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Transistor kills the radio star?

O problema da rádio é falta de RP...

«Is radio in trouble?
"No and balderdash," Ed Christian said in response to his own question on Saga Communication’s conference call. He says terrestrial radio needs better PR to counter the barrage from satellite radio - - and insists terrestrial stations still have a good story to tell. "Give us some credit," he said to Wall Street. Christian pointed to ratings gains for Saga stations in many markets from the Fall Arbitron book. But he doesn’t deny that radio has some problems that it needs to deal with. As an industry, Christian said radio failed to anticipate that some traditional ad categories would ever fade - - as is obviously happening right now with auto - - and didn’t do enough to acquire new business. He also echoed concerns expressed last week by Radio One COO Mary Catherine Sneed about some radio companies going after market share, rather than upholding price discipline - - a short-term strategy with dire long-term consequences. But while 2006 is starting off rough, with most groups reporting soft ad demand for January and February, Christian says radio is still a good business. "We have, as an industry, caught a cold, but it is not the flu and we are certainly not suffering from H5N01 [bird flu]," Christian said.» (fonte RBR news,

Volume 23, Issue 42, Jim Carnegie, Editor & Publisher, Wednesday Morning March 1st, 2006)

A internet como boa solução para o narrowcasting*

Era uma vez uma rádio chamada Y100, com programação alternativa em Filadélfia, que o seu proprietário, o grupo Radio One, decidiu reformatar.

Quando isso aconteceu, faz agora um ano, os seus animadores abandonaram a rádio e recriaram a Y100 na internet. Estão a assinalar um ano de emissões. De borla!

 

* sobre o narrowcasting

Presidente da CBS Radio queixa-se de que o filho não gosta de ouvir rádio!

«(...) CBS Radio chairman/CEO Joel Hollander said it’s “extremely painful” when his teenaged daughter complains that there’s nothing to listen to on the radio” (fonte: Radio Execs Not In Harmony On HD, PPM, Feb. 16, 2006, By Paul Heine)

Arbitron cerca a Clear Channel e impõe o PPM

Depois da Clear Channel (o maior grupo de rádios dos EUA) ter dito que não concordava com os prazos de desenvolvimento do PPM, e ter iniciado um processo paralelo e concorrente à implantação do PPM, a Arbitron reage. Mantém o mesmo calendário, responde à proposta da Clear Channel e começa a mostrar a sua força: primeiro com múltiplas agências de puclicidade e agora com os concorrentes da Clear Channel. "Arbitron announced Spanish Broadcasting System has entered into a multi-year, multi-market agreement for Portable People Meter audience measurement services when deployed in its New York, Los Angeles, Chicago, San Francisco and Miami markets (...) This is the second announcement of a radio broadcaster signature on a contract for PPM ratings services (Beasley Broadcasting signed on 1/31). Arbitron has been working to secure a critical mass of stations and agencies to allow it to go forward with PPM". (Radio Business Report, «SBS signs for PPM», Volume 23, Issue 4, Monday Morning February 27th, 2006)

«No futuro, todos os telemóveis serão também televisões»

"(...) Dentro de pouco tempo, os serviços regulares de televisão vão poder ser vistos através do telemóvel. Neste momento, estão a decorrer ensaios em 40 países para testar o melhor sistema de transmissão para os telemóveis, mas o Digital Video Broadcast – Handheld (DVB-H) está a ganhar terreno para tornar-se o standard a usar pelos fabricantes dos equipamentos.

Na prática, este sistema vai permitir que os telemóveis se liguem directamente aos retransmissores de televisão que operam em via hertziana, permitindo ver a mesma TV disponível nas caixas tradicionais. O DVB-H apresenta uma melhor qualidade de imagem e som que a chamada terceira geração de telemóveis (UMTS ou 3G) e é um standard semelhante ao usado na Televisão Digital Terrestre, distinguindo-se deste por se destinar exclusivamente a transmissões televisivas para telemóveis.

Este sistema envia um sinal para todos os utilizadores de telemóveis com um receptor de TV digital, que, através de um guia de programação disponível no ecrã, seleccionam o programa desejado, que poderá ser visto quando emitido pela estação.

Para já, os protótipos de telemóveis que incorporam o sistema DVB-H são maiores que o tamanho médio dos modelos actuais, mas a Nokia já comunicou a intenção de banalizar esta funcionalidade. Mas se este parece ser o sistema melhor posicionado para assumir-se como standard, outros sistemas também apresentam bons resultados nos testes, como o Digital Media Broadcasting (DMB), que deriva do Digital Audio Broadcasting (DAB), que tem conhecido sucesso na Ásia.

(...) Em contraponto, seis das maiores estações de televisão coreanas já anunciaram a intenção de começar a emitir para telemóveis das marcas Samsung e LG, sem qualquer custo para os utilizadores, passando por cima dos operadores móveis. No entanto, e sobretudo na Europa, os operadores móveis ainda têm alguma vantagem nesta «guerra», sobretudo porque têm o know how para massificar os serviços móveis e é através deles que os telemóveis chegam às mãos dos utilizadores(...)»
Excertos de «A TVmóvel está a chegar», Meios e Publicidade, Sandra Páscoa, 11 de Novembro de 2005

Spots publicitários de três segundos - uma solução

A LBC, a rádio de notícias (privada) de Londres anunciou que vai passar a incluir spots publictários de três segundos junto aos noticiários e aos boletins de trânsito. Será a primeira rádio da GB a oferecer este serviço (genericamente, engloba os spots até 5 segundos). A LBC tem duas rádios em Londres, uma de notícias, em AM, e outra mais light, em FM.
«LBC launches three-second ad spots
Chrysalis-owned LBC radio this week introduced a series of three-second adverts that will be read out by presenters next to news bulletins and travel updates.

The format launches with Express-post delivery service DHL as its first client. The ultra-brief "blipverts" will advertise a new service offering parcel deliveries by either 9am or 12pm, and will run twice a day just before the 9am and 12pm news bulletins on LBC 97.3 and LBC News.
Chrysalis claim to be the first UK company to offer the three- to five-second format ads, which were bought through Vizeum with creative work from Ogilvy. The slots are intended to get better recognition because of their positioning next to news bulletins and travel updates, when listeners are at their most attentive
».

Fonte: Mediaweek, David Fickling, 20/2/06

Os três

«La radio del futuro es una radio de mayor creatividad y de fabricación de nuevos mitos musicales para poder aplicar y exprimir esas enormes posibilidades que da la tecnología y los nuevos soportes. Todo se puede resumir en las tres "c": convivencia, compatibilidad y convergencia»

Javier POns in Martinéz-Costa, 2001: 118

A rádio do futuro não vive sem a voz

«Lo que diferencia a la radio de los soportes de audio es la capacidad de comunicar. Hoy se habla mucho de tecnología y se habla poco del factor humano. La radio va a sobrevivir a Internet si cuida e invierte en sus recursos humanos. Las empresas tienen que invertir en creatividad, en personas que tengan ideas, que tengan ilusión, que tengan capacidad de moverse y de mover a grupos de oyentes. Por lo tanto, cualquier evolución tecnológica es un complemento, un carril importante de velocidad pero que no supone por sí sola la creatividad y no reemplaza a las personas que hacen la radio y la radio en Internet. La radio se quiere constituir como taller y fábrica de contenidos de audio que el mundo digital demanda, es decir, la radio se está convirtiendo en una empresa proveedora de contenidos. ¿y quién mejor que la radio para explorar el audio en Internet? Hay que tener en cuenta que tras la explosión inicial de Internet, sólo sobrevivirán quienes tengan los contenidos. Y la radio va a ser una de los grandes generadores de contenidos para Internet».

Javier Pons, in Martinéz-Costa, 2001: 117

O perfil dos que usam LAD

« (...) a new study from BIGresearch, the market research firm, manages to flesh that MP3 user profile considerably, telling us just just how young, educated and wealthy these users are, as well as providing insight into their consumption habits.  (...) These details come from BIGresearch’s Simultaneous Media Survey, which surveys 15,000 consumers twice a year, asking them a wide variety of questions about consumer behavior. Mining down into the data shows more men than women use MP3 players. Some 64.4 percent of MP3 users are male. They tend to be younger, as noted. Nearly 80 percent of those who own MP3 players were 44 or younger, versus about 53 percent of non-MP3 users. Some 28.7 percent of MP3 owners were in the 25-34 age group, versus 18.1 percent. And 25.7 percent are between 34-44, against 21.8 percent for non-users. Despite their youth, MP3 users earn more, $67,854 a year versus $50,000 for Americans generally. Some 52.1 percent are from homeowner households. (...) Also interesting, the most influential media were traditional. Word of mouth was listed as the top influencer, at 54.6 percent versus 42.5 percent for non-MP3 users. Right after came an article on a product, at 46 precent versus 33.8 percent. Third came magazines at 43.5 percent versus 26.8 percent.» (fonte: Media Life, The less than glamorous MP3 user set; Forget the hype. They're much like all of us.», Feb 26, 2006)

O podcasting como negócio pode ser uma coisa séria

Corey Deitz: «Some may think that Podcasting is only for hobbyists and DJ wannabes. But, it may surprise you to learn that businesses – some very large companies – are either exploring or already Podcasting like IBM, RealNetworks, Oracle, Disney, and General Motors. »

E agora para o Edgard: «The 7 Deadly Sins of Commercial Podcasting»:

1. Podcasting Without a Plan

2. Podcasting Without Providing Unique Value

3. Podcasting Like a Broadcaster

4. Underestimating the Commitment

5. Believing That Talent and Expertise Don’t Matter

6. Being Seduced by the Age of Amateurism

7. Believing That the Playing Field Is Level

Plus: The Three Unpardonable Sins

8. Relying Primarily on RSS to Build an Audience

9. Believing That Format Doesn’t Matter

10. Overestimating Podcasting / Underestimating Podcasting

TV no telemóvel: o sucesso da Mobi TV

Excertos de um artigo do Courrier Internacional ("Telespectadores «libertam-se» da TV», publicado originalmente no The Washington Post e reproduzido no numero de de 24 de Fevereiro, nº 47):

«Os institutos de audiências ainda não tomaram em conta esta audiência em linha de um género diferente. Alguns indicadores parecem, contudo, provar que se assiste a uma derrapagem. Depois de ter posto em funcionamento este serviço, em Outubro de 2005, através da iTunes, a Apple vendeu mais de 12 milhões de vídeos telecarregáveis. A Mobi TV, fornecedora de televisão para telemóveis, afirma ter mais de 500 mil assinantes distribuídos pelos diferentes operadores. (...) Outro estudo indica que a nova geração de consumidores manifesta um interesse nítido pela televisão portátil. Segundo uma sondagem realizada pela Parks Associates, 48 por cento dos jovens entre os 13 e os 17 anos dizem-se dispostos a ver uma longa-metragem no telemóvel, contra 23 por cento das pessoas com mais de 55 anos 8...). Outras inovações técnicas e uma oferta mais vasta de opções deverão aparecer em breve, afirmam vários especialistas. «Cada vez mais, as pessoas querem poder ver o que lhes apetece em todo o tipo de receptores», assegura Mike McGuire, analista da Gartner lnc».

Video on demand; televisão no computador (ou em casa?)

Excertos de um artigo do Courrier Internacional ("Telespectadores «libertam-se» da TV», publicado originalmente no The Washington Post e reproduzido no numero de de 24 de Fevereiro, nº 47):

«Felizmente, há as novas tecnologias. Simmons descobriu como telecarregar os desafios de basquetebol a partir de «sites» como ESPN 360 e excertos da entrega dos Grammy no Yahoo. Grava séries no seu computador portátil. "Posso apanhar praticamente tudo o que quero", afirma.»

«Na segunda de manhã, vêem no computador excertos do famoso «talk-show» Saturday Night Live que receberam por correio electrónico. Em vez de esperarem pelo episódio da semana seguinte, os telespectadores podem ver séries inteiras numa única sessão; Outros percorrem rapidamente nove tempos de um desafio de basebol para apreciar apenas os melhores 15 minutos do encontro»

«Os institutos de audiências ainda não tomaram em conta esta audiência em linha de um género diferente. Alguns indicadores parecem, contudo, provar que se assiste a uma derrapagem. Depois de ter posto em funcionamento este serviço, em Outubro de 2005, através da iTunes, a Apple vendeu mais de 12 milhões de vídeos telecarregáveis»

«Para alguns, a possibilidade de suprimir a publicidade vale bem o preço de telecarregamento das emissões. «É uma das grandes vantagens: ver televisão sem intervalos para publicidade". salienta Jason Novak. Este interesse dos consumidores pelas novas formas de vídeo está mesmo a levar Hollywood a repensar os métodos "tradicionais de produção;A AOL, que tenta comercializar os seus próprios conteúdos multimédia, estabeleceu recentemente um acordo com a Mark Burnett Productions para produzir Gold Rush! [Corrida ao Ouro], uma emissão interactiva sobre uma caça ao tesouro, destinada a espectadores em linha. Para mim, o novo ’prime time’ situa-se entre as 9 e as 17 horas, porque é o horário em que um maior número de pessoas tem acesso a um computador», comenta Mark Burnett, cujas emissões-estrela incluem Survivor e The Apprentice».

«Agora, posso integrar a televisão no meu planeamento, em vez de a deixar ditar a utilização do meu tempo», explica Joseph La Rocca, quadro dirigente na National Retail Federation. Há cinco meses, ofereceu a si mesmo uma Slingbox, um aparelho que lhe permite gravar emissões em casa e retransmiti-las via Internet, para as ver a partir de outro local» [«Lançada no Verão de 2005, a Slingbox é já um dos produtos electrónlcos mais vendidos nos EUA, diz a revista digital ’Market Watch’. Parece uma grande tablete de chocolate e permite receber programas de TV onde quer que se esteja, desde que haja internet. A Sing Media deverá disponibilizar  nas próximas semanas um serviço para telemóVeis, através da rede Verizon«].  

Entretanto: «NEW YORK (AdAge.com) -- In this age of media on the go, consumers can get TV and video content for their iPods, laptops and cellphones. But the results of a study by Points North Group and Horowitz Associates found that consumers would really prefer to view TV shows the good-old-fashioned way -- on the TV set.

While 25% of Internet users surveyed expressed interest in watching downloaded TV shows and movies on their PCs, 38% of those surveyed prefered to watch that downloaded material on a TV screen. For 18- to 34-year-olds, there is even more preference for TV-set viewing: 68% would watch downloads on their TV while only 45% would watch on their PCs.

TV as hardware
“In this PC and iPod generation, consumers still want to watch TV shows and movies on a TV, whether the programs are broadcast or downloaded,” said Stewart Wolpin, senior consulting analyst for Points North Group. “And that’s the one piece of hardware where Web-based video is not yet available.”
» (fonte: Adage.com, «COUCH POTATOES WANT TO STAY ON THE COUCH; Survey Finds Consumers Prefer Viewing Downloads on TV», February 23, 2006, QwikFIND ID: AAR44K, By Leslie Taylor; http://adage.com/news.cms?newsId=48007)

O sucesso dos LAD entre os jovens

Dois excertos de um texto de Paula Cordeiro, «Geração iPOD: o que os jovens esperam da rádio», a partir de «The iPOD Generation: devices and desires of the next generation of radio listeners, The Knowledge Agency, 2004»

«a utilização do iPOD prende-se essencialmente com três factores: desejo de maior controlo no que respeita aos conteúdos musicais, tendência geral no sentido de utilização de tecnologias móveis e pessoais e uma última que diz respeito directamente ao interesse despertado pelo próprio produto. O estudo revela também que o iPOD é já um ícone em termos de status e tecnologia, sendo considerado um produto tecnologicamente brilhante, uma maravilha da técnica que permite guardar colecções pessoais na íntegra, numa caixa de reduzidas dimensões.»

«A mudança é clara: a ênfase passa do programador para o ouvinte, que toma todas as decisões. Contudo, esta geração continua a querer ouvir rádio, dado que a rádio continua a oferecer uma companhia única, que a música, só por si, não consegue. Os inquiridos explicaram que a voz humana consegue dar-lhes não só entretenimento, como algum conforto e a sensação de segurança, e usam-na, habitualmente, para os acompanhar enquanto desenvolvem outras actividades, como por exemplo,para actividades domésticas ou em viagem. Avançam igualmente a ideia de que a voz humana, através da rádio, consegue preencher o silêncio, revelando-se particularmente importante para uma geração que cresceu tendo como os media como companhia, além de que revelaram grande apetência para ouvir rádio nas suas deslocações diárias através do seu telemóvel»

O futuro da rádio está garantido se...

«El deseo de la audiencia de recibir una programación de radio de calidad seguirá intacto. Se trata de algo inmutable. Las personas se seguirán sintiendo atraídas por la naturaleza personal, relevante e "interactiva" del medio y las nuevas tecnologías aumentarán las oportunidades de alcanzar una verdadera interacción. Cuanto más consiga "dialogar" una emisora con su audiencia, más segura será su posición en el mercado de los medios de comunicación. La identidad local que una emisora proyecta a través de su programación en las ondas y su página en la red la mantendrá viva durante mucho tiempo en el futuro (...) En 1938 Norman Corwin, el legendario escritor americano de la radio, publicó una obra titulada Seems Radio is Here to Stay para la Columbia Broadcasting System (CBS). Creo que no me equivoco al decir que la radio estará aquí para quedarse en este nuevo siglo de potencialidades y promesas, siempre que recuerde que debe centrarse en sus formidables virtudes y atributos únicos».

Keith, Michael C. La radio en mercado global, apud Martinéz-Costa, 2001:105)

A programação local como resposta (???)

Uma das mais fortes correntes de opinião nos EUA reconhece que o satélite ganhará cada vez mais ouvintes/assinantes, até estabilizar numa percentagem de população interessada em receber -pagando - rádio sem publicidade.

Mas essa mesma corrente - em vez de se preocupar em combater a rádio via satélite - percebe que há uma área em que nunca serão concorrentes: a programação local. Seja por uma questão de limite tecnológico seja porque não faz mesmo sentido, haverá milhares de rádios nos EUA (onde todas são locais) que nunca irão para o satélite ou que nunca terão uma oferta semelhante no satélite. 

A programação local poderá continuar a dar aos habitantes de uma pequena ou grande cidade aquilo que só a rádio - por agora - pode dar: informação na hora, o tratamento de temas específicos, abordagens (em phone ins, por exemplo) muito localizadas.

A programação local, aproveitando as potencialidades de difusão da internet e do HD, pode continuar a seduzir muitos ouvintes. Mesmo que deixe o éter (não previsto nos EUA) - o que significa que o futuro da rádio (desta rádio) passa muito mais pela palavra do que pela música.

«Con la explosión de otras opciones de radiodifusión que vienen de lugares muy distantes y lejanos a través de Internet y por satélite, conseguir que el formato de una emisora sea lo más local posible parece ser la mejor estrategia que pueden desarrollar los canales de radio para seguir satisfaciendo sus nóminas y sus proyecciones de ganancias. Según un reciente informe publicado en Broadcasting & Cable, una de las revistas más importanres de esta industria, "los oyentes siguen valorando por encima de todo el carácter local de las noticias y de la información (...) Mark Edwards escribió en la revista profesional Gavin: "como emisoras debemos trabajar cada día para hacer que el lazo de unión con nuestros oyentes sea más fuerte. Lo que hagamos entre canciones será lo que distinga a nuestra emisora del resto de las emisoras, de las emisoras en Internet y de las emisoras por sarélite. Sin un elemento local, habrá poco que nos distinga. Si hay una emisara local (independientemente de dónde esté ubicada en el mundo) que no sea local y tópica, acabará fracasando". . " (Keith, Michael C. La radio en mercado global, apud Martinéz-Costa, 2001: 104/105).

A rádio é infinitamente adaptável ?

"A rádio é eternamente adaptável. Apesar dos desafios postos pelos outros medias, a rádio continua a ser popular por causa da sua capacidade de se adaptar às mudanças. Os deterministas tecnológicos podem apregoar que essas mudanças se devem aos avanços tecnológicos como a transmissão estéreo, o transístor e o uso do FM e as frequências digitais para melhorar a qualidade do som. Mas uma análise mais pormenorizada desses desenvolvimentos mostra que muitos já existiam antes de serem usados. O que provocou a sua utilização foi aquilo que Brian Winston chama de  ’supervening social necessities’ (1995: 68) que funciona como um acelerador dos desenvolvimentos dos media e da outra tecnologia". (Fleming,  2002: 25)

(tradução desta entrada)

E em 2007?

«a Deloitte espera ainda a televisão móvel decepcione, apesar de estarem previstos grandes investimentos em publicidade e várias promoções a esta novidade tecnológoca. “A aceitação dos clientes vai ser fraca e retardada.»

(previsão da Deloitte para 2006)

Pagar para ouvir na rádio?

Além do satélite norte-americano, a Deloitte diz que vão aparecer os serviços a pagar através da internet como tendência para 2006. Depois de ler este caso fico com muitas dúvidas de que seja uma tendência para 2006...

«A rádio seguirá o caminho percorrido pela televisão, à medida que o seu modelo de negócio evolui, deixando de depender da publicidade para passar a contar com a subscrição ou assinatura, revelou ontem um estudo da Deloitte sobre as principais tendências da tecnologia, media e telecomunicações para 2006.

Esta novidade na rádio vem proporcionar maior flexibilidade aos clientes e abre novas oportunidades para os operadores.
De acordo com o mesmo estudo, serão lançados novos mecanismos de distribuição do meio radiofónico, tais como serviços baseados na internet. Neste momento, existem já 12 milhões de assinantes norte-americanos de rádio por satélite e prevê-se que este mercado registe um crescimento de 35% até ao final da década
».

Quando todas as cidades forem assim...

...o rádio do carro será um computador, as estações présintonizadas os favoritos e deixa de haver limites hertzianos à escuta: posso ouvir a Rádio Macau em Vila do Conde! 

Vem isto a propósito da decisão da cidade de São Francisco de se tornar cem por cento wi-fi!

O trânsito vai deixar de ser um exclusivo da rádio

«In an online distribution deal, traffic content provider Westwood One and Wisconsin-based TrafficCast say they are providing integrated real-time traffic information for Yahoo via the online company’s Maps service. TrafficCast is a data company that offers predictive and flow traffic information.

"Our rapid integration with TrafficCast has created the single largest U.S. traffic information database for the U.S.," Pat LaPlatney, EVP of Westwood One, stated in the announcement. LaPlatney touted the combination of traffic speed, predictive traffic services and incident reporting the companies can offer together. They are marketing services to broadcasters as well as other users like governments, Internet clients, telematics/auto navigation systems and fleet managers. (...)»

(fonte RW on line, Westwood One, Traffic Partner Snag Yahoo Deal, 2006-02-23)