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Transistor kills the radio star?

O tradicional optimismo com a repetição da história

«reclama un replanteamiento global. Es un reto que para la radio no es una novedad. A lo largo de su historia siempre ha tenido que adaptarse ante las duras luchas a nuevas situaciones» (CHerreros, 2007: 24)

Menosprezar o papel da tecnologia?

«La clave del futuro de la radio no está en las tecnologías, sino en los enfoques comunicativos que quieran efectuarse» (CHerreros, 2007: 13)

«La radio afronta el futuro con unas transformaciones técnicas tan amplias y tan profundas que puede hablarse claramente de una segunda reconversión» (21)

A rádio estagnada

La radio ha pasado unos años desbordada por la innovación cnológjca y programática de la televisión y ha perdido audiencia por la entrega de la sociedad a ésta. Sin embargo, la adio ha resistido y se mantiene con vigor.» (CHerreros, 2007: 12)

A necessidade de novos conteúdos

«La innovación técnica de poco sirve si no lleva consigo una mutación de las ofertas  a partir de los cambios en los propios procesos de comunicación. Al final, la innovación técnica llega a la audiencia por las repercusiones en los sonidos y contenidos» (CHerreros, 2007: 11) 

«Algunas legislaciones, como la española, obligan a que la radio digital ofrezca una programación diferente de los canales tradicionales de la misma cadena. Se busca la innovación.» (34) 

CEBRIÁN HERREROS, Mariano (2007), Modelos de Radio, Desarrollos e innovaciones, Madrid: Frágua

Uma nova forma de comunicação pode substituir uma antiga?

«É muito raro que uma nova forma de comunicação ou de expressão suplante completamente as antigas. Fala-se menos desde que a escrita foi inventada? É evidente que não. (...) A escrita não fez desaparecer a palavra, ela tornou mais complexo e reorganIzou o sIstema de comunicação e da memória social.(...) a tendência histórica de peso é no sentido do crescimento sImultâneo dos instrumentos de telecomunicações e dos transportes» Levy, 2000: 232-234 

Intr; a relação dificil entre media e net

«a conotação negativa ou angustiante da apresentação da rede por certos media vem também do facto de, como, sublinhei várias vezes, o ciberespaço ser precisamente uma alternativa aos media de massas clássicos. De facto, ele permite aos indivíduos e aos grupos encontrarem informações que lhes interessam e difundir a sua versão dos factos (incluindo as imagens) sem passar pelos jornalistas intermediários. O ciberespaço encoraja uma troca recíproca e comunitária enquanto os media clássicos utilizam uma comunicação unidireccional na qual os receptores estão isolados uns dos outros. Existe assim uma espécie de antinomia, por oposição de princípio, entre os media e a cibercultura, que explica o reflexo deformado que cada um oferece do outro ao público» Levy, 2000:222

Como se posicionar perante um «profeta da desgraça» «como Paul Virilio» giram à volta de um fantasma que a simpIes observaçao daquilo que nos rodeia denuncIa co irremediavelmente falso. Pela mesma ordem de ideias, já não um profeta da desgraça, mas um sorridente especialista de marketing de investigação hi-tech, desta vez, Nicolas Négroponte, anuncia no seu livro L'Homme Numérique «a passagem dos átomos para os bits», dito de outra maneira a substituição de matéria pela informação ou do real pelo virtual.» (levy, 235)

A relação dificil entre meios classicos e ciberespaço

«a conotação negativa ou angustiante da apresentação da rede por certos media vem também do facto de, como, sublinhei várias vezes, o ciberespaço ser precisamente uma alternativa aos media de massas clássicos. De facto, ele permite aos indivíduos e aos grupos encontrarem informações que lhes interessam e difundir a sua versão dos factos (incluindo as imagens) sem passar pelos jornalistas intermediários. O ciberespaço encoraja uma troca recíproca e comunitária enquanto os media clássicos utilizam uma comunicação unidireccional na qual os receptores estão isolados uns dos outros. Existe assim uma espécie de antinomia, por oposição de princípio, entre os media e a cibercultura, que explica o reflexo deformado que cada um oferece do outro ao público» Levy, 2000:222

O que significa multimédia (segundo Levy)

«o termo multimédia significa em princípio: quem emprega vários suportes ou vários veículos de comunicação. Infelizmente, a sua utilização nesta acepção tornou-se muito rara.(...) O termo multimédia é empregue correctamente, quando, por exemplo, a estreia de um filme dá lugar simultaneamente à comercialização e venda de um jogo de vídeo, à difusão de uma série televisiva, camisolas, jogos, etc. Neste caso, trata-se verdadeiramente de «uma estratégia multimédia». Mas se o que se pretende é designar de maneira clara a confluência de vários tipos de media diferentes na direcção da mesma rede digital integrada, dever-se-ia empregar de preferência a palavra «unimédia» (Levy, 2000: 68). 

(5.0) A comunicação passiva em Levy

(este não é, como é óbvio, um conceito novo; nova será quando muito a sua adaptação à realidade)

«o dispositivo comunicacional designa a relação entre os participantes da comunicação. Podem distinguir-se três grandes categorias de dispositivos comunicacionais: um-todos, um-um, todos-todos. A imprensa, a rádio, a televisão estão estruturados com base no princípio um-todos: um centro emissor envia as suas mensagens a um grande número de receptores passivos e dispersas. O correio e o telefone organizam relações recíprocas entre interlocutores mas somente por meio de contactos de indIvíduo para indivíduo ou de ponto para ponto. O ciberespaço põe em funcionamento um dispositivo de comunicação original pois permite às comunidades constituírem progressivamente e de forma cooperante um contexto comum (dispositivo todos-todos)» (Levy, 2000: 67)

A estes deveriamos acrescentar um novo dispositivo comunicacional: todos (ou melhor muitos?)-um, a partir do momento em que a personalização da escolha pode ser feita a partir dos mais diversos e infinitos conteúdos digitais (www, o nosso computador, o iTunes, etc) 

Colocar no mesmo plano rádio e Internet (como media/suportes)?

«Os media são o suporte ou o veículo da mensagem. A imprensa, a rádio, a televisão, o cinema ou a Internet, por exempIo são media» (Levy, 2000: 66)

«quanto mais rápida é a mudança tecnológica mais parece ela vir do exterior»

«quanto mais rápida é a mudança tecnológica mais parece ela vir do exterior» (levy, 2000: 30) 

Por trás das técnicas, os projectos sociais

»Por trás das técnicas agem e reagem as ideias, os projectos sociais, as utopias, os interesses económicas o leque inteiro dos Iogas do homem em sociedade» (Levy, 2000: 24)

Para dividir a oferta de música atraves da net

A oferta divide-se em duas grandes categorias:

1) streaming (ouvir sem possuir)

2) download (ouvir, comprando)

Podemos dividir a oferta de streaming entre os serviços que

1.1) não permitem construir playlists (a música não pode ser 'guardada' para voltar a ouvir)

1.2) permitem construir playlists (a música playlist pode ser ouvida especificamente)

Podemos a seguir dividir os serviços de download em:

2.1 download com publicidade

2.2 download com subscrição (global ou música a música)

Alternativas à música da rádio

«One of the many reasons radio has lost the next generation is that music stations are unremarkable. They are vanilla. Sound the same. Too repetitious. Too many commercials. Too phony. Not real» (Jerry del Colliano, Radio: Bob Dylan, Program Director, Inside Music Media, 27/06/08 http://insidemusicmedia.blogspot.com/2008/06/radio-bob-dylan-program-director.html

Fará sentido pensar nas características clássicas quando...?

«A rádio tem efeitos essencialmente diversos dos da televisão. Por estranho que pareça, o principal apelo da rádio é visual, e não sonoro. Quanto mais a mensagem sonora da rádio nos envolve, mais nos emocionamos e mais especulamos e projectamos imagens do que pode corresponder a esse fluxo sonoro de informação. Desta forma, a rádio, por si só, constitui-se num meio que apela à mobilização e à acção. A rádio apela a fazer, a agir, a ir ver como é. É por isto que a rádio tem sido frequentemente o medium utilizado por políticos e militares na mobilização das massas. Na televisão, tudo está dito e tudo está visto. Na rádio, a cada frase, a cada acorde, existe um mundo inteiro para descobrir» (ILharco, 43) 

VER McLUHAN

A tecnologia não é uma moda

«A tecnologia deixa de nos surgir no mundo, para passar a constituir-se no carácter fundador do próprio mundo da acção humana quotidiana» (Ilharco, 2004: 15)

«A tecnologia, assim, não é apenas o gigantesco conjunto dos instrumentos qualificados de tecnológicos, mecanismos que suportam e possibilitam -literalmente - viver a vida que hoje vivemos, mas também, e porventura sobretudo, o conjunto de comportamentos e de práticas que somos e no âmbito dos quais vivemos» (Ilharco, 19)

«Na nossa época, com o desenvolvimento e a penetração das tecnologias de informação e de comunicação, este modo fundamental de presenciar o/no mundo vai um passo mais além ao sugerir que a própria tecnologia é a realidade, como referiram Heidegger, Ellul, Spenglerl, entre outros, e como hoje sugere, por exemplo, Borgmann» (Ilharco, 23)  

A partir do momento em que o cliente pode escolher, quer escolher

«O desenvolvimento da tecnologia nas últimas décadas tem seguido em paralelo a instalação de um novo quadro estratégico. Hoje em dia, existem mais produtos nas lojas e nos armazéns de todo o mundo do que aqueles que alguma vez serão vendidos. Desde os anos 70/80 que a oferta de produtos e serviços ultrapassa estruturalmente a sua procura. Este status quo tem vindo a determinar uma mudança de poder nos mercados, das empresas para os clientes. É por causa desta mudança de fundo que na competição empresarial as preocupaçàes da gestão evoluíram das indústrias para os segmentos, dos segmentos para os nichos, e dos nichos para a singularização. Porque o cliente pode escolher entre o mar de produtos e de serviços à sua disposição, as empresas centram-se cada vez mais na singularização.» (Ilharco, 33) 

McLuhan e a tecnologia

«O qué a tecnologia? o que é a tecnologia de informação e comumcaçao? Melvin Kranzberg (1917-1995), um dos grandes historiadores da tecnologia, propôs corno primeira lei para entendermos a tecnologia constatarmos que ela não é boa nem má e que também não é neutra. O que é então? A própria história do homem, como no fundo McLuhan sugere? Talvez um modo de existir, como Martin Heidegger (1889-1976) aponta? » (ILharco, 2004: 11)

«Em Portugal, como em todo o mundo desenvolvido, as pessoas continuam a espantar-se com a destruição que, de tempos a tempos, as forças da natureza trazem ao dia-a-dia. Não podia deixar de assim ser, pois o modo tecnológico de ser, como sugeriu McLuhan {Understanding Media, 1994: 18], não é uma opção, mas uma imposIção: «Os efeitos da tecnologia não ocorrem nos níveis da opinião ou os conceitos, mas alteram o equilíbrio de significado e os padrões da percepção de uma forma firme e sem resistência». (Ilharco, 23-24)

«Nunca na História a actividade humana dependeu tanto da tecnologia»

«Nunca na História a actividade humana dependeu tanto da tecnologia» (Ilharco, 2004:9)