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Transistor kills the radio star?

8.0 Conclusões?

Perspectivas sobre o futuro da rádio

«O rádio, de acordo com Meditsch (2001:229), vai continuar existindo na era da internet e até depois dela. Será aperfeiçoado pelas tecnologias atuais e futuras, sem deixar de ser o que é. Segundo ele, a necessidade do serviço de informações em tempo real, recebido em qualquer lugar, sem que as pessoas precisem paralisar suas atividades, não será superada tão cedo.McLuhan (1964:335) também se preocupa com esta caracterização voltada à radiofonia. Quando ouço rádio, parece que vivo dentro dele. Eu me abandono mais facilmente ao ouvir rádio do que ao ler um livro. Como ele mesmo aponta, o poder que tem o rádio de envolver as pessoas em profundidade se manifesta no uso que os adolescentes fazem do aparelho durante seus trabalhos de casa, bem como as pessoas que levam consigo seus transístores, que lhes propiciam um mundo particular próprio em meio às multidões.O rádio, segundo McLuhan (1964:337), afeta as pessoas como que pessoalmente, oferecendo um mundo de comunicação não expressa entre o escritor-locutor e o ouvinte. Este é o aspecto mais imediato do rádio, uma experiência particular» Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pag 2

O novo iPod fala?

«The new iPod will tell you what it is about to play, removing the need for users to look at the screen while selecting music, and making the device safer and easier to use while driving, cycling or in badly-lit locations.

Crucially, the talking machines could give the iPod a badly-needed new competitive edge in the hotly-contested digital music player market.

The iconic machines were last week reported to have lost some of their sheen, with consumers following a series of technical problems and controversy surrounding the working conditions of those who make them. To make matters worse, software giant Microsoft is said to be working on its own iPod-bashing digital music player. »

fonte: «Apple pips its rivals with the iPod that talks» Scotsman, Richard Gray, 9/7/06

O futuro da rádio está nos operadores públicos?

Excertos de um artigo do IHTribune, de 26/2/06:

« is the public broadcasters, like the British Broadcasting Corp., Radio France Internationale, Deutsche Welle or National Public Radio in the United States, that are flourishing by embracing new technology and strategies, while commercial radio operators are losing out to iPods, MP3 players and digital and satellite alternatives.

In Britain, the BBC has increased its market share to 55.1 percent, according to surveys, taking its lead over commercial radio to its widest point in three years. The same trends are taking hold in the Netherlands and in Germany.

(...) the public broadcaster Radio France Internationale revamped its news Web site, which includes podcasts and streaming. Podcasting allows listeners to subscribe to radio shows, with their music players downloading the latest episodes from the computer (...).

"Public broadcasters can have an advantage, as they can experiment and gain experience with new technology without the same financial constraints as commercial broadcasters," said Colin Donald, editor of Live Net Music, which tracks and lists the times when independent rock bands perform live through online radio.

(fonte: Seeking new wavelengths for radio, IHT, Doreen Carvajal , SUNDAY, FEBRUARY 26, 2006)

A rádio é infinitamente adaptável ?

"A rádio é eternamente adaptável. Apesar dos desafios postos pelos outros medias, a rádio continua a ser popular por causa da sua capacidade de se adaptar às mudanças. Os deterministas tecnológicos podem apregoar que essas mudanças se devem aos avanços tecnológicos como a transmissão estéreo, o transístor e o uso do FM e as frequências digitais para melhorar a qualidade do som. Mas uma análise mais pormenorizada desses desenvolvimentos mostra que muitos já existiam antes de serem usados. O que provocou a sua utilização foi aquilo que Brian Winston chama de  ’supervening social necessities’ (1995: 68) que funciona como um acelerador dos desenvolvimentos dos media e da outra tecnologia". (Fleming,  2002: 25)

(tradução desta entrada)

Notícias e música, conteúdos de futuro

"There are two kinds of content which seem ideal. The first is news, since as we noted from our investigations (...) news in any medium appears to be primarily verbal, and so the very latest events can be conveyed to the listener without requiring him to take his eyes from what is his primary activity). Second, we can infer (...) that music is highly suitable for a medium which receives fluctuating attention, for since it does not 'refer to' things in the way that words do it does not force, though it may encourage, the exercise of the listener's imagination".

CRISELL, Andrew, Understanding Radio, Routledge, Londres, 2005, segunda Edição, pág.229

A rádio do futuro já nasceu (e até tem música...)

A rádio do futuro está aqui. Não vai ser construída, pensada ou idealizada daqui a uns anos em função de pressupostos (tecnológicos) novos, mas já nasceu. Talvez ainda não nos tenhamos apercebido, mas penso que a fórmula existe e pode ser ouvida. Hoje.

A rádio do futuro não vai ter lugar para a música, dizem, porque os telemóveis, os leitores digitais de áudio e os ficheiros no computador (partilhados ou comprados) vão substituir aquilo que hoje conhecemos por… rádio.

Tenho uma perspectiva diferente: a música a metro, sem identidade, alinhada por uma máquina numa lógica de repetição cíclica de sucessos, talvez não tenha futuro, porque os sucessos estarão primeiro na Internet do que na rádio. Mas há vida para além disso.

A música que for entendida como conceito criativo, como elemento de uma estrutura (de um programa) em que intervêm outros factores, como a voz, os sentidos, a emoção;  a música que for sinal de descoberta, de surpresa nas infinitas associações, de encantamento. Com essa música, então, a rádio terá tanto para dizer como para sentir.

Todas as semanas, na Internet ou aos sábados na Rádio Universitária de Coimbra, Francisco Amaral mostra uma Íntima Fracção do que será a rádio do futuro – a que mistura música com ideias, palavras com sensações. Então, copio-a para o meu computador (ou leitor digital de áudio), e levo-a para a ouvir. Em qualquer futuro. Sempre.