Blogia

Transistor kills the radio star?

Sobre as audiencias em Espanha

Em Espanha existem duas empresas a medir as audiencias de rádio: o Estudio General de Medios, da AIMC, e o novo Estudio General de Audiencias, da Sigma Dos. ESte estudo aparece como resposta a uma série de polémicas que acusavam o EGM de beneficiar a SER ("ante fallos clamorosos de EGM en casos que han llegado a tener menos audiencia de lectores que ejemplares impresos y vendidos, el doble control realizado para verificar ventas reales. En el mundo de la radio todos estos problemas se habían acrecentado últimamente llevando a José Antonio Sentís, director de Radio Nacional de España, a abandonar el EGM por lo que ya era evidentemente un mal trabajo profesional")

Como se pode ver aqui há diferenças entre os resultados (normal quando há dois estudos concorrentes) e nas metodologias. O EGA tem seis vagas por ano (com uma amostra mais reduzida), enquanto o mais consagrado, o EGM, quatro (como o Bareme). 

Uma diferença fundamental face a Portugal: os numeros não são segmentados por faixas etárias ou classes sociais, mas em valores absolutos (devido à dimensão do país e do mercado), por horas e por programas (o que tem a ver com o fenomeno local da rádio "de estrellas"). No entanto, essa falta de informação não deixa de ser uma fraqueza, porque não se conhece quem ouve o quê...

Mais: "dada la discrepancia con los resultados de otro estudio, el llamado Estudio General de Audiencias (EGA), publicado hace sólo unos días, se ha puesto en duda la validez del EGM, que supuestamente, según los críticos, sería favorable a la SER, frente a la COPE, que según el EGA tendría mucha mayor audiencia. (...) El EGA es realizado por una empresa de encuestas, Sigma Dos, sin ninguna verificación ni control de otras empresas. Aunque la página de Sigma Dos no lo cuenta, según RTVE, el EGA parece ser un estudio sólo de la audiencia de radio, con una muestra también muy amplia (12.000 entrevistas), y realizada telefónicamente."

Testes em Madrid (2003) com o sistema alternativo à Arbitron (Radiocontrol)...

Promovida y bajo la dirección de AIMC, en el municipio de Madrid, y durante cuatro semanas (con una muestra total de 944 individuos en las cuatro semanas) tuvo lugar en la primavera de 2003 la prueba de la medida de la audiencia de Radio a través de los audímetros reloj de Radiocontrol. Colaboraron en su financiación el Instituto GfK, propietario de los audímetros, las cadenas de radio Europa FM, COPE, Onda Cero y SER, y la Asociación de Agencias de Medios.

Los resultados de la prueba fueron presentados por el Instituto a mediados del mes de junio de 2003 (...). En términos generales, la medición de la escucha de radio a través de los audímetros de Radiocontrol se manifiesta válida y viable. En relación con el sistema actual,hay que decir que el dibujo de la escucha de radio viene a ser el mismo,si bien algunas de las cadenas pequeñas elevan su audiencia. Y se notaron como efectos más importantes: el aumento del reach diario para las cadenas individualmente consideradas; la disminución del consumo medio, y la disminución del tiempo de escucha medio.

Perspectivas (fracas) sobre o DAB

"Estima-se que os ouvintes de rádio digital através do sistema DAB totalizem cerca de quatro milhões de indivíduos no final do ano, esperando-se um aumento deste valor para 2006." (via Obercom)

Este artigo chama a atenção para algumas novidades que aí vêm: "And with mobile television and multimedia delivered via DMB (Digital Multimedia Broadcasting) and DAB-IP – both part of the DAB family of standards - launching commercially in 2006, this number is set to escalate rapidly."

Países onde o DAB avança: UK, Norway, Denmark, Germany, Holland, Switzerland, Korea and China

Quanto vale Howard Stern

"A lot of the buzz on Wall Street is due to radio loudmouth Howard Stern taking his act to Sirius, which expects a million people to sign up at $12.95 a month to hear him talk naughty via outer space. Sirius might be right; it’s a big country and a million people will try anything. Witness the popularity of televised poker." (in Chicago Sun Times, "Satellite radio could be a lot of sound and fury", 18/12/05, by David Roeder)

ACT a 3/1/06: Já há resultados:

"Sirius Crosses 3 Million, Stern Effect Showing

Sirius Satellite Radio has recently reached its 3 millionth subscriber, an increase powered in part by the upcoming arrival of Howard Stern. The accomplishment was announced on December 27th by the company, and satisfies a goal set at the beginning of the fourth quarter. At that point, Sirius had 2.17 million subscribers, less than half of the 5.03 million then carried by rival XM Satellite Radio."

Diminuição dos downloads em 2005?

"Apesar de um bom início de ano, o mercado da música digital apresentou um crescimento menos sustentado a partir de Maio, com uma diminuição da quantidade de downloads de música." (Obercom)

A notícia é esta:

"Digital downloads lost heat as year progressed " (By Antony Bruno Fri Dec 16, 8:16 PM ET)

Digital downloads got off to a strong start in 2005. More than 155 million tracks were downloaded in the first half of the year, quickly surpassing the 141 million tracks downloaded during all of 2004.

According to research firm NPD Group, Apple Computer's iTunes Music Store now sells more music than retailers Tower Records or Borders Books & Music. Digital revenue overall, including ringtones sales and subscription services, now accounts for 5% of label revenue on average, double that of last year.

But as the year wore on, the growth of downloads began to slow. In May, about 6.4 million downloads were selling per week; average weekly downloads for the third quarter were only up to 6.6 million, according to Nielsen SoundScan.

Nova actualização do índice

se interessar, está aqui.

em sete telemoveis (de musica) apenas três têm rádio

Em aperitivo para um trabalho com algum fôlego que apresentarei dentro de dias neste espaço (comparando mais de 200 modelos de telemóveis...), aqui ficam as conclusões de um estudo da revista Connect, Novembro de 2005, comparando 7 telemóveis com música digital (o título do artigo é "mp3 móvel").

Aqui ficam os resultados relativamente à convergência com a rádio:

Nokia N91: SIM

Samsung I300: NÃO

Sony Ericsson W800i: SIM

Motorola Rokr E1; NÃO

Nokia 6630: NÃO

Sony Ericsson W550i: SIM

Sagem MYX6-2: NÃO

Ou seja, em sete três incorporam rádio (o que me parece pouco, porque estamos a falar de aparelhos virados para um público muito definido, aparelhos cuja maior valia é a audição de música digital).

Resta acrescentar que os sete modelos têm, além de leitor de mp3, software Java , sincronização com Outlook, e câmara de fotografia e vídeo.

Os telemóveis não gostam da rádio?

Em aperitivo para um trabalho com algum fôlego que apresentarei dentro de dias neste espaço (comparando mais de 200 modelos de telemóveis...), aqui ficam as conclusões de um estudo da revista Connect, Novembro de 2005, comparando 7 telemóveis com música digital (o título do artigo é "mp3 móvel").

Aqui ficam os resultados relativamente à convergência com a rádio:

Nokia N91: SIM

Samsung I300: NÃO

Sony Ericsson W800i: SIM

Motorola Rokr E1; NÃO

Nokia 6630: NÃO

Sony Ericsson W550i: SIM

Sagem MYX6-2: NÃO

Ou seja, em sete três incorporam rádio (o que me parece pouco, porque estamos a falar de aparelhos virados para um público muito definido, aparelhos cuja maior valia é a audição de música digital).

Resta acrescentar que os sete modelos têm, além de leitor de mp3, software Java , sincronização com Outlook, e câmara de fotografia e vídeo.

O DAB em Portugal

(em construção)

A RDP foi escolhida em 1997 para  montar e gerir as redes de DAB em Portugal (e até promete as primeiras emissões experimentais para a Expo 98)

A PT tambem se candidatou a gestora da rede mas a opção foi rejeitada. A proposta da RDP disponibiliza a abertura a outros operadores nacionais a preços mais favoráveis

Estagnação tecnológica

A crise que a rádio vive nos últimos anos também é resultado da falta de evolução tecnológica. A rádio, que sempre viveu associada aos desenvolvimentos tecnológicos, às pequenas grandes invenções que a fizeram sobreviver noutras décadas, não conhece desde 1960, data em que o FM estéreo foi testado pela primeira vez (na KDKA-FM de Pittsburgh), qualquer inovação significativa. São quase 40 anos de estagnação no que diz respeito à tecnologia intrínseca que serve a difusão hertziana (porque a internet é outro pressuposto).

Uma consulta à lista "Broadcast History Timeline" mostra isso mesmo...

A desregulação do FM (na Europa)

"Los 80 supusieron un cambio importante, sobre todo para la radiodifusión europea. Hacía ya años que algunos movimientos sociales, principalmente en países como Italia, habían reivindicado la radio como medio de expresión libre al servicio de la comunicación y el debate social. Para ellos, los grandes medios públicos eran incapaces de reflejar en sus programaciones las nuevas demandas y además eran poco permeables a la participación activa de grupos, la mayoría de los cuales se movían al margen del sistema político imperante. La mayoría de gobiernos nacionales se enfrentaron directamente con estas reivindicaciones y persiguieron las experiencias de emisión en FM llevadas a cabo a pesar del férreo sistema de control. Pese a todas las prohibiciones, la liberalización del espectro fue inevitable y la denominada desregulación dio paso a la radio privada, comercial o comunitaria".

(Marti Marti apud Martinéz-Costa e Moreno Moreno, 2004: 26)

"En Europa la especialización, además de llegar más tarde en el tiempo, utilizó una vía más selectiva. En los años 70, en el viejo continente no existía ni la presión de la competencia ni la del mercado publicitario ni la de la audiencia."

(idem, pag. 34)

A mudança no conceito histórico (e importância) das audiências

"Desde el punto de vista de las estrategias de los operadores, la audienda dejó de ser un conglomerado de personas de diversa edad y condición social y cultural y se fue configurando en segmentos homogéneos, siempre en función del tipo de emisoras que escuchaban"

Marti Marti apud Martinéz-Costa e Moreno Moreno, 2004: 26

 

A chegada do FM

"De una radio técnicamente «de penuria» (pocas emisoras y la mayor parte en AM), Europa y América pasaron a una radio «de abundancia» gracias a la implantación de la FM, circunstancia que aconteció a partir de los años 60. Este cambio en la tecnología de difusión tenía lugar precisamente un momento en el que la aparición de la televisión era para algunos el preludio de la muerte de la radio".

Jose Martí Martí apud MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004, pag. 25

MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004

A rádio como veículo publicitário

"En la década que va de los años 40 hasta los 50, la radio se fue transformando en un medio de comunicación masivo tanto en América como n Europa. En los Estados Unidos, la radio ya había acreditado sus magníficas posibilidades como soporte publicitario y fue precisamente la publicidad que en adelante sería su única fuente de financiación. Este modelo de explotación comercial del medio radiofónico tendria una importancia decisiva para el desarrollo de una programación competitiva destinada a conseguir el máximo número de oyentes, con el fin de atraer la inversión de los anunciantes".

Martí-Martí, Josep Maria, "La programación Radiofónica" apud MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004, pág. 25

A rádio resiste

A rádio continua forte, é o título de um estudo da Paragon Media Strategies, que entrevistou 400 norte-americanos entre os 15 e os 64 anos.

Esse estudo, cujas conclusões estão aqui, revela que apenas 3 por cento dos inquiridos diz que NUNCA ouve rádio. E diz também que mais de metade (52%) já ouviram uma rádio na net; (um em cada cinco tem um leitor de Mp3; menos de um em cada dez subscreve rádio via satélite);

A maior parte (59) dos ouvintes que ouvem na net dizem que continuam a gastar o mesmo tempo com a rádio convencional; mas os ouvintes via satelite dizem que ouvem menos rádio convencional

Outra das conclusões: a rádio é para 51 % a primeira fonte para ouvir musica

A concentração empresarial

(nos EUA):

«Once upon a time, radio was a mom-and-pop industry, thanks in part to federal regulations that prohibited companies from owning more than one FM and one AM station in a market. Then came the 1996 Telecommunications Act, which allowed ownership groups to own up to eight stations per market.

Corporations quickly scooped up station after station, creating the mega-owners such as Clear Channel Communications and Infinity Broadcasting. Today, Clear Channel owns close to 1,200 stations around the country. The next closest competitor is Cumulus at 303. »

"Radio Revolution", washington Business Journal, From the November 18, 2005 print edition, Jennifer Nycz-Conner

A história repete-se: o que aconteceu com o AM acontece agora ao FM...

Uma perspectiva muito  interessante, esta, que nos remete para o que aconteceu na década de 70, quando o FM ameaçou matar o AM. E se não conseguiu, deixou a Amplitude Modulada numa crise que se arrasta no tempo; agora é o satélite (e não só...) que ameaça o FM

«"It's almost frightening, the similarities between what was happening in 1970 and today," says Lee Abrams, senior vice president and chief creative officer of D.C.-based XM Satellite Radio.

He should know. He was part of the revolution that upset the long-established giant known as AM through a then-disregarded upstart known as FM. As one of the founding partners of radio research giant Burkhart/Abrams, he is credited with pioneering album rock, FM's first successful format.

In commercial radio's youth, AM was the giant. It ruled the airwaves throughout the 1950s and '60s as a money-making machine. Those in charge spent more time reaping its rewards than researching and innovating. They played too many commercials -- 18 minutes or more an hour. They refused to experiment with new ideas for fear of risking the upset of their business model. They ignored evolving technologies and a new musical revolution that was taking the nation by storm. Their success made them vulnerable.

The new upstart format sensed a weakness and exploited it. As Abrams recalls, five to 10 years later FM had jumped from 5 to 10 percent of the market to 85 percent.

Fast forward from 1970 to 2005. Abrams thinks the smart money is on the assumption that history is repeating itself. Radio is once again vulnerable. Listeners are frustrated by the number of commercials and the lack of choices. New technology, with more options, is bursting onto the scene. And FM is still working out of a playbook that was written decades ago. His plan: "To do to FM what FM did to AM."

Of course, satellite's only one of the options, and plenty of people think it's more fad than phenomenon. Its marketers have successfully touted subscriber growth. XM recently passed the 5 million mark, with competitor Sirius clocking in with just more than 2 million. That's for their entire listening universe. Local news station WTOP, for instance, can reach upward of 1 million listeners per week. »

"Radio Revolution", From the November 18, 2005 print edition, Jennifer Nycz-Conner


 

Por que é que a rádio via satélite é uma resposta

A rádio via satélite surge como oportunidade de negócio mas também como resposta à estagnação manifestada pela rádio hertziana. Alguns excertos do artigo Can Digital Kill the Radio Star? da Wired (2000-07-08).

"Traditional radio isn't doing the job in servicing customers," said William Kidd, satellite analyst at investment firm C.E. Unterberg, Towbin. Kidd said 80 percent of all listening today in the car is radio, and that the industry -- which hasn't seen substantial change since FM was invented more than 60 years ago -- is ripe for innovation. "It's hard to imagine that the status quo will be preserved," Kidd said.(...)

The broadcasters believe that customers will leap at the chance to pay for quality radio for the same reason cable TV has proven a success: better variety and fewer commercials. Radio listeners frustrated by the exclusionary and repetitive practices of the FM stations that have driven listeners to online services will identify with their specialty channels.

Former DJ Tom Versen, Sirius's director of production and creative services, said traditional radio only plays one-third of the music released each year. He said ad-supported radio has stagnated towards repeating old standards instead of taking chances on new content. "If I hear 'Dust in the Wind' one more time, I'm going to run my car off the road," Versen said. "

Alguns dados sobre a rádio via satélite

Sirius lançou o seu primeiro satélite em Julho de 2000. Juntou depois mais dois. A emissão nacional (apoiada por cerca de 100 repetidores terrestres) começou em 2001. O sucesso da tv por cabo inspirou os investidores;

Prometeram um preço de arranque /mês de $9,95 e cerca de 100 canais; "Both XM and Sirius have had successful IPOs, thanks in part to their unique FCC licenses. In 1997 the two companies paid a combined $172 million for the only FCC licenses to broadcast a nationwide digital signal" (Can Digital Kill the Radio Star?", by John Gartner, 2000-07-08 04:00:00.0)

Desde o princípio que foi definido como mercado-alvo o automóvel. "At home people can watch TV, movies, or listen to the radio, but in cars, radio is the only broadcast entertainment available," he said. "You really have a captive audience." Sirius e XM têm os maiores estudios de rádio do mundo (os da XM, em Washington, têm 80 estúdios). "Sirius currently has 30 engineers and former DJs ripping CDs into the music archives, which can be pre-programmed into daily shows for its 50 music channels."