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Transistor kills the radio star?

«Os primeiros fenómenos criados na rede»

(DN, 24/9/06, DP, pág. 4)

- Os Gnarls Barkley conseguiram, inclusivamente, a proeza de permanecer por nove semanas consecutivas na liderança da tabela britânica de singles apenas com downloads do seu single de estreia Crazy. Antes, quer através da sua página no MySace, quer pelo seu site pessoal, foi criado um enredo à volta da personagem Gnarls Barkley que acelerou o interesse popular em torno deste projecto.

- Artic Monkeys, que conseguiram bater o recorde de vendas na semana de lançamento do seu álbum de estreia. lsto depois de a canção I Bet You Look Good on The Dancefloor ter sido difundida meses antes através do seu site e, também ela, atingido o primeiro lugar na tabela de singles inglesa.  

- Clap Your Hands Say Yeah

- Lily Allen pode ser considerada como uma vedeta precoce, mesmo antes da edição do seu primeiro álbum, muito graças ao milhão de vezes que Smile, o seu primelro single, foi objecto de audição.

«Estes foram apenas os artistas que por via digital conseguiram maior sucesso. O futuro encarregar-se-á de os eleger como pioneiros e de tomar este acontecimento numa banalidade tão grande quanto hoje é comprar um dlsco», diz Davide Pinheiro, DN , 24/9/06, «Os primeiros fenómenos criados na rede»

Lançar música no MySpace e escrever na página

(não é só aproveitar a página para lançar uma nova música; é também aproveitar a página para escrever e comunicar com os fãs)

«Former Pulp frontman Jarvis Cocker has released his first solo track on the internet. "Running The World" can now be heard on Cocker's MySpace page. The song was written a year ago on the night of the Live 8 concert."It's in no way critical of Geldof and co. but I remember thinking at the time: 'Where does engaging with these politicians/businessmen really get you?' — (12 months on & the cunts still haven't paid up as far as I can make out) — maybe the problem is something more… fundamental," Cocker writes on his MySpace page."Anyway, what do I know? I'm just a pampered rock star — but at least I think it's good to discuss this stuff. Don't you? Let me know what you think."(...)

fonte: «Jarvis Cocker Is Running The World With Solo Track», Wednesday July 05, 2006, ChartAttack.com Staff

Sobre o YouTube

- cerca de cem milhões de videos são vistos todos os dias

- entre Janeiro e Julho deste ano registou um aumento de trafego de 297%

- criado a 15 de Fevereiro de 2005 (activo o dominio YouTube.com);«Broadcast Yourself» é o lema da equipa que o criou

- todos os dias são colocados no site cerca de 20 mil novos videos

- 60% dos videos vistos on line são apresentados em youtube.com. «Um dos fundadores do serviço, Steven Chen, chegou a confessar àreuters que um dos ambiciosos objectivos do YouTube é poder apresentar aos seus visitantes todos os telediscos feitos até hoje»

(dados recolhidos em «A verdadeira televisão interactiva», DN, 24/9/06, Tiago Pereira

LAD são televisões

«A Amazon já vende filmes e programas de TV por download. A Apple também. Os novos leitores de música digital são pequenos televisores portáteis. Desta vez, a revolução não vai parar!»

fonte «A revolução digital que está a mudar o mundo», DN, Nuno Galopim, 24/9/06

Tudo devido à banda larga...

«Música vendida (ou oferecida) directamente do criador ao consumidor, sem editora envolvida? Um canal de televisão inventado e gerido por nós mesmos? Ver o último episódio do Perdidos na carruagem de Metro, a caminho do emprego, na manhã seguinte? Escutar o programa de rádio que se não pode acompanhar em directo, dois dias depois, mesmo fora do alcance do emissor? Comprar filmes directamente para o computador, por download? Estes e muitos outros sonhos de outrora são realidade. Uma realidade disponível a cada um, para tal bastando uma ligação de banda larga à Internet»

fonte «A revolução digital que está a mudar o mundo», DN, Nuno Galopim, 24/9/06

Videos da Warner chegam ao YouTube

«A Warner Music chegou a acordo com o YouTube para disponibilizar online a sua “biblioteca” de videoclips, marcando o primeiro acordo deste tipo entre uma empresa discográfica e um dos sites de maior sucesso na internet. Ao abrigo do acordo, os utilizadores do YouTube terão acesso ilimitado aos videoclips dos artistas da Warner, como é o caso dos Red Hot Chili Peppers ou Madonna. Além disso, estes poderão igualmente incorporar material retirado desses vídeos nos telediscos que forem criados e carregados no YouTube, sendo que, as receitas provenientes da publicidade inerente serão divididas entre as duas empresas.
O acordo em questão reflecte a divergência de opiniões na indústria discográfica em relação ao YouTube, uma empresa criada em Fevereiro de 2005, de cujo site são feitoscerca de 100 milhões de ‘downloads por dia’. Há duas semanas, a Universal Music, a maior empresa discográfica do mundo, ameaçou processar o YouTube por violação de direitos de autor, reclamando uma indemnização de milhões de dólares pelo material disponibilizado online sem consentimento.
Mas a postura da Warner é bastante diferente. No mês passado, a empresa norte-americana transformou-se na primeira editora discográfica a fazer parceria com o YouTube com o lançamento do primeiro canal da marca, onde a Warner está a promover o disco de estreia de Paris Hilton, “Paris”.
Segundo Edgar Bronfman JR., presidente executivo da Warner, “empresas como o YouTube deram origem a um diálogo bidireccional que promete transformar, para sempre, o universo ‘media & entertainment”.
Para o YouTube, este acordo representa uma tentativa de comercialização de um site, que se transformou no principal destino de todos os que procuram videoclips online, mas que, por outro lado, tem de apresentar receitas.(...)»
Números You Tube
-  100 milhões de ‘downloads’ por dia.
-  65 mil novos  videos por dia.
-  20 milhões de visitantes por dia.
-  70% são americanos, a maioria com idades entre os 12 e os 17 anos.
-  Há quem avalie o YouTube em 1,5 mil milhões de euros.

fonte: «You Tube? Warner também», Diário Económico, 25/9/06, Exclusivo Financial Times, Joshua Chaffin em Nova Iorque e Kevin Allison em São Francisco, Tradução: Pedro Evangelista

"Em 2020 o planeta estará ligado pela Internet"

diz um estudo divulgado ontem pelo Pew Institute, citado no artigo «estudo prevê que o mundo não será melhor em 2020, mesmo com a Internet», Público, 25/9/06 pag 21

A rádio em Portugal e o on line

«A rádio é hoje o media que em Portugal melhor explorou as potencialidades da Internet. A rádio conseguiu estabelecer quais os pontos de contacto entre as suas características inatas e as características oferecidas pela internet. A esse fenómeno não são alheios os modelos de negócio radiofónico (assente na publicidade), a facilidade de conversão e distribuição do sinal sonoro em formato digital e a acima de tudo a dimensão intimista da rádio, a qual se casa perfeitamente com a construção de redes sociais permitida pela Internet. A rádio e a Internet completam-se assim na procura de uma mais forte proximidade com aqueles que ontem, a ouviam, e hoje a ouvem mas também a vêem e interagem com ela: os ouvintes.» (uma das conclusões do estudo do Obercom, «As rádios portuguesas e o desafio do (on) line»

Outras formas de chegar ao sucesso (sem a rádio)

«Reza a lenda – ou, há quem diga, a manobra de marketing – que a então pouco conhecida cantora escocesa Sandi Thom ia a caminho de dar um concerto no País de Gales quando o carro avariou. Nesse momento, decidiu que a Internet seria a melhor forma de fazer a sua música chegar a todo o lado, sem se sujeitar às vicissitudes da vida na estrada: através de uma webcam, a partir do seu próprio apartamento, transmitiu uma série de 21 concertos para o mundo inteiro. Reza ainda a mesma lenda que a primeira emissão foi vista por 70 pessoas mas que, a meio desta sua digressão virtual, já se contavam mais de 160 mil espectadores on-line. Em três semanas, o fenómeno levou Sandi Thom a assinar contrato com uma multinacional, e, mal o single ‘I Wish I was a Punk Rocker’ foi editado (em Junho deste ano), subiu de imediato ao topo as tabelas do Reino Unido. Curiosamente, destronou ‘Crazy’, do projecto  Gnarls Barkley, o primeiro single a chegar ao número um dos tops apenas com base na sua distribuição digital (…).

Lily Allen (a chamada ‘Rainha do MySpace’, rede the net-friends e divulgação musical alojada em www.myspace.com, a que já aderiram músicos portugueses como David Fonseca ou os mais alternativos Linda Martini). Através da difusão da sua música on-line, criaram o seu próprio culto num meio em que o sentido de pertença a uma comunidade visionária é tudo»

 

Ana Markl, «As estrelas do ciberespaço», Sol/Tabu, 23/09/06, pág. 12 

Rádio, fonte primária de música

«There's a new survey available on Radio listening which was commissioned by American Media Services, a radio brokerage, engineering and developmental engineering firm in Charleston, South Carolina. (...) The survey found that Americans rate radio as their primary source to learn about new music. When asked which ways they learn about new music, 63 percent said by listening to the radio. In comparison, 43 percent said it can be through talking with friends, 41 percent cited watching television, 24 percent cited reviews in newspapers or magazines, and 16 percent cited the internet. (...) The telephone survey of 1,008 Americans adults was conducted Aug. 11-13, 2006, by the national polling firm of GfK NOP of Princeton, N.J. The survey is considered accurate within plus or minus 3 percentage points.»

fonte: Survey: 50% Haven't Changed Radio Listening Habits in Past Five Years, RadioABout, From Corey Deitz,09/18/06

Menos norte-americanos a ouvir rádio

«There's a new survey available on Radio listening which was commissioned by American Media Services, a radio brokerage, engineering and developmental engineering firm in Charleston, South Carolina. (...) Given the various new media to receive music and news, a little more than one in four Americans (27 percent) said they are now listening to the radio less than they did five years ago. About half (51 percent) said their radio listening hasn't changed during the past five years, and 21 percent said they are now listening more. (...) The survey found that Americans rate radio as their primary source to learn about new music. When asked which ways they learn about new music, 63 percent said by listening to the radio. In comparison, 43 percent said it can be through talking with friends, 41 percent cited watching television, 24 percent cited reviews in newspapers or magazines, and 16 percent cited the internet. (...) The telephone survey of 1,008 Americans adults was conducted Aug. 11-13, 2006, by the national polling firm of GfK NOP of Princeton, N.J. The survey is considered accurate within plus or minus 3 percentage points.»

fonte: Survey: 50% Haven't Changed Radio Listening Habits in Past Five Years, RadioABout, From Corey Deitz,09/18/06

O número de músicas em cada play list (França)

Do Observatoire de la radio 2004-2005, alguns dados interessantes sobre ascprincipais rádios musicais francesas:

A Nostalgie tem a play list mais extensa, com 585 temas; a Europe 2, a menor, com 199 canções. Outras rádios como a RTL2 (com cerca de 350) ou a funradio ou a NRJ  situam-se à volta dos 250 temas.

http://www.ipfrance.fr/doc/112276.pdf#search=%22observatoire%20de%20la%20radio%20%22

A perda de influência da rádio musical

[Médiamétrie results for November-December 2005] “The fall of the music radio, therefore listening of young people also worries us,” grumbled Radio France president Jean-Paul Cluzel, stating a fear common to all public broadcasters. “Today, radio is no longer the only hot media.” (fonte: Follow the Media,Nasty Trends for French National Radio, Michael Hedges January 22, 2006

(music channels down, youth channels down. Blame TV. Blame the internet.)

Audiências em França divididas entre casa e fora de casa

«Listening is roughly split between in-home (54%) and out-of-home (46%).» (fonte: Follow the Media, , Michael Hedges March 8, 2005) a partir do Observatoire de la radio 2004-2005 (http://www.ipfrance.fr/doc/112276.pdf#search=%22observatoire%20de%20la%20radio%20%22):

casa: 54%

carro: 26%

trabalho: 16 %

outros 4 %

Audiência de rádio desce em França

Em, Janeiro de 2006:

«Few French national networks were spared pain in the 126,000 Médiamétrie national survey of radio listening conducted 31 October through 25 December 2005. Listening to all radio dropped to 83.7% of the French population over 13 years of age from 83.9% in November-December 2004. Time spent listening also dropped, year on year, to 174 average minutes from 177» (fonte: Follow the Media, Nasty Trends for French National Radio, Michael Hedges January 22, 2006)

em Março de 2005:

«Quoting Médiamétrie surveys accumulated since 1992, 42 million people use radio each day, increasing 16% in 13 years.  Listening is roughly split between in-home (54%) and out-of-home (46%).» (fonte: Follow the Media, Observatoire de la Radio: Intensité et attachement, Michael Hedges March 8, 2005)

 

A blogosfera como um gigantesco boca-a-boca (poderoso instrumento de marketing)

«Hoje, com a Internet, este mecanismo é muito mais poderoso por diversas razões. Antes de mais o alcance, que o leva até milhões de pessoas a custos baixíssimos. Depois, a evidência de que a Rede é modelada segundo softwares e isto permite aos projectistas exercer um controlo preciso e monitorizar rodas as informações. (…) Por assim dizer, a blogosfera funciona como uma gigantesca Word-of-mouth network. Os blogues estão à disposição de todos, como o diário histórico dos feedbacks no eBay.» (50-51). Granieri não tem dúvidas ao afirmar que foi essa rede de boca a boca chamada Internet (e a blogosfera em concreto) que fez o sucesso de alguns grupos: «Graças à Word-of-mouth network houve grupos musicais que encontraram lugar e que sem os blogues provavelmente não teriam tido o mesmo destino. Desde o sucesso do desconhecido rapper Dizzee Rascal em Inglaterra, aos Radio Depts, aos italianíssimos Perturbazione, que acabaram por também abrir um blogue» (Granieri, 2005:63)

A blogosfera como espaço de evocação da democracia ateniense

defende Granieri (pag. 23 e 24).

A blogosfera potencia as redes sociais de conhecimento

«A difusão dos blogues «finalmente ligou» milhões de pessoas, convertendo-a de rede de conteúdos em infra-estrutura de discussão. Nesta perspectiva, os blogues são o anel que faltava entre uma aspiração planeada há anos e a sua realização prática. (…) Mas, diferentemente dos outros instrumentos, os blogues reagrupam os conteúdos por pessoa, fornecendo aos indivíduos um instrumento de identificação fortíssimo. Isto facilita a relação quer entre sujeitos que já se conhecem, quer com sujeitos que iniciam um novo contacto a partir do zero». (pág. 35)

 

Os blogues como espaço de reflexão comum

«Ponto de encontro entre redes sociais e tecnológicas, a blogosfera é uma rede de interacções intelectuais directas e navegáveis, resultado da contribuição gratuita, aberta e verificável das consciências e das opiniões de muitas pessoas sobre assuntos de interesse geral e em tempo quase real» (Derrick de Kerckhove, in Granieri, 2005:11-12)

GRANIERI, Guiseppe (2005). Geração Blogue, Presença, Lisboa

O que a rádio tem de bom é o que está entre as músicas

diz Mark Ramsey:

«(...) In a 1,000-person national study that his company did of people ages 12 through 54, just 11 people said they didn't listen to radio. "That's not altogether different than what Arbitron shows," he says. In fact, the national ratings service's numbers "are a little higher than that. But, still, more than 90 percent of people listen to the radio." He says a lot of people – in radio, other media and even in the audience – think that radio is like an iPod on shuffle. But he disagrees. "One of the key things that makes radio different from all these others and makes it stand out, and valuable, is the fact that there's stuff between the songs that people value," he says. "In fact, the loyalty to the stations, preference for those stations, is driven very much by what's between those songs. It's about connecting with other people. "That you cannot find on an iPod, you cannot find it on Internet radio, and, to a large degree, you cannot, with certain exceptions like Howard Stern, find that on satellite." (...)». 

Several other factors favor radio in the media wars, he says. Commercial radio is free and easy to access. It's a place where people tend to turn for new music. And the radio usually comes with something else such as a car, a clock or a stereo.