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Transistor kills the radio star?

Dar sonhos aos ouvintes, não apenas prémios (o modelo em causa)

«Corey Deitz: "It’s tough times for AM and FM radio. Both are under increased pressure by competition that didn’t exist just 10 years ago: Satellite Radio, Webcasting, Podcasting, iPods and mp3 players, audio content on cell phones, and more.
There is no one in high management in the traditional (terrestrial) Radio business - who at least privately - wouldn’t concede that there is worry about the future."
O texto todo aqui.

Algumas sugestões do autor:
"We are what people perceive us to be.
We need to be more than a “1 CD-a-day giveaway with all the winners going into a drawing for a $50 dollars gift certificate.”
We need to be more than radio stations which buy billboards only when ratings drop and we feel threatened.
We need to be radio stations that give away prizes our listeners care about and not just products our sponsors give us.
We need to be radio stations that give away dreams, not just prizes."

«A fúria e a velocidade da inovação técnica»

"Lo característico del actual momento técnico no es la abundancia de equipamiento disponible sino la furia y la velocidad con la que la innovación técnica se precipita sobre el sector de la Comunicación -y sobre tantos otros-, pulverizando las estructuras tradicionales" ((Faus Belau in Martinéz-Costa, ed, 2001: 19)

A Internet será tudo

Walt Mossberg, o especialista em tecnologia do Wall Street Journal, esteve na convenção NAB 06 e falou sobre (o futuro d)a rádio. O texto merece ser lido na íntegra, ou pelo nos extractos divulgados pelo site RAIN, mas aqui ficam algumas ideias:

«“Currently, we talk about ‘surfing the Web’ or ‘being on the Internet’ or ‘I’m going online tonight’ as a discreet activity we perform on a PC,” Mossberg said, “but in ten years, those phrases will sound absurd.
“When you watch TV, you may be on the Internet; when you listen to radio, you may be on the Internet. The Internet will not be an activity you do on a PC – it will be like the electrical grid. It will be all around you!”»

O receptor anestesiado

A propósito de um capitulo do livro de Kischinhevsky (2007: 67- ), a que chama de «A lenda do ouvinte passivo» (reconhecendo que está numa posição subalterna), algumas ideias:

- defende-se neste trabalho que a rádio remete o ouvinte a uma extrema passividade. Isso por vezes interessa, para potenciar a acumulação, mas a rádio não foi capaz de tecnica e conceptualmente perceber - nem que seja pelo exemplo do controlo remoto na TV - que o ouvinte tambem quer agir, controlo.

- controlo não é procurar alternativa no caso de não gostar (quantas opções tem? a variedade é real) nem muito menos desligar - que é tornar.se não-ouvinte;

- mas não se defende aqui uma visão conspirativa da recepção passiva (motivada por interesses mais ou menos obscuros das industrias e dos governos, sobretudo dos Estados Unidos, como acontece sobretudo com Armand Mattelart ou Herbert Schiller, além de varios autores latino-americanos a expressão de Kischinhevsky, «a mesma lente de lavagem cerebral ideológica» [70], inspirados certamente em Adorno). A recepção passiva resulta principalmente da plena adequação da rádio ao seu novo papel de escuta secundária (em acumulação - correr, conduzir, estudar),. transformando-se num modelo de sucesso. Não vamos ao ponto de defender que o ouvinte é«um ser submisso, passivo, que consome qualquer tipo de emissão sem se dar conta dos engodos que lhe são impingidos» (71), mas é verdade que o ouvinte - por falta de alternativa - acomodou-se. Passivo sim, submisso não. como demonstra o interesse despertado pela internet e a quebra nas audiencias da rádio ao longo dos ultimos anos. Estamos, pois, mais proximos daquilo que defende Ciro MArcondes Filho (o  receptor mantem-se refem da ideologia veiculada pelos meios de comunicação) (71)

- por outras palavras recusa-se aqui a ideia de dominação por parte dos grandes interesses ou dos ouvintes anestisiados/hipnotizados: «teorias que fizeram muito sucesso especialmente nos anos 70, quando falar em comunicação era falar em dominação; basta substituir os horrorosos extraterrestres por gordos capitalistas e, voilá, estará caracterizada a sociedade subjugada pelo "imperialismo cultural" norte-americano. Nesses estudos, engendrados a partir das idéias da Escola de Frankfurt e renovados pelo conceito de idelogia desenvolvido por Althusser, o receptor era um ser anestesiado por mensagens sub-reptícias, narcóticas, de conformismo, conservadorismo, autoderrotismo, romantismo, providencialismo, em suma, estímulos à sujeição diante da ordem estabelecida» (2007: 68), tambem porque, como diz o autor, «a indústria da comunicação e do entretenimento está longe de ser um bloco monolítico como podem nos fazer pensar alguns dados quantitativos» (70) TEORIAS

A história não se repete?

(será um erro entender a Internet como uma espécie de meio que vem concorrer com os clássicos; a Internet não concorre com um, mas com todos. Mas a Internet concorre, integrando os anteriores, juntando-os, convergindo, criando algo de novo, fazendo coexistir os antigos mas de forma diferente, alterando-os; se a Internet fosse um meio concorrente, a história poderia repetir-se; assim, do que estamos a falar é de uma nova categoria, de uma nova ideia de comunicação)

The Internet offers an environment in which all of these media can coexist. With high-speed Internet connections provided by either telephone wire, a cable television line, or a satellite link, new entertainment options such as movies-on-demand, radio, television, and "live" on-line games against many players scattered around the globe have become reality.» (PAIK, 2001: 24-25) 

Para uma arrumação do 3º capitulo

3.0 A rádio tal como a conhecemos; ainda sem o impacto da net; no fundo, a rádio do passado e do presente; a rádio tem sido um sucesso, e um bom negócio; os sinais de crise que se acentuaram sempre estiveram latentes mas não teriam impacto; o sentimento bipolar; três fases: negação, confusão, adesão

3.1 Os sinais de crise que existiam antes do impacto da digitalização (não são os sinais da crise geração iPod): queda nas audiencias; queda nas receitas publicitárias, quena na cotação das bolsas, queixas relativamente à falta de variedade na oferta das progranações e na estagnação tecnológica; as ameaças que apareceram;

3.2 O optimismo; a negação; a historia não se repete [ESTE OPTIMISMO VAI SER UMA CONSTANTE,. UMA MARCA DESTA INDUSTRIA/ACTIVIDADE; APARECE SEMPRE QUE HÁ PROBLEMAS; SEMPRE QUE HÁ DIFICULDADES]

3.3 A net põe em causa a ideia de rádio (transição e hibridismo); os primeiros sinais; evoluir ou reinventar-se?

O problema é dos ouvintes...

«NAB President and CEO David Rehr delivered a keynote address Friday at the Conclave Learning Conference in Minneapolis, where he pointed to four key areas for growth in radio and called on the industry to remind people why they fell in love with the medium in the first place. "Radio is so pervasive, like water, air, and electricity, that many people take it for granted," Rehr said. "I believe we must do a better job reminding people why they fell in love with radio. We must reignite the passion." Rehr then identified "four key areas for growth – opportunities to remind consumers of the value of radio," and listed them as technology; playlist variety and format diversity; building for the future; and reigniting consumers. (...) Rehr concluded, "We have challenges ahead of us. We have battles that may seem overwhelming. But the opportunities ahead of us are incredible. Radio's future is bright. If we are persistent and consistent, we will win our battles, we will realize the enormous opportunities ahead, and ladies and gentlemen, we will make radio new again."

fonte: Rehr Calls On Radio To "Reignite The Passion", FMQB, 30/06/08

«Terrestrial radio is a dead man walking»

http://seekingalpha.com/article/83192-the-future-of-radio-is-online

Tornar a rádio um widget

Mark Ramsey: «Easy steps to turn your radio station into a web widget. A "widget" is a piece of your content that is portable. Your station's fans "embed" it on their own pages, and every time they do this they expand distribution for your content and your brand. Some companies, like Yes.com, specialize in widgetizing your radio station. But if those don't fit the bill, here are some super-easy instructions for making your own.»

Easy steps to turn your radio station into a web widget», Ramsey, 26/06/08

Streaming das rádios pode ser afectado pelos copyrights

«Streaming Royalties May Affect Terrestrial Radio. June 24, 2008 - According to an article by Tim Siglin on streamingmedia.com, terrestrial radio may soon be brought into the fight over royalties. Almost a year ago we reported on the Copyright Protection Board's decisions to enforce a set of performance royalty rates suggested by Sound Exchange and lobbyists for the RIAA. These were retroactive and focused on Internet radio broadcasters»

Video killed the radio star?

«It looks like many of the traditional media just have to fight off one Internet battle after the other as Web 2.0 alternatives lay siege to longstanding methods of communication. With the blogging boom, the social community explosion and “texting and twittering” detonating together with the wide adoption of readily accessible and portable video, the transmission of ideas, messages and announcements will never be the same»

Não foi sempre a tecnologia que fez mudar a rádio?

Por vezes le-se a recusa em admitir que a tecnologia está a mudar a rádio. Mas não foi sempre a tecnologia que mudou (e criou) a rádio?; não é âmbito deste trabalho; sem a digitalização, a rádio ainda estaria igual, vivendo da popularidade conseguida.

seria um trabalho sobre talento e criatividade, se a tecnologia, se o impacto tecnológico, não estivesse a mudar a rádio.

(intr 5.2) A resposta da rádio

A resposta da rádio à digitalização e a necessidade que sente de avançar para novos territórios faz-de de várias formas, algumas conscientes e outras inconscientes (ajudas que recebe ao nivel da convergencia...); ainda assim, a preocupação de convergir (com tudo o que mexa, sobretudo telemoveis) é real

Interessam-nas as ferramentas ao dispor do utilizador (que são cada vez mais tecnologicas) e os conteudos gerados pela transição, pelo novo suporte

O conceito de utilizador (faz sentido diferenciar?)

«La radio pública se orienta la al ciudadano no al consumidor.(...) Todos somos usuarios y consumidores de objetos materiales e inmateriales, pero por encima de ello somos ciudadanos.» (CHerreros, 2007: 209) 

(intro) A internet cria um novo utilizador

«Internet está creando un usuario y consumidor nuevo al que le gusta la interactividad, sentirse conductor del proceso de la búsqueda, de la comunicación» (CHerreros, 2007: 95)

Uma definição de consumo passivo

«la radio tiene como servicio dejar las manos libres para conducir, fabricar, limpiar, y la vista libre para atender y presenciar otras realidades. Lo único que exige es la atención del oído y no siempre de manera excluyente. Se sitúa como ambiente mientras se habla o se hace otra cosa» (CHerreros, 2007: 94)

Definição de objectivos

é um trabalho sobre a rádio na INternet?
Não, é sobretudo um trabalho sobre o que acontece à rádio (no que se transforma) quando passa para a internet (e quando deixa de ser rádio, ainda que seja áudio, a partir da net).

contra a tecnocultura

«Vivimos un momento en que parece que la técnica y lo tecnocrático se imponen como elemento único y se pierde con frecuencia el horizonte de las ideas, de las opciones políticas. Las corrientes neoliberales parece que hubieran impuesto una tecnocultura en la que no cabe otra opción que la que ella impulsa independientemenre de otros valores» (CHerreros, 2007: 65).

Os problemas da passagem para o consumo passivo-activo

«Cees Hamelink ha resaltado las dificultades de pasar de un modelo lineal de transmisión a otro interactivo: «Movernos de la transmisión a la interactividad significa dos cosas: primero, tenemos que aprender cómo conducir un diálogo y en segunda instancia, tenemos que aprender a comunicar en forma no violenta, en formas que no nos pongan en pugna» (CHerreros, 2007: 60)

Ainda a necessidade de novos conteúdos

serão necessários novos conteúdos ou novas ferramentas... técnicas?
O podcasting não é um novo conteúdo, mas aparece com a internet;

será que não estaremos perante os mesmos conteúdos-base, disponibilizados de outra forma pela digitalização e por exemplos muito mais cruzados/misturados?

confunde-se conteudos com ferramentas técnicas?

canais de streaming

«lo importante es la entrada de la radio en las aportaciones de lnternet: navegación, hiperenlaces, interactividad» (CHerreros, 2007: 39) 

Um exemplo de novos conteudos proporcionados pela digitalização (interactividade): «Juan José Millás abrió la experiencia a través de la caden SER de iniciar un relato con una frase o dejar el tema libre para que los usuarios lo continuaran. Esta experiencia era recogida luego en el periódico El País mediante una selección efectuada por el propio escritor. Es un intento de establecer unas sinergias entre las aportaciones de Internet, la radio y, en este caso final, con el periódico» (CHerreros, 2007: 98)