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Transistor kills the radio star?

A internet nunca terá o alcance do FM?

Realizou-se em Lisboa, na semana passada, um encontro de rádios universitárias e alternativas europeias, chamado RadiaLx2006, organizado pela Rádio Zero, emissora do IST que transmite na net.

Da reportagem do DN («À procura de espaço para uma nova rádio universitária») retiro duas notas: a vontade da RZ em ter uma frequência no FM, ao abrigo da possibilidade prevista na lei de criação de rádios universitárias (sem publicidade) que só a Universidade do Algarve aproveitou até agora; a afirmação de que a internet não é o caminho, «nunca terá o alcance do FM» diz o director da RZ, Ricardo Reis.

Uma afirmação como esta, vinda de um universitário, desiludiu-me pela falta de visão: não contesto a vontade em ter uma frequência hertziana, mas a internet tem capacidades para ser muito mais. E o podcast, para as rádios, não será apenas um gravador de video que se usa quando não se consegue ver um programa a horas (parafraseando o mesmo responsável). Serão muito mais do que isso.

PS - fui convidado para participar nesse encontro, mas um problema de comunicação provocou um desencontro de datas.

«Jornais americanos cativam leitores na rádio»

«Porque há sempre mais qualquer coisa sobre uma notícia", o Washington Post está agora na rádio na zona metropolitana da capital americana. Não é só por causa disso, claro. Como a maioria dos seus concorrentes, as tiragens do Post estão a diminuir e há que encontrar novas formas de manter o contacto com o público.

Não é a primeira experiência do Post na rádio. Na verdade, a WTOP foi pela primeira vez do Washington Post quando o jornal comprou parte dela à CBS em 1949, cinco anos mais tarde era o único proprietário, até a vender em 1978. A WTOP foi mais tarde comprada pela Bonneville International Corp, de Seattle, que hoje a explora em joint-venture com o Post.

Utilizando os jornalistas e repórteres do Washington Post, a WTOP mantém a ligação dos leitores com o jornal dando não só continuidade às notícias do dia como alertando para as que estão em desenvolvimento. E, claro está, potencializa a publicidade. Como diz o editor do Post, Boisfeuillet Jones Jr., "é uma oportunidade maravilhosa para o Washington Post encorajar a audiência da rádio a ler mais o jornal". Sinal da boa recepção do projecto foi a cotação das acções do Post na NYSE ter subido no primeiro dia de cinco para 7,70 dólares.

Esta é uma fórmula já adoptada por outros jornais. O New York Times tem a WQXR, com música clássica e flashes noticiosos, o Chicago Tribune a WGN, que são complementadas com a rádio na Internet.

Enquanto estão a perder leitores nas edições impressas, os jornais estão a ter um aumento de leitores na edição online (só o USA Today deve ter mais leitores para a edição em papel que na edição online). Logo, é na Internet que estão a ser feitos os maiores esforços.

Além dos blogues e podcasts, o site do New York Times oferece também clips de notícias em vídeo, concorrendo directamente com os das estações de televisão (...)»

fonte: «Jornais americanos cativam leitores na rádio» por Manuel Ricardo Ferreira, 15/4/06

«Ninguém pode parar o futuro»

O Público de hoje conta a história de um artista chamado  Danger Mouse (Brian Burton), o primeiro a atingir o top de vendas inglês apenas com descarregamentos na internet.

Três excertos:

«Se existe uma personalidade que simbolize as transformações da indústria da música esse alguém é o americano Danger Mouse. No início de 2004 resolveu criar um disco que resultaria da junção entre os elementos vocais do The Black Album do rapper americano Jay-Z e partes instrumentais do The White Album dos Beatles. Chamou-lhe The Grey Album, mas quando se preparava para o editar a EMI ameaçou-o com um processo, não só porque estava em causa a obra dos Beatles, mas também porque o braço-de-ferro entre a indústria e todos os que adoptavam formas de criação e difusão diferentes das que pratica estava no auge»;

«Se Brian Burton apenas queria que a música chegasse ao público consegui-o. Milhões fizeram-no, transformando The Grey Album no primeiro longa-duração a ser objecto de um movimento de massas na Internet. O sucesso assustou-o - "houve uma altura em que pensei que a minha carreira terminara", dizia nessa altura -, mas afinal o efeito foi outro. O cantor dos Blur e mentor do projecto Gorillaz, Damon Albarn, convidou-o para se juntar a este projecto. São dele as bases instrumentais do último álbum dos Gorillaz, o muito bem sucedido Demon Days»

«Lançado pela multinacional Warner, o single Crazy tornou-se no primeiro disco da história a chegar ao primeiro lugar do top inglês, antes de chegar às lojas no formato físico, apenas pelo número de vendas digitais - cerca de 31 mil descarregamentos numa semana. De acordo com os dados revelados ontem pela indústria britânica, Crazy continua a liderar o top pela segunda semana consecutiva.
Mais uma vez, a curta história de Danger Mouse confunde-se com as transformações profundas que estão a ocorrer na indústria da música. Em declarações à imprensa, proferidas no final da semana passada, disse-se "surpreso" com o sucesso do single Crazy, um pedaço de soul psicadélica retro, mas não com o facto de terem alcançado o primeiro lugar apenas através de descarregamentos: "Quando me vi envolvido no episódio do Grey Album percebi que ninguém pode parar o futuro", disse simplesmente. O álbum St. Elsewhere dos Gnarls Barkley é colocado à venda nas lojas a 9 de Maio».

fonte:  Vítor Balenciano, Público, «Danger Mousa faz história na era digital», 17/4/06
 

Mercedes tem página na net para dar música à borla

Edgard Costa chamou-me a atenção para uma iniciativa da Mercedes que criou uma página na net onde convida grupos musicais a juntarem-se para livre difusão (tambem como podcasting) das suas obras. A Mercedes, sim.

A coisa é série e já têm ligação própria para a loja do iTunes, onde, além de downloads, vendem também poemas em cds editados pela própria Mercedes.

Devo dizer que esta aposta da Mercedes me deixou confuso - trata-se de uma atitude de marketing (promocional)? ou algo mais, como uma nova área de negócio? O Edgard acha que «a música de distribuição livre está a ganhar uma força sem precedentes. O que esta iniciativa da Mercedes mostra é que pelo menos uma grande marca já descobriu que pode "dar música" aos seus clientes sem ter que pagar por isto».

Ainda o Edgard: «Será que planeiam ter um canal exclusivo de música (ou multimédia de entretenimento), distribuído online somente para os carros deles? Será a música exclusiva um diferencial de marketing capaz de justificar a compra desta marca e não de outra? Será só mais um serviço exclusivo da marca? Não sei bem o que me parece, mas que é significativo é. Primeiro pela marca que se trata e depois pelo assunto, música».
Obrigado Edgard.

Cada vez mais iPods no carro

da página da Apple

«Take your music on the road with seamless integration between your car and your iPod. A host of top automakers offer elegant solutions for both new cars and prior-year models. Or choose iPod integration options from leading car stereo accessory manufacturers and outfit any car to play well with iPod.

Acura RL Acura logo

Acura

MDX, RL, TL

Audi A4 Audi logo

Audi

A3, A4, Allroad

BMW Z4 BMW logo

BMW

Z4, X3, X5

Chrysler Pacifica Chrysler logo

Chrysler

Pacifica, Sebring, Town & Country

Dodge Stratus Dodge logo

Dodge

Caravan, Grand Caravan, Neon, Ram, Stratus Sedan

Ferrari 612 Scaglietti Ferrari

Ferrari

Coming Soon

Honda Accord Honda logo

Honda

Accord, Civic, CR-V, Element, Odyssey, Pilot, Ridgeline, S2000

Infiniti M45 Infiniti logo

Infiniti

Coming Soon

Jeep Wrangler Jeep logo

Jeep

Liberty, Wrangler

Mercedes-Benz SLK Mercedes-Benz logo

Mercedes-Benz

C-Class, CLK, CLS, E-Class, SLK, M-Class, R-Class

mini Cooper mini logo

Mini

Cooper, Cooper S

Nissan 350Z Nissan logo

Nissan

Frontier, Pathfinder, Armada

Scion xB Scion logo

Scion

xA, xB, tC

Suzuki Grand Vitara Suzuki logo

Suzuki

Aerio SX, Grand Vitara

Volkswagon New Beetle Volkswagon logo

Volkswagen

Beetle, Jetta, Golf, GTI, Passat, Touareg

 Volvo XC90 Volvo logo

Volvo

S40, S60, S80, V50, V70, XC70, XC90

Estão a ser feitas apostas muito fortes na emissão on line

O maior grupo de rádios nos EUA está à frente:

«Clear Channel Radio is preparing to deliver a slate of album exclusives on Monday, part of its stepped-up online commitment. Across 900 participating station websites, the company will offer online previews of albums from Bruce Springsteen, Rihanna, and Godsmack, as well as an in-studio performance from Carrie Underwood. Those exclusives are expected to create a bang for the radio conglomerate, and follow a strong increase in online traffic over the past few months. Meanwhile, the company is expected to announce a broadened video-on-demand (VOD) initiative, which has quickly moved from 16 radio station websites to 700 over the past quarter alone. (...) each local Clear Channel station selects content that speaks best to its audience. For example, the Godsmack exclusive will be picked up by 80 rock-focused stations, while Bruce Springsteen will be carried by 380 stations across various genres, with some emphasis on older listeners».

Fonte: Digital Music News, «Clear Channel Radio Prepares Album Preview Exclusives», 14/4/06

A rádio perde o privilégio do carro

Reproduzo este texto na íntegra, porque o assunto assim o justifica: quando o carro deixar de ser um domínio de quase exclusividade da rádio,  ficará o quê?

«Automakers are continuing to stuff their dashboards with next-generation digital music amenities, and the iPod is just one part of the mix. At the New York International Auto Show, several advanced music services have been unveiled, offering the consumer a broad range of options. BMW, which has led the charge on iPod integration, just stepped up its support of the device with enhanced display, docking, and steering wheel controls. But the luxury carmaker is also offering Sirius Satellite Radio and digital radio amenities, among other features. Meanwhile, Subaru has also raised its game, delivering an in-dash connector for the iPod - and various other digital music players - within its 2007 WRX STI Limited, part of a 120-watt, 6 speaker system. And Infiniti is reportedly readying an integrated hard drive into its console, though details remain light. Most other manufacturers are also making musical moves, and the future automobile will include multiple radio and portable player options. Satellite radio, digital (HD) radio, portable MP3 player support, and mainstays like terrestrial radio and multi-CD changers will all be part of the mix. The result will be a Darwinian battle among a number of providers, and natural selection could favor multiple survivors. For satellite radio, that landscape lessens the in-dash advantage, though multi-month subscription freebies will offer a nice toehold. But digital radio will also have an increasingly strong impact, especially among those less interested in genre-targeted selections, extras like Howard Stern and monthly subscriptions. So where does that leave the iPod? Despite an increasingly crowded console, the iPod will probably remain a looming presence, and a growing answer for music ubiquity among consumers.»

fonte: «Automakers Broaden Music Dashboards, Push Beyond iPods» Digital music News, 17/4/06

Cresce o interesse pela rádio na net

Mais deste estudo: online radio reaches nearly one in five (19 percent) persons per week age 18-34 and 15 percent of persons 25-54

«number of weekly Internet radio listeners nationwide has jumped 50% over last year.

In previous studies’ measurements from January 2003, 2004, and 2005, cume Internet radio listening remained nearly steady at about 8%. This new study, titled "The Infinite Dial: Radio’s Digital Platforms," shows that as of January 2006 that figure boomed 50%.

In other words, 12% of the U.S. population now regularly listens to Internet radio»

fonte: RAIN, «Net radio reaches surges 50% over last year», 13/4/06

Uma das potencialidades do multicasting (HD)

«CBS Radio is extending a branded car-buying show and will air it on an HD2 channel for a special event in New York.

The broadcaster is airing a compilation of automotive news and entertainment programming including the latest from the Manhattan Auto Show now through April 16.

"Auto Scoop New York" airs on the HD2 channel for WCBS(FM) and will also be streamed live at www.cbsradio.com on those days. New car designs and debuts and concept cars will be covered; the show will include interviews and commentary from automobile manufactures and local dealerships.

Auto Scoop normally airs on various CBS Radio stations Saturday mornings and focuses on the car buying and leasing process»

fonte: «CBS Will Use Multicast for a Special Car Event», RWonline, 12/4/06

 

A história de uma rádio pirata nos EUA

finalmente proibida de emitir, e contada neste artigo:

Um excerto:

«The legal battle began when the FCC forced the station off the air in June 2003 after receiving complaints its broadcasts interfered with a Massachusetts-based public radio station.

Members of the station turned to the community and received resolutions of support from town meeting and the Brattleboro Select Board before resuming broadcasts. They argued in court documents that the FCC benefited large corporations at the expense of community radio
»

Participar num programa de rádio a bordo de um avião

«travel host will broadcast a live, interactive two-hour radio show from a commercial jetliner, with 15 kHz fidelity»

O segundo choque é bom para a rádio...

«All those new digital media platforms that sometimes seem to bedevil radio managers — Internet radio, satellite, podcasting — are really new forms of radio and are a “testament to the popularity of radio programming.” So says Arbitron in releasing a new study it did with Edison Media Research.

“The proliferation of digital broadcast platforms such as Internet radio, satellite radio, HD and podcasting is a testament to the popularity of radio programming,” the research company stated in announcing the release of “The Infinite Dial: Radio’s Digital Platforms.”

Edison Media’s Larry Rosin said, “Our research shows that regardless of the platform consumers see all these options as merely being new forms of ‘radio.’”

The phone survey involved approximately 1,900 people»

fonte: «Study Sees New Media as ‘Expansion of Radio Market’´, RWonline, 13/4/06

O estudo: http://www.arbitron.com/downloads/digital_radio_study.pdf

Outras conclusões:

 

Os dificeis caminhos do DAB em França...

Resultados de um estudo sobre o desenvolvimento da rádio digital em França, nomeadamente em termos de plataformas de distribuição (Obercom):

 

«Por um lado, diversos operadores apoiam a distribuição da rádio digital através das redes terrestres existentes (FM, AM). Afirmam que tal solução permite uma digitalização rápida do sector, assim como uma iniciação do mercado. Além disso, este tipo de plataforma não implica mudanças em termos de hábitos de consumo nos indivíduos. No entanto, os opositores desta sugestão enfatizam o facto dela não permitir o enriquecimento da oferta, tanto em termos de diversidade, como em termos de uma possível combinação com dados associados de vídeo e texto.

Assim, a distribuição de rádio digital através das redes terrestres existentes afirma-se mais como uma primeira etapa da digitalização, do que propriamente como um modelo a ser seguido.

 

Por outro lado, algumas entidades defendem a distribuição da rádio digital através do sistema DAB, numa rede dedicada. No entanto, também esta proposta apresenta inconvenientes, a saber: a norma de compressão Eurêka 147 estará brevemente ultrapassada; a não atribuição da banda III para o desenvolvimento da rádio digital DAB constitui uma séria desvantagem; e a difusão em DAB através da banda L não permite a cobertura de zonas rurais isoladas.

 

Também é sugerida a distribuição da rádio digital numa rede mista terrestre/satélite. Este modelo, relativamente bem aceite pelos intervenientes do sector, apresenta contudo limites. Por um lado, os elevados custos associados não permitem a adesão das rádios locais e regionais, o que implica um retrocesso em termos de diversidade dos conteúdos. Por outro lado, é argumentado que este modelo económico será inadaptado ao sector da rádio na Europa de Oeste, muito habituada à gratuitidade do acesso. Por fim, o desenvolvimento de uma rede mista deste tipo conduz a um monopólio em termos de distribuidores de serviço.

 

A distribuição da rádio digital em redes digitais não dedicadas exclusivamente à rádio é um outro modelo defendido, sendo o que conta com um maior número de apoiantes. Entre as vantagens desta opção conta-se o facto de permitir um real aumento da diversidade da oferta, assim como permite a entrada de novos actores no mercado. Além disso, não implica a compra de dispositivos específicos, podendo ser recebida através da televisão digital terrestre, e permite alcançar todas as zonas geográficas. Não obstante estas vantagens, fica a dúvida se este modelo conseguirá subsistir sem alternativas complementares»

Para onde foram os ouvintes de HStern?

Este artigo tenta responder a uma pergunta que faz todo o sentido: as audiências de HStern, quando trabalhava herztianamente, eram superiores a 10 milhões de ouvintes. Agora na Sirius não terá mais do que dois milhões...

«Can millions of listeners just disappear?

That's a question plaguing Howard Stern and one with vital implications for radio itself in the wake of the shock jock's heralded and hyped switch from free to satellite broadcasting.

The self-proclaimed King of All Media once commanded a national audience of 12 million daily listeners before jumping to satellite in January. But since then, his kingdom has shrunk to a small fraction of that size. Meanwhile, the shock jock's main replacements thus far have failed to hold very much of the former flock. According to industry analysts, the new Stern math scans something like this: At best, he took between 1 million and 2 million listeners with him, and his replacements, spread across many of the country's major radio markets, are drawing numbers in a similar range. That leaves 8 million to 10 million nomadic listeners nationwide wandering the terrestrial radio dial in search of a new voice or sound to lead them out of the morning drive-time wilderness. Call them the Howard Stern diaspora, those legions unwilling to fork over satellite subscription fees and unimpressed by pretenders to the throne. (...)

With limited ratings data so far, it's hard to tell where the Stern herd is roaming and where big portions of it might ultimately settle, say analysts. But Arbitron ratings clearly demonstrate they aren't stampeding toward Stern's big-name replacements, former Van Halen frontman David Lee Roth on the East Coast and comedian Adam Carolla on the West Coast. Although any head-to-head comparisons between the newcomers and the veteran Stern are unfair, say analysts, the pair's ratings are nevertheless widely regarded as disappointing and, in one case, possibly job threatening.

(...) In a recent interview, Stern attacked his ex-listeners who are still clinging to terrestrial radio and have refused to cheer him on on the other side. "You haven't come with me yet? How dare you?" Stern told Entertainment Weekly. "We're up to wild, crazy stuff; the show has never sounded better."

fonte: Trying to corral Stern's lost herd, Los Angeles Times, http://www.calendarlive.com/tv/cl-et-stern11apr11,0,4823944.storyBy Martin Miller, Times Staff Writer, April 11, 2006


A rádio tem pouca interactividade com os seus ouvintes

Desenganem-se os que pensam que a rádio é dos meios mais próximos dos receptores, o que tem mais interactividade.

Um estudo britânico, oficial, mostra que não (via Rádio e Jornalismo):

«Segundo o ofcom a rádio é o meio de comunicação onde o nível de interacção é mais reduzido, pelo menos na realidade britânica.
A notícia vem na newsletter do Obercom que refere que a principal forma de interacção com a rádio é feita através dos sites das estações emissoras. Os programas de antena aberta, que muito contribuíram para a popularização da rádio, parecem estar a perder terreno, pois de acordo com o estudo da ofcom os contactos por telefone para a rádio aparecem em segundo ou em terceiro lugar, dependendo da faixa etária, quando os ouvintes pretendem interagir com a emissora.
Responder a uma questão ou participar num concurso são as principais razões para os ouvintes estabelecerem interacção digital com a rádio.
Os inquiridos neste estudo responderam ainda em relação aos conteúdos emitidos pela rádio. Neste caso as respostas devem representar um sério alerta para quem faz rádio nos dias de hoje:
As queixas registadas incidem essencialmente no tipo de linguagem utilizada (quer pelo locutor, quer nas letras dos temas), e na fraca qualidade dos conteúdos (intervalos publicitários muito longos, conteúdos liderados pela ditadura das audiências...)»

O estudo: http://www.ofcom.org.uk/advice/media_literacy/medlitpub/medlitpubrss/older/older.pdf

Investimento publicitário na internet ultrapassa o da ráadio em 2008

«Spending on Internet ads will overtake billboards and other outdoor advertising next year, and close the gap on radio in 2008, a new report said. The Internet will account for 6.5 percent of all advertising by the year after next, up from an earlier forecast of 6 percent in December, according to global media firm Zenith Optimedia. Online ad spending accounted for 4.5 percent of the global market last year. "We have revised our Internet forecasts upwards once again, as it has continued to exceed expectations," Zenith said. Radio's market share will fall to 7.9 percent in 2008, from 8.5 percent last year. "The Internet is now firmly established as a mainstream advertising medium in developed markets, and in many developing markets too," Zenith said».

fonte: «ONLINE ADS GRAB SHARE», New York Post, By HOLLY M. SANDERS, April 11, 2006

Uma teoria peregrina: os gravadores video ajudam a rádio!

Como os gravadores digitais de video nos EUA (pelo menos o TiVo) eliminam a publicidade, os anunciantes poderão optar pela rádio, uma vez que é mais díficil (impossível?) eliminar os spots.

A teoria é defendida pelo guru Mark Ramsey: «Can DVR's help Radio?»

Uma rádio de Nova Iorque no Japão (via satélite)

«Japan’s satellite digital multimedia broadcasting service, Mobile Broadcasting Corp., is carrying the Internet stream of WQXR(FM) in New York. Marketed in Japan as MobaHO!, the stream carries the classical music programming of WQXR as well as some commercials and customized programming elements. WQXR, operated by The New York Times, will be one of two classical music channels in the MobaHO! lineup and the only station imported from outside Japan, the companies said.

Station GM Tom Bartunek said he hopes to expand that relationship. MobaHO! has 37audio channels, including overseas FM radio stations and genre-specific music programming; eight video channels, including news, sports and entertainment programming; and a data service channel»

fonte: rwoline, «WQXR to Be Carried on Japanese Satellite Broadcasting», 2006-04-05

Mais aqui; a rádio: http://www.wqxr.com/cgi-bin/iowa

Um top na GB c om vendas físicas e virtuais

«O novo álbum de Morrissey, Ringleader Of The Tormentors, foi eleito, este domingo, como o primeiro número um da nova tabela de vendas de álbuns do Reino Unido, contagem híbrida que agora soma os números do mercado físico tradicional com os downloads de álbuns na íntegra através de lojas digitais. Esta nova tabela, que reflecte mais fielmente o comportamento actual de um dos maiores mercados mundiais de música, surge quase um ano depois de semelhante lógica híbrida ter sido aplicada à lista que traduz, semanalmente, as vendas de singles no Reino Unido.

Há, todavia, diferenças substanciais entre o comportamento dos compradores de música digital e os que ainda aderem ao formato tradicional. Pela Internet vendem-se mais singles e faixas avulso que álbuns na íntegra. Segundo revelou a Official UK Charts Company (OCC) na semana passada, apenas um em cada 50 álbuns editados está à venda para download. Todavia, apesar do menor volume de oferta, as vendas de álbuns por donwload foram já consideradas pelos ingleses como capazes de números significativos e suficientemente robustos para permitirem a sua integração na tabela oficial principal. O director da OCC afirma até que "o número de downloads digitais de álbuns tende a crescer".»

fonte: «Álbuns já têm um 'top' misto», DN, Nuno Galopim, 11/4/06

Mobile TV na TMN - 21 canais

de acordo com o DN de hoje, a TMN disponibiliza desde ontem 21 canais, 24 horas por dia (oferta única no mercado português), em parceria com a TV Cabo. O AXN está em estreia, tal com os restantes a partir do portal móvil i9 3G (não encontrei on line na pagina TMN qualquer informação...).