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Transistor kills the radio star?

Downloads pagos estão a ser investigados

O Ministério Público dos EUA está a investigar as editoras (e a sua ligação ao iTunes) por suspeitas de concertação de preços (os famos $0.99):

"New York Attorney General Puts Microscope on Paid Downloads

New York attorney general Eliot Spitzer is now shifting his focus from payola to paid downloads. Most recently, Warner Music Group confirmed a probe into the matter. "As part of an industry-wide investigation concerning pricing of digital music downloads, we received a subpoena from Attorney General Spitzer’s office as disclosed in our public filings. We are cooperating fully with the inquiry," WMG spokesman Will Tanous confirmed to Reuters just before Christmas. Labels EMI, Sony BMG, and Universal Music Group have also reportedly received similar subpoenas. The investigation comes ahead of a licensing renewal with Apple, which had been viewed as an opportunity for labels to raise the 99-cent “sweet spot” download rate."

 

Um caso isolado ou o princípio do...?

O Parlamento françês decidiu mudar, à última hora, o rumo de um projecto-lei sobre protecção dos direitos de autor, que visa transpor para aquele ordenamento jurídico a directiva europeia com o mesmo tema, ao introduzir-lhe emendas que legalizarão a cópia ilimitada de ficheiros entre utilizadores individuais, em troca do pagamento de um determinado valor que cobrirá os preços de licença.

Aprovada com 30 votos a favor e 28 contra, a emenda introduzida estabelece que "os autores não poderão impedir a reprodução das suas obras independentemente do seu formato num serviço de comunicação online quando estas são adquiridas para uso pessoal e não com intenções comerciais, directas ou indirectas". "

Tudo aqui: "Projecto-lei do Governo françês prevê partilha ilimitada de ficheiros online", 2005-12-23 16:39:00, Casa dos Bits

A cultura «iPod»

Por uma curiosa coincidência, no mesmo dia, na mesma cidade (Lisboa) vi duas vezes a mesma situação: no bar de um hotel de luxo e num restaurante, a música ambiente era (é) assegurada por iPods.

Em ambos os casos, os responsáveis pela animação desses espaços entenderam substituir os CD (originais ou regravados) por músicas passadas virtualmente para os iPods - o que lhes garante, num espaço mais pequeno, uma selecção muito mais vasta, sem problemas de armazenamento e possibilidades de selecção mais vastas.

O iPod veio para ficar.

A propósito: "Até que chegou o "I-Pod". Ou melhor: chegaram os meus amigos e os seus I-Pod’s, cada vez vez mais potentes, cada vez mais atraentes, e tudo o que o sempre sonhei num objecto do tamanho de um maço de cigarros, milhares de músicas, a possibilidade de as ouvir como eu bem entendo a cada momento, a ligação imediata a quaisquer colunas ou ao fanhoso som de um computador, enfim, o sonho de uma vida transformado em realidade" (Pedro Rolo Duarte, DNA  23/12/05, "As mesmas canções")

Mais: "according to a survey of consumer household technology purchase intentions by Ipsos Insight, the U.S. survey-based market research group. Almost a quarter of respondents (22%) anticipate buying a portable MP3 player or lower-storage Apple iPod Shuffle or iPod Nano (to use primarily for music) in the next three months, and 14% are interested in buying a portable multimedia device, such as the 30GB or 60GB iPod, Sony PSP, Creative Zen, or iRiver devices." (via Obercom)

 

Descarregamentos ilegais aumentam...

"(...) apesar da indústria fonográfica fazer campanhas contra a pirataria de música, mais de metade dos utilizadores ainda descarrega canções a partir da internet. Os indicadores, a partir de um inquérito feito pela empresa Mori para o fornecedor de internet AOL UK, e realizado no Reino Unido, apontam para um aumento de descarregamentos (download) de 5,7 milhões em 2004 para 24 milhões este ano."

(via Indústrias Culturais)

... MAS PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA MUSICA ONLINE

"
O sector do áudio tem considerado a partilha de ficheiros uma séria ameaça à sua sustentabilidade. No entanto, as opções oferecidas pelo file-sharing podem ser vistas como um elemento dinamizador do negócio da música online.

De facto, de acordo com o estudo “Consumer Taste Sharing is Driving the Online Music Business”, levado a cabo pelo Berkman Center for Internet and Society (Harvard Law School) e pela Gartner Inc., cerca de um quarto dos utilizadores frequentes de música online considerou a possibilidade de partilhar música com outros, um factor decisivo aquando da selecção de um serviço de música online.

Além disso, espera-se que em 2010 cerca de 25% das transacções de música online sejam o resultado de partilha de opiniões e ficheiros entre utilizadores, através de elementos tais como a publicação de playlists ou ferramentas de avaliação dos diversos títulos. Tal situação resultaria, de acordo com as conclusões do estudo em análise, da enorme quantidade de ficheiros disponíveis para download na Internet, e do facto do consumidor necessitar de elementos de orientação para encontrar títulos que estejam de acordo com as suas preferências e expectativas, sendo a opinião do grupo de pares decisiva neste âmbito.

(

Partilha de Ficheiros pode Impulsionar Indústria da Música Online, OBercom, 22/12/05)

"Para quando programas da RDP em 'podcasts'?"

"Em Portugal, o principal acervo de conteúdos de rádio é o arquivo da RDP que, além dos programas da própria estação, alberga o que se conseguiu salvar do arquivo do antigo RCP, da Rádio Comercial e de outras emissoras. Jorge Guimarães Silva, autor do blogue A Rádio em Portugal, a propósito do exemplo da BBC, já chamou à atenção para a importância desses valiosos conteúdos e do interesse em serem disponibilizados ao público. Então de que é que a Rádio e Televisão de Portugal está à espera? Por que motivo não se põe o melhor desse inestimável património fonográfico à disposição dos ouvintes, quer sob a forma de edições discográficas quer nos emergentes ‘podcasts’?"

Quando o protagonismo da rádio não era bem assim...

A rádio, um pouco por todo o lado, ganhou alguma importância e manteve-se como meio mais influente até a televisão se democratizar. Terá acontecido isso em todos os países - o que variou foi o momento em que isso aconteceu.

Se no Estados Unidos esse domínio durou apenas duas décadas (ou menos), quanto menos desenvolvido é o país, mais a rádio assume protagonismo. Até que a televisão toma conta de alguns domínios que a rádio explorava e ela se assume sobretudo como meio secundário. Parece-me que esse tal protagonismo da rádio - e acabo de ler no Courrier Internacional nº 37 (16/12/05) um artigo sobre a importância da rádio Studio Ijambo na pacificação do Burundi - é sempre um extra, uma função provisória, algo que faz por ausência dos restantes meios.

A rádio vive(rá), nos EUA ou no Burundi, como meio secundário.

Para a história das audiências de rádio (a partir dos EUA)

As medições, muito experimentais, na rádio comercial começaram em 1936 com  entrada em cena  do invento de Arthur Nielsen’s, o audimetro. Em 1942, a Nielsen lançou o “Nielsen Radio índex”, baseado nesse audímetro e usando uma amostra nacional de 800 casas (http://www.nielsenmedia.com/history.html)

Na altura tinha a competição da C. E. Hooper Inc., cujos "Hooperratings" tinham entrado ao serviço em 1934. Mas em Janeiro de 1950 foi anunciado que a C. E. Hooper vendera os seus sistemas de medição nacional à Nielsen. Esta acabou por se desfazer do sistema de medição nacional em 1963, sobretudo porque o sistema se mostrou incapaz de medir a proliferação de rádios locais entretanto surgidas (fala-se na altura em congestionamento do espectro). "La empresa «C.E. Hooper Rating» utilizó el método telefónico aleataría hasta los años sesenta, antes de desaparecer, víctima de su incapacidad para proporcionar cifras de demografía o de «cúmulo» [audiência acumulada]", diz Eric Norberg, Programación radiofónica: estrategias y tácticas, IORTV, Madrid, 1998, pág. 128.

Antes, contudo, em 1955 a Nielsen fizera complementar o seu sistema de audímetros com os “diários” escritos por pessoas seleccionadas em diversos pontos do país (e não apenas das grandes cidades).
Foi este aliás o método que veio dar à Arbitron, criada em 1949 como “American Research Bureau” o triunfo no mercado: especializou-se em rádios locais, mais do que em redes nacionais de programação; ainda hoje os diários são utilizados.

Fonte principal: Elizabeth McLeod (Radio Ratings), 20/02/02 http://members.aol.com/jeff560/am13.html

Expectativas para 2006 (com o iPod...)

Fitch Ratings, Parks Associates See Negative Outlook For Radio In '06
December 9, 2005

Fitch Ratings has released a report on U.S. broadcasting revenue for 2006, and doesn't have very high hopes for radio's cash flow. The company predicts "low, single-digit revenue growth" next year for radio, with "high, but pressured margins." The agency expects "meaningful portions of local advertiser's budgets" to go towards radio in the near future, however the industry "continues to be threatened by secular shifts related to the proliferation of other advertising mediums and the growth of satellite radio and personal music devices."

In the Fitch report, Clear Channel's much-vaunted "Less Is More" initiative is described as "still unproven," but the agency will continue to monitor its progress. Additionally, Fitch believes that new technology such as satellite radio and iPods will have far less effect on the revenues of News, Sports and Spanish language stations. And HD Radio will also bring new growth opportunities for broadcasters.

In another new report, Parks Associates looks at ad spending for the rest of the decade and seeing major growth in Internet advertising, at the expense of other media. The agency predicts Internet advertising will account for 10 percent of total U.S. ad dollars spent by 2010. Additionally, almost 21 percent of Internet users reported that Internet advertising was the most relevant ad form to them, ahead of radio, newspapers and other traditional outlets. "Traditional media companies are fully aware of this ongoing change in the advertising industry," said analyst Harry Wang. "The Internet has altered the standard for the entire ad world, and traditional media have to respond by making their media platforms more interactive and results-oriented."


Clear Channel decidida a avançar com sistema próprio de medição

O mercado radiofónico olha com descrédito a ideia da Clear Channel, o segundo mais grupo de rádios dos EUA, de avançar com um sistema alternativo de medição electrónica, à margem daquele que a Arbitron está a testar com o PPM.

Preocupada com os atrasos e convicta de que as medições electrónicas mostrarão que há mais ouvintes na rádio (e mais publicidade...), a Clear lançou um concurso para criar um sistema próprio de medição. Responderam sete empresas, entre elas a própria Arbitron (que já se manifestou contra a ideia; mesmo assim...).

As sete seleccionadas são: "Arbitron, Integrated Media Measurement, MediaAudit/Ipsos, Mediamark Research, Paladin Adsolutions, RadioStat e Simmons".

Each of the final proposals selected share common characteristics,” added Jess Hanson, Senior Vice President of Research for Clear Channel Radio. “The potential to provide information that is more accurate and timely than the current diary system, as well as the ability to gather radio listening data in a more ‘real life’ setting than a recall based methodology can. All finalists share the capability for multi-media measurement.”

A Clear Channel anuncia para 3 de Março do próximo ano uma decisão sobre as empresa e os métodos escolhidos à terceira fase, seguindo-se um período de testes, que está anunciado para a Primavera. A expectativa da Clear é que o sistema esteja no terreno no final de 2006.

Mais: pormenores sobre o sistema proposto pela Media Audit/Ipsos. "The companies’ system uses two types of software to measure listening: an encoded watermark embedded in a station’s signal and an audio matching technology that measures stations that are not encoded. A Smart Cell Phone that uses Ipsos’ software monitors its user’s exposure to various forms of electronic media will track these signals."

"According to CC's RFP, a rival service would have to fund a major demonstration of its service in the U.S. marketplace. The RFP also stipulates Media Rating Council accreditation, which means the ratings service has to have all its procedures and rules in place in order to undergo an audit. Arbitron is due to complete the second phase of the MRC's audit of the PPM this month, with final results expected sometime in January."


 

O estado da rádio (hertziana) nos EUA

"As I think we can all agree, commercial broadcast radio in the United States, for the most part, sucks. AM radio has been relegated to talk and FM stations play music — of sorts. Stations are Xerox copies of similar stations, playing the same songs over and over again", diz Gary Krakow, colunista da MSNBC, neste texto "New radio formats sacrifice sound qualitity; End of radio? Banish bad radio instead!" (Updated: 5:41 p.m. ET March 17, 2005)

A deficiente qualidade do som via satélite

"Satellite radio sound is, at best, barely passable. That’s because your satellite service provider sends only one digital signal to your receiver. The receiver then splits that signal into hundreds of audio streams: some, for voice, very narrow; others, for music, a little wider. I’ve been told these streams run from a few kbps for voice to something like 30 to 60kbps for music."

By Gary Krakow, Columnist, MSNBC, Updated: 5:41 p.m. ET March 17, 2005

Teste ao primeiro receptor HD: bom som

"My immediate first impression is that satellite radio broadcasters better start worrying", diz Gary Krakow, que esteve nos ultimos dias a testar o primeiro receptor de HD, o Boston Acoustics’ Recepter Radio HD. As impressões foram boas. A ponto de Krakow dizer que "Howard Stern might be leaving terrestrial radio at the wrong time. With the release of the first real digital AM/FM radio receiver, satellite radio may have some real competition to worry about."

in Digital AM/FM challenges satellite radio, MSNBC, Updated: 8:41 a.m. ET Dec. 16, 2005

Suécia sem DAB

O governo da Suécia anunciou que não vai promover a digitalização da rádio hertziana através do sistema DAB. O argumento é curioso: é caro! (na Suécia??)
Segundo uma notícia do Poynter Online, a Suécia segue o caminho da Finlândia. (via Ponto Media)

O sistema norte-americano de HD parece ser mais barato e mais prático, embora sem tantos recursos. E no entanto, o DAB está a ser um sucesso na GB! 

 

 

 

o iPod é inimigo da rádio!

Basta comparar!

"Urge" vai arrasar no mercado digital de música

"A MTV Networks anunciou hoje uma parceria com a Microsoft para desenvolver um serviço de música online que estará disponível no próximo ano. O serviço designado Urge será integrado na próxima versão do Windows Media Player e disponibilizará mais de dois milhões de músicas para download, que serão comercializadas individualmente ou através da assinatura de um pacote.

Os utilizadores poderão fazer o download de faixas de CDs para poderem ouvir nos leitores de música portáteis, à excepção do iPod da Apple. Integrado na nova versão do Windows Media Player, o serviço disponibilizará também música online através de rádio e programas da MTV. (...)

O Urge não será compatível com os computadores Macintosh da Apple Computer ou com os populares leitores de música digital da empresa, um desafio que o serviço da MTV Networks terá de superar, considera Michael Gartenberg, vice presidente e director de pesquisa para a Jupiter Research ,em Nova Iorque. Isto porque o iPod representa cerca de 75 por cento do mercado de leitores digitais e a Apple Music Store tem concentrado a maioria das atenções dos adeptos do download legal de música. "

"MTV e Microsoft estabelecem acordo para criarem serviço de música digital"

BBC (tv) disponibiliza arquivos de notícias

Um exemplo a seguir pelas rádios:

"The move is another example of how content providers are repurposing their material for the web, something that has taken on a new dimension following the introduction of the video iPod. What makes the project particularly unique is that the BBC is encouraging users not just to watch these iconic moments in history, but to create something else with them."

A BBC explica-se aqui.

Os jovens são negligenciados na medição das audiências

"The future of radio depends on companies and stations that make an effort to reach young listeners. As we know, new technology – cell phones, mp3 players, videogames, the Internet – compete for eyes and ears. It is critically important that Arbitron speed up its plans and strategy development for surveying young listeners."

(porque têm telemóveis e os telemóveis não fazem parte da metodologia de inquirição, apenas os fixos)

O telemóvel é mesmo o principal concorrente da rádio

A empresa Jacobs Media conduziu para a Arbitron um estudo com jovens dos 18 aos 34 anos, com base em seis "focus group". (em cidades como Baltimore, Detroit, D.C. ou L.A)

- Cell phones appear to be the real wild card in the next generation of competition for terrestrial radio listenership. In short, Jacobs described the cell phone as “the monster that just keeps getting bigger” and a device that women have no problems incorporating into their own entertainment usage;

 

A solução passa pelo telemóvel?

A empresa Jacobs Media conduziu para a Arbitron um estudo com jovens dos 18 aos 34 anos, com base em seis "focus group". (em cidades como Baltimore, Detroit, D.C. ou L.A)

Algumas conclusões são muito preocupantes para a rádio:

- the notion these listeners have that radio is “losing its portability.” (radio’s notion of ubiquitousness and complete portability may be seen as a thing of the past. As Jacobs recounted it: “And then a [focus group member] looks at me and says the iPod is portable and radio is not. So I looked at him and said ‘What are you talking about?’ ”)

- the only positive feedback for terrestrial radio is that it’s free, but it was also dubbed “uninspiring” in the focus groups;

- There’s a strong awareness of satellite radio Jacobs said, but there is also “much reluctance” to subscribing he added.
- Cell phones appear to be the real wild card in the next generation of competition for terrestrial radio listenership. In short, Jacobs described the cell phone as “the monster that just keeps getting bigger” and a device that women have no problems incorporating into their own entertainment usage;

- He offered the perception that “Radio is tethered [acorrentado] to the car,” and that younger listeners believe that “radio is tethered and the iPod is not.”

Mais conclusões aqui.

 

HD ainda muito desconhecido pelos jovens

Resultado de seis "focus groups" conduzidos pela empresa de pesquisa Jacobs Media com jovens dos 18 aos 34 anos:

"Even in Detroit, awareness of HD Radio was “vague,” said Jacobs. “Some people associate it with HDTV.” He also noted confusion with RDS, noting that some people think they have HD Radio when they see an RDS text display on their radio. "

"Is radio losing its portability among youth?; HD-R awareness «vague»" 2005-12-08,