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Transistor kills the radio star?

"Toda tecnologia gradualmente cria um ambiente humano totalmente novo" (McLuhan)

McLuhan revolucionou o estudo dos meios de comunicação de massa ao propor que "toda tecnologia gradualmente cria um ambiente humano totalmente novo" (McLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. 20ª Edição  São Paulo: Cultrix, 2005, pag 10).

A invisibilidade continuará a ser útil ou até necessária?

Não haverá convergência em 2015?

«By 2015, desktop operating systems will be largely irrelevant. The Web will be the only OS worth coding for. It won't matter what device you use, as long as it runs on the Web OS. You will reach the same distributed computer whether you log on via phone, PDA, laptop, or HDTV.

In the 1990s, the big players called that convergence. They peddled the image of multiple kinds of signals entering our lives through one box - a box they hoped to control. By 2015 this image will be turned inside out. In reality, each device is a differently shaped window that peers into the global computer. Nothing converges. The Machine is an unbounded thing that will take a billion windows to glimpse even part of. It is what you'll see on the other side of any screen.»

Kevin Kelly, We Are the Web Wired Issue 13.08 - August 2005

O futuro passa pela INternet

OBJECTIVOS Este trabalho parte do pressuposto de que o futuro daquilo que hoje se chamada rádio e daquilo que a rádio poderá vir a ser no futuro passa pela Internet; que a digitalização que hoje é um consenso não passa por qualquer modelo 'intermédio' mas directamente pela Internet; tanta certeza é alicerçada não apenas nas qualidades e méritos que a Internet já demonstrou como meio de recepção, mais do que de emissão, mas tambem pela falta de um modelo 'intermedio' válido e com força (DAB, Satelite, HD, etc),. como se desenvolverá em alinea propria 

Outra questão: O que é rádio (tal como a conhecemos)? quem responde? Industria, publico, publicidade? é Comunicação?

Delimitação de campos e de objectivos (a infoexclusão)

Este trabalho visa aqueles para quem a rádio é um importante acessório no carro e não aqueles a quem Bruce Girard se dirige no seu texto 'La Radio no está amenazada por internet' (2000); embora se pudesse argumentar que a tendencia é para o acesso à Internet crescer, para se disseminar, a verdade é que demorará até que seja um veiculo valido e alternativo, por exemplo à rádio: «En América Latina, por ejemplo, mientras la mayoría de la producción radial se genera local o nacionalmente, solo el  30% de la programación de la televisión proviene de la región, y el 62% se produce en los Estados Unidos. El Quechua, lengua hablada por 10 millones de personas en Bolivia, Ecuador y Perú, está del todo ausente en las pantallas de televisión de esas regiones. Solo en Perú un numero estimado en 180 radioemisoras ofrecen regularmente programación en este idioma.  La Radio tiene una infraestructura desarrollada que debe ser la envidia de cualquier operador de telecomunicaciones en un país en vías de desarrollo. En  Sri Lanka, una persona por cada 500 tiene acceso a la Red de Redes, pero virtualmente todos tienen acceso a la radio. Bolivia tenía menos de cinco líneas telefónicas por cada 100 habitantes en 1996, pero más de 57 receptores de radio por cada 100 habitantes.»

fonte: «Bruce Girard, 'La Radio no está amenazada por internet' (2000);

A visão de Faus Belau em 1980 sobre o fim das barreiras e o multimedia

«El análisis de la naturaleza y características de la Tecnología me llevó a anunciar, expresamente, hace más de 20 años, el momento actual. En una obra sobre la Tecnología de la Información Televisiva [FAUS BELAU, Ángel. La información televisiva y su tecnología. Pamplona: EUNSA, 1980] advertí "que el objetivo principal de la tecnología es el de derribar, una tras otra, las barreras existentes entre los distintos sectores de la industria. La tecnología no intenta unir empresarialmente los medios, sino integrar los sistemas técnicos de los medios sobre bases tecnológicas idénticas, para que, de este modo, puedan circular todos ellos a través de un mismo soporte técnico. Con ello queda garantizada la dependencia del medio y su contenido respecto de la técnica y se sientan las bases para una nueva configuración de los medios". Hoy a este efecto claramente perceptible le llamamos convergencia.  (citação tambem em La era audiovisual. Historia de los primeros cien años de la radio y la televisión Eunsa, Pamplona, 1995, 320 pp. pag 297-298?) Fonte: Ángel Faus Belau, in Reinventar la Radio, Chasqui, nº 74

ver tambem: Rostow model of development:

Esta afirmación encuentra el refrendo de la tesis de Rostow quien sostiene que la tecnología busca abolir las barreras de los diferentes sectores de la industria. (pag 9) 

Sobre o melhor site de musica - FINETUNE

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fonte: ReQuest to Offer Finetune Digital Streaming Music Service for iQ Music Systems, Nicoll Public Relations, Inc. on Friday, February 29, 2008

Porquê esta geração

«En líneas generales, la Radio, los radiofonistas, su empresa y sus gentes sufren de aburrimiento letal, desinterés total por el producto, la programación, el contenido y la audiencia. La Radio está ayuna de investigación y ciencia propias, desheredada de ideadores, abandonada de creadores, magra en inventores y encadenada por la cuenta de resultados. Estamos ante la caducidad de un sistema y de unas fórmulas históricas de narración, contenido, programación y concepto radiofónico. Resueltas estas causas, las tecnológicas o económicas se despejarán inmediatamente»

Também há razões externas: «La Radio enfrenta cambios sociales, tecnológicos y económicos, la conjunción de los cuales producirá mutaciones sustanciales en ella. Son estos factores externos al Medio los que causan mayor inquietud en la empresa radiofónica porque escapan a su control y comprensión: los analizan desde sus perspectivas económicas o técnicas y no desde parámetros propios del Medio o de la Comunicación» (...) Sobre as mudanças sociais: «En términos radiofónicos esto significa que la sociedad actual es bien distinta de aquella para la que fue pensada, hace 25 años, una radio a la medida ; radio que aún hoy hacemos. Crudamente dicho: aquella generación, en parte, ha desaparecido y el resto dará el relevo en breve. En cambio la radio de hoy vive como si el tiempo se hubiera detenido. Hay una sociedad nueva y un lenguaje nuevo en la sociedad que no tiene reflejo en los medios en general y menos en la radio»

fonte: Faus Belau, Ángel (2001), Reinventar la Radio, Chasqui 74 

Uma definição de rádio funcionalista?

São estas as características imutáveis em quase cem anos de rádio – aquelas que permaneceram estruturais e que dão identidade à rádio, tal como conhecemos ainda hoje:

- um conteúdo sonoro (música mas sobretudo palavra)

- um produto predeterminado (programado e/ou formatado)- para o ouvinte escutar uma vez sem qualquer tipo intervenção (ou gosta ou desliga, ainda que o possa fazer apenas inconscientemente);

As restantes características alteraram-se durante os anos, mas nem por isso deixou de ser rádio: - se é distribuída por onda curta, onda média, frequência modulada, cabo ou satélite;- se é recebida num aparelho simples ou composto (convergente);

Em resumo, depois de limpas as “gorduras” (as características que não são identificadoras), rádio pressupõe uma única e irrepetível emissão (para todos) sonora (de voz e provavelmente música) em contínuo (portanto não manipulável). Noutra formulação, um rígido “agenda setting” sonoro definido claramente por um “gatekeeper”. (Mas qualquer que seja a formulação, é claro que não é uma única característica que define o meio, antes a conjugação destes elementos)

A questão é se esta definição não é 'demasiado' funcionalista; sim, porque é claramente funcionalista o modo de operação da rádio até ao aparecimento das novas ferramentas da internet (o consumidor passivo, a quem é dado o direito de ouvir ou de não ouvir, nada mais); aliás, é - genericamente - funcionalista a industria da comunicação social dependente do mercado.

[1] Ser um elemento sonoro é provavelmente a característica mais presente em cem anos de estudos sobre a rádio, de Arnheim (1936) a Klippert (2005)

Podcast não é rádio

«Segundo Medeiros (2005: 03) uma rádio via Internet utiliza a tecnologia streaming, o que não é o caso do formato Podcasting. Afirma também que podcast não é rádio na internet  (...) Então podemos perceber que existem dois fatores que descaracterizam o podcast como rádio. O primeiro é a forma de transmissão, e o segundo, a estrutura da programação como vimos acima de acordo com Bufarah e Cicilia Peruzzo.» fonte: Rádio na Internet: Um espaço de Experimentação, Educação e Comunicação, Paula Marques de Carvalho, 2007 ( ?)

«as características de um podcasting são opostas às de um modelo de transmissão radiofônica tradicional. A começar pela forma de transmissão que, no rádio, é em fluxo, e no podcasting é por demanda. Depois o modo de produção que, no podcasting é descentralizado e, no rádio é centralizado e institucionalizado. E ainda, os modelos de podcast, que, como vimos, podem ser, no máximo, uma metáfora, uma referência aos programas de rádio. Ao contrário do rádio, o podcasting não é difundido em broadcasting. Portanto, estando em lados conceituais tão opostos e antípodas, não há como extinguir o modelo de transmissão radiofônico convencional ou o modelo “como nós conhecemos”! Ou seja, já que são modelos antípodas, a existência de um não acarreta no desaparecimento do outro. Afinal, se o podcasting não é rádio, então o que seria o podcasting?(...) Uma nova mídia, uma verdadeira multimídia, dentro da Internet. É o que acreditamos.» fonte: «Podcasting: Um Antípoda Radiofônico» 2006 Macello Santos de Medeiros

Mais sobre a interactividade (o que é e o que não é)

«Vende-se tudo hoje como interativo. Como se a simples presença desta palavra nos anúncios demonstrasse um comportamento de vanguarda; um exemplo a ser seguido. (...) Criou-se, desta forma, uma espécie de “terra de ninguém lingüística” na qual o termo interatividade e seus correlatos – interativo, interação... – passaram a ser ampla e livremente utilizados tanto pela linguagem oral e popular como pelas escrita e acadêmica. (...) Se interação significa “ação entre entes” (inter + ação = ação entre), então há de se pressupor que esta represente uma relação entre, no mínimo, dois agentes;  uma ação mútua. Porém, muito do que se tem classificado como interativo, tem se mostrado, na verdade, apenas reativo. 

Note-se que a presença marcante do prefixo inter nas palavras em questão traz consigo o “por em comum”,  o diálogo que é posto em jogo pelas palavras ação e atividade. Temos então uma “ação entre entes”; uma relação entre agentes;  uma ação mútua. 
Gianfranco Bettetini (3) define a interatividade como “un diálogo hombre-máquina, que haga posible la producción de objetos textuales nuevos, no completamente previsibles a priori”. (4) Completando o raciocínio, Arlindo Machado (5) , lembra que há que se notar a bidirecionalidade deste processo, onde o fluxo se dá em duas direções. Um processo bidirecional de um media seria aquele onde “os pólos emissor e receptor são intercambiáveis e dialogam entre si durante a construção da mensagem”, o que não se tem podido observar na maioria de nossas relações com as novas tecnologias, ou com outros homens através destas.

Partindo desta proposta de bidirecionalidade e do conjunto de definições apresentadas, pode-se sugerir a existência de três Níveis de Interação.  (1, 2 «A interatividade se dá, nestes casos, na medida em que o usuário participa de alguma atividade oferecida pelo site como cursos online, listas de discussão, salas de chats, ou outros serviços oferecidos ao visitante. Os sites que exploram os recursos multimídia da rede oferecendo, por exemplo, uma rádio online ou também a possibilidade de personalização da visita, também podem ser enquadradas neste nível»e 3) «que haja uma troca entre o produto e o usuário/consumidor. Em outras palavras, são aqueles em se pode participar ativamente da construção do produto final, sendo possível interferir em seu conteúdo»)

« Enquanto máquina, o computador, não é, pois, agente em qualquer processo.  Logo, poderia haver interação entre homem e computador?  A resposta é sim. Os softwares, a alma dos computadores, através de suas interfaces (21) é que interagem com o usuário. Nesse sentido, a interatividade digital ocorre quando um programa de um equipamento é utilizado para modificar um comportamento.» (...)
«É hora de se  por em prática a superação do velho paradigma do emissor, receptor, meio e mensagem. Temos um ambiente comunicacional no qual, mais do que em qualquer outro, processos de feedback são vitais pois, como vimos, nada acontece na Web que não seja uma resposta a um estímulo de um usuário ou de outra máquina»

fonte:PRODUTOS INTERATIVOS PARA CONSUMIDORES MULTIMÍDIA, Maira de Moraes Em PreTextos desde 25/11/1998

Sobre o hibridismo (e a confusão); a rádio vai mesmo ser multimedia

«Outro uso corrente, que ajuda a aumentar a confusão, é a criação de sites de emissoras tradicionais de rádio, onde além da programação ao vivo e de arquivos sonoros gravados, são disponibilizados textos, fotos, vídeos, etc., o que leva alguns a imaginar que o rádio virou ou vai virar multimídia. Ora, se quando as emissoras de rádio, antigamente, publicavam revistas para divulgação de suas programações, ninguém chamava aquilo de rádio, e sim de revistas do rádio, porque agora não se chama isto de sites do rádio e se confunde tudo?»

Eduardo Meditsch O ensino do radiojornalismo em tempos de internet, 2001,pag 4

Sobre a interactividade na rádio (e a hipertextualidade)

«A agregação de ferramentas conspira para que os usuários possam promover escolhas no processo de navegação na rede, alterando significativamente, a relação entre o meio de comunicação e seu usuário, possibilitando uma interação entre ambos, jamais exercitada nesses níveis anteriormente. Moraes (1998:3) relaciona interatividade a um processo bidirecional de uma mídia onde os pólos, emissor e receptor são intercambiáveis e dialogam entre si durante a construção da mensagem, o que não se consegue observar na maioria de nossas relações com as novas tecnologias, ou com outros homens através desta. E conclui (1998:8) que: ...na rede não há lugar para receptores passivos que são afogados numa avalanche de informações que percorrem uma via de mão única, necessitando-se pôr em prática a superação do paradigma do emissor, receptor, meio e mensagem (...) e que temos um ambiente comunicacional, no qual, mais do que qualquer outro os processos de feedback são vitais, pois nada acontece na WEB que não seja uma resposta a estímulo de um usuário, ou outra máquina, sendo frustrante constatar que poucos atentaram para este fato» Navegando na rede, os usuários utilizam uma interface que conduz a recursos múltiplos, abrindo novas janelas entre espaços virtuais diferentes, o que Capisani (1999:107) denomina hipermídia. Através dela, o usuário não só dispõe da união e interação de diferentes recursos (fotos, ilustrações, videoclipes, textos e arquivos sonoros e de vídeo) como da possibilidade de acioná-los de qualquer ponto, através de links (âncoras que permitem que os usuários saltem de um conteúdo para outro), que os selecionam, editam, imprimem, colam, ou ainda alteram a luz, cor, tamanho das imagens quantas vezes desejar acionando mecanismos de busca: botões, figuras, setas e/ou palavras (CAPISANI, 1999:108). Segundo Negroponte (1996:73-75) “a hipermídia é o desenvolvimento do hipertexto, designando a narrativa com alto grau de interconexão, a informação veiculada”. Trigo-de-Souza (2002:94) afirma que: ... a hipertextualidade permite ao usuário reconstruir a obra criada através das sucessivas escolhas que é obrigado a fazer em seu processo de navegação, escolhas proporcionadas pelas estruturas de links. Isso possibilita a criação de produtos radiofônicos que permitam a audição numa seqüência particular para cada ouvinte, incluindo a opção de suprimir trechos ou escolher entre dois enfoques de interesse. »(...) Kuhn acredita que o rádio na Internet autoriza o resgate de algumas utopiasadormecidas como a do rádio interativo, o rádio alternativo, o rádio educador»

fonte; Rádio na Internet: desafios e possibilidades,Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006 (5-7)

Moraes: http://www.facom.ufba.br/pretextos/maira.html

Rádio, «o primeiro veículo de comunicação electronica»

«O auge da era das comunicações eletrônicas foi marcado pelo desenvolvimento do rádio, o que vai torná-lo o primeiro veículo de comunicação eletrônica (FIDLER, 1997:145). Reafirmando a posição de Meditsch, o rádio foi o primeiro artefato eletrônico a penetrar no espaço doméstico (MEDITSCH, 1999:35), pertencendo à mesma era eletrônica da informação da TV e do computador, sendo o rádio apenas a manifestação mais precoce (MEDITSCH, 1999:15).» Rádio na Internet: desafios e possibilidades,Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006

«o rádio, como tenho insistido, contra a idéia dominante no senso comum, é um veículo da era eletrônica, sua era não está no passado, sua era é a de todos os meios eletrônicos, ele apenas foi o que surgiu antes (MEDITSCH, 1999).» (meditsch, 2001, pag 2)

A ideia de mediamorfosis em Roger Fidler

«Roger Fidler abriu uma janela interessante para visualizarmos este impacto, partindo de um termo que pode ser muito bem aplicado ao rádio em sua nova fase digital. O autor (1998:21) define como “Mediamorfosis: a transformação dos meios de comunicação, como resultado da interação entre as necessidades percebidas, as pressões políticas e de competência, e das inovações sociais e tecnológicas.” (...) Fidler (1998:37) cita Paul Saffo, diretor do Instituto para o Futuro para explicar que a média de tempo necessária para que se introduzam novas idéias em uma cultura é de três décadas. Saffo afirma que é comum confundirmos a surpresa com a velocidade passando a considerarmos que hoje avançamos mais rápido com a tecnologia do que antes. Desta forma, não foram as tecnologias que aceleram o ritmo do mundo, ou que as ações aconteçam mais rápido do que no passado. A realidade é que aparecem mais tecnologias ao mesmo tempo causando o que ele chama de “um grande impacto cruzado” e inesperado de tecnologias dando a nós a impressão que estamos vivendo um mundo de aceleração. (...) É típico que haja grande publicidade em torno das descobertas e de novos inventos gerando uma grande ansiedade na população. Porém quando a primeira onda de entusiasmo cede lugar a decepção e aos contratempos, geralmente, vemos com ceticismo as fase futuras do desenvolvimento. Fidler (1998:41) denomina de “Tecnomiopia” o fenômeno que nos leva a superestimar o impacto a curto prazo de uma tecnologia. E quando o mundo não responde a nossas expectativas inflacionadas, damos uma virada e passamos a menosprezar as conseqüências de longo prazo. Utilizando um padrão de desenvolvimento que leva a tecnologia do laboratório para o mercado podemos identificar três fases típicas dentro dos trinta anos indicadas por Saffo: a primeira década onde temos muito entusiasmo, muita confusão e pouca penetração; a segunda com muito movimento, a introdução e a expansão do produto na sociedade; e a terceira década onde temos uma tecnologia Standard com grande penetração social (FIDLER,1998:38). (...)  A mediamorfosis de Fidler contém cinco princípios que caracterizam a transição dos veículos de comunicação de massa para o ambiente digital multimídia, o que ele denomina convergência. O primeiro é a coevolução e/ou a coexistência: todas as formas de meios de comunicação coexistem e co-evoluem dentro de um sistema complexo de adaptação e expansão. Ao surgir e desenvolver-se cada nova forma de comunicação, influencia o desenvolvimento dos demais meios. Podemos destacar como segundo item a metamorfose onde os novos meios não aparecem espontaneamente e independentes. Eles emergem gradualmente da transformação de meios mais antigos, porém com o surgimento de novos meios os anteriores tendem a se adaptar continuando seu processo de evolução ao invés de serem extintos. A história da comunicação humana apóia esse argumento quando notamos que o surgimento da fotografia não extinguiu a pintura, que o cinema não inviabilizou a foto e que a tv não exterminou o rádio. Esta situação também pode ser explicada pelo terceiro princípio que a sobrevivência, onde os meios de comunicação são compelidos a se adaptarem e evoluírem para se manterem “vivo” como qualquer empresa atuando no mercado capitalista. A quarta característica do processo descrito por Fidler é a oportunidade que esta baseada no fato que sempre há uma razão social, política ou econômica que motive o desenvolvimento de novas tecnologias nos meios. É importante destacar que estas adaptações não ocorrem somente em função da tecnologia. A última denominada de adaptação postergada caracteriza-se pelo fato das novas tecnologias sempre demoram mais que o esperado para se converterem em êxitos comerciais. Assim tendem a necessitar de pelo menos uma geração (20 a 30 anos) para a difusão de seus conceitos e a adoção generalizada. Do ponto de vista histórico, o autor destaca três processos de mediamorfosis, sendo o primeiro no surgimento da linguagem oral e o desenvolvimento das pinturas rupestres. A segunda marcada pelo aparecimento da linguagem escrita, o desenvolvimento das formas de documentação, o desenvolvimento do papel e do correio, passando pela impressão de livros chegando na Revolução Industrial. O terceiro momento está caracterizado pela linguagem digital, contendo os avanços da eletricidade e dos meios de comunicação como os jornais, o rádio, o cinema, e a tv. Somamos a este contexto os satélites, as fibras óticas, os rádios e tv digitais e a Internet (FIDLER 1998:99).» (original, Rádio na Internet: desafios e possibilidades Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006)

FIDLER, R (1998). Mediamorfosis - comprender los nuevos medios. Buenos Aires: Granica

ver: lei de amara

FIDLER, R (1998). Mediamorfosis - comprender los nuevos medios. Buenos Aires: Granica

A perspectiva optimista

A partir da ideia de Fidler (mediamorfosis)«Podemos destacar como segundo item a metamorfose onde os novos meios não aparecem espontaneamente e independentes. Eles emergem gradualmente da transformação de meios mais antigos, porém com o surgimento de novos meios os anteriores tendem a se adaptar continuando seu processo de evolução ao invés de serem extintos. A história da comunicação humana apóia esse argumento quando notamos que o surgimento da fotografia não extinguiu a pintura, que o cinema não inviabilizou a foto e que a tv não exterminou o rádio. Esta situação também pode ser explicada pelo terceiro princípio que a sobrevivência, onde os meios de comunicação são compelidos a se adaptarem e evoluírem para se manterem “vivo” como qualquer empresa atuando no mercado capitalista. A quarta característica do processo descrito por Fidler é a oportunidade que esta baseada no fato que sempre há uma razão social, política ou econômica que motive o desenvolvimento de novas tecnologias nos meios. É importante destacar que estas adaptações não ocorrem somente em função da tecnologia»

Sony Ericsson assina acordo com 10 editoras

«STOCKHOLM (Reuters) - Mobile phone maker Sony Ericsson said it had signed deals with 10 music labels to add content to its PlayNow service, which lets users download music via their mobile phones. Sony Ericsson, owned by Ericsson and Sony Corp., said the deals added 5 million new tracks to its catalogue. The venture said in a statement late on Sunday it had signed deals with Sony BMG, Warner Music Group, EMI, The Orchard, IODA, The PocketGroup, Hungama, X5Music, Bonnier Amigo and VidZone. Sony Ericsson, which made the announcement at a trade show in Cannes, France, said it was negotiating further deals with regional labels.» The company introduced PlayNow in February 2004 as a way to listen to and then purchase ringtones for mobile phones. Since then, it as expanded the service, allowing full music tracks and games to be downloaded and other features. It said PlayNow was available in 32 countries.»

fonte: Reuters, Sony Ericsson cuts deals with 10 music labels Mon Jan 28, 2008

Fiasco Qtrax

«La promesa eran 30 millones de canciones gratis compatibles con todos los reproductores de música digital y procedentes de los catálogos de las cuatro grandes: Sony BMG, Warner Music, Universal y EMI. Pero, de momento, el lanzamiento de la web Qtrax, en la que desde ayer se iban a ofrecer los catálogos de dichas discográficas con el único peaje para el usuario de aguantar la publicidad previa a la bajada de cada canción y con código antipiratería DRM (digital right management), ha quedado en el limbo»

http://www.qtrax.com/

http://www.qtrax.com/download.html

Ainda a relação (confusa) entre rádio, mp3 e telemóveis

«Music applications have become the fastest growing services on mobile phones, acording to new market research. The TNS Global Telecoms Insight study said that the use of MP3 players on mobile phones rose by 78 per cent last year, but that radio via mobile went up by 140 per cent. Growth has occurred in all 29 countries surveyed, particularly in Latin America and emerging Asia regions, where 45 per cent of users list FM/AM radio as one of their top three choices for purchasing a mobile phone. "Radio-enabled mobiles take away the need to have a separate music device like an MP3 player and should lead phone manufacturers to win the battle for control of the earphones," said Matthew Froggatt, managing director of TNS's Global Technology sector. "The increased use of radio in the Asian markets is also extremely important. It is driving a whole new wave of customers to service providers and has huge implications for spreading media communications to a wider audience more quickly."Two thirds of people aged 16 to 21 now listen to some form of mobile music on the go, but it is also surprisingly popular with more senior generations. The study shows that 20 per cent of people aged 51 to 60 tune in to music on their handsets.» Fonte: Mobiles users tune-in to the radio Written by Ian Williams vnunet.com, 29 Feb 2008