Diminui o tempo da publicidade
Parece ser uma tendência da rádio norte-americana da actualidade, a redução do tempo da publicidade.
Esta notícia comprova-o:
"Harris-Nesbitt’s November Radio Airtime Monitor found 7.7% less radio commercial time versus December 2004. Clear Channel radio cut back the most time (19%), and even evidenced 15% less time after the LIM anniversary. “That bears monitoring in January, possibly signaling lower CC Radio estimates in 1Q,” says H-N analyst Lee Westerfield.
Note: Other radio operators reduced little commercial time (-2%). "
Como funcionam os canais extra no HD
Porque só existe nos EUA, porque é uma realidade completamente nova, porque ler é uma coisa, ouvir, outra, tenho tido muita curiosidade em perceber como funcionam os canais de audio oferecidos pela tecnologia digital (HD).
Na Forbes desta semana um artigo faz vários relatos interessantes. Entre eles, este:
"Local broadcasters can deliver up to three program feeds that, depending on how they divvy up the bandwidth, can sound like decent MP3s or pretty good phone calls. The first channel usually duplicates the conventional analog station. Others, when they exist, differ wildly.
In Seattle, where I test this stuff, public radio station KUOW's second digital channel (also available on the Web) shifts some of its regular programming to different hours and adds extra shows. A third channel delivers the BBC World Service, heavily compressed to conserve bandwidth, but listenable.
On the commercial side of the dial, two Seattle FM stations use secondary HD channels to simulcast sister AM talk stations--with wildly better audio. A third station's main HD channel puts country song titles and artists on the radio's screen and displays weather forecasts during ads; the secondary channel offers commercial-free "classic country." And when I tuned to the secondary channel of an in-your-face rap station during the holidays, I stumbled upon a surprisingly low-key commercial-free mix of hip Christmas music. "
fonte: "Radio Goes HD", Forbes
01.09.06, 12:00 AM ET
Industria da publicidade nos EUA reconhece PPM
Pode ser a consagração definitiva do sistema da Arbitron:
Fonte: "Interpublic Group Commits To PPM System For Future Radio Planning & Buying"(Radio Ink)
Actualização a 18/1/06:
| Agências subscrevem PPM nos Estados Unidos | 17 Janeiro 2006 |
| Marktest.com (http://www.marktest.com/wap/a/n/id~9d9.aspx) | |
As agências de meios da WPP, Interpublic e Carat, nos EUA, fizeram acordo com a Arbitron para subscrever o PPM, o novo sistema de medição de audiências de rádio e televisão já testado em Portugal. (...) Em comunicado, a Arbitron cita Susan Nathan, Universal MacCann (Interpublic), que referiu a propósito: "Chegou a altura da indústria da rádio optar pelo sistema de medição electrónico para poder ser melhor mensurável para os anunciantes. Quando a Arbitrorn disser que eles e a indústria estão prontos para avançar com o PPM, nós seremos os primeiros a mudar para o PPM no planeamento e compra de espaço publicitário na rádio". Também Kathy Crawford, Mindshare (WPP) é citada pela Arbitron: "É vital que a rádio opte pelo sistema de medição electrónico antes que os anunciantes percam toda a confiança no meio. Apoiamos a Arbitron porque eles são a única opção viável de medição electrónica da indústria de rádio". Rob Frydlewicz da Carat Insight também afirmou que "No cada vez mais complexo meio ambiente dos media, o PPM é visto pela Carat como uma vantagem bem vinda na medição da audiência de rádio".
Os acordos cobrem as actividades de planeamento e compra de espaço publicitário baseadas nos Estados Unidos de agências como a Mindshare, Mediaedge:CIA, J. Walter Thompson USA, Wuderman (todas do Grupo WPP), Deutsch, Initiative ou Universal MacCann (Grupo Interpublic) e Carat USA.
A Arbitron está a considerar duas estratégias alternativas para a comercialização do sistema PPM nos Estados Unidos. Se a Nielsen Media Research aceitar a proposta que lhe foi endereçada pela Arbitron, será feita uma joint venture entre as duas empresas para oferecer um sistema de medição de audiências de rádio e de televisão. Se a Nielsen Media Research recusar esta proposta, a Arbitron avança sozinha com o serviço para o meio rádio.
Apesar destes acordos não comprometerem a Arbitron com uma data concreta para o lançamento do PPM, espera-se que a empresa apresente em Abril de 2006 os resultados dos testes que está a realizar em Houston, Texas e em 2007 possa cobrir mais seis novos mercados."
Jornais aproveitam podcasts para invadir a rádio...
O podcasting tanto é uma enorme oportunidade para a rádio como pode ser uma grande ameaça - se a rádio não perceber o que se está a passar.
Veja-se o que acontece com vários jornais que oferecem podcasts, "invadindo" assim territórios audio que eram exclusiva competência da rádio: o Guardian tem o mais descarregado dos podcasts britânicos, de Rick Gervais; agora o Sun divulga um alegado podcast com Tony Blair (e digo alegado porque, embora a gravação tenha um feed RSS para haver podcast tem de haver alguma actualização; um programa apenas, sobretudo quando se sabe que não terá continuidade, não dá um podcast), a que cheguei via PontoMedia.
Nos EUA vários jornais oferecem podcasts, mas são sobretudo extensões do seu negócio central (uma síntese noticiosa em audio; uma rubrica que tem algum sucesso, sobretudo da área tecnológica), mas o que estamos a assistir é à preocupação dos jornais em criar conteúdos audio para seduzir novos leitores, chamar gente às suas páginas online e, certamente, ganhar dinheiro com isso. A rádio já percebeu?
Um exemplo a validade das audiências analógicas
"(...) en la radio española existe un tremendo desfase entre audiencia (18 millones de oyentes) [segunda em audiencias, apenas ultrpassada pela televisão na hora-nobre] e inversión publicitaria (4º puesto de medios), y esto se debe a que el anunciante no confía en los datos de los estudios sobre audiencias. Este problema de inversión se debe solucionar mejorando los análisis y la medición de datos para que el anunciante minimice el riesgo de sus inversiones y mida los costes y resultados de las mismas. Falta investigación cualitativa para analizar el comportamiento de la audiencia respecto al consumo, y sobre todo para analizar el mensaje, su percepción, sus elementos y sus efectos." (in Publicidad radiofónica)
Trânsito no telemovel (mais)
Em relação a este texto, e agradecendo um comentário/informação que lá ficou, fiquei a saber que há uma empresa a oferecer um software, chamado GO2LX, que " fazendo uso da tecnologia GPRS/Internet, possibilita ao utilizador visualizar o estado do trânsito através das várias cameras instaladas na área da grande Lisboa".
Da sua página tirei isto:
Descrição: Após surgir a apresentação e pressionando “Iniciar” surgem as várias opções de entrada em Lisboa com as respectivas cameras instaladas ao longo desses trajectos; Depois de efectuada a escolha é feito o download da imagem surgindo a mesma ajustada ao tamanho do ecrã do telemóvel
Vantagens: Acesso rápido e intuitivo às várias imagens de trânsito captadas nas diversas cameras, Imagem ajustada ao tamanho do ecrã possibilitando uma clara visualização do local.
Requisitos: Tecnologia Java MIDP 2.0; Configuração de acesso à Internet via GPRSCustos: Tarifário GPRS cobrado pelo plano/operadora utilizada
A concorrência contra o iPod (até a Microsoft)
Do Jornal de Notícias de 8/1/06, "Novos reprodutores para combater i Pod"
"Da Sony à Samsung ou a Sandisk, os fabricantes aproveitam-se da ausência da super poderosa Apple, que reserva o anúncio das suas novidades para a sua própria convenção, que se realiza a partir de depois de amanhã, em San Francisco, também nos Estados Unidos.
A Apple detém 75% do mercado, o que significa que ainda restam outros 25% que estas companhias tentam ganhar com aparelhos como o novo reprodutor de MP3 da Samsung, que é vendido com um slogan que faz referência directa, e ainda por cima pouco elogiosa, ao iPod.
Outras empresas, como a Echostar e seu reprodutor PocketDish, que oferece telas maiores para ver programas de televisão, asseguram que os seus produtos são uma alternativa mais barata ao popular e pouco económico iPod.
Sandisk, por sua vez, tem uma nova linha de reprodutores de 2GB, 4GB e 6GB de capacidade, com telas coloridas e compatíveis com os serviços de assinatura de músicas da Microsoft.
"Queremos polarizar o mercado com a Apple, e alcançar 35% ou 40% do mercado", disse o director-geral da SanDisk, Nelson Chan, na Feira Internacional de Electrónica (CES).
Outras companhias que apresentaram seus novos produtos foram a iRiver, com seu novo U10, um aparelho sem botões; Creative Labs, com o Zen Vision, com tela colorida, e a Sony.
A Microsoft, por sua vez, reconheceu que tem muito trabalho pela frente para alcançar os níveis de vendas do produto electrónico mais popular da década.
"Temos muito trabalho pela frente", disse o director-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, em entrevista concedida na passada quinta-feira ao Cnet News.com.
Ballmer disse que o computador pessoal da Microsoft é o "mais popular", mas que no que se refere aos artigos portáteis, a empresa tem que tomar providências.
Os numeros espantosos do iPod: 42 milhões!
Pode ser a notícia do ano: iPod (quase) com rádio
Não, não é um novo modelo iPod com rádio, mas um dispositivo extra que traz a rádio ao iPod.
A informação oficial da Apple está aqui.
O podcasting é a nova revolução da rádio?
"The New Radio Revolution", MARCH 3, 2005, By Heather Green, Tom Lowry, and Catherine Yang (http://www.businessweek.com/technology/content/mar2005/tc2005033_0336_tc024.htm)
Sobre o podcasting: "With no licenses, no frequencies, and no towers, ordinary people are busy creating audio programming for thousands of others. They’re bypassing an entire industry. The digital revolution took its time getting to radio. Now it’s exploding -- and the big bang goes far beyond podcasting. As radio shows are turned into digital bits, they’re being delivered many different ways, from Web to satellite to cell phones. Listeners no longer have to tune in at a certain time, and within range of a signal, to catch a show or a game. As the business goes digital, the barriers to entry -- including precious airwaves -- count for less and less".
"Whatever the reason, there’s no denying a stark reality: Listeners, increasingly bored by the homogeneous programming and ever-more-intrusive advertising on commercial airwaves, are simply tuning out and finding alternatives. Says Rishad Tobaccowala, chief innovation officer at Publicis Groupe Media: "Radio pissed on their own product and then cluttered it up."
Audiências da rádio convencional (EUA) aguentam-se?
"Listening to AM/FM radio is returning to pre-2004 levels in many cases," reads the study. "Interestingly, terrestrial radio returning to former high-water marks seems to be the result of both the medium's lower commercial load policies plus a growing segment of MP3 users who, after some time immersed in their new technology toy, become fatigued with their time spent with the MP3 player and return to terrestrial radio among other sources of audio entertainment."
Mais um nome a fixar: DMB
Pergunta a Radio Monitor da Billboard: "Is DMB Radios’s Next Frontier?" (http://billboardradiomonitor.com/radiomonitor/news/business/digital/article_display.jsp?vnu_content_id=1001772882&imw=Y, Jan. 03, 2006 By Tony Sanders)
Pela leitura do artigo percebe-se que estamos perante uma tecnologia chamada "Digital Multimedia Broadcasting" e que consiste basicamente em "delivering mobile video entertainment to any device that can receive the content". "MediaFLO is a proprietary system that uses UHF TV spectrum in the 700 mHz band for a one-way network to deliver video and audio content to cellphones."
Um dado final: "Korean carriers—SK Telecom and TU Media—are currently utilizing and promoting a platform known as Digital Multimedia Broadcasting (DMB). Some suspect that XM could use DMB technology in the WCS band.”
ACT Finalmente o podcasting na rádio portuguesa
Com algum atraso (em Espanha, a Ser já tem vários programas desde o ano passado, tal como a COPE ou a Onda Cero, mas não RNE...), uma rádio portuguesa passa a oferecer programas em podcasting - no caso, e desde ontem, a TSF, com seis propostas.
A TSF não é a primeira rádio portuguesa a disponibilizar programas em podcast (a RUC já o tinha feito), mas é a primeira a a fazê-lo com caracter regular e institucional (os programas da RUC aparecem em podcasting por iniciativa dos seus autores).
A TSF promete alargar a oferta em função do interesse dos ouvintes - no fundo, a experiência funciona como um teste à receptividade (e posso dizê-lo porque tenho algumas responsabilidades nesta iniciativa)
Não sei quanto tempo a rádio vai demorar a descobrir o podcasting, mas tenho a certeza de que, quando isso acontecer, rádio e podcasting poderão fazer um casamento duradouro: a rádio, até ao aparecimento da internet, era instantânea e irrepetível; com a net alguns programas passaram a estar disponíveis em arquivo. Mas ainda era preciso consultar a página e perceber se o dito programa estava lá; com o podcasting, o programa passa a chegar ao computador pessoal mal é disponibilizado pela rádio (a minha única intervenção é subscrever o código respectivo e incluí-lo num software de agregação que, a partir daí, faz a gestão dos meus programas favoritos).
Não tardará muito e até a RR terá a gravação do Terço em podcasting!
ACT a 12/1/06: A Comercial também tem programas em podcasting? Acabo de ver esta página, mas não percebi se é uma experiencia ou uma aposta mais a sério
Jovens 12-24 anos preferem LAD e internet para ouvir música
Um estudo da Bridge Ratings mostra o que já se suspeitava: de um universo de 2000 inquiridos, entre os 12 e os 24 anos, 85% escolhem o seu leitor de mp3 à rádio tradicional.
outras notas: há diferenças entre os 12-17 e os 18-24;
- para ouvir musica, a internet é preferida do que a rádio tradicional: "When given a choice between listening to music over the Internet or traditional radio stations, 54% prefer the Internet while 30% prefer radio. This preference is more pronounced among 18-24 year olds."
"Some ways make music radio more appealing to this Next Generation?
- Add variety - more different types of music and different types of programming throughout each day.
- Reduce repetition
- Showcase much more New Music.
- Hire relateable personalities who can expose this age group to new music.
- Podcast your personalities, create blogs, eliminate the pre-recorded, imported automoton announcers.
- Completely embrace all of the technology available as extensions of the radio station.
- Re-think commercial loads, placement and production quality. For example, properly placed hour long sponsorships would enhance client brands and station image.
- Provide what the MP3 player cannot.
Conclusion
While it appears that the next generation has responded negatively to traditional radio, the reasons are rooted in radio’s abandonment of the 12-24 year old over the last ten years.
This age group appears to want radio to step up, change for the better and challenge them with a new way of presenting radio that is customized for their lifestyles and tastes.
12-24 year olds believe that radio can offer unique programming that will attract them away from their MP3 players and Internet Radio. "
«How to Make Music Radio More Appealing to the Next Generation», Bridge Ratings, Dezembro 2005
[http://www.bridgeratings.com/press_120105-12-24%20Listening.htm]
Um comentário: "While it appears that the next generation has responded negatively to traditional radio, the reasons are rooted in radio’s abandonment of the 12-24 year old over the last 10 years. This age group appears to want radio to step up, change for the better and challenge them with a new way of presenting radio that is customized for their lifestyles and tastes.” And maybe that same age group is just as anxiously awaiting the rebirth of the abacus. The decline in radio listenership among today’s youth is part of a larger trend. It’s no secret, for example, that newspapers are increasingly ignored by this same demographic. And, in the case of newspapers, the same kind of recommendations have been made. “Grab young readers’ attention by creating stories relevant to their interests.”
Os serviços streaming no telemóvel chegam à Europa
O iPod e os carros
XM também pela Internet
Era uma saída óbvia, para rentabilizar o investimento: chegará uma altura em que a rádio via satélite, com origem nos EUA, poderá ser ouvida na Europa (pelo menos), mas para já - e enquanto não resolvem problemas de direitos e de tecnologia - a experiência faz-se pela internet.
Um LAD com rádio
Partilha (ilegal) de ficheiros menos usada
via Obercom: "Partilha ilegal de Ficheiros cada vez menos praticada".
Neste PR ("Illegal Peer-to-Peer Music File Declines after Supreme Court Grokster Decision") uma "Análise das consequências (para partilha ilegal de ficheiros) da aplicação efectiva das leis anti-pirataria".
Excerto: "According to The NPD Group, from the time of the Supreme Court decision in June through October 2005, the number of U.S. households that downloaded at least one song from an illegal P2P service declined by 11 percent (from 6.4 million households in June to 5.7 million in October). "