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Transistor kills the radio star?

(3.1.1.3) A wikipedia é o melhor exemplo de net social:

- uma enciclopédia desprovida de sentido comercial

- consulta gratuita

- projecto sustentado através de donativos altruístas

- permite conhecimentos infinitos

- wiki é «um sistema de edição de páginas na Internet concebido para o trabalho colaborativo», com grande simplicidade e muita informação

- em cinco anos tem 4,6 milhões de artigos em 230 linguas e dialectos («entre línguas, vivas, línguas mortas e línguas imaginárias»), só em inglês 18 vezes maior do que Enciclopédia Britânica; 177.000 artigos em português (sobretudo redigido por brasileiros); sétimo domínio mais procurado no mundo;

- principais críticas: a exactidão das informações e o vandalismo de um sistema aberto a todos;

- «Um utilizador comum abre uma entrada sobre um novo assunto, um wikipedista é avisado e vai ler e retocar, outro wikipedista com mais responsabilidade verifica a correcção geral – tudo de forma transparente, o que é um alívio para muitos. A grande diferença é esta: no mundo dos «bits» qualquer erro, não importa em que nível de edição tenha sido cometido, é corrigido no minuto seguinte a ser detectado, enquanto no mundo dos átomos pode demorar uns anos até a «verdade» ser reposta»

(citações tiradas de «O Saber Mutante», Expresso/Actual, 30/9/06, Paulo Querido, págs 29/30)  

A Internet hoje

(estamos naquilo que os especialistas designam por web 2.0, a rede da socialização)

(6.0 A capacidade de reacção da rádio)

«A “rádio 2.0”, como lhe chamou Jorge Alexandre Lopes, será um personal media, onde o ouvinte poderá partilhar os conteúdos e terá oportunidade de ser ele próprio o emissor. “A rádio não é rádio”, sublinhou, referindo-se ao facto de os programas terem que passar a ser feitos para poderem ser consumidos em leitores de MP3, telemóveis e para circular entre computadores pessoais através de redes peer-to-peer. Trata-se de uma “lógica de hipermercado”: “As rádios e as televisões têm que pôr os seus     produtos nas prateleiras para que o utilizador escolha.”

(«Futuro da rádio e da televisão passa pelo personal media», João Pedro Pereira, Publico, 30/9/06, pág 47)

(5.0) A realidade portuguesa

«(…) o responsável pela RDP [Jorge Alexandre Lopes] apontou ainda que um terço dos cibernautas ouve música on line [dados de Portugal?], que 3,5 milhões de portugueses estão ligados à Internet (o correspondente a 42% do mercado de rádio), e que, só em Portugal, o número de leitores de mp3 vendidos ultrapassa já as 400 mil unidades» («Futuro da rádio e da televisão passa pelo personal media», João Pedro Pereira, Publico, 30/9/06, pág 47)

«Guardian vai lançar serviço de vídeo»

- trata-se de um serviço de vídeo on line com conteúdos originais e qualidade digital (através de uma produtora do grupo empresarial); a BBC passa a ser concorrência do Guardian, disse a directora do Guardian Media Group, Carolyn McCall (Público, 5/10/06, «Guardian vai lançar serviço de vídeo»).

Earl Wilkinson, director da INMA (International Newspaper Marketing Association), apresentou nove perspectivas do que serão os jornais num futuro próximo. Seis delas estão intimamente relacionadas com a Internet: (…) 2 – “A procura dos conteúdos será personalizada e interactiva»;3 – «As opções digitais vão multiplicar-se: o jornal disponível a qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer plataforma»; 4 - «Os jornais permitirão a compra dos artigos em separado»; 5 - «Os leitores assinarão versões multimédia e não versões impressas»(…). A intervenção de Earl encerrou os trabalhos do último encontro europeu da INMA, em Barcelona. O caminho que se avizinha envolve uma mudança de mentalidade tão grande que o blogue “What’s next: Innovations in newspapers» (em www.innovationsinnewspapers.com) deu ao artigo sobre o assunto o título «Jornais de amanhã: 9 provocações». (Miguel Martins, Expresso, 30/9/06, Única pág 114, «Os jornais de amanhã»)  

Lily Allen:

Tornou-se conhecida através da Internet e do my space e veio provar que se pode atingir o sucesso (ou conseguir uma «carreira») sem o circuito classíco promocional da rádio ou da televisão.

Ainda não tinha lançado qualquer disco, mas colocara quatro músicas na sua página.

Consta que em pouco tempo teria mais de 40 mil «amigos» registados e que as suas canções foram tocadas mais de um milhão de vezes. Só depois é que assina com uma editora e grava «Alright Stil…»

«Agora há diversidade, hipóteses de escolha (…) A Internei permite que os miúdos encontrem música nova em vez das coisas de sempre. Os miúdos fartaram-se de estrelas pop manufacturadas, falsas. Querem algo diferente. Com a Internet podem procurar e encontrar exactamente aquilo que desejam, em vez daquilo que lhes disseram [de] que deviam gostar.” (Publico, 4/8/06, suplemento Y)

(3.1) Digital Music Awards

A indústria musical parece rendida aos benefícios que a digitalização em curso irá provocar. Os Digital Music Awards (5ª edição em 2006) ainda estão no início, mas serão cada vez mais importante à medida que mais artistas usem a Internet ou os telemóveis para se promoverem, em vez da rádio ou da tv. Os prémios distinguem:

- as páginas oficiais dos músicos;

- as páginas de fãs e blogues;

- inovações na rede, como utilização do telemóvel ou podcasts ou lojas digitais de venda;

iPod pode vender apartamentos

Os jovens não têm cartão de crédito mas podem comprar música on line

«O conceito é inovador, o processo de compra selectivo e original: numa parceria inédita no País, a MusicaOnline e a RFM uniram esforços em Julho "pelo download cem por cento legal". E porque a aliança da loja portuguesa de música virtual com a rádio líder de audiências resulta, "serão 1200 os novos pontos de venda que abrem já em Setembro", adianta ao DN o administrador da MusicaOnline, Flávio Gaspar. Na prática, o número traduz-se em maior flexibilidade de compra para os ouvintes: os vales de 5, 10 e 20 euros, até à data disponíveis apenas nas lojas BP, "passam a estar à venda em muito mais sítios, o que facilita o negócio", explica o responsável, optando por não revelar, para já, a identidade dos novos postos de venda. Os clientes podem igualmente continuar a pagar com cartão de crédito - via Internet e "de forma fácil, imediata e segura" - as músicas que escolherem de um catálogo que conta já com cerca de um milhão de títulos, disponíveis em vários preços a partir de um mínimo de 79 cêntimos por unidade. "Estamos a tentar que, dentro de um ou dois meses, o valor máximo actual - de 1,24 euros - baixe para 1,19", revela ainda ao DN Flávio Gaspar, firme na certeza de que é este o formato que os consumidores de música preferem actualmente. E, de facto, todos os indicadores convergem no momento de traçar a linha de (r)evolução do sector: o relatório anual de música digital, realizado pela International Federation for the Phonographic Industry, afirma que "o mercado de downloads digitais está a crescer geometricamente". Os relatórios da Nielsen Research confirmam a tendência ao apontar, em Portugal, para "uma taxa de crescimento anual de 169%" só em 2006. "A parceria com a RFM surgiu para dar resposta à procura dos ouvintes, acabámos por juntar o útil ao agradável no modo como tudo funciona", reconhece o responsável da MusicaOnline. Apoiado nas suas convicções pelo director de Programas da RFM, António Mendes: "A disponibilização da música que tocamos através da Net permite-nos servir melhor o público. Os nossos ouvintes são pessoas activas, tencionamos fazer da sua experiência radiofónica connosco algo tão dinâmico como eles próprios o são."

fonte: Dn, ANa Pago, «Compra de música na Net abre 1200 postos de venda», 14/08/06 

A lista das músicas "compráveis" online está acessível em www.rfm.pt ou no site www.musicaonline.pt.

Custa 196 (e tem rádio)

«A Microsoft já anunciou o preço do leitor de mp3 Zune que chegará ao mercado norte-americano no dia 14 de Novembro 196 euros. O preço é semelhante ao do seu concorrente da Apple - o iPod - e possui os mesmos 30 gigabytes de memória.
A maior empresa de software do mundo inicia, assim, a maior tentativa de sempre para destronar o monopólio da Apple, depois de ter permitido um avanço de quase cinco anos.
A Microsoft já admitiu, inclusive, que terá prejuízo na próxima época natalícia "Tívemos que observar o que havia no mercado e oferecer um preço competitivo", afirmou Scott Erickson, o director de marketing de produto do Zune. A Microsoft divulgou também que pretende investir centenas de milhões de dólares no desenvolvimento e comercialização do Zune, admitindo que o investimento pode demorar anos a dar fruto.
O novo leitor de mp3 é o primeiro passo na criação de uma nova marca de aparelhos portáteis. Segundo a empresa, também está a ser desenvolvido um projecto para telemóveis.
O Zune é um leitor rectangular com um botão redondo de controle. A sua aparência é semelhante à de um iPod, ainda que seja um pouco maior - oferece um ecrã LCD de três polegadas. O Zune oferece ainda rádio FM e ligação sem fios, o que permite aos utilizadores trocarem fotos e canções entre aparelhos semelhantes - e essa é a sua grande vantagem relativamente ao iPod.
A empresa fundada por Bill Gates vai lançar, em simultâneo, um serviço denominado "Zune Pass", com um custo de 12 euros mensais. Este serviço permitirá efectuar 'download' de um conjunto pré-definido de músicas, vídeos ou outros conteúdos. Segundo a Reuteurs, as músicas também poderão ser compradas no Zune MarketPlace (78 cêntimos por unidade). Ainda não foi anunciada a data definitiva de comercialização do Zune na Europa»

fonte: Novo mp3 'Zune' custa 196 euros, JN, 2/10/06

Um jornal multimédia

«A pocos pasos del lago de Zúrich, se alza el edificio sede del grupo editorial Ringier. En la tercera planta, una veintena de periodistas se afanan en dar forma al Cash Daily, un diario económico gratuito que utiliza todas las herramientas que proporcionan las nuevas tecnologías y que parece llamado a crear una pequeña revolución en la forma en que entendemos el periodismo (...) "Somos la primera plataforma multimedia gratuita del mundo que incluye televisión, audio, Internet y papel unificados", explica satisfecho Trüb. De hecho, el periódico "convencional" de Cash Daily está disponible en papel en cada esquina desde las seis de la mañana. Trüb recuerda que tras la crisis de 2000 perdieron circulación y publicidad. En ese momento la empresa decidió seguir una estrategia muy agresiva. "Antes teníamos 600.000 lectores semanales", dice, "y con la nueva estrategia doblamos la audiencia y la superamos, llegando hoy a 1.500.000 personas por semana".

fonte: «Ni periódico ni televisión, sino todo a la vez», RODRIGO CARRIZO  -  Zúrich, EL PAÍS  -  Sociedad - 02-10-2006

A importância do iPod e a rádio

diz Loyd G. Ford no radio & Records (29/9/06)

«Anyone who doesn’t think the iPod is amazing technology has not put in the earbuds and sampled their own personal library rotating with ease. iPods are not only indicative of a greater movement in entertainment technology but also signal a choice that radio should pay attention to while inspiring us to move toward the epicenter of what is happening—before it’s too late.

Radio is a companion medium. Every time we aggressively engage in being a “companion,” radio wins and increases the influence we’ve had for decades. If we don’t, we become less influential to a new generation of consumers who demand more interesting ideas»

 

Mais dos números do satélite

(mais um estudo; desta vez da Bridge Ratings, out 06)

«48% of those surveyed said they would not renew their in-car satellite-radio subscriptions, while 30% of people who bought their radio at a retailer would not renew their subscriptions. Additionally, 91% said they had not subscribed to the Internet version of Howard Stern's radio show»

Novidades no iRadio

«Motorola iRadio is now delivering pre-release album previews from J/Arista artists, part of a larger deal with parent label group Sony BMG. Monica is the first artist to "leak" her upcoming album, The Makings of Me, though others will soon jump on board. The album can be accessed in a dedicated Sony BMG area within iRadio, a music-focused platform that offers over 600 mobile-based streaming radio channels. Using Bluetooth capabilities, iRadio is designed to easily transport music into environments like the automobile and digital living room. Future artists were not mentioned, though the J/Arista roster includes Alicia Keys, Cassidy, Carrie Underwood, and Baby Bash. "The growth in mobile services, from ringtones to Motorola's iRadio, is astounding and continues to provide groundbreaking opportunities that benefit our artists and super-serve their fans," said Tom Corson, EVP/GM of J/Arista Records. Meanwhile, other major labels are expected to join suit, especially given the potential of mobile music distribution, and the security involved. "Motorola iRadio brings labels, artists, and fans together like never before ― in a seamless and secure manner," commented Dave Ulmer, senior director of Marketing at Motorola Digital Media Services.

São falsos os numeros de assinantes via satélite?

«Sirius Satellite Radio is steadily gaining subscriber traction, though its numbers have recently been called into question. For years, both XM and Sirius have been scrutinized over how many active, paying subscribers they actually have. That is an important question, especially considering the high number of new automobile buyers that are simply tapping into free trials – and often not activating thereafter. And unsold cars with active radio subscriptions also represent a question mark. Recently, Sirius CFO David Frear was quizzed on what percentage of total subscribers came from unsold cars, and the executive pointed to a 10 percent figure during the fourth quarter of 2005. During earlier quarters, Frear noted that the percentage was closer to eight percent.

The comments came during the recent Merrill Lynch Media & Entertainment Conference, and terrestrial radio proponents seized on the figure. Using a recent subscriber tally of 4,678,207, the ten percent figure nears 500,000, or half-a-million, though the actual figure is probably less. Using a more modest 8 percent figure, satellite radio blog Orbitcast pointed to approximately 374,000 “car lot” subscribers. "And as Frear pointed out, the average days these vehicles spend on the lots is around 90 days," the recent post noted. Meanwhile, larger questions have been looming on the overall growth rate of satellite radio in general – active or inactive – and whether those rates can ultimately sustain the nascent technology.»

fonte: Digital music News, Terrestrial Proponents Question Sirius Subscriber Tallies, 2/10/06

O meu horário nobre é diferente do teu

Com aparelhos como o RadioShark os meus programas favoritos passam à hora que eu quiser - o receptor, que se liga ao computador, grava como se fosse um video (como o TiVo norte-americano )e faz um ficheiro que eu posso ouvir quando quiser.

Quando toda a rádio estiver em podcasting isto não será necessário. Mas e se não estiver...

Perspectivas sobre o futuro da rádio

«O rádio, de acordo com Meditsch (2001:229), vai continuar existindo na era da internet e até depois dela. Será aperfeiçoado pelas tecnologias atuais e futuras, sem deixar de ser o que é. Segundo ele, a necessidade do serviço de informações em tempo real, recebido em qualquer lugar, sem que as pessoas precisem paralisar suas atividades, não será superada tão cedo.McLuhan (1964:335) também se preocupa com esta caracterização voltada à radiofonia. Quando ouço rádio, parece que vivo dentro dele. Eu me abandono mais facilmente ao ouvir rádio do que ao ler um livro. Como ele mesmo aponta, o poder que tem o rádio de envolver as pessoas em profundidade se manifesta no uso que os adolescentes fazem do aparelho durante seus trabalhos de casa, bem como as pessoas que levam consigo seus transístores, que lhes propiciam um mundo particular próprio em meio às multidões.O rádio, segundo McLuhan (1964:337), afeta as pessoas como que pessoalmente, oferecendo um mundo de comunicação não expressa entre o escritor-locutor e o ouvinte. Este é o aspecto mais imediato do rádio, uma experiência particular» Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pag 2

O contexto da liberalização radiofónica portuguesa

«A grande mutação da paisagem audiovisual europeia tem no entanto lugar sobretudo a partir dos anos 1980. Assiste-se então a uma desregulamentação desenfreada que, muitas vezes, o poder político não consegue controlar. Tanto mais que tal desregulamentação é largamente favorecida pelas novas tecnologias: alijamento [sic] dos emissores, implantação de redes de cabo, lançamento de satélites de telecomunicações. A desmonopolização legal torna-se inevitável.»

J.-M. Nobre Correia, «Audiovisual público»,  Jornalismo & Jornalistas, Abr/Jun 06, pág. 24

Mas como lembra Castells (2003) citado por Magda Cunha, «(…)o sucesso comercial do rádio que levou seu controle a grandes conglomerados de mídia em todos os países, num efeito direto da desregulação que conduziu, como em muitas áreas da economia, a uma concentração crescente. Embora seja localmente orientado, cada vez mais seu conteúdo é homogeneizado. Por isso, estações de rádio alternativas, centradas na transmissão de programas do interesse de grupos específicos, encontram na internet uma maneira fácil de transmitir além do limite do espectro licenciado. (Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pag 7)

A herança do primeiro choque

«Porque a proliferação de novos canais de rádio e de televisão provoca uma segmentação da audiência que apresenta aspectos muito positivos para os anunciantes: as campanhas publicitárias podem ser dirigidas de forma mais racional a públicos-alvo melhor delimitados, a custos mais reduzidos, quando o impacto das sequências publicitárias é tendencialmente mais elevado. Em contrapartida, a dita proliferação implica uma baixa da audiência absoluta de cada um dos canais. O “bolo” da audiência sendo partilhado entre estações cada vez mais numerosas, cada uma recebe uma ltia cada vez mais fina, embora de espessura diferente. »

J.-M. Nobre Correia, «Audiovisual público»,  Jornalismo & Jornalistas, Abr/Jun 06, pág. 27

A geração iPod espanhola – tv também em perda

Excertos de um artigo do El País:

 «"Para nosotros la tele, el ordenador o el videojuego fueron grandes descubrimientos y formas distintas de ocio, pero para los niños son una misma pantalla", observa. Al cambio que describe este padre hay que añadir ahora otra novedad: la reducción del interés de los niños por los soportes poco interactivos y con contenidos más limitados para ellos. ¿El que más se empieza a resentir por ello? La televisión. Los más pequeños viven el ocio de otra manera: el 72% de los chavales entre 10 y 14 años asegura utilizar el ordenador de forma frecuente; el 66% navega por Internet; y el 54% tiene teléfono móvil, según datos del Instituto Nacional de Estadística (INE). En cambio, los niños ven la televisión en la actualidad casi 20 minutos menos que hace diez años. Se han pasado a las nuevas pantallas y la tecnología ha cambiado sus hábitos. La ausencia de programas infantiles en televisión justifica además esta tendencia (…). Es una audiencia que no interesa para el share. (…)"Prefieren las nuevas pantallas, porque delante de la televisión son sujetos pasivos, mientras que las formas de ocio digital son pura actividad y les permiten convertirse en protagonistas", reflexiona Xavier Bringué. Este profesor de la Universidad de Navarra ha dirigido un estudio sobre el uso y valoración de la tecnología que hacen los niños de nueve a once años. De 4.000 encuestados, el 47% se quedaría con los videojuegos antes que con la tele (el 34%). Lo mismo sucede con Internet y el móvil: ambos ganan la batalla a la televisión entre los más pequeños. "Esto no significa que estén dejando de verla", matiza Bringué. "Lo que ocurre es que ahora dedican más tiempo libre a todas las pantallas". Las audiencias confirman un descenso en el consumo infantil. De hecho, es el único colectivo, junto a los jóvenes de 13 a 24 años, que ha reducido el consumo televisivo. Si en 1995 los menores de 4 a 12 años se pasaban 160 minutos delante de la pequeña pantalla, en 2005 fueron 142, según la empresa de medición de audiencias Sofres.Fonte: El País,  La tele pierde, consolas y móviles ganan, ROSARIO G. GÓMEZ / GUILLERMO ABRIL , 13/08/06