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Se muestran los artículos pertenecientes al tema 1.0 Introdução.
25/07/2008
Crítica a McLuhan: «Perante a concepção do poder modelador da tecnologia, aparecem como que negligenciadas a liberdade humana, as tradições e as relações sociais. Esta combinação de determinismo tecnol ógico com finalismo escatoJógico reveja dificuldades sérias em ordem a compreender a extrema complexidade e subtileza da transformação social» (Subtil, 2006: 89) O aparecimento de uma nova tecnologia provoca numa sociedade mudanças profundas em todas as esferas – psíquica, física e sócio-econômica.»Lima, 2001: 2) «Determinismo Tecnológico é atualmente a teoria mais popular sobre a relação entre tecnologia e sociedade. Ela tenta explicar fenômenos sociais e históricos de acordo com um fator principal, que no caso é a tecnologia. O conceito de “determinismo tecnológico” foi criado pelo sociólogo americano Thorstein Veblen (1857-1929) e cultivado e aperfeiçoado por Robert Ezra Park, da Universidade de Chicago. Em 1940, Park declarou que os dispositivos tecnológicos estavam modificando a estrutura e as funções da sociedade, noção que serviu de ponto de partida para uma corrente teórica em todos os aspectos inovadora.» (Lima, 4) «De acordo com os deterministas tecnológicos, (como Marshall McLuhan, Harold Innis, Neil Postman, Jacques Ellul, Sigfried Giedion, Leslie White, Lynn White Jr. e Alvin Toffler), as tecnologias (particularmente as da comunicação ou mídias) são consideradas como a causa principal das mudanças na sociedade, “e são vistas como a condição fundamental de sustentação do padrão da organização social. Os deterministas tecnológicos interpretam a tecnologia como a base da sociedade no passado, presente e até mesmo no futuro. Novas tecnologias transformam a sociedade em todos os níveis, inclusive institucional, social e individualmente. Os fatores humanos e sociais são vistos como secundários” (Chandler, Daniel, 2000)» (4) [Critica que não aceitamos, como se verá quando definirmos a rádio, apesar do entusiasmo com a tecnologia e de aceitarmos que ela pode ser causadora de grandes consequencias na sociedade (Ruth Finnegan - Lima 8); talvez Tecnófilos: indivíduos que possuem visão otimista e não crítica do determinismo tecnológico. Definição de Beatriz Santana em “Introducing the Technophobia/Technophilia Debate: Some Comments on the Information Age”, June 1997, UCLA Departament of Education. LIMA 9
'o ponto principal do mito de Narciso não é que as pessoas tenham propensão para cair de amores pelas suas próprias imagens, mas que se apaixonem pelas suas próprias extensões, estando convencldas que não são delas próprias. Isto fornece-nos, penso eu, uma imagem razoavelmente boa de todas as nossas tecnologias, e direcciona-nos para um tópico básico, a idolatria da tecnologia como envolvendo um entorpecimento psíquico", assevera McLuhan (1997: 121). (Subtil, 2006: 55)
24/07/2008
«Há, segundo Kaplún, pelo menos duas grandes formas - antiquíssimas - de entender a comunicação: como transmissão (acto de emitir, informar) e como intercâmbio (relação de partilha e reciprocidade). James Carey (in Communication as Culture, 1985) recorre a outras categorias - transmissão e ritual - para se referir ao mesmo problema. Muitas são as tradições teóricas propostas para compreender a comunicação (para uma percepção de conjunto, consultar,por ex., R.T. Craig, 2000). Mas é possível trabalhar na base da hipótese de duas grandes macro-categorias, apesar dos riscos de reduccionismo. Uma questão que se torna pertinente analisar - e Kaplún formula-a explicitamente - é a de saber porque será que o modelo transmissivo-informativo se tornou hegemónico, a ponto de se confundir e reduzir frequentemente a comunicação à informação. O nosso autor propõe duas hipóteses explicativas: 1) o carácter hierárquico e autoritário das nossas sociedades; e 2) a influência da irrupção dos meios de difusão colectiva a partir dos inícios da modernidade.» original «The majority of stations in Britain follow a very similar format dominated by music” (Fleming, 2002: 6) A partir do momento em que se constata «la desregulación del espectro radiodifusor europeo en los 80 que permitió seguir la estela del enorme desarrollo de la radio musical USA iniciado una década antes, a la vez que amplió el panorama de la oferta. Desde aquel entonces podemos decir que empezó el proceso de doble segmentación progresiva: la de los contenidos musicales y la de la audiencia» (Marti in Esteban, 2000: 241) “El punto de partida de esta propuesta, la hipótesis principal, que hacemos es que estamos frente a un nuevo medio, y por tanto el canal obliga a adaptar la producción informativa a las características del mismo. Determinar cuáles son esas características es indispensable si se quiere hacer cualquier tipo de teorización sobre los géneros ciberperiodísticos que han comenzado a fojarse, algunos de los cuales son bien diferentes de los que ya conocemos en la prensa escrita o los medios audiovisuales. Entre otras cosas, porque muchas de esas caracteristicas son imposibles de conseguir en los medios que hasta ahora conocíamos. Estanos, sin duda, ante un nuevo paradigma (…) Diáz Noci, Javier, Los géneros ciberperiodísticos: un aproximación teórica a los cibertextos, sus elementos y su tipologia, http://www.ehu.es/diaz-noci/Conf/santiago04.pdf, consultado a 18/2/06) La especialización musical es el fenómeno radiofónico más desarrollado en Estados Unidos y un fenómeno consolidado en Europa en términos de programación y audiencia. En la actualidad, la radio europea dispone de más de veinte formatos musicales. España presenta la mayor diversificación con más de siete formatos. La radio europea dispone de alrededor de un 30% del mercado de audiencia mundial de la radio musical, principalmente en España y Francia». Elsa Moreno Moreno, MArtinéz-Costa, 2001: 203 March 25, 2006 Somando os valores da audiência (2004, ANuário de Meios da Marktest) das sete rádios mais ouvidas com uma programação claramente musical em Portugal, temos: RFM 13,5% Comercial FM 6,9% Cidade FM, 3,9 % Antena 3 3,7 % RCP 3,6% Best Rock FM 1,5% Mega FM 1,5 % ToTAL: 34,6 (faltam: RR 10,9%, TSF 5,0 e Antena 1 4,1 - que totalizam 20 %) Sendo que as 10 rádios mais ouvidas representam 54,6 da audiencia acumulada de véspera. A restante audiência pertence a rádios locais ou a cadeias mais pequenas. COnsiderando que não existem mais rádios de informação (como a TSF) ou em que a palavra tenha um peso expressivo (como a RR ou Antena 1, sempre superior a 40 %), pode deduzir-se que a rádio musical terá uma audiência em Portugal de 80 a 70 %. Estes dados ganham mais expressão se se acrescentar que «el formato musical es estrategia de programación prioritaria de la radio comercial europea, disponiendo de una notable aceptación entre los oyentes, donde en algunos países como España, Francia o Italia, su seguimiento alcanza entre el 34% y el 30% del total de audiencia radiofónica» (Moreno, Elsa, «La radio de formato musical: concepto y elementos fundamentales», Comunicación y Sociedad, Volume XII, nº 1, 1999, pág. 90)
23/07/2008
«Es imposible aproximarse a la evolución de las TIC y su implantación en todos los ámbitos de la realidad actual, con la vista puesta en el retrovisor. Es por eso que Manuel Castells y otros investigadores (1998), han construido una nueva base argumentativa que denominan Informacionalismo. El Informacionalismo sustituye al Post-industrialismo como matriz dominante de las sociedades del siglo XXI (CASTELLS, 1998, 2002). Este modelo tecnológico argumenta el papel central de la tecnología en todos los ámbitos de la realidad, a la vez que ofrece la base teórica necesaria para comprender el desarrollo de un nuevo modelo de estructura social denominada Sociedad Red. Se trata de un modelo que no crea información y conocimiento en si mismo. El aspecto más novedoso de la teoría informacionalista es el papel central que se otorga a las tecnologías en la manipulación de la información y del conocimiento (Lévy, 1996, 1998). El informacionalismo es, por tanto, un paradigma tecnológico basado en el aumento de la capacidad humana para procesar la información en torno a las revoluciones gemelas de la microelectrónica y la ingeniería genética (CASTELLS, 1998: 125)» (Toral e Murelaga, 2007: 53-54) Ao longo de décadas varios autores procuraram saber porque é que os jovens ouviam a rádio, na linha de usos e gratificações. Este não é um estudo sobre os efeitos dos media - da rádio em concreto - nos jovens; será mais um estudo sobre os efeitos dos usos dos media pelos jovens; não se estudam programações, estuda-se o que os jovens poderão fazer a essas programações. ainda assim, também nos interessa - pontualmente - perceber porque é que os jovens estão a deixar de ouvir. os numeros provam-no, sendo que as razões estão mais do lado externo - não dependentes da rádio (a digitalização) do que do lado de dentro (descontentamento com o que se ouve - que tambem existe)
22/07/2008
“The medium is the message” is no doubt McLuhan’s best-known aphorism. (Levinson, 1999: 35) …_ has been well understood in general, and aptly recognized as the flagstone in McLuhan’s path to understanding media. But, unsurprisingly, much of its subtlety and implication has been wildly misinterpreted as a manifesto “against” content, or that what is communicated does not matter at all. 35 McLuhan’s attempt to shift our focus from content to medium derived from his concern that content grabs our attention to the detriment of our understanding and even perception of the medium and all else around it much as the flood of sunlight on even cloudy days blinds us to t he stars that also inhabit our sky, and of which our sun is but a special, particular case. 36-37 In other words, the user is the content of the Internet – which, it turns out, is much what McLuhan went on to say, in a metaphoric sense, about media in general. 39 McLuhan’s examples of users as content – telephone and television (he also mentions radio) – are all electronic. Telephone, of course, presents a special case, because it is intrinsically interactive, as is online communication. But why distinguish television and radio as media in which the user is “sent”? The answer can only reside in the instantaneity of electronic communication, and the impact it has on the perceiver: whereas books and newspapers bring the world to us, clearly after the fact, radio and TV bring us to the world, to the very scene of the action. 39-40 «This is the first mass marketing medium ever that isn't supported by ads. If a newspaper, a radio station or a TV station doesn't please advertisers, it disappears. It exists to make you (the marketer) happy.That's the reason the medium (and its rules) exist. To please the advertisers. But the Net is different. It wasn't invented by business people, and it doesn't exist to help your company make money» Godin, Seth, The web doesn't care Seth Godin's blog, 21/07/08
21/07/2008
«I have often criticized McLuhan for his media determinism (e g., Levinson, 1979a), or tendency to cast humans as the “effect” of technology, rather than vice versa (see, for example, his observation that humans are the “sex organs” of technology, 1964, p. 56 – the modern rendition of Samuel Butler’s line that the chicken is the egg’s way of making another egg, also picked up in the twentieth century by Richard Dawkins and his view of the organism as the gene’s way of making more genes). Levinson, 1999: 40 When McLuhan was called upon to explain, he said his intention was not to explain, but to explore. (Levinson, 1999: 2)
18/07/2008
In the first edition, we also rejected definitions of new media based solely on particular technical features, channels or content. Instead, deliberately incorporating both technological and social, political and economic factors, we defined them as 'information and communication technologies and their associated social contexts» (Lievrouw e Livingstone, 2006: 2)
17/07/2008
a Internet ganhou condições para se apresentar como «una nueva forma de comunicación y no exclusivamente de un nuevo soporte» (Martinéz-Costa, 2004: 7). (ja usado em 3.3) A internet baralha o conceito de rádio, não apenas porque cria um novo meio, um novo conceito relativamente aquilo que é a rádio, mas porque ao mesmo tempo potencia o velho conceito de rádio: a rádio atraves da net pode permitir - e, de certa forma, até potencia, a escuta passiva, caracteristica importante da rádio hertziana; a rádio na net pode ser wireless e isso permite uma escuta em acumulação; acontece é que, a partir do conceito de audio, a rádio cria uma nova categoria, essa já nada tem a ver com a anterior. Quando se analisam os fundamentos de um conceito, como é o caso, o rigor não só é desejável como essencial. Ainda assim, por vezes, esse rigor pode ser inimigo da compreensão: é o caso da palavra rádio. Em rigor deveríamos usar o termo radiodifusão para descrever a comunicação, o meio; e deixar a palavra rádio para o receptor, mas a dupla semântica está de tal maneira institucionalizada que o leitor poderia pensar que estamos a falar de outra coisa; da mesma forma, som e áudio são coisas diferentes, mas já é difícil separar os conceitos
16/07/2008
Elsa Moreno lembra que «la radio de formato musical es un fenómeno que a finales de los años noventa, afecta a más de 10 mil emisoras en Estados Unidos – el 88% del número total de estaciones –, disfrutando de casi el 74% respecto del total de audiencia de radio» (Moreno, La radio de formato musical, pág. 90) MORENO MORENO, Elsa, «La radio de formato musical: concepto y elementos fundamentales», Comunicación y Sociedad, Volume XII, nº 1, 1999
15/07/2008
- «The Arbitron Company, in conjunction with Edison Media Research (Arbitron Study, 1999), conducted a large telephone survey of more than 1000 Arbitron diary keepers (...) Because Arbitron has a vested interest in the overall success of radio as an advertising medium, the wording of many questions and the presentation of many findings have an obvious positive spin. Among the relevant findings were that the vast majority of respondents believe that listening to commercials is a "fair price to pay for free programming on the radio." On the other hand, a less publicized finding was that one third of the total sample would be willing to pay $5 per month for commercial-free programming. This study also concedes that young people(ages 12 to 24) are more likely to switch stations due to commercial avoidance. (McDowell and Dick, 2003 pag 52)
11/07/2008
este estudo orienta-se a partir do pressuposto de que os media e os seus conteduos não determinam (hoje como no passado) os comportamentos (historico, social e cultural) dos jovens, mas que contribuem, de uma forma significativa, para o seu desenvolvimento
10/07/2008
«O professor norte-americano Roger Fidler (1997), estudioso dos padrões de adoção e implantação de novas tecnologias, afirma que as novas mídias não surgem espontaneamente e independentes, mas emergem gradualmente a partir da metamorfose das velhas. O novo meio se apropria de traços dos existentes para encontrar, posteriormente, a sua própria identidade e linguagem (...) O curioso desse processo, segundo Fidler, é que as forças que moldam o novo são, essencialmente, as mesmas formas que moldaram o passado. Quer dizer, as mudanças podem parecer rápidas porque são muitas tecnologias de comunicação vindas ao mesmo tempo. Mas é engano pensar que surgem de repente. São trabalhadas em laboratórios durante anos e passam por uma série de testes, especialmente de viabilidade técnica e econômica, até chegarem ao grande público. Podem atravessar décadas até saírem dos laboratórios e serem comercializadas» (Bianco, 2006: 2) «A tecnologia digital traz em si a promessa de uma revolução técnica tão significativa, capaz de alterar o modo de produção da programação, de distribuição de sinais e a recepção da mensagem» (Bianco, 2006: 1)
03/07/2008
«De acordo com o pensamento de Castells (2003:13), uma aventura humana extraordinária é a história da criação e do desenvolvimento da internet. Ela põe em relevo, segundo ele, a capacidade que têm as pessoas de transcender metas institucionais, superar barreiras burocráticas e subverter valores estabelecidos no processo de inaugurar um mundo novo. Reforça também a idéia de que a cooperação e a liberdade de informação podem ser mais propícias à inovação do que a competição e os direitos de propriedade» Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pág 4
01/07/2008
Walt Mossberg, o especialista em tecnologia do Wall Street Journal, esteve na convenção NAB 06 e falou sobre (o futuro d)a rádio. O texto merece ser lido na íntegra, ou pelo nos extractos divulgados pelo site RAIN, mas aqui ficam algumas ideias: «“Currently, we talk about ‘surfing the Web’ or ‘being on the Internet’ or ‘I’m going online tonight’ as a discreet activity we perform on a PC,” Mossberg said, “but in ten years, those phrases will sound absurd. “When you watch TV, you may be on the Internet; when you listen to radio, you may be on the Internet. The Internet will not be an activity you do on a PC – it will be like the electrical grid. It will be all around you!”» (será um erro entender a Internet como uma espécie de meio que vem concorrer com os clássicos; a Internet não concorre com um, mas com todos. Mas a Internet concorre, integrando os anteriores, juntando-os, convergindo, criando algo de novo, fazendo coexistir os antigos mas de forma diferente, alterando-os; se a Internet fosse um meio concorrente, a história poderia repetir-se; assim, do que estamos a falar é de uma nova categoria, de uma nova ideia de comunicação) The Internet offers an environment in which all of these media can coexist. With high-speed Internet connections provided by either telephone wire, a cable television line, or a satellite link, new entertainment options such as movies-on-demand, radio, television, and "live" on-line games against many players scattered around the globe have become reality.» (PAIK, 2001: 24-25)
28/06/2008
Por vezes le-se a recusa em admitir que a tecnologia está a mudar a rádio. Mas não foi sempre a tecnologia que mudou (e criou) a rádio?; não é âmbito deste trabalho; sem a digitalização, a rádio ainda estaria igual, vivendo da popularidade conseguida. seria um trabalho sobre talento e criatividade, se a tecnologia, se o impacto tecnológico, não estivesse a mudar a rádio. «La radio pública se orienta la al ciudadano no al consumidor.(...) Todos somos usuarios y consumidores de objetos materiales e inmateriales, pero por encima de ello somos ciudadanos.» (CHerreros, 2007: 209) é um trabalho sobre a rádio na INternet? Não, é sobretudo um trabalho sobre o que acontece à rádio (no que se transforma) quando passa para a internet (e quando deixa de ser rádio, ainda que seja áudio, a partir da net). «Vivimos un momento en que parece que la técnica y lo tecnocrático se imponen como elemento único y se pierde con frecuencia el horizonte de las ideas, de las opciones políticas. Las corrientes neoliberales parece que hubieran impuesto una tecnocultura en la que no cabe otra opción que la que ella impulsa independientemenre de otros valores» (CHerreros, 2007: 65). «La clave del futuro de la radio no está en las tecnologías, sino en los enfoques comunicativos que quieran efectuarse» (CHerreros, 2007: 13) «La radio afronta el futuro con unas transformaciones técnicas tan amplias y tan profundas que puede hablarse claramente de una segunda reconversión» (21) «a conotação negativa ou angustiante da apresentação da rede por certos media vem também do facto de, como, sublinhei várias vezes, o ciberespaço ser precisamente uma alternativa aos media de massas clássicos. De facto, ele permite aos indivíduos e aos grupos encontrarem informações que lhes interessam e difundir a sua versão dos factos (incluindo as imagens) sem passar pelos jornalistas intermediários. O ciberespaço encoraja uma troca recíproca e comunitária enquanto os media clássicos utilizam uma comunicação unidireccional na qual os receptores estão isolados uns dos outros. Existe assim uma espécie de antinomia, por oposição de princípio, entre os media e a cibercultura, que explica o reflexo deformado que cada um oferece do outro ao público» Levy, 2000:222 Como se posicionar perante um «profeta da desgraça» «como Paul Virilio» giram à volta de um fantasma que a simpIes observaçao daquilo que nos rodeia denuncIa co irremediavelmente falso. Pela mesma ordem de ideias, já não um profeta da desgraça, mas um sorridente especialista de marketing de investigação hi-tech, desta vez, Nicolas Négroponte, anuncia no seu livro L'Homme Numérique «a passagem dos átomos para os bits», dito de outra maneira a substituição de matéria pela informação ou do real pelo virtual.» (levy, 235) «Os media são o suporte ou o veículo da mensagem. A imprensa, a rádio, a televisão, o cinema ou a Internet, por exempIo são media» (Levy, 2000: 66) «quanto mais rápida é a mudança tecnológica mais parece ela vir do exterior» (levy, 2000: 30) «A tecnologia deixa de nos surgir no mundo, para passar a constituir-se no carácter fundador do próprio mundo da acção humana quotidiana» (Ilharco, 2004: 15) «A tecnologia, assim, não é apenas o gigantesco conjunto dos instrumentos qualificados de tecnológicos, mecanismos que suportam e possibilitam -literalmente - viver a vida que hoje vivemos, mas também, e porventura sobretudo, o conjunto de comportamentos e de práticas que somos e no âmbito dos quais vivemos» (Ilharco, 19) «Na nossa época, com o desenvolvimento e a penetração das tecnologias de informação e de comunicação, este modo fundamental de presenciar o/no mundo vai um passo mais além ao sugerir que a própria tecnologia é a realidade, como referiram Heidegger, Ellul, Spenglerl, entre outros, e como hoje sugere, por exemplo, Borgmann» (Ilharco, 23) «Nunca na História a actividade humana dependeu tanto da tecnologia» (Ilharco, 2004:9) «Para Castells (1998), Martin (1995), Negroponte (1995) Y otros, Internet supone la representación del modelo comunicativo global en la Sociedad Red. En este sentido, si se toma el ejemplo de Internet como nuevo paradigma del desarrollo comunicacional y cultural, se observa que la modificación temporal que implica el nuevo marco fomenta la gestación de nuevos públicos y nuevos hábitos de percepción. Al contrario de lo que se piensa comúnmente, Internet no es sinónimo de World Wide Web, ya que además ofrece otros servicioscomo el acceso y control remoto a máquinas, transferencia de archivos FTP, correo electrónico, listas de distribución y foros, conversaciones en línea -chat-, etc» (Toral e Murelaga, 2007: 54) «Es imposible aproximarse a la evolución de las TIC y su implantación en todos los ámbitos de la realidad actual, con la vista puesta en el retrovisor. Es por eso que Manuel Castells y otros investigadores (1998), han construido una nueva base argumentativa que denominan Informacionalismo. El Informacionalismo sustituye al Post-industrialismo como matriz dominante de las sociedades del siglo XXI (CASTELLS, 1998, 2002). Este modelo tecnológico argumenta el papel central de la tecnología en todos los ámbitos de la realidad, a la vez que ofrece la base teórica necesaria para comprender el desarrollo de un nuevo modelo de estructura social denominada Sociedad Red. Se trata de un modelo que no crea información y conocimiento en si mismo. El aspecto más novedoso de la teoría informacionalista es el papel central que se otorga a las tecnologías en la manipulación de la información y del conocimiento (Lévy, 1996, 1998). El informacionalismo es, por tanto, un paradigma tecnológico basado en el aumento de la capacidad humana para procesar la información en torno a las revoluciones gemelas de la microelecIrónica y la ingeniería genética (CASTELLS, 1998: 125)» (Toral e Murelaga, 2007: 53-54) «Al comenzar el Tercer Milenio la digitalización ha trascendido de la primera fase (generación y producción de la información) a la segunda (transmisión) y tercera fase del proceso (recepción)» (Peñafiel, 2007: 20) «la superautopista de la información puede estar de moda ahora, pero se subestima el futuro. Se extenderá más allá de lo que nadie haya sido capaz de predecir (...) Los bits que controlan el futuro digital están cada vez más en manos de los jóvenes. Nada podría hacerme más feliz» (Negroponte: 1999:273).
24/06/2008
Uma das questões de partida deste trabalho é tentar perceber como será o relacionamento dos actuais ouvintes com aquilo que será a rádio do futuro e com aquilo que já é hoje? (para uma definição mais exacta do objecto) se se pensar que a rádio do futuro será basicamente o que é hoje (ontem, baseada no consumo passivo) então não é preciso pensar muito; mas se concedermos que há novas possibilidades abertas pela digitalização e concorrência em acumulação, então a rádio do futuro não será o que era ontem dentro da questão musical, interessa saber como será a evolução da actual rádio musical no futuro (como evoluirá, como de desenvolverá); como serão os serviços de musica a partir do elemento sonoro/audio (até que ponto algumas das reflexões deste trabalho serão úteis para além do seu proprio objecto? a partir do momento em que se consagram plataformas convergentes, a partir da digitalização, o que aqui se disser será valido para a transição de outros meios classicos para o consumo activo?)
21/06/2008
«Quem já viu um adolescente num computador sabe que o jovem hoje encontrou maneiras próprias de interatividade com a máquina, pois, ao fazer uma pesquisa escolar, acessa, ao mesmo tempo, um novo vídeo no YouTube, conversa com os amigos pelo Messenger, escuta sua canção favorita no rádio, verifica seus scraps no Orkut, posta uma fotografia em seu blog e consulta um verbete na Wikipedia, enquanto navega tranqüilamente pelos sites de busca à procura do tema escolar. Será que este adolescente, ao chegar à juventude e idade adulta, irá querer ouvir nossas programações de rádio tradicionais e estáticas? Certamente que não» (Prata, 2008: 229-230) Ninguém que escreva sobre a rádio desde , pelo menos 2000, pode ficar indiferente ao que a digitalização está a fazer, neste caso, à rádio. Por outras palavras, mais claras, que a internet está a mudar a rádio tal como a conhecemos. Sobre isso todos concordam. A discordância começa quando se analisa ou projecta aquilo em que a rádio se está a transformar. É a questão que atravessa todos os estudos contemporâneos que falam na rádio. Todos os que se atreveram a projectar uma resposta fechada falharam, o que se compreende porque esse objectivo é irrealizável. A tecnologia(s) tem-nos arrastado para novas realidades, novas possibilidades, que desmentem as certezas arrumadas anteriormente (por recentes que sejam). Não correremos esse risco, neste contexto. Englobamo-nos, de preferência na ideia descrita por Prata de «conceituar este novo modelo de radiofonia» (2008: 19). Vivemos um período de debate, mas já passámos algumas fases, já não estamos nem na fase do espanto ou da negação, tal como temos obrigação de avançar relativamente à fase das interrogações puras, como as descritas por Meditsch em 2001 (1): «Agora, a ameaça se chama internet, o fenômeno que parece querer subjugar o mundo nesta virada do milênio, devorando todas as mídias que o antecederam, até mesmo a televisão, até há pouco tão garbosa no seu domínio sobre a civilização. Diante de tal poder e voracidade, quem tem chance de sobreviver? Alguém é louco de apostar no rádio?». O debate continua; incorporamo-nos nele.
08/06/2008
«What is your outlook for the future of media? STEVE BALMER: In the next 10 years, the whole world of media, communications and advertising are going to be turned upside down -- my opinion. Here are the premises I have. Number one, there will be no media consumption left in 10 years that is not delivered over an IP network. There will be no newspapers, no magazines that are delivered in paper form. Everything gets delivered in an electronic form. 10 years? Yeah. If it's 14 or if it's 8, it's immaterial to my fundamental point. . . . If we want TV to be more interactive, you'll deliver it over an IP network. I mean, it's sort of funny today. My son will stay up all night basically playing Xbox Live with friends that are in various parts of the world, and yet I can't sit there in front of the TV and have the same kind of a social interaction around my favorite basketball game or golf match. It's just because one of these things is delivered over an IP network and the other is not. . . . Also in the world of 10 years from now, there are going to be far more producers of content than exist today. We've already started to see that certainly in the online world, but we've just scratched the surface. . . . I always take my favorite case: I grew up in Detroit. I went to a place called Detroit Country Day School. They've got a great basketball team. Why can't I sit in front of my television and watch the Country Day basketball game when I know darn well it's being video-recorded at all times? It's there. It's just not easy to navigate to. (...) Will Internet content generally be available for free, with ad support, or will there largely be fees and subscriptions? I think there will be some things people subscribe to on the Internet, but I think that's going be more the exception than the rule. My favorite TV program, "Lost," I watch on the Internet now. I don't DVR it, I just watch it on the Internet. You don't buy it from iTunes to avoid the ads that come when you get it for free over the Internet? Why? Because it's free. . . . I have to admit that I'm annoyed by the four 20 seconds [of ads], but not annoyed enough to pay a buck . . . I think at the end of the day most people say, "Heck, if I can get something that's pretty good that's ad-funded and the ads don't kill me, I'll take that over the thing I gotta pay for."» fonte: WHORISKEY, Peter, «Microsoft's Ballmer on Yahoo and the Future» Washington Post, 5/06/08;
07/06/2008
Quando se fala - em termos de grandes objectivos deste trabalho - numa caracterização daquilo que será a rádio do futuro, partindo essencialmente daquele que é o comportamento (ou os comportamentos) da presente geração iPod, é evidente que estamos a assumir riscos e que, nomeadamente, não podemos pensar numa replicação pura e simples (é sabido que o contacto com a rádio de palavra aumenta à medida em que se envelhece). Teremos, pois, em conta a necessária relativização e nunca afirmaremos que estamos perante uma verdadeira caracterização. Essa far-se-á, com rigor, depois, daqui a alguns anos com estudos, (qualitativos, conferindo os serviços oferecidos pelos operadores, e quantitivos, medinod o impacto) mas será que estamos condenados a esperar para saber o que vai acontecer? será que não podemos tentar antecipar, até para nos guiar e, assim, compreendermos melhor o que já está a acontecer? Este trabalho procura responder a essa inquietação, não se resignando, procurando - dentro dos limites, possibilidades e alcances de um trabalho com estas caracteristicas - intervir. «Com esta tendência de crescimento de utilizadores e de conteúdos multimédia que sobrecarregam as redes, para onde vai a Internet? Segundo a operadora AT&T, sem novos investimentos nas infra-estruturas, o limite de capacidade física será atingido dentro de dois anos. O alerta não é novo e o apocalipse da Internet tem sido avançado várias vezes desde os anos 90. Jim Cicconi considera que o vídeo e os conteúdos gerados pelos utilizadores estão a pressionar as redes. "O vídeo será 80% de todo o tráfego em 2010, quando é 30% agora", refere o vice-presidente da AT&T» (FONSECA, Pedro, Está a Internet à beira do fim?, Diário de Notícias, 1/06/08) Isto remete-nos directamente para o problema da 'net neutrality' e da relação com os investimentos (pesados) nas redes, para aumento da capacidade, redes essas que depois serão usadas por aplicações naõ apenas concorrentes como até inimigas, como por exemplo o Skype. Quem deve fazer os investimentos nas redes (de nova geração), de modo a que elas suportem os desafios que aí vêm? «(...) Contudo, a lógica da remediação, continuam Bolter e Grusin (2000: 225), sugere que nenhuma tecnologia elimine as outras. É o caso dos videojogos, que podem ser jogados numa consola de videojogos ou num computador mas igualmente num televisor» , escreve Rogério Santos, a partir do livro de Jay David Bolter e Richard Grusin, Remediation. Understanding new media (2000). Rogério Santos também explica que «relativamente às tecnologias, eu não sou eufórico ou optimista (promessas tipo - a internet traz conhecimentos novos, torna obsoletos todos os media anteriores, os jovens aprendem rapidamente e apropriam-se dela). Igualmente, não sou disfórico ou pessimista (ameaças tipo - uma nova tecnologia traz consigo desregulação, males, disfuncionalidades, vícios). Já o escrevi em 1998, num livro chamado Os novos media e o espaço público. Por isso, uso a internet mas não acredito apenas nas suas potencialidades harmoniosas (há defeitos, como a abundância de informação gerar bulimia e incapacidade de discernir o útil). A internet - e a digitalização - são, em primeiro lugar, tecnologias. Depois, são usadas por pessoas, cujo emprego é múltiplo. (...) como conclusão da leitura que faço do conceito de remediação em Bolter e Grusin, retiro que a internet não é "tudo ou nada" mas apenas relação com os outros media. Ou seja, a internet não provoca o esquecimento dos outros media ou os torna velhos próprios para a sucata». Nesse mesmo espaço escrevi que «estou convencido de que, ao contrário, a Internet vai tornar obsoletos os outros media. Não é coisa para uma geração nem duas, mas os mais novos já começam a «testar» isso, eles conhecem conteúdos não conhecem meios (se os entendermos como distribuição); O YouTube não é televisão; para eles é. podcasting não é rádio, para eles é» Rogério Santos, num texto anterior: «Os estudiosos dos media aceitam o mito moderno do novo: as tecnologias digitais como a internet, a realidade virtual e os gráficos de computador estabelecem um divórcio face aos media anteriores, com novos princípios estéticos e culturais. Jay David Bolter e Richard Grusin põem em causa esta concepção, oferecendo uma teoria da mediação na idade digital. Bolter e Grusin argumentam que os novos media encontram significado cultural precisamente porque prestam homenagem e renovam os media anteriores como a pintura de perspectiva, a fotografia, o filme e a televisão. Ao processo de renovação, eles chamam "remediação", referindo que os media anteriores se renovaram face a media ainda mais antigos: a fotografia remediou a pintura, o filme remediou a fotografia, a televisão remediou o filme, o teatro de revista e a rádio (da contracapa do livro de Jay David Bolter e Richard Grusin)» Concordo com esta perspectiva (menos a questão da 'homenagem'), a partir do momento em que se assiste à utilização por parte da Internet, como canal de distribuição, de conteúdos dos meios clássicos, incorporando-os, misturando-os, e adaptando-os: o video, os graficos, os canais de audio, etc.
«A metodología da análise e as reflexões que se apresentam seguem, de alguma forma, a perspectiva funcionalista, uma vez que se pretendem comparar resultados de estudos empíricos para estabelecer o estado dos públicos jovens na rádio musical. No entanto, este estudo não se limita à tradição mais conservadora dos Mass Communication Research já que se propõe como base para crítica e proposta de hipóteses sociais e empresariais alternativas que permitam pensar uma rádio musical de acordo com a evolução iniciada. A partir da análise de casos e de exemplos, no estilo proposto pela fenomenología (ou análise de recepção), o texto propõe alternativas e opções no sentido que a rádio musical evolua, do seu estado tradicional para uma concepção adequada ao presente» (Meneses, 2007: 2) Este trabalho aborda, em diversas ocasiões, aquilo em que se poderá vir a transformar a rádio tal como a conhecemos hoje; de alguma forma, evidencia mesmo pistas de evolução a partir do elemento áudio. Será por isso um trabalho sobre o futuro? Há uma recusa, de princípio e de alguma forma compreensível, da universidade relativamente quer ao futurismo quer à especulação sem bases, chamando-lhe prestidigitação. Compreensível porque é muito mais seguro - e tranquilo - avançar com os dois pés na terra. Então se um deles estiver assente no passado e outro no presente, dá-se a conjugação perfeita. A partir do momento em que pomos um no futuro, arriscamo-nos a cair. Ou pelo menos a desequilibrar-nos. Conscientes desse risco, tentaremos seguir em frente, cientes de que é importante olhar para o futuro, quando o momento é de incerteza e de transição. A história está feita, o passado é conhecido e está estudado. O presente, ao contrário, é uma incógnita. Mas o presente não existe quando todos os dias há desenvolvimentos, sobretudo tecnológicos, que desarrumam uma casa que durante 80 anos esteve muito bem arrumada. O presente já não é amanhã. O presente é passado. E para olharmos para amanhã, é preciso especular. Um pé no passado e outro no futuro, eis o objectivo deste trabalho. Mas com uma certeza, é importante - como nos ensinou McLuhan, não olhar para o futuro através do retrovisor - McLuhan, não por coincidência, mais respeitado pela universidade no futuro do que no passado. Porque não hesitou em tirar pelo menos um pé do passado.
31/05/2008
25/05/2008
«(...) when I see a research conclusion stating this: "Those who listen to digital radio platforms do not spend less time listening to AM/FM radio," I question whether we're reading the truth or reading a sentence which is intended to promote comfort. (...) First, change always comes at the margin. So the conclusion that most folks DON'T do something obscures the obvious trend - that more folks DO do something. As the study notes: "Thirty percent of Americans age 12 and older own an iPod or other brand of portable MP3 player; this figure has risen from 22 percent in 2006 and 14 percent in 2005. More than half (54 percent) of those age 12-17 own a digital audio player." It is inconceivable that this statistic will not impact radio listening and Arbitron's own TSL data (along with my research data) indicate that these demos are the most at risk. Second, listeners do not consciously consider trends in their listening so it is invalid to ask such questions and make sweeping conclusions about the impact - or lack thereof - of new audio options on radio listening. Let the results - the behaviors - speak for themselves. And those behaviors are clearly recorded in Arbitron diaries and via PPM.» Mar Ramsey, "Relax, iPods don't hurt Radio" 20/04/07
24/05/2008
«(...) Stritch, like many colleges and universities, is targeting Generation Y, the collective term for the 71 million Americans born between 1980 and the late 1990s, that is notoriously difficult for advertisers to reach. They shun their parents' brand loyalties, consume traditional media in smaller amounts than previous generations and are skittish of being directly marketed to. But Stritch, which is in Fox Point, and some other Milwaukee-area advertisers have found several key strategies they say are reaching the iPod set. Tools like podcasts -- broadcasts for iPods and other MP3 players -- and Web logs -- better known as blogs -- are popular because they combine technology in which students are versed with a more subtle marketing message. (...) Katie Fleming, a search marketing specialist for Germantown Web site developer Trivera Interactive, said Generation Y doesn't appreciate gloss and filters. "They just want to know the truth," she said. fonte: «Advertising for the iPod generation», October 13, 2006, The Business Journal
23/05/2008
Estudar esta faixa etária em concreto assume uma especial importância na medida em que as caracteristicas desta geração são muito particulares: se por exemplo se assiste a alguma erosão das audiências em varios paises (erosão nas facturações e nas cotações em bolsa é objectivo) isso não resulta tanto do desconhecimento por parte desses ouvintes. Eles conhecem a rádio, certamente já ouviram (porque gostavam ou porque não tinham alternativa em situações de mobilidade e/ou acumulação) mas por varias razões - que tambem veremos - deixaram de ouvir. Com os ouvintes mais novos passa-se algo diferente: eles não conhecem e quando conhecem, a rádio já compete com outros serviços; eles pedirão aos pais um leitor de mp3 (de preferencia um iPod) em vez de um rádio; não há programações para eles ou as que existem não se revelam adaptadas aos seus gostos e as alternativas (musicais) parecem ser mais atraentes «Gen Yers are "Influencers" by nature, and they will influence younger and older decision-makers. New devices and services will be bought by/for them, they will encourage older populations to "get with it" and join them, and they will be emulated by younger generations trying to be like them» «’Gen-Y’ Media Use & Attrition», Bridge Ratings, 14/03/07
20/05/2008
Um estudo sobre o universo geral de ouvintes (e não os mais jovens) [já usado em 4.3.3.1]: «Despite the wide popularity of portable music sources, consumers prefer to listen to some form of radio more than MP3 players and CDs, according to a new survey. A total of 560 respondents spend 16,814 hours per week listening to audio entertainment. Thirty-nine percent of that time is spent on FM radio, followed by 23 percent on MP3 players / iPods and 18 percent on CDs, to round out the top three audio sources. In an age of portable media devices like the iPod, individuals still satisfy their audio cravings with the longest-standing format, radio. The findings were a result of a survey commissioned by sonoro audio, manufacturer of distinctive, high-quality audio products. Collectively, 57 percent of the time is spent listening to some form of radio, AM, FM or Internet. Internet radio alone is becoming a premier audio medium for US consumers. (...) "Even with the advent of MP3 players, consumers are still largely turning to radio for their music needs as it is easily accessible and free," said Marcell Faller, founder and CEO of sonoro audio. "However, consumers’ expanding, elaborate music libraries have created a demand for all-in-one audio systems that let them integrate the functionality of MP3 players, CDs and radio in a single compact device." » fonte: MarketWire.com, «Radio Still Number One Music Source Over MP3 Players, CDs» 19/05/08
17/05/2008
- todas foram verificadas em setembro de 2008 - todas são de acesso livre (sem necessidade de registo prévio ou pagamento) - quando uma ligação deixou de estar operacional (por já não existir ou exigir inscrição), é usado o endereço respectivo do blogue de apoio, O Segundo Choque - tem características que a tornam importante e quantitativamente também é relevante
10/05/2008
Muitos dos estudos citados neste trabalho são realizados online, pelo que a amostra fica enviezada (a favor da tecnologia digital); Gustavo Cardoso demonstra-o no estudo E-generation (2007: 27-31); muitos são pagos pela industria (nos EUA), directa (rádios e associações de rádios) ou indirectamente (consultoras que trabalham nesse mercado, agências de publicidade, fabricantes), o que pode enviezar, apesar da credibilidade das instituições que os realizam; - muitos têm amostras reduzidas - tambem se pode questionar a forma como alguns são construidos, colocando por exemplo uma questão contra outra, não permitindo outra opção (entre este e este, prefere...») possibilitando resultados que de outra forma não apareceriam. como é que se combate esta situação: por um lado eliminando aqueles estudos que oferecem mais dúvidas e por outro tendo a consciência que, se os seus autores estão directa ou indirectamente ligados à industria (EUA) e os resultados são maus para essa industria, então apenas devemos desconfiar se não deveriam ser piores (intro - os desafios que se colocam à rádio musical) Notícias como esta («Universal to allow free music downloads») podem querer significar duas coisas - que se trata de uma experiencia (e, por exemplo, uma moda) ou que a música tendencialmente será grátis. E legal. A rádio musical é a mais atingida por esta situação: que lugará estará reservado para a rádio musical quando todos estivermos em rede (ligados) e encontrarmos toda a música de que gostamos (incluindo a nova, que não conhecemos...) na rede (com uma infinidade de recursos, como listas personalizadas, e «transportáveis/embedded»)?
09/05/2008
03/05/2008
Um objectivo indirecto deste trabalho é ajudar a perceber qual é afinal - se é que é possivel chegar desde já a certezas - o papel que a Internet está a desempenhar junto da rádio. É apenas um suporte, um novo suporte, como defende por exemplo Martinéz-Costa, que se limita a facilitar «la integração digital de la rádio y la oferta de nuevos servicios» (2004:9) ou afinal «una nueva forma de comunicación», como também defende a mesma autora?
26/04/2008
«The Lind and Medoff research provides an important snapshot in the development of Cyber radio in the late 199Os, although the data, while highly relevant at the time of the study, have been rendered somewhat dated with the passage of time, an inescapable risk associated with studying rapidly evolving media technology -(Evans, Smethers, 2001: 8] A partir do momento em que será cada vez mais raro - pressupõe-se - assistirmos a uma escuta absolutamente passiva, como a que se verifica ainda hoje pela transmissão convencional, substituida por graus/níveis diferentes (e graduais) de intervenção por parte do utilizador (compelido a tal pelo novo sistema radiofónico - participe, vote, escolha, comente, etc), até que ponto nomeadamente quando se fala em rádio de palavra será possivel o multitasking? ou seja, até que ponto o consumo audio não será de tal maneira absorvente (primário) que não nos permitirá fazer outras coisas em simultâneo, com tudo o que isso possa significar para o consumo do meio (melhor consumo, mais dedicado, mas menor consumo, em termos quantitativos - uma coisa compensará a outra?) (eis um exemplo de como se podem chegar a conclusões erradas partindo de permissas erradas, porque limitadas ao tempo em que vivemos; é fundamental não deixar que, por exemplo, as limitações/caracteristicas tecnicas enviesem as reflexões, seja tambem por falta - excesso? - de ambição; o autor subscreveria isto, hoje?) «What do we mean by 'radio'? One could argue that the attribute which has made radio so enduring is its portability, but the exigencies of the new technology are such that the only way one can access online material is to use a computer connected to the internet via a telephone, digital or corporate line. This presents some key problems in the reception of radio or audio content. Home computers are linked to the Internet via a nodem using conventional copper telephone wires, which by their nature can carry only a limited amount of data at any one time. Therefore if one assumes that listening is secondary to the user's purpose in being online, she or he is already using much of the available bandwidth to download webpages, images or e-mails. And as the latter are downloaded the audio connection may pause, stutter or stop completely» (Berry, 2006: 284) «these new forms of transmission offer both opportunities and threats to the radio broadcaster but also provide some challenging theoretical debates for the radio academic.» (Berry, 2006: 284)
24/04/2008
«From Inside Radio: Bonneville’s new media director James Webb says radio needs to stop thinking of its cume as “listeners” and consider them to be “users.” He says “Listeners are engaged only when the radio is on. Radio users connect with you in other ways.” Yes, yes, yes. And consider: If your "audience" is "users," then you are by definition members of the new media community, not the "radio industry" per se. Your competition - and your aspirations and opportunities - have just opened wide. How does that change what you do, when you see your "listeners" as "users"? Think about it.» Sobre o assunto: A cronica de James Webb The End of “Listeners”: «Listeners are engaged only when the radio is on. Radio users connect with you in other ways, strengthening your brand and encouraging loyalty with each touch. They access your content whenever they want, however they want.
Many of our listeners - ahem! - users, return to our sites every day. Pictures, video, and more get posted on the web to supplement the on-air message. When the show is over, users go online and discuss it or pass it on. News junkies get timely text alerts, and hundreds of captive radio users stream our music station in their offices. The interesting thing about this is that new media, used effectively, propels users to listen to the radio more, not less.
Research has show again and again that web users are not particularly loyal. However, that changes when users are also engaged in broadcast media, particularly when there is additional, compelling content available there»
19/04/2008
Ouvinte é aquele que ouve (!); a partir do momento em que - mesmo num espaço que tradicionalmente estava dedicado ou partia da rádio - ele não apenas ouve mas faz outras coisas (vê, lê), fará sentido chamar-lhe ouvinte? Mais, a partir do momento em que ele até pode estar na página de uma rádio sem ouvir (a emissão), que sentido fará chamar ouvinte? Propõe-se, em alternativa, duas novas designações (que, como se verá, não são sinónimas), além de ouvinte (quando estivermos a falar da emissão audio conhecida hoje como rádio): - utilizador (todo aquele que utiliza a internet) - consumidor (aquele que procura conteúdos quer sejam audio, video, texto, etc, sobretudo associado ao consumo activo de audio) «Although a 2000 study by Eurescom [Rich Ling, The Mobile Connection (San Francisco: Elsevier, 2004): 16-17].showed some educational and income-based differences in access to and use of the mobile telephone, on the whole, Ling and other observers conclude that the “digital divide” issues associated with the personal computer and the Internet do not appear to apply to the world of mobile telephony. A mobile phone requires the user to dial a number to put a call through—no extraordinary feat for most people. Beyond that basic function,multimedia messages, Internet chat, and other advanced functionalities seem to befuddle rich and poor, educated and uneducated alike.» (Lasica, 2007: 6) Este não é um estudo sobre os efeitos dos media - ou da rádio, em concreto - nos jovens; é um estudo sobre os efeitos da relação dos jovens com os novos media (por outras palavras, como é que eles, ligado à internet, estão a ’tratar’ a rádio); não se estudam programações radiofónicas, mas tenta-se antecipar o que é um conjunto de novos comportamentos poderão fazer a essas programações Os jovens e a rádio sempre mantiveram uma relação muito forte; essa relação parece estar a perder-se (de acordo com varios indicadores, nomeadamente quantitativos). Numa linha de usos e gratificações, tentar-se-á perceber porque é que ou já não ouvem ou começam a deixar de ouvir (e com que implicações ao nivel do consumo de outros meios, sobretudo de informação musical), da mesma forma que tentar-se-á perceber quais são os substitutos da rádio, o que é que estão a usar de novo, nomeadamente, para se relacionarem com a música (e que impacto ao nível daquilo que são novos meios e sobretudo de um novo consumo activo) «Research on the effects of the Internet and other technologies is limited by the relative infancy of the technologies themselves» (Tarpley, 2001: 555) «New techologies, like old ones, are simply tools. The extend to which they improve or hinder the cognitive, behavioral , social and physical aspects of children's lives is ultimately a factor of the way in which they are used» (Tarpley, 2001: 555) «(...) computers maintain and exaggerate gender, racial and social class inequalities (Sutton, 1991), In this sense, the Internet may play a role in widening rather than narrowing the social distance between traditional "haves" and "havenots" (Tarpley, 2001: 554) Se, como parece pacífico, a rádio foi dos meios clássicos aquele que melhor se adaptou (o que mais se aproximou) à 'utopia' da interactividade, o que mais usou os ouvintes (mais beneficios tirou), estará agora em vantagem numa nova utilização? [até que ponto as novas tecnologias e a internet em particular não igualizam tudo e põe tudo em plano de igualdade, fazendo esquecer 'privilegios' anteriores?] Terá condições para ser mais interactiva do que outros meios? Porque é que não usou mais, antes? Fundamentalmente porque - além dos receios de perda de controlo - a tecnologia não permitiu esse desenvolvimento; e portanto não seria tanto uma questão de vontade, de querer. Por um lado nem os ouvintes, mesmo desejando mais (desde pelo menos Brecht), conseguiriam imaginar como é que poderiam consegui-lo; Por outro, a tecnologia não fomentava, potenciava ou permitia esse desenvolvimento
12/04/2008
«Research in this area, however, is still in its infancy, and so little can be said with great certainty» (PAIK, 2001: 19) «According to the respondents in the study, AM/FM radio listening comprised only 62 percent of the hours they spent listening to the radio in the week prior to being surveyed. The total share of listening to AM and FM radio increases to 70 percent when listening to AM/FM streaming is included. Online streaming represents 16 percent of all reported time spent with radio, split evenly between AM/FM streaming and Internet-only radio. Satellite radio and the music channels offered through cable and satellite TV systems each account for an 11 percent piece of the pie. Among this sample of online consumers, listening to podcasts represent only 1 percent of total time spent with radio.Hanson added, "What this study highlights is that while Arbitron data may show that AM/FM listening is declining slightly each year, the bigger picture is this: Listening to radio in all of its forms is almost certainly growing significantly."» fonte FMQB, Online Consumers Flock To New Forms Of Radio, 11/04/08 [A questão aparentemente metodológica e apenas académica (escolástica?) sobre o que é a rádio - e a necessidade de nos entendermos sobre o que é ou não rádio apresenta-se decisiva na medida em que o que se decidir que é rádio determinará o entendimento sobre tudo o resto]
05/04/2008
O consumo mediático nos próximos anos, como se vê pelos anteriores, vai depender muito de como evoluir a internet; será mais social do que agora, permitindo mais comunicação e partilha; será mais inteligente, reconhecendo conteúdos? será sobretudo híbrida? As respostas condicionarão a forma como o consumo mediático - baseado na net - evoluirá. « |