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Transistor kills the radio star?

A rádio por satélite a crescer

O Obercom divulga esta semana dois estudos de alguma forma contraditórios sobre a rádio via satélite nos EUA.
1) As duas emissoras de rádio via satélite norte-americanas divulgaram os seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2005.
A XM Satellite Radio Holdings Inc. registou mais de 500 mil novos subscritores, ou seja, um crescimento de 68% em relação ao período homólogo de 2004;
A SIRIUS registou receitas de 43.2 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2005, um aumento de 365% em relação ao primeiro trimestre de 2004.

2) Consumo de rádio via satélite (Satellite Radio Attracts a Few Good Men): a Media Auditpublicou recentemente um estudo onde verificou que de uma amostra de mais de 117 mil inquiridos, apenas 571 (com 18 ou mais anos) afirmou que ouviu rádio via satélite pelo menos uma vez nos últimos sete dias.

Mais um que se interroga sobre a rádio

no futuro!
Corey Deitz, do About Radio, na crónica desta semana: "Did Video kill the Radio star? Nope. Did Internet Streaming kill terrestrial stations? Uh uh. Did Satellite Radio kill AM and FM? Not yet. But..."

O mercado da música digital no Japão

Segundo um relatório divulgado pelo Nomura Research Institute, as receitas das vendas de musica por download, no Japão, deverão aumentar de 76,5 m de dólares, em 2004, para 841,1m de dólares, em 2008 (via Obercom).
"An increasing number of companies are entering the potentially lucrative market for online music download services, tipped by some to expand more than 10-fold in five years.
According to Nomura Research Institute, improved telecommunications infrastructure will help online music sales in Japan surge to 88 billion yen in fiscal 2009 from 8 billion yen in fiscal 2004."
A notícia aqui.

Um livro a ter em conta

O Futuro da Música (The Future of Music): este é o título de um livro recentemente publicado pela escola norte-americana de música Berklee onde analisa o contexto actual da industria e do consumo da musica e qual o seu futuro. (alguns capítulos estão disponíveis on-line) (via Obercom)

O podcasting chega ao New York Times

"What do the pope and Paris Hilton have in common? They're both podcasters - and you can be one too.
Ranging from the sublime to the ridiculous, podcasts are essentially do-it-yourself recorded radio programs posted online. Anyone can download them free, and, using special software, listeners can subscribe to favorite shows and even have them automatically downloaded to a portable digital music player."
Tudo aqui.

O podcasting pode ser um bom negócio?

Parece que sim!
Segundo o Obercom, "o mais recente relatório da Forrester [diz que] a rádio via satélite deverá registar, em 2010, 20,1 milhões de subscritores, enquanto o Podcasting atingirá os 12,3 milhões de utilizadores"

O resumo desse relatório (que é preciso subscrever): "New digital audio services like satellite radio, online radio, HD radio, and podcasting with new subscription and data service business models are changing the way consumers listen to radio. All four digital audio markets will grow steadily — by 2010, 20.1 million households will listen to satellite radio and 12.3 million households will synchronize podcasts to their MP3 players. Broadcasters and music labels must learn to deal with this new, fragmented audience. The keys to success will be subscriptions, ad targeting, and monetizing the many ways that digital audio will be consumed.."

Vendas de discos continuam a cair (França)

As vendas de discos em França (Les Ventes de Disques 2005 - 1° trimestre): o Syndicat National de l'Édition Phonographique (SNEP) publicou o primeiro relatório de 2005, referente aos valores de vendas no mercado discográfico francês. Segundo aquele relatório, verificou-se em 2004 uma diminuição do mercado em 14,3%, valor semelhante ao registado em 2003. Em dois anos, o mercado discográfico francês perdeu 27% em valor, o que representa 350 milhões de euros (Obercom)

Entretenimento digital em plataformas integradas

"As previsões para o futuro são, no entanto, favoráveis ao aparecimento de um centro multimédia integrado em casa. Mas não num futuro próximo. Por enquanto, os consumidores vão continuar a comprar várias plataformas, cada uma com um fim específico"
Texto do Obercom, citando um relatório da Parks Associates.

Acções da Warner Music caem

com as preocupações provocadas pela musica online.
A notícia da Reuters aqui.

Futuro do iPod ameaçado

É Bill Gatesquem o diz!
"I don’t think the success of the iPod can continue in the long term, however good Apple may be"

O negócio alarga-se...

Agora é a Yahoo que lança um serviço concorrente do iTunes e similares.
A Yahoo promete, para já numa versão experimental, e por $4.99/mês se a assinatura for anual, um catálogo com mais de um milhão de canções.

A Apple, obviamente reage: melhorando o serviço e alargando o iTunes a outros países.

IPTV

O Diário de Notícias de domingo trouxe uma página sobre uma nova tecnologia chamada IPTV (Internet Protocol TV) que - diz-se - é muito mais do que televisão distribuída por internet. Lê-se no texto de Hugo Bordeira (que não consigo encontrar «on line») que "promete revolucionar a relação entre os espectadores e a televisão, levando conteúdos televisivos de alta qualidade a la carte até casa dos consumidores".
"Tudo funciona através de uma ligação de banda larga de alta velocidade (...), essa ligação pode suportar todo o tipo de dados (Internet, voz e vídeo). (...) Na IPTV, o consumidor acede a um servidor que pode alojar centenas de canais solicitando apenas um de cada vez".

Ataque ao iPod - agora o "LifeDrive"

Parece irreversível: passada a surpresa, há que bater o iPod da Apple com novos produtos, que juntem a reprodução digital de música com outros serviços.
Este é mais um exemplo, com assinatura da Palm One (a empresa mãe dos PDAs). Mais caro, mas com mais funcionalidades.

O ataque ao iPod começa por dentro: o aparelho está em crise, segundo este artigo do IHT."If someone as mainstream as Bush has caught on to something allegedly so hip, what can Apple do to keep iPod chic and cutting-edge?". Atenção a este dado: a Apple tem 75 por cento da quota de mercado mundial de aparelhos digitais de música.

A internet como origem de tudo

"Com a fusão AOL-Time-Warner, a função comercial dos media de massas encontra-se formidavelmente reforçada. Vender torna-se o objectivo central. A internet toma assim, progressivamente, a forma de uma galeria de mercado, de um imenso centro comercial planetário. Ela transforma os mass media em máquinas de venda de produtos e serviços".
RAMONET, Ignacio, Propagandas silenciosas, Porto, Campo das Letras, 2001, págs. 19/20

Afinal a publicidade não incomoda?

Um estudo da Arbitron e da Edison Media Research mostra resultados surpreendentes: 84 por cento dizem que a publicidade na rádio é um "preço justo" a pagar por uma programação à borla. Ora, isto remete directamente para os canais por assinatura, via satélite, livres de publicidade. E para aquilo que parece ser uma tendência ascendente: a necessidade de reduzir a quantidade de publicidade nas emissões hertzianas.

Na Visão de hoje...

... um longo artigochamado "Ataque ao iPod". Duas notas:
- a Apple vai perder para os telemóveis a primazia da música digital. Sinal disso, a Nokia vai lançar o seu modelo N91, que vai arrasar (quatro gigas e 3 mil músicas!!!); a Apple contra-ataca com um primeiro telemóvel, iPhone!
- "Actualmente a rádio e a televisão são os meios privilegiados para se descobrir a música. Mas, no futuro próximo, o consumo discográfico poderá ter origem, em grande parte, num só aparelho, o telemóvel".

Mais rádios comunitárias no RU

"Ofcom awards four community radio licences
Ofcom today announces the award of four new community radio licences.
Community radio is a new sector of radio being introduced in the UK. It will become the third tier of radio which will complement the mix of services already provided by the BBC and commercial radio sectors."
O resto.

Sobre as redes (piratas) «peer to peer»

Mais de metade dos internautas espanhois usa as redes P2P para troca de ficheiros, diz este estudo. Mas como provavelmente quase todos esses ficheiros são ilegais, e a indústria discográfica está preocupada, apareceu uma solução que garante acabar os peer to peer. Aqui. Por isso não admira que o consumidor se sinta frustrado com as restrições - reacções curiosas...
(Aqui é possível traçar um perfil do "pirata digital".)
Certo é que, com ou sem piratas, há expectativas gordas para o crescimento do mercado de música digital: "mais 134 por cento este ano, atingindo os €780 milhões" (informação via Obercom).

Mais programas de podcasting na rádio

Agora é a Sirius que responde à Infinity, contratando aquele que chamam de pai do «podcasting», Adam Curry ("podfather", diz o NYT), para realizar um programa num dos seus canais.
A notícia do New York Times aqui.

Um momento histórico

«Infinity, which is part of the Viacom media conglomerate that also owns CBS and MTV, announced Wednesday that it would convert its KYCY-AM station in San Francisco to the new format on May 16.
Next month, Infinity will convert an underperforming station in San Francisco to a format that will play only "podcasts," or amateur recordings distributed via the Internet to listeners' iPods and other digital music players (...)» (IHT de hoje)

Comentário: Tudo isto é tão novo que imagino a confusão que vai na cabeça dos programadores/directores de rádio nos EUA. Uma rádio só com podcasts???!!! Mas não deixa de ser uma forma inteligente da rádio reagir!!!!

Isto liga-se a isto (a BBC cede programas para podcasting), a isto (a Clear Channel também) a isto(a empresa Loyal Ears cria uma plataforma independente para permitir a cedência paga ou grátis de programas para podcasting) e a isto ("Quem vai ouvir os audioblogs que supostamente vão revoluciunar o mundo da rádio?").