Blogia

Transistor kills the radio star?

Acesso à Internet cresceu mais de oito vezes na última década

«Os dados recentemente divulgados na 2ª vaga de 2007 do Bareme Internet, o estudo de base do Netpanel, contabilizam 3 898 mil indivíduos que costumam utilizar a internet. Este valor representa 46.9% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos.

 

A análise deste indicador ao longo da última década evidencia o elevado crescimento que tem registado entre nós, ao aumentar mais de oito vezes no período em análise. Os 5.6% de indivíduos que em 1997 acediam à internet passaram em 2007 para 46.9% - mais 738% do que então.

Neste período, o ritmo de crescimento da penetração da internet no nosso país situou-se nos 25.0% ao ano. Naturalmente, à medida que aumenta o número de utilizadores de internet, também diminui a sua taxa de crescimento anual, tendo-se observado 10.6% de crescimento de 2006 para 2007. »

fonte: 3,9 milhões de utilizadores de Internet Marktest.com, 26 de Fevereiro de 2008

Sobre as origens dos sites de 'social networking'

The first social network to be launched was SixDegrees.com in 1997. SixDegrees was the first site to allow users to list friends they may have in their own network. Although SixDegrees had millions of users, it ended up closing in 2000. It was unable to transform itself into a viable business. Between 1997 and 2001 there were many other systems that supported public profiles, and allowed people to show their list of friends. These included BlackPlanet, and MiGente however many of these were used as dating profiles.

It was not until the introduction of Ryze.com in 2001 that Social Networking Sites began to take off. Ryze was introduced by its founder to the San Francisco business community to people who then went on to invest in further Social Networking sites. According to Boyd and Ellison in their article entitled Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship the people involved in Ryze, Tribe.net, LinkedIn and Friendster were interlinked personally and professionally. However in the end they all went their separate ways.

fonte: The Origins of Social Networking, COM917J2 Blog 25/02/08

«Streaming - o futuro da rádio?»

«The SanFran MusicTech Summit is underway at the Hotel Kabuki. RAIN publisher and AccuRadio founder/CEO Kurt Hanson is scheduled to speak and moderate a 1pm (Pacific time) panel called “Streaming: The Future of Radio?” Panelists include SomaFM founder Rusty Hodge, Pandora CTO Tom Conrad, and KFOG-FM/San Francisco PD Dave Benson

A (escuta da) rádio (será) cada vez menos passiva

«O gratuito Meia Hora vai contar com um novo espaço que promove a ligação do jornal com o meio Rádio, tendo estabelecido para o efeito uma parceria com a Rádio Europa Lisboa. Publicada todas as segundas-feiras, a coluna «Rádio Blog», de autoria de Carla Hilário Quevedo, vai promover o debate e a participação do leitor, que comentará o tema da semana, quer por telefone quer por internet (blog). As opiniões serão também editadas e emitidas à sexta-feira no programa da Rádio Europa-Lisboa, que terá o mesmo nome da coluna do jornal «Rádio Blog». «Hillary Clinton» será o tema da primeira crónica, que envolverá os vários meios: imprensa, rádio e internet»

«O futuro é de graça»

«Martin Stiksel, Last.FM co-founder, said: "Free is the future, and this is signalled not only by the industry's growing acceptance of what we're doing, but more importantly, by the incredibly fast increase of users accessing music on Last.FM since we launched free-on-demand."»

«Uma pálida referência a uma mídia que se perdeu no tempo»

«O rádio, via internet ou satélite, virá tomar seu lugar, integrado a outras mídias, seguindo a tendência de convergência. Logo, as novas emissoras usarão o nome rádio apenas como uma pálida referência a uma mídia que se perdeu no tempo. (Kischinhevsky, 2007: 126)

A rádio como objecto de museu

«O rádio convencional, mais cedo ou mais tarde, se transformará num parente do antigo gramofone, um símbolo de um período, objecto destinado à exposição em museus» (Kischinhevsky, 2007: 126) 

A rádio na internet será menos dada à concentração?

Haverá sempre concentração e por muito que se diga que existem alternativas, a concentração de meios tornará uns espaços mais procurados do que outros. mas enquanto a internet se mantiver desregulada, e for cada vez mais facil (finaceira e tecnicamente) criar espaços alternativos na net, parece certo que esta será menos concentrada do que acontece com os meios classicos (e respectivos oligopólios de comunicação, entretenimento e cultura). Será, assim, mais fácil, provavelmente, encontrar diversificação de oferta, de programas para minorias, cuja rentabilização não permitiria a sua transmissão hertziana ou mesmo em suportes digitais como oDAB, mas que podem existir na net dependendo de muito poucos meios (humanos e financeiros). Os podcasts são um bom exemplo dessa ausencia de regras

Limites à interactividade (e à ideia de 'um novo homem')

Mesmo que a rádio não tenha explorado todas as potencialidades abertas por exemplo pelo uso do telefone, em articulação com a interactividade, a verdade é que a tecnologia não é potenciadora dessa interacção. ao contrário da internet, cujas potencialidades neste capitulo são - tendencialmente - infinitas.

Acontece que o facto de a tecnologia ser tendencialmente interactiva não significa que venha a ser explorada na íntegra. Os utilizadores no limite precisarão de um mediador. e a existencia de um mediador desequilibrará a relação. Poder-se-á falar em consumir-produtor, mas não só nem todos os consumidores serão tambem produtores como poucos serão aqueles que terão uma actividade regular. Ainda assim, nada será como antes. Há uma nova hierarquia, há novo sentido na comunicação, há novas centralidades a intervir, que não a do classico gatekeeper E se antes eram os meios a ignorar - muitas vezes deliberadamente (por exemplo, quantos divulgavam o seu numero de telefone para receber as queixas/contribuições dos ouvintes) - as potencialidades de interacção, neste novo cenário, são os meios (enquanto se estruturarem já não com gatekeepers mas com mediadores) a incentivar/a pedir essa participação. E haverá muitas maneiras de o fazer - de quase 'compelir' o ouvinte a faze-lo. E isso leva a que haja quem entenda que apenas muda o sentido, mas que continuam ser os meios a controlar tudo (ver por exemplo Dênis de Moraes, O Planeta Mídia: tendências da comunicação na era global, Letra Livre Editora, 1998). ou que se acentuarão as desigualdades mediáticas e sociais.

A interactividade é uma moda? «Nas emissoras de TV por assinatura, a tendência da interatividade decepcionou, até o momento, os que apostaram num meio mais democrático do que a TV aberta» (Kischinhevsky, 2007: 80 ). Mas isso só prova que haverá momentos para tudo, que o utilizador não quer ser sempre activo, que quando se senta no sofá quer ver um bom programa, e se isso significar mexer o menos possivel no comando remoto melhor. Os velhos habitos não desaparecerao, coexistirão com os novos (no caso da rádio, será relevante observar outra coisa: até que ponto os velhos habitos despertarão massa critica suficiente para continuarem a ser comercialmente viáveis).

«A indústria terá de apresentar soluções criativas para não perder audiências e/ou telespectadores, cada vez mais sofisticados» (Kischinhevsky, 2007: 81)

«Embora reconheçamos as conquistas desse novo receptor e descartemos a visão reducionista do imperialismo cultural, devemos acompanhar com atenção os movimentos das indústrias da comunicação e do entretenimento, cada vez mais imbricadas. E estas indústrias sofreram, a partir dos anos 80, um processo de concentração sem precedentes, que ameaça a diversidade na oferta de conteúdos»  (Kischinhevsky, 2007: 82) 

Pode haver outras explicações, mas os grandes planos divulgados na segunda metade da decada de 90 pela empresa WorldSpace para construção de uma rede global de radiodifusão via satélite (envolvendo gigantes japoneses da tecnologia) desapareceram. É que apostar com grandes investimentos em rádios que, embora tenham a vantagem da escala (uma emissão global para todo o planeta) significa recusar as potencialidade de intercação. «(...) a possibilidade de interação dos ouvintes nesse novo rádio digital via satélite é virtualmente nula. Com a defasagem de sinal, aé as formas convencionais de participação - debate ou entrevista ao vivo, por telefone - ficam inviabilizadas. A convergência tecnológica pelo menos de acordo com a visão atual da indústria de radiodifusão, vai de encontro aos ideais de livre difusão da geração podcaster. O que talvez explique sua lenta aceitação»  (Kischinhevsky, 2007: 124) 

(5.0) «A lenda do ouvinte passivo»

A propósito de um capitulo do livro de Kischinhevsky (2007: 67- ), a que chama de «A lenda do ouvinte passivo» (reconhecendo que está numa posição subalterna), algumas ideias:

- defende-se neste trabalho que a rádio remete o ouvinte a uma extrema passividade. Isso por vezes interessa, para potenciar a acumulação, mas a rádio não foi capaz de tecnica e conceptualmente perceber - nem que seja pelo exemplo do controlo remoto na TV - que o ouvinte tambem quer agir, controlo.

- controlo não é procurar alternativa no caso de não gostar (quantas opções tem? a variedade é real) nem muito menos desligar - que é tornar.se não-ouvinte;

- mas não se defende aqui uma visão conspirativa da recepção passiva (motivada por interesses mais ou menos obscuros das industrias e dos governos, sobretudo dos Estados Unidos, como acontece sobretudo com Armand Mattelart ou Herbert Schiller, além de varios autores latino-americanos a expressão de Kischinhevsky, «a mesma lente de lavagem cerebral ideológica» [70], inspirados certamente em Adorno). A recepção passiva resulta principalmente da plena adequação da rádio ao seu novo papel de escuta secundária (em acumulação - correr, conduzir, estudar),. transformando-se num modelo de sucesso. Não vamos ao ponto de defender que o ouvinte é«um ser submisso, passivo, que consome qualquer tipo de emissão sem se dar conta dos engodos que lhe são impingidos» (71), mas é verdade que o ouvinte - por falta de alternativa - acomodou-se. Passivo sim, submisso não. como demonstra o interesse despertado pela internet e a quebra nas audiencias da rádio ao longo dos ultimos anos. Estamos, pois, mais proximos daquilo que defende Ciro MArcondes Filho (o  receptor mantem-se refem da ideologia veiculada pelos meios de comunicação) (71)

- por outras palavras recusa-se aqui a ideia de dominação por parte dos grandes interesses ou dos ouvintes anestisiados/hipnotizados: «teorias que fizeram muito sucesso especialmente nos anos 70, quando falar em comunicação era falar em dominação; basta substituir os horrorosos extraterrestres por gordos capitalistas e, voilá, estará caracterizada a sociedade subjugada pelo "imperialismo cultural" norte-americano. Nesses estudos, engendrados a partir das idéias da Escola de Frankfurt e renovados pelo conceito de idelogia desenvolvido por Althusser, o receptor era um ser anestesiado por mensagens sub-reptícias, narcóticas, de conformismo, conservadorismo, autoderrotismo, romantismo, providencialismo, em suma, estímulos à sujeição diante da ordem estabelecida» (2007: 68), tambem porque, como diz o autor, «a indústria da comunicação e do entretenimento está longe de ser um bloco monolítico como podem nos fazer pensar alguns dados quantitativos» (70) TEORIAS

- contra «a concepção hegemônica ainda [é a] mecânica, que pressupõe a existência de um emissor todo-poderoso, transmissor de mensagens de significado fechado, prontas, para o consumo de um receptor sem rosto, sem gosto, sem vontade, incapaz de reagir. Nesta hipótese, amplamente disseminada não há espaço para trocas, intercâmbios, interpretações» (72); ou seja, «a recepção é apenas um ponto de chegada, à própria educação ilumínista, em que o receptor é uma "tábula rasa", um recipiente vazio, pronto a ser preenchido pelos ensinamentos do professor-emissor.» (72-73)

- tambem nunca terá total liberdade de escolha, como defende Jesus Martín-Barbero (74; A america latina e os anos recentes)

A visão destorcida de Adorno e Horkheimer

«O rádio era petulante: colocava em pé de igualdade, diante de um concerto de música clássica, tanto o operário maltrapilho quanto o bem nutrido capitalista. O paradigma destes estudos foi estabelecido pela chamada Escola de Frankfurt. Dois de seus maiores expoentes, Adorno e Horkheimer, em seu texto mais disseminado, não poupavam de criticas o novo meio, do qual ressaltavam o caráter totalizante de nas operações discursivas: 'o concerto de Toscanini transmitido pelo rádio é, de certa forma, invendável. É de graça que o escutamos, e cada nota da sinfonia é como que acompanhada de um sublime comercial anunciando que a sinfonia não é interrompida por comerciais - 'this concert is brought to you as public service'. A ilusão realiza-se indiretamente através do lucro de todos os fabricantes de automóveis e sabão reunidos, que financiam as estações, e naturalmente através do aumento de vendas da indústria elétrica que produz os aparelhos de recepção. O rádio, esse retardatário progressista da cultura de massas, tira todas as conseqüências que o pseudomercado do cinema por enquanto recusa a este. A estrutura técnica do sistema radíofôníco comercial torna-o imune a desvios liberais como aqueles que os industriais do cinema ainda podem se permitir em seu próprio setor. Ele é um empreendimento privado que já representa o todo soberano, no que se encontra um passo à frente das outras corporações. Chesterfield é apenas o cigarro da nação, mas o rádio é o porta-voz dela» (Adorno e Horkheirner, "A indústria cultural- O esclarecimento como mistificação das massas". In: Dialética do esclarecimento.) (Kischinhevsky, 2007: 18-19 ) 

Diversificação da sociedade comprometida com o fim da rádio?

«Em que nível a diversificação da sociedade estará comprometida com a extinção de um rádio convencional, AM/FM. Um meio em que os segmentos mais humildes da população puderam se reconhecer e no qual, como jamais havia ocorrido em outras mídias, puderam ver projetados seus sonhos, angústias, esperanças, diferenças e semelhanças. Em suma, suas vidas. »

(Kischinhevsky, 2007: 16)

Uma tecnologia não anula a outra? (o vinil)

«Uma tecnologia não erradica necessariamente a outra, emhora possa tomar espaços e atenções das mídias já existentes. Mas podemos tomar como exemplo os discos de vinil, que, no espaço de poucos anos, foram transformados em sucata (ou, na melhor das hipóteses, itens de colecionador), graças a um inédito acordo entre as grandes corporações da indústria fonográfica. Acordo esse que estabeleceu hábeis estratégias para conquistar a adesão do consumidor a uma nova tecnologia, digital, enbora de qualidade nem sempre superior à dos antigos long-plays analógicos.«(KISCHINHEVSK, 2007: 14).

e o DAT da sony, que não se impôs como substituto da cassete analógica, acabando por desaparecer.

KISCHINHEVSKY, Marcelo (2007). O Rádio sem onda, Rio de Janeiro: e-papers

GB questiona-se sobre o futuro digital

«There are in fact three forms of digital radio. DAB is compatible with mobile phones and good for portable radio sets and - in theory -cars, although no carmakers install it yet. Lots of people listen to radio via their TVs through their Sky or Freeview boxes because it's easy to use the remote control and saves buying another piece of kit. And others like to listen via their PC, where digital radio is broadcast via the internet. Virgin Radio chief executive Richard Huntingford says: "Radio will become a digital medium, but it's a brave person in these early stages that decides which platform it is that consumers are going to adopt." (...) Broadband has its transmission costs too, and unlike DAB, the more listeners you have, the more it costs to reach them. Oneword spent £15,000 a year streaming over the web to 50,000 listeners. Classic FM has 5.6m listeners. If each of them tuned in online, the transmission cost would be well over £1.5m. But broadcasting to digital radio sets is still too expensive. To bring the price down, say those companies still in digital, the broadcast map must be restructured. Ofcom needs to reshuffle the way spectrum is allocated so that there are fewer transmission points. At the moment, regional broadcast licences overlap with local ones, and there are too many slots for too few stations. At the same time, in some areas there is undersupply, and a number of popular small town stations can't find room on their local digital service. John Myers, chief executive of the Guardian Media Group's radio business, says digital may have a future, but it needs surgery. "Everyone is committed but there has to be change. We will only know for sure if there is a future for DAB if people want it without fear of loss of licence." The medium has a future, but it requires lower transmission costs, better content and better marketing. Without these changes, the only sound coming out of Britain's digital radio sets will be birdsong» How radio killed the digital star Telegraph17/02/2008

Tudo isto será o que a Internet vier a ser (3.0)

Fala-se numa web 3.0 (semântica?), que corresponderá à terceira década de existência, e será mais inteligente do ponto de vista dos computadores na relação com os conteudos (capazes de interpretar o significado de cada página?)

Serviços de subscrição musical ou pirataria?

«There's Slacker's WiFi Net radio player which is mobile. It has a four inch screen that pushes the Internet radio stream to the player because it is able to cache stations on flash memory -- works when WiFi doesn't. It's built to fail, however. The service is free but you have to pay -- here we go again -- $10 a month to get unlimited skipping, no ads and option to save songs.

There is persistent thinking that free trumps paid -- and that subscription services delivering millions of tunes will be a clear winner with the next generation. But to date, music rental services have not been all that popular. Stealing music is still the number one means of acquiring songs and that when music is purchased it is bought through the intuitive interface at the iTunes store.» Jerry Del Colliano, Free Music vs. Subscription 7/02/08

O HD é incompatível com a(s exigências da) geração iPod

« Unplug your HD equipment and make a door stop out of it. Move your emotional and financial efforts to something that has a chance to work with the next generation. Sub-channels on a band where you have no chance of attracting the next generation makes no sense.

8. This is my favorite – and I’m thinking of getting into it with partners – develop the podcasting business. Podcasting is the new radio. It allows a generation that wants control of its content to start, stop, advance and enjoy content on demand – a prerequisite. No, I’d start 100 podcasts in a single genre that I could monetize (example: podcasts that appeal to 18-34 year old males, etc). Again, the consumers would not necessarily know I also own radio stations because starting now, I’m in the content business not the tower and transmitter business. The marketing of these podcasts to the next generation will also take some innovative thinking. Perhaps we can get into that in the future.»  Unplug your HD equipment and make a door stop out of it. Move your emotional and financial efforts to something that has a chance to work with the next generation. Sub-channels on a band where you have no chance of attracting the next generation makes no sense. Jerry Del Colliano, Saving Radio, 21/02/08

Apostar nos conteúdos mais locais (a partir da net)

«Get into the local content business. I’d start a website with music, social networks, artist interviews and other embellishments for every college and high school in your terrestrial listening area. Radio folks would do it the other way – one website for all local colleges. Radio works best when it is local. The Internet is your friend. It enables you to reach out to markets that may not ever listen to your terrestrial stations. After that expand by interest or social group. Impossible? Costly? It’s being done all the time in the Internet world by young entrepreneurs on what even today's radio would consider chump change. (...) 4. Start your own Internet-based record labels. That’s right. I’d do this in a Hoboken heartbeat. The big four labels are coming after radio in an effort to repeal the performance tax exemption. If I told you that the young people I meet on campus would rather listen to independent artists in many genres, would you believe me? They want less repetition. They want more discovery. This could be easily done on Internet streams. And you don’t have to – and shouldn’t even want to – link the names to your radio stations. There is no magic in making everything you touch B-93 or whatever your brand is. And the label? You take music submitted by artists who will waive their rights fees and make it available in a stream and purchasable by download. Split the profits. Drive those greedy record labels nuts.» Jerry Del Colliano, Saving Radio, 21/02/08

»

O HD não funciona na Europa? Na Suiça funciona

«With respect to digital radio, Europe is known as a 100 percent DAB Eureka-147 area, and the image of in-band, on-channel digital in Europe is very poor. Unproven arguments against IBOC are disseminated, like “technically not feasible in Europe because of many differences in the FM system,” and there is confusion of FM with AM HD Radio questions. Based on large DAB investments and a European digital FM system (DRM+) on its way to finalization, it is understandable no one is really interested in a “foreign” FM digital alternative. However, not even one European country has a commercially profitable DAB operation yet (with the eventual exception of the United Kingdom, where there is the chance to become profitable some years from now; CGap, the biggest U.K. operator predicts “digital break even” for 2010). Moreover, some thousands of local and regional (single-program) broadcasters are no longer so sure that a multiplex technology is the proper solution for them; perhaps more feasible and economically viable systems with a slow evolution path to digital should be found. That’s why the Swiss Federal Office of Communications (OFCOM) and the Association of Private Broadcasters (VSP) started to support our initiative to do some HD Radio field trials, and to follow any other kind of FM digital system that could be an alternative. The Swiss OFCOM granted the first European HD Radio test license at the end of 2005 for two years to Ruoss AG/Radio
Sunshine
. This license was extended until the end of 2008, and a total of three different frequencies are now allowed to be tested simultaneously.

Since field testing began, and especially after the successful HD Radio days in Lucerne in October 2006, HD Radio has begun to gather a lot of positive interest in Europe. The “false statements” about HD Radio have started to fade away, piece by piece. A good example of such false statements was that European FM deviation will have to be reduced below 50 kHz peak deviation, and the audio multiplex power to –6 dBr, to make it work. This argument has now completely disappeared. »

fonte: «Radio Sunshine HD Tests Successful by M.A. Ruoss Publication:RWM; Date:Feb 20, 2008; Section:Cover; Page:1