rádio na década de 60

O renascimento da rádio acontece muito por responsabilidade de benefícios tecnológicos que surgem poucos anos antes e se conjugam naquele momento. Crisell distingue três: o desenvolvimento do som estéreo (primeiros testes em 1958); a abertura dos primeiros transmissores VHF que permitem a emissão em FM (na GB em 1955) e a construção do primeiro transístor (em 1947). “By replacing the old wireless valve, which was large, costly and consumed much primary power, the transistor allowed radios to be constructed which used less power, were more reliable, and most important of all, were much cheaper and smaller - small enough to be carried around in a hand or a pocket” (29). O transístor teve consequências notáveis, porque ao potenciar a portabilidade da rádio conduziu-a ao que é hoje: o meio secundário por excelência. “It it was at thee beginning of the 1960s that the transistor revolution began, so that at the very time when radio had lost its pre-eminence and seemed, indeed, to be facing extinction it discovered a new and apparently irreducible advantage in its very limitation. As a secondary medium it could be carried around and its messages absorbed in a way not possible even with portable television” (29).

Apogeu e queda

“It was during the war and for the ten years or so after it that radio enjoyed its heyday, providing programmes of distinction in every genre to audiences of many millions. (Crisell, pág. 25)

Na Grã Bretanha dois acontecimentos despertaram a televisão da letargia em que se encontrava, em parte provocada pela falta de um modelo televisivo (a televisão reproduzia a rádio, dando-lhe apenas imagem). Em 1953 a coroação da Rainha Isabel II e 1955 o aparecimento de um canal comercial, independente do Estado e do monopólio da BBC. “Two major events of the 1950s were seen, accurately, as marking its arrival as the major mass medium and less accurately as portending the very extinction of radio, whose blindness was regarded by many as an unequivocal disadvantage” (Crisell, 26). (…) “Faced with competition from first one and then two television networks, radio went into a long decline that some thought would prove terminal. Between 1949 and 1958 the BBC’s average evening radio audience dropped from nearly 9 million to less than 3.5 million, three-quarters of whom were people without television sets” (Crisell, 27)

Notas sobre o primeiro choque

O primeiro choque refere-se ao impacto da TV na rádio: a caracterização neste trabalho começa um pouco antes, como contexto, passa pelo apogeu da rádio, segunda guerra mundial e década seguinte e pelo impacto directo da televisão e termina com as consequências/herança que ela deixa; ou seja, termina na década de 60)

Década de 30 (a subir de importância)

Décadas de 40 e 50 (apogeu e queda)

Década de 60 (renascer)

CRISELL, Andrew, Understanding Radio, Routledge, Londres, 1994, 2ª edição

A tecnologia HD e a rádio de serviço público

A rádio de serviço público nos EUA tem características muito diferentes da europeia, nomeadamente da BBC – que funciona, no velho continente, como paradigma.

Não havendo rádios nacionais nos EUA, mas apenas estações associadas que podem “sindicar” algum programa, a NPR (o sistema de rádio de serviço público nos Estados Unidos, maioritariamente financiado pelos ouvintes, privado portanto, e sem lucros) possui em muitos dos principais mercados apenas uma rádio – que assim tem de se comportar em absoluto como generalista (ou seja, chegando a vários públicos ao longo de um mesmo dia ou semana).

O aparecimento de uma tecnologia que permite a criação, a partir da emissão original em FM ou AM, de novos canais digitais foi imediatamente apreendida pela NPR como algo muito importante.

No início de 2003 a NPR anunciou a sua adesão projecto de HD da iBiquity (antes designado IBOC, In-Band on Channel), criando o “Tomorrow Radio Project”.

 

2003 foi o ano dos primeiros testes do sistema multicanal (ou tecnologia “second audio”), que permite transmitir mais programação e conteúdos escritos a partir do actual espectro (essa tecnologia cria um sinal digital paralelo ao sinal analógico que as rádios hertzianas emitem), com qualidade muito próxima do actual CD, sem ser afectado pelas condições atmosféricas.

A NPR conseguiu a adesão, para este projecto, de empresas importantes, como a Kenwood, que fabricou receptores prontos a receber os novos canais digitais (com informações de trânsito, boletins de tempo ou cotações de bolsa, em texto, por exemplo, como a rádio por satélite). A HD exige novos receptores.

Nessa altura haverá milhares de estações de rádio nos EUA a emitir com HD e, para as mais de 700 estações de serviço público, será possível apresentar diversos formatos simultaneamente.

A NPR anunciou também um horizonte temporal de 10 anos para tornar todas as estações NPR a funcionar em HD, e esse é um prazo que cada empresa ou grupo de rádios terá de tomar por si próprio, uma vez que a autoridade federal das comunicações não definiu – nem definirá, pelo que se percebe – uma data para o switch off completo (ao contrário da TV), o que significa que nos próximos anos as rádios poderão continuar a utilizar as frequências analógicas actuais.

 

Uma citação do documento “NPR’s Tomorrow Radio Project”, 10/02/04, por Ralph Graves:

Os operadores comerciais vêem a qualidade de som da rádio digital e as características da PAD [«Program Associated Data», informações em texto] como uma forma de competir com a rádio por satélite. A NPR vê uma coisa diferente: como uma aplicação possível pra resolver um dos problemas mais insistentes da rádio pública. A emissão de rádio pública, globalmente, junta diversos e diferentes formatos (…). Cada género tem a sua audiência leal e em alguns casos com pouca sobreposição. Quando a sua rádio pública muda da “Morning Edition” para os “Midday Classics”, por exemplo, a audiência de notícias desliga e o público interessado em música clássica liga. As estações lutam por servir uma audiência diversa com apenas um sinal (…). Tomorrow Radio Project explorou a possibilidade de subdividir o sinal digital de 96kbps da IBOC em dois ou mais sinais viáveis de som, dando às estações a oportunidade de difundir diferentes formatos simultaneamente.

(…) De acordo com Mike Starling, vice-presidente da NPR para a área de engenharia e operações, nove dos 25 principais mercados de rádio nos EUA têm apenas uma estação afiliada na NPR. Muitos mercados pequenos são servidos apenas por uma rádio pública. Estas estações têm dificuldade em combinar os formatos que pretendem transmitir – sabendo que cada formato apenas serve uma fracção da sua potencial audiência total. Em muitos casos, não t~em horas suficientes para garantir adequadamente todos os tipos de programação que a sua audiência deseja. E uma vez que uma parte essencial do financiamento da rádio pública vem das contribuições dos ouvintes…”.

A medição electrónica em Portugal

Há cerca de vinte anos que medimos as audiências de rádio através do Bareme. Contudo, em relação à televisão, este é um meio financeiramente mais fraco. Mesmo assim, temos vindo a assistir a movimentações para modificar e melhorar a forma de medição das audiências de rádio. O que é facto, é que é bastante mais complicado medir rádio do que a televisão, pela questão da portabilidade. A rádio está também muito mais fragmentada, em relação à televisão, o número de estações emissoras é bastante superior, há estações de carácter regional, aspectos que dificultam a medição. O conceito associado à escuta de rádio, levou ao desenvolvimento de um novo aparelho para medir as audiências, o portable people meter, um audímetro que acompanha as pessoas e detecta os sinais para a escuta de rádio. Na Europa, o sistema está em testes em vários países e implantado apenas na Suíça. Caminhamos rapidamente para este tipo de soluções e, em Portugal, estamos em condições de estar na primeira linha na adopção deste tipo de sistema”.

Luís Queirós, director da Marktest, in Cordeiro, Paula Santos, “Inovar para informar”, Media XXI, Setembro-Outubro 2005, pág. 76.

"TVI e TMN lançam no início de 2006 um projecto de «mobile TV»

É uma notícia do Expresso (caderno de economia) de sábado passado (19/11/05) com este título: "Televisão no telemóvel" (Catarina Nunes e João Ramos). E conta que, "baseado na tecnologia DVB-H, em parceria com a Nokia", a TVI e a TMN estão a preparar para levar televisão aos telemóveis.

O Expresso tambem conta que a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) tem pedidos, além deste, da Siemens e da SGC para ensaios com a mesma tecnologia. Não há datas para um eventual concurso de emissão digital..

Algumas ideias:

- faltam produtos comerciais para inserir nesses telemóveis;

- são poucos e caros os telmóveis que podem receber esta emissão;

- para as televisões há uma fonte de receitas: venda de programas e de publicidade; para os fabricantes, há a venda de mais terminais e para os operadores, mais tráfego;

- um estudo divulgado pela Noki refere que 2010 existirão 74 milhões de utilizadores a nível mundial com tecnologia europeia DVB-H (diferente da que existe na Coreia do Sul e no Japão, onde a televisão por telemóvel já está em exploração comercial);

- Neste momento os 3 canais de televisão disponibilizam conteúdos atraés da 3G e GRPS. "Por exemplo, a Vodafone já tem televisão em directo com o serviço da Euronews, 24 horas por dia, da RTP1 (11 horas por dia) e noticiários da RTP1, SIC e TVI. O problema é que este modelo de transmissão ainda pesa no bolso do utilizador e se o acesso for muito intenso a ligação à rede vai abaixo". 

"na última edição do Mipcom, feira internacional de programas de televisão que decorre em Cannes, a «mobile tv» foi considerada a maior oportunidade na história da televisão"

A música digital converge com a Xbox 360 (mas a rádio não)

A nova consola da Microsoft, lançada esta semana nos EUA, é, além de uma máquina de jogos, um centro de entretenimento. Com música digital, claro. Mas sem receptor de rádio:

"Digital entertainment: Amplify your music, photos, video, and TV. Watch progressive-scan DVD movies right out of the box. Rip music to the Xbox 360 Hard Drive and share your latest digital pictures with friends. Make the connection, and Xbox 360 instantly streams the digital media stored on your MP3 player, digital camera, Media Center PC, or any Microsoft® Windows® XP 2005 Edition-based PC." (informação oficial):

 

Isto é que é convergência!

"A empresa americana de videogravadores digitais, TiVo, vai passar a permitir que os seus utilizadores possam ver os programas de televisão gravados nos seus iPods da Apple e na PSP da Sony.

Depois de em Fevereiro a empresa ter anunciado um update dos seus ‘aparelhos’ que permitia aos utilizadores transferir os programas para os computadores pessoais, DVDs, bem como para leitores de vídeo portáteis que suportam o formato de vídeo da Microsoft, a TiVo prepara-se agora para aproveitar o apetecível mercado dos utilizadores de iPods e da PSP.

A TiVo concorre com os sistemas digitais oferecidos pelos operadores cabo e de satélite e tem conhecido uma grande adesão nos EUA. Segundo dados divulgados pela empresa, existem actualmente 3.6 milhões de subscritores do serviço, sendo que todos os trimestres o número aumenta para mais 250 mil."

Páscoa, Sandra, "TiVo transfere conteúdos para iPods e Sony PSP", Meios e Publicidade, 22 de Novembro de 2005




30 milhões de iPods vendidos na GB!

"Apple also revealed that it has sold over 30 million iPods since the device’s inception, a commanding sales total that is helping to power the paid download dominance"

Assinantes via satélite chegam aos 55 milhões em 2010?

É apenas mais um estudo, mas com números excelentes para os dois operadores de rádio via satélite nos EUA: "total satellite receiver installations will jump from 12 million today to 55 million units by 2010. That represents a 35 percent compound annual growth rate, which will be driven by a mix of transportable and in-vehicle receivers" ("JupiterResearch Projects Massive Increases for Satellite Radio")

Clear Channel passa de 65 para 200 rádios em HD

"That is a sizeable increase over the current footprint of 65 stations, and is part of an accelerated deployment for the radio conglomerate. According to Jeff Littlejohn, executive vice president of distribution development at Clear Channel Radio, the deployment means a "higher-quality listening experience," in addition to "data services and multicasted programming". Other conglomerates are also pushing HD deployments, including Cox Communications and Infinity Broadcasting."

via Digital Music News ("Clear Channel Radio Readies 200 Digital Radio Stations")

Uma característica (negativa?) da rádio satélite

Os dois operadores (Sirius e XM) não têm compatibilidade de recepção; ou seja, se quiser ouvir as rádios de um dos operadores tenho não só de fazer uma assinatura (como é normal), mas de comprar um receptor que só recebe as rádios daquele operador. Uma limitação?

Alguns pormenores aqui.

O DAB "caótico" em Espanha

Pelo menos é o que diz uma noticia publicada no El Mundo "Las radios consideran 'caótico' el proceso de digitalización",(16/11/2005 18:38) de que retiro estas ideias:

-"la fase de desarrollo es "caótica" porque, además de limitar la cobertura al 50% del territorio, donde tiene presencia, apenas tiene fuerza para que se reciba radio digital en el interior de los edificios y en muchas zonas de las grandes urbes. Todos los operadores confiaron en la tecnología DAB para el desarrollo digital, en el que ya emiten todas las emisoras, aunque las condiciones actuales "no sean muy esperanzadoras"."

- "Para recibir este tipo de señal, es necesario disponer de un receptor especial, cuyo precio en las tiendas supera todavía los 60 euros. Isaac Moreno, por su parte, pidió que las cadenas sean "pacientes" porque, a su juicio, el proceso irá avanzando a medida que los usuarios perciban más calidad y servicios en la radio digital y vean la necesidad de gastarse más dinero en un receptor, "como ocurrió con la llegada de la FM, que tardó casi 20 años en establecerse", dijo."

(dica Clube de Jornalistas)

Morreu o podcasting, viva o microcasting?

A palavra podcasting sempre teve alguns inimigos, que defendem que se está a promover o iPod da Apple. Tentaram algumas alternativas (audiocasting até me parece uma boa solução) mas eis que chega uma alternativa, baseada já não na ligação ao aparelho branco mas à evolução do próprio conceito de podcasting quer em termos técnicos quer conceptuais:

"On the technical side, Microcasting by definition includes; all ‘rich’ media (audio, video and applications) syndicated across any device and platform; whether it be a PC, PDA or cell-phone. And although Ipods are still the most popular form of portable digital audio players, Microcasts are compatible with ANY digital audio player, as well as a growing range of portable video players now entering the market.

From the conceptual side, Microcasting is the ability to provide a more finely-tuned specialization of content on a program-by-program basis rather than a channel-by-channel basis. The program is delivered ‘one-to-one’ rather than ‘one-to-many’ which is the foundation of broadcasting or narrowcasting. It uses one of the primary benefits of IP communications … the ability to succinctly communicate from one device to another.”

Falta saber se é uma tentativa ou a palavra pega.

Microcasting

O microcasting é uma emissão muito limitada em FM, para um prédio ou um bairro (menos de 100 watts nos EUA, onde esta realidade está presente). A grande vantagem destas "low power FM" é que permitem uma formatação altamente dirigida a um público com um interesse comum.

Também chamadas rádios de comunidade (designação mais perto da realidade britânica)

A palavra microcasting aparece agora associada à realidade dos podcasts. "Microcasting is the new term to describe the evolution of Podcasting from both a technical and conceptual basis"

Pormenores técnicos (sobre a realidade dos EUA): "www.free103point9.org/pdf/07.microcastingbasics.pdf"

O aluguer do espectro como negócio... além da rádio

Há quem veja a rádio - não, talvez, a rádio como a conhecemos hoje... - como uma plataforma para distribuir conteúdos. Para além da sua actividade central, beneficiando de canais paralelos de transmissão.

O presidente da iBiquity, que inventou e está a desenvolver a tecnologia HD nos EUA, tem feito várias declarações sobre as potencialidades da rádio do futuro. Esta declaração é uma delas: "if Microsoft is right, we’ll all be reading our New York Times on an e-tablet five years from now. Radio broadcasters will be one of the main distributors of that sort of content. Between 2:00 and 3:00 in the morning, when they’re not selling a lot of ads, they’ll be able to turn down their audio and blast out The New York Times to 100,000 e-tablets around Manhattan - and they’ll get paid for it. It’s spectrum rental. The Internet is a great way for distribution, but radio has great spectrum that’s so economically attractive compared with anything else out there - cell phones, WiFi etc.
We’re also excited about the concept of a “Buy” button. There’s no better place for an impulse purchase than when you’re sitting in traffic listening to ads. Radios will have a “Buy” button: If I like a song and want to download it, I press the “Buy” button, and that track gets downloaded in the format I want. Or, if I’m listening to an ad for 1-800-FLOWERS, I can press the “Buy” button. That stuff is very doable, and we think it’s pretty cool. Plus, the radio station gets a cut of the sale, because it occurred when that station was being listened to
." "If You Aren’t Thinking Digital, You’re Smokin’ Dope" (04/11/05)
By Reed Bunzel, Editor-in-Chief "Radio Ink"

O que a rádio via satélite tem feito para entrar nos carros

excerto de uma entrevista ao presidente da iBiquity, Robert Struble, "If You Aren't Thinking Digital, You're Smokin' Dope" (04/11/05)
By Reed Bunzel, Editor-in-Chief 
 

"Still, terrestrial radio has a lot of ground to make up to equal what satellite has done.
Yes, but I don't begrudge the satellite guys. If I had their business model and their capital, I'd be doing the same thing. But satellite paid mightily to get in cars. They threw $400 million at GM; they also paid every single receiver manufacturer to develop the radios. Our approach and business model is much different. We don't have the dollars, or a subscription model where you give radios away. But we do have the ability to say, “This is the standard. This is AM and FM radio. This is approved by the FCC, and if you don't have this in your product line two or three years from now, you will be selling black and white TVs in the age of color.” Sure, a number of people will want to pay for radio, and that's fine. But the vast majority of the country - 94 percent of people - get free, over-the-air radio, and this is the new standard."