Por isto é que a rádio tem de aproveitar a internet!
«Web bate imprensa e rádio no Japão», 2000-05-31 14:50:00, Casa dos Bits
«Para Jerry Hinrikus, director de uma cadeia de rádios norte-americanas, apesar dos números iniciais serem inibidores, o retorno do investimento acabou por revelar-se muito compensador.
e também por isto (se passam tanto tempo na web, por que não ouvir rádio?...):
"People Spending Equal Time On TV, Web: Respondents to a U.S. consumer survey said they spend 14 hours a week on line, which is the same amount of time in front of a television, JupiterResearch said. [...]
"Even the most intensive users of newspapers and magazines spend less time reading these publications than they do online or watching TV," JupiterResearch analyst Barry Parr said in a statement. "TV and newspaper companies risk losing an entire generation of users unless they immediately start promoting their online products,"
The Internet is displacing the use of other media, such as radio, magazines and books." (via Contrafactos)
O auto-rádio como central de compras
(é antiga, mas justifica-se ser recuperada)
«A Sirius Satellite Radio e a ATX Technologies anunciaram quarta-feira a criação de uma parceria para desenvolver um sistema que permita aos condutores efectuar compras dentro do automóvel, a partir do auto-rádio.
Segundo a Reuters, o projecto deverá permitir ao consumidor a aquisição de produtos e serviços anunciados na emissão de radio via satélite da Sirius. O pedido poderá depois ser feito usando os botões do auto-rádio.
O do sistema deverá incluir a ligação dos receptores da emissão da Sirius a telefones móveis e a sistemas de GPS, instalados no automóvel. Esta ligação permitiria o envio das ordens de compra para a emissora.
A Sirius já chegou a acordo com os fabricantes de automóveis Ford e DaymlerChrysler, para a instalação de receptores da sua emissão nos veículos produzidos por essas empresas nos próximos anos.» Comprar em trânsito, 2000-03-01 00:00:00, Casa dos Bits
Satélite ou HD?
«HD vs. satellite
Sure, the new radios are expensive. So were XM radios when satellite first became available in 2001. Satellite would seem to be a natural rival for HD radio, but there are wide differences:
• Once you’ve sprung for the radio, you need not part with any more loot with HD radio; with satellite, you’re on the hook for a $13 monthly subscription fee.
• Compared with any form of terrestrial radio, satellite provides many more choices for avid listeners. XM and Sirius each offer more than 120 coast-to-coast channels, including commercial-free music in diverse genres (blues, show tunes, etc.). By contrast, far fewer HD stations are available in any specific market. In New York, just a dozen stations offer multicast options, and only three AM stations transmit digitally.
• Most satellite stations are national; HD stations are local. No matter how good they sound, the regular stations are, well, the regular stations (commercials and all). Depending on your point of view, that’s as easily a plus as a minus. We all have favorites. I still gravitate to AM for traffic and sports talk. »
excerto de um artigo do USA Today, "Listen up for data on digital’s latest DJ domicile: HD radio", de Edward C. Baig, Posted 1/25/2006 9:58 PM, Updated 1/26/2006 10:50 PM
O negócio da rádio por satélite no mundo
O negócio da rádio por satélite não se limita aos Estados Unidos ou à GB. A WorldSpace é a empresa líder a nível mundial.
Informação oficial: "WORLDSPACE® (Nasdaq: WRSP - News) is the world’s only global media and entertainment company positioned to offer a satellite radio experience to consumers in more than 130 countries with five billion people, driving 300 million cars. WORLDSPACE delivers the latest tunes, trends and information from around the world and around the corner. WORLDSPACE subscribers benefit from a unique combination of local programming, original WORLDSPACE content and content from leading brands around the globe including the BBC, CNN, Virgin Radio UK, NDTV and RFI. The WORLDSPACE satellites cover two-thirds of the globe with six beams. Each beam is capable of delivering up to 80 channels of high quality digital audio and multimedia programming directly to WORLDSPACE Satellite Radios anytime and virtually anywhere in its coverage area. WORLDSPACE is a pioneer of satellite-based digital radio services (DARS) and was instrumental in the development of the technology infrastructure used today by XM Satellite Radio. For more information, please visit http://www.worldspace.com.»
Publicidade personalizada em função do que se ouve na rádio?
«From the land of extreme narrowcasting, MediaPost reports that Smart Signs is working on digital signs programmed to advertise to mall-goers based on what they were listening to on their radios while parking. In this scenario, you’re listening to your favorite Oldies station as you drive into the mall lot, then you see a sign advertising a new anti-aging cream as you enter the mall. That will happen because radio signals adjust advertising messages to specific consumer demographics.
"These technologies will generate the high-impact effect that we think will clearly differentiate this medium from what is currently available in the outdoor advertising arena," explained Tom Langeland, president of Smart Sign Media.», Radio Ink, Your Radio Is Talking About You,
O podcasting chega ao Sapo?
Pode não ser oficial, mas é mais uma tentativa de juntar num directório o movimento de podcasting.
http://podcasting.blogs.sapo.pt
C-o-n-v-e-r-g-ê-n-c-i-a-!
"A Motorola e a Burton Snowboards anunciaram o lançamento de um blusão para a prática de desportos de Inverno equipado com a tecnologia bluetooth. Na manga esquerda do blusão encontra-se um painel de controlo que torna possível efectuar chamadas e aceder a uma selecção de músicas. Os altifalantes e microfone estão localizados no capuz. Este blusão é o primeiro de uma linha de produtos desenvolvidos pela Motorola e pela Burton. Em breve serão lançados um capacete e um gorro"
in Meios e Publicidade, Motorola lança blusão com ligação bluetooth, Rui Oliveira Marques, 31 de Janeiro de 2006
A NPR lidera a oferta de rádio na internet
Enquanto uns ainda dormem (não imaginando o que aí vem), outros demoram a acordar (esperando para ver) e outros se recusam a acordar ("isso não vai dar nada"...), a NPR marca a agenda da rádio na internet.
Esta inicitiva é disso exemplo:
Os LAD são uma ameaça à portabilidade da rádio
Paul Resnikoff, editor da Digital Music News, faz neste texto um ponto da situação sobre a resposta da rádio convencional, via HD, àquilo que parece ser o sucesso do satélite (10 milhões de subscritores, nesta altura). Mas destaco algo que, aqui, é muito relevante: os leitores de audio digital (LAD) são uma ameaça à rádio, tradicional, digital ou via satélite:
"the iPod is also taking its own chunk of the action, especially as more car manufacturers install iPod ports, steering wheel controls and in-dash displays."
A Microsoft vai lançar um LAD?
"As the iPod continues to reign supreme over the portable MP3 market, some speculation is bubbling over a possible competitive entry from Microsoft. The software giant currently supports a wide range of portable MP3 players through its PlaysForSure network, which guarantees compatibility with various music stores and mobile phones. The underlying strategy is that consumers will favor a variety of devices, all threaded by a cohesive network of software and hardware compatibility. But that strategy has mostly been unsuccessful, despite the presence of several aggressive iPod competitors. According to a recent BusinessWeek article, Microsoft is now considering its own play, potentially taking Apple head-on" ("Will Microsoft Deliver Its Own Portable MP3 Player?")
Stern e a mudança dos ouvintes para o satélite
Sobre a mudança de Howard Stern
Dois milhões de podcasts da BBC em Dezembro
"Quase dois milhões de podcasts da BBC foram descarregados durante Dezembro. Os programas da manhã mostram-se os mais populares, com Chris Moyles da Radio 1 no topo (o seu programa foi descarregado 446,809 vezes). O Today da Radio 4 vem no segundo lugar. Mark Kermode, autor do programa de cinema da Five Live e Chris Evans' Best Bits, da Radio 2, também estão no top 10".
"These figures underline the enduring relevance of radio in the digital world."
Transformar os blogues em programas de rádio (e trazer mais gente para a rádio)
"A Rádio Comercial, primeira estação portuguesa a emitir em directo na Internet, é agora a primeira a trazer o fenómeno dos blogs para o éter.
O que lhe propomos é transformar o seu blog numa hora de rádio. Nós pegamos nas suas palavras e juntamos a música, dando uma vida nova ao seu refugio na Internet.
Damos-lhe a gravação, para mais tarde recordar, e uma semana de link directo a partir do nosso site.
E atenção: além de poder ouvir o seu Blog na rádio, você habilita-se ao prémio de Melhor Blog do ano!
O Meu Blog dava um programa de rádio, brevemente, ao fim de semana, na Rádio Comercial."
da página "O meu blogue dava um programa de rádio" da Rádio Cormercial
Críticas ao método da Arbitron
(e se a Arbitron, com tudo o que ela significa, tem estas falhas...)
Citações de Eric Norberg, ibidem, pág. 133-136
1) "El principal servicio estadístico es Arbitran, que utiliza cuestionarios distribuídos por correo, auto-administrados, de siete días, para recoger información de escucha radiofónica (...). Arbitron saca una muestra de la guía telef6nica para mandar los cuestionarios. En mi opinión, este proceder compromete aún más los datos";
2) "Como Arbitron comienza por una muestra de teléfonos de la guía se excluyen los no registrados en ella";
3) "(...) es que no pueden garantizar que van a obtener el mismo grado de cooperación de la muestra registada que de la no registrada. En cierto modo, entonces, las dos muestras no son equivalentes, y una puede distorsionar los resultados de la otra";
4) "(...) quienes voluntariamente no figuran en la guía - los que pagan una cantidad adicional para que no se les incluya en la guía telefónica- no suelen colaborar cuando se les pide el nombre y la dirección, ya que el entrevistador obviamente no sabe quiénes son y ha marcado ese número al azar. ¿Darían a cualquiera esa información? Pagan por su intimidad. Si al entrevistador no le dicen su nombre y dirección no pueden recibir el cuestionario y no se les incluirá en el informe";
5) "(...) pienso que el tamaño eficaz de la muestra, en el caso de los estudios de Arbitron, estaría mejor expresado por el número de «domicilios estudiados» y no por el número de cuestionarios del estudio, - lo cual representa un número sustancialmente menor. Creo que, para eliminar este efecto, debería contestar solamente una persona por domicilio".
6) "(...) cuando quienes participan en el estudio saben de antemano que serán estudiados, (como cuando reciben un cuestionario por anticipado) este conocimiento previo puede cambiar su conducta. Como Arbitran es la única empresa de estudios que ha proporcionado hasta ahora este conocimiento previo a la muestra con mucha antelación al esludio, es especialmente vulnerable a este inconveniente";
7)"(...) como Arbitron es la única empresa de estudios que debe saber el nombre y dirección de aquellos a quienes llama (para mandarles los cuestionarios) Arbitron es especialmente vulnerable al tema crítico de la intimidad";
8) "En todos los informes de Arbitron está comprobado que sólo una parte de quienes reciben los cuestionarios los devuelven";
"En resumen, todas las empresas de estudios fracasan en la obtención de una muestra verdaderamente representativa de la población. Sin embargo, la principal, Arbitron, con su sistema de etapas múltiples en la cooperación de los encuestados (contacto telefónico inicial, obtención de colaboración con los envíos postales, posterior necesidad de más colaboración para conseguir la devolución de los cuestionarios) y con las dificultades que significa el uso de encuestados múltiples en el mismo domicilio es, en mi opinión, la menos precisa de todas".
Porque falham as audiências de rádio
"Desgraciadamente, como las emisoras de radio - y los anunciantes - intentan cada vez más dirigirse a segmentos de población más pequeños, las estadísticas son cada vez más inexactas. Y no es que las empresas de investigación sean peores; es que cada día damos más importancia a las cifras, - y cuanto más estrechamente configuramos cada segmento de las estadísticas menos podemos confiar en las cifras resultantes" (Norberg, 1998: 125/126)
Quando o FM substitui a AM
"(...) hasta en los grandes mercados eran relativamente escasas las emisoras de radio con audiencias importantes, y todas estaban en la frecuencia de AM. (Las emisoras de FM ni siquiera se incluían en la mayoría de las clasificaciones (ratings) hasta mediados de los sesenta; (...) Hacia los ochenta, años en que las emisoras de FM lograban audiencias mayores que las de AM, había tal cantidad de emisoras a elegir que la programación por bloques de interés se convirtió en regla, y la mayoría de las emisoras de AM y FM comenzaron a abastecer a pequeños segmentos de la audiencia disponible" (Norberg, 1998: 7).
NORBERG, Eric G., Programación radiofónica: estrategias y tácticas, IORTV, Madrid, 1998
As programações das rádios não são estimulantes
"La radio se vio forzada a achicar sus estudios, a callal’ sus orquestas, a despedir sus compañías teatrales. Vio apagarse su época de oro; adiós radioteatro, adiós ’mamarrachito mío’, adiós suspenso. Todo quedó reducido a música y noticias. Y un nuevo vestuario: objetividad, seriedad, prisa. Porque dentro del botín resignó su bien más preciado: la imaginación. Olvidando que el hombre tuvo la literatura, y aún antes los juegos y las plantas mágicas, para tener pantallas propias en la cabeza; nadie comenzó a soñar con los rayos catódicos" (Alejandro Luna, "La gran pantalla a punto de enmudecer?", revista Códigos, nº 2, General Roca, 1989, apud Haye, 1995: 23)
A rádio visual
Uma actualização interessante de Paula Cordeiro sobre um tema já tratado pelo menos duas vezes neste espaço, o projecto de dar imagem à rádio ("Visual Radio"):
"A Visual Radio já está disponível na Finlândia, Singapura e Tailândia e tem já estações de rádio interessadas no sistema na Alemanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos, faltando apenas o operador de telecomunicações para disponibilizar o serviço. Na Turquia, está previsto que o serviço comece a funcionar ainda este ano.
Este sistema resulta de uma parceria entre a Hewlet Packard e a Nokia para disponibilizar um serviço complementar às emissões em FM, com conteúdos no telefone, sincronizados com os que estão a ser transmitidos pelas ondas hertzianas, possibilitando consultas várias sobre o artista que se está a ouvir, acesso a notícias, trânsito e estado do tempo, a par com a apresentação de conteúdos promocionais e publicitários, bem como a possibilidade de fazer compras" ("Convergência multimédia: ouvir o jornal e ver na rádio...", NetFM)