5.4 Internet
50 mil programas de rádio cadastrados
A empresa RadioTime acaba de lançar um programa informático que tem 50 mil programas cadastrados (de 36 mil estações), através da internet. Mas os programas e as estações em causa tanto são terrestres como on line.
Este software tem um mérito acrescido: os programas estão arquivados no servidor da RadioTime e podem ser ouvidos a qualquer momento. Como se não bastasse, podem ser descarregados no formato mp3 para qualquer LDM (iPod ou não).
(dica Corey Deitz)
Uma explicação:
«Tim Edmonds, assistant swim coach at Stanford University, is an early user of the RadioTime service. "My wife and I love listening to 'Car Talk' on PBS. But 'Car Talk' isn't necessarily on when we have time to listen. RadioTime fixes that. Now we record every episode of 'Car Talk' and listen to it when we have time ... in the car, working in the yard, or at the gym. We love it.»
Este software tem um mérito acrescido: os programas estão arquivados no servidor da RadioTime e podem ser ouvidos a qualquer momento. Como se não bastasse, podem ser descarregados no formato mp3 para qualquer LDM (iPod ou não).
(dica Corey Deitz)
Uma explicação:
«Tim Edmonds, assistant swim coach at Stanford University, is an early user of the RadioTime service. "My wife and I love listening to 'Car Talk' on PBS. But 'Car Talk' isn't necessarily on when we have time to listen. RadioTime fixes that. Now we record every episode of 'Car Talk' and listen to it when we have time ... in the car, working in the yard, or at the gym. We love it.»
Varias possibilidades de rádio na internet
"(...) A rádio na Internet só pode ter emissões digitais, no entanto estes nada têm a ver com os formatos digitais hertzianos (DAB, DRM, HD Radio, etc.).
Para emitir na Internet existem vários formatos áudio, sendo que os mais utilizados são o Real Audio, o WMA, o Quick Time, e o mp3.
O Real Audio é um formato de áudio da Real networks para streaming**. Para se escutar uma emissão em Real Audio é necessário ter o aplicativo Real Player. Tem uma boa taxa de compactação, mas a qualidade está abaixo do mp3.
O WMA - Windows Media Audio - é um formato áudio desenvolvido pela Microsoft para rivalizar com o mp3.
Em altas taxas de débito o wma não supera o mp3 em qualidade sonora, mas com menores taxas de débito (menos de 96 Kbps, só voz por ex.) o wma consegue mais compressão com uma diferença de som praticamente imperceptível em relação ao mp3. Uma das vantagens do wma é o de gerar arquivos áudio cerca de 1/3 mais pequenos que o mp3.
O Quick Time é o formato áudio da Apple computer. A qualidade do áudio Quick Time é ligeiramente superior ao do mp3, mas para ser escutado necessita do aplicativo quick time player.
Finalmente, temos o mp3. Este formato é, sem dúvida, o rei do áudio digital comprimido.
O termo mp3 deriva de uma contracção de MPEG audio Layer 3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3). Inicialmente destinava-se à compressão vídeo digital, mas foi posto de lado quando se verificou que o MPEG-2 (bastante usado na edição áudio das emissoras) servia para mesma coisa. Com esta situação, a patente caiu no domínio público e o mp3 tornou-se praticamente um standard da Internet. Hoje, devido à sua popularidade, quase todos os fabricantes de CDs e DVDs incluem nos seus aparelhos leitura em mp3 (...)"
in Jorge Guimarães Silva
Para emitir na Internet existem vários formatos áudio, sendo que os mais utilizados são o Real Audio, o WMA, o Quick Time, e o mp3.
O Real Audio é um formato de áudio da Real networks para streaming**. Para se escutar uma emissão em Real Audio é necessário ter o aplicativo Real Player. Tem uma boa taxa de compactação, mas a qualidade está abaixo do mp3.
O WMA - Windows Media Audio - é um formato áudio desenvolvido pela Microsoft para rivalizar com o mp3.
Em altas taxas de débito o wma não supera o mp3 em qualidade sonora, mas com menores taxas de débito (menos de 96 Kbps, só voz por ex.) o wma consegue mais compressão com uma diferença de som praticamente imperceptível em relação ao mp3. Uma das vantagens do wma é o de gerar arquivos áudio cerca de 1/3 mais pequenos que o mp3.
O Quick Time é o formato áudio da Apple computer. A qualidade do áudio Quick Time é ligeiramente superior ao do mp3, mas para ser escutado necessita do aplicativo quick time player.
Finalmente, temos o mp3. Este formato é, sem dúvida, o rei do áudio digital comprimido.
O termo mp3 deriva de uma contracção de MPEG audio Layer 3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3). Inicialmente destinava-se à compressão vídeo digital, mas foi posto de lado quando se verificou que o MPEG-2 (bastante usado na edição áudio das emissoras) servia para mesma coisa. Com esta situação, a patente caiu no domínio público e o mp3 tornou-se praticamente um standard da Internet. Hoje, devido à sua popularidade, quase todos os fabricantes de CDs e DVDs incluem nos seus aparelhos leitura em mp3 (...)"
in Jorge Guimarães Silva
"Uma oportunidade para se recriar e reinventar"
Este texto do blogue Jornalismo PortoRádio abre nova sperspectivas sobre a rádio na internet. E remete-nos para dois textos que se recomendam: um do jornalista brasileiro Fernando Kuhne outro do professor Rosental Calmon Alves (da Universidade do Texas)
A parte final do texto de Fernando Kuhn:
"(...) algumas conseqüências da inserção do rádio na Internet já podem ser amplamente atestadas, fato indicativo da consistência das transformações e da improbabilidade de que elas retrocedam. Implicações que estão enumeradas a seguir:
1-) a remoção da barreira da distância: qualquer rádio de alcance local pode ser ouvida em qualquer lugar sem ficar à mercê das irregulares condições de propagação ionosférica.
2-) a economia: para uma rádio entrar na Internet o investimento é ínfimo, muito menor do que o necessário para a transmissão à distância nos moldes tradicionais. Uma vez comprovado, o aumento de audiência para além dos limites iniciais pode representar contratos publicitários mais interessantes.
3-) a democratização da informação e do acesso à cultura: potencializam-se as opções de escolha por parte da audiência para "ouvir" determinado país ou cultura.
4-) a horizontalização das relações emissora/ouvinte: este ganha poder com a segmentação e variedade de alternativas, podendo ouvir apenas o tipo de música que preferir, além de se comunicar com as estações de forma muito mais consistente, convidativa e imediata do que através de carta ou telefone.
5-) convergência de mídias: o som da rádio sintonizada na Internet fazendo-se acompanhar de textos e imagens, criando uma nova linguagem, diferente da que estaria chegando ao ouvinte, leitor ou telespectador comum.
6-) o surgimento de rádios virtuais e pessoais: sem a necessidade de licenciar uma emissora para a transmissão on line e investir altas somas em equipamentos, qualquer entidade ou pessoa passa a ter condições de possuir uma emissora virtual.
7-) o impacto sobre as línguas, com a possibilidade de formação de comunidades virtuais: imigrantes afastados de sua origem retomando os vínculos com a cultura e a língua que acabaram deixando para trás por falta de pessoas com quem compartilhá-las.
O rádio na Internet efetivamente autoriza o resgate de algumas utopias adormecidas: a do rádio interativo, a do rádio alternativo, do rádio educador e do rádio que abraça o mundo. Logo haverá mais emissoras transmitindo pela rede do que por ondas curtas, redundando em maior disponibilidade e qualidade de som para o ouvinte."
A parte final do texto de Fernando Kuhn:
"(...) algumas conseqüências da inserção do rádio na Internet já podem ser amplamente atestadas, fato indicativo da consistência das transformações e da improbabilidade de que elas retrocedam. Implicações que estão enumeradas a seguir:
1-) a remoção da barreira da distância: qualquer rádio de alcance local pode ser ouvida em qualquer lugar sem ficar à mercê das irregulares condições de propagação ionosférica.
2-) a economia: para uma rádio entrar na Internet o investimento é ínfimo, muito menor do que o necessário para a transmissão à distância nos moldes tradicionais. Uma vez comprovado, o aumento de audiência para além dos limites iniciais pode representar contratos publicitários mais interessantes.
3-) a democratização da informação e do acesso à cultura: potencializam-se as opções de escolha por parte da audiência para "ouvir" determinado país ou cultura.
4-) a horizontalização das relações emissora/ouvinte: este ganha poder com a segmentação e variedade de alternativas, podendo ouvir apenas o tipo de música que preferir, além de se comunicar com as estações de forma muito mais consistente, convidativa e imediata do que através de carta ou telefone.
5-) convergência de mídias: o som da rádio sintonizada na Internet fazendo-se acompanhar de textos e imagens, criando uma nova linguagem, diferente da que estaria chegando ao ouvinte, leitor ou telespectador comum.
6-) o surgimento de rádios virtuais e pessoais: sem a necessidade de licenciar uma emissora para a transmissão on line e investir altas somas em equipamentos, qualquer entidade ou pessoa passa a ter condições de possuir uma emissora virtual.
7-) o impacto sobre as línguas, com a possibilidade de formação de comunidades virtuais: imigrantes afastados de sua origem retomando os vínculos com a cultura e a língua que acabaram deixando para trás por falta de pessoas com quem compartilhá-las.
O rádio na Internet efetivamente autoriza o resgate de algumas utopias adormecidas: a do rádio interativo, a do rádio alternativo, do rádio educador e do rádio que abraça o mundo. Logo haverá mais emissoras transmitindo pela rede do que por ondas curtas, redundando em maior disponibilidade e qualidade de som para o ouvinte."
A universalidade da internet
"Criador do DNS prevê fim da Internet em 10 anos
A facilidade também mata. Eis a crónica da morte anunciada do ciberespaço, de acordo Paul Mockapetris, o criador do Domain Name System (DNS), sistema em que assenta o registo de endereços na Internet.
Numa conferência em Santiago de Compostela, Espanha, o ciberpioneiro previu o fim da Internet nos próximos dez anos.
Mais que uma análise pessimista, a previsão aponta para um universalismo da Internet, que além de deixar de estar confinada aos computadores, se tornará cada vez mais cómoda e fácil de utilizar, a ponto de os utilizadores se esquecerem que estão a utilizá-la, enquanto meio de comunicação.
Mockapetris prevê ainda que, dentro de cinco anos, a Internet estabilize na totalidade, permitindo a integração de correio electrónico, mensagens instantâneas e voz num mesmo serviço.
Já só faltam 9 anos e 364 dias para saber se Mockapetris tem razão."
aqui. E o texto do El País.
A facilidade também mata. Eis a crónica da morte anunciada do ciberespaço, de acordo Paul Mockapetris, o criador do Domain Name System (DNS), sistema em que assenta o registo de endereços na Internet.
Numa conferência em Santiago de Compostela, Espanha, o ciberpioneiro previu o fim da Internet nos próximos dez anos.
Mais que uma análise pessimista, a previsão aponta para um universalismo da Internet, que além de deixar de estar confinada aos computadores, se tornará cada vez mais cómoda e fácil de utilizar, a ponto de os utilizadores se esquecerem que estão a utilizá-la, enquanto meio de comunicação.
Mockapetris prevê ainda que, dentro de cinco anos, a Internet estabilize na totalidade, permitindo a integração de correio electrónico, mensagens instantâneas e voz num mesmo serviço.
Já só faltam 9 anos e 364 dias para saber se Mockapetris tem razão."
aqui. E o texto do El País.
Bitcaster e streaming!
"O bitcaster nasce da fusão de bit e broadcast, termo mais acertado para falar das emissoras de rádio e televisão que difundem conteúdos através da rede da internet, sejam conteúdos em directo ou em diferido. O streaming é uma tecnologia de transmissão que facilita a audição ao utilizador, pois não fica à espera da descarga total do ficheiro áudio para começar a reprodução dos conteúdos sonoros"
no Industrias Culturais
no Industrias Culturais
37 milhões sintonizaram a rádio na net pelo menos uma vez
no último mês, nos Estados Unidos.
Os números são da Arbitron, citados pela Reuters (com algum atraso, aqui no segundochoque).
O texto é interessante por dois motivos (duas citações do texto):
1) "Like a sleeping giant, Internet radio is quietly attracting more and more listeners and advertising dollars, leading some experts to predict that some day soon it will eclipse the popularity of satellite radio and iPods"
2) "Restrictions continue to hinder the growth of the medium. Webcasters can only play four songs by any single artist in a three-hour period and are restricted from promoting the recording of their content, unlike, satellite operators which are free to do so."
Os números são da Arbitron, citados pela Reuters (com algum atraso, aqui no segundochoque).
O texto é interessante por dois motivos (duas citações do texto):
1) "Like a sleeping giant, Internet radio is quietly attracting more and more listeners and advertising dollars, leading some experts to predict that some day soon it will eclipse the popularity of satellite radio and iPods"
2) "Restrictions continue to hinder the growth of the medium. Webcasters can only play four songs by any single artist in a three-hour period and are restricted from promoting the recording of their content, unlike, satellite operators which are free to do so."
O trânsito por telemóvel
Não sei com o funciona (não tenho 3G) mas não deixa de ser um serviço concorrente daquele que a rádio presta. Melhor? Pior? Alternativo?
Esperemos para ver como funciona o serviço da Vodafone.
Esperemos para ver como funciona o serviço da Vodafone.
A rádio on line ouvida das 10 às 15
nos dias úteis (Estados Unidos).
O estudo está aqui (via Obercom).
O estudo está aqui (via Obercom).