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25/07/2008

determinismo tecnológico (mais)

Crítica a McLuhan: «Perante a concepção do poder modelador da tecnologia, aparecem como que negligenciadas a liberdade humana, as tradições e as relações sociais. Esta combinação de determinismo tecnol ógico com finalismo escatoJógico reveja dificuldades sérias em ordem a compreender a extrema complexidade e subtileza da transformação social» (Subtil, 2006: 89)

O aparecimento de uma nova tecnologia provoca numa sociedade mudanças profundas em todas as esferas – psíquica, física e sócio-econômica.»Lima, 2001: 2)

«Determinismo Tecnológico é atualmente a teoria mais popular sobre a relação entre tecnologia e sociedade. Ela tenta explicar fenômenos sociais e históricos de acordo com um fator principal, que no caso é a tecnologia. O conceito de “determinismo tecnológico” foi criado pelo sociólogo americano Thorstein Veblen (1857-1929) e cultivado e aperfeiçoado por Robert Ezra Park, da Universidade de Chicago. Em 1940, Park declarou que os dispositivos tecnológicos estavam modificando a estrutura e as funções da sociedade, noção que serviu de ponto de partida para uma corrente teórica em todos os aspectos inovadora.» (Lima, 4)

«De acordo com os deterministas tecnológicos, (como Marshall McLuhan, Harold Innis, Neil Postman, Jacques Ellul, Sigfried Giedion, Leslie White, Lynn White Jr. e Alvin Toffler), as tecnologias (particularmente as da comunicação ou mídias) são consideradas como a causa principal das mudanças na sociedade, “e são vistas como a condição fundamental de sustentação do padrão da organização social. Os deterministas tecnológicos interpretam a tecnologia como a base da sociedade no passado, presente e até mesmo no futuro. Novas tecnologias transformam a sociedade em todos os níveis, inclusive institucional, social e individualmente. Os fatores humanos e sociais são vistos como secundários” (Chandler, Daniel, 2000)» (4) [Critica que não aceitamos, como se verá quando definirmos a rádio, apesar do entusiasmo com a tecnologia e de aceitarmos que ela pode ser causadora de grandes consequencias na sociedade (Ruth Finnegan - Lima 8); talvez Tecnófilos: indivíduos que possuem visão otimista e não crítica do determinismo tecnológico. Definição de Beatriz Santana em “Introducing the Technophobia/Technophilia Debate: Some Comments on the Information Age”, June 1997, UCLA Departament of Education. LIMA 9

25/07/2008 12:39 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

a idolatria da tecnologia

'o ponto principal do mito de Narciso não é que as pessoas tenham propensão para cair de amores pelas suas próprias imagens, mas que se apaixonem pelas suas próprias extensões, estando convencldas que não são delas próprias. Isto fornece-nos, penso eu, uma imagem razoavelmente boa de todas as nossas tecnologias, e direcciona-nos para um tópico básico, a idolatria da tecnologia como envolvendo um entorpecimento psíquico", assevera McLuhan (1997: 121). (Subtil, 2006: 55)

25/07/2008 12:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/07/2008

Transmissão e intercâmbio

«Há, segundo Kaplún, pelo menos duas grandes formas - antiquíssimas - de entender a comunicação: como transmissão (acto de emitir, informar) e como intercâmbio (relação de partilha e reciprocidade).
James Carey (in Communication as Culture, 1985) recorre a outras categorias - transmissão e ritual - para se referir ao mesmo problema. Muitas são as tradições teóricas propostas para compreender a comunicação (para uma percepção de conjunto, consultar,por ex., R.T. Craig, 2000). Mas é possível trabalhar na base da hipótese de duas grandes macro-categorias, apesar dos riscos de reduccionismo.
Uma questão que se torna pertinente analisar - e Kaplún formula-a explicitamente - é a de saber porque será que o modelo transmissivo-informativo se tornou hegemónico, a ponto de se confundir e reduzir frequentemente a comunicação à informação.
O nosso autor propõe duas hipóteses explicativas: 1) o carácter hierárquico e autoritário das nossas sociedades; e 2) a influência da irrupção dos meios de difusão colectiva a partir dos inícios da modernidade.»

original

24/07/2008 21:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

As rádios são todas iguais

«The majority of stations in Britain follow a very similar format dominated by music” (Fleming, 2002: 6)

24/07/2008 17:27 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

a explucação para o crescimento musical

A partir do momento em que se constata «la desregulación del espectro radiodifusor europeo en los 80 que permitió seguir la estela del enorme desarrollo de la radio musical USA iniciado una década antes, a la vez que amplió el panorama de la oferta. Desde aquel entonces podemos decir que empezó el proceso de doble segmentación progresiva: la de los contenidos musicales y la de la audiencia» (Marti in Esteban, 2000: 241)

24/07/2008 17:21 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Partir do pressuposto de que estamos perante um novo meio (um novo paradigma)

“El punto de partida de esta propuesta, la hipótesis principal, que hacemos es que estamos frente a un nuevo medio, y por tanto el canal obliga a adaptar la producción informativa a las características del mismo. Determinar cuáles son esas características es indispensable si se quiere hacer cualquier tipo de teorización sobre los géneros ciberperiodísticos que han comenzado a fojarse, algunos de los cuales son bien diferentes de los que ya conocemos en la prensa escrita o los medios audiovisuales. Entre otras cosas, porque muchas de esas caracteristicas son imposibles de conseguir en los medios que hasta ahora conocíamos. Estanos, sin duda, ante un nuevo paradigma (…) Diáz Noci, Javier, Los géneros ciberperiodísticos: un aproximación teórica a los cibertextos, sus elementos y su tipologia, http://www.ehu.es/diaz-noci/Conf/santiago04.pdf, consultado a 18/2/06)

24/07/2008 17:14 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O peso da rádio musical

La especialización musical es el fenómeno radiofónico más desarrollado en Estados Unidos y un fenómeno consolidado en Europa en términos de programación y audiencia. En la actualidad, la radio europea dispone de más de veinte formatos musicales. España presenta la mayor diversificación con más de siete formatos. La radio europea dispone de alrededor de un 30% del mercado de audiencia mundial de la radio musical, principalmente en España y Francia».
Elsa Moreno Moreno, MArtinéz-Costa, 2001: 203

24/07/2008 17:12 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O peso da rádio musical em Portugal

A rádio musical em Portugal vale mais de 70%

March 25, 2006

Somando os valores da audiência (2004, ANuário de Meios da Marktest) das sete rádios mais ouvidas com uma programação claramente musical em Portugal, temos:
RFM 13,5%
Comercial FM 6,9%
Cidade FM, 3,9 %
Antena 3 3,7 %
RCP 3,6%
Best Rock FM 1,5%
Mega FM 1,5 %
ToTAL: 34,6
(faltam: RR 10,9%, TSF 5,0 e Antena 1 4,1 - que totalizam 20 %)
Sendo que as 10 rádios mais ouvidas representam 54,6 da audiencia acumulada de véspera. A restante audiência pertence a rádios locais ou a cadeias mais pequenas.
COnsiderando que não existem mais rádios de informação (como a TSF) ou em que a palavra tenha um peso expressivo (como a RR ou Antena 1, sempre superior a 40 %), pode deduzir-se que a rádio musical terá uma audiência em Portugal de 80 a 70 %.

Estes dados ganham mais expressão se se acrescentar que «el formato musical es estrategia de programación prioritaria de la radio comercial europea, disponiendo de una notable aceptación entre los oyentes, donde en algunos países como España, Francia o Italia, su seguimiento alcanza entre el 34% y el 30% del total de audiencia radiofónica» (Moreno, Elsa, «La radio de formato musical: concepto y elementos fundamentales», Comunicación y Sociedad, Volume XII, nº 1, 1999, pág. 90)

24/07/2008 17:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

23/07/2008

O informacionalismo de Castells

«Es imposible aproximarse a la evolución de las TIC y su implantación en todos los ámbitos de la realidad actual, con la vista puesta en el retrovisor. Es por eso que Manuel Castells y otros investigadores (1998), han construido una nueva base argumentativa que denominan Informacionalismo. El Informacionalismo sustituye al Post-industrialismo como matriz dominante de las sociedades del siglo XXI (CASTELLS, 1998, 2002). Este modelo tecnológico argumenta el papel central de la tecnología en todos los ámbitos de la realidad, a la vez que ofrece la base teórica necesaria para comprender el desarrollo de un nuevo modelo de estructura social denominada Sociedad Red. Se trata de un modelo que no crea información y conocimiento en si mismo. El aspecto más novedoso de la teoría informacionalista es el papel central que se otorga a las tecnologías en la manipulación de la información y del conocimiento (Lévy, 1996, 1998). El informacionalismo es, por tanto, un paradigma tecnológico basado en el aumento de la capacidad humana para procesar la información en torno a las revoluciones gemelas de la microelectrónica y la ingeniería genética (CASTELLS, 1998: 125)» (Toral e Murelaga, 2007: 53-54) 

23/07/2008 18:55 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Objectivos (U&G)

Ao longo de décadas varios autores procuraram saber porque é que os jovens ouviam a rádio, na linha de usos e gratificações. Este não é um estudo sobre os efeitos dos media - da rádio em concreto - nos jovens; será mais um estudo sobre os efeitos dos usos dos media pelos jovens; não se estudam programações, estuda-se o que os jovens poderão fazer a essas programações. ainda assim, também nos interessa - pontualmente - perceber porque é que os jovens estão a deixar de ouvir. os numeros provam-no, sendo que as razões estão mais do lado externo - não dependentes da rádio (a digitalização) do que do lado de dentro (descontentamento com o que se ouve - que tambem existe)

 

23/07/2008 11:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

22/07/2008

O utilizador é o conteúdo da Internet

 

“The medium is the message” is no doubt McLuhan’s best-known aphorism. (Levinson, 1999: 35) …_ has been well understood in general, and aptly recognized as the flagstone in McLuhan’s path to understanding media. But, unsurprisingly, much of its subtlety and implication has been wildly misinterpreted as a manifesto “against” content, or that what is communicated does not matter at all. 35  McLuhan’s attempt to shift our focus from content to medium derived from his concern that content grabs our attention to the detriment of our understanding and even perception of the medium and all else around it much as the flood of sunlight on even cloudy days blinds us to t he stars that also inhabit our sky, and of which our sun is but a special, particular case. 36-37 In other words, the user is the content of the Internet – which, it turns out, is much what McLuhan went on to say, in a metaphoric sense, about media in general. 39

McLuhan’s examples of users as content – telephone and television (he also mentions radio) – are all electronic. Telephone, of course, presents a special case, because it is intrinsically interactive, as is online communication. But why distinguish television and radio as media in which the user is “sent”? The answer can only reside in the instantaneity of electronic communication, and the impact it has on the perceiver: whereas books and newspapers bring the world to us, clearly after the fact, radio and TV bring us to the world, to the very scene  of the action. 39-40

22/07/2008 19:53 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A Internet foi o primeiro meio a surgir sem ser suportado por publicidade

«This is the first mass marketing medium ever that isn't supported by ads. If a newspaper, a radio station or a TV station doesn't please advertisers, it disappears. It exists to make you (the marketer) happy.That's the reason the medium (and its rules) exist. To please the advertisers. But the Net is different. It wasn't invented by business people, and it doesn't exist to help your company make money»

Godin, Seth, The web doesn't care Seth Godin's blog, 21/07/08

22/07/2008 11:00 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

21/07/2008

Cuidado com o media-determinismo

«I have often criticized McLuhan for his media determinism (e g., Levinson, 1979a), or tendency to cast humans as the “effect” of technology, rather than vice versa (see, for example, his observation that humans are the “sex organs” of technology, 1964, p. 56 – the modern rendition of Samuel Butler’s line that the chicken is the egg’s way of making another egg, also picked up in the twentieth century by Richard Dawkins and his view of the organism as the gene’s way of making more genes).  Levinson, 1999: 40

21/07/2008 17:04 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Explicar ou explorar

When McLuhan was called upon to explain, he said his intention was not to explain, but to explore. (Levinson, 1999: 2)

21/07/2008 16:36 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

18/07/2008

A definição do novo meio

In the first edition, we also rejected definitions of new media based solely on particular technical features, channels or content. Instead, deliberately incorporating both technological and social, political and economic factors, we defined them as 'information and communication technologies and their associated social contexts» (Lievrouw e Livingstone, 2006: 2)

18/07/2008 15:00 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

17/07/2008

Internet: um meio de comunicação e não um mero suporte

a Internet ganhou condições para se apresentar como «una nueva forma de comunicación y no exclusivamente de un nuevo soporte» (Martinéz-Costa, 2004: 7).

(ja usado em 3.3)

A internet baralha o conceito de rádio, não apenas porque cria um novo meio, um novo conceito relativamente aquilo que é a rádio, mas porque ao mesmo tempo potencia o velho conceito de rádio: a rádio atraves da net pode permitir - e, de certa forma, até potencia, a escuta passiva, caracteristica importante da rádio hertziana; a rádio na net pode ser wireless e isso permite uma escuta em acumulação; acontece é que, a partir do conceito de audio, a rádio cria uma nova categoria, essa já nada tem a ver com a anterior.
17/07/2008 12:36 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Rádio ou radiodifusão

Quando se analisam os fundamentos de um conceito, como é o caso, o rigor não só é desejável como essencial. Ainda assim, por vezes, esse rigor pode ser inimigo da compreensão: é o caso da palavra rádio. Em rigor deveríamos usar o termo radiodifusão para descrever a comunicação, o meio; e deixar a palavra rádio para o receptor, mas a dupla semântica está de tal maneira institucionalizada que o leitor poderia pensar que estamos a falar de outra coisa; da mesma forma, som e áudio são coisas diferentes, mas já é difícil separar os conceitos

17/07/2008 11:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

16/07/2008

A importância da rádio musical

Elsa Moreno lembra que «la radio de formato musical es un fenómeno que a finales de los años noventa, afecta a más de 10 mil emisoras en Estados Unidos – el 88% del número total de estaciones –, disfrutando de casi el 74% respecto del total de audiencia de radio» (Moreno, La radio de formato musical, pág. 90)

MORENO MORENO, Elsa, «La radio de formato musical: concepto y elementos fundamentales», Comunicación y Sociedad, Volume XII, nº 1, 1999

16/07/2008 19:58 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

15/07/2008

Cuidados com os estudos

- «The Arbitron Company, in conjunction with Edison Media Research (Arbitron Study, 1999), conducted a large telephone survey of more than 1000 Arbitron diary keepers (...) Because Arbitron has a vested interest in the overall success of radio as an advertising medium, the wording of many questions and the presentation of many findings have an obvious positive spin. Among the relevant findings were that the vast majority of respondents believe that listening to commercials is a "fair price to pay for free programming on the radio." On the other hand, a less publicized finding was that one third of the total sample would be willing to pay $5 per month for commercial-free programming. This study also concedes that young people(ages 12 to 24) are more likely to switch stations due to commercial avoidance. (McDowell and Dick, 2003 pag 52)

15/07/2008 13:27 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

11/07/2008

Pressuposto de partida

este estudo orienta-se  a partir do pressuposto de que os media e os seus conteduos não determinam (hoje como no passado) os comportamentos (historico, social e cultural) dos jovens, mas que contribuem, de uma forma significativa, para o seu desenvolvimento 

11/07/2008 19:24 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

10/07/2008

De que é que a Internet emerge?

«O professor norte-americano Roger Fidler (1997), estudioso dos padrões de adoção e implantação de novas tecnologias, afirma que as novas mídias não surgem espontaneamente e independentes, mas emergem gradualmente a partir da metamorfose das velhas. O novo meio se apropria de traços dos existentes  para encontrar, posteriormente, a sua própria identidade e linguagem (...) O curioso desse processo, segundo Fidler, é que as forças que moldam o novo são, essencialmente, as mesmas formas que moldaram o passado. Quer dizer, as mudanças podem parecer rápidas porque são muitas tecnologias de comunicação vindas ao mesmo tempo. Mas é engano pensar que surgem de repente. São trabalhadas em laboratórios durante anos e passam por uma série de testes, especialmente de viabilidade técnica e econômica, até chegarem ao grande público. Podem atravessar décadas até saírem dos laboratórios e serem comercializadas» (Bianco, 2006: 2)

10/07/2008 16:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A promessa de uma revolução

«A tecnologia digital traz em si a promessa de uma revolução técnica tão significativa, capaz de alterar o modo de produção da programação, de distribuição de sinais e a recepção da mensagem» (Bianco, 2006: 1)

10/07/2008 16:00 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

03/07/2008

Castells: uma aventura humana extraordinária é a história da criação e do desenvolvimento da internet

«De acordo com o pensamento de Castells (2003:13), uma aventura humana extraordinária é a história da criação e do desenvolvimento da internet. Ela põe em relevo, segundo ele, a capacidade que têm as pessoas de transcender metas institucionais, superar barreiras burocráticas e subverter valores estabelecidos no processo de inaugurar um mundo novo. Reforça também a idéia de que a cooperação e a liberdade de informação podem ser mais propícias à inovação do que a competição e os direitos de propriedade» Não é mais possível pensar o rádio como antes, Mágda Cunha, 30/09/06, pág 4

03/07/2008 18:29 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

01/07/2008

A Internet será tudo

Walt Mossberg, o especialista em tecnologia do Wall Street Journal, esteve na convenção NAB 06 e falou sobre (o futuro d)a rádio. O texto merece ser lido na íntegra, ou pelo nos extractos divulgados pelo site RAIN, mas aqui ficam algumas ideias:

«“Currently, we talk about ‘surfing the Web’ or ‘being on the Internet’ or ‘I’m going online tonight’ as a discreet activity we perform on a PC,” Mossberg said, “but in ten years, those phrases will sound absurd.
“When you watch TV, you may be on the Internet; when you listen to radio, you may be on the Internet. The Internet will not be an activity you do on a PC – it will be like the electrical grid. It will be all around you!”»

01/07/2008 09:53 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A história não se repete?

(será um erro entender a Internet como uma espécie de meio que vem concorrer com os clássicos; a Internet não concorre com um, mas com todos. Mas a Internet concorre, integrando os anteriores, juntando-os, convergindo, criando algo de novo, fazendo coexistir os antigos mas de forma diferente, alterando-os; se a Internet fosse um meio concorrente, a história poderia repetir-se; assim, do que estamos a falar é de uma nova categoria, de uma nova ideia de comunicação)

The Internet offers an environment in which all of these media can coexist. With high-speed Internet connections provided by either telephone wire, a cable television line, or a satellite link, new entertainment options such as movies-on-demand, radio, television, and "live" on-line games against many players scattered around the globe have become reality.» (PAIK, 2001: 24-25) 

01/07/2008 08:54 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

28/06/2008

Não foi sempre a tecnologia que fez mudar a rádio?

Por vezes le-se a recusa em admitir que a tecnologia está a mudar a rádio. Mas não foi sempre a tecnologia que mudou (e criou) a rádio?; não é âmbito deste trabalho; sem a digitalização, a rádio ainda estaria igual, vivendo da popularidade conseguida.

seria um trabalho sobre talento e criatividade, se a tecnologia, se o impacto tecnológico, não estivesse a mudar a rádio.

28/06/2008 20:48 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O conceito de utilizador (faz sentido diferenciar?)

«La radio pública se orienta la al ciudadano no al consumidor.(...) Todos somos usuarios y consumidores de objetos materiales e inmateriales, pero por encima de ello somos ciudadanos.» (CHerreros, 2007: 209) 

28/06/2008 20:04 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Definição de objectivos

é um trabalho sobre a rádio na INternet?
Não, é sobretudo um trabalho sobre o que acontece à rádio (no que se transforma) quando passa para a internet (e quando deixa de ser rádio, ainda que seja áudio, a partir da net).

28/06/2008 19:52 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

contra a tecnocultura

«Vivimos un momento en que parece que la técnica y lo tecnocrático se imponen como elemento único y se pierde con frecuencia el horizonte de las ideas, de las opciones políticas. Las corrientes neoliberales parece que hubieran impuesto una tecnocultura en la que no cabe otra opción que la que ella impulsa independientemenre de otros valores» (CHerreros, 2007: 65).

28/06/2008 19:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Menosprezar o papel da tecnologia?

«La clave del futuro de la radio no está en las tecnologías, sino en los enfoques comunicativos que quieran efectuarse» (CHerreros, 2007: 13)

«La radio afronta el futuro con unas transformaciones técnicas tan amplias y tan profundas que puede hablarse claramente de una segunda reconversión» (21)

28/06/2008 19:23 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Intr; a relação dificil entre media e net

«a conotação negativa ou angustiante da apresentação da rede por certos media vem também do facto de, como, sublinhei várias vezes, o ciberespaço ser precisamente uma alternativa aos media de massas clássicos. De facto, ele permite aos indivíduos e aos grupos encontrarem informações que lhes interessam e difundir a sua versão dos factos (incluindo as imagens) sem passar pelos jornalistas intermediários. O ciberespaço encoraja uma troca recíproca e comunitária enquanto os media clássicos utilizam uma comunicação unidireccional na qual os receptores estão isolados uns dos outros. Existe assim uma espécie de antinomia, por oposição de princípio, entre os media e a cibercultura, que explica o reflexo deformado que cada um oferece do outro ao público» Levy, 2000:222

Como se posicionar perante um «profeta da desgraça» «como Paul Virilio» giram à volta de um fantasma que a simpIes observaçao daquilo que nos rodeia denuncIa co irremediavelmente falso. Pela mesma ordem de ideias, já não um profeta da desgraça, mas um sorridente especialista de marketing de investigação hi-tech, desta vez, Nicolas Négroponte, anuncia no seu livro L'Homme Numérique «a passagem dos átomos para os bits», dito de outra maneira a substituição de matéria pela informação ou do real pelo virtual.» (levy, 235)

28/06/2008 19:03 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Colocar no mesmo plano rádio e Internet (como media/suportes)?

«Os media são o suporte ou o veículo da mensagem. A imprensa, a rádio, a televisão, o cinema ou a Internet, por exempIo são media» (Levy, 2000: 66)

28/06/2008 18:40 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«quanto mais rápida é a mudança tecnológica mais parece ela vir do exterior»

«quanto mais rápida é a mudança tecnológica mais parece ela vir do exterior» (levy, 2000: 30) 

28/06/2008 18:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A tecnologia não é uma moda

«A tecnologia deixa de nos surgir no mundo, para passar a constituir-se no carácter fundador do próprio mundo da acção humana quotidiana» (Ilharco, 2004: 15)

«A tecnologia, assim, não é apenas o gigantesco conjunto dos instrumentos qualificados de tecnológicos, mecanismos que suportam e possibilitam -literalmente - viver a vida que hoje vivemos, mas também, e porventura sobretudo, o conjunto de comportamentos e de práticas que somos e no âmbito dos quais vivemos» (Ilharco, 19)

«Na nossa época, com o desenvolvimento e a penetração das tecnologias de informação e de comunicação, este modo fundamental de presenciar o/no mundo vai um passo mais além ao sugerir que a própria tecnologia é a realidade, como referiram Heidegger, Ellul, Spenglerl, entre outros, e como hoje sugere, por exemplo, Borgmann» (Ilharco, 23)  

28/06/2008 13:52 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«Nunca na História a actividade humana dependeu tanto da tecnologia»

«Nunca na História a actividade humana dependeu tanto da tecnologia» (Ilharco, 2004:9)

28/06/2008 13:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Internet e digitalização confundem-se?

«Para Castells (1998), Martin (1995), Negroponte (1995) Y otros, Internet supone la representación del modelo comunicativo global en la Sociedad Red. En este sentido, si se toma el ejemplo de Internet como nuevo paradigma del desarrollo comunicacional y cultural, se observa que la modificación temporal que implica el nuevo marco fomenta la gestación de nuevos públicos y nuevos hábitos de percepción. Al contrario de lo que se piensa comúnmente, Internet no es sinónimo de World Wide Web, ya que además ofrece otros servicioscomo el acceso y control remoto a máquinas, transferencia de archivos FTP, correo electrónico, listas de distribución y foros, conversaciones en línea -chat-, etc» (Toral e Murelaga, 2007: 54) 

28/06/2008 12:19 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Informacionalismo?

«Es imposible aproximarse a la evolución de las TIC y su implantación en todos los ámbitos de la realidad actual, con la vista puesta en el retrovisor. Es por eso que Manuel Castells y otros investigadores (1998), han construido una nueva base argumentativa que denominan Informacionalismo. El Informacionalismo sustituye al Post-industrialismo como matriz dominante de las sociedades del siglo XXI (CASTELLS, 1998, 2002). Este modelo tecnológico argumenta el papel central de la tecnología en todos los ámbitos de la realidad, a la vez que ofrece la base teórica necesaria para comprender el desarrollo de un nuevo modelo de estructura social denominada Sociedad Red. Se trata de un modelo que no crea información y conocimiento en si mismo. El aspecto más novedoso de la teoría informacionalista es el papel central que se otorga a las tecnologías en la manipulación de la información y del conocimiento (Lévy, 1996, 1998). El informacionalismo es, por tanto, un paradigma tecnológico basado en el aumento de la capacidad humana para procesar la información en torno a las revoluciones gemelas de la microelecIrónica y la ingeniería genética (CASTELLS, 1998: 125)» (Toral e Murelaga, 2007: 53-54) 

28/06/2008 12:11 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A digitalização entrou na terceira fase (recepção)

«Al comenzar el Tercer Milenio la digitalización ha trascendido de la primera fase (generación y producción de la información) a la segunda (transmisión) y tercera fase del proceso (recepción)» (Peñafiel, 2007: 20)

28/06/2008 11:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O optimismo (via Negroponte)

«la superautopista de la información puede estar de moda ahora, pero se subestima el futuro. Se extenderá más allá de lo que nadie haya sido capaz de predecir (...) Los bits que controlan el futuro digital están cada vez más en manos de los jóvenes. Nada podría hacerme más feliz» (Negroponte: 1999:273).

28/06/2008 10:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/06/2008

Como será o relacionamento dos actuais ouvintes com aquilo que será a rádio do futuro?

Uma das questões de partida deste trabalho é tentar perceber como será o relacionamento dos actuais ouvintes com aquilo que será a rádio do futuro e com aquilo que já é hoje? (para uma definição mais exacta do objecto)

se se pensar que a rádio do futuro será basicamente o que é hoje (ontem, baseada no consumo passivo) então não é preciso pensar muito; mas se concedermos que há novas possibilidades abertas pela digitalização e concorrência em acumulação, então a rádio do futuro não será o que era ontem

dentro da questão musical, interessa saber como será a evolução da actual rádio musical no futuro (como evoluirá, como de desenvolverá); como serão os serviços de musica a partir do elemento sonoro/audio

(até que ponto algumas das reflexões deste trabalho serão úteis para além do seu proprio objecto? a partir do momento em que se consagram plataformas convergentes, a partir da digitalização, o que aqui se disser será valido para a transição de outros meios classicos para o consumo activo?)

24/06/2008 17:05 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

21/06/2008

A importância de estudar este público

«Quem já viu um adolescente num computador sabe que o jovem hoje encontrou maneiras próprias de interatividade com a máquina, pois, ao fazer uma pesquisa escolar, acessa, ao mesmo tempo, um novo vídeo no YouTube, conversa com os amigos pelo Messenger, escuta sua canção favorita no rádio, verifica seus scraps no Orkut, posta uma fotografia em seu blog e consulta um verbete na Wikipedia, enquanto navega tranqüilamente pelos sites de busca à procura do tema escolar. Será que este adolescente, ao chegar à juventude e idade adulta, irá querer ouvir nossas programações de rádio tradicionais e estáticas? Certamente que não» (Prata, 2008: 229-230)

21/06/2008 17:19 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

(intro) O debate sobre o futuro

Ninguém que escreva sobre a rádio desde , pelo menos 2000, pode ficar indiferente ao que a digitalização está a fazer, neste caso, à rádio. Por outras palavras, mais claras, que a internet está a mudar a rádio tal como a conhecemos. Sobre isso todos concordam. A discordância começa quando se analisa ou projecta aquilo em que a rádio se está a transformar. É a questão que atravessa todos os estudos contemporâneos que falam na rádio. Todos os que se atreveram a projectar uma resposta fechada falharam, o que se compreende porque esse objectivo é irrealizável. A tecnologia(s) tem-nos arrastado para novas realidades, novas possibilidades, que desmentem as certezas arrumadas anteriormente (por recentes que sejam). Não correremos esse risco, neste contexto. Englobamo-nos, de preferência na ideia descrita por Prata de «conceituar este novo modelo de radiofonia» (2008: 19). Vivemos um período de debate, mas já passámos algumas fases, já não estamos nem na fase do espanto ou da negação, tal como temos obrigação de avançar relativamente à fase das interrogações puras, como as descritas por Meditsch em 2001 (1): «Agora, a ameaça se chama internet, o fenômeno que parece querer subjugar o mundo nesta virada do milênio, devorando todas as mídias que o antecederam, até mesmo a televisão, até há pouco tão garbosa no seu domínio sobre a civilização. Diante de tal poder e voracidade, quem tem chance de sobreviver? Alguém é louco de apostar no rádio?». O debate continua; incorporamo-nos nele.

21/06/2008 14:24 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

08/06/2008

Dentro de 10 anos todos os meios serão distribuídos pela net

«What is your outlook for the future of media?

STEVE BALMER: In the next 10 years, the whole world of media, communications and advertising are going to be turned upside down -- my opinion. Here are the premises I have. Number one, there will be no media consumption left in 10 years that is not delivered over an IP network. There will be no newspapers, no magazines that are delivered in paper form. Everything gets delivered in an electronic form.

10 years?

Yeah. If it's 14 or if it's 8, it's immaterial to my fundamental point. . . . If we want TV to be more interactive, you'll deliver it over an IP network. I mean, it's sort of funny today. My son will stay up all night basically playing Xbox Live with friends that are in various parts of the world, and yet I can't sit there in front of the TV and have the same kind of a social interaction around my favorite basketball game or golf match. It's just because one of these things is delivered over an IP network and the other is not. . . . Also in the world of 10 years from now, there are going to be far more producers of content than exist today. We've already started to see that certainly in the online world, but we've just scratched the surface. . . . I always take my favorite case: I grew up in Detroit. I went to a place called Detroit Country Day School. They've got a great basketball team. Why can't I sit in front of my television and watch the Country Day basketball game when I know darn well it's being video-recorded at all times? It's there. It's just not easy to navigate to.

(...) Will Internet content generally be available for free, with ad support, or will there largely be fees and subscriptions?

I think there will be some things people subscribe to on the Internet, but I think that's going be more the exception than the rule. My favorite TV program, "Lost," I watch on the Internet now. I don't DVR it, I just watch it on the Internet.

You don't buy it from iTunes to avoid the ads that come when you get it for free over the Internet? Why? Because it's free. . . . I have to admit that I'm annoyed by the four 20 seconds [of ads], but not annoyed enough to pay a buck . . . I think at the end of the day most people say, "Heck, if I can get something that's pretty good that's ad-funded and the ads don't kill me, I'll take that over the thing I gotta pay for."»

fonte: WHORISKEY, Peter, «Microsoft's Ballmer on Yahoo and the Future» Washington Post, 5/06/08;

08/06/2008 08:34 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

07/06/2008

Para compreender as opções e a validade deste trabalho

Quando se fala - em termos de grandes objectivos deste trabalho - numa caracterização daquilo que será a rádio do futuro, partindo essencialmente daquele que é o comportamento (ou os comportamentos) da presente geração iPod, é evidente que estamos a assumir riscos e que, nomeadamente, não podemos pensar numa replicação pura e simples (é sabido que o contacto com a rádio de palavra aumenta à medida em que se envelhece). Teremos, pois, em conta a necessária relativização e nunca afirmaremos que estamos perante uma verdadeira caracterização. Essa far-se-á, com rigor, depois, daqui a alguns anos com estudos, (qualitativos, conferindo os serviços oferecidos pelos operadores, e quantitivos, medinod o impacto) mas será que estamos condenados a esperar para saber o que vai acontecer? será que não podemos tentar antecipar, até para nos guiar e, assim, compreendermos melhor o que já está a acontecer? Este trabalho procura responder a essa inquietação, não se resignando, procurando - dentro dos limites, possibilidades e alcances de um trabalho com estas caracteristicas - intervir.

07/06/2008 19:36 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O que será a Internet no futuro?

«Com esta tendência de crescimento de utilizadores e de conteúdos multimédia que sobrecarregam as redes, para onde vai a Internet? Segundo a operadora AT&T, sem novos investimentos nas infra-estruturas, o limite de capacidade física será atingido dentro de dois anos. O alerta não é novo e o apocalipse da Internet tem sido avançado várias vezes desde os anos 90. Jim Cicconi considera que o vídeo e os conteúdos gerados pelos utilizadores estão a pressionar as redes. "O vídeo será 80% de todo o tráfego em 2010, quando é 30% agora", refere o vice-presidente da AT&T» (FONSECA, Pedro, Está a Internet à beira do fim?, Diário de Notícias, 1/06/08)
Isto remete-nos directamente para o problema da 'net neutrality' e da relação com os investimentos (pesados) nas redes, para aumento da capacidade, redes essas que depois serão usadas por aplicações naõ apenas concorrentes como até inimigas, como por exemplo o Skype. Quem deve fazer os investimentos nas redes (de nova geração), de modo a que elas suportem os desafios que aí vêm?

07/06/2008 11:36 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Nenhuma tecnologia elimina a outra?

«(...) Contudo, a lógica da remediação, continuam Bolter e Grusin (2000: 225), sugere que nenhuma tecnologia elimine as outras. É o caso dos videojogos, que podem ser jogados numa consola de videojogos ou num computador mas igualmente num televisor» , escreve Rogério Santos, a partir do livro de Jay David Bolter e Richard Grusin, Remediation. Understanding new media (2000).

Rogério Santos também explica que «relativamente às tecnologias, eu não sou eufórico ou optimista (promessas tipo - a internet traz conhecimentos novos, torna obsoletos todos os media anteriores, os jovens aprendem rapidamente e apropriam-se dela). Igualmente, não sou disfórico ou pessimista (ameaças tipo - uma nova tecnologia traz consigo desregulação, males, disfuncionalidades, vícios). Já o escrevi em 1998, num livro chamado Os novos media e o espaço público. Por isso, uso a internet mas não acredito apenas nas suas potencialidades harmoniosas (há defeitos, como a abundância de informação gerar bulimia e incapacidade de discernir o útil). A internet - e a digitalização - são, em primeiro lugar, tecnologias. Depois, são usadas por pessoas, cujo emprego é múltiplo. (...) como conclusão da leitura que faço do conceito de remediação em Bolter e Grusin, retiro que a internet não é "tudo ou nada" mas apenas relação com os outros media. Ou seja, a internet não provoca o esquecimento dos outros media ou os torna velhos próprios para a sucata».

Nesse mesmo espaço escrevi que «estou convencido de que, ao contrário, a Internet vai tornar obsoletos os outros media. Não é coisa para uma geração nem duas, mas os mais novos já começam a «testar» isso, eles conhecem conteúdos não conhecem meios (se os entendermos como distribuição); O YouTube não é televisão; para eles é. podcasting não é rádio, para eles é»

Rogério Santos, num texto anterior: «Os estudiosos dos media aceitam o mito moderno do novo: as tecnologias digitais como a internet, a realidade virtual e os gráficos de computador estabelecem um divórcio face aos media anteriores, com novos princípios estéticos e culturais. Jay David Bolter e Richard Grusin põem em causa esta concepção, oferecendo uma teoria da mediação na idade digital. Bolter e Grusin argumentam que os novos media encontram significado cultural precisamente porque prestam homenagem e renovam os media anteriores como a pintura de perspectiva, a fotografia, o filme e a televisão. Ao processo de renovação, eles chamam "remediação", referindo que os media anteriores se renovaram face a media ainda mais antigos: a fotografia remediou a pintura, o filme remediou a fotografia, a televisão remediou o filme, o teatro de revista e a rádio (da contracapa do livro de Jay David Bolter e Richard Grusin)» Concordo com esta perspectiva (menos a questão da 'homenagem'), a partir do momento em que se assiste à utilização por parte da Internet, como canal de distribuição, de conteúdos dos meios clássicos, incorporando-os, misturando-os, e adaptando-os: o video, os graficos, os canais de audio, etc.

  

07/06/2008 11:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Mais além do 'Mass communication Research»

«A metodología da análise e as reflexões que se apresentam seguem, de alguma forma, a perspectiva funcionalista, uma vez que se pretendem comparar resultados de estudos empíricos para estabelecer o estado dos públicos jovens na rádio musical. No entanto, este estudo não se limita à tradição mais conservadora dos Mass Communication Research já que se propõe como base para crítica e proposta de hipóteses sociais e empresariais alternativas que permitam pensar uma rádio musical de acordo com a evolução iniciada. A partir da análise de casos e de exemplos, no estilo proposto pela fenomenología (ou análise de recepção), o texto propõe alternativas e opções no sentido que a rádio musical evolua, do seu estado tradicional para uma concepção adequada ao presente» (Meneses, 2007: 2)

07/06/2008 10:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Um trabalho sobre o futuro?

Este trabalho aborda, em diversas ocasiões, aquilo em que se poderá vir a transformar a rádio tal como a conhecemos hoje; de alguma forma, evidencia mesmo pistas de evolução a partir do elemento áudio. Será por isso um trabalho sobre o futuro? Há uma recusa, de princípio e de alguma forma compreensível, da universidade relativamente quer ao futurismo quer à especulação sem bases, chamando-lhe prestidigitação. Compreensível porque é muito mais seguro - e tranquilo - avançar com os dois pés na terra. Então se um deles estiver assente no passado e outro no presente, dá-se a conjugação perfeita. A partir do momento em que pomos um no futuro, arriscamo-nos a cair. Ou pelo menos a desequilibrar-nos. Conscientes desse risco, tentaremos seguir em frente, cientes de que é importante olhar para o futuro, quando o momento é de incerteza e de transição. A história está feita, o passado é conhecido e está estudado. O presente, ao contrário, é uma incógnita. Mas o presente não existe quando todos os dias há desenvolvimentos, sobretudo tecnológicos, que desarrumam uma casa que durante 80 anos esteve muito bem arrumada. O presente já não é amanhã. O presente é passado. E para olharmos para amanhã, é preciso especular. Um pé no passado e outro no futuro, eis o objectivo deste trabalho. Mas com uma certeza, é importante - como nos ensinou McLuhan, não olhar para o futuro através do retrovisor - McLuhan, não por coincidência, mais respeitado pela universidade no futuro do que no passado. Porque não hesitou em tirar pelo menos um pé do passado.

07/06/2008 09:59 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

31/05/2008

25/05/2008

Os riscos de inquirir sobre coisas novas (e as mudanças)

«(...) when I see a research conclusion stating this: "Those who listen to digital radio platforms do not spend less time listening to AM/FM radio," I question whether we're reading the truth or reading a sentence which is intended to promote comfort. (...) First, change always comes at the margin. So the conclusion that most folks DON'T do something obscures the obvious trend - that more folks DO do something. As the study notes: "Thirty percent of Americans age 12 and older own an iPod or other brand of portable MP3 player; this figure has risen from 22 percent in 2006 and 14 percent in 2005. More than half (54 percent) of those age 12-17 own a digital audio player." It is inconceivable that this statistic will not impact radio listening and Arbitron's own TSL data (along with my research data) indicate that these demos are the most at risk. Second, listeners do not consciously consider trends in their listening so it is invalid to ask such questions and make sweeping conclusions about the impact - or lack thereof - of new audio options on radio listening. Let the results - the behaviors - speak for themselves. And those behaviors are clearly recorded in Arbitron diaries and via PPM.» Mar Ramsey, "Relax, iPods don't hurt Radio" 20/04/07

25/05/2008 10:52 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/05/2008

Porque é que esta geração é importante

«(...) Stritch, like many colleges and universities, is targeting Generation Y, the collective term for the 71 million Americans born between 1980 and the late 1990s, that is notoriously difficult for advertisers to reach. They shun their parents' brand loyalties, consume traditional media in smaller amounts than previous generations and are skittish of being directly marketed to. But Stritch, which is in Fox Point, and some other Milwaukee-area advertisers have found several key strategies they say are reaching the iPod set. Tools like podcasts -- broadcasts for iPods and other MP3 players -- and Web logs -- better known as blogs -- are popular because they combine technology in which students are versed with a more subtle marketing message. (...) Katie Fleming, a search marketing specialist for Germantown Web site developer Trivera Interactive, said Generation Y doesn't appreciate gloss and filters. "They just want to know the truth," she said.

fonte: «Advertising for the iPod generation», October 13, 2006, The Business Journal

24/05/2008 16:23 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

23/05/2008

A relevância da geração iPod

Estudar esta faixa etária em concreto assume uma especial importância na medida em que as caracteristicas desta geração são muito particulares: se por exemplo se assiste a alguma erosão das audiências em varios paises (erosão nas facturações e nas cotações em bolsa é objectivo) isso não resulta tanto do desconhecimento por parte desses ouvintes. Eles conhecem a rádio, certamente já ouviram (porque gostavam ou porque não tinham alternativa em situações de mobilidade e/ou acumulação) mas por varias razões - que tambem veremos - deixaram de ouvir. Com os ouvintes mais novos passa-se algo diferente: eles não conhecem e quando conhecem, a rádio já compete com outros serviços; eles pedirão aos pais um leitor de mp3 (de preferencia um iPod) em vez de um rádio; não há programações para eles ou as que existem não se revelam adaptadas aos seus gostos e as alternativas (musicais) parecem ser mais atraentes

«Gen Yers are "Influencers" by nature, and they will influence younger and older decision-makers. New devices and services will be bought by/for them, they will encourage older populations to "get with it" and join them, and they will be emulated by younger generations trying to be like them»

«’Gen-Y’ Media Use & Attrition», Bridge Ratings, 14/03/07

23/05/2008 16:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

20/05/2008

O digital divide (mais novos e mais velhos)

Um estudo sobre o universo geral de ouvintes (e não os mais jovens) [já usado em 4.3.3.1]:

«Despite the wide popularity of portable music sources, consumers prefer to listen to some form of radio more than MP3 players and CDs, according to a new survey. A total of 560 respondents spend 16,814 hours per week listening to audio entertainment. Thirty-nine percent of that time is spent on FM radio, followed by 23 percent on MP3 players / iPods and 18 percent on CDs, to round out the top three audio sources. In an age of portable media devices like the iPod, individuals still satisfy their audio cravings with the longest-standing format, radio. The findings were a result of a survey commissioned by sonoro audio, manufacturer of distinctive, high-quality audio products. Collectively, 57 percent of the time is spent listening to some form of radio, AM, FM or Internet. Internet radio alone is becoming a premier audio medium for US consumers. (...) "Even with the advent of MP3 players, consumers are still largely turning to radio for their music needs as it is easily accessible and free," said Marcell Faller, founder and CEO of sonoro audio. "However, consumers’ expanding, elaborate music libraries have created a demand for all-in-one audio systems that let them integrate the functionality of MP3 players, CDs and radio in a single compact device." »

fonte: MarketWire.com, «Radio Still Number One Music Source Over MP3 Players, CDs» 19/05/08

 

20/05/2008 16:08 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

17/05/2008

Notas sobre as citações/ligações online (metod)

- todas foram verificadas em setembro de 2008

- todas são de acesso livre (sem necessidade de registo prévio ou pagamento)

- quando uma ligação deixou de estar operacional (por já não existir ou exigir inscrição), é usado o endereço respectivo do blogue de apoio, O Segundo Choque

17/05/2008 19:39 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Esta não é uma geração qualquer

- tem características que a tornam importante e quantitativamente também é relevante

17/05/2008 12:29 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

10/05/2008

(intro) Estudos feitos online

Muitos dos estudos citados neste trabalho são realizados online, pelo que a amostra fica enviezada (a favor da tecnologia digital); Gustavo Cardoso demonstra-o no estudo E-generation (2007: 27-31);

muitos são pagos pela industria (nos EUA), directa (rádios e associações de rádios) ou indirectamente (consultoras que trabalham nesse mercado, agências de publicidade, fabricantes), o que pode enviezar, apesar da credibilidade das instituições que os realizam;

- muitos têm amostras reduzidas

- tambem se pode questionar a forma como alguns são construidos, colocando por exemplo uma questão contra outra, não permitindo outra opção (entre este e este, prefere...») possibilitando resultados que de outra forma não apareceriam.

como é que se combate esta situação: por um lado eliminando aqueles estudos que oferecem mais dúvidas e por outro tendo a consciência que, se os seus autores estão directa ou indirectamente ligados à industria (EUA) e os resultados são maus para essa industria, então apenas devemos desconfiar se não deveriam ser piores

10/05/2008 17:14 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A tendência para a música ser grátis (e a rádio...)

(intro - os desafios que se colocam à rádio musical)

Notícias como esta («Universal to allow free music downloads») podem querer significar duas coisas - que se trata de uma experiencia (e, por exemplo, uma moda) ou que a música tendencialmente será grátis. E legal. A rádio musical é a mais atingida por esta situação: que lugará estará reservado para a rádio musical quando todos estivermos em rede (ligados) e encontrarmos toda a música de que gostamos (incluindo a nova, que não conhecemos...) na rede (com uma infinidade de recursos, como listas personalizadas, e «transportáveis/embedded»)?

10/05/2008 09:53 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

09/05/2008

03/05/2008

Objectivos - ajudar a perceber o papel da net na rádio

Um objectivo indirecto deste trabalho é ajudar a perceber qual é afinal - se é que é possivel chegar desde já a certezas - o papel que a Internet está a desempenhar junto da rádio. É apenas um suporte, um novo suporte, como defende por exemplo Martinéz-Costa, que se limita a facilitar «la integração digital de la rádio y la oferta de nuevos servicios» (2004:9) ou afinal «una nueva forma de comunicación», como também defende a mesma autora?

03/05/2008 19:40 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 1 comentario.

26/04/2008

Os riscos de estudar o que está em mudança

«The Lind and Medoff research provides an important snapshot in the development of Cyber radio in the late 199Os, although the data, while highly relevant at the time of the study, have been rendered somewhat dated with the passage of time, an inescapable risk associated with studying rapidly evolving media technology -(Evans, Smethers, 2001: 8]

26/04/2008 16:28 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

até que ponto o multitasking online é diferente do convencional?

A partir do momento em que será cada vez mais raro - pressupõe-se - assistirmos a uma escuta absolutamente passiva, como a que se verifica ainda hoje pela transmissão convencional, substituida por graus/níveis diferentes (e graduais) de intervenção por parte do utilizador (compelido a tal pelo novo sistema radiofónico - participe, vote, escolha, comente, etc), até que ponto nomeadamente quando se fala em rádio de palavra será possivel o multitasking? ou seja, até que ponto o consumo audio não será de tal maneira absorvente (primário) que não nos permitirá fazer outras coisas em simultâneo, com tudo o que isso possa significar para o consumo do meio (melhor consumo, mais dedicado, mas menor consumo, em termos quantitativos - uma coisa compensará a outra?)

26/04/2008 15:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

As limitaçõs técnicas não podem condicionar os julgamentos

(eis um exemplo de como se podem chegar a conclusões erradas partindo de permissas erradas, porque limitadas ao tempo em que vivemos; é fundamental não deixar que, por exemplo, as limitações/caracteristicas tecnicas enviesem as reflexões, seja tambem por falta - excesso? - de ambição; o autor subscreveria isto, hoje?)

«What do we mean by 'radio'? One could argue that the attribute which has made radio so enduring is its portability, but the exigencies of the new technology are such that the only way one can access online material is to use a computer connected to the internet via a telephone, digital or corporate line. This presents some key problems in the reception of radio or audio content. Home computers are linked to the Internet via a nodem using conventional copper telephone wires, which by their nature can carry only a limited amount of data at any one time. Therefore if one assumes that listening is secondary to the user's purpose in being online, she or he is already using much of the available bandwidth to download webpages, images or e-mails. And as the latter are downloaded the audio connection may pause, stutter or stop completely» (Berry, 2006: 284) 

26/04/2008 13:55 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A riqueza do debate

«these new forms of transmission offer both opportunities and threats to the radio broadcaster but also provide some challenging theoretical debates for the radio academic.» (Berry, 2006: 284)

26/04/2008 13:48 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/04/2008

O fim dos ouvintes; utilizadores...

«From Inside Radio:

Bonneville’s new media director James Webb says radio needs to stop thinking of its cume as “listeners” and consider them to be “users.” He says “Listeners are engaged only when the radio is on. Radio users connect with you in other ways.”

Yes, yes, yes.

And consider: If your "audience" is "users," then you are by definition members of the new media community, not the "radio industry" per se.

Your competition - and your aspirations and opportunities - have just opened wide.

How does that change what you do, when you see your "listeners" as "users"?

Think about it.»

Sobre o assunto:

A cronica de James Webb The End of “Listeners”: «Listeners are engaged only when the radio is on. Radio users connect with you in other ways, strengthening your brand and encouraging loyalty with each touch. They access your content whenever they want, however they want.

Many of our listeners - ahem! - users, return to our sites every day. Pictures, video, and more get posted on the web to supplement the on-air message. When the show is over, users go online and discuss it or pass it on. News junkies get timely text alerts, and hundreds of captive radio users stream our music station in their offices. The interesting thing about this is that new media, used effectively, propels users to listen to the radio more, not less.

Research has show again and again that web users are not particularly loyal. However, that changes when users are also engaged in broadcast media, particularly when there is additional, compelling content available there»


24/04/2008 19:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

19/04/2008

Consumidor (ou utilizador) em vez de ouvinte

Ouvinte é aquele que ouve (!); a partir do momento em que - mesmo num espaço que tradicionalmente estava dedicado ou partia da rádio - ele não apenas ouve mas faz outras coisas (vê, lê), fará sentido chamar-lhe ouvinte? Mais, a partir do momento em que ele até pode estar na página de uma rádio sem ouvir (a emissão), que sentido fará chamar ouvinte?

Propõe-se, em alternativa, duas novas designações (que, como se verá, não são sinónimas), além de ouvinte (quando estivermos a falar da emissão audio conhecida hoje como rádio):

- utilizador (todo aquele que utiliza a internet)

- consumidor (aquele que procura conteúdos quer sejam audio, video, texto, etc, sobretudo associado ao consumo activo de audio)

 

19/04/2008 21:01 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Os telemóveis são mais democráticos do que a Internet

«Although a 2000 study by Eurescom [Rich Ling, The Mobile Connection (San Francisco: Elsevier, 2004): 16-17].showed some educational and income-based differences in access to and use of the mobile telephone, on the whole, Ling and other observers conclude that the “digital divide” issues associated with the personal computer and the Internet do not appear to apply to the world of mobile telephony. A mobile phone requires the user to dial a number to put a call through—no extraordinary feat for most people. Beyond that basic function,multimedia messages, Internet chat, and other advanced functionalities seem to befuddle rich and poor, educated and uneducated alike.» (Lasica, 2007: 6)

19/04/2008 18:44 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Objectivos (comportamento dos jovens)

Este não é um estudo sobre os efeitos dos media - ou da rádio, em concreto - nos jovens; é um estudo sobre os efeitos da relação dos jovens com os novos media (por outras palavras, como é que eles, ligado à internet, estão a ’tratar’ a rádio); não se estudam programações radiofónicas, mas tenta-se antecipar o que é um conjunto de novos comportamentos poderão fazer a essas programações

Os jovens e a rádio sempre mantiveram uma relação muito forte; essa relação parece estar a perder-se (de acordo com varios indicadores, nomeadamente quantitativos).

Numa linha de usos e gratificações, tentar-se-á perceber porque é que ou já não ouvem ou começam a deixar de ouvir (e com que implicações ao nivel do consumo de outros meios, sobretudo de informação musical), da mesma forma que tentar-se-á perceber quais são os substitutos da rádio, o que é que estão a usar de novo, nomeadamente, para se relacionarem com a música (e que impacto ao nível daquilo que são novos meios e sobretudo de um novo consumo activo)

19/04/2008 17:24 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 2 comentarios.

Limitações na pesquisa

«Research on the effects of the Internet and other technologies is limited by the relative infancy of the technologies themselves» (Tarpley, 2001: 555)

19/04/2008 17:09 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«As novas tecnologias são apenas ferramentas»

«New techologies, like old ones, are simply tools. The extend to which they improve or hinder the cognitive, behavioral , social and physical aspects of children's lives is ultimately a factor of the way in which they are used» (Tarpley, 2001: 555)

19/04/2008 17:05 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Os computadores agravam as desigualdades

«(...) computers maintain and exaggerate gender, racial and social class inequalities (Sutton, 1991), In this sense, the Internet may play a role in widening rather than narrowing the social distance between traditional "haves" and "havenots" (Tarpley, 2001: 554)

19/04/2008 17:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

(Questões) Sobre a interactividade

Se, como parece pacífico, a rádio foi dos meios clássicos aquele que melhor se adaptou (o que mais se aproximou) à 'utopia' da interactividade, o que mais usou os ouvintes (mais beneficios tirou), estará agora em vantagem numa nova utilização? [até que ponto as novas tecnologias  e a internet em particular não igualizam tudo e põe tudo em plano de igualdade, fazendo esquecer 'privilegios' anteriores?] Terá condições para ser mais interactiva do que outros meios? Porque é que não usou mais, antes? Fundamentalmente porque - além dos receios de perda de controlo - a tecnologia não permitiu esse desenvolvimento; e portanto não seria tanto uma questão de vontade, de querer. Por um lado nem os ouvintes, mesmo desejando mais (desde pelo menos Brecht), conseguiriam imaginar como é que poderiam consegui-lo; Por outro, a tecnologia não fomentava, potenciava ou permitia esse desenvolvimento

19/04/2008 16:29 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

12/04/2008

O impacto da Internet nos jovens

«Research in this area, however, is still in its infancy, and so little can be said with great certainty» (PAIK, 2001: 19) 

12/04/2008 18:17 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Entender a rádio de várias formas ou clarificar do que estamos a falar?

«According to the respondents in the study, AM/FM radio listening comprised only 62 percent of the hours they spent listening to the radio in the week prior to being surveyed. The total share of listening to AM and FM radio increases to 70 percent when listening to AM/FM streaming is included. Online streaming represents 16 percent of all reported time spent with radio, split evenly between AM/FM streaming and Internet-only radio. Satellite radio and the music channels offered through cable and satellite TV systems each account for an 11 percent piece of the pie. Among this sample of online consumers, listening to podcasts represent only 1 percent of total time spent with radio.Hanson added, "What this study highlights is that while Arbitron data may show that AM/FM listening is declining slightly each year, the bigger picture is this: Listening to radio in all of its forms is almost certainly growing significantly."» fonte FMQB, Online Consumers Flock To New Forms Of Radio, 11/04/08

[A questão aparentemente metodológica e apenas académica (escolástica?) sobre o que é a rádio - e a necessidade de nos entendermos sobre o que é ou não rádio apresenta-se decisiva na medida em que o que se decidir que é rádio determinará o entendimento sobre tudo o resto]

12/04/2008 15:56 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Utilizadores digitais gastam o mesmo tempo com a rádio?

«AM/FM Radio Remains Important With The Rise of New Digital Platforms (slide 62): (...) Many may overestimate the impact of digital platforms on AM/FM listening. Digital platform users spend as much time (not less) with over-the-air radio compared with the average.»

12/04/2008 10:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

05/04/2008

O que será a web 3.0

O consumo mediático nos próximos anos, como se vê pelos anteriores, vai depender muito de como evoluir a internet; será mais social do que agora, permitindo mais comunicação e partilha; será mais inteligente, reconhecendo conteúdos? será sobretudo híbrida? As respostas condicionarão a forma como o consumo mediático - baseado na net - evoluirá.

«A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet. Esta inovação está focada mais nas estruturas dos sites e menos no usuário. Pesquisa-se a convergência de várias tecnologias que já existem e que serão usadas ao mesmo tempo, num grande salto de sinergia (...). A Web 3.0 organizará e agrupará essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta.. Por exemplo: todos os filmes policiais, que tenham cenas de perseguição de carros, produzidos nos últimos cinco anos etc.»

«A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si; a Web 2.0 é a que o mundo vive hoje, em que os mecanismos de busca como Google e os sites de colaboração do internauta, como Wikipedia e YouTube, dão as cartas. A Web 3.0 seria a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet.
De que maneira? Daniel Gruhl, um dos diretores do Almaden IBM Research Center, exemplifica. Até agora, disse ele à Folha, a rede é como uma lista telefônica com bilhões de páginas. Um mecanismo de busca como o Google permite que o usuário pesquise o conteúdo de cada página --todos os Silva, para ficar na metáfora da lista-- e mesmo utilize a "busca avançada" para restringir um pouco mais os resultados --todos os Silva de São Paulo.
"A Web 3.0 organiza e agrupa essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta", afirma Gruhl --todos os Silva que torcem para o Corinthians, votaram no PSDB e são alérgicos a frutos-do-mar, digamos. Embora a tecnologia ainda esteja na fase de pesquisa, suas possibilidades comerciais são infinitas. E as empresas não estão cegas para isso.
»

05/04/2008 12:43 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O futuro é imprevível - e o presente demonstra-o

Quando o iPod surgiu e rapidamente se transformou num gigantesco sucesso, quem imaginaria que poderia ter este desenvolvimento? Ou seja, a tecnologia digital demonstra uma capacidade de permanente renovação e de surpresa.

Se por um lado devemos ter cautelas quanto às previsões e às consequências que tecnologias futuras possam ter, por outro também não podemos perder de vista que - como hipotese - qualquer previsão corre o risco de ser conservadora e limitada quanto aos verdadeiros impactos que poderão surgir.  O iPod prova-o.

05/04/2008 10:28 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A experiência AM/FM pode passar sem alterações para a net?

Há quem defenda que a experiência de ouvir AM/FM pode ser distribuída perfeitamente e sem alterações através da net (ou, por outras palavras, que ouvir hertzianamente ou atraves da net é igual);
05/04/2008 10:22 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Para justificar a ausência de trabalho quantitativo de campo

Muito se discute sobre o impacto da internet (como novo meio) nos meios clássicos - acabam? alteram? não modificam na essência?

Neste trabalho procuramos avaliar esse impacto no caso concreto da rádio, não tanto pelo lado teórico ou pela arquietectura das especulações, mas percebendo como é que determinados utilizadores - os jovens - se relacionam com o novo e com o velho meio (a rádio musical).

Poder-se-ia ter optado por realizado um determinado trabalho de campo estatístico, ainda que qualitativo, com essa amostra de utilizadores, mas essa hipotese apresentou desde o início duas limitações:

- ocuparia espaço e tempo que impediriam certamente outras análises;

- mais importante, a realidade portuguesa, tanto quanto o demonstram os dados disponíveis, não é (ainda?) reveladora das novas tendências, por conservadora. O impacto do novo meio ainda é residual, o comportamento - à luz dos dados disponiveis - é o mesmo há 20 anos (como se verá em capitulo proprio)

Por outro lado esses dados, esse trabalho de campo tem sido feito quer pela universidade (Gustavo Cardoso) quer pela industria, sobretudo pelo lado do marketing, e se nenhum dos trabalhos é directamente vocacionado para os impactos na rádio, todos ou quase todos falam nesse aspecto e na relação dos jovens com a música e por exemplo com os leitores digitais de áudio (mp3). No caso dos trabalhos liderados por Gustavo Cardoso, no âmbito do CIES/ISCTE, apresentam a amostras que seriam imbatíveis num trabalho isolado.

05/04/2008 10:16 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

29/03/2008

(Questões a responder) A rádio conseguirá reinventar-se (a partir da ideia de rádio) ou evoluirá para outra coisa?

«Could smaller, softer voices nonetheless make themselves heard in a media landscape dominated by large companies? Could the next revolution take place on the radio itself as it did when the industry last grew anxious about its survival, back in the 1950s? Technology night seem to be radio's enemy, but radio fought back with its own innovations. [HD]» (Fisher, 2007: 307)
29/03/2008 11:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O que se passou com a rádio aconteceu como movimento social

«Will the public turn against corporate radio? Can a popular rebelion restore creativity and fun, pushing radio back to its local roots? Or will we simply adjust to the loss? What's happened in radio in the past decade also happened to bookstores, drugstores, supermarkets, and hardware stores. The mom-and-pop stores that once lined downtown streets have given way to Borders, Walgreens, Wal-Mart, and Home Depot. American consumers have voted with our feet and our dollars: as much as we may grumble about mega-companies or wax nostalgic for the lost community of the old ways, we cast our votes for the big boys.» (Fisher, 2007: 294-295)

OU SEJA, O PROBLEMA, COM CARACTERISTICAS PROPRIAS À REALIDADE DA RÁDIO, NÃO É ESPECÍFICO DA RÁDIO

a grande questão que se deve pôr é outra: perante isto, que saída para a rádio? o que resta, o que pode fazer a rádio perante determinada constatação negativa?

«Rather than rebelling in protest, many Americans find music elsewhere: Internet radio, satellite radio, downloading, fIle sharing» (295)

29/03/2008 10:44 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Cuidados (na relativização) dos estudos que suportam o trabalho

«As for listeners, it depends on who's asking. When the National Association of Broadcasters commissioned a survey, it found general satisfaction with radio; about two-thirds of those polled liked what they heard on the air. But when the Future of Music Coalition, a Washington lobby fighting against further deregulation on broadcasting, asked similar questions, it found radio listening on the decline, especially among younger people.» (Fisher, 2007: 294)

29/03/2008 10:34 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

22/03/2008

A nova tecnologia ameaça o presente (Platão)

Platão avisara que a leitura seria o declinio da tradição oral e da memória (e tinha razão...)
22/03/2008 21:11 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«each generation is a new people»

"Among democratic nations each generation is a new people." -- Alexis de Tocqueville

(todas as gerações são diferentes)

22/03/2008 19:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A tecnologia no mundo

«For most American children, satellites, cable tv, cell phones, and the internet are a given. For most children elsewhere, those devices remain dreams - but dreams they expect will soon become a shared reality. Even if the kids in some European town or remote Asian village don't yet have cable, the internet, and cell phones, they can assume they probably will by the time they reach adulthood.» (VISAO NORTEAMERICANA) (Howe, 2000: 297)
22/03/2008 14:46 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Há uma geração iPod global?

«Abroad, the leading edge of a new Millennial generation, in most countries, probably has not yet reached its teens. (...) So even if the Millennial child era is arriving later in many countries, it has recently gained real force. (...) The only significant exception appears to be in the Islamic world, where World War II did not create similar generations, and whose cultural defenses are stronger. (...) In summary, global Millennials seem to be most concentrated in societies that share a fairly similar generational constellation: East Asia, China, all of Europe, Russia, and the more prosperous nations of Latin America. Their birth-year boundaries vary. American and Canadian teens are at the leading edge. In Britain and Australia, the Post-X generation seem s to be two or three years younger) and in the non-Englishspeaking developed world, several years younger still. (...) But today's global "tweeners" (born in the late '80s) and younger kids (born in the '90s) share tighter links - from their postCold War location in history to their more protective parental nurturing style to their elevated status in the national media» (Howe, 2000: 293-294)  

22/03/2008 14:44 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A internet intervém em todos os níveis do sistema mediático (é diferente)

Nunca antes , como acontece com a internet, se dá uma intervenção tão radical no sistema de comunicações; mudando não apenas emissão, mensagem mas tambem recepção.

«This attention to the forces and the subjects shaping media technologies is one of the striking features of the convergence paradigm. While the advent of new media and the digitalization process provide the conditions for widespread change within the media system, these same conditions are being actively shaped by the various actors populating the contemporary media environment: that is to say, by multimedia conglomerates (on the supply side), by public institutions (on the governance side) and by users themselves (on the consumption side). A medium, therefore, can not be defined unless one starts from its accompanying 'protocols' and "practices", which shape it on the cultural, economic and social level (Scaglioni, Sfardini, 2007).» (Mascheroni, 2008: 14)

«Other social technologies have radically changed societies in recent history such as the automobile, telephone, radio and television. However, unlike the internet, these technologies remained fairly static in many ways. For example, cars are still used primarily for transportation, telephones for voice or text exchanges, radios and televisions to receive (and not send) programs. Similarly, remember Henry Ford's quip, "[the car] can be any color, so long as it's black"? Though all cars are no longer black (...) fonte: A Portrait of Early Internet Adopters: Why People First Went Online --and Why They Stayed by Amy Tracy Wells, Research Fellow, Pew Internet & American Life Project February 20, 2008

 

22/03/2008 11:21 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A necessidade de estudar o momento de transição

«We are currently witnessing a phase of change, characterised by broad margin for negotiation and unpredictability. (...)The ubiqUitous nature of digital and networked media (from the multimedia Internet to personal media and lCTs) define an ever more articulated and complex scene wherein subjects move and make their choices (Ito, 2007: (...)TRaditional forms of distributing television, movies or music (e.g. broadcasting or physical supports) exist alongside new circulation practices (e.g. p2p online networks). One-to-one communication modalities (e.g. fixed or mobile phone) sit alongside many-to-many forms (e.g. Instant Messaging, blogs, social networking sites). Contents produced by institutional and commercial subjects exist alongside user-generated content of ever more multi-medial nature (not only text, but also pictures and videos). Niche contents, to be shared with a closed social circle, are to be found alongside mainstream contents. And so on. The increasing complexity of this contemporary mediascape makes it utterly urgent to re-think media change more broadly beyond the usual utopias and dystopias» (Mascheroni et al, 2008: 13-14) 
22/03/2008 11:05 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

15/03/2008

Mais da necessidade de relativizar

«Marvin wrote that: 'New technologies is a historically relative term. We are not the first generation to wonder at the rapid and extraordinary shifts in the dimensions of the world and human relationships it Intains as a result of new forms of communiItion' (1988: 3)» McMillan, 2006: 206 
15/03/2008 17:40 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A internet é especial (não é um meio mas um sistema)

«Unlike radio and television on the one hand and the telephone on the other, which were quickly standardized around an economic model and a media format, the Internet is fundamentally heterogeneous. This diversity is a key asset. As a result, use of the Internet cannot be unified around an economic model or a communicational format. It is not a medium but a system which is tending to become as complex as the society of which it is claimed to be a virtual copy. »(Flichy, 2006: 201)

15/03/2008 17:28 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A rádio também foi pensada como uma rede?

«As Susan Douglas says: 'The ether was an exciting new frontier in which men and boys could congregate, compete, test their mettle, and be privy to a range of new information. Social order and social control were defied' (Douglas, 1987: 214). After the first world war a new 'wireless mania' appeared. This time it concerned wireless telephony, soon to become radio broadcasting. This new device was also to create a new community feeling. The author of an article headed 'The Social Destiny of Radio' wrote: 'How fine is the texture of the web that radio is even now spinning! It is achieving the task of making us feel together, think together, live together' (Douglas, 1987: 306).» (Flichy, 2006: 192)

Douglas, Susan (1987) Inventing American Broadcasting (1899-1922). Baltimore: John Hopkins Univesity Press

15/03/2008 17:16 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Estudar o fenómeno enquanto ele decorre

«While the uses and effects of many major communication technologies (such as the pen, telegraph, telephone, photocopier, memo), have been studied retrospectively, if at all, the recent rapid growth of the Internet affords communication researchers a unique opportunity to describe, assess, predict and evaluate short-term changes as well as long-term developments. If the current speculation and research seem to indicate diverse, contradictory and simultaneous consequences, at several levels of analysis, this may be because that is fundamentally the nature of social change. » (Rice, 2006: 108)
15/03/2008 16:06 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A utilidade deste trabalho (objectivos)

Este momento é de transição, entre o que era - e que ainda se vê, cada vez menos puramente - e o que virá a ser; é o momento da coexistência, da crise de identidade, das desconfianças, dos entusiasmos e das depressões, das previsões impossiveis e dos funerais que nunca se realizarão; é um momento que não vai durar muito e que é um privilégio viver; por ser de transição torna-se mais necessario conhecer os caminhos que se poderão trilhar no futuro; é isso que o trabalho pretende

15/03/2008 14:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Pressuposto inicial: acreditar na net

Ainda que esse não seja o objecto do trabalho (reflectir qualititativamente sobre a internet, mas sim analisar e perspectivar o seu impacto no consumo daquilo que hoje é a rádio musical) é verdade que todo este trabalho será construído com base num conjunto de pressupostos, a montante, um deles é que a Internet - ainda que não se ignore as suas utilizações perversas  (e que há visões muito diferentes)- tem uma capacidade de afirmação positiva na humanidade; que a internet vai melhorar a participação e a cidadania e a capacidade de informação/comunicação
15/03/2008 13:37 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

08/03/2008

Notas metodologicas para a introdução

1) Não é um estudo sobre o que leva os jovens a preferir este ou aquele meio, por esta ou aquela razão; é antes uma analise (uma extrapolação) de tendências a partir das atitudes/comportamentos tomadas face aos meios de comunicação

2) o campo de pesquisa é o presente e o futuro imediato, a partir desse comportamento (que é mensurável a partir de pesquisa industrial e académica, própria ou externa)

08/03/2008 18:28 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«O novo media vai tomar o lugar do velho media?»

(Uma das questões essenciais a analisar)
08/03/2008 13:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Algum cuidado com as conclusões dos estudos consultados

«The Arbitron Company, in conjunction with Edison Media Research (Arbitron Study, 1999), conducted a large telephone survey of more than 1000 Arbitron diary keepers. Among the stated goals of this "spot load" study was to probe listener perceptions toward radio advertising. Because Arbitron has a vested interest in the overall success of radio as an advertising medium, the wording of many questions and the presentation of many findings have an obvious positive spin. Among the relevant findings were that the vast majority of respondents believe that listening to commercials is a "fair price to pay for free programming on the radio." On the other hand, a less publicized finding was that one third of the total sample would be willing to pay $5 per month for commercial-free programming. This study also concedes that young people (ages 12 to 24) are more likely to switch stations due to commercial avoidance. The Arbitron study (1999) does provide some important insights, but there is a clear agenda permeating the entire project. The obvious intent was to place radio in as good a light as possible and not dwell on chronic problems. AIthough switching due to commercials was recognized, there was no attempt to actually quantify its magnitude except by using imprecise phrases such as "rarely" and "sometimes."» (McDowell and Dick, 2003: 52)
08/03/2008 11:24 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«Transistor kills the radio star»?

Se o transistor, inventado em 1947, salvou a rádio do primeiro choque televisivo (tornando-a portátil, autonoma e fazendo deslocar o eixo de escuta de casa para o carro, passando a ser um consumo secundário), os (milhões de circuitos transistorados que fazem os) computadores - e a internet - ameaçam acabar com a rádio tal como a conhecemos...;

transistor kill the radio star? 

08/03/2008 10:48 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

01/03/2008

O futuro passa pela INternet

OBJECTIVOS Este trabalho parte do pressuposto de que o futuro daquilo que hoje se chamada rádio e daquilo que a rádio poderá vir a ser no futuro passa pela Internet; que a digitalização que hoje é um consenso não passa por qualquer modelo 'intermédio' mas directamente pela Internet; tanta certeza é alicerçada não apenas nas qualidades e méritos que a Internet já demonstrou como meio de recepção, mais do que de emissão, mas tambem pela falta de um modelo 'intermedio' válido e com força (DAB, Satelite, HD, etc),. como se desenvolverá em alinea propria 

Outra questão: O que é rádio (tal como a conhecemos)? quem responde? Industria, publico, publicidade? é Comunicação?

01/03/2008 19:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Delimitação de campos e de objectivos (a infoexclusão)

Este trabalho visa aqueles para quem a rádio é um importante acessório no carro e não aqueles a quem Bruce Girard se dirige no seu texto 'La Radio no está amenazada por internet' (2000); embora se pudesse argumentar que a tendencia é para o acesso à Internet crescer, para se disseminar, a verdade é que demorará até que seja um veiculo valido e alternativo, por exemplo à rádio: «En América Latina, por ejemplo, mientras la mayoría de la producción radial se genera local o nacionalmente, solo el  30% de la programación de la televisión proviene de la región, y el 62% se produce en los Estados Unidos. El Quechua, lengua hablada por 10 millones de personas en Bolivia, Ecuador y Perú, está del todo ausente en las pantallas de televisión de esas regiones. Solo en Perú un numero estimado en 180 radioemisoras ofrecen regularmente programación en este idioma.  La Radio tiene una infraestructura desarrollada que debe ser la envidia de cualquier operador de telecomunicaciones en un país en vías de desarrollo. En  Sri Lanka, una persona por cada 500 tiene acceso a la Red de Redes, pero virtualmente todos tienen acceso a la radio. Bolivia tenía menos de cinco líneas telefónicas por cada 100 habitantes en 1996, pero más de 57 receptores de radio por cada 100 habitantes.»

fonte: «Bruce Girard, 'La Radio no está amenazada por internet' (2000);

01/03/2008 19:20 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Porquê esta geração

«En líneas generales, la Radio, los radiofonistas, su empresa y sus gentes sufren de aburrimiento letal, desinterés total por el producto, la programación, el contenido y la audiencia. La Radio está ayuna de investigación y ciencia propias, desheredada de ideadores, abandonada de creadores, magra en inventores y encadenada por la cuenta de resultados. Estamos ante la caducidad de un sistema y de unas fórmulas históricas de narración, contenido, programación y concepto radiofónico. Resueltas estas causas, las tecnológicas o económicas se despejarán inmediatamente»

Também há razões externas: «La Radio enfrenta cambios sociales, tecnológicos y económicos, la conjunción de los cuales producirá mutaciones sustanciales en ella. Son estos factores externos al Medio los que causan mayor inquietud en la empresa radiofónica porque escapan a su control y comprensión: los analizan desde sus perspectivas económicas o técnicas y no desde parámetros propios del Medio o de la Comunicación» (...) Sobre as mudanças sociais: «En términos radiofónicos esto significa que la sociedad actual es bien distinta de aquella para la que fue pensada, hace 25 años, una radio a la medida ; radio que aún hoy hacemos. Crudamente dicho: aquella generación, en parte, ha desaparecido y el resto dará el relevo en breve. En cambio la radio de hoy vive como si el tiempo se hubiera detenido. Hay una sociedad nueva y un lenguaje nuevo en la sociedad que no tiene reflejo en los medios en general y menos en la radio»

fonte: Faus Belau, Ángel (2001), Reinventar la Radio, Chasqui 74 

01/03/2008 18:12 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A ideia de mediamorfosis em Roger Fidler

«Roger Fidler abriu uma janela interessante para visualizarmos este impacto, partindo de um termo que pode ser muito bem aplicado ao rádio em sua nova fase digital. O autor (1998:21) define como “Mediamorfosis: a transformação dos meios de comunicação, como resultado da interação entre as necessidades percebidas, as pressões políticas e de competência, e das inovações sociais e tecnológicas.” (...) Fidler (1998:37) cita Paul Saffo, diretor do Instituto para o Futuro para explicar que a média de tempo necessária para que se introduzam novas idéias em uma cultura é de três décadas. Saffo afirma que é comum confundirmos a surpresa com a velocidade passando a considerarmos que hoje avançamos mais rápido com a tecnologia do que antes. Desta forma, não foram as tecnologias que aceleram o ritmo do mundo, ou que as ações aconteçam mais rápido do que no passado. A realidade é que aparecem mais tecnologias ao mesmo tempo causando o que ele chama de “um grande impacto cruzado” e inesperado de tecnologias dando a nós a impressão que estamos vivendo um mundo de aceleração. (...) É típico que haja grande publicidade em torno das descobertas e de novos inventos gerando uma grande ansiedade na população. Porém quando a primeira onda de entusiasmo cede lugar a decepção e aos contratempos, geralmente, vemos com ceticismo as fase futuras do desenvolvimento. Fidler (1998:41) denomina de “Tecnomiopia” o fenômeno que nos leva a superestimar o impacto a curto prazo de uma tecnologia. E quando o mundo não responde a nossas expectativas inflacionadas, damos uma virada e passamos a menosprezar as conseqüências de longo prazo. Utilizando um padrão de desenvolvimento que leva a tecnologia do laboratório para o mercado podemos identificar três fases típicas dentro dos trinta anos indicadas por Saffo: a primeira década onde temos muito entusiasmo, muita confusão e pouca penetração; a segunda com muito movimento, a introdução e a expansão do produto na sociedade; e a terceira década onde temos uma tecnologia Standard com grande penetração social (FIDLER,1998:38). (...)  A mediamorfosis de Fidler contém cinco princípios que caracterizam a transição dos veículos de comunicação de massa para o ambiente digital multimídia, o que ele denomina convergência. O primeiro é a coevolução e/ou a coexistência: todas as formas de meios de comunicação coexistem e co-evoluem dentro de um sistema complexo de adaptação e expansão. Ao surgir e desenvolver-se cada nova forma de comunicação, influencia o desenvolvimento dos demais meios. Podemos destacar como segundo item a metamorfose onde os novos meios não aparecem espontaneamente e independentes. Eles emergem gradualmente da transformação de meios mais antigos, porém com o surgimento de novos meios os anteriores tendem a se adaptar continuando seu processo de evolução ao invés de serem extintos. A história da comunicação humana apóia esse argumento quando notamos que o surgimento da fotografia não extinguiu a pintura, que o cinema não inviabilizou a foto e que a tv não exterminou o rádio. Esta situação também pode ser explicada pelo terceiro princípio que a sobrevivência, onde os meios de comunicação são compelidos a se adaptarem e evoluírem para se manterem “vivo” como qualquer empresa atuando no mercado capitalista. A quarta característica do processo descrito por Fidler é a oportunidade que esta baseada no fato que sempre há uma razão social, política ou econômica que motive o desenvolvimento de novas tecnologias nos meios. É importante destacar que estas adaptações não ocorrem somente em função da tecnologia. A última denominada de adaptação postergada caracteriza-se pelo fato das novas tecnologias sempre demoram mais que o esperado para se converterem em êxitos comerciais. Assim tendem a necessitar de pelo menos uma geração (20 a 30 anos) para a difusão de seus conceitos e a adoção generalizada. Do ponto de vista histórico, o autor destaca três processos de mediamorfosis, sendo o primeiro no surgimento da linguagem oral e o desenvolvimento das pinturas rupestres. A segunda marcada pelo aparecimento da linguagem escrita, o desenvolvimento das formas de documentação, o desenvolvimento do papel e do correio, passando pela impressão de livros chegando na Revolução Industrial. O terceiro momento está caracterizado pela linguagem digital, contendo os avanços da eletricidade e dos meios de comunicação como os jornais, o rádio, o cinema, e a tv. Somamos a este contexto os satélites, as fibras óticas, os rádios e tv digitais e a Internet (FIDLER 1998:99).» (original, Rádio na Internet: desafios e possibilidades Autor: Álvaro Bufarah Junior, 2006)

FIDLER, R (1998). Mediamorfosis - comprender los nuevos medios. Buenos Aires: Granica

ver: lei de amara

01/03/2008 14:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

29/02/2008

Os jovens são consumidores importantes (a importância desta geração)

Why do you need to attract teens and young adults to your business? Aside from the fact today's kids are future parents and businesspeople, here are some statistics to consider:

* In 2003, teens spent $115 billion of their own money and an additional $60 billion of their parents' cash, giving the 33 million American teens spending power greater than the gross domestic product of countries such as Finland, Portugal, and Greece.

* Without the burden of a mortgage or rent, groceries and utilities, nearly all teen income is discretionary. But teens' influence doesn't stop with their own billions. With the rise of double-income families, as well as single-parent families, teens are increasingly responsible for family spending. They also influence family purchases and set societal trends.

* In 2004, teens spent an average of $91 per week in 2004, down from $103 in 2003. This weekly spending figure includes both teens' own money and the cash they receive as gifts, allowances, and other spending money from parents.

Statistics from Teen Research Unlimited (TRU), Northbrook, Ill. (www .teenresearch.com), and from the book "Getting Wiser to Teens: More Insights into Marketing to Teenagers," by Peter Zollo, co-founder and president of TRU»

fonte:Marketing to the future: reaching teens and young adults requires a radically different approach.By Kruger, Jennifer Barr, September 1 2005

29/02/2008 16:29 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

23/02/2008

A internet é o novo espaço público

«O que é afinal hoje em dia o espaço público? Outrora era a igreja, local de difusão dos sermões e de propagação das notícias; outrora foi a escola, local de doutrinação, da moral republicana ao mesmo tempo que centro de difusão dos conhecimentos; hoje, é a televisão que se tornou o local central de difusão dos discursos públicos. Debray estima,  meu ver de uma forma demasiado esquemática, que a televisão não se limita a fazer para si um local no espaço público, mas que se substiui pura e simplesmente aos antigos corpos institucionais. A rádio e a televisão substituem a escola; já não se lêem mais as obras literárias, os cIássicos, os grandes textos; ouvimos os jornais.» (Leclerc, 2000: 23)
23/02/2008 13:45 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«Quem governa a rede?»

«A Web, sistema de comunicações quase instantâneo à escala planetária, põe um complexo conjunto de problemas mas também questões inéditas e apaixonantes. Algumas são imediaamente políticas: quem «governa» a rede? Há possibilidade dos estados ou grupos controlarem, «censurarem» uma circulação tão gigantesca? Outras questões são mais sociológicas: qual a natureza do que circula assim, à velocidade da luz, entre os indivíduos, os grupos, as nações? Em que consistem na realidade essas mensagens?» (Leclerc, 2000: 7) 
23/02/2008 13:42 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«A inovação técnica como salvação» (da humanidade)?

EVITAR

«Ciertamente, muchas de esas obras e informes son sólo mitologías parciales, si consideramos a las utopías como universos ficticios completos y autosuficientes, pero reelaboran y modernizan viejos mitos (la innovación técnica como salvación, el progreso lineal de la historia) y crean nuevas metáforas cargadas de presupuestos no los, de visiones implícitas de la realidad.» (Bustamante, 2005: 33)

CUIDADO:

«(...) el pensamiento mitológico sobre la Sociedad de la Información siguió proliferando geométricmente en los años ochenta Naishbit, pregonaba por todo el mundo sus "megatendencias" (Naisbit, 1984), y A. Smith proclamaba su "goodbye Gutenberg", al tiempo que prometía una "nueva Alejandría", "unn sistema electrónio con el que puede compartirse, compararse Y aumentarse la totalidad de la sabiduría o, cuando menos, del conocimiento" (Smith, 1980).» (34)

«Nicholas Negroponte, el segundo gran utopista contemporáneo citado, cofundador y columnista de Wired, la revista emblemática de la utopía encarnada en Internet, y Director del Media Lab del MIT, sostiene también que el mundo digital trae consigo una 'era de optimismo". Una era que "no podemos negar o interrumpir", porque posee cualidades muy poderosas que la harán triunfar: " es descentralizadora, globalizadora, armonizajora y permisiva". Además, los monopolios y los imperios mediáticos nada tienen que hacer, puesto que se están disolviendo en una serie de empresas locales", de la misma forma que se están disolviendo en una serie de empresas locales", de la misma forma que en el conjunto del "negocio del bit" el reino será de las pequeñas empresas. En ese camino hacia una "estructura socIal global, totalmente nueva" las fuerzas dominantes no son sociales, raciales o económicas "sino generacionales". En consecuencia, hace falta menos regulación y menos legislación anti-concentración para garantizar la pluralidad (Negroponte, 1995).» (Bustamante, 35-36)  

«(...)las circunstancias ideológicas y políticas permiten a ese pensamiento la arrogancia de presentarse no sólo como el fin de las ideologías, sino como el auténtico fin de la historia, "reducida a la sucesión de simples acontecimientos de una economía de mercado y de una democracia al fin generalizadas" (Sfez/Levassseur, 1995). La disolución tecnológica y el estrellato del mercado y el negocio (la "nueva economia') hacen más difíciles aun por no decir imposibles la verificación o la negación experimental de sus prevIsIones, teñidas cada vez más de la audacia y de la inminencia del corto plazo (una década para su inicio según Gates y Negroponte). » (Bustamante, 38)

23/02/2008 12:31 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Cautelas com os discursos tecnologicos (e a info-exclusão)

«Les discours d'accompagnement des technologies sont, semble-t-il, condamnés à l'amnésie. Chaque nouvelle génération d'artefacts de communication engendre son propre discours enchanteur et fait table rase des expériences et des leçons laissées par les générations techniques antérieures. (...) Pour contrer cette logique propice à l'instauration d' «un monde d'îlots de prospérité dans un océan de misère», le chef ce l'État français avait, lui aussi, proposé à ses partenaires une «Charte mondiale de la Colmunication»· (Mattelart, 2005: 22) 

«Abandonnée à ses propres outils, la révolution de l'information va accroitre le fossé entre les pays riches et les pays pauvres, entre les riches et les pauvres dans chaque pays. Si l'on ne fait rien, il, ne faut pas exclure, l' histoire nous l'enseigne, des réactions violentes contre cette révolution.» (avis de Michael Dertouzos, directeur du laboratoIre des sciences de l'ordinateur au Massachusetts lnstitute of Technology (M.I. T.)) (Mattelart, 2005: 24)

23/02/2008 12:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

21/02/2008

16/02/2008

O que são os meios e para que servem?

«La relevancia pública de los medios viene determinada por su influencia o sus efectos sobre la opinión pública. En el fondo, toda pregunta sobre qué son los medios (identidad) nos lleva a interrogamos para qué sirven (funciones) y cómo o en qué inciden en los individuos y en las sociedades (efectos). De ahí que las reflexiones que tratan de establecer qué son los medios (teorías de la comunicación de masas) enlazan y se fecundan con las que indagan en sus fectos o su influencia social (investigaciones de efectos) para, en los casos más ambiciosos, ofrecer una perspectiva global de lo que ya se conoce como cultura de masas» (Noriega, 1997: 15) 
16/02/2008 18:29 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

09/02/2008

Tendências para o futuro? O incerto.

«What are three trends to watch for in 2008 in radio?
(...) A third trend is the unknown.
When people ask, “‘Where’s radio going?,” the thing you can count on is something you can’t even imagine. Something big will happen that we don't have a clue about yet. »

fonte: For radio, expect year of unknowns, Media Life Magazine, Jan 11, 2008

09/02/2008 17:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

À rádio sucederá o mesmo que ao telégrafo e à máquina de escrever? (hipoteses)

Provavelmente sim, se continuar a ser um velho negócio centralizado num mundo cada vez mais descentralizado
09/02/2008 13:12 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

05/02/2008

Perante uma nova tecnologia: Sobrestimar no imediato; subestimar à distância (lei de Amara)

«"We tend to overestimate the effect of a technology in the short run and underestimate the effect in the long run." By Roy Amara, past president of The Institute for the Future

«In other words, although we expect tomorrow to arrive in a burst of science-fiction flashiness, it often takes longer to arrive. And when it finally does, the real impact of the change is likely to exceed our initial expectations. Consider where we stand in 2005: Much of what we see happening online today is the long-run, large-scale result of changes that many people dismissed only a few years ago. Amid the great tidal wave of innovation in the 1990s, the most interesting story was the birth of new business models like Amazon, eBay, and Google. But that's clear only in hindsight. The innovative fantasies of the dotcom era did bear fruit, but it took a lot longer--a decade, not five years. (See "Everything Old Is New Again," page 92.) So where will the business world be in, say, 2008? I look for small but telling hints. In my 15-year-old son Benjamin's room, for example, he's uploading a lightsaber duel video he made for a Star Wars fan competition. A digital videocamera and a Mac, and suddenly he becomes Schwartz Productions. Meanwhile, Al Gore's new cable-television venture, Current TV, aims to be almost entirely viewer-produced. Marc Benioff, CEO of Salesforce.com, plans to allow his company's users to develop and share new software applications using simple programming tools. The distinction between consumer and producer, server and served, is beginning to fade, and forward-looking companies understand that making money with your customers is even better than making money from them. (See "Companies Tap Into Consumer Passion," page 84.)»

It echoes a quote by Joseph Licklider that says: "A modern maxim says: People tend to overestimate what can be done in one year and to underestimate what can be done in five or ten years," which occurs in a footnote on p. 17 of Joseph Licklider, "Libraries of the Future," MIT Press, 1965 (

Amara, Roy "The Futures Field", Institute for the Future, Menlo Park, 1980.?

05/02/2008 17:27 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«A net não é um meio de comunicação social»

«No essencial, a Net não é um meio de comunicação social, é um formidável sistema de transmissão e acesso a um número incalculável de informações. » (Wolton, 2000: 92)

05/02/2008 15:51 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A internet e as desigualdades

«(...) não só tem lugar uma especialização da informação em função dos públicos como, por outro lado, a selecção opera-se pelo dinheiro e pelo nível cultural. Existe um risco real de se desenvolver uma concepção menos democrática da informação baseada numa especialização por nível de conhecimento e capacidade aquisitiva» (Wolton, 2000:87) 
05/02/2008 15:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A importância que a net tem para estes jovens

JA USADOS «Mas porque será que as novas tecnologias de comunicação têm tanto I sucesso? Em Pensar a comunicação abordei já este problema, tendo sublinhado a importância para os mais jovens da ideia de abertura - mas não só. São igualmente factores de atracção a recusa da omnipresença dos meios de comunicação de massas, o desejo de responder à inegável angústia antropológica, a atracção pela modernidade, enfim, a procura de novas solidariedades com os países mais pobres.» (Wolton, 2000: 77)

«Existem três conceitos fundamentais para compreender o sucesso das novas tecnologias: autonomia, domínio e rapidez. Cada um pode agir, sem intermediário, quando quiser, sem filtro nem hierarquia e, o que é mais importante, em tempo real. Não se tem que esperar, age-se e o resuItado é imediato. Isto confere um sentimento de liberdade absoluta, e mesmo de poder, que se manifesta na expressão "surfar na Net". Este tempo real que desarruma as escalas habituais do tempo e da comunicação é provavelmente um factor de sedução essencial. » (Wolton, 2000: 77)

«De resto, esta [juventude] encontra nas novas tecnologias um veículo adicional de distinção em relação aos adultos, simbolizados no império da televisão. Mas a vontade de distinção é sem dúvida menos forte do que a sensação de participar por intermédio das novas tecnologias numa aventura nova. Não é só a história não estar terminada, é o multimédia abrir um novo capítulo na história da comunicação, do trabalho, das relações pessoais, dos serviços» (Wolton, 2000: 79/80)

«(...) nesta utopia da Net, o mais importante não é o fascínio pela técnica, pois a juventude dos países ricos vive desde os anos 70 num universo tecnológico; o mais importante está no facto da Net se ter tomado o suporte de sonhos eternos de uma nova solidariedade.» (Wolton, 81) 

05/02/2008 15:32 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 1 comentario.

Cautelas sobre o futuro

«Nos nossos dias, ao abordar o sucesso das novas tecnoJogias de comunicação, há que ser rigoroso e salientar que se trata de uma mistura de realidades e de fantasia e que o entusiasmo ingénuo que as envolve será daqui a 10 anos  bastante mais matizado, quando o acumular de uma experiência de utilização tiver relativizado os discursos espaventosos de hoje» (Wolton, 2000: 76) 

«(...) hoje em dia, vive-se o fascínio pela net e sonha-se que este sistema possa abrir um novo capítulo na história da comunicação, inaugundo uma era em que tudo será rápido, interactivo e individualizado» (110) 

«O que hoje se diz sobre a sociedade da informação foi já fortemente proclamado aquando da chegada do telefone há um século, da rádio no início do seculo xx, do computador nos anos 50 e da televisão por cabo há trinta anos. Mas quem se recorda disso? Um contemporâneo dirá ingenuamente que o que não chegou ser possivel com a televisão por cabo sê-Io-á com a Web. Mas quem lhe lembrará que a sua bela certeza de hoje se parece com a ilusória certeza de ontem e que muito em breve aquilo que para ele é inultrapassável- os prodígios do ecrã - será inevitavelmente ultrapassado? E que um outro, igualmente crédulo, com base em tecnologias ainda mais sofisticadas, predirá com a mesma ênfase que a revolução de depois-de-amanhã é anda mais promissora do que a de amanhã. E assim sucessivamente.» (Wolton, 2000: 133-134) 

05/02/2008 15:30 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

02/02/2008

A importância da musica na escolha da rádio (jovens)

« (...)why do adolescents listen to the radio—is usually, ‘‘they want to listen to music’’. And this is certainly the case. To use radio as a music medium begins in childhood (Christenson & De Benedittis, 1986) and continues at least through adolescence (Christenson & Roberts, 1998). Unpublished work from the German state of Baden-Wurttemberg2 showed that 91% of 14- to 29-year-olds were guided in their radio programme selection by music. Christenson and DeBenedittis (1986) report a proportion of 84% in their study of 11- to 12-year-olds. From a study by Roberts and Henrikson (1990) it can be inferred that some 91% of US seventh graders and some 96% of US ninth graders are guided by the music in their choice of radio stations. Even before unification, East German youth also selected the radio stations they wanted to listen to—often West German programmes—on the basis of the music that was played (Felber, 1991).»

 (Boehnke et al, 2002: 195)

02/02/2008 20:12 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A relação dos jovens com os meios de comunicação (a rádio)

«Individual adolescents actively incorporate the media into their lives in order to reduce developmental pressure with regard to youth-specific developmental tasks. Adolescents use the media to accelerate the accomplishment of their developmental goals»

 (Boehnke et al, 2002: 195)

«(...) radio is indeed an agent of youth development. In detail, our analyses showed that youth who express a strong desire to gain more autonomy (most importantly), better peer-group integration, more ability to cope with their own physical maturation, and an improved understanding of politics, use radio as a quasi-social means of mood management more than those age-mates who exhibit lower developmental aspirations. How can this be interpreted? Listening to the radio seems to give adolescents good feelings in a life-phase of uneasiness and at the same time seemingly has to offer clues on how to cope with youth-specific tasks. Through its parasocial interaction options, together with its mood management capacity, radio seems to offer youngsters an ideal medium to cope with the stresses of being an adolescent.» (199-200)

02/02/2008 19:40 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Nota metodológica (objectivos)

«What researchers in their efforts to scrutinise the modalities of adolescent media use and its effects have often failed to ask is why adolescents use the media, and why media can be assumed to have an effect. The starting point of most research was the fact that they certainly do, but not so much the reasons for it.» (Boehnke, 2002: 1) (não é objectivo saber porquê que usam, embora se deva ter isto em conta: «The picture changed somewhat with the emergence of the so-called ‘‘uses-and-gratifications’’ paradigm, Rosengren (e.g., 1981; cf. Swanson, 1979) probably being one of the founders of this approach. It shifted the focus of media studies from the angle of what the media did to or with the adolescent to what benefits adolescents gain from media use.» idem)

02/02/2008 19:25 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

26/01/2008

Um terço dos utilizadores de mp3 têm 10 ou menos anos (EUA)

«Childsplaychart011808Did you know that almost one-third of mp3 player users are kids 10 or younger?

I'll bet you didn't.

Did you know that 40% of 6 to 8-year-olds own an mp3 player?

Or that 60% of 13 to 18-year-olds do?

Our youth are being raised on a diet of media control and extreme customization.

The consequences for how we program and market to this demo today - and as they mature - are profound.  As every smoker knows, lifetime habits are shaped during your youth. We can't prevent a generation of listeners from embracing mp3 players, but we most definitely can make sure we're embracing the listeners who are doing the embracing. We can make sure we're a part of their iPods and a part of their lives.

And to do that we're going to have to care about youth oriented stations and find a way to monetize our efforts there. We're going to have to inject a spark of engagement into these stations like never before. We're going to have to convert the monologue into a dialogue and the dialogue into a conversation. We're going to have to open up the airwaves for their input and their voices and their production and their content.Staying relevant for the future is not about launching a social network. It's about being a brand worth joining a social network for.»

fonte: «Kids embrace iPods rather than Radio», Hear2.0, 23/01/08

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26/01/2008 10:34 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

19/01/2008

Necessidade de relativizar os próprios conhecimentos

«En un mundo en construcción como el que nos ha tocado vivir, no debemos darle a estas referencias más que un valor relativo de situación. Pero tampoco podemos despojarlos de todo valor. Incluso para la postmodernidad son fragmentos, restos supervivientes en las culturas fluidas y pluriformes que compartimos.» (Daniel Marti, "comunicología iberoaméricana: tradiciones y postmodernidad")
19/01/2008 12:01 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Tentar explicar o que se passa (Objectivos)

Este trabalho tem como objectivo  ajudar a tentar conhecer e - já agora - explicar o que se passa com os novos hábitos (com a atitude) dos ouvintes mais novos relativamente ao que hoje ainda conhecemos por rádio: desde o seu desinteresse, constatado em diversos estudos, até aos seus comportamentos. Passa-se alguma coisa de diferente. «Analfabetos, a pesar de tanta tecnologia, seriamos si desconocemos los modos de conocer y explicar la comunicación» (Daniel Marti). É, pois, um contributo para tentar compreender o que se passa; teremos todos a ganhar - utilizadores e industria - se percebermos o que se passa, porquê e como.

19/01/2008 11:06 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

10/11/2007

A importância de separar rádio musical e rádio de palavra

«Defendemos que não será este o sector dos media e das indústrias da cultura que melhor representará um exemplo de globalização mediática, pelas características eminentemente locais que o discurso da rádio mantém. Apesar de existirem grupos de rádio que operam em diferentes países e que têm grande peso e influência no sector, da mesma forma que grupos transnacionais multimédia detêm participações na rádio, não é este o sector que apresenta maior potencial de internacionalização. Paradoxalmente, foi esta a primeira actividade mediática a expandir a sua comunicação além fronteiras e a acrescentar, através de Onda Curta e da Internet, uma presença verdadeiramente global. Ao contrário, parece-nos que a indústria da música tem um carácter global, decorrente da natureza universal da sua linguagem, apropriada mesmo quando as letras das canções são incompreensíveis face à barreira da língua» (Paula Cordeiro, tese, 82)
10/11/2007 15:15 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A rádio como negócio é incompatível com a democracia?

«A organização da rádio como um negócio não afasta contudo, o seu papel de democratização da informação, comunicação e cultura. A estrutura deste negócio defende interesses particulares e depende da audiência, vista como uma mercadoria que influencia os media e os afasta de uma postura de responsabilidade social. Por outro lado, a convergência das tecnologias de comunicação e informação atribui um novo poder à comunicação radiofónica, que multiplica a sua oferta e canais de distribuição. Contudo, a produção e o consumo de massas coexiste com um modelo que emerge, apoiado pelas modernas técnicas e dispositivos de distribuição da comunicação. Estes, vão gradualmente operacionalizando os self media, a individualização e personalização da comunicação e redefinindo as condições do negócio da rádio e da sua estrutura de comunicação.» (Paula Cordeiro, tese, pág 79)
10/11/2007 15:01 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Objectivos: analisar a rádio sob que prisma

Embora escasseie a produção cientifica de analise teórica sobre a rádio, nomeadamente a rádio contemporânea, a verdade é que a rádio tem capacidade para gerar perspectivas diversas, em função dos objectivos que se venham a adoptar a partir da relação - global - do meio com a sociedade. A perspectiva estética (da valorização artística), onde a linguagem ocupa papel de destaque (e que poderemos incluir nas tecnicas e processos de construção da mensagem), é uma delas; outra - completamente diferente - é a da criação de audiências para viabilização de uma indústria ou mercado (provavelmente numa perspectiva crítica), que incluiríamos na linha que estuda o consumo (e recepção) da rádio. Outra perspectiva possível de análise é a dos sistemas de difusão.

A partir do momento em que o objecto deste trabalho é sistematizar aquelas que se apresentam como as tendências que marcarão a rádio do futuro, a partir dos usos que (sobretudo) novas gerações lhes estão a dar (ou não), há uma perspectiva que parece imediata: perspectivar uma rádio de futuro só faz sentido se se perceber o que era a rádio do passado (esta, que ainda hoje ouvimos); há, pois, a necessidade de lhe dar fundamentação teórica (não ignorando a abordagem sócio-política, na medida em que se a rádio não tem hoje uma vertente acentuadamente política, teve-a no passado; e essa vertente influenciou a leitura que a história e a teoria dela fizeram).

A produção de uma mercadoria cultural, chamada rádio (ou grelha de programas) não é determinante, na medida em que não haverá atenção a conteúdos em concreto, nem preocupações de análise cultural. Neste contexto, não é importante a preocupação com a rádio que produz cultura; claro que estaão mal os ouvintes que não encontrem quem lhe diga algo (Brecht) mas o conteúdo não determinará por si só, como hoje; é preciso juntar formas - tecnológicas - de permitir ao ouvinte controlar (o que significa organizar, personalizar e seleccionar) os conteúdos, para que o ouvinte deixe de ser um mero receptor e passe a ser alguem que controla.

Outra perspectiva importante, tanto quando se pode sistematizar hoje: se a evolução é tecnológica, se a nova rádio é condicionada por contributos e agressões tecnológicas, numa tecnologia que se chama informática, então esses fundamentos também devem ser convocados.

Tudo isto significa ignorar a globalidade do fenómeno comunicacional e do meio técnico de difusão chamado rádio? de maneira nenhuma. Ele é uma realidade, só que (mais uma vezs em função dos objectivos) não temos de o convocar neste contexto.

A perspectiva mais importante, em termos de futuro, será a da acção dos ouvintes (e das suas formas de participação)

10/11/2007 12:14 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

03/11/2007

Depois da web2.0, a web3.0?

Excertos do texto: «Coming at you, and real soon, Web 3.0», MediaLife Mgazine, Nov 1, 2007

Contexto: «Web 2.0, an idea dating back to 2004, meant and means an internet of zippy connections where surfers can actually interact with one another, the epitome being, of course, YouTube or MySpace.
That’s opposed to what came before, Web 1.0, if you will, though no one calls it that, in which folks were happy to read content and send emails.
Now comes Web. 3. 0. It’s a term heard more and more these days as the new, different thing, a huge advance on 2.0»

A web3.0: «Web 3.0 is everything the internet will become once it achieves Web 2.0. Describing Web 3.0 is like describing the house of the future or the car of the future. It’s whatever the speaker wants it to be. (...) there is a growing consensus of what Web 3.0 will be, and perhaps the best way to describe it is as an intelligent internet universe. Think of it as a seamless network of databases that interact with great fluidity and have the capacity to not just crunch data but to interpret it.
Imagine databases that can learn, computers that can read web pages and understand them.
It’s what folks are calling the semantic web (from the Greek sémantikós, to have meaning).

Haverá uma web3.0? «“Masses of people, including vendors, technology proponents, analysts, bloggers and authors, are trying to use the Web 3.0 term to suit their needs and visions,” observes the Gartner Group, the consulting outfit. So far, it counts at least five different ideas out there. More are expected.
“The name Web 3.0 is just a holding page for the technologies to come,” says Jean-Paul Edwards, head of media futures at OMD UK Group. “We will never get to Web 3.0 because when the development comes, we will call them something else.”»

 

03/11/2007 11:11 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

01/11/2007

Apenas se pode falar em tendencias quando se fala do futuro

«(...) Además de que los consumidores multimedia aprecian en demasía las manifestaciones en video. “Estos cambios no los pudimos pronosticar, y hubo profetas que aseguraron la desaparición del papel, pero el papel sigue vigente. Es decir, como expertos, sólo se pueden hablar de tendencias no el futuro de los medios”.
fonte: Mariano Cebrián: “Es imposible predecir el futuro de los medios”, 19/09/07
http://guiadelaradio.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1133&Itemid=62
01/11/2007 15:00 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

27/10/2007

Os novos meios são meios de massas?

El Sentido de Comunidad en los Nuevos Medios, por Jaime Alonso Número 42 Razon y Palabra:«Una manera de comprender los nuevos medios –quizá introductoria– es aquella que los contempla desde una perspectiva comparativa con los medios de masas. En este sentido, una aportación que consideramos de mucha relevancia es la que indica que 'Los nuevos medios de comunicación determinan una audiencia segmentada y diferenciada que, aunque masiva en cuanto a su número, ya no es de masas en cuanto a la simultaneidad y uniformidad del mensaje que recibe. Los nuevos medios de comunicación ya no son medios de comunicación de masas en el sentido tradicional de envío de un número ilimitado de mensajes a una audiencia de masas homogénea. Debido a la multiplicidad de mensajes y fuentes, la propia audiencia se ha vuelto más selectiva. La audiencia seleccionada tiende a elegir sus menajes, por lo que profundiza su segmentación y mejora la relación individual entre emisor y receptor' (Sabbah: 219, apud Castells, 2000: 412; CASTELLS, M.: La era de la información. Vol. 1. La sociedad red. Alianza Editorial, Madrid, 2000 (2ª edición)
27/10/2007 14:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

13/10/2007

Sobre as novas tecnologias

Se se pensar - hoje - numa ideia (tecnologia?) como o Pandora.com, poder-se-á pensar que, mais do que o software em concreto, essa ideia poderá ser a rádio do futuro - a dos conteúdos personalizados. É óbvio que a tecnologia (o software) não só não vai desaparecer como até evoluirá. Mas - a esta distância - que relevância terá no futuro? será apenas um dos muitos programas disponíveis para descarregarv e usar (ou seja, terá uma utilização minoritária) ou irá marcar o futuro daquilo que hoje ainda se chama rádio (o pós-rádio)?

As previsões sobre o peso e influencia da tecnologia num futuro tão incerto como o futuro são sempre incertas

13/10/2007 12:28 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

06/10/2007

Cuidado com as previsões sobre tecnologia

«Na rádio informativa, a etapa da individualização só serâ alcançada com a viabilização a nível comercial das tecnologias interativas atualmente em desenvolvimento, que poderão permitir que o ouvinte escolha não apenas os programas, mas até as notícias que lhe interessa ouvir. Uma etapa intermediária de fragmentação, mais avançada do que a atual, será possibilitada nos próximos anos, com a tecnologia da rádio digital (digital audio broadcasting), que permitirá a existência de um maior número de emissoras no espectro de rãdiofrequência» (Meditsch, 1999: 85) 

06/10/2007 13:34 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

22/09/2007

A importância de estudar os jovens

«(...) these young people 'are tomorrow's shapers of society' (Miller,2001). An understanding of how new technology is influencing the various domains of these young people's lives provides a window on what internet use may be like for future generations» (McMILLAN e MORRISON, 2006: 74)
22/09/2007 18:05 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

01/09/2007

Um futuro incerto na rádio

«Estamos asistiendo a uno de los cambios tecnológicos más sustanciales en materia de telecomunicaciones y radiodifusión en casi un siglo, la digitalización, pero de momento, y especialmente en el ámbito radiofónico, existe bastante confusión, muchos lugares comunes y una radio digital cuyo futuro sigue todavía bastante desdibujado. En buena parte, ello es lógico puesto que se necesitan unos 10-15 años, o incluso más (Paila, 2005:29) para conseguir que una nueva tecnología alcance un punto en el que pasa de ser utilizada tan sólo por los innovadores y los primeros usuarios (early adopters ) hasta que resulta imparable, lo cual podría suponer su presencia en el 20% del mercado masivo (Corneliussen, 2004:3).»

fonte: BONET, Montse, «La radio digital, estándares tecnológicos y plataformas de distribución», Portal de la Comunicación In-Com-UAB, Introducción

01/09/2007 19:02 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A rádio em tempo de transição

«Unlike ten years ago, the idea of the future of radio is now less obvious and clear. The media we know as radio is currently moving through a period of rapid technological transition and it seems that although the future of radio is still digital, there will be multiple simultaneous platforms of digital audio delivery» (Ala-Fossi, 2005:2)
01/09/2007 10:56 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

28/08/2007

A Internet continua a baralhar todas as previsões

«E-mail did not replace or destroy telephony (although it did undermine letter-writing) but became the way in which human life, both personal and professional, was universally transformed by the Internet. It extended communications, increased access and ultimately led to a vast social, political and economic transformation. None of this was predicted in the development of the Internet – as it was initially believed that the Internet would be a global business and information tool rather than a public mass communication system. SMS or text messaging was equally a consumer push led by teenagers wanting to save money. Now it’s a standard extension of communications, again increasing access and the speed of person to person and one to many communications» (Shaw, 2005: 6)   
28/08/2007 17:21 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

«O futuro é um lugar de incerteza (...)»

«The future is a place of uncertainty for research and media analysts. Yet there are tools which allow us to study what is currently shaping the future. We can see the technology landscape emerging and begin to perceive, by our understanding of political economics, media sociology, international communications and information communications technology, the trends and tendencies which lie behind how we as human beings, as consumers and citizens, use and employ new means of communications to extend our social reality and help create media markets and businesses.» (Shaw, 2005: 3) 
28/08/2007 17:16 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

27/08/2007

A cauda longa (Anderson) aplicada à rádio?

Interrogações sobre o futuro; dúvidas; hipóteses ( a causa longa aplicada às audiencias da rádio convencional, ao numero de estações convencionais vs internet; à publicidade que é dirigida à rádio convencional???):

«Queiramos ou não, os hits vieram para ficar. O mesmo se aplica às lojas de retalho com espaço de prateleira limitado, às cadeias de televisão, ao mínimo denominador comum e a tudo o resto. Apesar de todo o crescimento do comércio electrónico, as compras online ainda perfazem menos de dez por cento do retalho norte-americano, tendo apenas excedido ligeiramente as compras por catálogo. Nem mesmo os grandes impulsionadores das vendas online esperam exceder 25 por cento dos gastos dos consumidores nas próximas décadas. Não se trata apenas da conveniência da gratificação imediata e das vantagens palpáveis da economia tradicional. Somos também uma espécie gregária, por vezes gostamos de fazer coisas com os outros. (...) Os hits podem não dominar a sociedade e o comércio da mesma forma que no século passado, nas ainda têm um impacto incomparável. E o impacto reside na capacidade dos hits servirem corno uma fonte de cultura comum em torno da qual se podem formar mercados-alvo mais segmentados. Os agregadores de sucesso da Cauda Longa têm necessidade de ambos: hits e nichos. Precisam de abarcar toda a gama de variedades, desde a mais apelativa até à menos popular, de modo a conseguirem fazer associações capazes de indicar um caminho ao longo da Cauda Longa que faça sentido para todos» (ANderson, 2007: 156) 

«Actualmente, tanto a realidade em torno dos canais de TV como a natueza efémera da televisão são resultado do estrangulamento da distribuição na área da emissão por cabo. A TV continua a viver na era do espaço de prateleira limitado, ao passo que a lição da Cauda Longa é a de que mais é sempre melhor. O crescimento da capacidade do cabo ao longo das últimas décadas perde fulgor perante o crescimento, durante o mesmo período, na área da criação em vídeo e perante a dimensão de potenciais microaudiêndas para tudo e mais alguma coisa. O TiVo poderá ter ajudado, pelo menos, a eliminar da equação a tirania do tempo, mas ainda estamos longe do modelo do iTunes, em que somos capazes de fazer o download de tudo quanto já foi produzido,a qualquer momento» (Anderson, 2007: 209)

27/08/2007 12:41 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

14/08/2007

O novo modelo representa o fim de um paradigma

A rádio convencional, sobretudo musical, é estruturada de forma a que - por muito que se ouçam declarações de intenções dos realizadores - o ouvinte seja um consumidor passivo. Existiam formas de convocar a participação dos ouvintes (até como forma de procurar saber de que é que eles gostam...) mas sempre minoritárias (ainda que, em mercados competetivos, haja rádios que testam previamente as suas escolhas). No fundo, a rádio convencional estrutura-se assente em dois conceitos das teorias da comunicação, muito antes das teorias da comunicação se dedicarem a estudar estes fenómenos: há um gatekeeper (o director de programas, o autor da playlist, o autor do programa) que define, de acordo com critérios variados, um agenda setting: esta passa, esta não passa; esta presta, esta não presta; esta enquadra-se no espírito da rádio ou do programa, esta não se enquadra. A rádio, ouviu-se muitas vezes a acusação, por causa deste agenda-setting, é ela própria um «problema de representação do real» (SANTOS, 2001: 114)

A digitalização, ao oferecer um conjunto de ferramentas de interactividade, acaba com esta ideia de produto previamente concebido por um e dirigida a muitos. Os ouvintes afinal têm poder, e não é apenas o poder de ajudarem a escolher as músicas que passam na rádio; é o poder de escolherem efectivamente o que estão a ouvir - LastfM ou PAndora, por exemplo.

14/08/2007 16:32 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

07/07/2007

Tantas oportunidades como desafios

«Tal como aconteceu com outras mudanças estruturais anteriores, esta transformação [a penetração da Galaxia Internet] oferece tantas oportunidades como levanta desafios. A sua evolução futura é bastante incerta e está submetida às dinâmicas contraditórias que opõem o nosso lado obscuro às nossas fontes de esperança. Ou seja, à perene oposição entre, por um lado, as renovadas tentativas de dominação e exploração e, por outro, a defesa por parte das pessoas do seu direito a viver e procurar o sentido da vida» (Castells, 2004: 317)
07/07/2007 18:06 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Infoexclusão, marginalidade e geografia de utilizadores

«A centralidade da Internet em muitas áreas da actividade social, económica e política converte-se em marginalidade para aqueles que não têm ou possuem um acesso limitado à Rede, assim como para aqueles que não são capazes de tirar partido dela. Por isso, não devemos estranhar em absoluto que a previsão do potencial da Internet como meio para conseguir a liberdade, a produtividade e a comunicação venha acompanhada de uma denúncia da info-exclusão, induzida pela desigualdade na Internet. A disparidade entre os que têm e os que não têm Internet amplia ainda mais o hiato da desigualdade e da exclusão social, numa complexa interacção que parece aumentar a distância entre a promessa da Era da Informação e a crua realidade na qual está imersa uma grande parte da população mundial» (Castells, 2004: 287) 

«a América do Norte, com mais de 161 milhões de utilizadores, era a região dominante do Mundo e, juntamente com os 105 milhões de utilizadores na Europa, constituía o grosso do total de 378 milhões de utilizadores da Internet, contrastando claramente com a distribuição da população mundial. Deste modo, a região Ásia-Pacífico, com mais de dois terços da população mundial, contava somente com 90 milhões de utilizadores, ou seja, 23,6% do total; a América Latina possuía apenas cerca de 15 milhões de utilizadores; o Médio Oriente 2,4 milhões e a África 3,11 milhões, a maior parte deles situados na África do Sul. Em termos da densidade de uso da Internet, a Escandinávia, a América do Norte, a Austrália e (curiosamente) a Coreia do Sul, estavam muito acima dos demais países, seguidos pelo Reino Jnido, Holanda, Alemanha, Japão, Singapura, Taiwan, Hong Kong, continuando pelos países do sul da Europa e depois pelo resto da Àsia, América latina, Médio Oriente, e, muito abaixo, África» (Castells, 2004: 247)

»Dentro de cada país, também existem grandes diferenças espaciais na difusão do uso da Internet. As grandes áreas urbanas são as primeiras a difundi-lo, tanto nos países desenvolvidos como naqueles que estão em vias de desenvolvimento, enquanto que as zonas rurais e as cidades pequenas ficam consideravelmente atrás quanto ao acesso a este novo meio, contradizendo claramente a imagem que os futurólogos tinham formado acerca da "casa de campo electrónica", segundo a qual as pessoas iriam trabalhar e viver fora dos aglomerados urbanos de maior dimensão» (Castells, 2004: 249/250) 

«Existe uma diferença considerável no acesso à Internet para crianças de diferentes grupos de rendimento, o que pode ter importants consequências no futuro. (...) havia computadores em 91% dos lares com um rendimento superior a 75,999 dolareds anuais, enquanto que a proporção baixava até 22% para aquelas crianças cujas famílias contavam com um rendimento inferior a 20.000 dólares. ALém disso, os lares de baixo rendimento geralmente careciam de acesso à Internet, mesmo quando havia computador» (Castells, 2004: 291)

07/07/2007 17:41 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Enquadrar este estudo neste 'fascinante campo de investigação'

«(...) os adolescentes são pessoas que se encontram num processo de descoberta da identidade e experimentação da mesma, ou de averiguar quem são realmente, ou quem gostariam de ser, o que abre um fascinante campo de investigação para compreender a construção da identidade e a experimentação.» (Castells, 2004: 147)

07/07/2007 16:24 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Cuidados a ter quando se elabora sobre a Internet

«(...) não é possível abarcar todo o material disponível para a investigação, quando o objecto de estudo (Internet) se desenvolve e muda muito mais rapidamente que o próprio sujeIto (o investigador que aqui escreve, ou, neste caso, qualquer investigador)» (Castells, 2004: 21)

E uma nota metodológica sobre a predominância dos EUA:

«Esta observação está limitada ao seu contexto social e cultural. A maior parte dos dados e fontes citadas referem-se à América do Norte, por um lado, porque é onde a utilização da Internet está mais desenvolvida, e por outro lado porque é a região sobre a qual possuo mais informação. Tentei compensar essa parcialidade de visão recolhendo informação sobre outros países e sobre distintos aspectos da Internet, entre 1998 e 2001, numa variedade de contextos diferentes da minha base californiana» (Castells, 2004: 21) 

07/07/2007 16:17 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A questão - clássica - das previsões sobre o futuro

«. Nas páginas que se seguem, o leitor não encontrará nenhuma previsão sobre o futuro, porque penso que já é bastante complicado perceber o preente e não confio totalmente nas metodologias utilizadas para esse tipo de previsões. Também não encontrará sermões moralizantes - nem recomendações de políticas ou conselhos de gestão de empresas. O meu objectivo nesta obra é estritamente analítico, porque acredito que o conhecimento deve preceder a acção e que a acção deve sempre estar ligada a um contexto e a objectivos concretos. (...) a tarefa que tenho, e a minha responsabilidade, é facilitar-lhe a si as melhores ferramentas intelectuais que possa, dentro dos limites dos meus conhecimentos e da minha experiência, para que seja o leitor a julgar» (Castells, 2004: 18) 
07/07/2007 16:14 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

23/06/2007

Como será ouvir rádio daqui a 10 anos (ou 20)?

«How will people listen to the radio in 2015? That’s the question that a group of academics put to more than 40 media ‘experts’ in Canada, Denmark, Finland, Ireland and the UK.»

A resposta é uma incógnita absoluta, porque coexistem as mais diversas hipóteses.

- deixaremos de ouvir rádio hertzianamente ou a rádio hertziana, existindo, será apenas um complemento de um serviço global oferecido via internet?

- a rádio digitalizada conseguirá afirmar-se (DAB, HD ou outro sistema), mantendo a rádio como acto sincrónico (uma determinada programação pensada por alguém e destinada a muitos, sem possibilidade de alteração)?

- acabarão os receptores individualizados de rádio e ouviremos não atraves de receptores FM mas de telemoveis, consolas, mp3...  emissões streaming?

As respostas são uma incógnita na medida em que, mesmo tentando não olhar o presente pelo retrovisor, poderão aparecer novos desenvolvimentos tecnológicos que - pela suas características - irão condicionar tudo o resto, porque há movimentos e fenómenos (das diversas indústrias envolvidas) que não se conseguem controlar/antecipar, além de que cinco ou dez anos poderão ser muito ou pouco.

Mas há algumas coisas que parecem «certas»; sinais estruturais de desenvolvimento (e numa fase de grande incógnita/encruzilhada são essas a que nos devemos agarrar):

- a digitalização mudou dois paradigmas em que assentava a rádio convencional e nesse aspecto são duas novas ameaças: criou novos canais de acesso à música, deixando de ser a rádio o canal privilegiado, em muitos casos (para os jovens sem poder de compra, ou mais isolados dos grandes centros) único, de acesso a nova música; possibilitou o aparecimento de verdadeiras alternativas de escuta em acumulação, que antes pura e simplesmente se reduziam à rádio: podemos conduzir, correr ou estudar e ouvir, ao mesmo tempo, milhares de músicas, sem publicidade e a gosto, nos leitores de mp3/iPod. Como consequência imediata, e até porque são os mais atentos às novas tecnologias digitais, os jovens começaram a afastar-se da rádio;

-a digitalização é resultado da Internet e a Internet desenvolveu-se em tantas frentes que, numa delas, se constituiu como meio de comunicação social (como suporte alternativo aos meios convencionais); para se viabilizar precisa de publicidade e a publicidade é um bolo que antes era repartido pelos tais suportes convencionais. A partir do momento em que se constata o crescimento de interesse pela Internet (menos de 10 anos para atingir 50 milhões de utilizadores, contra os 15 anos da televisão, por exemplo), e que o bolo a distribuir não cresce, há desvio de receitas para a Internet. A rádio, como meio mais desvalorizado - o único a cujas audiências não corresponde um valor proporcional de publicidade -, foi o primeiro a sofrer. Sem as receitas habituais, viverá como a rádio?

- A internet/digitalização também significa uma oportunidade para a rádio - mas para que essa oportunidade se afirme a rádio terá de evoluir de tal maneira que deixará... de ser rádio. Será outra coisa qualquer, que ainda não tem nome, mas não será mais uma programação, pensada por poucos, e destinada a muitos, sem possibilidade de a personalizar.

PS - a resposta à pergunta dos especialistas do DRACE diz-nos que «by 2015 most Europeans would have digital terrestrial radio» e que «FM radio will continue to play a significant role in both Europe and Canada», e isto porque « This is attributed to the strengths of linear radio, including mobility, ease of access and localism, as well as powerful journalistic and artistic content». Não penso que assim vá ser. Para mim será mais «an increase in personalized and on-demand radio, with more listener sovereignty, personalization options and the gradual disappearance of schedules. Radio will be available when and where listeners want it»

23/06/2007 11:47 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

09/06/2007

A música continua a ser muito importante para os jovens; e isso é importante para a rádio

«Music remains one of the seminal influences in the lives of young people, though we also discovered that less than one out of flve teens lits that music impacts their thinking or behavior. The » (Barna, 2001: 104) 

 

09/06/2007 17:41 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

26/05/2007

Uma espécie de declaração de intenções

«For the first time ever, children are taking control of critical elements of a communications revolution» (Tapscott, 1997: 26)  
26/05/2007 16:13 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Notas metodológicas (a quem se dirige o trabalho)

«The term Net Generation refers to the generation of children who, in 1999, will be between the ages of two and twenty-two, not just those who are active on the Internet. Most of these children do not yet have access to the Net, but most have some of degree of fluency with the digital media. The vast majority of adolescents report they know how to use a computer. Nearly everyone has experience with video games. The net is coming into households as fast as television did in the 1950s» (Tapscott, 1997: 3) 

«Globally, most children of the new generation are not growing up digital. In fact many of them will not grow up at all. One billion people were born over the last lecade - the biggest increase in human history. However, 97 percent of them were born in developing countries that often lack the ability to feed, house, and educate them[Data from a presentation by Rick Uttle, president of the International Youth Foundation, cited at World Economic Forum. Davos. Switzerland. 1997]. More than half of the 1.2 billion children in the world aged six to eleven have never placed a phone call [As cited in a column entitled "2B1" by Nicolas Negropome in Wired, June 1997, p. 184].  There is also a growing gap between have and have-not nations. Most net users are in the United States, Europe (excepting Scandinavia) and Japan are far behind. But the real gap comes between the developed and developing world. Most people in the latter don't have telephones, let alone the digital media.» (Tapscott, 1997: 12)

26/05/2007 12:40 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

A geração iPod e a neteconomia

Será possível compreender o fenómeno associado à geração iPod sem o relacionar e integrar numa área mais vasta, a da neteconomia?

26/05/2007 11:31 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/03/2007

A necessidade de reflectir sobre o futuro

«The future is unclear, but the changes need to be charted as they unfold» (Tacchi, 2000: 292).
24/03/2007 16:50 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

17/03/2007

Um risco a tentar evitar neste trabalho

«O passado foi embora naquela direção. Quando confrontados com uma situação inteiramente nova, tendemos a ligar-nos aos objetos, ao sabor do passado mais recente. Olhamos o presente através de um espelho retrovisor. Caminhamos de costas em direção ao futuro". (McLuhan, s/d: 54 in O tambor tribal de McLuhan, Nélia Del Bianco, Teorias do Rádio, Meditsch org, 2005, pág 160)
17/03/2007 09:05 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

10/03/2007

Necessidade de relativizar as previsões («adopção hesitante»)

«Although having the right kind of access and device is clearly a prerequisite for new media experiences, and very often an incentive to try new experiences, it is in no way a guarantee of actual consumer uptake. When a device enters the market, consumers may initially ignore some of its advanced features or use it in surprising ways. If the device is not easy to use, has limited functionality or does not really fit the user’s lifestyle, it will likely sit idle or underutilized. Examples of hesitant adoption are plentiful. Of the 15 million U.S. households with highdefinition television (HDTV) sets at year-end 2005, only 50 percent subscribed to HDTV content service plans. Likewise, of the 270  million Internet-enabled mobile phone users in Western Europe, only 20 percent were using their phones’ Internet capabilities.» NOTA: não se aplica ao iPod...

fonte: «Navigating the media divide», IBM Institute for Business Value, 2007

10/03/2007 05:39 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

03/03/2007

02/03/2007

A rádio de conversa vai sobreviver? (optimismo)

«With the emergence of iPods, WiFi, satellite radio, and other new media, is radio in danger of losing younger listeners? 
Jason Wolfe, director de programas da WEEI, rádio de conversa e desporto de Boston, líder de audiências: I don't think we are, and I don't think radio is in general. If you look at specific formats, nothing can take the place of a local program - if it's compelling and entertaining enough. One of the great things about the growth we have achieved is that we're gaining younger people. If our core demo is men 25-54, every time one of those 54-year-olds turns 55, we pick up two who are 25. We've done exceptionally well with those younger demos, largely because they want the local programming. These new media will never supplant the great power of terrestrial radio and the personality and passion that goes with it. In that respect, as an industry, we're in good shape. There will be “competitors” so people can to go other places for news and entertainment, but at the end of the day they'll stick with radio because that's what they know and love.» (At WEEI, Jason Wolfe Is King Of The Red Sox Nation (Radio Ink, 10/17/05)

02/03/2007 09:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

26/12/2006

41 dias por ano a ouvir rádio

nos EUA.

Parece-me de mais, mas...

«Nearly half of our lives are spent with TV, radio, Internet and newspapers, according to the U.S. Census Bureau. Its new “Statistical Abstract of the United States: 2007” indicates adults and teens will spend nearly five months — 3,518 hours — next year watching television, surfing the Internet, reading daily newspapers and listening to personal music devices. (There are about 8,760 hours in a year.)

Among the bureau’s findings: People will spend the equivalent of 65 days in front of the TV, 41 days listening to radio and a little over a week on the Internet in 2007. “Adults will spend about a week reading a daily newspaper and teens and adults will spend another week listening to recorded music.” Consumer spending for media is forecast to be $936.75 per person.»

fonte: «Your Radio Diet Next Year: 41 Days», 21/12/06, RWonline

 

26/12/2006 02:27 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

02/04/2006

O segundo choque é mais grave do que o primeiro (II)

«El nuevo siglo se abre nuevamente con transformaciones técnicas importantes que han de suponer cambios pora la radio, superiores a los que en su momento significó la FM, el nuevo contexto configura lo que se ha denominado convergencia digital y esto para la radio puede significar cambios importantes en los lenguajes que utiliza, los contenidos que emite que van a aproximarse al multimedia y la diversidad y la calidad de los soportes por los que van a difundirse las programaciones» (Marti in Esteban, 2000: 243) 
02/04/2006 18:39 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

18/03/2006

Uma pergunta central em toda esta investigação

Qual será o suporte principal para a difusão da rádio no futuro? Será possível definir um suporte central (como a emissão hertziana, actual), e nesse caso será a Internet (com o podcast a poder ter protagonismo), ou a rádio será sobretudo um sistema convergente, sem que haja um suporte triunfante, mas vários (conjugando-se suportes hertzianos com digitais, telemóveis ou webcasting)?
18/03/2006 10:11 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 2 comentarios.

11/03/2006

Ouvinte ou cliente? Cliente...

«I would prefer that the industry use the word customer, as opposed to listener, because customer has character; it's friendlier, warmer, and more personal. A customer is treated like a unique person. Smart businesspeople bend over backwards trying to keep their promises to their customers. On the other hand, the word listener has a cold, statistical, feel to it» (McCoy, 1999:3)
11/03/2006 18:36 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

05/03/2006

A rádio está pujante?

«-Más de 21O millones de europeos oyen la radio diariamente.

- Europa tiene más de 9.600 estaciones de radio.

- La radio es oída más de tres horas al día por persona.
- En cinco Estados miembros hay más individuos oyendo radio que viendo televisión.

En definitiva, la radio continúa siendo un medio pujante que mantiene altas cotas de credibilidad y aceptación en toda Europa. Además, se muestra culturalmente mucho más diversa que la cada vez más homogeneizada televisión, proporcionando servicios específicos para cada uno de los países, regiones y localidades».

Merayao Pérez, Martinéz-Costa, 2001, 282 

05/03/2006 19:57 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Uma hipótese a confirmar

"Las nuevas tecnologías implican en el panorama de la radiodifusión sonora la aparición de nuevos sonidos y la multiplicación de los modelos de radio (...) la tecnología abre camino a la multiplicación de sus canales de comunicación"

Avelino Amoedo, in Martinéz-Costa, 2001: 205

05/03/2006 18:51 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

04/03/2006

«Hay una sociedad nueva que emplea un lenguaje nuevo y que marca un sendero nuevo para la radio»

"Hay una sociedad nueva que emplea un lenguaje nuevo y que marca un sendero nuevo para la radio" (Angel Faus apud Moreno Moreno, Martinéz-Costa, 2001: 204).
04/03/2006 14:04 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Perguntas que ainda fazem sentido

«a) ¿Qué tipo de radio ofrece/rá el DAB?

b) ¿Qué tipo de radio ofrecemos/remos a través de Internet?

c) ¿Qué tipo de radio escuchamos/remos a través del teléfono móvil?

d) ¿Cómo converge la oferta de radio on air con la oferta on line?

e) ¿La especialización musical es la única respuesta a la pregunta de los nuevos contenidos de la radio? ¿La especialización musical es tipo de radio que más desarrollo experimentará con el DAB, con Internet, etc.?»

Elsa Moreno Moreno, Martinéz-Costa, 2001: 202 

04/03/2006 13:44 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Características da nova rádio

Marti y Marti considera que se pode definir «la denominada nueva radio» a partir dos seguintes elementos:

- «Mayor posibilidad de elección» («un oyente medio de radio podrá tener a su disposición entre 100 y 200 programaciones diferentes de radio en directo»);

- «Hiperespecialización de contenidos» (para «diferenciarse y de conseguir la atención de los oyentes que navegarán por la jungla de las programaciones puestas a su alcance en los diferentes soportes»).

Nuevas estructuras programáticas» : («se caminará hacia una realización mucho más personalizada y (...) porque el contenido hasta ahora basado únicamente en el sonido se ampliará a los datos y a las imágenes»);

- «Nuevas formas de participación». («... el oyente actuará de una manera interactiva no únicamente sobre los contenidos, sino también sobre las estructuras programáticas»).   

Marti e Marti in Martinéz-Costa, 2001, 189 (intervenção feita em 2000)

(o que leva Marti y Marti a falar em nova rádio e a fazer esta caracterização)

04/03/2006 04:19 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

O futuro da rádio

«(...) el debate acerca del destino de la radio ha tenido un gran número de vicisitudes y no se puede saber lo que en un futuro deparará»

(Carlos Ortiz de Landázuri in Martinéz-Costa, 2001: 182)

«Durante las últimas dos décadas muchos profesionales, expertos y estudiosos, hemos construido la prognosis sobre el futuro inmediato de la radio, a base de unos cuantos tópicos y bastantes lugares comunes. Los cambios anunciados los hemos fundamentado en la potencialidad de las nuevas tecnologías de producción y de difusión. Ya podemos decir que esta apuesta con el tiempo ha resultado bastante equívoca y ello por muchas razones. En primer lugar, porque la experiencia enseña que la apropiación social de las tecnologías se acostumbra a realizar de manera bastante diferente a como es concebida por aquellos que simplemente basan su análisis en la bondad intrínseca de las mismas. En segundo lugar, porque existen una serie de factores contextuales en torno a la radio digital que están evolucionando a un ritmo bastante diferente al esperado. Podemos decir que hemos construido unos escenarios de futuro que, visto lo visto, se alejan progresivamente de cualquier realidad plausible a medio plazo».

Marti y Marty in Martinéz-Costa, 2001: 187 

04/03/2006 03:42 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

As novas tecnologias e a interacção

«Para McQuail es evidente que la aparición de las nuevas tecnologías han hecho posible la aparición de nuevas formas de interacción radiofónica hasta ahora desconocidas»

Carlos Ortiz de Landázuri in Martinéz-Costa, 2001: 172

(introdução: quais são as consequências do aparecimento das novas tecnologias? Elas não se limitam a garantir que a rádio sobreviva - ou não -; também têm consequências ao nível da programação e do comportamento do público)

04/03/2006 03:38 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

25/02/2006

O futuro da rádio está garantido se...

«El deseo de la audiencia de recibir una programación de radio de calidad seguirá intacto. Se trata de algo inmutable. Las personas se seguirán sintiendo atraídas por la naturaleza personal, relevante e "interactiva" del medio y las nuevas tecnologías aumentarán las oportunidades de alcanzar una verdadera interacción. Cuanto más consiga "dialogar" una emisora con su audiencia, más segura será su posición en el mercado de los medios de comunicación. La identidad local que una emisora proyecta a través de su programación en las ondas y su página en la red la mantendrá viva durante mucho tiempo en el futuro (...) En 1938 Norman Corwin, el legendario escritor americano de la radio, publicó una obra titulada Seems Radio is Here to Stay para la Columbia Broadcasting System (CBS). Creo que no me equivoco al decir que la radio estará aquí para quedarse en este nuevo siglo de potencialidades y promesas, siempre que recuerde que debe centrarse en sus formidables virtudes y atributos únicos».

Keith, Michael C. La radio en mercado global, apud Martinéz-Costa, 2001:105)

25/02/2006 04:07 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

19/02/2006

Demasiada tecnologia?

"Es necesario no olvidar que: a) la tecnología es un flotador, no un salvavidas; y b) que un flotador no enseña a nadar." (Belau in Martinéz-Costa, 2001: 37) 
19/02/2006 13:19 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

05/02/2006

"A rádio é infinitamente adaptável"

mas - ao contrário do que muitos pensam - isso não se deve, na opinião desta autora, à tecnologia:

"Despite challenges from other media, radio continues to be popular because of its ability to adapt to changes. Technological determinists might claim that the changes are due to advances in technology like stereo broadcasting, the transistor radio and the use of FM and digital frequencies for better-quality sound. But a closer examination of these technological developments shows that most were available long before they were applied" (Fleming, 2002: 25).

Ou seja, "'radio's ability to survive in a competitive media environment has always depended  0n how well broadcasters tap into social, cultural and technological change" (Stephen Barnard, 2000: 17 apud Fleming, 2002: 25)

05/02/2006 11:09 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

04/02/2006

Mais rádios não é sinónimo de mais (melhor) oferta

«More radio stations do not necessarily bring about more choice for listeners and sometimes the only way to distinguish between one station and another is the station ident (the jingle that identifies the station with its name and frequency). The majority of stations in Britain follow a very similar format dominated by music" (Fleming, 2002: 6).

04/02/2006 03:46 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Elogios à rádio

"Radio is a constantly evolving medium. Throughout the last century it has adapted to cultural and technological change to remain a popular and distinctive medium despite the growth of television, cinema, cable and satellite services, the ubiquity of recorded music, and even the Internet. So what makes radio so distinctive? The most obvious answer is its availability. Nine out of ten people in the UK listen to radio every week for an average of three hours a day, representing over one billion listening hours a week. It is available in homes, shops, workplaces, cafes and cars and even to individuals walking in the countryside plugged into their personal steroes". (Fleming, 2002: 1) 

04/02/2006 03:43 Autor: osegundochoque. Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

04/09/2005

O risco das previsões

O risco da análise prospectiva, as dificuldades que um trabalho como este pode apresentar; as previsões que estão condenadas?
Todas as previsões que envolvam, directa ou indirectamente, tecnologia correm o risco de ficar condenadas; todas as cautelas são poucas: ou como o telemóvel permite um conjunto de especializações que põem em causa a certeza desta afirmação:
Radio has managed to evolve to survive through technological advancements and is now relied upon for news, traffic updates and weather reports in a way that TV is not. In a traffic jam the radio is your only companion, in hospital it is the same, and in the middle of the night when the whole world appears to be asleep your radio with the late-night broadcaster's soothing voice is your sole companion.” (Hollingsworth, Mike, How to get into Television, Radio and New Media, Continuum, Londres, 2003pág 23)
04/09/2005 20:11 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

29/08/2005

Hipóteses

-a rádio ainda serve para alguma coisa?

- a rádio poderá ser só voz? A rádio contra a solidão (característica, cada vez mais marcante, da nossa sociedade?)? Recurso a formas mais eficazes e ricas de comunicação, conjugando a construção efectiva de uma oralidade com formas mais capazes de combater o “ruído”?

- como seria um fórum sem participação de um moderador (um caos)? Seria possível? Alguém quer participar num assim?

- o computador está a matar a rádio ou só a reposicioná-la? Tornará a voz/palavra mais importante, as pessoas?

- o que é que vai desaparecer, da rádio actual, e o que é que fica? Fica a edição, o editorial, a decisão, a moderação, o equilíbrio, a gestão dos excessos?

- a tecnologia, relativamente à rádio (só à rádio?), está a funcionar como filtro, como depuradora de tudo o que não é determinante; ela faz a limpeza do que não era essencial à rádio (mesmo que no presente isso parecesse); gorduras?

- depois da televisão ter tirado a rádio de casa (tirou?), a rádio barricou-se no carro e transformou-se numa espécie de gira-discos (mais ou menos personalizado); o computador vai fazer o quê à rádio: fechá-la ainda mais no carro? Diminuir ouvintes? Há que ter em conta, pelo menos num espaço de 20 anos, a realidade do transporte individual, que obriga a uma atenção de base e impede outra visualização. A rádio manterá uma característica de acumulação e locomoção, mas a tecnologia permitirá substituir a rádio como elemento único (o CD nunca foi verdadeiramente uma alternativa porque implica substituir os discos e limita muito as escolhas); já um leitor digital de música ou um telemóvel permitirão acumular centenas (milhares…) de músicas e ligá-las ao sistema áudio do carro.

- as pessoas continuarão (cada vez mais a viajar sozinhas), mas em transportes colectivos, necessitando de companhia auditiva (visual também?). E nesses (autocarros, barcos, aviões) a rádio nunca foi opção, pelas suas dificuldades de propagação (que só o satélite poderá eliminar). Continuará a não ser? Os dispositivos pessoais (recusados em aviões), como telemóveis, leitores digitais de música, serão alternativa? Quanto mais eles se impuserem, menos hábitos de escuta de rádio

- os profetas da desgraça também prenunciavam o fim da rádio quando a televisão explodiu. E a rádio sobreviveu, por causa do transístor. E agora? Quem vai salvar a rádio da tecnologia? A tecnologia? O regresso à condição essencial do homem, a sua voz?

- a rádio por satélite, sem publicidade, perfeita no som e super-segmentada, é o futuro da rádio? O que é que os seus assinantes esperam dela, que não encontrem por exemplo nos downloads de música (quem paga uma, paga outra…)? Por facilidade (os downloads dão trabalho… implicam vontade e acção, enquanto a rádio é só ouvir)?

- a rádio só fará o que não tiver sentido noutros meios? O teatro, por exemplo, que é essencialmente visual. Porquê ouvi-lo na rádio se posso vê-lo na televisão? Por outras palavras, a rádio especializa-se no seu core ou compete? Por outro lado, até que ponto a rádio pode limitar-se a apenas fazer aquilo que a tv não faz? O carro não permite ver ecrãs? É curto e redutor! A televisão e o jornal não permitem acumular e circular? Mas a rádio deixou de ser o único meio. Com um telemóvel posso correr e ouvir música; jogar e ouvir música; a rádio tem concorrência na única área que era sua. Ou é mais sensato, evitar comparações, braços-de-ferro, apostando na complementaridade? Mas há produtos que não funcionam bem na televisão – a rádio poderá tirar partido? Um homem, só, no estúdio, a conversar com ouvintes. Parece ser um produto radiofónico. Há outros formatos não-visuais? São os que pressupõem pessoas a falar? Uma leitura de um poema…

- a rádio terá vantagens (ou conseguirá continuar a) em tirar partido de alguma arrogância (dominadora) da televisão? Muito formatada, muito presa, refém da imagem, sem margem para outras abordagens? Enquanto a televisão continuar a imitar modelos da rádio (dando-lhes imagem) a rádio terá o seu espaço garantido?

- a concorrência da rádio deixou de ser a televisão e passaram a ser os telemóveis? A existência de um meio mais absorvente não significa que não haja espaços para outros (os telemóveis excluem o argumento que a rádio chega onde a televisão não chega; a televisão passa a chegar a todo o lado; só a acumulação a impede)

- a rádio tornar-se-á num produto minoritário (público e receitas)? Dirigido a minorias ou elites? Será viável?

- o próprio conceito de rádio está em causa: as rádios na Internet, que cada um pode programar, são gira discos personalizados ou rádios? Qual é a essência básica de rádio para que se possa perceber o que fica e o que passa? É rádio se tiver alguém lá dentro, alguém que fale? Os downloads não são rádio;

- a música tem lugar na nova rádio? A música, se representar alinhamentos incaracterísticos, se não encontrar diferenças com o computador, se não surpreender, se não for contada/explicada/humanizada, não. A tecnologia faz o mesmo com mais ganhos, eficiência e rigor. GPS e o trânsito… a música explicada (os leitores digitais dizem o nome da musica, o autor e o ano e até podem incluir a letra…, portanto explica-la é mais do que anunciá-la), relacionada? Novos formatos?

- a tecnologia também vai tirar à rádio uma das suas características básicas, a imediatez na informação? Um telemóvel pode transmitir imagens e permitir pôr um repórter no ar (numa televisão) ao mesmo tempo que numa rádio… Se há uma crise e o fornecimento de energia é interrompido, as pessoas viravam-se para a rádio (na origem a funcionar com gerador); agora podem ver no telemóvel, enquanto a bateria durar (no caso da rádio, enquanto as pilhas…)

- estão em causa uma série de lugares-comuns, de ideias-feitas, que alimentaram a rádio durante décadas? Por exemplo, antes entrávamos numa loja e havia rádio; hoje há a televisão; antes, num escritório, os funcionários ouviam rádio (ou musica pré-gravada em CD); hoje podem ouvir a sua selecção na Internet ou leitores digitais ou musica no computador; antes íamos correr e levávamos o rádio; hoje os leitores digitais de música ou os telemóveis… se eu for ao estádio ver um jogo de futebol e o jogo estiver a ser transmitido na televisão (e no meu telemóvel), eu ouço a rádio ou vejo a televisão? A televisão obriga-me a acumular e isso não é possível. Mas permite ver os lances em repetição ou mais polémicos. A rádio permite a acumulação mas tem mais-valia?

(o que o computador puder fazer, fará melhor)

A rádio vai ficar à espera do fim, à espera que o fim não chegue tão cedo? Ou vai perceber que só estará condenada se não conseguir encontrar diferenças (potenciando-as) com a televisão e as novas tecnologias? È uma perspectiva pessimista ou apenas inquieta sobre o futuro da rádio?
29/08/2005 16:24 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

24/08/2005

Eu, este trabalho e a tecnologia (digital)

Será este blogue demasiado tecnológico, se partirmos do pressuposto que apenas se dedica a pensar a rádio do futuro? O que é que a tecnologia de que aqui venho falando há diversos meses tem a ver com a rádio? Enfim, para ser o mais concreto possível: o que é que, por exemplo, os iPods ou genericamente todos os LDM têm a ver com o futuro da rádio?
Várias coisas:
- uma constatação básica – quanto mais música digital se ouvir, menos rádio se ouvirá;
- os leitores digitais de música (LDM) s(er)ão compatíveis com os sistemas áudio dos carros, juntando-se à rádio e ao CD. Mas mais do que este, representam uma alternativa válida de escuta em condução, que a caixa de CD ou, mesmo, a cassete nunca foram (deixando a rádio reinar);
- estes aparelhos limitam-se a potenciar um fenómeno recente mas que parece irreversível: a música já é digital e será cada vez mais (a ponto de se acabar por desmaterializar na origem);
- a partir do momento em que a rádio deixar de ser o que é agora, a melhor forma da indústria discográfica promover, sobretudo, as novidades, a rádio musical terá de procurar um novo posicionamento.

Por isso é que não é de mais falar, neste âmbito, de tecnologia, de música digital e de iPods.
No fundo (acho eu…) analiso o fenómeno na origem para compreender melhor as suas consequências.
24/08/2005 11:54 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

11/07/2005

(sint) Algumas ideias soltas (hipóteses)

Um amigo, que me tem estado a ajudar e promete não desistir, alertou-me para uma entrevista de um dos mais míticos realizadores de rádio em Portugal, António Sérgio (AS), no suplemento do DN de sexta-feira passada.
Do ponto de vista desse meu amigo, AS dizia algumas coisas sobre a rádio que me poderiam interessar para este trabalho. Uma frase, em concreto, despertou-lhe o interesse ("Sobre o actual estado da rádio em Portugal, António Sérgio diz que «(…) aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».") e proporcionou-me a possibilidade deste ponto da situação.
Aqui vai, ao correr do teclado:
1) Este trabalho não é sobre a rádio de hoje. É, sobretudo, sobre os desafios (problemas?) que as novas tecnologias estão a criar à rádio, tal como a conhecemos hoje;
2) Este trabalho não pretende ser um lamento sobre o estado da rádio em Portugal, embora vá centralizar a sua atenção no panorama radiofónico português; a frase de AS é um exercício saudosista, que partilho, mas irrepetível: a rádio deixou de ser ouvida em casa porque a rádio sofreu um forte choque com o aparecimento da televisão (o primeiro...) e, menos, porque deixou de ter conteúdos apetecíveis;
3) A história repete-se com o segundo choque: a televisão tirou público à rádio, mas esta conseguiu manter uma massa crítica suficiente para sobreviver; agora, com a perda previsível de mais público, que terá outras formas de consumir música, por exemplo, a rádio conseguirá manter essa massa crítica de ouvintes em quantidade suficiente para anunciantes se interessarem, para se gerar receitas que permitam investimentos (técnicos e humanos)?
4) A rádio do futuro será sobretudo voz (à mistura com outros conteúdos) e será ouvida basicamente no carro? A segunda tendência confirma o que vem acontecendo; mas a primeira será uma autêntica revolução, por exemplo, em Portugal (onde a rádio é basicamente música).
11/07/2005 17:29 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 1 comentario.

04/07/2005

O estado da rádio nos EUA

Nos EUA, "98 percent of adults listen to an average of 21 hours of radio every week. This is on a par with cable TV (19 hours/week) and broadcast TV (15 hours/week)."
A fonte é a empresa de consultoria Veronis Suhler Stevenson.
A desenvolver
04/07/2005 14:21 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

17/06/2005

determinismo tecnológico

"Para Marshall McLuhan (1911-1980), os media são tecnologias que alargam as percepções sensoriais humanas. Ao propor que o meio é a mensagem, argumenta que o significado cultural dos media não reside no seu conteúdo mas no modo como altera a nossa percepção do mundo. O impacto de qualquer tecnologia está na "mudança de escala, momento ou modelo que introduz nos assuntos humanos". O impacto particular das tecnologias dos media está no modo como alteram os "modelos de percepção rapidamente e sem qualquer resistência".
Daí se considerar McLuhan um determinista tecnológico, que define a história pela mudança tecnológica. A tecnologia da escrita induz uma mudança fundamental no modo como os seres humanos se relacionam uns com os outros, realçando a visão sobre o som, a leitura individual sobre as audiências colectivas (...)".
Rogério Santos no Indústrias Culturaisde hoje

http://industrias-culturais.blogspot.com/2005/06/determinismo-tecnolgico-para-marshall.html

17/06/2005 13:16 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

12/06/2005

O fim dos relógios de pulso?

A revista Visão de 2/6/05 apresenta, na página 92, um artigo muito interessante sobre o fim dos relógios de pulso, substituídos pelos telemóveis. Fim? Veremos depois.
A questão é importante para este âmbito porque é mais um exemplo de uma tecnologia tradicional, devidamente implantada a nível mundial, que é ameaçada por uma outra tecnologia que chega agora, mas com vantagens. Quais? A concentração num só aparelho de várias utilidades – uma das quais o relógio.
A reportagem conta o caso de uma miúda de 10 anos que deixou de usar relógio pouco depois de aprender na escola a ler as horas. É que o seu Nokia 3200 tem, além de relógio, o Bounce, o seu jogo preferido.
Outro caso que ali é contado: um estudante de 24 anos mantém os relógios numa gaveta de casa e só recorre ao telemóvel: “Não acordo sobressaltado com o barulho do meu relógio-despertador – posso escolher, para isso, uma música mais soft, no telemóvel”. A propósito, a rapariga também conta que grava sons da sua aparelhagem para o telemóvel, para pôr a tocar na manhã do dia seguinte.
Será uma moda, resultante do impacto dos telemóveis, e tudo voltará a ser como dantes, com o relógio a reocupar o seu espaço no pulso (um pouco como quando apareceram os relógios digitais e se previa o fim dos mecânicos, o que não aconteceu)? Ou o relógio, com o tempo, passará a ser apenas um objecto de decoração, como uma pulseira, um colar ou um piercing?
São semelhantes os desafios que se colocam à rádio tradicional: como conseguir captar a atenção para a rádio perante um aparelho que tem, além do próprio receptor de rádio, um leitor digital de música, máquina fotográfica, Internet e… televisão? Quem quererá ouvir a rádio? O que terá a rádio de fazer para sobreviver? Ou a rádio está condenada a acantonar-se, definitivamente, ao carro, por ausência de alternativas (sendo que nem isso é pacífico, uma vez que os leitores digitais – e portáteis – de música também podem ser ligados à aparelhagem do carro e, assim, substituírem a rádio)? Nesse caso, o mais preocupante é que a rádio passará a ser para uma “imensa minoria”, deixando de ter viabilidade económica (os anunciantes deixarão de investir…), de receber investimentos humanos e tecnológicos e ficando a marcar o seu próprio fim…
12/06/2005 10:02 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

14/04/2005

Inquietações (mais...)

No Japão ou nos Estados Unidos (menos na Europa,penso) há cada vez mais pessoas a
ouvir música em casa, nos transportes publicos ou mesmo na escola, não,
já, através da rádio ou de «walkmans», mas em «Ipods» e outros
sistemas de musica digital (que permitem que eu ouça as minhas
musicas, apenas as que gosto e não as que a rádio quer que eu ouça);
nos táxis e em muitos carros particulares, os que conduzem já não
recebem as informações de trânsito pela rádio mas por sistemas de GPS,
associados a câmaras de vídeo que nas ruas informam por onde se pode
seguir ou não; isto para além dos serviços que os telemóveis de
terceira geração (UMTS) oferecem, com serviços personalizados (por
exemplo, se eu apenas circulo em determinada auto-estrada, não me
interessam outras informações; os telemóveis permitem a personalização
atraves de um SMS).

Parece-me haver aqui uma especie de "ameaça" aos actuais formatos da
rádio; ou pelo menos à forma como ela é concebida actualmente.

A rádio já sobreviveu ao choque da televisão (o primeiro choque), mas
isso obrigou a uma serie de mudanças (passar de casa para o carro, por
exemplo). Conseguirá sobreviver a este segundo choque que se prepara?
A tecnologia ameaça a rádio ou apenas a obrigará a reposicionar-se?
Que serviços estão os "gadgets" a oferecer, concorrenciais com a rádio?
Como a rádio poderá tirar partido desses "gadgets"? A rádio será, como
se percebe por aquilo que Negroponte diz, mais voz, ou o futuro da
rádio é... negro?
14/04/2005 07:01 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução No hay comentarios. Comentar.

Como que uma declaração de princípios

Não foram poucos os que previram a morte da rádio com o aparecimento da televisão. Mas a rádio sobreviveu. Mudou, de casa para o carro, da noite para o dia, da válvula para o transístor, mas sobreviveu ao primeiro choque tecnológico.
O segundo choque está aí à porta e a rádio ainda não percebeu os sinais. É o choque provocado pela banalização dos sistemas digitais de reprodução de música («ipods» e muitos outros), que ameaçam tirar a música da rádio; são os GPS, ligados a câmaras de vídeo, que dão a informação de trânsito em tempo real, especificamente para a minha rota; é a personalização das informações, em função dos meus interesses, enviada pelos telemóveis da terceira geração (trânsito, bolsa, meteorologia, etc.); é a possibilidade de ver, via UMTS, as transmissões dos jogos de futebol, onde não há um ecrã de televisão, em vez de ouvir o relato; é...
Como será a rádio sem a música, sem o trânsito, sem a bolsa, sem...?
O que fica para a rádio?
14/04/2005 14:44 Enlace permanente. Tema: 1.0 Introdução Hay 1 comentario.




Transistor kills the radio star?

Um blogue de suporte a uma investigação sobre a rádio do futuro - ou o que quer que ela se venha a chamar...
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