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Transistor kills the radio star?

3.7 Telemóveis

Permite armazenar 100 faixas e liga-se ao iTunes

Motorola e Apple juntam telemóvel e música num só
«Chama-se Rokr, foi desenvolvido pela Motorola e pela Apple e junta as funções de telemóvel e de leitor de áudio portátil. Com capacidade para guardar até cem faixas de música, foi apresentado esta semana como o primeiro telemóvel com ligação ao iTunes, o mais famoso serviço de compra de música on-line. Já disponível nos EUA, onde custa 250 dólares, o Rokr chegará brevemente a vários países da Europa e da Ásia.
Poder telefonar e ouvir música a partir de um só dispositivo portátil foi o objectivo que levou a Motorola e a Apple a juntarem-se para desenvolver o Rokr (ou rocker, como se deve pronunciar). As duas empresas apresentaram-no em conjunto com a Cingular Wireless, uma operadora de telecomunicações norte-americana que, para já, será a única a possibilitar, nos EUA, as comunicações móveis a partir do Rokr.
As suas características são idênticas às de muitos outros telemóveis: possui uma autonomia que permite conversar durante cerca de nove horas, ecrã a cores, câmara integrada e pesa 107 gramas. A novidade está no facto de ter sido criado a pensar num fácil acesso ao serviço de música iTunes e numa simples passagem das funcionalidades de telemóvel para as de leitor de áudio. O Rokr integra auscultadores e microfone e os ficheiros de música podem ser transferidos do computador para este equipamento através de ligação USB (Universal Serial Bus).»

excerto de um texto da ultima pagina do Publico de ontem, assinado por Isabel Gorjão Santos

"Uma «exigência» por parte do público da rádio "

No âmbito das coisas que vou desenvolvendo aqui, enviei um mail ao director da Connect (talvez a melhor revista portuguesa nesta área das telecomunicações e novas tecnologias, mas com um serviço na net muito fraquinho, como se pode ver...): fazem análises aos modelos de telemóveis, mas não referem se estes incorporam, como equipamento extra, receptores de FM.
Para além da promessa de corrigir o "erro" proximamente, Luís Mateus enviou-me uma resposta que publico aqui na sua parte essencial:
"(...) integração de sintonizadores de rádio FM em alguns dos telemóveis mais recentes surge quase como uma inevitabilidade; uma “exigência” por parte do público da rádio que comunga das novas tecnologias. Não só os chamados "telemóveis multimédia" possuem rádio FM, como também possibilitam escutar as emissões em estereofonia, ou simplesmente por meio de um altifalante interno. Além disso, integram cartões de memória adicionais, nos quais podemos gravar ficheiros de música digital (ex: MP3, AAC, etc.), que são reconhecidos e lidos pelo software do telemóvel.
Paralelamente, assistimos actualmente ao lançamento (especialmente nos países nórdicos) de serviços complementares das emissões de rádio. O caso mais interessante será, talvez, o Visual Radio (desenvolvido pela Nokia), que permite acrescentar informações visuais ao conteúdo das emissões radiofónicas. Essas informações (textuais, gráficas, etc.) são descarregadas para o telemóvel a partir da Internet, encontrando-se em perfeita sincronia com o conteúdo das emissões de rádio, facultando explorar a interactividade com os ouvintes/utilizadores
."
(obrigado Luís)

O inimigo é o telemóvel?

O adversário da rádio, neste segundo choque, não é a imagem, não são os videoclips, não é a televisão.Haverá sempre situações em que é preciso acumular tarefas e só um meio de sentido único o poderá fazer.
O grande adversário da rádio são os novos sistemas que permitem ouvir, acumulando com mobilidade, como acontecia, antes, quase em exclusivo, com a rádio. O telemóvel é o inimigo.

Um exemplo: o rádio despertador

Não sei de estatísticas, mas imagino que mais de 90 por cento dos portugueses que acordam com despertador têm um rádio sintonizado para eufemizar a dor (os outros 10 por cento acordaram com besouros/campaínhas ou têm música gravada associada).
A rádio era, assim, a primeira companhia ao acordar, por mérito próprio mas também por falta de alternativa (e ainda é).
Só que os telemóveis ameaçam mudar tudo. Também têm os seus despertadores. Com besouros mas também com música associada (toques). Mas sem rádio: mesmo os terminais que têm rádio instalado não permitem activar, ao despertar, esta função, até pelo problema da monição/amplificação.
Em resumo: da próxima vez que o despertador de casa avariar, vale a pena comprar outro? Não será melhor usar o telemóvel?

(A resposta pode passar por aqui: se a rádio tiver bons conteúdos, que interessem e prendam a atenção dos ouvintes, pode fazer a diferença face a um telemóvel)

(remeto eventuais interessados para este texto e este.

A rádio via satélite no telemóvel?

NEW YORK - Sony Electronics, a unit of Sony Corp. said on Thursday that it has talked with XM Satellite Radio Holdings Inc. and Sirius Satellite Radio Inc. about music devices, though no satellite radio deals are in place.

“We have been in talks with them for more than a year,” Stan Glasgow, president of Sony Electronics’ U.S. consumer sales, said at a press briefing. “Anything is possible.”

The company also said it hopes to beef up its Connect online music service by adding features such as video, as it fights to compete with Apple Computer’s dominate iPod player and iTunes music service.

Um Motorola com o iTunes???

Cingular considering iTunes phone
Reuters
Published on ZDNet News: June 26, 2005, 11:05 AM PT

Cingular Wireless, the No. 1 U.S. mobile service, is considering selling a Motorola cell phone that can play music using Apple Computer's iTunes music service, sources familiar with the matter said Friday.
"Motorola and Apple have been talking to Cingular about it using the iTunes phone," according to one of the sources, who asked not to be named.
RBC Capital analyst Mark Sue said in a recent research note that Apple and Cingular were working out final details on revenue sharing.
Cingular spokeswoman Jennifer Bowcock and Apple representative Natalie Kerris declined comment.
Apple and Motorola said last summer they were working on bringing the popular iTunes service to mobile phones but Motorola has delayed unveiling its iTunes device so far amid analyst speculation about a lack of interest from operators.
Music and wireless companies are betting that mobile phones equipped with digital music players will be a key source of growth in the next few years. Music providers see phones as a new distribution channel and phone makers believe that music player features will boost cell phone sales.
But network operators have questioned whether such devices, which could require steep subsidies, will boost their revenue as consumers could transfer songs to their phone via their computer rather than the network, according to analysts.
Cingular, the wireless venture of SBC Communications and BellSouth, however, could be one of the first wireless carriers to sell an iTunes phone.
Motorola spokeswoman Jennifer Weyrauch said the company is on schedule to ship an iTunes phone in the third quarter but would not disclose which operators would sell the phone.
Motorola said in March that it delayed showing its iTunes phone at trade shows earlier this year due to Apple and Motorola's differing approaches to product launches rather than any lack of interest from carriers.
Several analysts have suggested that Cingular would be a logical partner for the iTunes phone as it was the first operator to sell Motorola's flagship RAZR cell phone, which has helped boost sales at both companies.

Telemóvel com som hi-fi...

"Available from Sprint [operador norte-americano], the Sanyo MM-5600 has a built-in media player that plays music files stored on a miniSD card. A USB cable is included for transferring files from PCs to the card while inserted in the phone"

A música (digital) será mais barata e acessível

Já aqui tinha falado no número de Julho da revista Mega Ideia, mas não sobre o mais importante: um dossier sobre música digital.
Algumas ideias soltas:
- Ao contrário do que se especulava há uns anos (com a gravação de cassetes e depois de CD), agora é a indústria da música que está a tranalhar com os fabricantes de computadores para ouvir música;
- O negócio digital vai banalizar um novo hábito: cada um fará os seus próprios álbuns e/ou compilações;
- A lógica da música ilegal (assente nas redes de partilha ilegal de ficheiros)está a passar de hábito: os custos/preços actuais são baixos, a qualidade alta;
- Faz falta um padrão (standart) para a leitura de ficheiros digitais de música (a Apple tem o seu, AAC, o MP3 é mais popular, mas o WMA também tem os seus seguidores);

Uma nota pessoal: sem CD, deixará de haver discotecas! Isto é, banalizando-se (cinco anos?) a compra de música na internet, as editoras deixarão de editar CD como até agora. A música ficará mais barata (há menos custos), mas se eu tivesse uma loja de venda de discos pensava duas vezes. Ou então serão locais onde posso ir comprar meia dúzia de músicas, levando o meu LDM (será que acabei de sugerir um bom negócio????), e beber uma cerveja...

Mais televisão no telemóvel

Transcrevo o texto de Rogério Santos (porque o permalink abrange outros textos e não apenas este)
"Segundo Andrew Murray-Watson, do Sunday Telegraph de hoje, a televisão no telefone móvel será uma realidade em breve. Comenta ele, se cada britânico consome à volta de 18 horas semanais em televisão, por que não introduzir uma televisão móvel?
Todos os principais operadores de celulares estão a ultimar as suas ofertas. Esta semana coube a vez à Virgin Mobile, em parceria com a British Telecom, apresentar um serviço que permite aos seus clientes terem um telemóvel com televisão. As experiências ainda decorrem com um pequeno número de clientes em torno da autoestrada M25. O serviço comercial será lançado em 2006 se a prova piloto tiver sucesso. Há, neste momento, oferta de três canais - Sky News, Sky Sports News e uma estação de música, a Blaze. O Sunday Telegraph experimentou a tecnologia e concluiu que ela funciona. Trata-se do DAB. Dia sim dia não ou mês sim mês não, escreve-se que o DAB não serve, que está ultrapassado. No Natal passado, foi o sucesso de vendas de receptores de rádio em DAB; agora, a promessa de televisão no telemóvel através de DAB.
Entretanto, a concorrência experimenta outras tecnologias. A Orange usará a rede 3G (terceira geração de celulares). Contudo, a resolução de imagem não é tão boa como a do DAB, embora seja pioneira, pois já oferece comercialmente o serviço a £10 mensais (grosso modo: €15 mensais), que inclui o Big Brother e um canal de corridas de cavalos, aos escassos clientes que aderiram. Uma terceira tecnologia espreita e dá pelo nome de DVB-H (digital video broadcast-handheld), em desenvolvimento pela O2 em Oxford. Um analista terá dito que o DVB-H será o VHS do Betamax do DAB (traduzido por miudos: o Betamax era um sistema de gravação vídeo de melhor qualidade que o VHS, mas este acabou por triunfar graças ao marketing das empresas que o comercializaram; o mesmo poderá acontecer com o DAB, ultrapassado pelo DVB-H).
Aguardam-se desenvolvimentos tecnológicos. Duas coisas são, porém, certas: 1) o DAB não é para desprezar; 2) a televisão não vai morrer por causa da internet, pois canais temáticos e a pagamento estão a encontrar outras formas de distribuição."

O primeiro telemóvel para ver televisão

Chama-se LT-1000 e é da coreana LG - permite ver os canais hertzianos.
Informação oficial:
"LG Electronics developed world's first terrestrial digital multimedia broadcast- receiving phone (model: LG-LT1000) and unveiled it last November. This model, equipped with the company's own-developed System on Chip (SoC), enables the reception of terrestrial multimedia broadcasts and mobile communications simultaneously."

A imagem aqui.

Receber downloads atraves do telemóvel

Um dos temas centrais da Mega Ideiadeste mês é a combinção entre telemóveis e música. O fenómeno não é novo, mas é revelada uma novidade (que terá sido avançada numa recente feira em Cannes): a possibilidade de receber downloads de música (como os leitores digitais) "mas com a vantagem de que não será um aparelho «inerte» mas antes um que poderá receber downloads de música através da rede móvel, algo que com os leitores actuais não é possível".

Nota: devo dizer que não atingi plenamente o significado da frase (por incapacidade de a descodificar ou por má explicação de quem escreveu), mas aguardo para ver.

No mesmo artigo: a Sony Ericsson e a Samsung devem apresentar em breve telemóveis com boa oferta de música. E A Motorola vai incorporar o software iTunes.

Uma série de televisão para ver no telemóvel

SINGAPORE (Reuters) - A Singapore television station will air a romantic drama series on third-generation mobile phone handsets this month in what will be a first for Asia.
The 30-episode Chinese drama series, produced by state-owned television firm Mediacorp and media regulator Media Authority of Singapore, will be released in three-minute episodes on 3G mobile phones at the end of June before being aired as a 90-minute television program by the start of 2006.
Titled "PS I Luv U," the series -- which features Taiwanese actors such as Roy Chiu -- will also be streamed by regional telecom operators on mobile handsets in other parts of Asia, including China, Hong Kong, Taiwan and Malaysia, Mediacorp said.
Mediacorp said it plans to produce at least 10 3G drama series totaling over 200 mini-episodes next year.
Across the world, broadcast and cable networks have jumped on to the 3G bandwagon, rushing to churn out content for mobile phones and collaborating with telecom operators to provide entertainment clips that can be aired over the wireless network.
Fox Entertainment Group Inc. in May 2005 launched several series of "mobisodes" -- television programs whittled down to one-minute episodes and designed specifically for the mobile medium.

In 2001, Japan's NTT DoCoMo Inc. was the first operator in the world to launch its 3G service. But the service
was not as successful as was expected because of poor geographical coverage, sluggish feeds and pricey handsets.
However, with faster wireless broadband connections telecom operators believe video-streaming could be a "killer application" for 3G, with the potential to pull in billions of dollars in revenue.

Rádios e telemóveis

Os operadores de telemóveis (wireless carriers) devem apostar em dois serviços alternativos: os downloads de música e a a rádio sem publicidade - de acordo com um estudo da Management Network Group, citado pela Billboard.

"Offering commercial-free radio and music download services represent the greatest new opportunities for wireless carriers, based on a combination of usage interest, likelihood to recommend and likelihood to purchase.
That’s one of the topline findings of a study by communications industry consultants the Management Network Group. The company conducted an online survey of 1,000 “primary decision-makers or decision-influencers” aged 13-34 with an even demographic and geographic mix in March 2005.
Somewhat lower interest levels were found for mobile TV and video clips delivered via mobile devices. Multiplayer gaming generated interest with only one in five respondents overall, but ranked substantially higher among 13-17 year old mobile consumers.
The demo most interested in multimedia wireless services is males, aged 13-24.
The survey suggests that wireless carriers risk losing up to one fourth of their younger subscriber base if they don’t offer these types of content services."

Boas notícias para a rádio

"Commercial-free radio over mobile phones and the ability to download music to phones are the two most interesting advanced mobile services to young adults, according to a recent study." O estudo está aqui.
Porquê boas notícias?
"About 40 percent of 1,000 phone users between 13 and 34 years old would be very interested in commercial-free radio over their mobile phone, the survey said. Nearly 35 percent of those surveyed showed an interest in wireless music downloads"
A origem.

Na Visão de hoje...

... um longo artigochamado "Ataque ao iPod". Duas notas:
- a Apple vai perder para os telemóveis a primazia da música digital. Sinal disso, a Nokia vai lançar o seu modelo N91, que vai arrasar (quatro gigas e 3 mil músicas!!!); a Apple contra-ataca com um primeiro telemóvel, iPhone!
- "Actualmente a rádio e a televisão são os meios privilegiados para se descobrir a música. Mas, no futuro próximo, o consumo discográfico poderá ter origem, em grande parte, num só aparelho, o telemóvel".

"Mais de mil musicas em Mp3 num telemóvel"

"(...) The Nokia N91 is comparable in size to Apple’s 4-GB iPod Mini, but there’s a price differential. The Mini is $199, while the N91, to ship in Europe and Asia by the fourth quarter, is expected to sell for around $900 overseas, and $500 in the USA after discounts. Nokia hopes to have the phone here by year’s end, but needs a carrier.(...)
Most cell phones have limited internal memory — around 32 megabytes, though some higher-end phones come with slots for memory cards like those found in digital cameras. A 1-gigabyte card sells for around $70.
Samsung recently introduced a phone with a 1.5-gigabyte hard drive in South Korea, and says it will make a 3-gigabyte phone in the future.
No. 2 handset manufacturer Motorola announced an alliance with Apple last year for a non-hard drive phone that would play songs purchased at the iTunes Music Store. The phone has been delayed, primarily due to resistance from carriers about promoting Apple, says Alex Slawsby, an analyst with market tracker IDC.
Cell phones are the top-selling consumer tech device, with sales of 650 million last year, growing to 840 million in 2008, IDC says" (in USA Today)
(via Contrafactos)

Comentário: Mais uma vez estamos perante um caso de vantagens evidentes por parte da convergência tecnológica - os telemóveis vão tentar absorver os dispositivos de leitura digital em Mp3, beneficiando da vantagem de, com um mesmo dispositivo, ter não apenas o leitor, mas um telemóvel, um rádio, um...