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Transistor kills the radio star?

1.0 Introdução

Tentar explicar o que se passa (Objectivos)

Este trabalho tem como objectivo  ajudar a tentar conhecer e - já agora - explicar o que se passa com os novos hábitos (com a atitude) dos ouvintes mais novos relativamente ao que hoje ainda conhecemos por rádio: desde o seu desinteresse, constatado em diversos estudos, até aos seus comportamentos. Passa-se alguma coisa de diferente. «Analfabetos, a pesar de tanta tecnologia, seriamos si desconocemos los modos de conocer y explicar la comunicación» (Daniel Marti). É, pois, um contributo para tentar compreender o que se passa; teremos todos a ganhar - utilizadores e industria - se percebermos o que se passa, porquê e como.

A importância de separar rádio musical e rádio de palavra

«Defendemos que não será este o sector dos media e das indústrias da cultura que melhor representará um exemplo de globalização mediática, pelas características eminentemente locais que o discurso da rádio mantém. Apesar de existirem grupos de rádio que operam em diferentes países e que têm grande peso e influência no sector, da mesma forma que grupos transnacionais multimédia detêm participações na rádio, não é este o sector que apresenta maior potencial de internacionalização. Paradoxalmente, foi esta a primeira actividade mediática a expandir a sua comunicação além fronteiras e a acrescentar, através de Onda Curta e da Internet, uma presença verdadeiramente global. Ao contrário, parece-nos que a indústria da música tem um carácter global, decorrente da natureza universal da sua linguagem, apropriada mesmo quando as letras das canções são incompreensíveis face à barreira da língua» (Paula Cordeiro, tese, 82)

A rádio como negócio é incompatível com a democracia?

«A organização da rádio como um negócio não afasta contudo, o seu papel de democratização da informação, comunicação e cultura. A estrutura deste negócio defende interesses particulares e depende da audiência, vista como uma mercadoria que influencia os media e os afasta de uma postura de responsabilidade social. Por outro lado, a convergência das tecnologias de comunicação e informação atribui um novo poder à comunicação radiofónica, que multiplica a sua oferta e canais de distribuição. Contudo, a produção e o consumo de massas coexiste com um modelo que emerge, apoiado pelas modernas técnicas e dispositivos de distribuição da comunicação. Estes, vão gradualmente operacionalizando os self media, a individualização e personalização da comunicação e redefinindo as condições do negócio da rádio e da sua estrutura de comunicação.» (Paula Cordeiro, tese, pág 79)

Objectivos: analisar a rádio sob que prisma

Embora escasseie a produção cientifica de analise teórica sobre a rádio, nomeadamente a rádio contemporânea, a verdade é que a rádio tem capacidade para gerar perspectivas diversas, em função dos objectivos que se venham a adoptar a partir da relação - global - do meio com a sociedade. A perspectiva estética (da valorização artística), onde a linguagem ocupa papel de destaque (e que poderemos incluir nas tecnicas e processos de construção da mensagem), é uma delas; outra - completamente diferente - é a da criação de audiências para viabilização de uma indústria ou mercado (provavelmente numa perspectiva crítica), que incluiríamos na linha que estuda o consumo (e recepção) da rádio. Outra perspectiva possível de análise é a dos sistemas de difusão.

A partir do momento em que o objecto deste trabalho é sistematizar aquelas que se apresentam como as tendências que marcarão a rádio do futuro, a partir dos usos que (sobretudo) novas gerações lhes estão a dar (ou não), há uma perspectiva que parece imediata: perspectivar uma rádio de futuro só faz sentido se se perceber o que era a rádio do passado (esta, que ainda hoje ouvimos); há, pois, a necessidade de lhe dar fundamentação teórica (não ignorando a abordagem sócio-política, na medida em que se a rádio não tem hoje uma vertente acentuadamente política, teve-a no passado; e essa vertente influenciou a leitura que a história e a teoria dela fizeram).

A produção de uma mercadoria cultural, chamada rádio (ou grelha de programas) não é determinante, na medida em que não haverá atenção a conteúdos em concreto, nem preocupações de análise cultural. Neste contexto, não é importante a preocupação com a rádio que produz cultura; claro que estaão mal os ouvintes que não encontrem quem lhe diga algo (Brecht) mas o conteúdo não determinará por si só, como hoje; é preciso juntar formas - tecnológicas - de permitir ao ouvinte controlar (o que significa organizar, personalizar e seleccionar) os conteúdos, para que o ouvinte deixe de ser um mero receptor e passe a ser alguem que controla.

Outra perspectiva importante, tanto quando se pode sistematizar hoje: se a evolução é tecnológica, se a nova rádio é condicionada por contributos e agressões tecnológicas, numa tecnologia que se chama informática, então esses fundamentos também devem ser convocados.

Tudo isto significa ignorar a globalidade do fenómeno comunicacional e do meio técnico de difusão chamado rádio? de maneira nenhuma. Ele é uma realidade, só que (mais uma vezs em função dos objectivos) não temos de o convocar neste contexto.

A perspectiva mais importante, em termos de futuro, será a da acção dos ouvintes (e das suas formas de participação)

Depois da web2.0, a web3.0?

Excertos do texto: «Coming at you, and real soon, Web 3.0», MediaLife Mgazine, Nov 1, 2007

Contexto: «Web 2.0, an idea dating back to 2004, meant and means an internet of zippy connections where surfers can actually interact with one another, the epitome being, of course, YouTube or MySpace.
That’s opposed to what came before, Web 1.0, if you will, though no one calls it that, in which folks were happy to read content and send emails.
Now comes Web. 3. 0. It’s a term heard more and more these days as the new, different thing, a huge advance on 2.0»

A web3.0: «Web 3.0 is everything the internet will become once it achieves Web 2.0. Describing Web 3.0 is like describing the house of the future or the car of the future. It’s whatever the speaker wants it to be. (...) there is a growing consensus of what Web 3.0 will be, and perhaps the best way to describe it is as an intelligent internet universe. Think of it as a seamless network of databases that interact with great fluidity and have the capacity to not just crunch data but to interpret it.
Imagine databases that can learn, computers that can read web pages and understand them.
It’s what folks are calling the semantic web (from the Greek sémantikós, to have meaning).

Haverá uma web3.0? «“Masses of people, including vendors, technology proponents, analysts, bloggers and authors, are trying to use the Web 3.0 term to suit their needs and visions,” observes the Gartner Group, the consulting outfit. So far, it counts at least five different ideas out there. More are expected.
“The name Web 3.0 is just a holding page for the technologies to come,” says Jean-Paul Edwards, head of media futures at OMD UK Group. “We will never get to Web 3.0 because when the development comes, we will call them something else.”»

 

Apenas se pode falar em tendencias quando se fala do futuro

«(...) Además de que los consumidores multimedia aprecian en demasía las manifestaciones en video. “Estos cambios no los pudimos pronosticar, y hubo profetas que aseguraron la desaparición del papel, pero el papel sigue vigente. Es decir, como expertos, sólo se pueden hablar de tendencias no el futuro de los medios”.
fonte: Mariano Cebrián: “Es imposible predecir el futuro de los medios”, 19/09/07
http://guiadelaradio.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1133&Itemid=62

Os novos meios são meios de massas?

El Sentido de Comunidad en los Nuevos Medios, por Jaime Alonso Número 42 Razon y Palabra:«Una manera de comprender los nuevos medios –quizá introductoria– es aquella que los contempla desde una perspectiva comparativa con los medios de masas. En este sentido, una aportación que consideramos de mucha relevancia es la que indica que 'Los nuevos medios de comunicación determinan una audiencia segmentada y diferenciada que, aunque masiva en cuanto a su número, ya no es de masas en cuanto a la simultaneidad y uniformidad del mensaje que recibe. Los nuevos medios de comunicación ya no son medios de comunicación de masas en el sentido tradicional de envío de un número ilimitado de mensajes a una audiencia de masas homogénea. Debido a la multiplicidad de mensajes y fuentes, la propia audiencia se ha vuelto más selectiva. La audiencia seleccionada tiende a elegir sus menajes, por lo que profundiza su segmentación y mejora la relación individual entre emisor y receptor' (Sabbah: 219, apud Castells, 2000: 412; CASTELLS, M.: La era de la información. Vol. 1. La sociedad red. Alianza Editorial, Madrid, 2000 (2ª edición)

Sobre as novas tecnologias

Se se pensar - hoje - numa ideia (tecnologia?) como o Pandora.com, poder-se-á pensar que, mais do que o software em concreto, essa ideia poderá ser a rádio do futuro - a dos conteúdos personalizados. É óbvio que a tecnologia (o software) não só não vai desaparecer como até evoluirá. Mas - a esta distância - que relevância terá no futuro? será apenas um dos muitos programas disponíveis para descarregarv e usar (ou seja, terá uma utilização minoritária) ou irá marcar o futuro daquilo que hoje ainda se chama rádio (o pós-rádio)?

As previsões sobre o peso e influencia da tecnologia num futuro tão incerto como o futuro são sempre incertas

Cuidado com as previsões sobre tecnologia

«Na rádio informativa, a etapa da individualização só serâ alcançada com a viabilização a nível comercial das tecnologias interativas atualmente em desenvolvimento, que poderão permitir que o ouvinte escolha não apenas os programas, mas até as notícias que lhe interessa ouvir. Uma etapa intermediária de fragmentação, mais avançada do que a atual, será possibilitada nos próximos anos, com a tecnologia da rádio digital (digital audio broadcasting), que permitirá a existência de um maior número de emissoras no espectro de rãdiofrequência» (Meditsch, 1999: 85) 

A importância de estudar os jovens

«(...) these young people 'are tomorrow's shapers of society' (Miller,2001). An understanding of how new technology is influencing the various domains of these young people's lives provides a window on what internet use may be like for future generations» (McMILLAN e MORRISON, 2006: 74)

Um futuro incerto na rádio

«Estamos asistiendo a uno de los cambios tecnológicos más sustanciales en materia de telecomunicaciones y radiodifusión en casi un siglo, la digitalización, pero de momento, y especialmente en el ámbito radiofónico, existe bastante confusión, muchos lugares comunes y una radio digital cuyo futuro sigue todavía bastante desdibujado. En buena parte, ello es lógico puesto que se necesitan unos 10-15 años, o incluso más (Paila, 2005:29) para conseguir que una nueva tecnología alcance un punto en el que pasa de ser utilizada tan sólo por los innovadores y los primeros usuarios (early adopters ) hasta que resulta imparable, lo cual podría suponer su presencia en el 20% del mercado masivo (Corneliussen, 2004:3).»

fonte: BONET, Montse, «La radio digital, estándares tecnológicos y plataformas de distribución», Portal de la Comunicación In-Com-UAB, Introducción

A rádio em tempo de transição

«Unlike ten years ago, the idea of the future of radio is now less obvious and clear. The media we know as radio is currently moving through a period of rapid technological transition and it seems that although the future of radio is still digital, there will be multiple simultaneous platforms of digital audio delivery» (Ala-Fossi, 2005:2)

A Internet continua a baralhar todas as previsões

«E-mail did not replace or destroy telephony (although it did undermine letter-writing) but became the way in which human life, both personal and professional, was universally transformed by the Internet. It extended communications, increased access and ultimately led to a vast social, political and economic transformation. None of this was predicted in the development of the Internet – as it was initially believed that the Internet would be a global business and information tool rather than a public mass communication system. SMS or text messaging was equally a consumer push led by teenagers wanting to save money. Now it’s a standard extension of communications, again increasing access and the speed of person to person and one to many communications» (Shaw, 2005: 6)   

«O futuro é um lugar de incerteza (...)»

«The future is a place of uncertainty for research and media analysts. Yet there are tools which allow us to study what is currently shaping the future. We can see the technology landscape emerging and begin to perceive, by our understanding of political economics, media sociology, international communications and information communications technology, the trends and tendencies which lie behind how we as human beings, as consumers and citizens, use and employ new means of communications to extend our social reality and help create media markets and businesses.» (Shaw, 2005: 3) 

A cauda longa (Anderson) aplicada à rádio?

Interrogações sobre o futuro; dúvidas; hipóteses ( a causa longa aplicada às audiencias da rádio convencional, ao numero de estações convencionais vs internet; à publicidade que é dirigida à rádio convencional???):

«Queiramos ou não, os hits vieram para ficar. O mesmo se aplica às lojas de retalho com espaço de prateleira limitado, às cadeias de televisão, ao mínimo denominador comum e a tudo o resto. Apesar de todo o crescimento do comércio electrónico, as compras online ainda perfazem menos de dez por cento do retalho norte-americano, tendo apenas excedido ligeiramente as compras por catálogo. Nem mesmo os grandes impulsionadores das vendas online esperam exceder 25 por cento dos gastos dos consumidores nas próximas décadas. Não se trata apenas da conveniência da gratificação imediata e das vantagens palpáveis da economia tradicional. Somos também uma espécie gregária, por vezes gostamos de fazer coisas com os outros. (...) Os hits podem não dominar a sociedade e o comércio da mesma forma que no século passado, nas ainda têm um impacto incomparável. E o impacto reside na capacidade dos hits servirem corno uma fonte de cultura comum em torno da qual se podem formar mercados-alvo mais segmentados. Os agregadores de sucesso da Cauda Longa têm necessidade de ambos: hits e nichos. Precisam de abarcar toda a gama de variedades, desde a mais apelativa até à menos popular, de modo a conseguirem fazer associações capazes de indicar um caminho ao longo da Cauda Longa que faça sentido para todos» (ANderson, 2007: 156) 

«Actualmente, tanto a realidade em torno dos canais de TV como a natueza efémera da televisão são resultado do estrangulamento da distribuição na área da emissão por cabo. A TV continua a viver na era do espaço de prateleira limitado, ao passo que a lição da Cauda Longa é a de que mais é sempre melhor. O crescimento da capacidade do cabo ao longo das últimas décadas perde fulgor perante o crescimento, durante o mesmo período, na área da criação em vídeo e perante a dimensão de potenciais microaudiêndas para tudo e mais alguma coisa. O TiVo poderá ter ajudado, pelo menos, a eliminar da equação a tirania do tempo, mas ainda estamos longe do modelo do iTunes, em que somos capazes de fazer o download de tudo quanto já foi produzido,a qualquer momento» (Anderson, 2007: 209)

O novo modelo representa o fim de um paradigma

A rádio convencional, sobretudo musical, é estruturada de forma a que - por muito que se ouçam declarações de intenções dos realizadores - o ouvinte seja um consumidor passivo. Existiam formas de convocar a participação dos ouvintes (até como forma de procurar saber de que é que eles gostam...) mas sempre minoritárias (ainda que, em mercados competetivos, haja rádios que testam previamente as suas escolhas). No fundo, a rádio convencional estrutura-se assente em dois conceitos das teorias da comunicação, muito antes das teorias da comunicação se dedicarem a estudar estes fenómenos: há um gatekeeper (o director de programas, o autor da playlist, o autor do programa) que define, de acordo com critérios variados, um agenda setting: esta passa, esta não passa; esta presta, esta não presta; esta enquadra-se no espírito da rádio ou do programa, esta não se enquadra. A rádio, ouviu-se muitas vezes a acusação, por causa deste agenda-setting, é ela própria um «problema de representação do real» (SANTOS, 2001: 114)

A digitalização, ao oferecer um conjunto de ferramentas de interactividade, acaba com esta ideia de produto previamente concebido por um e dirigida a muitos. Os ouvintes afinal têm poder, e não é apenas o poder de ajudarem a escolher as músicas que passam na rádio; é o poder de escolherem efectivamente o que estão a ouvir - LastfM ou PAndora, por exemplo.

Tantas oportunidades como desafios

«Tal como aconteceu com outras mudanças estruturais anteriores, esta transformação [a penetração da Galaxia Internet] oferece tantas oportunidades como levanta desafios. A sua evolução futura é bastante incerta e está submetida às dinâmicas contraditórias que opõem o nosso lado obscuro às nossas fontes de esperança. Ou seja, à perene oposição entre, por um lado, as renovadas tentativas de dominação e exploração e, por outro, a defesa por parte das pessoas do seu direito a viver e procurar o sentido da vida» (Castells, 2004: 317)

Infoexclusão, marginalidade e geografia de utilizadores

«A centralidade da Internet em muitas áreas da actividade social, económica e política converte-se em marginalidade para aqueles que não têm ou possuem um acesso limitado à Rede, assim como para aqueles que não são capazes de tirar partido dela. Por isso, não devemos estranhar em absoluto que a previsão do potencial da Internet como meio para conseguir a liberdade, a produtividade e a comunicação venha acompanhada de uma denúncia da info-exclusão, induzida pela desigualdade na Internet. A disparidade entre os que têm e os que não têm Internet amplia ainda mais o hiato da desigualdade e da exclusão social, numa complexa interacção que parece aumentar a distância entre a promessa da Era da Informação e a crua realidade na qual está imersa uma grande parte da população mundial» (Castells, 2004: 287) 

«a América do Norte, com mais de 161 milhões de utilizadores, era a região dominante do Mundo e, juntamente com os 105 milhões de utilizadores na Europa, constituía o grosso do total de 378 milhões de utilizadores da Internet, contrastando claramente com a distribuição da população mundial. Deste modo, a região Ásia-Pacífico, com mais de dois terços da população mundial, contava somente com 90 milhões de utilizadores, ou seja, 23,6% do total; a América Latina possuía apenas cerca de 15 milhões de utilizadores; o Médio Oriente 2,4 milhões e a África 3,11 milhões, a maior parte deles situados na África do Sul. Em termos da densidade de uso da Internet, a Escandinávia, a América do Norte, a Austrália e (curiosamente) a Coreia do Sul, estavam muito acima dos demais países, seguidos pelo Reino Jnido, Holanda, Alemanha, Japão, Singapura, Taiwan, Hong Kong, continuando pelos países do sul da Europa e depois pelo resto da Àsia, América latina, Médio Oriente, e, muito abaixo, África» (Castells, 2004: 247)

»Dentro de cada país, também existem grandes diferenças espaciais na difusão do uso da Internet. As grandes áreas urbanas são as primeiras a difundi-lo, tanto nos países desenvolvidos como naqueles que estão em vias de desenvolvimento, enquanto que as zonas rurais e as cidades pequenas ficam consideravelmente atrás quanto ao acesso a este novo meio, contradizendo claramente a imagem que os futurólogos tinham formado acerca da "casa de campo electrónica", segundo a qual as pessoas iriam trabalhar e viver fora dos aglomerados urbanos de maior dimensão» (Castells, 2004: 249/250) 

«Existe uma diferença considerável no acesso à Internet para crianças de diferentes grupos de rendimento, o que pode ter importants consequências no futuro. (...) havia computadores em 91% dos lares com um rendimento superior a 75,999 dolareds anuais, enquanto que a proporção baixava até 22% para aquelas crianças cujas famílias contavam com um rendimento inferior a 20.000 dólares. ALém disso, os lares de baixo rendimento geralmente careciam de acesso à Internet, mesmo quando havia computador» (Castells, 2004: 291)

Enquadrar este estudo neste 'fascinante campo de investigação'

«(...) os adolescentes são pessoas que se encontram num processo de descoberta da identidade e experimentação da mesma, ou de averiguar quem são realmente, ou quem gostariam de ser, o que abre um fascinante campo de investigação para compreender a construção da identidade e a experimentação.» (Castells, 2004: 147)

Cuidados a ter quando se elabora sobre a Internet

«(...) não é possível abarcar todo o material disponível para a investigação, quando o objecto de estudo (Internet) se desenvolve e muda muito mais rapidamente que o próprio sujeIto (o investigador que aqui escreve, ou, neste caso, qualquer investigador)» (Castells, 2004: 21)

E uma nota metodológica sobre a predominância dos EUA:

«Esta observação está limitada ao seu contexto social e cultural. A maior parte dos dados e fontes citadas referem-se à América do Norte, por um lado, porque é onde a utilização da Internet está mais desenvolvida, e por outro lado porque é a região sobre a qual possuo mais informação. Tentei compensar essa parcialidade de visão recolhendo informação sobre outros países e sobre distintos aspectos da Internet, entre 1998 e 2001, numa variedade de contextos diferentes da minha base californiana» (Castells, 2004: 21)